De acordo com o Publico de hoje estamos no bom caminho para uma convergência entre o PSD e o PS no que respeita à reforma do sistema eleitoral e no sentido de uma maior democraticidade do mesmo...boas notícias que confirmam uma intuição que já aqui referi muitas vezes...! E que não me espantam sobretudo atendendo ao que vem defendendo Pedro Passos Coelho e António José Seguro (a Francisco Assis desconhecia-lhe essa preocupação...?).
Em 2007 na sequência de um artigo de Helena Roseta em que esta valorizava a participação na vida política dos movimentos civis, escrevi um artigo intitulado "Reforma eleitoral: um desafio a Helena Roseta" (ao qual esta nunca respondeu...:-( em que sublinhava algumas das linhas para mim importantes nessa tão desejável reforma:
"A eleição dos deputados de cada partido num sistema de primárias, a existência de círculos uninominais (com o direito de qualquer pessoa se submeter a eleição mediante a apresentação de um número mínimo de assinaturas), a possibilidade, nas eleições legislativas, europeias e locais, de na lista apresentada a sufrágio e dentro da votação em cada partido escolher o candidato da nossa preferência, o tratamento de uma vez por todas democrático e equitativo de todas as candidaturas pela comunicação social (é um escândalo a definição pelos patrões dos media de quais os candidatos que importam e de quais os irrelevantes…), o fim de um regime absurdo de referendo em que este só tem lugar apesar do povo o ter pedido, se os partidos concordarem com ele, o financiamento das campanhas referendárias nos mesmos termos das campanhas eleitorais, são algumas das medidas que tornariam possível, a bem da saúde do regime democrático e do envolvimento na causa pública de tantos hoje dela ausentes, o reencontro entre as movimentações destes e de outros cidadãos e os partidos políticos, o reencontros das democracias participativa com a representativa."
Nota. a quem me pedir posso enviar um pdf deste artigo.
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
domingo, junho 26, 2011
Reforma do sistema eleitoral: sauda-se a convergência!
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sábado, junho 25, 2011
Drogas: liberalizacao e irresponsabilidade
Anda aí uma campanha decidida a favor da despenalizaçao (nao estou a conseguir por acentuaçao hoje...) do consumo das drogas e da legalizaçao da sua producao e comercializacao, para ja "apenas" atraves do Estado...!
O equivoco (a convicçao nas vantagens do modelo, veja-se este artigo) tem sido denunciado pela Associaçao para um Portugal Livre de Drogas e pelo seu presidente Manuel Pinto Coelho cujos ultimos quatro artigos se podem encontrar aqui.
Ainda hoje ca em casa com algumas da malta ca de casa (filhas, sobrinha, etc.)constatei como a mentalidade drogadicta (para utilizar uma expressao espanhola) esta implantada e a esta nova geracao se mente quanto as consequencias do consumo de drogas, privando-os por isso de uma decisao realmente responsavel (isto e, na posse de todos os elementos).
Uma mentalidade que e facilitade por "perolas" como esta...e que me deixam a perguntar se este tipo:
a) alguma vez provou uma droga sequer (o que para o caso faz muita diferença porque se nao o fez nao sabe mesmo do que fala...;-)
b) tem alguem (filhos, sobrinhos, etc.) a quem queira bem e lhe e indiferente esses provem e consumem drogas e
c) tem a menor das ideias da responsabilidade gravissima em que incorre...?
Claro que tambem aqui se tratou (a despenalizacao do consumo das drogas) de uma decisao totalitaria do governo socialista da altura que negou a realizacao de um referendo apesar do pedido nesse sentido de 65 mil cidadaos. Veja-se a esse proposito (e por ser um manancial de informacao) este site.
O equivoco (a convicçao nas vantagens do modelo, veja-se este artigo) tem sido denunciado pela Associaçao para um Portugal Livre de Drogas e pelo seu presidente Manuel Pinto Coelho cujos ultimos quatro artigos se podem encontrar aqui.
Ainda hoje ca em casa com algumas da malta ca de casa (filhas, sobrinha, etc.)constatei como a mentalidade drogadicta (para utilizar uma expressao espanhola) esta implantada e a esta nova geracao se mente quanto as consequencias do consumo de drogas, privando-os por isso de uma decisao realmente responsavel (isto e, na posse de todos os elementos).
