segunda-feira, junho 11, 2012

Aborto, taxas moderadoras e PSD

Como não podia deixar de ser, subscrevo a posição de Isilda Pegado (ver aqui) de que o aborto, como acontece em outros países, deve ser integralmente pago por quem o pede e que o financiamento público, parcial ou integral, do mesmo, não é um resultado forçoso do referendo de 2007 (o Sim que venceu foi o da despenalização e ninguém nos disse que seria realizado à custa do SNS).
Nos entretantos a imposição de taxa moderadora parece-me que é o mínimo que se pede por uma questão de justiça e igualdade (tendo-se o cuidado de deixar bem assente que o aborto NÂO é um acto médico, já que a gravidez não é uma doença...a distinção parece bizantina mas vejam com o o Duarte Vilar da APF cavalgou logo a proposta do CDS-PP...) e tudo o que possa dificultar a prática do aborto é de saudar e apoiar (sempre pode haver um bébé ou outro que assim escape a essa morte cruenta e sangrenta...).
Já a proposta do PSD de só a impôr nas repetições de aborto só não é um delírio incompreensível porque pela razão acima, sempre é melhor do que nada e cobre 25% dos abortos (uma vida salva e já se está a ganhar)...
Nesa medida quase subscrevo este post do Jugular...;-)
"
Lutei como pude pela despenalização da IVG, que assumo como uma das causas da minha vida, e parece-me obrigatório continuar o esforço pedagógico de sensibilização para o uso de uma correcta contracepção. Dito isto, numa altura em que as taxas moderadoras e os gastos com a saúde estão a ser obrigatoriamente revistos não tenho argumentos para defender a manutenção da total isenção das taxas moderadoras na IVG. Usá-las como meio punitivo moralista como o PSD propõe é que me parece completamente inaceitável, neste particular estou com o CDS."

Realmente é tão verdade...quando há um radical que diz que 2+2=4 e outro que diz que 2+2=9, há sempre no PSD um moderado de serviço que proclama perante o aplauso geral que 2+2=6,5...Deus lhes perdoe que não sabem o que fazem (na melhor das hipóteses...)...

E no fim ganham os bancos

"E no fim ganham os bancos" é o título do artigo de Rui Tavares hoje no Público. Muito bem escrito como sempre. Apesar da distância que nos separa não se pode deixar de concordar com a conclusão do artigo que depois dá o título ao mesmo.
Na verdade não se consegue perceber porque não hão-de pagar os bancos pelos excessos que praticaram e que conduziram à actual crise financeira e depois à sucessão de resgates a que diversos países tiveram de se submeter...? Bem sei que todos nos encontramos sob chantagem: o nosso dinheiro encontra-se-lhes confiado e a perda de valor e prejuízos dos bancos acabaria de alguma forma por dever ser suportado por nós. Mas teria mesmo de ser assim?
Outras perspectivas e saídas precisam-se urgentemente, mas não parece que exista seja na União Europeia seja no sistema económico mundial protagonistas com ideias alternativas...?

sexta-feira, junho 08, 2012

Guardas Nocturnos desarmados...

Lê-se hoje no Público e não se acredita...! "Governo tira armas de fogo e cassetetes a guardas-nocturnos"...extraordinário! Depois queixem-se que isto está uma selva e admirem-se com a desmobilização das polícias...!
A notícia é tão mais absurda quanto contraria completamente o que têm sido as (boas) propostas políticas do CDS-PP em termos de segurança interna...!? A não ser que seja uma medida de diminuição da despesa imposta pela Troika!? Lol!

quarta-feira, junho 06, 2012

Um passo de liberdade: Despacho-surpresa de Nuno Crato revoluciona organização das escolas

Até que enfim um passo concreto na direcção da liberdade de escolha na educação que começa pela concessão de maior autonomia às escolas! A notícia hoje divulgada é animadora e assinale-se o pormenor da "surpresa"...;-)

Eis uma reforma indispensável e em que Nuno Crato honra os seus pergaminhos e dá uma machadada potente no sistema do eduquês que tem assassinado escolarmente gerações de alunos e conduzido Portugal aos últimos lugares nas tabelas de eficiência do sistema educativo.

Assim a estrutura do Ministério da Educação dominada pelas forças que se sabe, não se encarregue agora de demolir este gesto reformista e emprisionar de novo as escolas naquele temor primitivo que tem da liberdade dos professores, dos pais e dos alunos...!

Vale a pena ler o que sobre isto se escreve no Cachimbo de Magritte.

Aborto em Hospital Torres Vedras: é fartar, vilanagem!




