Este artigo de Monsenhor Albacete no Il Sussidiário ajuda a perceber porque e como esta questão do evolucionismo surge no contexto da política e eleições americanas: muito útil!
Já agora sobre esta questão veja-se este artigo aqui.
L'evoluzionismo che divide
Lorenzo Albacete
mercoledì 4 gennaio 2012
Passato il periodo delle feste, la politica è tornata a essere il tema principale di discussione sui media. L’attenzione è concentrata sulle primarie per scegliere il candidato Repubblicano da opporre a Obama nelle elezioni presidenziali del prossimo autunno e su chi controllerà il Senato e la Camera dei Rappresentanti per i due anni successivi alle elezioni. Questo però non è tutto. Molti singoli stati hanno altri argomenti in discussione per le prossime elezioni, argomenti che potrebbero avere peso e interesse anche sul piano nazionale. Ad esempio, sembra che stia iniziando un altro dibattito sull’insegnamento dell’evoluzionismo nelle scuole pubbliche.
Come riporta Stephanie Pappas su MSNBC (notiziario via cavo, NdR.): “Il nuovo anno sta portando nuove discussioni sull’insegnamento dell’evoluzione nelle scuole pubbliche, con due disegni di legge nello New Hampshire diretti a esigere che gli insegnanti presentino l’evoluzione come una teoria più filosofica che scientifica. Intanto, un senatore dello stato dell’Indiana ha presentato una proposta di legge che consentirebbe ai consigli scolastici di pretendere l’insegnamento del creazionismo”.
Nel New Hampshire una delle proposte prescrive “che l’evoluzione sia insegnata nelle scuole pubbliche dello Stato come una teoria, includendo anche le posizioni politiche e ideologiche dei suoi sostenitori e la loro posizione riguardo all’ateismo”. Il secondo disegno di legge non cita esplicitamente l’evoluzionismo, ma dispone che “i docenti di materie scientifiche insegnino ai loro studenti che un metodo scientifico appropriato prevede che non ci si impegni definitivamente con nessuna particolare teoria o ipotesi, quantunque possa risultare assodata, e che innovazioni scientifiche e tecnologiche basate su nuove prove possono mettere in discussione teorie o ipotesi scientifiche ritenute certe”.
Il disegno di legge “trasforma un atteggiamento scettico in confusione”, dice Zen Faulkes, professore di biologia all’Università del Texas, Pan America.“Si dovrebbe allora chiedere ai docenti di dire agli studenti di non ritenersi vincolati all’ipotesi che l’uranio ha più protoni del carbonio. Oppure: “Ricordatevi, ragazzi, che domani potremmo scoprire che il DNA non è la molecola principale per trasmettere l’informazione genetica”. L’evoluzione è un dato di fatto né più, né meno che le altre due cose citate, e dovrebbe quindi essere insegnata con lo stesso grado di certezza”.
La teoria dell’evoluzione è diventata un tema chiave per i conservatori religiosi, molti dei quali sostengono che l’idea che la vita si sia evoluta lungo miliardi di anni insegna agli studenti che la vita non è altro che un incidente. Chi vi si oppone vuole comunicare ai bambini l’idea che hanno uno scopo per essere al mondo. Per questo, molti conservatori religiosi vorrebbero che nelle scuole venisse insegnato il “disegno intelligente” o l’idea che un creatore ha acceso lo sviluppo della vita.
Jerry Bergevin, uno dei Repubblicani che ha presentato la proposta di legge, ha detto al Concord Monitor che l’ateismo era legato al nazismo e alla sparatoria alla scuola Colombine nel 1999. “Voglio che venga presentata una descrizione completa dell’evoluzionismo e delle persone che sono alla base della teoria”, ha detto Bergevin, “È una visione del mondo che è priva di Dio”.
Secondo Pappas, “il New Hampshire non è il solo Stato dove il fronte è stato stabilito sull’evoluzione. Nel 2011, almeno sette stati hanno discusso proposte per limitare l’insegnamento dell’evoluzionismo nelle scuole pubbliche. Le proposte anti evoluzione negli ultimi anni sono tutte fallite, tranne in Louisiana”. Il disegno di legge in Louisiana esige che “gli organi di gestione di un’istituzione scolastica possano pretendere che vengano insegnate all’interno dell’istituzione diverse teorie sull’origine della vita, compreso il creazionismo scientifico”. “Si tratta di una proposta che promuove direttamente l’insegnamento del creazionismo”, dice Eugenie Scott, executive director del National Center for Science Education, organizzazione non profit di Oakland, California, che difende l’insegnamento nelle scuole pubbliche dell’evoluzione e del cambiamento climatico.
Gli oppositori dell’insegnamento dell’evoluzionismo che chiedono leggi che riflettano le loro opinioni devono trovare il modo di aggirare la sentenza del 1987 della Corte Suprema, che definì anticostituzionale l’insegnamento del creazionismo come scienza nelle scuole pubbliche. Perciò, ogni legge approvata che contemplasse l’insegnamento del creazionismo verrebbe cancellata dai tribunali.
Non vi è dubbio che il tema dominante questo anno politico continuerà a essere l’economia e la disoccupazione. Tuttavia, argomenti come il dibattito sull’evoluzione sono indicazioni significative di come gli elettori affrontano il significato e lo scopo della vita e, quindi, di come si costruiscono le loro opinioni circa l’economia, il lavoro e i diritti umani.
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Eleições americanas: a questão do evolucionismo
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Homossexualidade: as saídas "históricas" do armário
Um amigo meu chamou-me a atenção para este post no Blog Malomil onde o seu autor (António Araújo, creio) dá uma coça bem dada em toda a literatura histórica onde aparece exposta a vida sexual (verdadeira, imaginada ou suposta) de várias pessoas (desconhecidos ou personagens públicos) já falecidas no que é claramente uma violação ou da sua privacidade ou até uma extensa calúnia pintalgada de investigação histórica. Muito bem visto!
Além disso o post como está escrito é de morrer à gargalhada! Recomendo mesmo! lol!
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quinta-feira, janeiro 05, 2012
Da turbamulta em torno de Alexandre Soares dos Santos*
* Por acaso quem pegou em parte considerável da sua fortuna e com ela fez uma Fundação que entre outras coisas tem só a melhor e mais credivel base de dados estatisticos de Portugal...
A propósito da migração da Jerónimo Martins para a Holanda que soltou boa parte da matilha mediática, o meu amigo Pedro Aguiar Pinto da lista electrónica e Blog Povo, escreveu hoje isto:
"Nenhum de nós escapa à influência da opinião dominante, quanto mais não seja porque domina, isto é, está por cima, ouve-se mais vezes, mune-se de uma credibilidade artificial – usando sistematicamente personalidades credíveis - . Nunca vai até ao fundo. Aquilo que se pretende é vencer-nos mostrando-nos um “sumário executivo” que não sendo totalmente mentira é apenas uma parte da realidade. Aposta na nossa preguiça em procurar melhor informação. Vem isto a propósito do caso da “emigração do Pingo-Doce para a Alemanha”. Mas fico-me por aqui e deixo-vos com este artigo do director do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, que me parece tocar exactamente no ponto:
Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal. Quando apanhamos, abocanhamos. Estraçalhamos. Somos uma multidão furiosa. Às vezes, erramos. A família Soares dos Santos não está a fugir aos impostos. Mesmo se vai fugir ao País.
Só há um antídoto contra a especulação: a informação. É assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece. A sede de vingança tomou o lugar da fome de justiça. O problema não está na rua, nas redes sociais, nas esquinas dos desempregados. Está em quem tem a obrigação de saber do que fala. Do Parlamento, de Ana Gomes, de António Capucho, dos que pedem boicotes ao Pingo Doce (para comprar onde, já agora? No Continente da Sonae que tem praças na Holanda? No Lidl, que as tem na Alemanha?) (ler o resto…).
A propósito da migração da Jerónimo Martins para a Holanda que soltou boa parte da matilha mediática, o meu amigo Pedro Aguiar Pinto da lista electrónica e Blog Povo, escreveu hoje isto:
"Nenhum de nós escapa à influência da opinião dominante, quanto mais não seja porque domina, isto é, está por cima, ouve-se mais vezes, mune-se de uma credibilidade artificial – usando sistematicamente personalidades credíveis - . Nunca vai até ao fundo. Aquilo que se pretende é vencer-nos mostrando-nos um “sumário executivo” que não sendo totalmente mentira é apenas uma parte da realidade. Aposta na nossa preguiça em procurar melhor informação. Vem isto a propósito do caso da “emigração do Pingo-Doce para a Alemanha”. Mas fico-me por aqui e deixo-vos com este artigo do director do Jornal de Negócios, Pedro Santos Guerreiro, que me parece tocar exactamente no ponto:
Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal. Quando apanhamos, abocanhamos. Estraçalhamos. Somos uma multidão furiosa. Às vezes, erramos. A família Soares dos Santos não está a fugir aos impostos. Mesmo se vai fugir ao País.
Só há um antídoto contra a especulação: a informação. É assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece. A sede de vingança tomou o lugar da fome de justiça. O problema não está na rua, nas redes sociais, nas esquinas dos desempregados. Está em quem tem a obrigação de saber do que fala. Do Parlamento, de Ana Gomes, de António Capucho, dos que pedem boicotes ao Pingo Doce (para comprar onde, já agora? No Continente da Sonae que tem praças na Holanda? No Lidl, que as tem na Alemanha?) (ler o resto…).
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Outra resposta à Moody's ;-)
É preciso pô-los na ordem...;-)
A parte de dois homens a beijarem-se (para significar que somos um país tolerante) era escusada, como acaba de me observar um amigo, e para as agências de rating deve ser indiferente (pelo menos as macro-económicas) o facto, até porque a tolerância na sociedade portuguesa tem uma origem e uma só razão: a mentalidade introduzida pelo cristianismo, mesmo que no caso gera esse equivoco...
A parte de dois homens a beijarem-se (para significar que somos um país tolerante) era escusada, como acaba de me observar um amigo, e para as agências de rating deve ser indiferente (pelo menos as macro-económicas) o facto, até porque a tolerância na sociedade portuguesa tem uma origem e uma só razão: a mentalidade introduzida pelo cristianismo, mesmo que no caso gera esse equivoco...
O bebé da Covilhã que nasceu apenas com um pé
Não sei se é verdade o que diz a mãe do bebé da Covilhã que nasceu apenas com um pé ou seja que a Médica lhe teria dito que não lho revelou por receio que em o sabendo a mãe fosse fazer um aborto (o que tratando-se de ciganos, segundo me pareceu, muito me espantaria). Mas se assim foi acho muito bem e faria igual.
Já basta desta estúpida mortandade pelo aborto legal (entre 60 a 70 abortos diários) que além de um atentado à vida e dignidade humanas é também um óbvio prejuízo para o país em termos de natalidade e demografia!
Por outro lado (e repito, por conhecimento de causa, amizade com alguns ciganos de Lisboa, não suspeito a família em causa dada a sua origem assim reagisse) impressiona a mentalidade eugénica que campeia hoje em dia em Portugal e como um "defeito" como o descrito possa ser considerado hoje em dia motivo suficiente para dar a morte a alguém. Ao que acrescento a minha estupefacção e um desafio: porque nunca sairam à liça nestas discussões as associações de deficientes e seus familiares...?
As notícias sobre este caso estão aqui e aqui.
Já basta desta estúpida mortandade pelo aborto legal (entre 60 a 70 abortos diários) que além de um atentado à vida e dignidade humanas é também um óbvio prejuízo para o país em termos de natalidade e demografia!
Por outro lado (e repito, por conhecimento de causa, amizade com alguns ciganos de Lisboa, não suspeito a família em causa dada a sua origem assim reagisse) impressiona a mentalidade eugénica que campeia hoje em dia em Portugal e como um "defeito" como o descrito possa ser considerado hoje em dia motivo suficiente para dar a morte a alguém. Ao que acrescento a minha estupefacção e um desafio: porque nunca sairam à liça nestas discussões as associações de deficientes e seus familiares...?
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Politicos pressionados a assumir que são maçons
O Diário de Notícias de hoje lança a discussão sobre se os políticos devem ser obrigados a assumir a sua pertença à Maçonaria (maliciosamente naquela tipica misturada que se faz nestas ocasiões acrescenta-se o Opus Dei ao rol...). Vindo isto a propósito do caso do relatório da audiência numa comissão parlamentar de um dos ex.chefes dos serviços secretos e também ele Maçon.
Assim a quente e pouco estruturado, parece-me:
1. Era só o que faltava que se instituisse essa regra seja para a pertença à Maçonaria, seja para a pertença a qualquer associação religiosa. Está-se aqui no campo da reserva da vida privada e da liberdade individual e nada justifica, nunca!, um atentado a esses valores.
2. Até porque e no caso (como muito bem diz o Deputado António Filipe com aquele bom senso e realismo que em geral caracteriza os comunistas) a regra seria inútil. Se a Maçonaria é uma associação secreta, os seus membros pura e simplesmente, não o declararariam, sob pena de que lá se ia o secretismo...! ;-)
3. É verdade que a Maçonaria tem formalmente um compromisso de entre-ajuda que não existe nas organizações religiosas e por isso em certa medida a liberdade dos seus membros, no exercicio das suas funções, está limitada por um factor que pode prejudicar a transparência da vida democrática e da decisão política. Mesmo assim...deve prevalecer a liberdade individual!
4. Questão completamente diferente e eventualmente aplicável ao caso é a questão do "conflito de interesses" para o qual existem regras que limitam o exercício dos políticos (sejam os nacionais, seja, como é o meu caso, os autarcas [sou membro da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pelo PPD-PSD na Coligação Lisboa com Sentido]). Isto é: da mesma maneira que um sócio de uma sociedade que venda um certo produto e simultâneamente seja um político chamado a decidir sobre uma lei que importa de alguma forma uma vantagem para aquele produto, deve declará-lo, eximindo-se de votar, da mesma maneira um Maçon chamado a intervir num processo político em que a Maçonaria possa ser parte interessada (por exemplo, a entrega de um Palacete em Lisboa a um qualquer Grande Oriente) dever-se-ia escusar de votar na deliberação que o previsse.
Um exemplo comigo: já não me lembro porquê, mas quando estava na Assembleia da República e sendo membro da Ordem dos Advogados, juntamente com outros colegas de profissão, declarei-me impedido de votar uma lei qualquer respeitante ao exercício da profissão (peço desculpa, mas não me lembro qual...:-(
Mas isto são só as primeiras impressões. Aguardemos pelo debate.
Assim a quente e pouco estruturado, parece-me:
1. Era só o que faltava que se instituisse essa regra seja para a pertença à Maçonaria, seja para a pertença a qualquer associação religiosa. Está-se aqui no campo da reserva da vida privada e da liberdade individual e nada justifica, nunca!, um atentado a esses valores.
2. Até porque e no caso (como muito bem diz o Deputado António Filipe com aquele bom senso e realismo que em geral caracteriza os comunistas) a regra seria inútil. Se a Maçonaria é uma associação secreta, os seus membros pura e simplesmente, não o declararariam, sob pena de que lá se ia o secretismo...! ;-)
3. É verdade que a Maçonaria tem formalmente um compromisso de entre-ajuda que não existe nas organizações religiosas e por isso em certa medida a liberdade dos seus membros, no exercicio das suas funções, está limitada por um factor que pode prejudicar a transparência da vida democrática e da decisão política. Mesmo assim...deve prevalecer a liberdade individual!
4. Questão completamente diferente e eventualmente aplicável ao caso é a questão do "conflito de interesses" para o qual existem regras que limitam o exercício dos políticos (sejam os nacionais, seja, como é o meu caso, os autarcas [sou membro da Assembleia Municipal de Lisboa, eleito pelo PPD-PSD na Coligação Lisboa com Sentido]). Isto é: da mesma maneira que um sócio de uma sociedade que venda um certo produto e simultâneamente seja um político chamado a decidir sobre uma lei que importa de alguma forma uma vantagem para aquele produto, deve declará-lo, eximindo-se de votar, da mesma maneira um Maçon chamado a intervir num processo político em que a Maçonaria possa ser parte interessada (por exemplo, a entrega de um Palacete em Lisboa a um qualquer Grande Oriente) dever-se-ia escusar de votar na deliberação que o previsse.