Uma mentalidade que e facilitade por "perolas" como esta...e que me deixam a perguntar se este tipo:
a) alguma vez provou uma droga sequer (o que para o caso faz muita diferença porque se nao o fez nao sabe mesmo do que fala...;-)
b) tem alguem (filhos, sobrinhos, etc.) a quem queira bem e lhe e indiferente esses provem e consumem drogas e
c) tem a menor das ideias da responsabilidade gravissima em que incorre...?
Claro que tambem aqui se tratou (a despenalizacao do consumo das drogas) de uma decisao totalitaria do governo socialista da altura que negou a realizacao de um referendo apesar do pedido nesse sentido de 65 mil cidadaos. Veja-se a esse proposito (e por ser um manancial de informacao) este site.
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quinta-feira, junho 23, 2011
Primárias nos partidos: proposta de Assis e PSD
Francisco Assis veio defender a realização no PS de eleições primárias para escolha dos candidatos em autárquicas e legislativas. Estranhamente do lado de Seguro veio uma contraposição á ideia, segundo o i de hoje. Escrevo estranhamente porque Seguro tem um trabalho notável no parlamento, sobretudo nas duas últimas legislaturas, no sentido de uma maior accountability dos deputados perante os eleitores e do Governo perante a AR e tem sempre defendido reformas no sentido de assegurar ao nosso sistema político mais transparência e democraticidade...
Desde há muito que defendo a realização de primárias e espero com muitos outros pela oportunidade que no próximo Congresso do PSD haverá de no debate dos estatutos começar a fazer vingar esta ideia. E assim dar a possibilidade a qualquer militante do partido de dizer: "eu gostava de me apresentar a eleições, com este tal programa, para fazer isto ou aquilo".
Na verdade a alternativa é o sistema actual de nomeação como candidatos (a deputados ou a autarcas) dos amiguinhos do círculo do poder, por vezes gente com base eleitoral própria, e outras vezes gente em quem nem a própria família votaria...lol!
O que traz à colação a excelente proposta de Passos Coelho de permitir o voto de preferência (isto é quando se vota num partido, tem-se a possibilidade de indicar da lista apresentada, qual preferimos) na próxima reforma do sistema eleitoral. Aí é que se vai ver quem vale votos ou não...! ;-)
Desde há muito que defendo a realização de primárias e espero com muitos outros pela oportunidade que no próximo Congresso do PSD haverá de no debate dos estatutos começar a fazer vingar esta ideia. E assim dar a possibilidade a qualquer militante do partido de dizer: "eu gostava de me apresentar a eleições, com este tal programa, para fazer isto ou aquilo".
Na verdade a alternativa é o sistema actual de nomeação como candidatos (a deputados ou a autarcas) dos amiguinhos do círculo do poder, por vezes gente com base eleitoral própria, e outras vezes gente em quem nem a própria família votaria...lol!
O que traz à colação a excelente proposta de Passos Coelho de permitir o voto de preferência (isto é quando se vota num partido, tem-se a possibilidade de indicar da lista apresentada, qual preferimos) na próxima reforma do sistema eleitoral. Aí é que se vai ver quem vale votos ou não...! ;-)
A poupança de Passos Coelho
Impressionou-me pela simplicidade e pelo valor de exemplo o facto do nosso primeiro-ministro ter escolhido ir a Bruxelas de avião não em executiva mas em classe económica. Não faltará quem diga que é demagogia e que a despesa (a diferença de 2265 euros, segundo o i) não era significativa, mas:
a) como sempre a minha mãe me repetiu (tendo aprendido com um tio que fez fortuna no Brasil) a poupança faz-se nos cêntimos e não nos euros ou às unidades e não às dezenas ou a estas e não às centenas (a imagem dela era com escudos, mas já não me lembro dos valores...;-)
b) grão a grão enche a galinha o papo e
c) o valor de exemplo é de facto muito significativo para todos e dá outra credibilidade aos nossos credores
Parabéns pois e começamos bem!
a) como sempre a minha mãe me repetiu (tendo aprendido com um tio que fez fortuna no Brasil) a poupança faz-se nos cêntimos e não nos euros ou às unidades e não às dezenas ou a estas e não às centenas (a imagem dela era com escudos, mas já não me lembro dos valores...;-)
b) grão a grão enche a galinha o papo e
c) o valor de exemplo é de facto muito significativo para todos e dá outra credibilidade aos nossos credores
Parabéns pois e começamos bem!
