domingo, novembro 18, 2007

A arrogância do poder: a Ordem dos Médicos e o aborto

"A arrogência do poder" assim se chama um artigo da editora do Público São José Almeida, se não estou em erro, militante do PCP. Nele trata de duas questões entre as quais a do actual conflito entre o Ministro da Saúde e a Ordem dos Médicos a propósito do Código Deontológico destes últimos.
É impressionante que esta gente favorável ao aborto livre e legal não quer só que assim seja. Quer, exige, que toda a gente diga que está bem! De outra forma como compreender a ofensiva a que São José Almeida dá cobertura?
Mas por outro lado esta ofensiva do poder do mundo é também sintomática de outra fobia que anima os impulsionadores da mentalidade dominante: a fobia, o pavor, da liberdade. No limite por que raio não poderia uma Ordem profissional castigar um seu membro pela prática de um acto legal? Por que raio não pode uma classe de profissionais dizer a alguém: "se queres ser dos nossos, segues estas regras ou sujeitas-te a estas sanções"...? "Se queres praticar actos que à luz do nosso Código não podes, resignas a ser um dos nossos ou a viver constantemente castigado se insistires em estar connosco"...?
Note-se só para não haver confusões que não é esse o caso hoje da Ordem onde a proibição da prática do aborto se mantém no respectivo Código sem que sejam sancionados os médicos que o fazem ao abrigo e por causa da lei actual.
Neste post estava só a "esticar a corda" para, por absurdo, demonstrar que em reacções como as do Ministro da Saúde e dos seus apoiantes, o que existe, no fundo, é um pavor à liberdade. Uma pretensão totalitária que ou é combatida ou na próxima geração acabamos todos no matadouro da politicamente correcto, excluídos da convivência social, atirados para a pobreza e a marginalidade, como num qualquer cenário de ficção cientifica...! É que já estivemos muito mais longe...

sábado, novembro 17, 2007

ATL's: a ofensiva do poder do mundo (e das lojas...)

Transcrevo texto recebido do boletim electrónico Infovitae:

Declaração do P. Lino Maia sobre a Ofensiva do Governo contra ATL

Padre Lino Maia
Presidente da CNIS
Porto, 13 de Novembro de 2007

CNIS denuncia ofensiva do governo contra ATL das IPSS

"O Ministério da Educação, com a complacência do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, tem em curso uma ofensiva com vista ao encerramento dos Centros de Actividades de Tempos Livres (ATL) das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Desde há várias décadas que as IPSS se organizaram para assegurar a guarda das crianças do 1º ciclo do ensino básico – antiga escola primária – no período do dia em que não tinham aulas na escola, através de actividades lúdicas e de enriquecimento cultural e extracurricular, compatibilizando a vida profissional dos pais e encarregados de educação com os deveres decorrentes da maternidade e paternidade.
São os chamados ATL.
No início da presente crise com o Governo sobre esta matéria, havia mais de 1000 ATL de IPSS espalhados por todo o país, abrangendo cerca de um quarto das crianças da escola primária.
Há mais ou menos um ano, o Ministério da Educação entendeu, numa medida de política educativa que não se questiona, prolongar o horário escolar no 1º ciclo, pretendendo assegurar a todas as crianças que frequentam a escola primária as chamadas actividades de enriquecimento curricular – AEC -, bem como o acolhimento na escola durante um período mais alargado – das 9 horas às 17,30 horas.
Este modelo não assegura a compatibilização da vida profissional dos pais com a frequência da escola.
Como se sabe, muitos pais trabalhadores têm que deixar os seus filhos às 7,30 da manhã, a fim de irem depois trabalhar. E não os podem ir buscar antes das 19,30 horas, depois do trabalho. Nem têm férias sempre que as escolas fecham, nas pausas lectivas.
Os ATL das IPSS asseguram essa compatibilização; a escola a tempo inteiro, porque não é a tempo inteiro, como o Ministério lhe chama, não a assegura.
O Ministério da Educação, a fim de fazer vingar a sua medida, acertou com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade que este cessasse o apoio aos ATL das IPSS, forçando todas as crianças da primária a abandonar os ATL para frequentar as agora designadas AEC.
Nessa sequência o MTSS vem notificando as instituições que mantêm ATL de que pretende cessar a cooperação legalmente prevista, com o encerramento dessa resposta tão necessária à estabilidade e segurança das famílias, procurando empurrar as instituições para aquilo a que chamam o “serviço de pontas” – isto é, acolherem as crianças das 7,30 às 9 horas da manhã, das 17,30 às 19,30 horas da tarde e durante as férias escolares.
Esta proposta é o reconhecimento por parte do Governo de que a proposta do alargamento de horário do Ministério da Educação não serve as famílias. E não pode ser aceite pelas instituições porque constitui uma falta de respeito para com o trabalho pedagogicamente exigente e profissionalmente qualificado que vem sendo levado a cabo nos ATL e porque só poderia ser executada com modalidades de trabalho mais do que precário por parte dos trabalhadores das IPSS. (Como contratar alguém de forma estável para trabalhar das 7,30 às 9 e das 17,30 às 19,30 e durante as férias?)
E implicaria o encerramento de mais de 1000 equipamentos, o despedimento de mais de 12.000 trabalhadores e a cessação do atendimento a cerca de 100.000 crianças.
A CNIS nada tem contra a intenção de alargar, nem que seja de forma ainda insatisfatória, o atendimento e as actividades extra-escolares às crianças do 1º ciclo.
Pelo contrário, dispõe-se a colaborar nesse desígnio, como sempre tem sucedido:
No Governo do Engº António Guterres, quando se decidiu alargar a todas as crianças o atendimento em jardim de infância, através da criação do Programa de Expansão do Ensino Pré-Escolar, esse objectivo atingiu-se pela conjugação da Rede Pública com a Rede Solidária, que representa, dizem as autarquias, cerca de 60% da resposta existente.
E constituiu um sucesso.
Não se atingiu, nem atingiria nunca, eliminando a Rede Solidária, como agora o Ministério pretende fazer eliminando os ATL das IPSS.
O mesmo estilo de colaboração foi oferecido ao Ministério do Trabalho, já no actual Governo, no que respeita ao plano deste Ministério para o alargamento da rede de creches – e encontra-se também a dar resultados.
É o que a CNIS pretende com o ATL: integrar a sua rede de ATL na rede nacional e ajudar esta a crescer bem.
Sem propaganda, mas a servir as crianças e as famílias.
O que não aceita é que a generalização a todos os alunos das actividades de tempos livres venha prejudicar a qualidade do atendimento de que já beneficiam um quarto desses alunos, como sucederá a vingar a pretensão do Ministério da Educação, em vez da opção, mais sensata e mais qualificada, de integrar os ATL das IPSS numa rede mais ampla que viesse a cobrir as necessidades de todos os alunos da primária.
Nesse sentido, a CNIS, a União das Misericórdias e a União das Mutualidades apresentaram, há 4 meses, aos Ministérios envolvidos, uma proposta de colaboração destas entidades no propósito governamental de generalização do apoio extracurricular a todas as crianças do 1º ciclo do ensino básico, mantendo as respostas actualmente existentes sempre que os pais assim o pretendessem ou necessitassem; e disponibilizando as instituições para a prestação da serviços complementares, como pontas e pausas lectivas, relativamente ao alargamento das referidas respostas a toda a população escolar.
Tal proposta não obteve qualquer resposta concreta.
A resposta foi a notificação formal, feita pelos Centros Distritais de Segurança Social às instituições, de que vai cessar o apoio aos ATL das instituições e de que estes se devem transformar para atender as “pontas” que as políticas do Ministério da Educação vão deixar penduradas – o que significa, em termos práticos, encerrar como ATL, despedimentos e abandono das crianças em horários desenquadrados das necessidades das famílias.
Só no distrito do Porto, e num único dia da semana passada, foram cerca de 150 notificações, com vista ao encerramento desses equipamentos a partir de 31 de Janeiro próximo.
Tem sido assim, com variações de pormenor, por todo o país – em Braga, em Vila Real, Setúbal…
Tais decisões têm sido justificadas pela Segurança Social pelo facto de as localidades onde funcionam os ATL que querem desactivar já disporem, de acordo com as listagens do Ministério da Educação, de escolas a funcionar em regime normal, e não em regime duplo; e de em todas essas escolas se dispor de actividades de enriquecimento curricular asseguradas pelas autarquias, na escola ou fora dela.
Essas listagens, na maioria dos casos, não correspondem à verdade, havendo milhares de crianças que vão ficar desprovidos de atendimento nos ATL, por decisão do Governo, e que não vão ter horário alargado na escola, por aí nem sequer haver condições, ao contrário do que diz a propaganda oficial.
Mesmo nos casos em que as autarquias ou as escolas já montaram o serviço das AEC, em numerosos casos estas funcionam em instalações sem qualidade, ao contrário do que era exigido, e bem, nas IPSS; com recursos humanos insuficientes e menos qualificados do que os que trabalham nas IPSS.
A União das IPSS do Distrito de Braga fez um completo estudo das condições de funcionamento das AEC desse distrito – estando o Presidente dessa União, aqui presente, disponível para dar aos senhores jornalistas informações mais detalhadas sobre essas condições.
Por todas as referidas razões, a CNIS não aceita que este processo seja um retrocesso e seja apresentado como um sucesso.
A manter-se o bloqueio do Governo à concertação com a CNIS, em violação do Pacto para a Cooperação assinado entre ambos no tempo do Governo do Engº António Guterres, a CNIS poderá ter que dar às suas associadas a indicação de que não aceitem nenhuma proposta da Segurança Social no sentido de converterem os seus ATL em “serviço de pontas”, continuando a privilegiar, mesmo contra as instruções da mesma Segurança Social, as necessidades das famílias; e de as aconselhar, sempre que entendam que a denúncia dos acordos de cooperação por parte da Segurança Social se baseia, como tem sucedido, em pressupostos que se não verificam na realidade, como, por exemplo, por serem falsas as listagens elaboradas pelo Ministério da Educação, a impugnar junto dos Tribunais tais decisões ilegítimas e a requerer a suspensão dessas decisões – alterando, a seu pesar, o que tem sido a invariável prática de cooperação com o Ministério do Trabalho nas últimas três décadas."

quinta-feira, novembro 15, 2007

Alemanha: uma agressão à Igreja católica

Polémica entre Igreja e «Verdes» na Alemanha

A acusação de "pregador do ódio", lançada pelo líder do Partido dos Verdes na Alemanha, Volker Beck contra o cardeal-arcebispo de Colónia, Joachim Meisner, desencadeou nova polémicas entre o partido ecologista e a Igreja Católica no país, que estuda até mesmo a possibilidade de uma acção legal contra os Verdes.
Numa entrevista publicada pelo semanário "Der Spiegel", Volker Beck chama o cardeal, textualmente, de "pregador do ódio", referindo-se a declarações feitas, precedentemente, pelo cardeal, nas quais, entre outras coisas, critica a legalização dos matrimónios homossexuais e a adopção de crianças por esse tipo de pares.
Um porta-voz da Arquidiocese de Colónia a anunciou neste Domingo, 28 de Outubro, que está a ser avaliada a possibilidade de uma acção legal contra Beck, como já foi feito no passado, quando um tribunal proibiu que um humorista político alemão usasse a mesma definição para se referir ao Cardeal Meisner.
Outros parlamentares "verdes" distanciaram-se das afirmações de Beck, qualificando-as de "desapropriadas e desproporcionais".
(Com Rádio Vaticano)
Internacional Agência Ecclesia 30/10/2007 10:35 1097 Caracteres 26 Europa

O discurso do Papa aos Bispos portugueses

Pode encontrar-se em: http://www.ecclesia.pt/videobentoxvi.wmv.