Um exemplo comigo: já não me lembro porquê, mas quando estava na Assembleia da República e sendo membro da Ordem dos Advogados, juntamente com outros colegas de profissão, declarei-me impedido de votar uma lei qualquer respeitante ao exercício da profissão (peço desculpa, mas não me lembro qual...:-(
Mas isto são só as primeiras impressões. Aguardemos pelo debate.
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Belíssima a canção e a cantora também...! ;-)
Estive a ouvir e ver umas músicas no Youtube e encontrei esta versão original de uma canção que a Paula Fernandes também canta.
Mas já agora não resisto e só mais esta:
(não sei porquê mas neste computador das minhas filhas, um Mac...:-(, não consigo fazer nada do que quero...
Mas já agora não resisto e só mais esta:
(não sei porquê mas neste computador das minhas filhas, um Mac...:-(, não consigo fazer nada do que quero...
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quarta-feira, janeiro 04, 2012
Iowa: a vitória de Mitt Romney
Subscrevo os posts que no Blog EUA 2012 foram publicados sobre a vitória por muito escassa margem de Mitt Romney. O venceu mas não convenceu e a história ainda está por escrever parecem-me as duas constatações principais do que ontem se passou. Ou seja aqui temos um assunto que ainda está para lavar e durar e que será sempre motivo de interesse e expectativa.
Fui procurar no meu Blog por Mitt Romney e foi isto que encontrei.
Recomendo muito também vejam este vídeo da intervenção de Mitt Romney na Convenção do GOP de 2008 em que se consagrou a candidatura de John Mccain e Sarah Palin:
Fui procurar no meu Blog por Mitt Romney e foi isto que encontrei.
Recomendo muito também vejam este vídeo da intervenção de Mitt Romney na Convenção do GOP de 2008 em que se consagrou a candidatura de John Mccain e Sarah Palin:
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PSD, serviços secretos e Maçonaria
Continua a "novela" do relatório da audiência na Assembleia da República. Independentemente do que se vier a apurar sobre o caso concreto a mim o que me importa é o factor humano e a pessoa de cada um que entra para a Maçonaria (em especial aqueles que eu conheço ou já me cruzei).
Impressiona-me a aparente ligeireza com que o fazem e assusta-me a ignorância que mostram quanto aos sarilhos em que se estão a meter, os compromissos em que se estão a enredar e tenho medo do percurso que farão conforme forem descobrindo, evoluindo de grau, a verdadeira natureza da organização para onde entraram. A todos o que digo é "saiam enquanto puderem"...Deus vos proteja!
Impressiona-me a aparente ligeireza com que o fazem e assusta-me a ignorância que mostram quanto aos sarilhos em que se estão a meter, os compromissos em que se estão a enredar e tenho medo do percurso que farão conforme forem descobrindo, evoluindo de grau, a verdadeira natureza da organização para onde entraram. A todos o que digo é "saiam enquanto puderem"...Deus vos proteja!
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terça-feira, janeiro 03, 2012
Ainda a Maçonaria e o relatório do PSD na AR
Acabei de ver agora esta notícia vinda da Lusa:
PSD "não retirou rigorosamente nada" sobre ligações à Maçonaria nas secretas - Teresa Leal Coelho
PSD "não retirou rigorosamente nada" sobre ligações à Maçonaria nas secretas - Teresa Leal Coelho
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Lisboa, 03 jan (Lusa) - A vice-presidente da bancada social-democrata Teresa Leal Coelho afirmou hoje que o PSD não retirou "rigorosamente nada" do seu relatório que concluiu pela ligação de membros da maçonaria às secretas.
"O PSD não apagou rigorosamente nada", afirmou a vice-presidente da bancada do PSD, distinguindo o relatório social-democrata de um projeto de relatório - de que foi autora - que refletiria as conclusões subscritas por vários partidos no âmbito de um grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Constitucionais.
Em conferência de imprensa no Parlamento, Teresa Leal Coelho afirmou ainda que as conclusões do relatório do PSD foram subscritas pelo líder da bancada, Luís Montenegro, que hoje não negou ser da loja maçónica Mozart, segundo o Expresso a mesma do ex-diretor do SIED Jorge Silva Carvalho.
"Este relatório foi elaborado e apresentado com a anuência do presidente do grupo parlamentar, doutor Luís Montenegro. Foi o doutor Luís Montenegro que, sem alterar uma vírgula, me pediu para apresentar o relatório com estas conclusões exatamente como ele consta na sua versão de 28 de outubro e que ainda hoje é o relatório do PSD", afirmou Teresa Leal Coelho.
A vice da bancada social-democrata explicou que, no âmbito das audições realizadas na primeira comissão sobre irregularidades no funcionamento das secretas, nomeadamente passagem de informações para empresas privadas e o acesso ao registo telefónico de um antigo jornalista do Público, foi constituído um grupo de trabalho para elaborar um relatório sobre as conclusões daquelas audições.
Como metodologia, cada partido elaboraria um relatório próprio e depois seria produzido um relatório comum a todos os partidos, que ainda não foi aprovado.
"O que é dito no relatório, uma vez que ele já é público, é que há insinuações, é que há indícios, relativamente a ligações de algumas pessoas, não só nos serviços de informações, mas também fora deles, e algumas lojas da maçonaria. Nós vertemos isso no relatório, mantemos o relatório", afirmou.
O jornal Público escreveu hoje que o "PSD apagou do relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na primeira comissão parlamentar, as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direção da 'intelligence' à Maçonaria".
ACL.
Lusa/Fim
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A nova Constituição da Hungria: extraordinária!
Chegou-me a notícia através de um amigo meu que a viu no Blog Perspectivas.
Pontos principais:
Desaparece a designação de “República da Hungria” e o país passa a designar-se apenas “Hungria”.
Aparece uma menção explícita a Deus — “Deus abençoa os húngaros”.
Estabelece um imposto único de 16% sobre os rendimentos dos cidadãos.
A nova Constituição estabelece a punição retroactiva dos responsáveis pelos “crimes comunistas”.
A nova Constituição protege o embrião humano, afirmando que se trata de um ser humano em processo de crescimento.
A nova Constituição da Hungria estabelece que o casamento não pode ser celebrado senão entre uma mulher e um homem.
Pontos principais:
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O Estado do Vaticano é uma garantia da liberdade religiosa!
Hoje numa entrevista no Público o Teólogo e ex.sacerdote José Maria Castillo afirma que "O Papa não deveria ser chefe de Estado. Isso não faz parte da fé"...
A primeira afirmação está errada, a segunda provavelmente certa. Porquê (está errada a primeira)? Porque ignora que a existência do Estado do Vaticano (e a concomitante consequência de o Papa não ser súbdito de nenhum país) é uma garantia da Liberdade da Igreja Católica e assim serve-se a liberdade não apenas desta e dos católicos de todo o mundo mas de todos aqueles que professam qualquer fé ou não...!
Duas outras observações:
A entrevista merece ser lida (mostra a diversidade da Igreja mas também ao que conduz certas atitudes intelectuais e quais as consequências de algumas experiências religiosas) e só é pena não haver a possibilidade de a discutir quase ponto a ponto (por falta de tempo e oportunidade).
Não é o caso da afirmação acima mas lendo a entrevista recordei-me de um amigo meu Padre que me observava um dia que nunca nenhuma heresia nasceu do povo crente. Foram sempre teólogos os seus autores...;-)
A primeira afirmação está errada, a segunda provavelmente certa. Porquê (está errada a primeira)? Porque ignora que a existência do Estado do Vaticano (e a concomitante consequência de o Papa não ser súbdito de nenhum país) é uma garantia da Liberdade da Igreja Católica e assim serve-se a liberdade não apenas desta e dos católicos de todo o mundo mas de todos aqueles que professam qualquer fé ou não...!
Duas outras observações:
A entrevista merece ser lida (mostra a diversidade da Igreja mas também ao que conduz certas atitudes intelectuais e quais as consequências de algumas experiências religiosas) e só é pena não haver a possibilidade de a discutir quase ponto a ponto (por falta de tempo e oportunidade).
Não é o caso da afirmação acima mas lendo a entrevista recordei-me de um amigo meu Padre que me observava um dia que nunca nenhuma heresia nasceu do povo crente. Foram sempre teólogos os seus autores...;-)
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PSD retira de relatório sobre as ‘secretas’ alegadas ligações à Maçonaria
Muito preocupantes hoje as notícias de que o PSD terá retirado de um relatório à Assembleia da República as referências às ligações entre quadros dos serviços de informações e a Maçonaria...bem como a reportagem do Expresso deste Sábado no qual se conclui que o grupo dominante durante o Governo Sócrates nas Informações continua a controlar as mesmas...
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Eleições americanas: o Caucus de Iowa hoje
É hoje que se realiza o primeiro Caucus que antecede a série que percorrerá todos os Estados americanos. Para os candidatos republicanos (à nomeação presidencial pelo Partido Republicano) em linha é um momento muito importante e dará os primeiros sinais pelo menos daqueles que muito dificilmente se manterão em liça.
Por isso hoje enquanto trabalho vou ouvindo o Iowa Public Radio e as noticias que vão saindo. E no Blog EUA 2012 seguindo os posts que vão actualizando as informações e perspectivas...;-)
Vale também a pena ver o Público de hoje sobre o mesmo tema aqui.
Por isso hoje enquanto trabalho vou ouvindo o Iowa Public Radio e as noticias que vão saindo. E no Blog EUA 2012 seguindo os posts que vão actualizando as informações e perspectivas...;-)
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segunda-feira, janeiro 02, 2012
180: um filme extraordinário! A ver absolutamente...!
São 32 minutos mas muito bem utilizados apesar da reacção que costuma originar a analogia e da estranheza que pode sentir quem não esteja habituado à abordagem evangélica da questão religiosa (no meu caso, católico de quatro costados, estou afeiçoado...;-). Para mim ambas as questões atrás são duas razões mais para estimar este filme:
O site dos promotores do filme está aqui.
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Ainda Asia Bibi: um texto da Ajuda à Igreja que Sofre
Que me chegou agora por email:
"A HISTÓRIA ESQUECIDA DE ASIA BIBI E DE CENTENAS DE CRISTÃOS PRESOS NO PAQUISTÃO
Natal atrás das grades
Os cristãos são uma minoria no Paquistão e muitas vezes perseguidos por causa da sua fé. Os que se encontram detidos são duplamente discriminados. Tal como Asia Bibi, injustamente condenada à morte por blasfémia, há centenas de cristãos que precisam da nossa ajuda neste Natal.
Asia Bibi está presa na cadeia de Sheikpura, no Punjab, acusada do crime de blasfémia. Sobre ela pende a mais terrível das sentenças: a morte. A sua história já comoveu o mundo inteiro mas isso não foi suficiente para a libertar. Para Asia Bibi, este vai ser mais um Natal sem a família, fechada numa cela minúscula e imunda, sem ver a luz do dia, sempre sobressaltada pelos ruídos da prisão, pelos passos que podem anunciar, uma vez mais, gritos, violência, até tortura.
Cadeias de terror
As cadeias do Paquistão são dos locais mais tenebrosos que se podem imaginar. Se estar preso é sempre um castigo, no Paquistão roça a crueldade. A tortura é prática corrente e a vida dos detidos é miserável. Há apenas uma instalação sanitária (e o termo é benevolente para aquilo que existe…) por cada centena de presos, as celas são pequeníssimas e estão sobrelotadas. Como consequência, é vulgar haver detidos que não sobrevivem ao excesso de calor ou que sofrem ataques cardíacos. Só no ano passado, 72 pessoas morreram assim, nas prisões do Paquistão.
Cristãos desfavorecidos
Para os cristãos, o cenário é ainda mais aterrador. A vida nas cadeias reflecte, para pior, aquilo que acontece todos os dias na sociedade paquistanesa: os cristãos são marginalizados e desfavorecidos. A violência e a humilhação fazem parte da condenação a que estão sujeitos. E tudo seria ainda mais dramático se não fosse a intervenção de alguns sacerdotes que, corajosamente, apoiam os detidos no Paquistão, levando-lhes a mais significativa das ofertas: a esperança.
Trabalho dos irmãos dominicanos
No estabelecimento prisional de Faisalabad, é possível ver o resultado do esforço do Padre Iftikhar Moon e dos seus irmãos dominicanos que levam, para dentro dos muros da cadeia, a alegria contagiante do Natal. Numa sala, onde recebem os detidos, o ambiente frio e soturno de Faisalabad é transformado num espaço de cor e alegria, com uma decoração cheia de grinaldas e estrelas de papel que recordam esta época festiva.
Festa de Natal
Os detidos cantam, participam nas leituras da Santa Missa e, depois, recebem das mãos dos frades dominicanos alguns presentes que, ali, valem como barras de ouro: alimentos, mantas, medicamentos, roupas. Até os guardas prisionais são contemplados com a generosidade da comunidade cristã. Nem todos reagem, porém, da mesma maneira. Como explica o Padre Iftikhar, “alguns guardas são boas pessoas, mas há os que são ambiciosos e exigem dinheiro”.
Sem dinheiro para subornos
Dinheiro como suborno é algo impensável para os presos cristãos. Oriundos de famílias pobres, não têm como mudar a sua sorte. Há vários casos de cristãos que são presos apenas porque não têm dinheiro para pagar as multas a que foram condenados. A pobreza é outra cruz que os cristãos têm de suportar no Paquistão. Por causa disso, a esmagadora maioria dos detidos nunca recebem visitas. E, se não fosse o trabalho dos irmãos dominicanos, que tem o apoio da Fundação AIS, poderiam ficar uma eternidade na cadeia sem que alguém se interessasse pela sua sorte.
Asia Bibi
Na sua cela em Sheikpura, Asia Bibi continua sem saber o que lhe vai acontecer. Até este momento, a sua vida tem dependido da enorme campanha internacional que foi desencadeada pelos meios cristãos e da qual a Fundação AIS tem sido um dos principais impulsionadores. Mas ninguém pode garantir que, um dia destes, algo de terrível não venha a acontecer.
Nada disso, no entanto, parece esmorecer a sua fé. Asia Bibi tem sido, para os cristãos no mundo inteiro, um extraordinário exemplo de perseverança. Num tempo em que os valores espirituais parecem ruir, as palavras de Asia Bibi não podem ser esquecidas: “Sinto-me amada pela Igreja Católica e por todas as comunidades cristãs do mundo. Estou orgulhosa por ser filha de uma comunidade tão amável e misericordiosa”. Como é que se retribui um pensamento destes?
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre"
"A HISTÓRIA ESQUECIDA DE ASIA BIBI E DE CENTENAS DE CRISTÃOS PRESOS NO PAQUISTÃO
Natal atrás das grades
Os cristãos são uma minoria no Paquistão e muitas vezes perseguidos por causa da sua fé. Os que se encontram detidos são duplamente discriminados. Tal como Asia Bibi, injustamente condenada à morte por blasfémia, há centenas de cristãos que precisam da nossa ajuda neste Natal.
Asia Bibi está presa na cadeia de Sheikpura, no Punjab, acusada do crime de blasfémia. Sobre ela pende a mais terrível das sentenças: a morte. A sua história já comoveu o mundo inteiro mas isso não foi suficiente para a libertar. Para Asia Bibi, este vai ser mais um Natal sem a família, fechada numa cela minúscula e imunda, sem ver a luz do dia, sempre sobressaltada pelos ruídos da prisão, pelos passos que podem anunciar, uma vez mais, gritos, violência, até tortura.
Cadeias de terror
As cadeias do Paquistão são dos locais mais tenebrosos que se podem imaginar. Se estar preso é sempre um castigo, no Paquistão roça a crueldade. A tortura é prática corrente e a vida dos detidos é miserável. Há apenas uma instalação sanitária (e o termo é benevolente para aquilo que existe…) por cada centena de presos, as celas são pequeníssimas e estão sobrelotadas. Como consequência, é vulgar haver detidos que não sobrevivem ao excesso de calor ou que sofrem ataques cardíacos. Só no ano passado, 72 pessoas morreram assim, nas prisões do Paquistão.
Cristãos desfavorecidos
Para os cristãos, o cenário é ainda mais aterrador. A vida nas cadeias reflecte, para pior, aquilo que acontece todos os dias na sociedade paquistanesa: os cristãos são marginalizados e desfavorecidos. A violência e a humilhação fazem parte da condenação a que estão sujeitos. E tudo seria ainda mais dramático se não fosse a intervenção de alguns sacerdotes que, corajosamente, apoiam os detidos no Paquistão, levando-lhes a mais significativa das ofertas: a esperança.