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quarta-feira, junho 22, 2011
Homossexuais com 20 vezes mais probabilidade de contrair o HIV
Muito bem o Blog O Inimputável recorda que os homossexuais têm 20 vezes mais probabilidade de contrair o HIV e que quem o diz não é nenhuma organização "papista" mas a própria OMS.
Interessa recordá-lo pela polémica que houve com o presidente do Instituto do Sangue e porque é bom, em termos de saúde pública, se saiba tudo, sem preconceitos ideológicos.
Depois e como sempre à liberdade de cada um de escolher o seu caminho, mas para isso há uma condição prévia: a pessoa estar devidamente informada das consequências possíveis da sua acção...
Interessa recordá-lo pela polémica que houve com o presidente do Instituto do Sangue e porque é bom, em termos de saúde pública, se saiba tudo, sem preconceitos ideológicos.
Depois e como sempre à liberdade de cada um de escolher o seu caminho, mas para isso há uma condição prévia: a pessoa estar devidamente informada das consequências possíveis da sua acção...
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Hoje é dia de São Tomás Moro!
Chama hoje a atenção a lista Povo (editada pelo meu amigo Pedro Aguiar Pinto) para o facto do primeiro dia do governo ser hoje e por isso dia de São Tomás Moro, patrono dos políticos.
Boa ocasião pois para pedir a Deus se revejam os nossos novos governantes na imitação deste grande santo e que o mesmo os proteja e abençoe nos seus novos encargos!
Boa ocasião pois para pedir a Deus se revejam os nossos novos governantes na imitação deste grande santo e que o mesmo os proteja e abençoe nos seus novos encargos!
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Maçonaria: a coragem de Pacheco Pereira
Na Sábado que hoje saiu (Corpo de Deus amanhã, oblige...) Pacheco Pereira chama a atenção para o pudor que há em nomear a maçonaria e como é importante perceber que na política hoje em dia em Portugal não se consegue ler os acontecimentos sem tomar em consideração a sua existência.
Bem-haja pela coragem!
Bem-haja pela coragem!
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Patriarca e casamento pessoas mesmo sexo
"O problema do casamento entre pessoas do mesmo sexo não está encerrado" diz o Patriarca de Lisboa numa entrevista muito interessante publicada na última edição da revista da Ordem dos Advogados, cuja leitura recomendo.
Embora de facto neste momento haja tanta coisa urgente a tratar que não é o momento de efectuar um debate indispensável, é sempre bom ir lembrando que estes assuntos não estão fechados e que agora com mais liberdade (a anterior maioria absoluta da esquerda era esmagadora e pouco respeitadora da vontade popular, lembre-se a escandalosa recusa do referendo pedido sobre este tema) será possível regressar a eles.
Embora de facto neste momento haja tanta coisa urgente a tratar que não é o momento de efectuar um debate indispensável, é sempre bom ir lembrando que estes assuntos não estão fechados e que agora com mais liberdade (a anterior maioria absoluta da esquerda era esmagadora e pouco respeitadora da vontade popular, lembre-se a escandalosa recusa do referendo pedido sobre este tema) será possível regressar a eles.
terça-feira, junho 21, 2011
A saída de Villas-Boas do Futebol Clube do Porto
Estou em estado de choque com a saída do nosso treinador, embora perceba que não há amor ao clube que resista a ganhar um milhão de contos por ano...conquanto não tenha a certeza que a oportunidade não poderia ter vindo a ocorrer mais tarde e que Villas-Boas teria ganho em fazer mais uns anitos no Porto. Mas isso nunca o saberemos.
Dois pontos importantes:
- o êxito do Porto não se deveu só nem exclusivamente aos méritos de Villas-Boas, mas sim e muito e com grande preponderância à máquina impecavelmente oleada do clube, jogadores incluídos. Que aí está e continua mais determinada que nunca e debaixo da autoridade indiscutivel do nosso presidente e
- este já em muitas ocasiões enfrentou circunstâncias dificeis e sempre soube suplantá-las com maestria e sucesso. Confio assim será mais uma vez.
Como nas Missas e em fim de homília: assim seja! ;-)
Acabo de ir buscar o endereço do site do clube e já lá está que Vitor Pereira é o novo treinador. Grande presidente Pinto da Costa!