Sobre o significado das palavras do Papa e sendo ainda cedo para medir o justo alcance e sobretudo o desafio que representam para todos nós, os católicos, há esta nota da Lusa que retoma declarações belíssimas obtidas junto do Opus Dei.
Transcrevo e partilho:

Religião: Bento XVI lançou desafio a todos os cristãos portugueses - Opus Dei
Fonte: Lusa12 de Novembro de 2007, 18:43
Lisboa, 12 Nov (Lusa) - A Opus Dei considera que o Papa Bento XVI lançou a todos os cristãos portugueses, mais do que uma crítica, um desafio para a intensificação da aplicação do Concílio Vaticano II, disse hoje à Lusa uma fonte daquela instituição católica.
No seu discurso final aos bispos, que marcou o encerramento da visita "Ad Limina" da hierarquia católica portuguesa ao Vaticano, no domingo, Bento XVI defendeu um novo estilo de organização da Igreja em Portugal.
"É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado", afirmou o Papa.
Bento XVI considerou que este novo modelo eclesial é a "rota certa a seguir", mas sem valorizar em demasia as questões organizativas da própria Igreja.
Para a Opus Dei, na sua intervenção o Papa lançou a todos os cristãos portugueses, e não só aos bispos, um desafio que é muito mais um estímulo do que uma crítica, apelando à intensificação da aplicação do II Concílio do Vaticano, que "sempre foi, aliás, uma preocupação muito viva dos bispos portugueses".
O desafio lançado por Bento XVI, refere a Opus Dei, inclui três elementos: "Devolver a Deus a primazia", "Que os padres sejam padres e que os leigos sejam leigos" e a "Comunhão na Igreja".
No que respeita ao primeiro elemento - "Devolver a Deus a primazia" -, a instituição católica refere que "tem-se tentado construir o mundo prescindindo de Deus, agora é altura de voltar a colocá-lo no 'prime time' do quotidiano".
Relativamente ao segundo elemento - "Que os padres sejam padres e que os leigos sejam leigos " -, a Opus Dei explica que os cristãos leigos (profissionais de todos os sectores, homens e mulheres, casados e solteiros, sãos e doentes, ricos e pobres) são responsáveis por tornar Deus presente nas famílias e na sociedade.
"É a sua competência. Mas para 'dar' Deus têm de 'ter' Deus. Para isso, são imprescindíveis os padres. São os padres que permitem aos leigos encontrar Deus na Eucaristia e nos restantes sacramentos, através do ensino e pregação, e com a assistência pessoal a cada um. É a sua competência", refere um documento da Opus Dei enviado à Lusa.
Já no que se refere à "Comunhão da Igreja", a Opus Dei explica que é boa a diversidade de experiências e caminhos, podendo aprender todos uns dos outros, em sintonia plena com os bispos.
A Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica fundada por Josemaria Escrivã de Balaguer e que colabora com as igrejas locais, organizando encontros de formação cristã (aulas, retiros, atendimento sacerdotal) destinados a quem tenha o desejo de renovar a sua vida espiritual e o seu apostolado.
GC.
Lusa/Fim

Noções de Capitalismo: com humor se diz tanta verdade!

Recebi hoje no meu email e achei tão verdadeiro...

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas. Vende uma e compra um boi. Eles multiplicam-se, e a economia cresce. Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!
CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre.
CAPITALISMO JAPONÊS Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas. As duas são loucas.
CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.
CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodka.
CAPITALISMO SUÍÇO Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar as vacas dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas. E reclama porque o rebanho não cresce...
CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas. Foram compradas através do Fundo Social Europeu. O governo cria O IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado. Você vende uma vaca para pagar o imposto. Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas. Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...

quarta-feira, novembro 14, 2007

Prostituição: teoria e realidade

Hoje no Diário de Notícias (artigo de Fernanda Câncio) é lançada a discussão sobre a legalização das casas de passe ou da prostituição. O debate surge periodicamente e também teve lugar quando eu estava no parlamento (entre 2002 e 2005). Recordo particularmente uma conversa que então tive com a Inês Fontinha (da Associação O Ninho) e um debate com a JSD sobre o assunto.
O que então mais me impressionou foi o contraste entre uma visão "romantizada" (no caso da JSD "enebriada" com as reportagens sobre umas "universitárias" simpáticas que completavam assim a mesada escassa da família...) ou descarnada (isto é sem ter presente a violência, brutalidade e desumanidade da prostituição, mesmo quando exercida de forma "livre") dos adeptos da legalização e a visão lucida, realista, experimentada, feita de amizades, memórias, encontros e aflições, da Inês Fontinha e seus companheiros de percurso. O contraste entre a teoria e a realidade.

terça-feira, novembro 13, 2007

Um novo Blog muito recomendável

Chama-se Mais Vida Mais Família e tem origem na lista electrónica do mesmo nome que a partir de agora servirá só para efeitos de mobilização. Noticias da comunicação social, artigos de fundo e documentos importantes sobre as questões da Vida, Família, Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade e outras, encontrarão aqui um arquivo que se espera útil à formação e acção de todos os empenhados nestes movimentos, e agora também ao grande público.

Um mundo totalitário cada vez mais próximo...

Recebi hoje no meu email:

* ** Pedindo Uma Pizza Em 2009...*
*Telefonista* : Pizza Hot, boa noite!
*Cliente* : Boa noite, quero encomendar pizzas...
*Telefonista* : Pode-me dar o seu NIDN?
*Cliente* : Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.
*Telefonista* : Obrigada, Sr. Lacerda. Seu endereço é Av. Comandante Valódia, 198 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 222 494 666, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 226 620 026 e o seu telemóvel é 962 662 566.
*Cliente* : Como é que você conseguiu essas informações todas?
*Telefonista *: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
*Cliente *: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa...
*Telefonista* : Talvez não seja uma boa idéia...
*Cliente *: O quê?
*Telefonista* : Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
*Cliente* : É. Tem razão! O que você sugere?
*Telefonista* : Por que é que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
*Cliente* : Como é que você sabe que vou adorar?
*Telefonista* : O Sr. consultou o site 'Recettes Gourmandes au Soja' da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
*Cliente* : OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
*Telefonista *: É a escolha certa para si, sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza. *Cliente* : Quanto é?
*Telefonista* : São ? Kz. 3.699,90
*Cliente* : Você quer o número do meu cartão de crédito?
*Telefonista *: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito foi ultrapassado.
*Cliente* : Tudo bem, eu posso ir ao Multicaixa levantar dinheiro antes que chegue a pizza.
*Telefonista* : Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo no banco.
*Cliente* : Meta-se na sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
*Telefonista* : Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...
*Cliente* : Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto? *Telefonista* : Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
*Cliente* : @#%/§@&?#§/%#
*Telefonista* : Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... Não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da autoridade.
*Cliente* : (Silêncio)
*Telefonista* : Mais alguma coisa?
*Cliente* : Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
*Telefonista* : Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
*Cliente* : Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou-me atirar pela janela!!!!!
*Telefonista* : E torcer um pé? O Sr. mora no rés-do-chão!

sábado, novembro 10, 2007

A redenção de Fernanda Câncio

O artigo de Fernanda Câncio Num Lugar Tranquilo sobre os infelizes acontecimentos na Finlândia onde um jovem de 18 anos irrompeu aos tiros na sua escola, matando diversas pessoas, suscita em mim, depois de ler o relato e a reflexão que vem junto, aquela natural estupefacção e a inevitável pergunta: "mas estes não se dão conta de que estas coisas sucedem cada vez mais num mundo que está a tentar viver como se Deus não existisse?" e " estes não percebem que toda a mentalidade para a formação da qual contribuem desagua e propicia a criação de lugares desumanos, onde cresce a loucura humana, o abandono, a solidão e a estúpida violência?"...
Com o que lhe restará da catequese que imagino tenha frequentado Fernanda Câncio acaba com referências à redenção que procurará para si e para os outros quem comete estes desvarios. Observando o modo como esses nos querem redimir, não será de nos perguntarmos:
- a violência não mostra que o homem é incapaz de se redimir a si e por si próprio e
- que a redenção verdadeira se apresenta como o inverso do que vimos acontecer e
- o homem deseja-o no fundo do seu coração, por muito intelectual e moderno que seja?
Porque convenhamos: se não fosse esse desejo de redenção (de felicidade, plenitude, de um melhor do que o melhor que experimentamos, de uma beleza, paz e alegria, que não tenham fim) porque haveria a nossa Fernanda de concluir um artigo sobre aqueles factos suscitando esta questão e não as habituais do comentador mediano: segurança, educação, solidão, etc.?

A alegria e paz do Papa Bento XVI-um testemunho da Aura Miguel

Através da lista electrónica Povo acabo de receber este texto que muito me impressionou a mim que ando sempre afogado e aflito em tarefas, mobilizações, reuniões e iniciativas...:

A serenidade e alegria que tanto desejamos não é questão de idade.

Os bispos de Portugal estão em Roma. Um a um são recebidos pelo Papa para falar da sua diocese. Cada encontro dura cerca de 15 minutos. E é marcado também pela maneira de ser de cada prelado e pela diversidade das terras que representam. É, por isso, grande a variedade da Igreja portuguesa, como num mosaico…
Há, no entanto, uma coisa que todos os bispos – um a um – sublinham impressionados, quando saem da audiência: é a alegria e disponibilidade de Bento XVI. O seu sorriso e a serenidade com que o Papa acolhe cada um é surpreendente. Isto mesmo já tinham notado os italianos, no dia em que Bento XVI celebrou 80 anos. Aquele rosto tão tranquilo e cheio de certezas é o reflexo de algo maior do que ele, que vem de dentro, de alguém que, depois de velho, aceitou o vertiginoso desafio de conduzir a Igreja e confirmar os seus irmãos na fé.
Está provado. A serenidade e alegria que tanto desejamos não é questão de idade. Na sua raiz está uma promessa de plenitude que muitos já experimentam e da qual Bento XVI é um poderoso sinal.
Aura Miguel

sexta-feira, novembro 09, 2007

Médio Oriente: uma para rir e sobretudo chorar...