A reportagem que a RTP ontem transmitiu sobre a prática clandestina de aborto no Hospital de Torres Vedras (e sabe Deus em quantos mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde) veio demonstrar uma vez mais que a Lei do Aborto de 2007 (que introduziu o aborto livre até às 10 semanas) provocou uma grave situação de saúde pública e a respectiva prática encontra-se completamente descontrolada.

É triste, mas era fatal que tal acontecesse. E nunca na minha vida me entristeceu tanto que nós nas campanhas do Não tivessemos tido tanta razão...!

(sobre isto claro o esfingico Ministro da Saúde que temos limitou-se a do alto da sua falta de coragem política e pessoal a declarar que o processo seria enviado para a inspecção da Saúde...até me admira com não se refugiou em que os portugueses decidiram em referendo e por isso ele vivia bem com isto...!?)

segunda-feira, junho 04, 2012

Aborto: a parcialidade da TSF




Com a sua habitual parcialidade (a isenção jornalistica e o contraditório são dois conceitos desconhecidos naquela rádio quando toca a este tema do aborto) a TSF dá hoje espaço ao director da Clínica dos Arcos (na fotografia, aquando de uma das habituais veladas de oração que ali têm lugar todos os dias 25 de cada mês) que do alto da sua "autoridade" de maior produtor de abortos em Portugal, proclama com todo o desplante que "as mulheres não estão a utilizar o aborto como um contraceptivo".

A não ser que surpreendentemente tenha decidido ser honesto (isto é, na verdade o aborto não é um contraceptivo, porque não evita que uma gravidez não aconteça, antes a destrói...) os factos (veja-se todos os dados da Direcção Geral de Saúde e também os insuspeitos estudos e declarações da APF) não suportam tal asserção...mas isso à TSF pouco importa e também por isso não se deu ao trabalho de ouvir este lado...que rico jornalismo...!

"Eppure si muove"...!


sábado, junho 02, 2012

Vaticanleaks




Do jornal Público de hoje num artigo de duas páginas de Jorge Almeida Fernandes sobre o caso em referência:

"Por estes dias, circula no Vaticano, a réplica do Cardeal Ercole Consalvi, secretário de Estado de Pio VII, a Napoleão quando este ameaçou destruir a Igreja: "Não o conseguirá, magestade. Nós próprios nunca a conseguimos destruir.""

Uma beleza, uma pérola de sabedoria, uma grande verdade. "E contra Ela não prevalecerão as portas do inferno!".

sexta-feira, junho 01, 2012

Porque ninguém conta as vítimas dos Magistrados e dos Jornalistas?

É esta hoje a pergunta que sai de uma entrevista a Giuseppe Cossiga, sub-secretário da Defesa do actual Governo italiano, publicada no Il Sussidiario, e que reproduzo abaixo. A questão é premente e cadente.
A esse propósito sendo também importante ler a resposta que hoje no Sol com a sua habitual coragem, Pedro Santana Lopes dá sobre o caso Relvas.

Politica SCENARIO/ Cossiga: perchè nessuno conta le "vittime" di magistrati e giornali?

INT. Giuseppe Cossiga

venerdì 1 giugno 2012

Dai tesorieri di partito ai grandi manager della finanza, dai parlamentari ai presidenti di regione, l’agenda politica e mediatica italiana continua a essere scandita dalle inchieste delle procure. «Quando si crea un vuoto decisionale e le elite politiche collassano gli ordini tendono a trasformarsi in potere, a cominciare dalla magistratura» commentava qualche giorno fa il professor Giulio Sapelli su queste colonne.

«In un paese sano l’azione giudiziaria dovrebbe portare alla condanna di chi commette reati. In Italia però a nessuno sembra più interessare come vadano a finire i processi. Soprattutto quando si tratta di politica, conta più il polverone che il giudizio finale» dice a IlSussidiario.net l’On. Giuseppe Cossiga, già sottosegretario alla Difesa e figlio dell’indimenticato ex presidente della Repubblica. «E così, più che perseguire le ipotesi di reato per arrivare al più presto alle condanne e alle assoluzioni, alcune persone, che evidentemente si sentono investite del ruolo di tutori della democrazia, inseguono la propria visibilità costruendo castelli accusatori il cui unico obiettivo sembra la distruzione mediatica del proprio bersaglio».

Come si spiega questo fenomeno?

Vede, io non credo che ci sia dietro un disegno. Se confrontiamo infatti questa stagione all’ultima nella quale la giustizia ha giocato un ruolo determinante, cioè Tangentopoli, è evidente che la magistratura in questo caso è meno strutturata nel perseguimento di determinati obiettivi.