Dois pontos importantes:
- o êxito do Porto não se deveu só nem exclusivamente aos méritos de Villas-Boas, mas sim e muito e com grande preponderância à máquina impecavelmente oleada do clube, jogadores incluídos. Que aí está e continua mais determinada que nunca e debaixo da autoridade indiscutivel do nosso presidente e
- este já em muitas ocasiões enfrentou circunstâncias dificeis e sempre soube suplantá-las com maestria e sucesso. Confio assim será mais uma vez.
Como nas Missas e em fim de homília: assim seja! ;-)
Acabo de ir buscar o endereço do site do clube e já lá está que Vitor Pereira é o novo treinador. Grande presidente Pinto da Costa!
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A posse hoje do novo Governo: o discurso do Primeiro-Ministro
Gostei muito do discurso hoje do primeiro-ministro. A humildade (haverá erros, disse), a determinação e o acento fortissimo na questão da subsidiariedade.
A ambição e a confiança na própria capacidade e na capacidade do país. O realismo como um principio orientador, a valorização do empenho pessoal e depois o propósito de que "ninguém ficará para trás". Importante também a questão da justiça, o cumprimento do memorando e os outros pontos económico e fiscal. Belissimo discurso!
E todo um programa que é exactamente o que Portugal precisa (embora faltando a referência à questão da familia que chamo à colação não por fixação ideológica mas porque estou convencido que enquanto não for bem tratada, não há reconstrução do tecido social que sustenha o esforço de reconstrução do país).
Deus ajude os que hoje tomaram posse a levar a tarefa hoje enunciada a bom porto...
A ambição e a confiança na própria capacidade e na capacidade do país. O realismo como um principio orientador, a valorização do empenho pessoal e depois o propósito de que "ninguém ficará para trás". Importante também a questão da justiça, o cumprimento do memorando e os outros pontos económico e fiscal. Belissimo discurso!
E todo um programa que é exactamente o que Portugal precisa (embora faltando a referência à questão da familia que chamo à colação não por fixação ideológica mas porque estou convencido que enquanto não for bem tratada, não há reconstrução do tecido social que sustenha o esforço de reconstrução do país).
Deus ajude os que hoje tomaram posse a levar a tarefa hoje enunciada a bom porto...
quinta-feira, junho 16, 2011
França rejeita casamento homossexual
De acordo com o jornal Metro os deputados franceses rejeitaram no dia 14 de Junho por maioria (293 votos contra 222) um projecto de lei que visava a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na linha da frente da oposição ao projecto esteve o partido (conservador acrescenta o jornal...;-) UMP, liderado por Nicolas Sarkozy.
É sempre consolador quando há um país onde o presidente, nestas matérias, tem juizo...! Lol!
É sempre consolador quando há um país onde o presidente, nestas matérias, tem juizo...! Lol!
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O Patriarca de Lisboa e o aborto
As declarações estão aqui no site da Ecclesia.
Vale a pena ler.
Vale a pena ler.
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O acordo de governação entre o PSD e o PP
Chama-se "Acordo político Maioria para a Mudança" e foi hoje assinado, há poucas horas, por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.
É um acordo muito completo, parece-me bom, e aguarde-se agora pelo documento seguinte (que servirá de base ao programa de Governo): "Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação", para ver em detalhe e nas diversas áreas da governação, quais as medidas a que estes dois partidos se propõem em concreto.
De qualquer das formas e em relação à "agenda" pela qual com muitos amigos me venho batendo ao longo destes anos (vida e família, liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade) ficam anotadas as referências à:
- preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade
- reforma do sistema fiscal valorizando a familia
- importância da economia social e a intenção de pugnar pela máxima utilização da capacidade instalada nos sectores da educação, saúde e solidariedade
- progressiva liberdade de escolha na segurança social
- necessidade de um plano social de emergência
- garantia do Estado Social
- solidariedade no voto de propostas de referendo nacional
Como sempre em política seria desejável mais (nomeadamente uma referência à tradição religiosa do povo português e também à questão nuclear da liberdade de educação) mas como disse o Papa Bento XVI, então Cardeal Ratzinger, na Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, a "alternativa" na política ao diálogo e à negociação é a guerra civil...
Partamos pois do que está e do lado da sociedade civil batamo-nos por todas estas reformas (que decorrem da nossa agenda) tão necessárias para o futuro de Portugal.