Recebi há pouco no meu email:

Quando a piada e a realidade se misturam…*

**Em Jerusalém, uma repórter da TV vai ao **Muro das Lamentações**para entrevistar um velho palestiniano. Chega ao local, evê-o a rezar. Depois de uma hora, o ancião pára de rezar e quando se prepara para deixar o local, ela aborda-o: **
- **Bom dia, senhor! Eu sou da TV AL JAHZIRA e queria entrevista-lo. O senhor é a pessoa mais antiga que vem diariamente rezar aqui no muro. Há quanto tempo o senhor vem aqui para rezar? ** **
- **Ahh... Há uns 80 anos** - responde o provecto senhor. ****
- **Fogo! 80 anos! E, durante todos estes anos, o senhor rezou pedindo o quê? ****
- **Rezo pela Paz entre judeus, muçulmanos e cristãos, rezo para que o ódio pare e que nossos filhos cresçam juntos em Paz e Amizade. **
- **E como o senhor se sente após 80 anos de orações diárias?****
- **Sinto-me como se estivesse falando com uma parede... *

Eleições de ontem para a Distrital de Lisboa do PSD

Ontem a lista de Helena Lopes da Costa (a qual eu integrava como candidato a vogal do Conselho de Jurisdição Distrital) perdeu as eleições na Distrital de Lisboa do PSD contra a lista dirigida por Carlos Carreiras (um sócio da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, diga-se de passagem). É assim a vida em democracia: vai-se a votos, propondo aos eleitores um certo caminho e protagonistas, e umas vezes perde-se e outras ganha-se...a vida essa continua igual a antes (quer se perca, quer se ganhe): família, trabalho, a comunidade, etc. E é bom que assim seja. Ai de quem tem a vida dependente das vitórias políticas...
Por outro lado e na minha Secção (a G, do Lumiar), no que diz respeito a outras eleições que ontem tinham lugar (para a escolha dos delegados da Secção à Assembleia Distrital do partido) já o resultado da lista que eu integrava foi mais honroso: 5 votos de distância da lista mais votada (e mais 13 que a seguinte), e apenas menos um delegado que a vencedora (universo eleitoral: 151 votantes que elegeram 23 delegados).
Algumas observações retiradas desta experiência eleitoral:
- no PSD está-se a assistir em Lisboa a um fenómeno preocupante de sindicatos de voto (em si uma coisa natural: pertence-se a um determinado grupo, em nome deste alguns integram uma lista e a "malta" desse grupo vota nessa lista) que são determinados não por opções políticas (escolher um rumo não outro) ou ligações pessoais (pessoas em quem se confia e que se quer ver protagonizar determinadas posições), mas por fenómenos de puro caciquismo.
- a abstenção ou o desempenho de tantos eleitores do partido recompensa o fenómeno acima e sobretudo desmotiva a militância política e partidária, tão importantes para o crescimento da democracia e o desenvolvimento da sociedade. Se temos os políticos que temos devemo-lo aos eleitores que queixando-se deles, não arriscam nenhum tempo das suas vidas para que a atmosfera política seja diferente.
- consequência final: a politica reduz-se aos dias de eleições, o debate é nulo, as ideias definham ou desaparecem, e depois queixem-se que os partidos uma vez no poder naveguem à vista, sem um ideal...
Nota final: as pessoas não imaginam o universo curioso e simultâneamente engraçado e comovente que é uma Secção de um partido: gente tão diferente, circunstâncias tão peculiares, convivências e amizades diversificadas, muita boa vontade e também algum interesseirismo, etc. E no entanto a partir daquele nível é que se começam a desenvolver os níveis de poder e influência. Seria tão bom (e tão decisivo para os partidos, para o poder) que houvesse mais participação...

quinta-feira, novembro 08, 2007

Empenhamento na politica: hoje sou candidato duas vezes

Nestes 10 anos e muito por influência nos primeiros anos da relação dos movimentos civis com Maria José Nogueira Pinto, vim-me convencendo de duas coisas: que ou nos ocupamos da política ou ela ocupa-se de nós. E que para nos ocuparmos da politica não chega a iniciativa de movimentos civis (indispensáveis mas não suficientes). É necessário estar nos partidos e dentro destes afirmar os valores em que se acredita (até para apoiar e ampliar a nossa força civil).
Nesse sentido e desde antes do Congresso que elegeu Marques Mendes entrei juntamente com um grupo de amigos para o PSD e neste venho assistindo entre o comovido e o entusiasmado ao crescimento de uma corrente de gente que se bate pela Família e pela Vida, pelas liberdades de Educação e religiosa, pelo princípio da subsidiariedade.
É nesse quadro que hoje (dia de eleições no partido) sou duplamente candidato: a delegado da Secção (do Lumiar) à Assembleia Distrital de Lisboa e também a vogal no Conselho de Jurisdição Distrital na lista de Helena Lopes da Costa.
É um gosto "ir a votos" e ter eventualmente (se formos eleitos) a oportunidade de nos batermos por aquilo em que acreditamos. É verdade que ficamos ansiosos, mas sobretudo felizes por podermos participar!

quinta-feira, novembro 01, 2007

O caso James Watson e a coragem de José Manuel Fernandes

No passado dia 21 de Outubro José Manuel Fernandes publicou um editorial de altíssima coragem sobre o caso James Watson.
Resumo com o destaque feito pelo jornal: "James Watson, um dos mais notáveis cientistas do século XX, disse que achava que os negros eram menos inteligentes. Pode ser o maior dos disparates, mas será sempre um disparate maior pretender silenciá-lo".
Num tempo em que a liberdade se vai esvaíndo e o pensamento ou é detido nas masmorras do politicamente dominante e correcto ou mesmo causa de perseguição efectiva (veja-se o caso Charrua, a Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, a sede do sindicato na Covilhã, ou a "ordem" de Correia de Campos à Ordem dos Médicosno sentido de esta última modificar o seu estatuto deontológico), é muito importante cerrar fileiras em defesa daquele que é "o maior bem que os céus deram aos homens" (Cervantes em "D. Quixote").
Nota: ouvi dizer que Correia de Campos deu já instruções ao Ministério Público no sentido de mandar notificar um tal Hipócrates, habitante da Grécia, no sentido de que este corrija o juramento dos médicos, em conformidade com as leis da República portuguesa... ;-)

quarta-feira, outubro 31, 2007

Querem mandar as mulheres para a prisão?

["Querem mandar as mulheres para a prisão!":] Dez anos de prisão por matar marido à facada

In Público - 30.10.2007

O Tribunal de Castro Daire condenou ontem a 12 anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de quase 74 mil euros a dois filhos menores a mulher acusada de matar o marido com uma facada no pescoço.
Engrácia Dias estava acusada de homicídio qualificado, mas acabou condenada por homicídio simples (punido com pena de prisão de oito a 16 anos), porque o tribunal não conseguiu apurar as circunstâncias em que a mulher espetou uma faca com uma lâmina de 14,5 centímetros no pescoço do marido, Fausto Gonçalves, de 44 anos, em Junho do ano passado. Segundo o acórdão, não ficou provado que a mulher "ao cravar a faca tivesse aproveitado uma distracção (do marido), não dando hipótese de defesa ou reacção". A juíza referiu que "só há duas pessoas, eventualmente três, que sabem o que se passou": Engrácia Dias e o filho do meio, Edgar, cujos depoimentos diferem, e o filho mais novo, João Marcelo, que não quis prestar declarações.

(retirado do Boletim electrónico Infovitae: quem o quiser receber contacte-me)

terça-feira, outubro 16, 2007

Contas da Campanha do Não: um esclarecimento

Na Comunicação Social da semana passada foi divulgada a notícia de uma decisão da CNE relativa à prestação de contas em falta por três grupos cívicos do Não (Plataforma Não Obrigada, Juntos pela Vida e Mais Aborto Não) e por um partido político (o PNR).

Quanto aos três grupos cívicos cumpre esclarecer:

A decisão da CNE a que a Comunicação Social faz referência não é do conhecimento de nenhum dos três grupos cívicos acima referidos. Aguardamos ser notificados da mesma para lhe dar a resposta legalmente adequada.
Juntos pela Vida: tanto quanto nos apercebemos deve existir um equivoco uma vez que a 18 de Julho de 2007 este grupo cívico enviou uma carta à CNE informando que não tínhamos tido qualquer receita ou despesa relacionada com a participação na campanha e nesse facto consistia a nossa prestação de contas.
Mais Aborto Não: pelo facto de não ter tido qualquer receita ou despesa, este grupo não apresentou contas, o que vai fazer esta semana nos mesmos termos dos Juntos pela Vida.
Plataforma Não Obrigada: apresentará as suas contas quando estiverem reunidas as condições para processamento do respectivo dossier (praticamente concluído) e reunidos os montantes necessários ao pagamento das despesas incorridas.
Quem desejar, puder e/ou dever ajudar (ainda que com sacrifício…) faça-o sem hesitar.

Como estes assuntos de dinheiro são sérios, fica dado o esclarecimento.

domingo, setembro 30, 2007

O PSD e Pedro Santana Lopes

Lê-se o jornal destes dias e a nas reacções despeitadas de alguns à vitória de Luis Filipe Menezes, percebe-se como o coro anti-santana lopes (contra a sua governação e também contra ele) é uma atitude completamente suicidária. No fundo a mensagem que essas pessoas transmitem é: "o partido não tem consistência nenhuma e ideias nem vê-las, o que importa para julgar-nos é as pessoas que nos conduzem, e o nosso primeiro responsável de facto fugiu do país e deixou um louco a tomar conta disto. O que lhe pedimos é que vote neste partido porque nesta casa desgovernada e da qual eu faço parte, nós somos os únicos de confiança"...quem é que compra (vota) um partido assim?
Estou convencido que parte da recuperação do PSD parte precisamente de saber fazer um bom e rigoroso inventário do que fez nos 15º e 16º Governos constitucionais, de em que medida o PS pôde fazer algumas coisas numa estrada que já estava aberta por nós, como o que ficou por fazer se revelou depois como faltando (exemplo: lei das rendas), etc.
Sem contar com o não recear ser um partido de causas, mas isso é outra conversa...

sábado, setembro 29, 2007

PSD: a vitória de Luis Filipe Menezes

A vitória ontem de Luis Filipe Menezes pode abrir uma estrada nova e interessante para os nossos movimentos civicos. E deu muito gozo ver a derrota do grandes e poderosos da mentalidade dominante (comentadores, politicos e jornalistas)! :-)
No entanto vi hoje no DN que o PSD em 33 anos teve 12 líderes. Se descontarmos os 10 anos de Cavaco e o próprio Cavaco ficamos com 23 anos e 11 líderes: uma média de dois anos por líder...é curto!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Educação sexual: o pais está doido de facto

Vê-se as noticias nos jornais de hoje e não se acredita: educação sexual desde a 1ª classe! Está de facto tudo doido. Será que esta gente que faz estas coisas não tem filhos?

Finalmente de regresso ao Blog: grande Santana Lopes!

A saída ontem de Santana Lopes a meio da sua entrevista na SIC (por causa da interrupção para cobertura da chegada de Mourinho a Lisboa) tem um altissimo valor educativo, é um gesto corajoso e marca a diferença entre um líder e um comum mortal.
Ou se começa a meter na ordem esta republica de juizes e jornalistas ou o país fica de facto doido.

terça-feira, julho 17, 2007

O Sexo é muito bom!

Vale a pena ver este e outros vídeos do Padre Nuno Serras Pereira no video.google.com e no You Tube!

domingo, julho 15, 2007

Daniel Sampaio acordou...!

Hoje na revista do Público já reconhece que o divórcio é prejudicial à vida dos filhos...
Infelizmente ainda não discorre em condições...como tantos homens da sua geração marcados por traumas e preconceitos, ainda não percebeu que há muito o casamento é totalmente livre em Portugal e queé a mentalidade pretensamente progressista que ele defende que está na origem da alucinante taxa de divórcios que hoje em dia se regista...
Mas, enfim pode ser que com tempo, ainda venha a pensar direito...(embora, tipico de intelectual de esquerda!, a noção de "pensar direito" de alguma forma lhe pareça já como uma violência... :-)

O mais importante nas eleições para a Câmara de Lisboa

É que os independentes tenham um bom resultado (à esquerda e à direita).
Para ver se os partidos acordam...!

sexta-feira, julho 13, 2007

quinta-feira, julho 12, 2007

Quanta beleza nasce da Igreja!

Enquanto vou digerindo a caixa postal vou ouvindo as cerimónias em Fátima.
E deparo-me com esta notícia:
"Férias para mães de pessoas com deficiência
Santuário de Fátima procura repetir êxito do ano passado, oferecendo todas as despesas envolvidas nesta iniciativa"
Quanta beleza, bondade e humanidade que nasce, cresce e se espalha pelo mundo através da Igreja!
Depois venham cá chatear-me com a Inquisição ou as Cruzadas ou o raio que o parta...! :-)

domingo, julho 08, 2007

Requerimento entregue no Tribunal Constitucional: mais um passo!