Trabalho dos irmãos dominicanos
No estabelecimento prisional de Faisalabad, é possível ver o resultado do esforço do Padre Iftikhar Moon e dos seus irmãos dominicanos que levam, para dentro dos muros da cadeia, a alegria contagiante do Natal. Numa sala, onde recebem os detidos, o ambiente frio e soturno de Faisalabad é transformado num espaço de cor e alegria, com uma decoração cheia de grinaldas e estrelas de papel que recordam esta época festiva.
Festa de Natal
Os detidos cantam, participam nas leituras da Santa Missa e, depois, recebem das mãos dos frades dominicanos alguns presentes que, ali, valem como barras de ouro: alimentos, mantas, medicamentos, roupas. Até os guardas prisionais são contemplados com a generosidade da comunidade cristã. Nem todos reagem, porém, da mesma maneira. Como explica o Padre Iftikhar, “alguns guardas são boas pessoas, mas há os que são ambiciosos e exigem dinheiro”.
Sem dinheiro para subornos
Dinheiro como suborno é algo impensável para os presos cristãos. Oriundos de famílias pobres, não têm como mudar a sua sorte. Há vários casos de cristãos que são presos apenas porque não têm dinheiro para pagar as multas a que foram condenados. A pobreza é outra cruz que os cristãos têm de suportar no Paquistão. Por causa disso, a esmagadora maioria dos detidos nunca recebem visitas. E, se não fosse o trabalho dos irmãos dominicanos, que tem o apoio da Fundação AIS, poderiam ficar uma eternidade na cadeia sem que alguém se interessasse pela sua sorte.
Asia Bibi
Na sua cela em Sheikpura, Asia Bibi continua sem saber o que lhe vai acontecer. Até este momento, a sua vida tem dependido da enorme campanha internacional que foi desencadeada pelos meios cristãos e da qual a Fundação AIS tem sido um dos principais impulsionadores. Mas ninguém pode garantir que, um dia destes, algo de terrível não venha a acontecer.
Nada disso, no entanto, parece esmorecer a sua fé. Asia Bibi tem sido, para os cristãos no mundo inteiro, um extraordinário exemplo de perseverança. Num tempo em que os valores espirituais parecem ruir, as palavras de Asia Bibi não podem ser esquecidas: “Sinto-me amada pela Igreja Católica e por todas as comunidades cristãs do mundo. Estou orgulhosa por ser filha de uma comunidade tão amável e misericordiosa”. Como é que se retribui um pensamento destes?
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Impressionante artigo de Henrique Raposo: A necessidade de Deus (e de Cristo)
Para o qual fui alertado pela lista Povo do Pedro Aguiar Pinto:
"Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 29 de dezembro de 2011
248 comentários
O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica. Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.
Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo. Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).
Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.
Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega."
"Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 29 de dezembro de 2011
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O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica. Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.
Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo. Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).
Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.
Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega."
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Mais terminais de pagamento das facturas da EDP! ;-)
EDP - ELETLECIDADE DE POLTUGAL
A paltil de Janeilo pala sua maiol comodidade pague as fatulas da EDP num dos muitos milhales
de postos de coblança existentes no Pais .... A LOJA DO CHINÊS MAIS PLÓXIMA !!!!
A paltil de Janeilo pala sua maiol comodidade pague as fatulas da EDP num dos muitos milhales
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Eleições americanas também nos Blogs portugueses
Também na Blogosfera portuguesa as eleições americanas fazem caminho. EUA 2012 parece-me um ponto incontornável de discussão e informação. E daí os links preciosos não apenas para os diversos candidatos (no caso republicano, a candidatos) mas também para Máquina Política, Casa Branca, e Era uma vez na América.
Desde sempre interessado na política americana (vejam-se as tags que estão abaixo sobre o lado direito deste Blog) e com a vantagem adicional de no fim deste mês ir ao National Prayer Breakfast (sobre o qual Pacheco Pereira no ano passado publicou um artigo interessantíssimo que enviarei a quem me pedir ou colocarei no Blog se aprender como...) terei aqui mais uma matéria de interesse adicional ;-)
Desde sempre interessado na política americana (vejam-se as tags que estão abaixo sobre o lado direito deste Blog) e com a vantagem adicional de no fim deste mês ir ao National Prayer Breakfast (sobre o qual Pacheco Pereira no ano passado publicou um artigo interessantíssimo que enviarei a quem me pedir ou colocarei no Blog se aprender como...) terei aqui mais uma matéria de interesse adicional ;-)
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2012: austeridade e mais austeridade, mas também humor...;-)
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Ainda a Missão Mãos Erguidas junto à Clínica dos Arcos
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Vidas salvas à porta da Clínica dos Arcos: este referendo ganhamo-lo todos os dias!
É impressionante e comovedor ver o trabalho dos nossos amigos da Associação Mãos Erguidas à porta da Clínica dos Arcos (o maior abortadouro privado do país).
Sobre isso veja-se aqui o que está dito. E, sobretudo, veja-se este vídeo:
Por isso é que muitas vezes quando estou nas nossas associações de defesa da Vida (algumas aqui), olhando os rostos concretos destas mães e pais, das crianças, percebo com serenidade e alegria, que este referendo ganhamo-lo todos os dias...!
Sobre isso veja-se aqui o que está dito. E, sobretudo, veja-se este vídeo:
Por isso é que muitas vezes quando estou nas nossas associações de defesa da Vida (algumas aqui), olhando os rostos concretos destas mães e pais, das crianças, percebo com serenidade e alegria, que este referendo ganhamo-lo todos os dias...!
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Asia Bibi e liberdade religiosa
Noticia hoje o Público que Manuela Eanes promoveu uma recolha de assinaturas de mulheres portuguesas a favor de Asia Bibi, uma cristã paquistanesa que está presa por esse motivo e condenada a pena de morte. O que me faz voltar ao tema da liberdade religiosa. Ao tema das graças que temos de dar a cada ida à Missa ou em cada acto religioso em que participamos, por o podermos fazer em liberdade!
Na verdade para tantos isso é impossível ou porque proibido, ou porque nem tem essa hipótese (devido à distância e/ou escassez de sacerdotes e/ou Igrejas dizimadas no sentido integral do termo) ou então uma probabilidade, certa ou remota, de morte (como aconteceu na Nigéria no dia de Natal)...
Por outro lado olho para estas fotografias (que publico abaixo, a primeira dela e a segunda dela, de Burka por imposição das autoridades numa sessão do tribunal, com as filhas agarradas a ela) e pergunto-me como sou, como somos, capaz de levar a minha vida normalmente e não estar a manifestar-me em frente à Embaixada do Paquistão, ou a promover uma campanha de postais dirigidos às autoridades daquele país, ou a divulgar as petições online em sua defesa, levar por diante Vigilias de Oração pela sua liberdade, etc. Isto é, como podemos ser indiferentes às circunstâncias dolorosas da falta de liberdade religiosa, quando incomodar-nos com o assunto seria o minimo da gratidão que deveríamos testemunhar por gozarmos essa mesma liberdade...!
É verdade estou metido em muitas campanhas e iniciativas e haverá talvez um limite para esses empenhos, mas cheira-me vou, vamos, ter muitas contas a prestar a Deus quando lá chegarmos pelo pouco que damos...!?
Na verdade para tantos isso é impossível ou porque proibido, ou porque nem tem essa hipótese (devido à distância e/ou escassez de sacerdotes e/ou Igrejas dizimadas no sentido integral do termo) ou então uma probabilidade, certa ou remota, de morte (como aconteceu na Nigéria no dia de Natal)...
Por outro lado olho para estas fotografias (que publico abaixo, a primeira dela e a segunda dela, de Burka por imposição das autoridades numa sessão do tribunal, com as filhas agarradas a ela) e pergunto-me como sou, como somos, capaz de levar a minha vida normalmente e não estar a manifestar-me em frente à Embaixada do Paquistão, ou a promover uma campanha de postais dirigidos às autoridades daquele país, ou a divulgar as petições online em sua defesa, levar por diante Vigilias de Oração pela sua liberdade, etc. Isto é, como podemos ser indiferentes às circunstâncias dolorosas da falta de liberdade religiosa, quando incomodar-nos com o assunto seria o minimo da gratidão que deveríamos testemunhar por gozarmos essa mesma liberdade...!
É verdade estou metido em muitas campanhas e iniciativas e haverá talvez um limite para esses empenhos, mas cheira-me vou, vamos, ter muitas contas a prestar a Deus quando lá chegarmos pelo pouco que damos...!?
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quinta-feira, dezembro 29, 2011
Uma descoberta musical!
Não tenho ouvido outra coisa... :)
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Prémio a Jorge Nuno Pinto da Costa
A notícia do dia, pelo menos para um sócio do Futebol Club do Porto, é a atribuição de um prémio internacional de prestígio a Jorge Nuno Pinto da Costa.
É de facto notável o que este presidente de um clube de futebol fez pelo nosso e a forma como tem marcado, seja qual for a perspectiva, o mundo do futebol em Portugal, coleccionando êxitos e projectando o Porto, cidade e clube, como nenhum outro o fez entre estes dois séculos.
É preciso conhecer o ambiente cultural, social e político, do Norte de Portugal para poder avaliar como a sua acção resgatou uma região e devolveu a uma cidade o seu orgulho e também o gosto da sua autonomia.
Muitos parabéns, presidente!
(sim, sei bem que também abundaram os processos judiciais, mas o resultado destes, responde melhor do que seria capaz, às razões que os motivaram, à "estrangeirinha" que muitas vezes lhe montaram e à hostilidade de muitos meios lisboetas, desesperados pela perda da sua anterior supremacia...)
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quarta-feira, dezembro 28, 2011
A Crise: sinais de esperança (o exemplo da Sicasal)
No juizo de Comunhão e Libertação "A Crise Desafio a uma Mudança" é referido "Há gente que enfrenta a realidade sem se desculpar com as dificuldades, e que põe
mãos à obra sem renegar ou esquecer nada."
Este email que recebi em 23 de Novembro (referente ao que se passou e passa na Sicasal) é um bom exemplo do que acima é dito:
"A é uma empresa Portuguesa. Ontem as suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar.
Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
Divulga e Participa
As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
Incendio http://www.publico.pt/Local/incendio-deflagrou-na-fabrica-da-sicasal-em-mafra-1520959
Não vão despedir + a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20% da área total foi afetada e que corresponde à área de produção. Ler mais: http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520#ixzz1eWtQ6Fiz http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Uma semana depois já a funcionar a 80% http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Produtos Sicasal Salsichas, fiambres, todo o tipo de enchidos, charcutaria carnes frescas e congeladas, fumados.
mãos à obra sem renegar ou esquecer nada."
Este email que recebi em 23 de Novembro (referente ao que se passou e passa na Sicasal) é um bom exemplo do que acima é dito:
"A é uma empresa Portuguesa. Ontem as suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar.
Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
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As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
Incendio http://www.publico.pt/Local/incendio-deflagrou-na-fabrica-da-sicasal-em-mafra-1520959
Não vão despedir + a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20% da área total foi afetada e que corresponde à área de produção. Ler mais: http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520#ixzz1eWtQ6Fiz http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Uma semana depois já a funcionar a 80% http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Produtos Sicasal Salsichas, fiambres, todo o tipo de enchidos, charcutaria carnes frescas e congeladas, fumados.
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Rússia soviética: a impunidade histórica da esquerda
Ontem vi pela primeira vez o filme O Concerto. Um filme muito humano, comovente na história que conta, divertido por vezes, um enredo original e que prende do principio ao fim. O trailer está aqui.
Ao mesmo tempo o filme recorda o que foi a opressão brutal do regime comunista russo, dentro desta a perseguição aos judeus, a dor enorme e sem fim a que foram sujeitas durante quase 80 anos, populações inteiras, homens e mulheres concretas, mergulhadas num horror pelo triunfo de uma ideologia que se conta sem sombra de dúvidas na origem das maiores brutalidades (em quantidade e dimensão) da história humana.
Mas, no entanto, quem fala disso? Onde está o juizo histórico sobre esse período e até sobre os seus responsáveis (não me refiro sequer ao juizo penal)? O que me fez recordar uma vez mais como é possivel a esquerda se ter safado impune de toda a tragédia a que deu origem no século passado...é "de mestre"...!
Nota final: lembra o Público hoje que faz hoje anos (28 de Dezembro de 1973) que foi publicado em Paris o livro "O Arquipélago do Gulag" de Alexander Soljenitsine. É bom recordá-lo!
Ao mesmo tempo o filme recorda o que foi a opressão brutal do regime comunista russo, dentro desta a perseguição aos judeus, a dor enorme e sem fim a que foram sujeitas durante quase 80 anos, populações inteiras, homens e mulheres concretas, mergulhadas num horror pelo triunfo de uma ideologia que se conta sem sombra de dúvidas na origem das maiores brutalidades (em quantidade e dimensão) da história humana.
Mas, no entanto, quem fala disso? Onde está o juizo histórico sobre esse período e até sobre os seus responsáveis (não me refiro sequer ao juizo penal)? O que me fez recordar uma vez mais como é possivel a esquerda se ter safado impune de toda a tragédia a que deu origem no século passado...é "de mestre"...!
Nota final: lembra o Público hoje que faz hoje anos (28 de Dezembro de 1973) que foi publicado em Paris o livro "O Arquipélago do Gulag" de Alexander Soljenitsine. É bom recordá-lo!
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As greves na CP
É impressionante constatar como existe em Portugal um país a pelo menos duas velocidades: a dos que estão em 2011 na actual situação politica e económica e os que ainda estão em 1974, em pleno PREC...
E o mais surpreendente é que esta última parte do país além de concentrado em sectores especificos (como os dos transportes) representa, de acordo com os resultados das últimas eleições, e se excluirmos o PS (o que é duvidoso, seja o caso...), 16% do eleitorado (que vota)...!
Vem isto a propósito das greves na CP em que tanto quanto percebi a razão da contestação (do conflito) é a existência de 200 processos disciplinares a maquinistas e outros funcionários que na última greve geral desrespeitaram os serviços minimos que tinham ficado estabelecidos...que queriam? Que não se cumpra a lei em plena impunidade?
Como muito bem disse o porta-voz da admninistração da CP esta não está disposta a abdicar do exercicio do poder disciplinar que a lei lhe confere e ao qual está aliás legalmente obrigado. Sem contar já com o que estas greves significam de perda de receita e por isso até de tesouraria para satisfazer os salários dos trabalhadores. É muito dificil perceber isto?
Só mesmo para quem ainda vive nos anos setenta...mas, meus senhores, a "festa" (viver acima dos próprios meios, reivindicar sem limites, ter tudo e não dar nada, etc.) acabou. Quantas vezes será preciso dizê-lo?
E o mais surpreendente é que esta última parte do país além de concentrado em sectores especificos (como os dos transportes) representa, de acordo com os resultados das últimas eleições, e se excluirmos o PS (o que é duvidoso, seja o caso...), 16% do eleitorado (que vota)...!
Vem isto a propósito das greves na CP em que tanto quanto percebi a razão da contestação (do conflito) é a existência de 200 processos disciplinares a maquinistas e outros funcionários que na última greve geral desrespeitaram os serviços minimos que tinham ficado estabelecidos...que queriam? Que não se cumpra a lei em plena impunidade?
Como muito bem disse o porta-voz da admninistração da CP esta não está disposta a abdicar do exercicio do poder disciplinar que a lei lhe confere e ao qual está aliás legalmente obrigado. Sem contar já com o que estas greves significam de perda de receita e por isso até de tesouraria para satisfazer os salários dos trabalhadores. É muito dificil perceber isto?
Só mesmo para quem ainda vive nos anos setenta...mas, meus senhores, a "festa" (viver acima dos próprios meios, reivindicar sem limites, ter tudo e não dar nada, etc.) acabou. Quantas vezes será preciso dizê-lo?
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segunda-feira, dezembro 26, 2011
A Internet reduzida a mim fecha mais portas do que as que abre
Já noutra ocasião tinha lido sobre isto: como a chamada "personalização" da Internet (através dos respectivos algoritmos) está a reduzir a Internet (por definição ampla, ilimitada, surpreendente, vasta, etc.) ao tamanho de cada um de nós e por isso limitada, fechada, preconceituosa, já conhecida, etc.