Vent’anni fa un potere attaccò un altro potere, quella a cui stiamo assistendo oggi mi sembra invece una “caccia libera” portata avanti da “cacciatori liberi” nei confronti della parte più debole del sistema.

Che sarebbe?

La politica.

Non si rischia di passare dalla retorica anti-Casta al vittimismo?

No, il fatto è che la Seconda Repubblica non è stata in grado di rafforzarsi davanti agli occhi dell’opinione pubblica. E così oggi l’uomo politico è impotente, di qualunque nefandezza venga accusato, l’opinione pubblica è pronta a condannarlo.

Il problema è che il conto della “vittime” non lo fa nessuno. Quante persone sono state distrutte da un sistema in cui ciò che conta è l’accusa sparata sui giornali per poi veder crollare l’impianto accusatorio a distanza di anni, nel silenzio più assoluto dei media?

Ho visto dei colleghi parlamentari andare in carcere con 27 capi di accusa che coprivano tutti le ipotesi di reato, per poi uscire dopo mesi come se niente fosse…

Nella sua analisi l’informazione sembra avere un ruolo importante.

Anche la stampa a mio avviso dovrebbe fare una riflessione su quanto sta accadendo. Non parlo solo della carta stampata perché siamo immersi in un mondo in cui una pluralità di strumenti crea e diffonde notizie nell’arco di trenta secondi. Chi è in grado di gestire questi meccanismi sembra addirittura in grado di creare una sorta di realtà virtuale che modifica la percezione della realtà. Parallelamente, sembra andare perso il senso critico per cui si tende a credere a qualunque cosa, come se tutte le voci e gli strumenti avessero la stessa credibilità.

È un tema estremamente complesso, ovviamente, e impone una grandissima prudenza se si vuole cercare di migliorare la regolamentazione.

Tornando all’aspetto politico, in questi anni anche maggioranze incredibilmente ampie, che avevano messo in agenda la riforma della giustizia sono tornate a mani vuote. Per quale motivo secondo lei?

Mi sono comunque fatto l’idea che la paura di alterare equilibri consolidati abbia fermato anche i governi più intenzionati a risolvere il problema. In questo la politica, e il governo di cui ho fatto parte, ha sicuramente fallito. La “rivoluzione liberale” non è stata realizzata e non possiamo illuderci che oggi la facciano i tecnici.

E come potrà tornare a essere credibile la politica dopo questa parentesi?

L’errore più grave in questo momento di difficoltà sarebbe quello di seguire l’onda dell’opinione pubblica, come fanno i movimenti anti-sistema. La politica deve tornare ad avere il coraggio di spiegare anche le questioni complesse, anche se si corre il rischio della sconfitta e dei fischi in piazza. Chi insegue il risultato immediato e il facile applauso non andrà lontano.

Detto questo, se si continua ad alimentare l’anti-politica le persone di qualità abbandoneranno questo campo e sceglieranno di starne alla larga il più possibile.

Da ultimo, un suggerimento al suo partito, il Pdl, alle prese con un dibattito sul suo possibile rilancio.

Per prima cosa il Popolo della Libertà dovrebbe smettere di dire che è tutto da rifare e dovrebbe tornare a fare proposte politiche serie sui temi che stanno cari alla gente. Altrimenti ogni giorno possiamo anche annunciare grandi cambiamenti senza nemmeno sapere per quale motivo e soprattutto per quali obiettivi dobbiamo farlo.

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quinta-feira, maio 31, 2012

Relvas e Silva Carvalho: ninguém está incomodado?

Provavelmente tenho uma hipersensibilidade às violações da privacidade e ao respeito pela intimidade das comunicações, mas espanta-me que no caso em referência ainda não tenha lido uma linha a denunciar a incrível divulgação das comunicações pessoais, vida profissional e política, dos visados neste caso das secretas, assunto que ontem com muita coragem foi proposto pelo primeiro-ministro que fosse o tema da sua ida quinzenal ao parlamento.

Porque há que distinguir: uma coisa é a investigação (que deve ser exaustiva, conduzida pelas autoridades competentes) do comportamento de Silva Carvalho e do seu grupo de amigos nas vertentes das suas responsabilidades nas secretas e do uso inacreditável que poderá ter uma empresa privada feito dos serviços de informações (creio mesmo que em se confirmando se trata de crime) e outra é andar-se a investigar e divulgar publicamente as relações sociais, profissionais e políticas de quem aparece neste caso, lançando um manto de suspeitas sobre factos que não importam senão a quem os pratica (se houve reuniões profissionais, se houve sugestões políticas, que encontros tiveram, etc.). Estou sinceramente farto de que "X foi tomar café com Y e tem uma actividade comercial conjunta no país Z" pareça de repente o mais condenável dos actos, só porque X ou Y são pessoas públicas.