Foi entregue na passada 5ª feira um requerimento de verificação da constitucionalidade da lei do aborto e da respectiva regulamentação. Subscrito por 33 deputados, resulta de um trabalho conjunto entre políticos e sociedade civil (no caso a Federação Portuguesa pela Vida).
Tem sido impressionante testemunhar a serena determinação de tantos envolvidos na campanha do Não em prosseguir com uma campanha razoável, persistente e coordenada, que ao longo dos próximos anos pela evidência da realidade e pelo fundamento dos argumentos, permita a reversão por referendo da actual situação.
Como dizia um dos amigos do nosso "estado-maior": "nós não somos daqueles que se desiludem com facilidade"!
Nota: a quem me pedir envio o texto integral do requerimento.
A este propósito a Federação Portuguesa pela Vida editou este comunicado:

COMUNICADO

Vai ser hoje levada ao Tribunal Constitucional a lei do aborto.

A Federação Portuguesa Pela Vida (FPPV) congratula-se com o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto, levado a cabo por um grupo de mais de trinta deputados de várias bancadas parlamentares.

Previsto no ordenamento jurídico, este instrumento é uma forma de accionar o Estado de Direito, que tem vindo a ser profundamente abalado, seja com a legalização do aborto, seja com a sua regulamentação.

O Tribunal Constitucional exercerá seguramente a sua função de ponderação dos valores em causa com os parâmetros da constitucionalidade e da legalidade para a qual está devidamente mandatado.

A FPPV mais não pode esperar e desejar que a respectiva declaração de inconstitucionalidade da lei do aborto e consequente regulamentação, pela desadequação que esta representa para com a própria Constituição e pela desconformidade com o ordenamento constitucional e jurisprudencial dos últimos vinte anos em Portugal.

É um passo histórico que o Portugal democrático hoje dá, e que poderá vir a repor a vontade dos portugueses e o cumprimento da Constituição, nomeadamente pela verificação do resultado do Referendo que, não sendo vinculativo, deveria ter levado a que o Parlamento se abstivesse de legislar nesta matéria.

Por fim, enaltece o papel responsável de todos os deputados que subscreveram o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto.

A defesa da vida e das mulheres vítimas do aborto continuará a ser trabalho de um povo que por todo o país tem gerado e continuará a gerar um caminho para a defesa dos direitos humanos.

A Direcção da FPPV

Live earth: salvar o planeta para quem?

Confesso que me atravessa sempre alguma incomodidade com os discursos do aquecimento global e do planeta em perigo...primeiro porque já em outras décadas houve outros discursos catastrofistas (lembram-se da explosão demográfica vaticinada nos anos 60 e 70?) e melhor ou pior a humanidade e o planeta vão sobrevivendo. Segundo porque os mesmos "artistas" (artistas strictu sensu e políticos e jornalistas) que se doem e condoem pelo ambiente são regra geral os mesmissimos que tem contribuído para o crescimento de uma cultura de morte e e em especial do aborto e da eutanásia...
Fica assim a pergunta: querem salvar o planeta, para quem? Para as poucas crianças que nascerem e (por causa das coisas e para evitar os acasos da natureza) por procriação artificial?
[para quem achar que isto é um exagero, recordo que no Reino Unido já há famílias que perderam o apoio da segurança social por causa de terem "insistido" em ter um filho deficiente...]

domingo, junho 24, 2007

Saiu a regulamentação da lei do aborto: um catálogo de barbaridades!

E é uma preciosa ajuda a uma declaração de inconstitucionalidade da nova lei do aborto... :-)

O catálogo de barbaridades é extenso e será publicamente denunciado esta 5ª feira à noite em Lisboa, mas reparem só nestas:

O aborto é "resíduos sólidos hospitalares". A grávida é "doente"...
A "interrupção voluntária da gravidez" dá direito a 30 dias de licença com 100% do ordenado!
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado;
Uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado ...

Extraordinário não é?

Simone Veil que introduziu o aborto em França muda de opinião

Mas o facto é completamente ignorado pela nossa comunicação social, claro...
Que festa não fariam a Câncio no DN ou alguns editores do Público se alguma personalidade europeia anti-aborto viesse afirmar que afinal a vida não começa na concepção ou que a objecção de consciência é uma violência contra as mulheres...
Pure si muove...!

Ex-ministra que introduziu aborto na França muda de opinião
Comentário de Simone Veil ante as clínicas abortistas da Espanha
PARIS, quarta-feira, 20 de junho de 2007 (ZENIT.org).-
Simone Veil, a ex-ministra francesa de saúde que introduziu a lei de despenalização do aborto em 1975, reconhece que a ciência está demonstrando a existência de vida desde a concepção.«Cada vez é mais evidente cientificamente que desde a concepção trata-se de um ser vivo», afirma a primeira mulher em presidir o Parlamento Europeu de Estrasburgo entre 1979 e 1982. Seus comentários aconteceram no contexto da reportagem difundida pelo canal de televisão «France 2», em 14 de junho, no qual se mostra como na Espanha se realizam abortos até no oitavo mês de gravidez, informa a revista de imprensa da Fundação Jérôme Lejeune (http://www.genethique.org/).
No documentário, vê-se a uma jornalista grávida de oito meses a quem é proposto um aborto em uma clínica privada da Barcelona pelo preço de 4.000 euros. Simone Veil, de origem judaica, que sofreu a deportação a Auschwitz, reconhece que esta situação é «espantosa», mas que legalmente não é possível impedir as mulheres européias de viajar para a Espanha, pois a Corte européia afirmou que se trata de uma questão própria das legislações nacionais, e não da Europa. A investigação jornalística constata que na França começa a ser difícil encontrar médicos dispostos a praticar o aborto por causa da objeção de consciência. «Não se pode obrigar a pessoa a ir contra suas convicções», afirma Veil, prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional 2005. Ao referir-se à introdução da lei do aborto na França, revela a antiga ministra, «o único que havia negociado com a Igreja tinha sido a impossibilidade de forçar os médicos. É um ponto que é preciso manter, pois não se pode obrigar ninguém a ir contra suas convicções».

quinta-feira, junho 21, 2007

O Salão Erótico de Lisboa

Não sei o que consegue ser mais patético no tema em referência: se o propriamente dito Salão, se a cobertura que é dada pelos media...as estupidezes que se lêem sobre o tema, o branqueamento da mais miserável exploração humana que se esconde por trás das respectivas produções, o embasbacanço salivar que se percebe em muitas linhas...
Seja como for o tema está aí e vale a pena recordar um texto "12 razões porque sou contra a pornografia" que está no Portal Evangélico: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2714
Com excepção de uma ou outra invocação religiosa, percebe-se como é completamente de acordo com a razão e uma sensibilidade puramente humana, ser contra a pornografia. O texto já tem uns anos e creio fui eu o descobri na net há muitos anos. Depois foi editado em folheto pela Associação Sabor de Vida e por isso foi parar àquele portal. Vale a pena reler, para explicar porque dizer que se é contra a pornografia não tem nada de moralista ou de diácono remédios. Antes esse papel é no fundo o dos cultores da mentalidade dominante, onde a pornografia encontrou estatuto e reconhecimento.

segunda-feira, junho 18, 2007

S. Francisco de Assis e a clareza de juízo do Papa

Bento XVI deslocou-se à Catedral de Assis, para encontrar-se com os sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e alunos do Seminário Pontifício de Umbria.
No seu discurso, o Santo Padre sublinhou que não basta com que os milhões de fiéis que passam por Assis admirem S. Francisco, mas é necessário " que ao sentir-se atraídos pelo seu carisma percebam o núcleo essencial da vida cristã e a sua 'medida mais alta', a santidade".
"Os cristãos do nosso tempo - disse o Papa no seu discurso - têm de enfrentar cada vez mais frequentemente a tendência a aceitar um Cristo diminuído, admirado na sua extraordinária humanidade, mas rejeitado no mistério profundo da sua divindade. Também S. Francisco sofre essa espécie de mutilação quando é apresentado como testemunha de valores importantes, apreciados pela cultura actual, mas se esquece que a sua escolha profunda, o centro da sua vida, é a escolha de Cristo ".
(creio isto foi publicado na Zenit...? Seja como for as palavras não são minhas, mas achei tão claro que quis dar a conhecer)

domingo, junho 17, 2007

A APF, a realidade e o aborto

Leia-se atentamente a notícia abaixo e verifique-se como mais uma vez a realidade vem demonstrar como o Não estava coberto de razão e só uma campanha aldrabona e desonesta em que as hostes abortistas apostaram todos os recursos, pôde produzir aquele resultado...
(apesar de tudo de apenas um em cada 5 portugueses, ter dito que Sim ao aborto livre)
Refiro-me sobretudo às motivações para abortar (ou são causas sociais e essas tem uma forma especifica de ser enfrentadas, ou são causas inadmissiveis tipo "não querer ter mais filhos"...) e até a cândida confissão por Duarte Vilar de que "o aborto não é um problema de adolescentes"...
Leiam só:

Aborto: linha «Opções» já recebeu 400 chamadas
2007/06/14 18:34

Pedidos de informação sobre interrupção da gravidez têm razões económicas

A linha telefónica «Opções» de informação sobre gravidez não desejada recebeu 400 chamadas em seis meses, principalmente pedidos de informação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, uma prática justificada, pela maioria dos autores das chamadas, pela sua situação económica, noticia a agência Lusa.
De acordo com um balanço da Associação para o Planeamento da Família (APF), responsável por esta linha telefónica (700200249), das 400 chamadas recebidas nos primeiros seis meses de funcionamento deste serviço, 219 foram pedidos de informação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).
Destes, 68 por cento foram pedidos de IVG, 17 por cento foram informações legais e 15 por cento informações médicas.
Para o pedido de IVG, o motivo mais evocado foi a situação económica dos autores das chamadas, seguido do desejo de não ter mais filhos e da situação profissional.
A maioria das pessoas (68 por cento) usava contracepção, sendo a pílula o método mais utilizado (mais de 45 por cento), seguido do preservativo (mais de 35 por cento).
Dos casos de gravidez não desejada, a maioria (57,45 por cento) tinha uma provável idade gestacional inferior a seis semanas, 29,79 por cento entre sete e dez semanas.
Com mais de dez semanas (o limite permitido por lei) encontravam-se 6,38 por cento entre onze a doze semanas e 6,38 por cento com mais de 12 semanas.
As mulheres são quem mais liga para a Linha Opções (86 por cento), com a idade entre os 20 e os 35 anos a ser predominante nas chamadas.