É um acordo muito completo, parece-me bom, e aguarde-se agora pelo documento seguinte (que servirá de base ao programa de Governo): "Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação", para ver em detalhe e nas diversas áreas da governação, quais as medidas a que estes dois partidos se propõem em concreto.
De qualquer das formas e em relação à "agenda" pela qual com muitos amigos me venho batendo ao longo destes anos (vida e família, liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade) ficam anotadas as referências à:
- preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade
- reforma do sistema fiscal valorizando a familia
- importância da economia social e a intenção de pugnar pela máxima utilização da capacidade instalada nos sectores da educação, saúde e solidariedade
- progressiva liberdade de escolha na segurança social
- necessidade de um plano social de emergência
- garantia do Estado Social
- solidariedade no voto de propostas de referendo nacional
Como sempre em política seria desejável mais (nomeadamente uma referência à tradição religiosa do povo português e também à questão nuclear da liberdade de educação) mas como disse o Papa Bento XVI, então Cardeal Ratzinger, na Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, a "alternativa" na política ao diálogo e à negociação é a guerra civil...
Partamos pois do que está e do lado da sociedade civil batamo-nos por todas estas reformas (que decorrem da nossa agenda) tão necessárias para o futuro de Portugal.
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quarta-feira, junho 15, 2011
A diferença entre educação e ensino
Está muito bem explicada num artigo de opinião que hoje saiu no Público da autoria de Jorge Reis-Sá sob o título "O poder da palavra".
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...
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Michelle Bachmann e as presidenciais americanas
O comentário será provavelmente sexista, segundo as regras do politicamente correcto, mas há uma nova geração de mulheres conservadoras na política que dá gosto e que na média são claramente mais bonitas que as suas oponentes da esquerda...;-)
A observação surge na sequência do anúncio por Michelle Bachmann de que se apresentar nas primárias dos republicanos como candidata á presidência dos Estados Unidos e também da notícia hoje no Público sobre o debate na CNN entre os actualmente sete candidatos do lado republicano, numa prova de vitalidade política que certamente dará ainda muito trabalho a Obama. Com o consolo de se verificar (na apresentação de Michelle Bachmann) que por ora o Tea Party está aí para lavar e durar (tenho uma decidida simpatia, apesar de todos os limites e extravagâncias do movimento, por estes "descamisados" que se estão a impor ao establishment republicano e também aos media esquerdistas, apesar da chuva de impropérios e campanhas de descrédito lançados por estes sobre aqueles ;-)
Enfim, uma campanha a acompanhar com interesse...
A observação surge na sequência do anúncio por Michelle Bachmann de que se apresentar nas primárias dos republicanos como candidata á presidência dos Estados Unidos e também da notícia hoje no Público sobre o debate na CNN entre os actualmente sete candidatos do lado republicano, numa prova de vitalidade política que certamente dará ainda muito trabalho a Obama. Com o consolo de se verificar (na apresentação de Michelle Bachmann) que por ora o Tea Party está aí para lavar e durar (tenho uma decidida simpatia, apesar de todos os limites e extravagâncias do movimento, por estes "descamisados" que se estão a impor ao establishment republicano e também aos media esquerdistas, apesar da chuva de impropérios e campanhas de descrédito lançados por estes sobre aqueles ;-)
Enfim, uma campanha a acompanhar com interesse...
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Casais inférteis com niveis altos de ansiedade e depressão
No Público de hoje saiu uma noticia sobre o título em referência. Numa pesquisa no Google sobre o tema são inúmeras as páginas sobre o tema. Nomeadamente este estudo.
A interrogação que fica é: será a procriação medicamente assistida a resposta adequada a esse problema ou um engano em que esses casais são induzidos e no qual no fim não encontram a resposta que os seus corações anseiam?
Neste momento de viragem politica não será que é de colocar em novo em discussão uma lei que foi abusivamente aprovada (uma das mais disparatadas da Europa...) e em que um pedido de referendo foi ilegitimamente ignorado pelo sistema político dominado, à altura, por uma deriva de politicamente correcto completamente desrespeitadora não apenas da vida e da dignidade do embrião humano, mas também da vida e dignidade dos casais inférteis...?
A interrogação que fica é: será a procriação medicamente assistida a resposta adequada a esse problema ou um engano em que esses casais são induzidos e no qual no fim não encontram a resposta que os seus corações anseiam?