Ou seja, já não abre portas e cada vez mais as fecha...
Esta palestra brilhante de 9 minutos explica o que está a acontecer, como isso nos empobrece e é o contrário da "promessa" que a Internet trazia consigo...
Ou seja, já não abre portas e cada vez mais as fecha...
Esta palestra brilhante de 9 minutos explica o que está a acontecer, como isso nos empobrece e é o contrário da "promessa" que a Internet trazia consigo...
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Mensagem de Natal de Passos Coelho
Gostei muito da mensagem de Natal do Primeiro-ministro. Não foi apenas o pormenor do Presépio por trás (significativo de um Chefe de Governo que não lhe sendo conhecida fé em Jesus [o que não quer dizer não esteja lá mas pode ser não a reconheça pelo nome], O reconhece no entanto como raíz e razão da festa do Natal) mas sobretudo uma parte importante do seu conteúdo que não sei se foi entendido na sua totalidade e por todos: o apelo à responsabilidade individual, à autonomia e liberdade de cada um, ao espírito de empreendimento e iniciativa, à capacidade de dar vida a empresas, obras, projectos e realizações. Muito bem.
Procurei-a mas não a encontrei (a ontem transmitida na RTP1, apenas em versão texto)...mas dei com esta (que estou a ouvir enquanto escrevo isto, mas já percebi não é a mesma, nem sequer o Presépio está lá...): aqui.
Procurei-a mas não a encontrei (a ontem transmitida na RTP1, apenas em versão texto)...mas dei com esta (que estou a ouvir enquanto escrevo isto, mas já percebi não é a mesma, nem sequer o Presépio está lá...): aqui.
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sexta-feira, dezembro 23, 2011
Espanha: revisão da lei do aborto
Noticia hoje a TSF que o Governo espanhol vai rever a lei do aborto. Durante toda a campanha o actual Primeiro-Ministro Rajoy havia-o assumido como compromisso eleitoral e agora vai cumpri-lo. A diferença que faz haver dirigentes do centro-direita "com eles no sítio" e também no seio desse mesmo centro-direita uma força operante capaz de puxar os seus dirigentes para a frente...!
Um trabalho apaixonante para levar por diante aqui em Portugal...!;-)
Um trabalho apaixonante para levar por diante aqui em Portugal...!;-)
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Passos Coelho e a emigração
Continua a saga em torno das declarações do Primeiro-Ministro com uma série de virgens ofendidas a rasgar as vestes de indignação...não há pachorra!
É que além de se estar a sobrevalorizar uma simples frase (ainda por cima razoável dentro do contexto) vem junto um "choradinho" para o qual não há paciência. Ampliado pelo dramatismo de "andámos nós a pagar a formação destes quadros" e "lá se vão os nossos melhores cérebros"...vejamos então:
"Andámos nós a pagar a formação destes quadros": pois andámos e mal. Andámos porque a tanto nos obriga os impostos que pagamos em vez de aliviando essa carga, nos deixarem a nós, ás familias portuguesas, usar os nossos recursos como entendemos, escolhendo a educação que queremos para os nossos filhos, e limitando-nos a contribuir solidariamente para aqueles que sem uma ajuda estatal não teriam acesso à educação...
Andámos nós a pagar porque numa negação total de todos os ideais de igualdade do 25 de Abril convencemo-nos todos de que toda a gente devia ter uma formação no ensino superior, em vez de apenas seguir esses estudos quem tenha essa vocação, e valorizando todas as profissões para as quais essas qualificações não são necessárias, e onde, inclusive, todos estes licenciados desempregados poderiam ganhar bem mais do que ganham os "quinhentistas" e até, quem sabe, seriam mais felizes...
"Lá se vão os nossos melhores cérebros": eis o que se encontra por demonstrar. Uma licenciatura (e na minha vida profissional sou disso testemunha com frequência) hoje em dia só prova que a pessoa foi capaz de ( e mesmo assim de vez em quando nem isso...) aplicar a força correcta no ponto preciso que lhe permitiu o acesso ao canudo, e mais nada. Entre os licenciados haverá cérebros e descerebrados como em todos os campos, sendo que estes últimos não são menos que os primeiros, apenas estão a ser usados para propósitos distintos dos que as suas capacidades profissionais lhes fariam prosseguir e aí com maior êxito do que serem usados "como cérebros".
Além de que só Deus sabe no que à promoção do país que isso proporcionará (esta vaga de emigração) como pode vir a ser uma vantagem de Portugal ter lá fora massa critica suficiente, conhecedora das qualidades e potencialidades do país, e capaz por isso de nos atrair investimentos, encomendas, ligações úteis.
Não resisto a uma última sobre os "cérebros": perguntem ao professor universitário que tenham por mais perto como escrevem, pensam, reagem, agem, estudam, procedem nos exames, uma parte desses cérebros, numa demonstração evidente da pobreza, indigência, falta de qualidade e desperdício de boa parte do ensino secundário público...
Notas finais: estas linhas são um desabafo que em nada responsabiliza o Dr. Passos Coelho que não tem culpa nenhuma que eu saia em sua defesa (não que dela precise) por sentir que há uma injustiça que lhe está a ser feita.
São apenas três exemplos (talvez ridicularizáveis) mas sabiam que:
a) Em São Paulo neste momento uma grande sociedade internacional de Advogados está a recusar clientes novos por não ter recursos humanos suficientes para lhes fazer face?
b) Que Moçambique está a crescer a 7% ao ano (bem sei a base é baixa, mas o crescimento é sempre crescimento)
c) Que no suplemento de emprego do Expresso já são quase tantos os anuncios para empregos no estrangeiro (nomeadamente Angola) quanto os dos nacionais?
É que além de se estar a sobrevalorizar uma simples frase (ainda por cima razoável dentro do contexto) vem junto um "choradinho" para o qual não há paciência. Ampliado pelo dramatismo de "andámos nós a pagar a formação destes quadros" e "lá se vão os nossos melhores cérebros"...vejamos então:
"Andámos nós a pagar a formação destes quadros": pois andámos e mal. Andámos porque a tanto nos obriga os impostos que pagamos em vez de aliviando essa carga, nos deixarem a nós, ás familias portuguesas, usar os nossos recursos como entendemos, escolhendo a educação que queremos para os nossos filhos, e limitando-nos a contribuir solidariamente para aqueles que sem uma ajuda estatal não teriam acesso à educação...
Andámos nós a pagar porque numa negação total de todos os ideais de igualdade do 25 de Abril convencemo-nos todos de que toda a gente devia ter uma formação no ensino superior, em vez de apenas seguir esses estudos quem tenha essa vocação, e valorizando todas as profissões para as quais essas qualificações não são necessárias, e onde, inclusive, todos estes licenciados desempregados poderiam ganhar bem mais do que ganham os "quinhentistas" e até, quem sabe, seriam mais felizes...
"Lá se vão os nossos melhores cérebros": eis o que se encontra por demonstrar. Uma licenciatura (e na minha vida profissional sou disso testemunha com frequência) hoje em dia só prova que a pessoa foi capaz de ( e mesmo assim de vez em quando nem isso...) aplicar a força correcta no ponto preciso que lhe permitiu o acesso ao canudo, e mais nada. Entre os licenciados haverá cérebros e descerebrados como em todos os campos, sendo que estes últimos não são menos que os primeiros, apenas estão a ser usados para propósitos distintos dos que as suas capacidades profissionais lhes fariam prosseguir e aí com maior êxito do que serem usados "como cérebros".
Além de que só Deus sabe no que à promoção do país que isso proporcionará (esta vaga de emigração) como pode vir a ser uma vantagem de Portugal ter lá fora massa critica suficiente, conhecedora das qualidades e potencialidades do país, e capaz por isso de nos atrair investimentos, encomendas, ligações úteis.
Não resisto a uma última sobre os "cérebros": perguntem ao professor universitário que tenham por mais perto como escrevem, pensam, reagem, agem, estudam, procedem nos exames, uma parte desses cérebros, numa demonstração evidente da pobreza, indigência, falta de qualidade e desperdício de boa parte do ensino secundário público...
Notas finais: estas linhas são um desabafo que em nada responsabiliza o Dr. Passos Coelho que não tem culpa nenhuma que eu saia em sua defesa (não que dela precise) por sentir que há uma injustiça que lhe está a ser feita.
São apenas três exemplos (talvez ridicularizáveis) mas sabiam que:
a) Em São Paulo neste momento uma grande sociedade internacional de Advogados está a recusar clientes novos por não ter recursos humanos suficientes para lhes fazer face?
b) Que Moçambique está a crescer a 7% ao ano (bem sei a base é baixa, mas o crescimento é sempre crescimento)
c) Que no suplemento de emprego do Expresso já são quase tantos os anuncios para empregos no estrangeiro (nomeadamente Angola) quanto os dos nacionais?
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quarta-feira, dezembro 21, 2011
Barrigas de aluguer: o "novo" debate
Como é inevitável aí está o debate sobre as barrigas de aluguer, praticamente o cumulo da exploração da mulher, da comercialização da natalidade e da instrumentalização das crianças. O motivo: a apresentação pelo BE de um projecto-lei.
Hoje no Público lá está um artigo do Miguel Vale de Almeida (aqui no site da ILGA) e também um outro do Pedro Vaz Patto, na linha daquele que sobre o mesmo assunto, publicou na Voz da Verdade.
Mais uma vez (recordemo-nos do pedido de referendo sobre a lei da Procriação Medicamente Assistida que apesar de reunir as assinaturas necessárias foi miseravelmente negado pela maioria parlamentar de então) aí estaremos batendo-nos pela instituição familiar, a dignidade da mulher e da criança por nascer. E pedindo à actual maioria de centro-direita que assuma as suas responsabilidades perante o seu eleitorado.
Enquanto nos preparamos, vale a pena recorrer à vasta informação que aqui se encontra.
Hoje no Público lá está um artigo do Miguel Vale de Almeida (aqui no site da ILGA) e também um outro do Pedro Vaz Patto, na linha daquele que sobre o mesmo assunto, publicou na Voz da Verdade.
Mais uma vez (recordemo-nos do pedido de referendo sobre a lei da Procriação Medicamente Assistida que apesar de reunir as assinaturas necessárias foi miseravelmente negado pela maioria parlamentar de então) aí estaremos batendo-nos pela instituição familiar, a dignidade da mulher e da criança por nascer. E pedindo à actual maioria de centro-direita que assuma as suas responsabilidades perante o seu eleitorado.
Enquanto nos preparamos, vale a pena recorrer à vasta informação que aqui se encontra.
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terça-feira, dezembro 20, 2011
As declarações de Passos Coelho e os Professores
As declarações de Passos Coelho em que este recordava ao universo de professores, a quem este ano e nos próximos o Estado português não poderá proporcionar trabalho, a existência de um vasto mercado dos milhões de falantes de Português, como uma hipótese de trabalho, suscitou um coro de indignação que não tem qualquer razão de ser.
Primeiro porque a pista é realista e boa. Existe de facto um mercado grande para esses professores e essa é uma alternativa real que inclusivamente lhes pode vir a trazer uma compensação bem maior do que a que resultaria de um emprego menor em indesejada localização e sem qualquer perspectiva de melhoria.
Depois porque estas declarações fizeram soltar o socialista que se esconde na alma portuguesa (consequência de anos de deseducação iniciados no paternalismo do Estado Novo e prosseguida no Portugal democrático) mesmo quando disfarçado de "preocupado social" e de acordo com o qual o Estado, a própria sociedade Portuguesa, tem obrigação de proporcionar a cada um o emprego que este deseja e do qual se crê credor em função e exclusivo resultado das suas escolhas pessoais e de formação. Ora, esse direito não existe! Cada um, com os limites próprios e das suas circunstâncias, é responsável pelas suas escolhas e pelas consequências destas. Isto é, pessoas houve que decidiram ser professores e fizeram a formação respectiva, o que implica aceitar as consequências: se a vida for propicia será essa a sua profissão e meio de sustento, se tal não acontecer terão de encontrar saídas noutros horizontes geográficos ou noutros campos de actividade. E isso será cada vez mais assim.
A única coisa que faltou nas declarações de Passos Coelho foi indicar qual a causa deste desemprego dos professores: é que não há alunos, não nascem crianças! O homem perdoa, a demografia, não...E sabe Deus como tantos desses Professores não são responsáveis em termos de mentalidade comum por esse clima cultural e humano em que a natalidade foi posta de parte, a maternidade menorizada, a família indicada como um modelo ultrapassado, o amor humano reduzido à sexualidade, etc...
Primeiro porque a pista é realista e boa. Existe de facto um mercado grande para esses professores e essa é uma alternativa real que inclusivamente lhes pode vir a trazer uma compensação bem maior do que a que resultaria de um emprego menor em indesejada localização e sem qualquer perspectiva de melhoria.
Depois porque estas declarações fizeram soltar o socialista que se esconde na alma portuguesa (consequência de anos de deseducação iniciados no paternalismo do Estado Novo e prosseguida no Portugal democrático) mesmo quando disfarçado de "preocupado social" e de acordo com o qual o Estado, a própria sociedade Portuguesa, tem obrigação de proporcionar a cada um o emprego que este deseja e do qual se crê credor em função e exclusivo resultado das suas escolhas pessoais e de formação. Ora, esse direito não existe! Cada um, com os limites próprios e das suas circunstâncias, é responsável pelas suas escolhas e pelas consequências destas. Isto é, pessoas houve que decidiram ser professores e fizeram a formação respectiva, o que implica aceitar as consequências: se a vida for propicia será essa a sua profissão e meio de sustento, se tal não acontecer terão de encontrar saídas noutros horizontes geográficos ou noutros campos de actividade. E isso será cada vez mais assim.
A única coisa que faltou nas declarações de Passos Coelho foi indicar qual a causa deste desemprego dos professores: é que não há alunos, não nascem crianças! O homem perdoa, a demografia, não...E sabe Deus como tantos desses Professores não são responsáveis em termos de mentalidade comum por esse clima cultural e humano em que a natalidade foi posta de parte, a maternidade menorizada, a família indicada como um modelo ultrapassado, o amor humano reduzido à sexualidade, etc...
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segunda-feira, dezembro 19, 2011
Rui Tavares, Bolsas 2.0 e subsidiariedade
Uma vez no fim de um Prós e Contras em que ambos tinhamos tido intervenção (creio era sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo) tive ocasião de dizer a Rui Tavares que este era decididamente um esquerdista "desgraçado" mas escrevia bem que se farta...;-)
Por isso é sempre com gosto que o leio no Público. Vem isto a propósito do seu artigo de hoje "Bolsas 2.0" em que dá conta num primeiro balanço do programa de Bolsas que ele lançou, creio a partir dos fundos de que dispõe no Parlamento Europeu e com a colaboração activa (financiamento) também dos Gato Fedorento (a quem as boas gargalhadas que às vezes proporcionam não "perdoam" a ajuda que dão à mentalidade comum e as intervenções às vezes "mortais" no campo político que fazem com a cobertura de humoristas mas de facto fazendo campanha, veja-se no segundo referendo do aborto...).
Além da iniciativa ser louvável é uma boa demonstração do principio da subsidiariedade, isto é, de que a sociedade civil por si própria, contem as energias necessárias para providenciar muitos dos serviços e apoios que uma comunidade necessita sem necessidade de uma direcção estatal centralizada a dizer que iniciativas são necessárias, quantas bolsas e para quê ou como deve um eurodeputado utilizar o seu dinheiro. Mas com esta conclusão já não sei se ele estará de acordo...;-)
Por isso é sempre com gosto que o leio no Público. Vem isto a propósito do seu artigo de hoje "Bolsas 2.0" em que dá conta num primeiro balanço do programa de Bolsas que ele lançou, creio a partir dos fundos de que dispõe no Parlamento Europeu e com a colaboração activa (financiamento) também dos Gato Fedorento (a quem as boas gargalhadas que às vezes proporcionam não "perdoam" a ajuda que dão à mentalidade comum e as intervenções às vezes "mortais" no campo político que fazem com a cobertura de humoristas mas de facto fazendo campanha, veja-se no segundo referendo do aborto...).