A Câncio, os médicos e a objecção

Há dois dias em artigo de opinião a nossa Câncio, de visual renovado mas sempre aguerrida na sua cruzada abortista, atira-se como gato a bofe, à objecção de consciência.
Três observações:
- tanto quanto se sabe e a nível nacional serão 80% os médicos que exprimirão a sua objecção de consciência ao aborto a pedido. Ora, trata-se exactamente da percentagem de portugueses que activa (votando Não) ou passivamente (abstendo-se) se manifestou contra a modificação da actual lei.
- ter-se-á de repetir isto à saciedade: esta lei não recolhe o acordo senão de 1 em cada 5 portugueses! Por isso é uma lei que tem uma validade a prazo e que mais dia menos dia será novamente objecto de referendo, desta vez abrogativo, certo?
- é verdade que na estrita lógica dos princípios a objecção à prática do aborto a pedido deveria ser igual à do aborto nas condições da lei de 1984. Trata-se aliás da minha posição e tenho tido o gosto de a manifestar sempre. Mas como a Câncio saberá a vida é mais complexa e variada e complicada e nem sempre em linha recta, do que gostaríamos. E por isso há médicos convictos de que são justificáveis as "razões" de 1984 e uma selvajaria (nisso coincido com eles) o aborto a pedido.
Confesso que me tem dado um certo gosto ver o espanto dos abortistas com a reacção da classe médica. Mas esse espanto nasce de um facto que eles continuam a não querer ver: o aborto consiste em retalhar aos pedaços um criança muito pequena com 10 semanas, mas onde já é reconhecivel toda a sua humanidade (refiro-me ao especto fisico, não a considerações metafisicas), e disso são as maiores testemunhas os médicos. Quem viu, quem vê, quem não fecha os olhos por cegueira ideológica, reconhece o que o aborto é: um crime hediondo, um acto selvagem que ultrapassa toda a compreensão.
Para ver como é uma criança de 10 semanas: http://www.federacao-vida.com.pt/vida/Artigos/Desenvolvimento/1Trimestre.htm
Para, com muita coragem (quem dera a Câncio a tivesse!), ver o que é o aborto: http://www.priestsforlife.org/images/index.htm#galleries

Para acabar de vez com as mentiras sobre Pio XII

Com alguma regularidade aparece sempre um pateta de serviço a acusar o Papa Pio XII de cumplicidade com o nazismo ou que "a Igreja católica foi colaborante com Hitler"...
Com a rarissima excepção abaixo descrita, nenhum responsável judeu de Itália afirma o mesmo e existem impressionates "saídas a terreiro" em defesa do Papa por responsáveis de comunidades hebraicas.
A noticia abaixo reproduzida (que recebi pelo boletim electrónico Infovitae editado pelo Padre Nuno Serras Pereira) dá-me a ocasião de tornar público um site onde existe prova abundante e evidente do contrário da calúnia acima descrita. É no http://www.cadl.it/.

Liga Católica anti-difamación desmiente a líder judío sobre Pío XII

ROMA, 07 Jun. 07 / 09:34 pm (ACI).- La Liga Católica Anti-Difamación de Italia publicó esta semana un enérgico desmentido al ex Presidente de las Comunidades hebraicas italianas, Amos Luzzatto, quien en una entrevista concedida al diario Corriere della Sera denostó la memoria del Papa Pío XII con falsedades históricas.
Luzzatto atacó a Pío XII diciendo que del Papa "jamás llegó un acto público de oposición contra los exterminios en masa" y que el Pontífice "no dijo ni una palabra sobre el asalto al gueto, que ocurrió sólo cuando el embajador alemán ante la Santa Sede señaló que no habrían habido protestas de parte del Vaticano".
En un comunicado, la Catholic Anti-Defamation League de Italia desmintió al líder hebreo señalando puntualmente:
El telegrama del embajador alemán ante el Vaticano, citado por el líder hebreo, "es del 28 de octubre de 1943 y por tanto es posterior, no precede, el asalto al gueto de Roma".
El embajador alemán von Weizsäcker fue convocado al Vaticano inmediatamente después de la redada en el barrio judío de Roma, el 16 de octubre por el Secretario de Estado, el Cardenal Maglione, quien le pidió detener toda acción contra los judíos "en nombre de la humanidad, de la caridad cristiana", expresando el deseo del Papa.
El 17 de octubre, Von Weizsäcker informó al Canciller alemán Ribbentrop que la reacción del Vaticano contra la redada en el barrio judío había sido muy dura; y señaló incluso que "se ha comenzado a comparar al Papa actual con el más enérgico Pío XI".
El ministro británico ante el Vaticano, Osborne, informó a su gobierno el 31 de octubre de 1943 que la reacción del Papa a la deportación de judíos había sido enérgica; y que, más aún, la intervención vaticana había logrado que se dejara libre a la mayoría de los detenidos.
Pío XII, advertido por la Princesa Pignatelli de los planes nazis, había intervenido rápidamente mediante dos religiosos alemanes y la protesta del Cardenal Maglione. Dos horas después de la intervención, la redada del gueto fue suspendida y cuatro mil hebreos amenazados encontraron asilo en conventos y escuelas católicas.
Con el fin de librarse de las acusaciones judiciales en su contra, Von Weizsäcker mantuvo después de la guerra la versión de la no intervención de Pío XII; pero los británicos mantuvieron su versión de los hechos.
El mismo Rabino de Roma, Israel Zolli, reconoció públicamente el papel del Pontífice en proteger a los judíos, e incluso su contribución para juntar los 50 kilos de oro exigidos por el general Kappler como condición para renunciar a su plan de deportación masiva.
La CADL de Italia ha ofrecido todas las pruebas documentarias de sus argumentos históricos en italiano en su página web: http://www.cadl.it/
El pronunciamiento de la CADL señala que "las declaraciones de Amos Luzzatto parecen prescindir de la amplísima documentación recogida hasta ahora por los historiadores, además de las numerosos y autorizados testimonios que la misma comunidad judía y el gobierno israelí tributaron al Papa Pacelli desde 1944".
"Asombra al mismo tiempo -sigue el comunicado- el repetido y vivaz intento de oscurecer la venerada memoria del gran Pontífice Pío XII".
El Presidente de la Catholic Anti-Defamation League, Pietro Siffi, concluye auspiciando que "en el futuro se puedan evitar declaraciones no conformes a la verdad histórica, que alimentan el prejuicio anti-católico y prestan argumentos a quienes respiran odio contra la Iglesia".

quinta-feira, junho 14, 2007

As que são contra o aborto são muito mais bonitas!

Trata-se de uma modelo brasileira (Fernanda Tavares) que veio a público intervir contra as declarações da Daniela Ciccarelli (uma outra modelo, mas de lábios de plástico...).
Vejam a notícia:

Fernanda Tavares diz que é um absurdo Gisele defender o aborto

Segunda, 11 de junho de 2007, 11h50

Depois de Gisele Bündchen, 27 anos, se declarar a favor do aborto e dizer que "não existe quase nada" até o quarto mês de gestação, Fernanda Tavares, 26, disse ao jornal Folha de S.Paulo que "é absurdo qualquer mulher, por mais independente que seja, defender o aborto".
» Gisele Bündchen defende direito ao aborto, diz jornal » Grávida, Fernanda Tavares interpreta atriz italiana em ensaio
Grávida de quatro meses do ator Murilo Rosa, 36, a top argumentou que com um mês a criança já tem coração.
Ela e o namorado pretendem se casar assim que o bebê nascer, em outubro deste ano. Redação TerraLeia esta notícia no original em:Terra - Diversão http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1680331-EI1118,00.html

Digam lá se as que são contra o aborto, não são muito mais bonitas...!? :-)

quarta-feira, junho 13, 2007

No meio da vida apressada, um bocado de filosofia...

Sempre tão afogueado que ando com trabalho e política, muito, mas mesmo muito, raramente estou parado sem fazer nada. Hoje à tarde, por exemplo, tenho de trabalhar em casa num processo do escritório...Por isso sou particularmente sensivel a tiradas como estas abaixo:

Perguntaram a Dalai Lama…"O que mais te surpreende na humanidade?"
E ele respondeu: "Os homens… porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer……e morrem como se nunca tivessem vivido."

É tão verdade que até dói! :-(

Ainda os Crucifixos: agora querem tirá-los dos hospitais!

A notícia chegou-me hoje numa daquelas listas electrónicas da emigração. Vale a pena ler e perceber qual a liberdade que será celebrada nos 100 anos da República...só ser for a dos "filhos da viúva"...!

JÁ FORAM AS ESCOLASAGORA QUEREM RETIRAR OS CRUCIFIXOS DOS HOSPITAIS E CENTROS DE SAÚDE
Manuel Abrantes

A associação Cívica República e Laicidade exige explicações do Ministério da Saúde perante o que chama de “neutralidade confessional”. A associação quer que o Ministério retire todos os crucifixos expostos nos hospitais públicos.Agora, para alem da exigência de os retirar das escolas, este grupo que apareceu do nada há relativamente pouco tempo quer, agora, que a medida também se aplique aos hospitais. Esta dita associação afirmou à comunicação social que “estamos deveras preocupados com algumas situações de evidente abuso clerical católico que ocorrem com unidades de prestação de cuidados integradas no Serviço Nacional de Saúde – hospitais e centros de saúde de construção recente”.Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e porta-voz da Conferência Episcopal, retorquiu dizendo que “é preciso perceber que a sociedade portuguesa não é laica, o Estado é que o é, mas o Estado deve também respeitar a sociedade” acrescentando que “não pode haver a ditadura de uma minoria sobre a maioria”.A liberdade religiosa é, sempre foi nos últimos tempo, um direito dos cidadãos. Isto é indiscutível. Agora, também é indiscutível, que a fé cristã faz parte do espírito da esmagadora maioria da população portuguesa. Faz parte do espírito, faz parte da história, faz parte da cultura e das raízes mais profundas do Povo Português.Que alguns energúmenos queiram desenraizar tudo o que ainda resta do espírito Nacional é um direito que lhes assiste. Não nego isso!Que queiram apagar a história, apagar as tradições, apagar as raízes Nacionais, apagar o conceito da família tradicional, podem tenta-lo. È isso que fazem através de um ensino que prepara os jovens para o individualismo, retirando-lhe os símbolos mais elementares das tradições da família e de uma cultura milenar.Para alem do ensino podemos constatar o conteúdo das telenovelas para os jovens e os programas com maior audiência juvenil.È uma “maquina” semi-secreta” a operar por tudo o que seja sítio e lugar onde possam influenciar as opiniões. É um polvo com muito tentáculos, tentando esmagar o que ainda resta do espírito tradição e famíla.No fundo do fundo o que esta gente quer não é retirar, meramente, os crucifixos. O que pretendem é retirar o pouco que resta do espírito e da cultura Nacional.O que pretende não é retirar crucifixos. É acabar com Portugal.È acabar com uma Nação milenar destruindo todos os seus alicerces. È a globalização, onde não passamos de um pequeno lugarejo descaracterizado e desenraizado.E, se repararmos – doa a quem doer – estas acções têm a sua actividade mais incrementada quando os socialistas detêm o poder. Isto, quer em Portugal quer em qualquer outro país.Pensem nisso…
Manuel Abrantes

segunda-feira, junho 11, 2007

Aborto: em torno da objecção de consciência

As noticias dos últimos dias sobre objecção de consciência dos médicos, na prática do aborto livre, são, como disse o anterior Bispo de Setúbal, "maravilhosas"!
Sobre o assunto algumas observações:
1. É completamente "torpe" a insinuação de que haverá médicos objectores no público, que não o serão no privado (veja-se a este propósito o editorial do Público de hoje da autoria de Amilcar Correia). O contrário sim é que é verdadeiro: provavelmente quem não tem objecções no público, também nas as terá no privado!
2. É preciso mesmo não perceber que ninguém como os médicos conhece a selvajaria que é desfazer um bébé de 10 semanas...e essa é a razão da objecção. Que não desaparece se mudadas as circunstâncias!
3. Além disso recorde-se que, salvo no modo de produção industrial de abortos, das clinicas espanholas, o restante sector privado, há muito deixou claro que não haverá abortos nas suas instalações.
4. Se o ex. Bispo de Setúbal tem razão, também se pode fazer o raciocinio inverso: que impressão me faz que, conforme os locais, haja 20 ou 40% de médicos ginecologistas e obstetras, dispostos a fazer abortos até às 10 semanas! Isso sim, é muito preocupante.

sábado, junho 09, 2007

Abortar "por nada"...e depois digam que exageramos!