Neste momento de viragem politica não será que é de colocar em novo em discussão uma lei que foi abusivamente aprovada (uma das mais disparatadas da Europa...) e em que um pedido de referendo foi ilegitimamente ignorado pelo sistema político dominado, à altura, por uma deriva de politicamente correcto completamente desrespeitadora não apenas da vida e da dignidade do embrião humano, mas também da vida e dignidade dos casais inférteis...?
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terça-feira, junho 14, 2011
O escândalo sexual do congressista americano
Sou um grande admirador dos Estados Unidos. E apreciador dos seus multiplos usos e costumes. No entanto estranho muito os escândalos políticos com a motivação indicada no título. Há um moralismo qualquer que esse sim me escandaliza e prefiro o bom velho ambiente dos países católicos onde tanto quanto possível não se confunde a vida privada com a vida pública (com excepção dos casos de natureza criminal como os da pedofilia, violação, etc. em que aí sim os principios de ordem pública devem prevalecer). Embora também espante a imprudência e desnorte de andar a trocar fotografias pela internet, já que as normais normas de recato (para usar uma palavra na moda) se deveriam aplicar a um politico por maioria de razão...
No entanto também tanto quanto percebo uma parte substancial do escândalo não tem tanto a ver com o comportamento em si (a infidelidade no caso) mas mais com o facto de confrontados com essas situações os politicos mentirem. E parece ser isso em última instância que desencadeia a maior censura. O que se por um lado impressiona (uma exigência tão viva de verdade) por outro lá soa outra vez a moralismo...!?
Já completamente incompreensivel é para mim, depois, a ida para tratamento...!? O único tratamento que conheço e funciona com o mal do pecado original é uma confissão em boa ordem e uma frequência regular da eucaristia...Ou seja, a procura da santidade...! ;-)
No entanto também tanto quanto percebo uma parte substancial do escândalo não tem tanto a ver com o comportamento em si (a infidelidade no caso) mas mais com o facto de confrontados com essas situações os politicos mentirem. E parece ser isso em última instância que desencadeia a maior censura. O que se por um lado impressiona (uma exigência tão viva de verdade) por outro lá soa outra vez a moralismo...!?
Já completamente incompreensivel é para mim, depois, a ida para tratamento...!? O único tratamento que conheço e funciona com o mal do pecado original é uma confissão em boa ordem e uma frequência regular da eucaristia...Ou seja, a procura da santidade...! ;-)
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segunda-feira, junho 13, 2011
O Crisma de ontem e obrigado por serem Padres!
Ontem foi o Crisma da minha filha Madalena e ainda fui padrinho de uma filha de amigos meus, que andou connosco (Comunhão e Libertação) nos Liceus. Um momento grande, para cada uma de elas, para mim, para reviver o meu Crisma, e também, sobretudo nos cânticos e na ordem da celebração, de me dar conta outra vez da grandeza da Igreja, da perenidade da mesma no tempo e de que bem podem "lá fora" arreliar-nos e fazerem asneiras, que nós, os católicos, cá estamos e estaremos, e que, quer queiram, quer não, Cristo reina e Cristo vence...! ;-)
No caminho para entender isto e no caminho que me falta percorrer, encontrei e continuo a encontrar grandes Padres. Por isso vale a pena ver este vídeo
No caminho para entender isto e no caminho que me falta percorrer, encontrei e continuo a encontrar grandes Padres. Por isso vale a pena ver este vídeo
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100 mil em defesa das Touradas
É uma boa notícia...!
Pode ler-se, entre outros sitios, no Expresso.
Neste momento em que cresce um neo-paganismo (vejam-se os resultados do Partido dos Animais e da Natureza) e quem defende a natureza, defende-a toda, desde que não seja a humana (tudo abortistas convictos e encartados ;-), é bom que haja a noção que um homem é um homem, e um bicho é um bicho. E que toda a qualidade de são relacionamento com a natureza, é-o porque revelando uma caracteristica humana, e não por causa dos animais, criados, como tudo do mundo das coisas, para nós, homens.
Há uns anos atrás o Paulo Teixeira Pinto escreveu um texto genial sobre o tema que tenho de encontrar e reproduzir aqui...
Pode ler-se, entre outros sitios, no Expresso.