Que a investigação policial se dedique a espiolhar os pertences tecnológicoa de Silva Carvalho e outros implicados no caso Ongoing, percebo. Faça-o até para proteger os serviços de forma reservada e com todas as cautelas acrescidas que a segurança nacional exige. Mas que esse mesmo material apareça todos os dias na comunicação social, parece-me ser doentio, e nestas coisas não se pode brincar. Como dizia Brecht (e resumindo) "quando foram buscar os outros, não me incomodei. Hoje vieram buscar-me a mim e não me resta ninguém para me defender..." Isto é, pode ser que haja quem (por interesses políticos e/ou comerciais) esteja alegre com a queda dos seus adversários, mas vencer assim gera mais perigo do que frutos.

Duas notas: estou completamente livre em relação a isto (veja-se o que sobre maçonaria sempre fui escrevendo neste blog) e aos protagonistas destes casos, o que mais à vontade me põe para escrever o dito acima. Que cada um dê uma olhadela na sua caixa de sms's e procure lê-los como um estranho aos assuntos pessoais respectivos (isto é como podem ser entendidos por um terceiro) e pense também como se sentiria com esses mesmos publicados nas primeiras páginas dos jornais...




quarta-feira, maio 30, 2012

Espanha: somos católicos e podemos ter muito orgulho nisso

Numa agradável coincidência com o meu post de ontem, recebi de uma amiga, este email que presentemente circula em Espanha. Só mesmo o Zapatero é que não o percebeu...mas desse felizmente já não é preciso ocupar-nos.

INDEPENDIENTEMENTE DE QUE SE SEA CATÓLICO Ó NO, LA LABOR DE LA IGLESIA ES ENCOMIABLE. A CONTINUACIÓN ALGUNOS EJEMPLOS.     HAZ QUE SE SEPA
: A ALGUNOS NO LES INTERESA QUE SE SEPA ...Que la Iglesia española tiene ...

 · 5.141 centros de enseñanza; 990.774 alumnos. (Ahorran al Estado 3 millones de euros por centro al año). · 107 hospitales. (Ahorran al Estado 50 millones de euros por hospital al año). · 1.004 centros diversos, entre ambulatorios, dispensarios, asilos, centros de minusválidos, de transeúntes y de enfermos terminales de SIDA; un total de 51.312 camas. (Ahorran al Estado 4 millones de euros por centro al año). · Gasto de Cáritas  al año: 155 millones de euros (salidos del bolsillo de los cristianos españoles). · Gasto de Manos Unidas contra el Hambre: 43 millones de euros (del mismo bolsillo). · Gasto de las Obras Misionales  (Domund). Ayuda al Tercer Mundo: 21 millones de euros. (¿Imaginan de dónde sale?). · 365 Centros de reeducación para marginados sociales: ex-prostitutas, ex-presidiarios y ex-toxicómanos; 53.140 personas. (Ahorran al Estado, medio millón de euros por centro). · 937 orfanatos; 10.835 niños abandonados. (Ahorran al Estado 100.000 euros por centro). · El 80 % del gasto de conservación y mantenimiento del Patrimonio histórico-artístico. (Se ha calculado un ahorro aproximado al Estado de entre 32.000 y 36.000 millones de euros al año). A todo esto tenemos que sumar que casi la totalidad de personas que trabajan o colaboran con Manos Unidas, Cáritas, etc. son voluntarios 'sin sueldo' (aunque a algunos les extrañe es cierto, hay personas que trabajan por los demás sin pedir a cambio un salario), realizando su labor para ayudar a los demás sin pedir nada a cambio. ¿En cuánto podríamos cuantificar su trabajo? Esta es la razón por la cual el Estado sigue dando algunas ayudas a la Iglesia Católica , porque le sale muy, pero que muy barato. Lo asombroso es que nadie (o muy pocos) saben de este ahorro esencial para que la economí­a española 'vaya mejor ...' Como contrapartida ... hablando de otras instituciones socio-políticas ... ¿Cuántos comedores para indigentes ha abierto CC.OO.? ¿Cuántos hospitales para enfermos terminales y de SIDA mantiene abiertos UGT?  ¿A dónde puede ir un necesitado a pedir un bocadillo?,  ¿a la sede del PP? o ¿a la del PSOE? o ¿a la de IU? ... Pues todos estos viven de nuestros presupuestos...  Reenviemos este artículo para que llegue a quienes critican injustamente a la Iglesia por cualquier motivo.  ¿Por qué nos vamos a avergonzar de nuestra Iglesia?   Nos sentimos orgullosos de ser católicos.
 ¿POR QUÉ SE OCULTA TODO ESTO EN LA PRENSA, RADIO Y TELEVISIÓN?