Leiam esta notícia da insuspeita Alexandra Campos do Público! É esta a diferença entre os abortistas (e todos os que eles conseguiram enganar...) e nós: eles partem da ideologia, do preconceito e da embriaguez da morte, nós partimos da experiência, da natureza do homem (como ele é, no melhor ou no pior, quer gostemos ou não) e do amor pela Vida.
Leiam:
Rapariga quis abortar porque ia casar, estava a engordar e temia não caber no vestido]

Objecção de consciência pode pôr em risco prática de abortos no Hospital de Santo António

Alexandra Campos
In Público – 07. 06. 2007

São mais de 80 por cento os ginecologistas e obstetras objectores de consciência no Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, o que poderá inviabilizar a prática generalizada de interrupções de gravidez a pedido da mulher nesta unidade de saúde.Os médicos chegarão para resolver os problemas das mulheres acompanhadas no hospital (que recebe doentes com patologias especiais), mas "a abertura ao exterior vai ser mais complicada", prevê o director do Departamento da Mulher e da Criança, Serafim Guimarães, que auscultou informalmente os perto de 30 clínicos do serviço para perceber quantos estariam disponíveis para colaborar na aplicação da nova lei."São poucos os que querem fazer [interrupções de gravidez a pedido da mulher], tive mais de 80 por cento de negativas", disse ao PÚBLICO, adiantando que os enfermeiros disponíveis para colaborar ascendem a cerca de 50 por cento.
O HGSA está "numa situação particular", explica o médico, notando que a resposta não está condicionada apenas pela objecção de consciência.
Os outros hospitais estão ligados aos centros de saúde, que lhes referenciam as grávidas, mas o Santo António, como teve a sua urgência obstétrica fechada durante algum tempo, não está integrado nesta rede. Após a reabertura da urgência, foi recuperando os partos (que agora são cerca de 1 500/ano) por iniciativa própria. "Espero que não me peçam agora para fazer os abortos quando não me pedem para fazer partos"-Serafim Guimarães acrescenta que a relutância dos médicos também poderá dever-se a alguns casos de mulheres que foram bater à porta do Santo António logo após a nova lei ter sido publicada. E deu um exemplo: uma rapariga queria interromper a gravidez porque "ia casar, estava a engordar e temia não caber no vestido". …

quinta-feira, junho 07, 2007

Como pode o pai impedir a mãe de abortar?

É a questão que é posta por António Velez, Advogado de Abrantes, no último número do Boletim da Ordem dos Advogados, num excelente artigo.
Como dia a Isilda Pegado, esta lei é tão má e tão mal feita, que é incumprível...Deus seja louvado! :-)
O problema é o efeito cultural da permissão do aborto...nesta geração de médicos, como o têm mostrado os jornais, só uns facínoras profissionais ou uns ceguinhos da ideologia é que vão fazer abortos. Mas na geração seguinte...há muito trabalho para fazer!
Mas cá estaremos. Teimosos como sempre, determinados como sempre, argutos como sempre, do lado melhor da vida e das pessoas, como sempre.

segunda-feira, junho 04, 2007

Um regicida no Panteão Nacional???

É preciso ir a http://www.petitiononline.com/aq2007/petition.html e subscrever a petição "Terrorismo não deve ter honras de Estado!" e fazer o que for possível para evitar que o regicida Aquilino Ribeiro vá "dar com os ossos" no panteão nacional.
Os 100 anos da República na sua pior versão (regicidio, perseguição à Igreja católica, predominio da Maçonaria, etc.) começam a combater-se agora e não só em 2010...

Correia de Campos contra a natalidade!

Comunicado APFN

Cruzada anti-natalista do MSCS

O Ministro da Saúde Correia de Campos (MSCS) não perde uma oportunidade na sua cruzada anti-natalista!
Com efeito, depois de:
Se ter distinguido como um dos mais fervorosos militantes pró-aborto num país com um gravíssimo e crescente défice de natalidade;
Ter eleito a gravidez como uma preocupante doença sexualmente transmissível e, como tal, estar fortemente empenhado na implantação de clínicas abortistas anunciadas como "clínicas de tratamento da gravidez";
Ter vindo a encerrar maternidades, levando a que um crescente número de portuguesas tenha os seus filhos em ambulâncias ou tenham que ir a Espanha para que aí nasçam;
surpreendeu hoje o país ao declarar que pretende que as crianças até 12 anos passem a pagar taxas moderadoras!
Portanto, enquanto um crescente número de empresas e municípios procuram facilitar a vida dos casais com filhos, como resposta normal ao cada vez mais rigoroso Inverno demográfico, o governo, pela mão do MSCS, diverte-se a agravar ainda mais a política anti-natalista que Portugal tem tido nas últimas dezenas de anos, ao arrepio de todas as recomendações que a Comissão Europeia tem vindo a fazer nesse sentido!
A APFN, que tem estado na linha da frente na obtenção de facilidades para as famílias com filhos, manifesta a sua mais forte repulsa pelo comportamento do Governo, e em particular do MSCS, apelando à intervenção de S. Exa. o Presidente da República para que, no mínimo, o Governo não agrave ainda mais as imensas medidas que já existem contra as famílias com filhos e que, pelo contrário, adopte o que tem vindo a ser defendido pela Comissão Europeia e já é seguido, com sucesso, pela esmagadora maioria dos nossos parceiros europeus.

23 de Maio de 2007

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua Fernanda Alves, Zona 3, Lote 1, Loja A
1750-391 Lisboa
Tel: 217 552 603- 917 219 197 - 919 259 666
Fax: 217 552 604

domingo, junho 03, 2007

filme educação sexual RTP 2: comunicado do MOVE

Filme sobre "educação" sexual - Comunicado

A RTP2 vai exibir hoje [referia-se a sexta-feira, dia da publicação do comunicado], pelas 23h30 e numa edição especial do programa Sociedade Civil, “um filme de 17 minutos sobre educação sexual, destinado a crianças entre os 8 e os 12 anos. Trata-se de um filme de animação, co-produzido por dinamarqueses e canadianos, concebido com o maior cuidado pedagógico.” (informação fornecida pela RTP2)

O MOVE viu este filme pela primeira vez há um ano, na sequência de uma queixa de uns pais cuja filha frequentava o 4º ano e tinha 10 anos. Ao chegar a casa, a menina afirmou: “Eu nunca vou ter bebés na minha vida!”. Alarmados, os pais conseguiram perceber que o filme que hoje a RTP2 nos mostra tinha sido mostrado na sala da filha.

Na altura, o MOVE pediu uma opinião profissional sobre o filme a alguns especialistas, entre os quais a Dra. Margarida Neto que hoje estará presente no programa. As opiniões foram unânimes: o filme nunca deveria ser mostrado a crianças destas idades; revela uma total ausência de sentido de privacidade ou de pudor; trata-se de um vídeo desadequado, que não serve o propósito de uma educação sexual positiva, que se quer sobretudo como educação dos afectos, para a responsabilidade, maturidade e felicidade dos nossos filhos.

A RTP2 mostra hoje o filme a uma hora tardia para dar aos pais a possibilidade de o verem e avaliarem se o querem mostrar aos filhos. Aqueles que não desejarem que os seus filhos o vejam, deverão garantir que amanhã, pelas 20h15, a televisão não esteja sintonizada na RTP2.

Esta atitude da RTP2 seria de louvar se a RTP2 conseguisse garantir que as únicas crianças que amanhã verão o filme serão aquelas cujos pais assim o desejem. E isso é impossível de garantir!

Amanhã, pelas 20h15, muitas crianças de várias idades e até mais novas que os 8 anos estarão a ver a RTP2. O horário é o habitual para outros programas destinados aos mais novos. Mas os pais de muitas destas crianças não sabem nem sonham com o programa que os seus filhos estarão a ver!

Os especialistas concordam que a educação sexual não se faz em massa, que está associada a diferentes ideologias podendo portanto ser contrária às convicções de alguns. A única componente da educação sexual universalmente aceite é a biológica e científica. Este filme não se limita a isso e portanto não deveria ser mostrado na televisão neste horário.

Pedimos assim a todos os pais que entendam que o filme não deverá ser mostrado amanhã, que o manifestem à RTP2 ou para
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/contactos.php

Mais uma vez o MOVE salienta junto dos Pais a necessidade de se envolverem em tudo o que diz respeito aos seus filhos, em todos os aspectos da sua formação.

Ao ser mostrado amanhã, este filme e a RTP2 prestam um mau serviço aos pais e filhos portugueses.
31 de Maio de 2003
Pelo MOVE – Movimento de Pais

Ana Líbano Monteiro
Isabel Carmo Pedro
Tel: 934 600 075
http://www.move.com.pt/

sexta-feira, junho 01, 2007

Educação Sexual: programa RTP 2 de ontem e hoje

Com um abraço à Margarida Neto (contra quem o Daniel Sampaio mostrou bem a intolerância dos tolerantes...) o meu comentário sobre a matéria é apenas um link para o Blog O Insurgente onde um post do José Tomaz Castello-Branco diz, melhor do que eu seria capaz, o que acho do assunto.
Apenas mais umas observações:
- tenho pena de não ter estado no debate. Perguntado sobre o que achava do filme, limitar-me-ia a perguntar: "Mas não acham isto uma patetice?" ;-)
- porque é que ninguém se interroga, com liberdade, se é mesmo preciso educação sexual (escolar)? Faz-me muita impressão estes "tem de ser""óbvios"...!?
- impressionou-me ver outra vez as "falinhas mansas" do "outro lado"...às vezes quase dava comigo a concordar...! :-)
Quem os quiser conhecer, vá a www.move.com.pt , veja a denúncia publicada no Expresso de há dois anos e fica esclarecido...

quarta-feira, maio 30, 2007

As mulheres e o sexo: para acabar de vez com os lugares comuns

O artigo "Mulheres despidas de preconceitos" no jornal gratuito Metro de hoje é um tratado de lugares comuns e o espelho de uma sociedade enlouquecida...
Os lugares comuns de "dantes as mulheres estavam cerceadas" deixam-nos com uma pergunta no ar: se durante milénios o sexo foi uma contrariedade ou uma fonte de infelicidade para as mulheres, como é possível que tenham continuado a nascer crianças, acontecido romances e também pouca-vergonhas, (in)fidelidades e momentos arriscados e loucos? Porque é que as mulheres aceitaram ao longo dos séculos ter relações com os homens, procurarem e ser procuradas? Por espírito de sacrificio? É realmente um lugar comum, indemonstrável cientificamente e provavelmente uma estupidez se olharmos para a história e experiência da humanidade!
(mas curiosamente um mote, a par da marca de abordagem cientifica, de muita da produção pornográfica ou erótica)
Coisa diferente essa sim é dizer que dantes a pornografia (porque é disso que se trata na maior parte das noticias, livros e programas que surgem referidos em artigos como os citados) era uma coisa restrita, geralmente de consumo por homens e não tinha invadido a sexualidade, como hoje o faz, tornando-se o modelo dominate das relações intímas.
Por pornografia se entendendo toda a criação literária, artistica, etc., que tem por propósito a excitação de que quem a consome e no fim uma sociedade dominada pela masturbação (não é por acaso que este tipo de séxologos hoje na moda dedicam amplo espaço à matéria).
A razão de eu escrever isto não é para moralizar, mas porque estou sinceramente convencido que este tipo de sociedade e mentalidade, sobreexcitada sexualmente, onde parece que o amor e romance deixaram de ser ideiais, só dá lugar a pessoas frustadas, a um clima geral de infelicidade, porque, mostra-o a experiência humana, o sexo sendo uma fonte potentissima de fruição não responde por si só ao desejo de plenitude do coração humano nem é por si só capaz de sustentar uma vida na sua diversidade (prazer e sofrimento, alegrias e contrariedades, doença e saúde, etc.).
Outro ponto: observava-me um Padre meu amigo como este tipo de mentalidade é completamente "espiritualista" no sentido de que admitindo a exposição da intimidade do corpo (e o seu uso), o separa totalmente do ser, da pessoa, daquilo que ela é. Ou seja, uma coisa é o meu corpo, e outra a minha alma, a psique, o que quiserem. Ora, isso é o contrário da fé católica (neste sentido completamente carnal). Para nós, católicos, o homem é corpo e espírito indissoluvelmente ligados. E por isso não é indiferente o que se faça com o corpo ou andar a mostrá-lo (além do problema conexo da indução de outros em apetites para os quais nem sequer há possibilidade de resposta).
Nota final: tenho 4 filhos dos quais 3 raparigas com idades entre os 11 e os 18, que pelas suas próprias circunstâncias, tem acesso aos jornais gratuitos (o rapaz tem 4 anos e para já está fora deste campeonato). Não me agrada nada que estes jornais dêem espaço em fotografias e textos, a um tipo de informação que nestas idades pode ter uma influência decisiva (é na altura delicada da formação da juventude que as primeiras experiências, informações e conhecimentos, são decisivos para o resto da vida). Algum bom senso que atendesse às diferentes idades dos consumidores, seria muito benvindo!
Embora, como dizia o outro, há coisas que só para maiores de 80 anos e quando acompanhados dos seus pais...! :-)

terça-feira, maio 29, 2007

A minha filha na Juventude Popular: babadice de pai...