Além da iniciativa ser louvável é uma boa demonstração do principio da subsidiariedade, isto é, de que a sociedade civil por si própria, contem as energias necessárias para providenciar muitos dos serviços e apoios que uma comunidade necessita sem necessidade de uma direcção estatal centralizada a dizer que iniciativas são necessárias, quantas bolsas e para quê ou como deve um eurodeputado utilizar o seu dinheiro. Mas com esta conclusão já não sei se ele estará de acordo...;-)
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domingo, dezembro 18, 2011
Isabel Moreira, a Constituição e Maria José Nogueira Pinto
Quando comecei a escrever este post procurei uma fotografia de Isabel Moreira. De link em link fui parar a este belissimo texto dela sobre Maria José Nogueira Pinto e a uma impressionante fotografia desta. Belissimo porque dando conta de uma experiência pessoal reproduz muitos (tantos) dos testemunhos que foram dados, privada e publicamente, na e sobre a morte da Zézinha. Impressionate a fotografia pela energia, seriedade e profundidade do olhar e que tantas recordações me suscitou e sobretudo este desafio que a morte dos amigos representa: levar as coisas de Deus a sério...
A fotografia é esta:
O que originariamente ia escrever neste post é que subscrevia do ponto de vista juridico (apreciação de constitucionalidade, valor da Lei de Enquadramento Orçamental e mais uns pormenores) uma boa parte dos artigos que no Sol na sexta-feira passada e hoje no Público a Isabel Moreira publicou. Embora não possa deixar de ser levada em consideração a opinião de Jorge Bacelar Gouveia sobre a mesma questão...
A fotografia é esta:
O que originariamente ia escrever neste post é que subscrevia do ponto de vista juridico (apreciação de constitucionalidade, valor da Lei de Enquadramento Orçamental e mais uns pormenores) uma boa parte dos artigos que no Sol na sexta-feira passada e hoje no Público a Isabel Moreira publicou. Embora não possa deixar de ser levada em consideração a opinião de Jorge Bacelar Gouveia sobre a mesma questão...
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quinta-feira, dezembro 15, 2011
A Crise: um encontro hoje e o editorial do i
Hoje na Universidade Católica realiza-se um encontro às 19h00 (conforme convite abaixo) em que o assunto é o Manifesto do movimento católico Comunhão e Libertação intitulado "A Crise: desafio a uma Mudança".
Coincidentemente saiu hoje um editorial no jornal "i" em que há alguns pontos coincidentes com o juizo acima referido, nomeadamente a percepção do convite à mudança pessoal e familiar que a crise constitui. Vale a pena ler.
Coincidentemente saiu hoje um editorial no jornal "i" em que há alguns pontos coincidentes com o juizo acima referido, nomeadamente a percepção do convite à mudança pessoal e familiar que a crise constitui. Vale a pena ler.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Extraordinária intervenção no Parlamento Europeu!
Do euro-deputado Nigel Farage do grupo Europe of Freedom and Democracy. Os bois chamados pelos nomes, a realidade exposta a cores e ao vivo, a denuncia da actual União Europeia que é simultaneamente uma negação da ideia dos seus pais fundadores e uma consequência dos sucessivos "grandes passos em frente" da burocracia de Bruxelas e de toda a casta de politicos que nos seus próprios países venderam uma ilusão aos seus eleitorados (que depois e em referendo sempre se recusaram a consultar...).
Pode ser vista (dois minutos e pouco) aqui.
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Estados Unidos: um católico candidato pelo Partido Republicano?
Muito interessante o artigo de Monsenhor Albacete no Ilsussidiario sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos e o candidato a candidato do Partido Republicano Newt Gingrich que se descobre ser um católico recém-convertido provindo de uma confissão baptista.
Vale a pena ler aqui.
Quanto ao homem é este:
Vale a pena ler aqui.
Quanto ao homem é este:
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O equívoco dos resultados da politica da droga em Portugal
Dá o Público de hoje notícia de que se realiza hoje em Lisboa um encontro da Open Society Foundation que se dedica entre outras coisas a fazer "lobbying a favor de politicas de droga não repressivas" deslocando-se inclusivamente a Portugal um dos seus membros, o magnata Richard Branson da Virgin.
O motivo do encontro é o "êxito" da politica da droga portuguesa que assenta na descriminalização do consumo decidida por um governo socialista em 2001 (lei essa contra a qual com outros amigos promovi uma iniciativa popular de referendo que infelizmente se deteve nas 65 mil assinaturas angariadas, falta de devida projecção da questão na comunicação social que fez arrefecer o ímpeto inicial...). Ora esse êxito é um dos maiores embustes que os governos socialistas tem feito passar a nivel internacional contra toda a evidência estatistica conforme é reconhecido por todas as autoridades mundiais em questões da droga e organismos internacionais crediveis e de referência...!
Em Portugal campeão na denúncia deste embuste tem sido Manuel Pinto Coelho que preside à Associação para um Portugal Livre de Drogas de cujos corpos sociais também faço parte. Recomendo por isso sejam lidos os seus artigos que se encontram no site da APLD. Aí se pode verificar pela evidência da realidade como o "êxito" da politica portuguesa da droga se cifra em aumento dos consumos, das mortes por overdose, no estacionamento dos toxicodependentes em programas de Metadona e sobretudo no crescimento de uma mentalidade de tolerância com a droga que oculta a sua perigosidade e é por isso objectivamente responsável por mergulhar gerações inteiras de jovens no drama da toxicodependência com elevadissimos custos sociais.
Nesse como em outros campos impõe-se uma mudança decidida e a coragem de olhar para a realidade e pôr em causa todos os preconceitos ideológicos.
O motivo do encontro é o "êxito" da politica da droga portuguesa que assenta na descriminalização do consumo decidida por um governo socialista em 2001 (lei essa contra a qual com outros amigos promovi uma iniciativa popular de referendo que infelizmente se deteve nas 65 mil assinaturas angariadas, falta de devida projecção da questão na comunicação social que fez arrefecer o ímpeto inicial...). Ora esse êxito é um dos maiores embustes que os governos socialistas tem feito passar a nivel internacional contra toda a evidência estatistica conforme é reconhecido por todas as autoridades mundiais em questões da droga e organismos internacionais crediveis e de referência...!
Em Portugal campeão na denúncia deste embuste tem sido Manuel Pinto Coelho que preside à Associação para um Portugal Livre de Drogas de cujos corpos sociais também faço parte. Recomendo por isso sejam lidos os seus artigos que se encontram no site da APLD. Aí se pode verificar pela evidência da realidade como o "êxito" da politica portuguesa da droga se cifra em aumento dos consumos, das mortes por overdose, no estacionamento dos toxicodependentes em programas de Metadona e sobretudo no crescimento de uma mentalidade de tolerância com a droga que oculta a sua perigosidade e é por isso objectivamente responsável por mergulhar gerações inteiras de jovens no drama da toxicodependência com elevadissimos custos sociais.
Nesse como em outros campos impõe-se uma mudança decidida e a coragem de olhar para a realidade e pôr em causa todos os preconceitos ideológicos.
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terça-feira, dezembro 13, 2011
A Cigarra e a Formiga: versões alemã e portuguesa
Desconheço o autor destas duas versões da clássica história da Cigarra e da Formiga e que me chegou por um amigo (censurei uma parte referente à intensa vida "afectiva" da Cigarra e outra que denota a origem francesa destas versões e que inclui os imigrantes ilegais no rol dos bodes expiatórios...;-). Está uma delicia!
É assim:
Versão alemã
A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, "...", vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim
Versão portuguesa
A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, "...", vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.
A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.
A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga.
Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.
A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio implícito do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.
Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.
Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti descriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).
Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra.
A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.
A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.
A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".
A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se "..." para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses a cigarra morre de overdose.
Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.
A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, okupas, filhos da classe média-alta, que se recusam a viver como os pais capitalistas mas de esquerda-caviar e que lhes vão pagando as semanadas.
Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.
A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...
É assim:
Versão alemã
A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, "...", vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim
Versão portuguesa
A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, "...", vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.
A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.
A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga.
Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.
A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio implícito do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.
Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.
Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti descriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).
Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra.
A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.
A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.
A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".
A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se "..." para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses a cigarra morre de overdose.
Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.
A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, okupas, filhos da classe média-alta, que se recusam a viver como os pais capitalistas mas de esquerda-caviar e que lhes vão pagando as semanadas.
Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.
A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...
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Pedro Lomba e Assunção Esteves: a propósito dos deputados e dos políticos
Hoje no Público Pedro Lomba atira-se a Assunção Esteves (salvo seja...;-) a propósito de uma frase desta última que ele transcreve assim: "Os deputados sabem que podem contar comigo para defender a imagem a que temos direito, que é uma imagem de dignidade. E é uma dignidade acrescida pelo sentido de entrega que é superior ao do cidadão comum, á das pessoas que estão habituadas às suas vidinhas".
Enveredando pela exploração caricatural desta frase e pelo fácil apelo primário contra "os políticos" Pedro Lomba constrói um artigo que agradará ao sentimento anti-partidário de boa parte da nossa população, mas presta um mau serviço à política, á democracia e ao serviço do bem comum que é a grande marca de quem se empenha em intervir na vida do país a qualquer nivel de responsabilidade: local ou nacional, no executivo ou na fiscalização, em termos sectoriais ou gerais.
Sou testemunha dos bons sentimentos de tantos e tantos que se dedicam à política e dos sacrificios que isso implica a nivel profissional, pessoal e familiar. E não é por um punhado de meliantes que também os há na política que se pode julgar esse empenho de milhares e milhares de homens e mulheres deste país.
E que sim, em termos civicos, esão uns furos acima da generalidade da população que vive a sua vidinha...! Não quer isto dizer que sejam superiores a outros, mereçam mais do que outros ou se possam arrogar títulos especiais. Mas no serviço do bem comum (e não faço aqui distinções ideológicas, partidárias ou outras) estão claramente à frente de outros, mesmo se cheios de limites, dificuldades, pecados, estupidezes e ilusões. Um à frente que repito não lhes dá direitos nenhuns senão o de serem respeitados por essa generosidade da qual todos beneficiamos. Mas voltarei ao tema.
Enveredando pela exploração caricatural desta frase e pelo fácil apelo primário contra "os políticos" Pedro Lomba constrói um artigo que agradará ao sentimento anti-partidário de boa parte da nossa população, mas presta um mau serviço à política, á democracia e ao serviço do bem comum que é a grande marca de quem se empenha em intervir na vida do país a qualquer nivel de responsabilidade: local ou nacional, no executivo ou na fiscalização, em termos sectoriais ou gerais.
Sou testemunha dos bons sentimentos de tantos e tantos que se dedicam à política e dos sacrificios que isso implica a nivel profissional, pessoal e familiar. E não é por um punhado de meliantes que também os há na política que se pode julgar esse empenho de milhares e milhares de homens e mulheres deste país.
E que sim, em termos civicos, esão uns furos acima da generalidade da população que vive a sua vidinha...! Não quer isto dizer que sejam superiores a outros, mereçam mais do que outros ou se possam arrogar títulos especiais. Mas no serviço do bem comum (e não faço aqui distinções ideológicas, partidárias ou outras) estão claramente à frente de outros, mesmo se cheios de limites, dificuldades, pecados, estupidezes e ilusões. Um à frente que repito não lhes dá direitos nenhuns senão o de serem respeitados por essa generosidade da qual todos beneficiamos. Mas voltarei ao tema.
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segunda-feira, dezembro 12, 2011
Europa: abriu a caça à independência dos ingleses
Nos últimos dias abriu a caça a Cameron pela atitude corajosa deste em defesa do Reino Unido na última cimeira europeia. Já era tempo de alguém na União Europeia ter a coragem de não embarcar na onda e experimentar romper o consenso. João Carlos Espada hoje no Público explica bem as razões da Inglaterra e a razoabilidade da posição adoptada. E vai mais longe recordando que as "bizarrias" inglesas tem a ver com o precioso valor da liberdade e do principio do "No taxation without representation". Vale a pena ler o artigo que está aqui.
Provavelmente o tempo se encarregará de dar razão aos ingleses como tem acontecido com todas as posições dos euro-cépticos ao longo destes anos...
Provavelmente o tempo se encarregará de dar razão aos ingleses como tem acontecido com todas as posições dos euro-cépticos ao longo destes anos...
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sexta-feira, dezembro 09, 2011
Cesarianas sem justificação clinica devem ser pagas a um preço inferior
Com a autoridade de quem teve quatro filhos por cesariana (a minha mulher...;-) sempre me pareceu que havia alguma coisa de errado no elevadissimo recurso a cesarianas nos partos nos últimos anos. Errado porque casos como o da minha mulher de "ir a jogo" várias vezes nessas condições são muito raros (e assim muito provavelmente a uma cesariana segue-se por receios diversos o "fecho da loja" com todas as consequências para uma familia que fica privada de crescer e para uma sociedade que definha por falta de crianças) e porque suspeito que o recurso ás cesarianas não é ditado (como o foi com a minha mulher) por razões médicas (impossibilidade de saída do feto por outro modo) mas de comodidade das puérperas ou dos médicos (as cesarianas de forma geral, novamente a minha mulher foi pelo menos duas vezes, que eu me lembre, uma excepção, têm sempre lugar em datas e horas convenientes para estes...), medo do risco que um parto natural sempre implica, etc.
Bem sei me sujeito a uma critica dura das mulheres ("já te dou a comodidade"...;-) e dos médicos que alegarão o fazem na melhor das práticas médicas, mas lá que tenho esta suspeita, tenho...
Na medida da reflexão acima parece-me de saudar as tentativas (por via económica) de atacar o fenómeno, mas ao mesmo tempo suscita-me uma perplexidade (que sempre se aplica na área da Saúde): então e se num hospital a percentagem é a que a mãe natureza dita, se atingidos os limites percentuais dos objectivos de redução, faz-se parto natural, mesmo que este não seja aconselhável? Esquisito de facto...!
Bem sei me sujeito a uma critica dura das mulheres ("já te dou a comodidade"...;-) e dos médicos que alegarão o fazem na melhor das práticas médicas, mas lá que tenho esta suspeita, tenho...
Na medida da reflexão acima parece-me de saudar as tentativas (por via económica) de atacar o fenómeno, mas ao mesmo tempo suscita-me uma perplexidade (que sempre se aplica na área da Saúde): então e se num hospital a percentagem é a que a mãe natureza dita, se atingidos os limites percentuais dos objectivos de redução, faz-se parto natural, mesmo que este não seja aconselhável? Esquisito de facto...!
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quinta-feira, dezembro 08, 2011
Ajuda externa dos EUA vai servir para promover direitos dos homossexuais
Diz o Publico hoje. Lida a noticia percebe-se que a ideia é os EUA ajudarem a que nos países onde a homossexualidade é reprimida de facto (prisão, penas degradantes ou mesmo de morte, etc.) isso deixe de acontecer. O que, claro, é coisa com que só se pode concordar. Embora seja pena que a mesma determinação não se manifeste em defesa das vitimas de perseguição política (como na China) ou religiosa (como nos países árabes)...
Mas o problema é que se está mesmo a ver a mesma agenda cobrir os países onde as populações democraticamente decidiram não haver casamento gay ou as Igrejas se reservam o direito de não os casar ou...ou...tantos exemplos mais.
A unica noticia boa é que isto corresponde a uma instrução expressa de Obama (que insisto é a maior das ilusões políticas que vi na minha vida) e o faz perder votos e sobretudo no eleitorado negro...venham pois mais destas...! ;-)
Mas o problema é que se está mesmo a ver a mesma agenda cobrir os países onde as populações democraticamente decidiram não haver casamento gay ou as Igrejas se reservam o direito de não os casar ou...ou...tantos exemplos mais.
A unica noticia boa é que isto corresponde a uma instrução expressa de Obama (que insisto é a maior das ilusões políticas que vi na minha vida) e o faz perder votos e sobretudo no eleitorado negro...venham pois mais destas...! ;-)
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quarta-feira, dezembro 07, 2011
Austeridade: um pouco de humor
Porque rir é o melhor remédio...afixo aqui o texto de um email recebido há minutos:
"Baltazar oferece incenso; Belchior oferece ouro; ... e vem o Gaspar e tira tudo!!!"