terça-feira, maio 29, 2012

Nós (som)os católicos

Há coisas pequenas que às vezes mudam a vida. Na minha, algumas são frases, outras imagens ou ainda pessoas (ou momentos destas). Uma dessas coisas foi para mim ler um episódio da vida de D. Luigi Giussani, em que este contava que se dera pela primeira vez conta de que da sua presença no liceu onde dava aulas de religião e moral (o Liceu Berchet em Milão) originara um povo (pessoas que o seguiam e que mais tarde numa realidade que se chamaria primeiro Gioventu Studantesca e depois Comunhão e Libertação) fora quando, numa RGA (Região Geral de Alunos para aqueles que lêem isto e no 25 de Abril ainda não tinham nascido...;-) da escola, havia um que se levantou e começou o seu discurso dizendo: "Nós, os católicos"...

Este pequeno episódio foi decisivo para mim (ler que tinha acontecido) e desde então é isto que procuro na política: ajudar a construir uma presença católica. Por isso foi um gosto ler este artigo do Paulo Rocha (director da Agência Ecclesia) que embora de âmbito mais vasto também reflecte o mesmo tipo de atitude, posicionamento e, porque não dizê-lo, "orgulho" (ou como dizia Giussani "galhardia"). Leiam-no pois, vendo no fim o vídeo a que ele se refere:

Nós somos católicos

Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!

A mobilização virtual em torno de um slogan foi imediata: um vídeo espalhado pelas redes sociais, partilhado repetidamente e recomendado entre amigos fez de uma certeza – “Nós somos católicos” – uma sintonia global entre os que concretizam a experiência do cristianismo numa família, a da Igreja Católica.

A afirmação é traduzida por muitas imagens, pela poesia, pela evocação do empreendedorismo de pessoas e organizações, a inovação humanizante em cada época na saúde, na educação, na assistência. Tudo à escala global e a cada passo comprovada pelas referências constantes, em ruas e cidades, a figuras maiores desta família.

Em dois minutos, o filme percorre mais de 2000 mil anos de História, evoca grandes feitos e criações e provoca convergências espontâneas entre povos de qualquer canto do mundo para uma certeza: todos estamos unidos a uma Pessoa, Jesus Cristo.

Diante de qualquer caos, é essa convicção que permite a permanência: a da Igreja e a de muitos nessa família. Existe entre todos um denominador comum que permite somar ou subtrair, acrescentar ou tirar, mas nunca dividir.

A memória deste vídeo, que qualquer motor de pesquisa traz ao ecrã, acontece no contexto de iniciativas que, em todos os tempos e com particular incidência nestes dias, ocorre no nosso “jardim à beira mar plantado” e que reclamam, dos que pertencem a esta grande família, a afirmação clara e convicta de que “Nós somos católicos”.

Abundam as oportunidades para o fazer, nas dioceses que se reorganizam ou nos projetos que inovam. Basta seguir as propostas que fazem convergir núcleos desta família para um “Dia da Diocese”, “Dia da Juventude”, “Dia da Família”, “Dia das Comunicações Sociais”… Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!

Não menor é o desafio que recai sobre os promotores de qualquer convocatória. Num contexto social cruzado de eventos e convites é urgente a reformulação de propostas e a qualificação de todos os projetos, mesmo os que acontecem em família.

Só dessa forma será possível dizer não apenas “Nós somos católicos”, mas acrescentar com confiança e a todas as pessoas “Bem-vindo à tua casa!”

Paulo Rocha

Editorial - Agência Ecclesia  - 2012-05-29  - 11:19:16  - 2228 Caracteres
© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados - agencia@ecclesia.pt

O filme é este:



segunda-feira, maio 28, 2012

O Papa e o Mordomo: os riscos que Deus, por amor, corre...!




Percebendo-se que o facto de que a Igreja é Santa não implica a santidade de quem a serve, não deixa de espantar e entristecer as histórias que se vão conhecendo sobre o que se passa ou passou na Santa Sé...embora não se possa também deixar de assinalar que poucas instituições seriam capaz de em tão pouco tempo desmontar uma teia conspiratória como o Vaticano...;-)

A moral da história é a acima e também a constatação comovida e espantada de como Deus é grande e tão louco de amor pelos homens que se arriscou a pôr-se na mão de pobres humanidades como as nossas...!

Ajuda a perceber o que acima se diz ler estes dois artigos que hoje saíram no Blog do Padre Nuno Serras Pereira: um de Juan Manuel Prada e outro uma conversa com Vittorio Messori. Depois disso, apenas uma coisa a fazer: rezar pelo Papa.