A minha filha Madre de Deus (18 anos e 12º ano num liceu público da capital) está inscrita na Juventude Popular e esteve no respectivo Congresso este fim de semana na Covilhã, na qualidade de delegada. Saiu de lá eleita para o respectivo Conselho Nacional.
Uma curiosidade: até há bem pouco tempo, na verdura dos seus 18 anos, dizia que não iria para a política, porque "tinha visto com o Pai que isso o afastava do convivio da família"... :-)
Mas a babadice não veio daí. Mas desta história:

O Congresso desenrolava-se sobre o lema "Atreve-te!". Sob esse lema apareceu um orador a defender que Pedro Moutinho (candidato à liderança da JP e entretanto eleito Presidente da mesma) devia atrever-se a mudar os valores da JP. Que os tempos mudam, o casamento dos homossexuais, a eutanásia, etc....

Em resposta a essa intervenção a minha filha leu o seguinte discurso de sua autoria e de uma prima (a Benedita Bettencourt) que a acompanhou ao Congresso:

"Caros congressistas

O ser humano é mutável. Estamos, ao longo da vida, a mudar constantemente as nossas opiniões em relação a vários assuntos. Por isso mesmo, precisamos de algo imutável perante o tempo, perante as gerações. E são os valores e a moral, algo que tem de permanecer para nos guiar nessa constante mutação que é a vida.
Os valores da JP já estão há muito tempo definidos. Já estão há muito a ser seguidos, pelo menos, por alguns. E não podemos, portanto, só porque agora é moda, mudar valores.
Não podemos reinventar valores democráticos e cristãos que permanecem há muito. Não podemos tentar reinventar princípios da dignidade humana ao sabor dos acontecimentos.
Estes valores devem ser os nossos da JP para a tonar maior capaz de responder aos diversos problemas falados hoje.
Por isto, digo eu agora, atreve-te JP a seguir sempre melhor o caminho da democracia cristã, a defender valores imutáveis sobre o tempo.
E por isso te peço Pedro que os valores que já tens (e por eles tamos aqui) os sigas sempre para que os outros te sigam também."

Contam-me foi muito aplaudida! (alguém me passa um lenço, por favor? :-)

A Maçonaria, a República e o PS

Grande artigo de D. António Marcelino no Correio do Vouga!
Sobre Maçonaria, república e poder governativo e o Partido Socialista.
No momento em que se prepara o centenário da República não há como uma voz esclarecida para nos irmos preparando para um debate que vai ser vivo, útil e importante.
Aconselho vivamente a leitura.

sexta-feira, maio 25, 2007

Câmara de Lisboa: o tempo dos independentes

As eleições para a Câmara de Lisboa tem já um vencedor na iniciativa civica e política dos independentes. É promissor para o sistema político que grupos de cidadãos rompam as baias do sistema partidário e vençam a surdez das máquinas políticas pela ousadia da afirmação no espaço público.
Parece-me que esta é a única forma de convencer os partidos que ou se abrem à sociedade civil ou vão perder influência: arriscar ir a votos e estragar os grandes planos das estruturas de poder.
Confesso a minha curiosidade com os estragos que Carmona e Roseta irão provocar nas habituais àreas de apoio da direita e da esquerda.
Mesmo que à direita e infelizmente para o PSD, isso signifique uma menor votação em Fernando Negrão, cuja estatura humana, moral e política, posso atestar por conhecimento pessoal, e que em circunstâncias recentes (referendo do aborto) teve a coragem de fazer campanha connosco.
Quanto ao Povo da Família e da Vida, o critério será claro e o juízo partirá da verificação de que listas integrarão pessoas da nossa área e quais as candidaturas que incorporarão nos seus programas os nossos temas fundamentais: respeito e promoção da Vida, defesa da Família, liberdade de Educação, princípio da subsidariedade e uma perspectiva realista da acção social.
Eis uma matéria a seguir com atenção.

Pela Liberdade: "Crimes" políticos nunca mais!

A Petição de denúncia da intolerável perseguição política na DREN do Ministério da Educação para ser subscrita online está em: http://www.petitiononline.com/libertas/petition.html
Defendendo a liberdade de um, defende-se a liberdade de todos!

quarta-feira, maio 23, 2007

O caso da piada sobre o Primeiro-Ministro: em defesa da Liberdade.

O que se passou no Porto com Fernando Charrua (professor requisitado no Ministério de Educação e meu colega deputado do PSD na 9ª Legislatura) é gravissimo.
Onde estamos nós que um funcionário público diz uma piada em que se retoma o tema nacional da "licenciatura" do Primeiro-Ministro e a respectiva Directora-Regional o suspende e coloca um processo disciplinar...!?
Afinal o 25 de Abril de 1974, foi para quê? Para nem sequer haver liberdade de expressão quando os socialistas governam?
Imaginem que o caso se tinha passado durante um dos governos de direita ou, pior ainda, durante o governo de Santana Lopes...!? Que escândalo: pedidos de audiência ao PR, todos os comentadores a darem em cima do governo, "fascistas!" ouvir-se-ia...
Para mim a questão é clara: há que defender o Fernando Charrua, independentemente de qualquer outra opinião (sobre o seu partido, sobre as suas opiniões em matéria de educação, sobre a questão da "licenciatura" de Sócrates, sobre este Governo, etc.) porque a liberdade é um bem frágil e defendendo a liberdade de um, defende-se a liberdade de todos.
Contem comigo para isso.

terça-feira, maio 01, 2007

Linguagem politicamente correcta

Não sei quem é o autor, mas chegou-me este texto por mail, que achei uma delícia...! :-)
Abaixo o politicamente correcto!
O texto é este:

"Evolução da Língua Portuguesa

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" a pretos, com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico". De igual modo, extinguiram-se nas escolas os"contínuos";passaram todos a "auxiliares da acção educativa". Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados de informação médica". E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".
Os drogados transformaram-se em "toxicodependentes" (como se os consumos de cerveja e de cocaína se equivalessem!); o aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez"; os gangues étnicos são "grupos de jovens"; os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; e as fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante. Desapareceram outrossim dos comboios as classes 1.ª e 2.ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe> solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo". Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação", os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável".
Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.
Para finalizar este ramalhete, a última que ouvi diz respeito aos arrumadores de carros" ; passaram a ser designados por "gestores dos espaços vagos no parqueamento urbano" . E esta?E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico."

sexta-feira, abril 27, 2007

Bispos portugueses: Paixão pela Vida e o novo quadro legal relativo ao aborto

Os Bispos portugueses estiveram reunidos em Fátima (165ª Assembleia da Conferência Episcopal Portuguesa). No seu discurso de abertura o Senhor D. Jorge Ortiga (além de Bispo de Braga é também actualmente o Presidente da CEP) referiu-se à questão do aborto com estas palavras lúcidas e esclarecidas.
É todo um programa em que iremos empenhar as nossas vidas nos próximos anos, até que circunstâncias políticas favoráveis, permitam convocar novo referendo (e nessa altura serão já evidentes os malefícios da nova lei).
O texto respectivo é este:

2 – Paixão pela vida e o novo quadro legal relativo ao aborto

Temos, diante de nós, uma sociedade marcada por diversos factores fracturantes, mas o essencial da missão da Igreja consiste em dar mais qualidade à vida, respeitando-a, promovendo-a e cuidando dela permanentemente. Há valores e causas que nunca se perdem. Antes pelo contrário, a sua importância vem ao de cima em tempos de crise. Como referimos, a propósito da questão do aborto, “não será o novo contexto legal que nos enfraquecerá no prosseguimento desta luta. A Igreja continuará fiel à sua missão de anúncio do Evangelho da vida em plenitude e de denúncia dos atentados contra a vida”.

Não posso deixar de formular uma breve consideração sobre a legislação aprovada na sequência do referendo de 11 de Fevereiro último. Trata-se duma lei injusta a que, por isso, não podemos dar o nosso apoio. É nosso dever continuar a insistir, positivamente, no valor da vida. O enquadramento jurídico da lei não se limita a despenalizar o aborto, mas faz desta prática um direito, uma conduta legal e, por isso, passível da colaboração activa do Estado.

A consciência de todos os cristãos e das pessoas que dão primazia ao direito à vida não poderá nunca resignar-se a aceitar esta lei. Até porque em democracia não há leis intocáveis e irreversíveis. Na tarefa de formar consciências, prosseguiremos na proclamação dum direito negado aos mais vulneráveis seres humanos.

Lamentamos, igualmente, que se tenham gorado as possibilidades de limitar as injustiças que a lei encerra. Ao contrário do que foi proclamado durante a campanha por muitos partidários do “sim” (alguns deles com notórias responsabilidades legislativas e governativas) a legislação aprovada não contempla um sistema de aconselhamento obrigatório que, sem negar a liberdade de opção da mulher, pudesse funcionar como elemento dissuasor. Na verdade, caso existissem alternativas válidas, a maioria das mulheres não optaria pelo aborto.

Face ao quadro legal aprovado, a nossa atitude há-de ser, pois, a de lutar pela formação das consciências e pela mudança de mentalidades, que limite o mais possível o recurso a esta lei. Procuraremos, também, acompanhar a sua implementação, estando atentos ao cumprimento dos (poucos) limites legais à prática do aborto. Neste âmbito, não esquecemos a necessidade de garantir o direito fundamental à objecção de consciência, o qual não pode acarretar para quem o exerce forma alguma de discriminação ou prejuízo na carreira profissional. E esforçar-nos-emos, sobretudo, por responder à banalização do recurso ao aborto através de uma acção redobrada de todas as comunidades cristãs, no apoio solidário às mulheres grávidas e às famílias com dificuldades em assumir a maternidade. Todas as medidas de apoio à maternidade terão o nosso apoio, venham de onde vierem. Na órbita da Igreja já surgiram muitas iniciativas. Muitas se seguirão.