Neste momento em que cresce um neo-paganismo (vejam-se os resultados do Partido dos Animais e da Natureza) e quem defende a natureza, defende-a toda, desde que não seja a humana (tudo abortistas convictos e encartados ;-), é bom que haja a noção que um homem é um homem, e um bicho é um bicho. E que toda a qualidade de são relacionamento com a natureza, é-o porque revelando uma caracteristica humana, e não por causa dos animais, criados, como tudo do mundo das coisas, para nós, homens.
Há uns anos atrás o Paulo Teixeira Pinto escreveu um texto genial sobre o tema que tenho de encontrar e reproduzir aqui...
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sábado, junho 11, 2011
A liberdade, a Internet e os Anonymous
Estou convencido, ou receio muito, nos encaminhemos a grande velocidade para um sistema totalitário, como aquele do "Admirável Mundo Novo" do Aldous Huxley. Os sinais estão aí e à atenção de os notar.
Uma circunstância dessas originará forçosamente alianças inesperadas e o reconhecimento por muitos (os suficientes para que haja resistência) de que a liberdade é o mais precioso dos valores e que defendendo a nossa, defendemos a de todos.
Nesse sentido não me espantaria que neste cenário (quase Matrix ;-) nos viessemos a encontrar juntos no caminho com grupos como o dos Anonymous de que hoje foram noticiadas algumas detenções em Espanha. Bem entendido neste momento as detenções justificam-se pela ilegalidade de ataques informáticos que estes fizeram a diversas empresas mas o pano de fundo que os move (e se pode ver aqui) é o da defesa da liberdade de expressão e circulação na Internet e com esse objectivo quem, como eu, se encontra na rede desde 1996 não pode deixar de simpatizar...;-)
Percebo ler isto espante quem não o espere de um católico e conservador, mas precisamente para ambas as categorias em politica o que mais importa é a liberdade e essa estamos cada vez mais a perdê-la dia a dia: na regulamentação legislativa dos mais pequenos pormenores da vida, na ditadura do politicamente correcto que impede a menor "dissidência", na perda de soberania, descontrolada, de cada país membro para a união europeia, etc.
Uma circunstância dessas originará forçosamente alianças inesperadas e o reconhecimento por muitos (os suficientes para que haja resistência) de que a liberdade é o mais precioso dos valores e que defendendo a nossa, defendemos a de todos.
Nesse sentido não me espantaria que neste cenário (quase Matrix ;-) nos viessemos a encontrar juntos no caminho com grupos como o dos Anonymous de que hoje foram noticiadas algumas detenções em Espanha. Bem entendido neste momento as detenções justificam-se pela ilegalidade de ataques informáticos que estes fizeram a diversas empresas mas o pano de fundo que os move (e se pode ver aqui) é o da defesa da liberdade de expressão e circulação na Internet e com esse objectivo quem, como eu, se encontra na rede desde 1996 não pode deixar de simpatizar...;-)
Percebo ler isto espante quem não o espere de um católico e conservador, mas precisamente para ambas as categorias em politica o que mais importa é a liberdade e essa estamos cada vez mais a perdê-la dia a dia: na regulamentação legislativa dos mais pequenos pormenores da vida, na ditadura do politicamente correcto que impede a menor "dissidência", na perda de soberania, descontrolada, de cada país membro para a união europeia, etc.
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sexta-feira, junho 10, 2011
Alunos brasileiros obrigados a ver kit gay
Eu às vezes percebo os nossos adversários que nos vêem ou como uns maníacos preocupados com sexo ou uns exagerados (isto sobretudo visto do lado dos "moderados" [as aspas é porque, como bem explica um amigo meu, o moderado é aquele que quando um radical diz que 2+2 são 4, e outro que são 13, proclama com aclamação geral que 2+2=8.5;-)]) que vêem perigos e ameaças onde não as há nem se pensa venham a existir tais...
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?
Como não gosto de dar abébias a adversários (faz parte do respeito por eles ;-) nem lembro aqui alguns dos meios do nosso lado, onde também isto (aquela visão de nós) ocorre...lol!
No entanto notícias como esta vem infelizmente confirmar o que receávamos...
Nota para ver se nos entendemos: aqueles que defendemos a liberdade de escolha na educação sexual não o fazemos no intuito de interditar qualquer educação sexual a qualquer criança que seja. Não. O que fazemos é lutar pela nossa liberdade de educar os nosso filhos como entendemos (o que neste caso implica sim que não frequentem aulas como as acima descritas) e pela liberdade dos pais do Bloco de Esquerda poderem dar essas mesmas aulas aos seus filhos...está claro o conceito, ou não?