Além do sentido de humor, o significativo (ou preocupante se pensarmos em futuros contextos eleitorais) é que este email chegou-me por um daqueles militantes de referência de Lisboa do PPD-PSD...se for desabafo ou simples humor, não tem problema, mas se reflectir o que vai no espírito das "hostes", já é preocupante...!?
"Baltazar oferece incenso; Belchior oferece ouro; ... e vem o Gaspar e tira tudo!!!"
Além do sentido de humor, o significativo (ou preocupante se pensarmos em futuros contextos eleitorais) é que este email chegou-me por um daqueles militantes de referência de Lisboa do PPD-PSD...se for desabafo ou simples humor, não tem problema, mas se reflectir o que vai no espírito das "hostes", já é preocupante...!?
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Novo Tratado? Um referendo europeu impõem-se!
Hoje no Público aparece a noticia de que Manuel Maria Carrilho propõe um referendo único na Europa (as declarações estão na TVI24 aqui). Não posso estar mais de acordo.
Na verdade o que pode vir a ocorrer em termos de união política, orçamental e fiscal, é de tal modo grave que um referendo assim (europeu no sentido de um só escrutinio e eleitorado) é uma exigência democrática "de vida ou de morte".
Vale a pena ler o que a propósito (do novo tratado que Merkozy se prepara para propor, da importância das decisões que daí resultam, dos passos em frente, para o abismo, acrescento eu, que se dão por vezes na União Europeia] escreve hoje Pacheco Pereira na Sábado.
Imperdível por isso o sub-blog Sim ao Referendo Europeu que Pacheco Pereira abriu no seu Abrupto.
Na verdade o que pode vir a ocorrer em termos de união política, orçamental e fiscal, é de tal modo grave que um referendo assim (europeu no sentido de um só escrutinio e eleitorado) é uma exigência democrática "de vida ou de morte".
Vale a pena ler o que a propósito (do novo tratado que Merkozy se prepara para propor, da importância das decisões que daí resultam, dos passos em frente, para o abismo, acrescento eu, que se dão por vezes na União Europeia] escreve hoje Pacheco Pereira na Sábado.
Imperdível por isso o sub-blog Sim ao Referendo Europeu que Pacheco Pereira abriu no seu Abrupto.
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terça-feira, dezembro 06, 2011
Dilma Rousseff: agora e então
Não tenho dúvidas que se fosse brasileiro não era na actual presidente do Brasil que teria votado mas a figura impressiona-me. Vem isto a propósito das noticias de hoje de que se demitiu um dos seus ministros (o sétimo em ordem de demissões e sexto na ordem dos com complicações em casos de corrupção). Não há duvida que, ao contrário de Lula, ela não se compadece com estes casos, com aquela coragem, determinação e dureza que caracterizam as mulheres.
E também não há duvida que ao longo dos anos os revolucionários do PT se foram transformando num bando de salteadores de altissimo coturno...
O segundo motivo para a referir aqui é a impressão que me fez a fotografia dela ainda tão nova em frente de um tribunal militar depois de dias e dias de tortura...que tempera e que dignidade! E ao mesmo tempo penso o que terão sentido (que sentimentos tinham sobre o que faziam e como isso coexistia com as suas existências humanas) então os homens que a torturaram e o que pensarão agora ao olhá-la como presidente do Brasil...? Que pensarão eles sobre essa época já longinqua? Alguma vez se arrependeram? Se confessaram até? Se calhar agora com filhas ou netas da idade de Dilma nessa altura...
Enfim, a humanidade é um mistério! E a fotografia é esta:
E também não há duvida que ao longo dos anos os revolucionários do PT se foram transformando num bando de salteadores de altissimo coturno...
O segundo motivo para a referir aqui é a impressão que me fez a fotografia dela ainda tão nova em frente de um tribunal militar depois de dias e dias de tortura...que tempera e que dignidade! E ao mesmo tempo penso o que terão sentido (que sentimentos tinham sobre o que faziam e como isso coexistia com as suas existências humanas) então os homens que a torturaram e o que pensarão agora ao olhá-la como presidente do Brasil...? Que pensarão eles sobre essa época já longinqua? Alguma vez se arrependeram? Se confessaram até? Se calhar agora com filhas ou netas da idade de Dilma nessa altura...
Enfim, a humanidade é um mistério! E a fotografia é esta:
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Feriados e pontes: mal, mas que remédio...
No Frases de ontem do Público encontra-se esta de Pedro Marques Lopes retirada do Diário de Notícias de ontem:
"Quero lá saber se os outros povos têm mais ou menos dias santos ou datas comemorativas. Os que temos são nossos, os que decidimos como comunidade celebrar e que têm um significado atente a maioria da população a eles ou não."
É exactamente o que eu penso. E no valor inestimável familiar e de amizade das pontes e de outras ocasiões preciosas de estarmos juntos, descansar e também de, quando aplicável, celebrar a nossa fé. Se nos tiram isso para onde vão aqueles traços de vida mais calma e bem gozada, atenta ao principal, que são caracteristicas dos povos do Sul...? Quero lá saber o que pensa a Troika disso...!
Embora reconheça que no estado em que estamos (ou seja necessitados do dinheiro dos outros) o que mais temos é que sujeitar-nos :-( (nesse sentido é muito clara e explicita a excelente entrevista de Passos Coelho que saiu ontem, se não estou em erro, no Público...
"Quero lá saber se os outros povos têm mais ou menos dias santos ou datas comemorativas. Os que temos são nossos, os que decidimos como comunidade celebrar e que têm um significado atente a maioria da população a eles ou não."
É exactamente o que eu penso. E no valor inestimável familiar e de amizade das pontes e de outras ocasiões preciosas de estarmos juntos, descansar e também de, quando aplicável, celebrar a nossa fé. Se nos tiram isso para onde vão aqueles traços de vida mais calma e bem gozada, atenta ao principal, que são caracteristicas dos povos do Sul...? Quero lá saber o que pensa a Troika disso...!
Embora reconheça que no estado em que estamos (ou seja necessitados do dinheiro dos outros) o que mais temos é que sujeitar-nos :-( (nesse sentido é muito clara e explicita a excelente entrevista de Passos Coelho que saiu ontem, se não estou em erro, no Público...
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domingo, dezembro 04, 2011
Crise, divida publica e responsabilidades
Está colocada online uma Petição a pedir o julgamento do anterior Primeiro-Ministro pelas responsabilidades do seu Governo na duplicação da divida publica do país. A petição já tem quase 30 mil assinaturas.
Parece-me:
- são devidas todas as vénias a quem (Manuela Ferreira Leite, Tavares Moreira, Medina Carreira, etc.) há muito nos alertava de que estavamos a caminho do abismo;
- em democracia (salvo no que respeita a actos ilicitos) a sanção ou o prémio exerce-se nas urnas
- não se sai da crise a fazer lista de culpados e eventualmente persegui-los e castigá-los. Sai-se da crise olhando-a de frente, percebendo as oportunidades de mudança que ela oferece, etc.
- goste-se ou não, e com excepção de não significativos assaltos à mão armada nos gastos públicos, os "culpados" e beneficiários da divida publica fomos nós todos em infraestruturas publicas, prestações sociais, confortos económicos vários e por termos vivido como habitantes de paises ricos, sem ter os meios para tal
Parece-me:
- são devidas todas as vénias a quem (Manuela Ferreira Leite, Tavares Moreira, Medina Carreira, etc.) há muito nos alertava de que estavamos a caminho do abismo;
- em democracia (salvo no que respeita a actos ilicitos) a sanção ou o prémio exerce-se nas urnas
- não se sai da crise a fazer lista de culpados e eventualmente persegui-los e castigá-los. Sai-se da crise olhando-a de frente, percebendo as oportunidades de mudança que ela oferece, etc.
- goste-se ou não, e com excepção de não significativos assaltos à mão armada nos gastos públicos, os "culpados" e beneficiários da divida publica fomos nós todos em infraestruturas publicas, prestações sociais, confortos económicos vários e por termos vivido como habitantes de paises ricos, sem ter os meios para tal
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Iluminações de Natal: também na Póvoa de Varzim
Passava ontem de corrida diante de uma televisão e vejo a noticia de que também na Póvoa de Varzim os comerciantes locais em face da decisão da respectiva Câmara de não colocar luzes de Natal, decidiram fazê-lo eles próprios...não fora os riscos pessoais (desemprego, pobreza, dificuldades várias) que todos corremos, quase diria bendita crise e que dure muitos anos...!
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sexta-feira, dezembro 02, 2011
Espanha: é mandá-los passear...
O exemplo é politicamente incorrecto (proposta de trasladação do corpo de Francisco Franco do Vale dos Caídos para um local a escolher pela família) mas a reacção do Governo espanhol a esta e outras propostas de uma comissão constituida para avaliar a situação daquele monumento (criado com o objectivo de promover a reconciliação nacional e por isso reunindo os restos mortais de combatentes dos dois lados) foi como deve ser: "a principal preocupação dos espanhois é o desemprego, não é onde Franco está enterrado" e "o PP não vai abrir debates que não existem como fazia o governo Zapatero, criando situações para distrair a opinião pública"...;-)
Realmente (apesar do caracter eventualmente reaccionario deste debate que só interessa àqueles que ainda estão em 1936-1939 [desde que se omita a perseguição à Igreja, a profanação dos túmulos nas Igrejas e a destruição destas, o assassinato de milhares de leigos, padres e freiras, claro]) é esta a diferença que pode fazer uma maioria de centro-direita sem papas na lingua e certa do que importa. Mas, também é verdade, que por lá não houve quem tivesse tomado também esse campo como aconteceu entre nós...
Realmente (apesar do caracter eventualmente reaccionario deste debate que só interessa àqueles que ainda estão em 1936-1939 [desde que se omita a perseguição à Igreja, a profanação dos túmulos nas Igrejas e a destruição destas, o assassinato de milhares de leigos, padres e freiras, claro]) é esta a diferença que pode fazer uma maioria de centro-direita sem papas na lingua e certa do que importa. Mas, também é verdade, que por lá não houve quem tivesse tomado também esse campo como aconteceu entre nós...
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Razões para não ir à Igreja
Extraordinário este video encontrado por uma sobrinha no You Tube, cheio de sentido de humor. Tão verdadeiro! Vejam aqui.
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quinta-feira, dezembro 01, 2011
Aumenta a infecção de SIDA nos homossexuais
Creio já o ter referido neste Blog mas a noticia hoje no Diário Notícias (fiz uma pesquisa e os resultados estão aqui) veio mais uma vez alertar para que "Aumenta o número de infectados nos homossexuais". Por força do politicamente correcto e por receio do lobby gay os media, o associativismo civico do tema e instâncias oficiais, esforçaram-se ao longo dos últimos anos por jurar a pés juntos que não, que a infecção da Sida não tinha nada a ver com homossexualidade, que quem corria grandes riscos era a população heterosexual, que os toxicodependentes só estavam em risco se não obedecessem à ditadura da redução de danos, etc. Resultado: a infecção cresce impante na comunidade (como hoje em dia se diz) homossexual e a situação não promete melhor. Veja-se este artigo.
O que mais espanta não é que isto aconteça (era fatal...) mas que demorem tanto tempo a perceber...veja-se por todas, esta noticia de 2009 no Diário de Notícias (e se há jornal insuspeito é este...;-)
No fundo, no fundo, em nome da ideologia, assim se matam os amigos...
O que mais espanta não é que isto aconteça (era fatal...) mas que demorem tanto tempo a perceber...veja-se por todas, esta noticia de 2009 no Diário de Notícias (e se há jornal insuspeito é este...;-)
No fundo, no fundo, em nome da ideologia, assim se matam os amigos...
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quarta-feira, novembro 30, 2011
Europa: concordando com Mário Soares
Não tenho especial simpatia (de facto, nenhuma...;-) por Mário Soares (contas antigas relacionadas com a miserável descolonização dos anos 70) a não ser a gratidão pelo seu contributo para termos parado os comunistas depois do 25 de Abril, mas quando uma pessoa diz uma coisa acertada, isso é-o, independentemente de outras considerações.
Assim a ocasião de concordar é dada por esta parte das suas declarações no Público de ontem quando diz:
"A União Europeia está desorientada. Dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor".
Embora não concorde com a extensão do anátema (o que tem faltado é neo-liberalismo, isto é ter obrigado os bancos a suportarem o custo das asneiras que fizeram, salvando-os à custa de todos os contribuintes...) é bem visto de facto.
Sobretudo porque nunca é demais recordá-lo a União Europeia é uma ideia e iniciativa de politicos católicos (de Missa diária, acrescente-se) que não vejo se reveriam hoje na actual construção europeia e nos seus atropelos ao princípio da subsidiariedade, um dos pilares da Doutrina Social da Igreja.
Assim a ocasião de concordar é dada por esta parte das suas declarações no Público de ontem quando diz:
"A União Europeia está desorientada. Dantes era constituída por duas grandes famílias políticas: os socialistas e os democratas-cristãos que seguiam a doutrina social da Igreja. Hoje não há democratas-cristãos, ou quase não há, porque já não seguem a doutrina social da Igreja, seguem o neoliberalismo, tendo o dinheiro como principal valor".
Embora não concorde com a extensão do anátema (o que tem faltado é neo-liberalismo, isto é ter obrigado os bancos a suportarem o custo das asneiras que fizeram, salvando-os à custa de todos os contribuintes...) é bem visto de facto.
Sobretudo porque nunca é demais recordá-lo a União Europeia é uma ideia e iniciativa de politicos católicos (de Missa diária, acrescente-se) que não vejo se reveriam hoje na actual construção europeia e nos seus atropelos ao princípio da subsidiariedade, um dos pilares da Doutrina Social da Igreja.
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terça-feira, novembro 29, 2011
Emigração: uma história dramática e comovente
Por circunstâncias familiares (um primo da minha mulher que foi para Paria há uns anos trabalhar em imobiliário e cujos clientes eram os emigrantes portugueses em França e países limitrofes) fiquei conhecedor do mundo da emigração portuguesa em França (ainda ou provinda da vaga dos anos 60 e 70 do século passado).
São histórias impressionantes de coragem, drama, risco, amizade, valores sólidos, sacrificio, aventura, amor, família, dedicação às suas terras de origem, saudade e identidade nacional. Comoventes mesmo quando vistas na sua dureza e também injustiça e miséria.
Vem isto a propósito do Público de hoje que traz uma carta de uma portuguesa (hoje adulta, casada, três filhas, professora, a iniciar uma vida nova como empreendedora) ao fotógrafo (Gérald Bloncourt) que a imortalizou numa imagem, ela criança de seis anos, tirada num bidonville nos anos 60. Vale a pena ler.
A fotografia é esta:
São histórias impressionantes de coragem, drama, risco, amizade, valores sólidos, sacrificio, aventura, amor, família, dedicação às suas terras de origem, saudade e identidade nacional. Comoventes mesmo quando vistas na sua dureza e também injustiça e miséria.
Vem isto a propósito do Público de hoje que traz uma carta de uma portuguesa (hoje adulta, casada, três filhas, professora, a iniciar uma vida nova como empreendedora) ao fotógrafo (Gérald Bloncourt) que a imortalizou numa imagem, ela criança de seis anos, tirada num bidonville nos anos 60. Vale a pena ler.
A fotografia é esta:
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domingo, novembro 27, 2011
Euro-cépticos: a homenagem devida!
Lendo o artigo de ontem do Vasco Pulido Valente (o euro) no Público de ontem, destaco o final:
"E, por ironia, os partidários do euro querem agora as garantias que não pediram na hora própria: a união fiscal e a união política. As várias manobras para transformar o BCE num sucedâneo do Banco de Inglaterra ou da Reserva Federal americana, a absurda insistência na criação de eurobonds que nos salvem da dívida e habilidades do mesmo género, só mostram, e mostram bem, a intransigência da Alemanha, que já rejeitou para sempre as fantasias da UE e sabe que a única maneira de acabar com a crise do euro é acabar com o euro, idealmente com tranquilidade e disciplina. Portugal escusa de protestar em nome de uma "solidariedade" que nunca valeu nada. Por muito que nos custe, e vai custar, a única saída está em preparar com cuidado o nosso inevitável regresso ao escudo."
Impossivel não prestar as devidas homenagens a Manuel Monteiro, João Ferreira do Amaral e, no seu tempo de O Independente, Paulo Portas. E Paulo Teixeira Pinto no Pensar Portugal.