Artigo GENIAL de Pedro Vassalo: A (falta de) originalidade de Cavaco

A (falta de) originalidade de Cavaco

26.04.2007, Pedro Vassalo

Também ele vai ficar na história. Talvez mude de ideias "quando o levarem a ele". Talvez. Mas talvez seja tarde de mais
O projecto do BE associado, mais uma vez, ao PS sobre a utilização de restos de abortos para a investigação científica não pode espantar ninguém. Nos debates que antecederam o referendo ao aborto, e lembro especialmente um Prós e Contras, essa hipótese foi levantada pelos defensores do "não". Na altura, foram, naturalmente, acusados de usar um argumentário tenebroso, de imaginar um mundo de ficção que só existe em mentes tortuosas, de deitar mão a imagens fantasmagóricas e por aí fora. Pois bem, ora aí está o tal futuro de ficção que só existia na cabeça de alguns: os restos de humanos, por nascer, e cujos pais não os querem, vão ser usados em investigação científica. Nada disto espanta, nem surpreende, porque tudo isto era demasiado previsível. Há dias, na SIC, um spot de promoção afirmava, tendo por fundo imagens terríveis da II Guerra Mundial, que é importante lembrar o passado, porque todos aqueles crimes podem voltar a acontecer. O slogan não é exactamente este, mas o sentido é semelhante. E, de facto, há demasiadas atrocidades, causadas pelo Homem ao próprio Homem, aceites e sufragadas por vastas maiorias. Basta recuar uns 60 anos e ler a história da Europa. Aliás, por sinal, a mesma Europa que se recomenda ao mundo como campeã dos direitos e da liberdade. A este propósito, um amigo lembrou-me um texto de Brecht que explica a cegueira: "Ao princípio, levaram os comunistas, mas não me importei porque não era nada comigo; em seguida, foram os operários, mas não me afectou porque não sou operário; depois prenderam os sindicalistas, mas não me incomodou porque não sou sindicalista; chegou a vez dos padres, mas não me incomodou porque não religioso; agora levaram-me e quando percebi... já era tarde de mais." Não espanta a decisão do referendo do dia 11 de Fevereiro. Há séculos que a crueldade se renova. Mas surpreende outro facto. O que se sabe, em números redondos, é que um em quatro eleitores votou na alteração da lei. Resulta da matemática que os remanescentes três (em quatro) eleitores ou não queriam mudar a lei, ou não se interessaram. Seja como for, dificilmente se poderá falar numa maioria significativa. Seria, aliás, uma boa altura para os promotores do "sim" explicarem o slogan "abstenção é votar "não"". A ideia só os compromete a eles. Como era esperado, o parlamento votou a alteração da lei. Mas há, como se sabe, constitucionalistas de renome que defendem que essa mudança fere a Constituição. Esperava-se, por isso, e naturalmente, que a Presidência, no mínimo, indagasse sobre a legalidade da lei. Mas não. O Presidente preferiu optar pelo incompreensível. Assinou-a sem questionar e tratou de lembrar, propor, sugerir (escolham), uma série de alterações. Aconteceu o previsível: o Governo mandou às malvas a missiva presidencial, explicou-lhe que era tarde para ter opinião, que a decisão estava tomada e lembrou que o Presidente ou vetava o diploma ou o enviava para o Tribunal Constitucional. Sem mais! Custa perceber como o professor Cavaco Silva, avisado e prudente, se deixou enredar em tal trama. Resta uma hipótese, plausível, politicamente correcta e até astuta: o Presidente quer agradar a gregos e a troianos: dizer aos que votaram "não" que até nem concorda com a lei e aos que votaram "sim" que até a assinou. Admito que seja a jogada política mais correcta. Tem o pequeno problema de não ser original. Lembro-me de um governante que fez o mesmo, por um caso menor na altura, mas que, hoje em dia, dois mil anos depois, ainda se fala disso. Parece-me que Cavaco Silva também vai ficar na história. Talvez mude de ideias "quando o levarem a ele". Talvez. Mas também talvez seja tarde de mais, como descobriu Brecht.
Activista do "não"

sábado, abril 21, 2007

Lei da Política criminal e aborto livre: o triunfo da mentira!

Noticia hoje o DN que o "Aborto após 10 semanas deixa de dar prisão"...
Contra a opinião de um milhão e meio de votantes no Não e podemos acreditar que alguma parte dos dois milhões e duzentos mil votantes do Sim, o aborto em Portugal tornou-se completamente livre!
Além disso triunfou a mentira. Esta medida há muito que estava na gaveta mas só saiu dela quando já não era necessário explorar à saciedade o choradinho da prisão das mulheres...agora sim, pode-se dizer: hipócritas.
"Estão de parabéns" Maria de Belém e Fernanda Câncio, o do Gato Fedorento e Correia de Campos, o Duarte Vilar e a maltósia da APF, Sócrates e todos os outros que sendo do seu Governo podiam ter tido a coragem de se opôr a uma vergonha destas, Odete Santos (que juntamente com a Câncio e o do Gato fedorento são um caso á parte porque não tentam passar pelo que não são e não disfarçam quanto ao que pretendem) e o Francisco Anacleto Louçã, todos os patetas que no PSD se sentem modernos e uns poucos do PP com o mesmo "feeling". Conseguiram!
Cada triturar de um feto com qualquer idade e semanas, cada corte e esmagamento, cada pasta de sangue e carne, cada "corrida" de restos num cano do aspirador, cada dor de uma mulher que chora o filho que não teve e cada pesadelo que a acordará, cada desgosto de um homem e da sua família, cada circunstância fria e cada inconsciência verdadeira, cada um destes momentos daqueles que morrerão com o aborto livre "celebrará" esta vossa vitória.
Que consigam viver com e apesar dela, é o desejo humano sincero deste bloguista.

quarta-feira, abril 18, 2007

A Teologia da Libertação morreu: paz à sua alma :-)

São Paulo, domingo, 15 de abril de 2007
Modernidade deve ser atacada, diz sociólogo Para Francisco Borba, igreja, que criticou o capitalismo, foi incapaz de perceber os novos problemas impostos aos católicos "A Teologia da Libertação não percebeu o processo de evolução da religiosidade moderna que acontecia no continente", diz especialista.
DA REPORTAGEM LOCAL
"A igreja latino-americana deve compreender que, assim como assumiu uma posição crítica ao capitalismo e ao liberalismo, por sua desumanidade, deve também assumir uma posição crítica em relação à modernidade. Essa posição vai se desenhando como uma crítica à razão iluminista e sua pretensão de dar a verdade última sobre o homem." Essa é a verdadeira questão que deveria nortear os trabalhos da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, segundo o sociólogo Francisco Borba, 49, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, órgão criado por d. Cláudio Hummes para promover o diálogo da igreja com meios acadêmicos.
Sua principal crítica à Teologia da Libertação é, portanto, a de não ter sido capaz de perceber os novos problemas que o mundo impôs aos católicos -aí incluídos os latino-americanos e os pobres. "[Essa corrente teológica] não percebeu adequadamente o processo de evolução da religiosidade moderna que acontecia no continente, particularmente a emergência das novas religiosidades urbanas", afirma o sociólogo da PUC. "Não gerou instrumentais adequados para trabalhar com a sede de sentido e de resposta existencial que marca o homem contemporâneo -inclusive o pobre." Leia a seguir, trechos da entrevista concedida por Borba à Folha. (RAFAEL CARIELLO)
FOLHA - Haverá divergências durante a realização da 5ª conferência? Quais serão as principais questões de conflito?
BORBA - Creio que é importante perceber que a questão não é mais a de um confronto entre progressistas e conservadores, nos moldes dos anos 60. Hoje, o episcopado está unido em relação a princípios como o reconhecimento da igreja como "povo de Deus", a importância da opção preferencial pelos pobres, o fim da "cristandade" e a necessidade de uma postura crítica e não atrelada aos governos. Também não é adequado contrapor uma igreja latino-americana, nascida da práxis social, a uma igreja romana, nascida dos dogmas da tradição. A percepção de que o magistério romano é o magistério universal da igreja é compartilhada por grande parte dos católicos latino-americanos. A polêmica real reside na forma de diálogo com a modernidade. O mundo está se tornando cada vez menos religioso, e a igreja deve se submeter aos princípios da modernidade, relativizando o seu próprio modo de ser? Ou o mundo permanece buscando a Deus, e a igreja deve dialogar com a modernidade numa postura crítica, denunciando a desumanidade presente na cultura moderna? Essa é a questão.
FOLHA - E com qual das duas idéias o sr. fica?
BORBA - A igreja latino-americana deve compreender que, assim como assumiu uma posição crítica ao capitalismo e ao liberalismo, por sua desumanidade, deve também assumir uma posição crítica em relação à modernidade. Essa posição vai se desenhando como uma crítica à razão iluminista e sua pretensão de dar a verdade última sobre o homem, e o anúncio da realização plena do amor como gesto de doação de si ao outro, e não de posse do outro.
FOLHA - Por que a conferência de Santo Domingo, de 1992, não teve o mesmo impacto das de Puebla e Medellín?
BORBA - Medellín correspondeu a uma grande mudança de paradigma na igreja latino-americana. Num contexto marcado por regimes ditatoriais, a igreja se afirmou a favor dos pobres e comprometida com a transformação da sociedade, saiu das sacristias e protegeu os perseguidos políticos. O contexto social em Puebla não era muito diferente. Em Santo Domingo, porém, as ditaduras já iam se tornando coisa do passado e os desafios da globalização e da pós-modernidade já despontavam. Esse contexto pedia uma mudança clara e firme de paradigma. Mas a comunidade católica ainda não estava preparada para isso, e um novo ponto de partida foi entendido como simples involução à temática religiosa e espiritual.
FOLHA - É correto dizer que Santo Domingo marca o enfraquecimento da Teologia da Libertação? Por quê?
BORBA - Creio que não. Melhor seria dizer que ela vem enfrentando dificuldades ao longo do tempo por duas insuficiências analíticas. Em primeiro lugar, não percebeu adequadamente o processo de evolução da religiosidade moderna que acontecia no continente, particularmente a emergência das novas religiosidades urbanas. Não gerou instrumentais adequados para trabalhar com a sede de sentido e de resposta existencial que marca o homem contemporâneo -inclusive o pobre. Por isso, não indicou caminhos alternativos ao crescimento do neopentecostalismo, e se contrapôs de modo não construtivo à emergência dos novos movimentos católicos. Em segundo, não teve categorias para enfrentar o desnorteamento das esquerdas após a queda do muro de Berlim, apesar da tentativa de voltar-se ao holismo ecológico. O mundo não-católico pode até olhar com simpatia sua mensagem de justiça social e religiosidade aberta, mas não tem por que aderir a ela. No mundo católico, um caminho que parte da experiência existencial para chegar ao compromisso social parece responder mais aos anseios atuais.
FOLHA - Aparecida deve fortalecer alguma linha teológica?
BORBA - Diria que o grande problema é desenvolver o que alguns chamam de uma "antropologia integral", onde a dimensão espiritual e a material se encontram de modo operativo, respondendo à sede de sentido e de beleza de todos nós e, ao mesmo tempo, lançando-nos num compromisso permanente com a transformação da sociedade.

Nestes tempos de absolutismo estatal...

Convém recordar o filme (e o livro) "Henrique V" de Shakespeare (Edição Campo das Letras, 2004, Porto):
"O dever de cada súbdito é dever do rei, mas a alma de cada súbdito é só dele".
Já agora recomendo:
Apresentação do livro acima
Pela minha sobrinha Maria da Madre de Deus Pacheco de Amorim na
Sociedade Histórica para a Independência de Portugal
(Palácio da Independência, Lisboa)
Na próxima sexta-feira, 20 de Abril, 21h30.
Título da apresentação:
"À procura do rosto de Shakespeare: uma introdução à leitura de Henrique V".