Aborto: the times they are changing...

Claramente em Portugal as revelações do que se está a passar com o aborto legal (e refiro-me apenas aos relatórios da Direcção Geral de Saúde) estão a provocar uma mudança no olhar público sobre esta triste realidade. Multiplicam-se os artigos de opinião de pessoas favoráveis ao aborto legal que se escandalizam com o privilégio deste acto (que não é médico) no Serviço Nacional de Saúde a incrível subsidiação pública do mesmo. Por todos veja-se este. Chama-se "Desculpem-me, mas sou contra e não quero pagar" de Sérgio Soares.

Mas não é só em Portugal que as coisas estão a mudar. Também nos Estados Unidos os tempos estão a mudar...

Disso dá conta o Público do último Sábado com uma local intitulada "Oposição nos EUA em máximos históricos". Na noticia é referido que nas sondagens da Gallup cada vez diminui mais a percentagem de americanos favoráveis ao aborto e aumenta (ultrapassa os 50%) aqueles que o consideram "moralmente errado"...

The times they are changing...!

sexta-feira, maio 25, 2012

Bébés que sobrevivem ao aborto: uma história comovente

A história abaixo se por um lado é absurda por outro suscita a exclamação: Ah Bébé valente! Um sobrevivente...!

O que recorda esta história e este vídeo maravilhoso:

Do Aborto e da loucura a que isto chega...!

A notícia chegou-me agora no Infovitae, boletim electrónico diário, editado pelo Padre Nuno Serras Pereira:

"(O absurdo de um mundo às avessas) Médico que falha aborto é condenado a ajudar no sustento da criança até chegar aos 25 anos


In http://www.ionline.pt/mundo/medico-falha-aborto-condenado-ajudar-no-sustento-da-crianca-chegar-aos-25-anos

Tudo começou, em Abril de 2010, quando uma mulher decidiu fazer um aborto numa clínica de Palma de Mallorca.Tudo indicava que a cirurgia tinha corrido bem. Inclusive, durante um exame ginecológico, feito duas semanas mais tarde, o médico assegurou-lhe que já não estava grávida.

Este facto foi desmentido três semanas mais tarde, quando a mulher voltou à mesma clínica por achar que estava de esperanças outra vez. Por surpresa, a jovem de 22 anos não só soube que estava à espera de bebé, como descobriu que se tratava do mesmo bebé que pensava ter tirado.

Entretanto, já se tinham passado 22 semanas e já não podia interromper a gravidez, uma vez que a lei espanhola só permite o aborto até à sétima semana de gestação. Resultado: o bebé acabou mesmo por nascer e tem, neste momento, pouco mais de ano e meio.

A mãe processou o médico e, numa sentença inédita, o tribunal de Palma de Mallorca condenou-o, assim como ao hospital e às seguradoras envolvidas, a indemnizar a jovem em 150 mil euros, por danos morais, e ainda a cuidar financeiramente da criança até que cumpra 25 anos de idade.

Com tudo isto, a mulher vai receber uma mensalidade de 978 euros para ter meios de cuidar do filho, durante um quarto de século."

Claro que não se resiste a pensar que pena não aconteça isto com a Clínica dos Arcos...lol!

quarta-feira, maio 23, 2012

Aborto: revisão da regulamentação e Maria José Nogueira Pinto




Com aquela tipica superficialidade, derivada do desconhecimento das suas raízes e razões, que caracteriza o centro-direita hoje em dia, a discussão destes dias em volta da Lei do Aborto, da sua regulamentação, do seu financiamento público, arrisca-se a conduzir a lado nenhum e a uma situação ainda mais confusa do que aquela em que está.
Por todos os exemplos basta este aqui, retirado do i online.
Torna-se por isso indispensável recordar estas palavras lúcidas de Maria José Nogueira Pinto que já há quase dois anos parecia adivinhar o que se pode passar agora. Colo apenas a conclusão:

"De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência?"
Que falta nos faz...!

terça-feira, maio 22, 2012

Aborto: de uma lei desgraçada à desgraça da aplicação




O efeito conjugado da Petição promovida pela Federação Portuguesa pela Vida e entregue em Fevereiro do ano passado na Assembleia da República, da revelação dos resultados da aplicação da lei do aborto pela Direcção Geral de Saúde, e da tomada de iniciativa pelo CDS-PP, provocaram a vinda à tona de um debate que existe de facto na sociedade portuguesa e provar que o aborto não é de forma alguma um caso encerrado.