"E, por ironia, os partidários do euro querem agora as garantias que não pediram na hora própria: a união fiscal e a união política. As várias manobras para transformar o BCE num sucedâneo do Banco de Inglaterra ou da Reserva Federal americana, a absurda insistência na criação de eurobonds que nos salvem da dívida e habilidades do mesmo género, só mostram, e mostram bem, a intransigência da Alemanha, que já rejeitou para sempre as fantasias da UE e sabe que a única maneira de acabar com a crise do euro é acabar com o euro, idealmente com tranquilidade e disciplina. Portugal escusa de protestar em nome de uma "solidariedade" que nunca valeu nada. Por muito que nos custe, e vai custar, a única saída está em preparar com cuidado o nosso inevitável regresso ao escudo."
Impossivel não prestar as devidas homenagens a Manuel Monteiro, João Ferreira do Amaral e, no seu tempo de O Independente, Paulo Portas. E Paulo Teixeira Pinto no Pensar Portugal.
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Os incidentes na greve geral
Irrita-me profundamente a personagem do revolucionário mariquinhas*...
Isto é aquele desordeiro que por razões politicas e/ou de gosto pessoal (e às vezes as duas juntas) arma confusões, depois apanha umas bastonadas da polícia e vai a correr á comunicação social, aos tribunais ou ao governo, queixar-se da violência policial...veja-se isso aqui. Sendo a noticia também um magnifico exemplo de um Estado com pés de barro que cada vez que exerce a autoridade, não se sentindo seguro de por que o faz, tropeça nesse exercício...é de gargalhada.
Da minha experiência do PREC estas coisas tem regras: um tipo tenta virar o barco e depois não se queixa de que a onda o arrastou. Não só fica mal a um revolucionário andar a recorrer ao sistema legislativo burguês (que em principio não respeita) como é até francamente ridiculo.
Nota conspirativa: porque não ficou em São Bento ou tendo ficado não actuou o serviço de ordem da CGTP...? É que com esses "não há pão para malucos"...;-)
*no sentido de queixinhas, choramingas, etc. Se não ainda tenho aqui outra discussão sobre tema diverso e por agora não é isso de que se ocupa este post...;-)
Isto é aquele desordeiro que por razões politicas e/ou de gosto pessoal (e às vezes as duas juntas) arma confusões, depois apanha umas bastonadas da polícia e vai a correr á comunicação social, aos tribunais ou ao governo, queixar-se da violência policial...veja-se isso aqui. Sendo a noticia também um magnifico exemplo de um Estado com pés de barro que cada vez que exerce a autoridade, não se sentindo seguro de por que o faz, tropeça nesse exercício...é de gargalhada.
Da minha experiência do PREC estas coisas tem regras: um tipo tenta virar o barco e depois não se queixa de que a onda o arrastou. Não só fica mal a um revolucionário andar a recorrer ao sistema legislativo burguês (que em principio não respeita) como é até francamente ridiculo.
Nota conspirativa: porque não ficou em São Bento ou tendo ficado não actuou o serviço de ordem da CGTP...? É que com esses "não há pão para malucos"...;-)
*no sentido de queixinhas, choramingas, etc. Se não ainda tenho aqui outra discussão sobre tema diverso e por agora não é isso de que se ocupa este post...;-)
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Fado no património imaterial da humanidade
A declaração do Fado como fazendo parte do património da humanidade foi um belissimo acontecimento do qual estavamos bem necessitados para apimentar com uma boa noticia de vez em quando esta sopa insonsa em que às vezes nos sentimos a viver...!
Como dizia alguém na TSF uma das coisas que impressionou nesta candidatura foi o sentimento de unidade nacional que suscitou: aquela verdadeira que não oculta as diferenças, mas diz "há algo maior que nos une". Bonito!
E parabéns a quem a protagonizou, organizou e apoiou! Obrigado.
Como dizia alguém na TSF uma das coisas que impressionou nesta candidatura foi o sentimento de unidade nacional que suscitou: aquela verdadeira que não oculta as diferenças, mas diz "há algo maior que nos une". Bonito!
E parabéns a quem a protagonizou, organizou e apoiou! Obrigado.
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Agricultura: o regresso à terra
Na revista dominical do Público (imaginativamente intitulada Pública...;-) vem uma extensa e interessante reportagem intitulada "Portugal está a regressar à terra". Vale a pena ler.
Estou convencido não apenas que esse é um dos caminhos de saída da crise, como também um dos seus desejáveis resultados: o abandono do caminho da desertificação, uma vida mais simples e depois melhor, uma maior adequação entre o perfil das pessoas e os seus trabalhos (já não determinados por critérios de sucesso da mentalidade contemporânea, em modelos que esgotam as pessoas), o fim do desperdicio dos nossos melhores recursos, o tomar em próprias mãos do seu destino.
Depois de anos trágicos de destruição da agricultura nacional (da qual um dos grandes responsáveis foi o actual presidente) até que enfim há um caminho diferente. Disso também se faz eco aqui.
Estou convencido não apenas que esse é um dos caminhos de saída da crise, como também um dos seus desejáveis resultados: o abandono do caminho da desertificação, uma vida mais simples e depois melhor, uma maior adequação entre o perfil das pessoas e os seus trabalhos (já não determinados por critérios de sucesso da mentalidade contemporânea, em modelos que esgotam as pessoas), o fim do desperdicio dos nossos melhores recursos, o tomar em próprias mãos do seu destino.
Depois de anos trágicos de destruição da agricultura nacional (da qual um dos grandes responsáveis foi o actual presidente) até que enfim há um caminho diferente. Disso também se faz eco aqui.
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sábado, novembro 26, 2011
Alguns filmes a ver
Chegado aquela idade confortável de parte dos filhos já estarem crescidos tem-se multiplicado as ocasiões de ir jantar fora e ao Cinema com a minha mulher. Numa vida tão empenhada como a nossa, esses momentos são uma grande ajuda depois à vida do dia a dia.
Recentemente vimos dois que recomendamos (os links são para os trailers no yutube) e que é bom vão ver depressa porque sendo muito decentes não vão estar muito tempo em cartaz...:
50/50: uma história muito humana de doença e amizade. Começa com uma linguagem desbragada mas depois acerta o tom...;-) Mais um esforço de juízo sobre os factos e dava um dos melhores filmes dos últimos tempos
Não sei como ela consegue: com aquela actriz (aqui não irritante) do Sexo e a Cidade, num papel delicioso de mulher casada e com filhos e embrenhada na sua carreira. Neste filme o salto acima é dado e mais não digo para não estragar revelando o fim...
Recentemente vimos dois que recomendamos (os links são para os trailers no yutube) e que é bom vão ver depressa porque sendo muito decentes não vão estar muito tempo em cartaz...:
50/50: uma história muito humana de doença e amizade. Começa com uma linguagem desbragada mas depois acerta o tom...;-) Mais um esforço de juízo sobre os factos e dava um dos melhores filmes dos últimos tempos
Não sei como ela consegue: com aquela actriz (aqui não irritante) do Sexo e a Cidade, num papel delicioso de mulher casada e com filhos e embrenhada na sua carreira. Neste filme o salto acima é dado e mais não digo para não estragar revelando o fim...
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sexta-feira, novembro 25, 2011
Mais um exemplo entusiasmante de que há energias para vencer a crise!
Como diz o juizo de Comunhão e Libertação ao qual voltarei aqui, a crise é um desafio de mudança. E uma dessas mudanças é a compreensão pela sociedade inteira que esta tem em si própria as energias e força necessárias em multiplos campos para não necessitar que seja o Estado a substituir-se-lhe e que não se pode andar sempre a pedir tudo seja ao Governo central seja ao local.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
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quinta-feira, novembro 24, 2011
Greve Geral: quatro apontamentos
De acordo com a boa teoria das greves gerais, esta ou é insurreccional ou não é nada (Georges Sorel dixit)...assim esta é mais uma a somar à série de greves gerais que maxime permite ao Governo saber qual a real dimensão da sua oposição na função pública e o berbicaixo que são hoje em dia as suas empresas de transportes (quando pela simples mudança geracional ou pela privatização, desaparecer o dominio comunista sobre as mesmas, acabam as greves gerais...).
Tenho de trabalhar e por isso estou indisponivel para o realizar mas fica-me a pena de não haver uma meia dúzia de maduros que produzindo umas faixas a dizer "a festa acabou!" se coloquem em frente a alguns pontos fortes da greve ;-) Na verdade que pensa esta gente (alguma boa, tenho privado na AML com uma dirigente da CGTP, da sua ala católica...) que muda com isto?
Do tratamento que os media derem aos três episódios de vandalismo de hoje (junto de repartições de finanças) depende o futuro desse tipo de acções. Ignorando-os ou reduzindo-os ás suas proporções (são fruto de um grupo de irresponsáveis nostálgicos do Black Bloc e da "luta armada" da extrema-esquerda dos anos setenta) a coisa morre...se embarcarem (os media) na excitação então a mensagem que passarão é: "vale a pena, porque nos dá o que queremos: publicidade". Atenção, pois.
Nota final: tivessem estes actos como protagonistas outros grupos da nossa sociedade (extrema-direita por exemplo) era o "aqui d'el rei". Não o tendo sido (supondo-o) vão ser classificados como "expressão do mal-estar na sociedade portuguesa com a austeridade imposta pela Troika". Vão ver...
Tenho de trabalhar e por isso estou indisponivel para o realizar mas fica-me a pena de não haver uma meia dúzia de maduros que produzindo umas faixas a dizer "a festa acabou!" se coloquem em frente a alguns pontos fortes da greve ;-) Na verdade que pensa esta gente (alguma boa, tenho privado na AML com uma dirigente da CGTP, da sua ala católica...) que muda com isto?
Do tratamento que os media derem aos três episódios de vandalismo de hoje (junto de repartições de finanças) depende o futuro desse tipo de acções. Ignorando-os ou reduzindo-os ás suas proporções (são fruto de um grupo de irresponsáveis nostálgicos do Black Bloc e da "luta armada" da extrema-esquerda dos anos setenta) a coisa morre...se embarcarem (os media) na excitação então a mensagem que passarão é: "vale a pena, porque nos dá o que queremos: publicidade". Atenção, pois.
Nota final: tivessem estes actos como protagonistas outros grupos da nossa sociedade (extrema-direita por exemplo) era o "aqui d'el rei". Não o tendo sido (supondo-o) vão ser classificados como "expressão do mal-estar na sociedade portuguesa com a austeridade imposta pela Troika". Vão ver...
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terça-feira, novembro 22, 2011
Otelo Saraiva de Carvalho
Republico aqui um artigo do Rui Moreira (do Porto) que saiu no Jornal de Noticias há dois dias. Sei bem que é o perdão que nos deve comandar, mas esse pressupõe um(a) arrependido(a) que no-lo pede. O que não é manifestamente o caso de Otelo. Nem nunca o pediu pelas prisões arbitrárias e sevicias no PREC, nem pelas FP-25 Abril. E agora ainda vem clamar por uma revolução, o que em face do actual Código Penal, é crime...o que seria se o mesmo tivesse sido feito por qualquer protagonista da extrema-direita...!? Caía o Carmo e a Trindade...
Mas a esquerda dominante nos media é assim: tudo para os meus (maluqueiras incluidas) e nada para os outros...
Recomendo pois leiam este artigo:
Óscar da impunidade
JN – 2011-11-20
Otelo Saraiva de Carvalho (OSC) disse, em entrevista recente, que "ultrapassados os limites (os militares deveriam) fazer uma operação militar e derrubar o Governo". Marques Júnior, outro capitão de Abril, tratou de rejeitar a ideia, garantindo não haver condições para os militares fazerem um golpe. O "establishment" político menosprezou a importância essa declaração e o assunto foi selado por Marcelo na sua homilia dominical.
Será que ninguém leva a sério as bravatas de OSC? Ora, a sua história mostra que ele constitui uma ameaça. Foi ele o chefe do COPCON que, em 1975, procedeu a inúmeras detenções arbitrárias, assinando mandados de captura em branco, de tal forma que em finais de Março desse ano havia mais presos políticos, da extrema-esquerda à direita, do que no dia 24 de Abril de 1974. Presos esses que nunca foram acusados de nada e que foram sujeitos a tortura e sevícias, como consta de um relatório elaborado por pessoas acima de qualquer suspeita. No 25 de Novembro, esteve do lado dos derrotados, e foi detido por essa razão, para logo ser libertado. Depois, e apesar disso, pode concorrer às eleições presidenciais e, perdida a batalha, optou por se travestir de Óscar, e liderou uma organização terrorista, as FP 25 de Abril, que foi responsável pelo assassinato de dezassete pessoas inocentes. Por esse crime foi preso, julgado e condenado em tribunal, apesar de traído os seus camaradas, fingindo que nada tinha que ver com a organização. Mais uma vez, foi libertado, sem nunca se mostrar arrependido, por obra e graça de uma amnistia vergonhosa. Anos mais tarde, foi promovido retroactivamente, com uma indemnização de 49800 euros, muito superior à que receberam as famílias das vítimas das FP-25.
Não acredito que haja 800 militares (os tais que, segundo ele, poderiam fazer um golpe de Estado) dispostos a seguir a sua sugestão, ou a marchar com ele. Os militares têm o direito de se manifestar ordeiramente mas, no mais, sabem que devem ficar pelos quartéis, porque Portugal é uma democracia. Ainda assim, OSC não pode ser descartado como se fosse um qualquer indigente mental, nem ter um estatuto de eterna impunidade por ter participado no 25 de Abril. Também não se pode tomar a sua declaração à laia de um desabafo. OSC nunca foi um democrata, e odeia a liberdade. A sua participação no 25 de Abril teve, como móbil, razões corporativas. Mandou no COPCON porque queria submeter o país à sua ditadura. Envolveu-se num golpe de Estado contra a liberdade, e perdeu. Fez parte de um grupo terrorista e nem sequer teve coragem para o assumir. Foi libertado, e nunca pediu perdão. Vive tranquilo, com uma reforma maior do que a que recebem 95% dos reformados deste país.
Ora, em democracia, esse sistema que ele abomina, a lei deve ser cumprida por todos, e o seu acto pode configurar o crime de "instigação pública de um crime", previsto no artº 297º do CP. De facto, OSC poderá ter instigado o crime de "alteração violenta do Estado de Direito", previsto no artº 325º do CP, o qual no seu número 1 refere que "quem, por meio de violência ou ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, é punido com pena de três a doze anos".
Em memória das vítimas das FP-25 de Abril, do meu Pai, cuja história é narrada em pormenor no relatório das sevícias, e que foi um dos muitos que foram presos e seviciados sem que nunca tenha sido acusado de qualquer crime, em homenagem à instituição militar que não merece ser confundida com OSC e quejandos, a bem dos meus filhos que, espero, possam continuar a viver em liberdade, exijo que este assunto não fique esquecido. Não me conformo com o encolher de ombros do procurador-geral da República. Se Portugal tinha alguma dívida com OSC, já a pagou muitas vezes. Agora, devia ser a hora de esse senhor se sentar no banco dos réus para, por uma vez, perceber que não é mais do que os outros portugueses. É, aliás, e a meu ver, bastante menos do que qualquer cidadão comum.
Mas a esquerda dominante nos media é assim: tudo para os meus (maluqueiras incluidas) e nada para os outros...
Recomendo pois leiam este artigo:
Óscar da impunidade
JN – 2011-11-20
Otelo Saraiva de Carvalho (OSC) disse, em entrevista recente, que "ultrapassados os limites (os militares deveriam) fazer uma operação militar e derrubar o Governo". Marques Júnior, outro capitão de Abril, tratou de rejeitar a ideia, garantindo não haver condições para os militares fazerem um golpe. O "establishment" político menosprezou a importância essa declaração e o assunto foi selado por Marcelo na sua homilia dominical.