Disso é uma manifestação entre outras o Fórum TSF de hoje sobre o aborto e taxas moderadoras (uma forma limitada de olhar para o problema já que neste momento e pelo menos o que tem de estar em causa é a inteira regulamentação da lei) e também o inegável pânico das intervenções dos movimentos do Sim.

Uma coisa é certa: mais passa o tempo, mais fica infelizmente demonstrada a razão que assistia ao Não no último referendo e que, mais tarde ou mais cedo, será nesse campo que a discussão se colocará. Assim o percebam os estados-maiores do centro-direita (em especial as actuais direcções parlamentares), porque o núcleo duro do seu eleitorado, há muito o tem claro, como se viu no Sábado passado na Caminhada pela Vida.

segunda-feira, maio 21, 2012

Caminhada pela Vida: que grande jornada!




Foi uma grande jornada, esta! Decorreu este Sábado, 19 de Maio, entre as 15h00 e as 18h30. Como se pode ver aqui (vídeos e fotografias).
Um passo mais neste caminho de afirmação da Vida e da Família e de um Povo com relevância social e política. A partir de agora e cada vez com maior dimensão todos os anos pelo menos nesta ocasião desceremos à rua (o que já poucas forças fazem, mas algumas com menos expressividade do que nós, gozando daquela tipica cumplicidade dos patrões da Comunicação Social, com muito maior projecção mediática do que nós...).
Na ocasião coube-me proferir este discurso de conclusão:

QUERIDOS AMIGOS: FOI LONGA E ENTUSIASMANTE ESTA CAMINHADA! COMO É LONGA E ENTUSIASMANTE A HISTÓRIA COMUM QUE AQUI NOS TROUXE! COMO É LONGA E ENTUSIASMANTE A ESTRADA QUE TEMOS POR DIANTE!


FAZENDO ESTE CAMINHO DA MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA PARA CÁ, PERCORRENDO AS SETE ETAPES DA VIDA DE TODOS, FOI POSSIVEL VER A BELEZA E VERDADE DO QUE NOS DIZEMOS: QUE A VIDA VALE A PENA. NÃO COMO UMA TEORIA MAS PARTINDO DA EXPERIÊNCIA QUE FAZEMOS NA NOSSA VIDA, NAS NOSSAS FAMÍLIAS, NAS NOSSAS COMUNIDADES, NAS REALIDADES SOCIAIS EM QUE ESTAMOS ENVOLVIDOS, NO PAÍS EM QUE VIVEMOS. UMA EXPERIÊNCIA DE BEM, DE ENTREAJUDA, DE GENEROSIDADE, DE COMPANHIA AO SOFRIMENTO DO OUTRO, DE SOCORRO EFECTIVO DA NECESSIDADE DE MUITOS, DE EMPENHO DENODADO E DESASSOMBRADO NA CONSTRUÇÃO DO BEM COMUM, DEFENDENDO O FUTURO DE TODOS.

AQUILO QUE PROCURÁMOS COM AS INTERVENÇÕES QUE AGORA OUVIMOS E COM TUDO O QUE VIVEMOS AO LONGO DESTA CAMINHADA, NA PARTICIPAÇÃO COMOVENTE DE CADA UM, LENDO OS DISTICOS E AS FAIXAS, CANTANDO E AGITANDO BANDEIRAS, OLHANDO O ROSTO DE CADA PESSOA, VENDO AQUILO A QUE A SUA CONSTRUTIVIDADE DEU LUGAR, FOI SUBLINHAR ESTE PONTO: AQUILO POR QUE NOS TEMOS BATIDO AO LONGO DESTES ANOS, UMA CULTURA DE VIDA, PARTE DESTE TESTEMUNHO QUE TEMOS TODOS OS DIAS DIANTE DE NÓS:

- O TESTEMUNHO DE QUE A FAMÍLIA, BASEADA NO CASAMENTO DO HOMEM COM A MULHER, É O LUGAR MAIS ADEQUADO À CRIAÇÃO DAS NOVAS GERAÇÕES E AO DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO DE UMA COMUNIDADE

- O TESTEMUNHO DE QUE É UMA EXIGÊNCIA RAZOÁVEL E UMA RIQUEZA PARA TODA A SOCIEDADE A VIDA SER PROTEGIDA DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ À MORTE NATURAL, QUE ONDE PARECE NÃO HAVER ESPERANÇA BASTA APENAS ACEITAR A MÃO DE QUEM NOS QUER AMPARAR, QUE OS RECURSOS PÚBLICOS NÃO SE PODEM DESPERDIÇAR, QUE SÃO PRECISAS NO MUNDO MAIS PESSOAS E QUE TODAS SÃO BEM-VINDAS

- O TESTEMUNHO DE QUE SÃO OS PAIS AS PESSOAS MAIS APTAS A DECIDIR DA EDUCAÇÃO DOS SEUS FILHOS E QUE ESSA LIBERDADE NÃO LHES PODE SER NEGADA NEM A DE VIVEREM E EXPRESSAREM AS SUAS CRENÇAS NO ESPAÇO PÚBLICO

- O TESTEMUNHO DE QUE EXISTEM NA SOCIEDADE PORTUGUESA MUITAS ENERGIAS PARA ESTA TENTATIVA DE OCORRER ÀS NECESSIDADES DE MUITOS, QUE QUEREMOS E SOMOS CAPAZES DE OLHAR UNS PELOS OUTROS, E AOS PODERES PÚBLICOS SÓ PEDIMOS QUE NÃO SE NOS SUBSTITUA NEM NOS COLOQUE MAIS OBSTÁCULOS NO CAMINHO DO QUE AQUELES QUE A VIDA JÁ NATURALMENTE OFERECE

É POR CAUSA DESTE TESTEMUNHO, DESTA MENTALIDADE NOVA QUE O NOSSO PAÍS TANTO NECESSITA, QUE NAS ACTUAIS CIRCUNSTÂNCIAS DE PORTUGAL A NOSSA RESPOSTA NÃO É NEM UM LAMENTO, NEM UMA RECRIMINAÇÃO, NEM UMA RESIGNAÇÃO. MAS ANTES UM COMPROMISSO: O DE NÃO BAIXARMOS OS BRAÇOS, O DE CONTINUARMOS A VIVER ESTA POSITIVIDADE DE QUE É FEITO O NOSSO DIA-A-DIA, COMOVIDOS E ESPANTADOS COM ESTA REALIDADE DA CULTURA DA VIDA EM RAZÃO DA QUAL NOS PUSEMOS JUNTOS NESTA CAMINHADA.

ASSIM ANIMADOS FAREMOS AINDA MAIS COISAS JUNTOS: NAS NOSSAS VIDAS, NAS NOSSAS FAMÍLIAS, NAS NOSSAS C OMUNIDADES, NA PROCURA INCANSÁVEL DAS MELHORES FORMAS DE SERVIR O BEM COMUM EM TODOS OS CAMPOS DA VIDA: NA POLITICA E NA ECONOMIA, NA ACÇÃO SOCIAL E NA CULTURA, COM UMA PROPOSTA CLARA MAS TAMBÉM PARTINDO NÃO DO QUE NOS SEPARA, MAS DO QUE TEMOS EM COMUM.

PARA NOS RECORDARMOS ESTE COMPROMISSO E A PARTIR DE AGORA ENCONTRAR-NOS-EMOS AQUI TODOS OS ANOS NO MÊS DE MAIO SENSIVELMENTE POR ESTA ALTURA. ATÉ LÁ CONTINUAREMOS ESTE NOSSA CAMINHADA PELA VIDA: TODOS OS DIAS. HÁ NELA UM LUGAR PARA CADA UM DE NÓS E PARA TODOS AQUELES COM QUE NOS CRUZAMOS.

OBRIGADO A TODOS POR TEREM VINDO!

OBRIGADO A QUEM NOS ORGANIZOU ESTA CAMINHADA!

VIVA A VIDA! VIVA PORTUGAL!

quinta-feira, maio 17, 2012

Lobbie gay: a fobia da diferença

Anunciam hoje os media que o lobbie gay decidiu criar um prémio limão e palmatoadas (a segunda parte do nome diz tudo sobre a tolerância que preside à iniciativa...) atribuído, segundo eles, a "quais as personalidades que mais se distinguiram pela negativa nestes últimos anos, até a 2012, na perseguição ideológica contra os lgbt, pela intolerância contra a Diversidade, e pela sua homofobia, contra a Cidadania." (os negritos são meus)
E quem são os premiados?
Um deputado regional do PP nos Açores, Pedro Medina, que se opôs ao patrocínio pelo governo regional de um evento LGBT, a minha amiga e companheira de movimentações civicas, Isilda Pegado, por ter promovido a Petição Defender o Futuro, José António Saraiva, director do Sol por um artigo recente em que defende que a adopção da homossexualidade é a última das possibilidades de contestação social, e José Marques Teixeira, um psiquiatra, que considerou num artigo de jornal que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual.
Enfim, claramente, quatro pessoas que por tão horrível homofobia o mínimo que merecem, de facto, é cadeia e eventualmente alguma tortura até que abjurem de tão horrendos factos...
Melhor exemplo de perseguição ideológica e intolerância contra a diversidade não conheço...