Será que ninguém leva a sério as bravatas de OSC? Ora, a sua história mostra que ele constitui uma ameaça. Foi ele o chefe do COPCON que, em 1975, procedeu a inúmeras detenções arbitrárias, assinando mandados de captura em branco, de tal forma que em finais de Março desse ano havia mais presos políticos, da extrema-esquerda à direita, do que no dia 24 de Abril de 1974. Presos esses que nunca foram acusados de nada e que foram sujeitos a tortura e sevícias, como consta de um relatório elaborado por pessoas acima de qualquer suspeita. No 25 de Novembro, esteve do lado dos derrotados, e foi detido por essa razão, para logo ser libertado. Depois, e apesar disso, pode concorrer às eleições presidenciais e, perdida a batalha, optou por se travestir de Óscar, e liderou uma organização terrorista, as FP 25 de Abril, que foi responsável pelo assassinato de dezassete pessoas inocentes. Por esse crime foi preso, julgado e condenado em tribunal, apesar de traído os seus camaradas, fingindo que nada tinha que ver com a organização. Mais uma vez, foi libertado, sem nunca se mostrar arrependido, por obra e graça de uma amnistia vergonhosa. Anos mais tarde, foi promovido retroactivamente, com uma indemnização de 49800 euros, muito superior à que receberam as famílias das vítimas das FP-25.
Não acredito que haja 800 militares (os tais que, segundo ele, poderiam fazer um golpe de Estado) dispostos a seguir a sua sugestão, ou a marchar com ele. Os militares têm o direito de se manifestar ordeiramente mas, no mais, sabem que devem ficar pelos quartéis, porque Portugal é uma democracia. Ainda assim, OSC não pode ser descartado como se fosse um qualquer indigente mental, nem ter um estatuto de eterna impunidade por ter participado no 25 de Abril. Também não se pode tomar a sua declaração à laia de um desabafo. OSC nunca foi um democrata, e odeia a liberdade. A sua participação no 25 de Abril teve, como móbil, razões corporativas. Mandou no COPCON porque queria submeter o país à sua ditadura. Envolveu-se num golpe de Estado contra a liberdade, e perdeu. Fez parte de um grupo terrorista e nem sequer teve coragem para o assumir. Foi libertado, e nunca pediu perdão. Vive tranquilo, com uma reforma maior do que a que recebem 95% dos reformados deste país.
Ora, em democracia, esse sistema que ele abomina, a lei deve ser cumprida por todos, e o seu acto pode configurar o crime de "instigação pública de um crime", previsto no artº 297º do CP. De facto, OSC poderá ter instigado o crime de "alteração violenta do Estado de Direito", previsto no artº 325º do CP, o qual no seu número 1 refere que "quem, por meio de violência ou ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, é punido com pena de três a doze anos".
Em memória das vítimas das FP-25 de Abril, do meu Pai, cuja história é narrada em pormenor no relatório das sevícias, e que foi um dos muitos que foram presos e seviciados sem que nunca tenha sido acusado de qualquer crime, em homenagem à instituição militar que não merece ser confundida com OSC e quejandos, a bem dos meus filhos que, espero, possam continuar a viver em liberdade, exijo que este assunto não fique esquecido. Não me conformo com o encolher de ombros do procurador-geral da República. Se Portugal tinha alguma dívida com OSC, já a pagou muitas vezes. Agora, devia ser a hora de esse senhor se sentar no banco dos réus para, por uma vez, perceber que não é mais do que os outros portugueses. É, aliás, e a meu ver, bastante menos do que qualquer cidadão comum.
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Três artigos com muito interesse: Espanha, Itália (Berlusconi) e Homoparentalidade
Realmente e muitas vezes a leitura diária com interesse não está nos jornais mas na Internet.
De como Berlusconi não está morto mas com tempo e até 2013 se pode retomar a iniciativa politica e não deixar a Itália cair na armadilha socialista: aqui.
Um juizo implacável sobre a Espanha de Zapatero e todo um programa que a nova maioria do PP tem pela frente (um artigo do meu amigo Mário Mauro, eurodeputado da Forza Itália, um amigo de Portugal e dos católicos que por cá tentam construir uma presença de serviço do bem comum, especialista em liberdade de educação, orador no primeiro encontro do Fórum para a Liberdade de Educação).
Um artigo brilhante do Padre Gonçalo Portocarrero sobre a ideologia de género e a insidiosa ofensiva gay da homoparentalidade, saído no blog do Padre Nuno Serras Pereira.
De como Berlusconi não está morto mas com tempo e até 2013 se pode retomar a iniciativa politica e não deixar a Itália cair na armadilha socialista: aqui.
Um juizo implacável sobre a Espanha de Zapatero e todo um programa que a nova maioria do PP tem pela frente (um artigo do meu amigo Mário Mauro, eurodeputado da Forza Itália, um amigo de Portugal e dos católicos que por cá tentam construir uma presença de serviço do bem comum, especialista em liberdade de educação, orador no primeiro encontro do Fórum para a Liberdade de Educação).
Um artigo brilhante do Padre Gonçalo Portocarrero sobre a ideologia de género e a insidiosa ofensiva gay da homoparentalidade, saído no blog do Padre Nuno Serras Pereira.
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segunda-feira, novembro 21, 2011
Espanha: a vitória do Partido Popular
Até que enfim, Zapatero foi-se embora...!
Agora vai ser preciso juntar os cacos e reconstruir tudo outra vez. E não é só á economia do país que me refiro mas sobretudo àquele pacote fracturante a que ele (como Sócrates em Portugal) dedicou o "melhor" do seu tempo e energia: casamento gay, aborto, educação para a cidadania, etc.
Como fazê-lo com inteligência, determinação e sem medo (penso no contexto global de ambos os centro-direita, mentalmente colonizados pela esquerda post-moderna) é o grande desafio. Porque para o resto há (ou não) as troikas de serviço...!
Agora vai ser preciso juntar os cacos e reconstruir tudo outra vez. E não é só á economia do país que me refiro mas sobretudo àquele pacote fracturante a que ele (como Sócrates em Portugal) dedicou o "melhor" do seu tempo e energia: casamento gay, aborto, educação para a cidadania, etc.
Como fazê-lo com inteligência, determinação e sem medo (penso no contexto global de ambos os centro-direita, mentalmente colonizados pela esquerda post-moderna) é o grande desafio. Porque para o resto há (ou não) as troikas de serviço...!
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domingo, novembro 20, 2011
Eleições ontem para a Distrital de Lisboa do PSD
Foram ontem as eleições para a Distrital de Lisboa do PSD. A lista que integrava (a B liderada pelo Jorge Paulo Roque da Cunha, sob o lema Rasgar a Indiferença) teve 28% na eleição para a Comissão Política Distrital e 22% na Área Metropolitana de Lisboa (para a Assembleia Distrital) tendo eleito, só em Lisboa, 76 delegados. Ou seja identificaram-se connosco, grosso modo, 1/4 dos militantes que foram ás urnas.
Alguns apontamentos:
- Na secção de Lisboa (área geográfica do concelho)votaram só 18% dos militantes com capacidade eleitoral (isto é com quotas pagas). Isto é uma abstenção brutal (mas não escandalosa quando comparada com eleições anteriores)
- A lista vencedora (nas eleições para a Comissão Politica Distrital) teve, grandes numeros, 1.200 votos e a nossa 450. Distancia entre as duas: 750 votos. Já nas eleições para a Assembleia Distrital funcionaram em cheio os "sindicatos de voto" e por isso as votações nas três listas nossas concorrentes foram: 511,395 e 399. Muito equilibrado, pois. A nossa teve 364 votos.
- Restam pois os desafios: como mobilizar os militantes? Como intervir nos próximos anos?
Ou muito me engano ou ontem foi o principio do esboçar de uma resposta ás questões acima. Ao trabalho, pois!
Alguns apontamentos:
- Na secção de Lisboa (área geográfica do concelho)votaram só 18% dos militantes com capacidade eleitoral (isto é com quotas pagas). Isto é uma abstenção brutal (mas não escandalosa quando comparada com eleições anteriores)
- A lista vencedora (nas eleições para a Comissão Politica Distrital) teve, grandes numeros, 1.200 votos e a nossa 450. Distancia entre as duas: 750 votos. Já nas eleições para a Assembleia Distrital funcionaram em cheio os "sindicatos de voto" e por isso as votações nas três listas nossas concorrentes foram: 511,395 e 399. Muito equilibrado, pois. A nossa teve 364 votos.
- Restam pois os desafios: como mobilizar os militantes? Como intervir nos próximos anos?
Ou muito me engano ou ontem foi o principio do esboçar de uma resposta ás questões acima. Ao trabalho, pois!
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sexta-feira, novembro 18, 2011
O caso Duarte Lima (e breve apontamento sobre Assunção Esteves)
Não conheço Duarte Lima, nunca estive com ele, nem no partido (somos ambos do PPD-PSD) nem em lugar nenhum (que eu tenha dado por isso, ja se sabe ;-), mas há qualquer coisa que me desagrada na forma como os assuntos dele com a Justiça estão a ser tratados...e a preocupação não é apenas humana (como a que tenho com qualquer pessoa que se encontre em situação semelhante, mas sobretudo com as pessoas que são importantes e estão no topo e de repente conhecem a "parte baixa" da vida e por isso são abandonados por todos os que os adularam, procuraram e dele usufruiram) mas também com o sistema (media e aparato da justiça) em geral (que a qualquer momento pode cair em cima de qualquer um de nós).
Não percebo:
1º Porque era preciso deter o homem ontem para o ouvir hoje
2º Como é possivel os jornalistas tenham sido informados das operações em seu torno (detenção e buscas) para o que só encontro uma explicação (ambas ilegais) má (alguém de dentro os avisou) ou péssima (foi a investigação quem o fez)
3º Porque é que um negócio ruinoso e em que parece se descuidou o banco (nas garantias que pediu e no mau cálculo que fez do interesse e viabilidade do financiamento) é apresentado como burla (no maximo vejo aqui responsabilidades que podem ser pedidas pelos accionistas do BPN à respectiva gestão no período)
4º Como um caso de polícia ocupa tanto noticiário
Mas, como o outro, isto se calhar sou eu que não estou a ver bem "o filme"...!?
(ainda por incompreensibilidade dos media: parece a minha ex.colega de parlamento Assunção Esteves optou por não auferir um vencimento na AR, á qual preside, por ter uma pensão de 7 mil e tal euros. Título do Sol: "pensão milionária"...milionária...!!!!!?????)
Não percebo:
1º Porque era preciso deter o homem ontem para o ouvir hoje
2º Como é possivel os jornalistas tenham sido informados das operações em seu torno (detenção e buscas) para o que só encontro uma explicação (ambas ilegais) má (alguém de dentro os avisou) ou péssima (foi a investigação quem o fez)
3º Porque é que um negócio ruinoso e em que parece se descuidou o banco (nas garantias que pediu e no mau cálculo que fez do interesse e viabilidade do financiamento) é apresentado como burla (no maximo vejo aqui responsabilidades que podem ser pedidas pelos accionistas do BPN à respectiva gestão no período)
4º Como um caso de polícia ocupa tanto noticiário
Mas, como o outro, isto se calhar sou eu que não estou a ver bem "o filme"...!?
(ainda por incompreensibilidade dos media: parece a minha ex.colega de parlamento Assunção Esteves optou por não auferir um vencimento na AR, á qual preside, por ter uma pensão de 7 mil e tal euros. Título do Sol: "pensão milionária"...milionária...!!!!!?????)
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quinta-feira, novembro 17, 2011
OE inconstitucional? Já nada me espanta...!
Hoje no Público a Isabel Moreira defende a inconstitucionalidade da lei do Orçamento de Estado, provavelmente com razão (em algumas das suas disposições). O artigo está aqui.
Eu no entanto desde que li os acórdãos do Tribunal Constitucional sobre a lei do aborto de 2007 (para já não falar da lei de 1984) que já deixei de esperar que o Tribunal Constitucional saiba reconhecer uma inconstitucionalidade quando a tem por frente...!
E considero perigosissima (apesar do meu apoio genérico ao Governo nas medidas que está a tomar) esta situação em que de repente em frente dos olhos de toda a gente se acha que a excepcionalidade de uma situação pode derrogar principios e normas da Constituição. Agora é com direitos mais económicos, e amanhã, se for com direitos mais individuais...?
Mas aqui outra vez, já nada me espanta, desde que o então presidente Jorge Sampaio executou aquele golpe de estado constitucional no derrube do governo de Santana Lopes...
Eu no entanto desde que li os acórdãos do Tribunal Constitucional sobre a lei do aborto de 2007 (para já não falar da lei de 1984) que já deixei de esperar que o Tribunal Constitucional saiba reconhecer uma inconstitucionalidade quando a tem por frente...!
E considero perigosissima (apesar do meu apoio genérico ao Governo nas medidas que está a tomar) esta situação em que de repente em frente dos olhos de toda a gente se acha que a excepcionalidade de uma situação pode derrogar principios e normas da Constituição. Agora é com direitos mais económicos, e amanhã, se for com direitos mais individuais...?
Mas aqui outra vez, já nada me espanta, desde que o então presidente Jorge Sampaio executou aquele golpe de estado constitucional no derrube do governo de Santana Lopes...
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quarta-feira, novembro 02, 2011
Pais substituem escola e pintam sala: um exemplo de subsidiariedade
No Público de 30 de Outubro apareceu a noticia com o título acima. "Um grupo de pais de alunos da Escola Básica do Bairro de São Miguel, em Alvalade, decidiu meter mãos à obra este fim-de-semana e pintar e arranjar as instalações. Dizem que estão cansados de ver a degradação da sala de aulas dos miúdos e, por isso, avançaram com a intervenção."
A noticia merece ser lida na versão completa (que o site do Público não tem, mas posso enviar a quem me pedir) porque tem mais e óptimos pormenores: estes pais conseguiram o patrocínio de uma marca de tintas, organizaram-se entre si em dois turnos, pintaram paredes e armários e até "estão a arranjar uma solução para evitar que os pombos pousem nos parapeitos da sala. (...) um problema de saúde pública".
Porque sublinho isto? Porque é a demonstração de que:
a) na sociedade civil existem as potencialidades e energia para resolver muitos dos problemas quotidianos sem que seja necessário o Estado (neste caso sob vestes de Câmara Municipal de Lisboa) intervenha
b) são as pessoas e não as burocracias estatais as mais aptas a dar-se a solução dos proprios problemas
c) o que se pede ao Estado em muitos dos problemas e situações com que nos defrontamos em Portugal é apenas que saia do caminho e não atrapalhe, pois nós seremos capazes com os nossos meios, engenho e arte, de nos dar a resposta que precisamos
d) estes tempos de crise e falta de verbas podem ser excelentes para nos reeducarmos na nossa responsabilidade comunitária, na partilha de tempo e recursos, na auto-organização colectiva
e) problemas públicos (de todos) como a saúde pública podem ser resolvidos pela iniciativa privada (em sentido estrito ou lato, abrangendo as instituições sociais) e são-no melhor do que pelas estruturas estatais: caras, ideológicas, ineficientes...
Ou seja, mais uma demonstração em acto do principio da subsidiariedade, impensável em tempos de governo socialista...! ;-)
A noticia merece ser lida na versão completa (que o site do Público não tem, mas posso enviar a quem me pedir) porque tem mais e óptimos pormenores: estes pais conseguiram o patrocínio de uma marca de tintas, organizaram-se entre si em dois turnos, pintaram paredes e armários e até "estão a arranjar uma solução para evitar que os pombos pousem nos parapeitos da sala. (...) um problema de saúde pública".
Porque sublinho isto? Porque é a demonstração de que:
a) na sociedade civil existem as potencialidades e energia para resolver muitos dos problemas quotidianos sem que seja necessário o Estado (neste caso sob vestes de Câmara Municipal de Lisboa) intervenha
b) são as pessoas e não as burocracias estatais as mais aptas a dar-se a solução dos proprios problemas
c) o que se pede ao Estado em muitos dos problemas e situações com que nos defrontamos em Portugal é apenas que saia do caminho e não atrapalhe, pois nós seremos capazes com os nossos meios, engenho e arte, de nos dar a resposta que precisamos
d) estes tempos de crise e falta de verbas podem ser excelentes para nos reeducarmos na nossa responsabilidade comunitária, na partilha de tempo e recursos, na auto-organização colectiva
e) problemas públicos (de todos) como a saúde pública podem ser resolvidos pela iniciativa privada (em sentido estrito ou lato, abrangendo as instituições sociais) e são-no melhor do que pelas estruturas estatais: caras, ideológicas, ineficientes...
Ou seja, mais uma demonstração em acto do principio da subsidiariedade, impensável em tempos de governo socialista...! ;-)
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