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Uma tarefa: a reforma do sistema político
Desde há já uns anos que estou persuadido que tão importante como batermo-nos pela agenda que fizemos nossa (vida e família, liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade) é bater-nos por uma reforma do sistema politico que permita este seja mais democrático e mais participado, isto é, mais livre.
Sendo o sujeito da oração, o nós, os dos movimentos civicos que desde 1997 vimos tendo alguma intervenção em tantos e tão importantes debates (quando soubre editar melhor um blog tratarei de fazer uma secção sobre isso...;-)
Em 2007 no Público saiu um artigo meu chamado "Reforma eleitoral: um desafio a Helena Roseta" (respondia a um artigo dela no mesmo jornal intitulado "partidos e movimentos") que enviarei a quem me pedir porque não dou com ele na net...:-( onde justifico de onde vem essa preocupação e quais os seus fundamentos.
Este ciclo politico novo que se abriu parece-me a ocasião privilegiada para desenvolver esse tema para o qual podemos encontrar aliados em muitos e diversos sectores (por exemplo veja-se o trabalho nesse sentido e durante estes anos todos de Antonio José Seguro)
Vem isto a propósito do artigo "Estes partidos precisam de uma lição" de Maria Filomena Mónica onde ressalta a mesma preocupação.
Enfim, um assunto a seguir...
Sendo o sujeito da oração, o nós, os dos movimentos civicos que desde 1997 vimos tendo alguma intervenção em tantos e tão importantes debates (quando soubre editar melhor um blog tratarei de fazer uma secção sobre isso...;-)
Em 2007 no Público saiu um artigo meu chamado "Reforma eleitoral: um desafio a Helena Roseta" (respondia a um artigo dela no mesmo jornal intitulado "partidos e movimentos") que enviarei a quem me pedir porque não dou com ele na net...:-( onde justifico de onde vem essa preocupação e quais os seus fundamentos.
Este ciclo politico novo que se abriu parece-me a ocasião privilegiada para desenvolver esse tema para o qual podemos encontrar aliados em muitos e diversos sectores (por exemplo veja-se o trabalho nesse sentido e durante estes anos todos de Antonio José Seguro)
Vem isto a propósito do artigo "Estes partidos precisam de uma lição" de Maria Filomena Mónica onde ressalta a mesma preocupação.
Enfim, um assunto a seguir...
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Uma observação: Madoff
Não tenho em geral nenhuma simpatia por juizes justiceiros, geralmente esquerdistas disfarçados ou manifestos, que procuram fazer na vida profissional a revolução que não conseguiram fazer quando estudantes. Ou até derrubar governos eleitos por largas maiorias como acontece agora na Itália.
E, numa outra perspectiva, acho que há um pessimismo exagerado na maior parte das intervenções de Maria José Morgado. No entanto o artigo desta que hoje saíu no Expresso "A Síndroma de Madoff" é de facto impressionante sobre a impunidade prática do crime de colarinho branco e sobre a vergonha que é o sistema europeu de justiça quando comparado com o americano...vale a pena ler.
E, numa outra perspectiva, acho que há um pessimismo exagerado na maior parte das intervenções de Maria José Morgado. No entanto o artigo desta que hoje saíu no Expresso "A Síndroma de Madoff" é de facto impressionante sobre a impunidade prática do crime de colarinho branco e sobre a vergonha que é o sistema europeu de justiça quando comparado com o americano...vale a pena ler.
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quinta-feira, junho 09, 2011
Sobre a Europa: eu já vivi o vosso "futuro"...
Do meu amigo Nuno Guedes recebi este email que transcreve um texto de Vladimir Bukovsky. Por mais que me esforce continuo um euro-céptico e este texto confima-me nessa posição. Apesar de saber da origem da União Europeia como uma gesta de católicos (os seus fundadores eram de Missa diária)e ver o entusiasmo com que o Mário Mauro e outros vivem a política e a união europeia no Parlamento Europeu...
Diz o email: Salvas as devidas distâncias, este texto não deixa de ser oportuno por ser polémico. Na realidade, há coincidências que estão longe de serem felizes, sobretudo para aqueles como Portugal e os países do Sul da Europa que dificilmente sobreviverão numa união com indicadores tão díspares como a economia, finanças, cultura e modos de vida. Sem dúvida alguma que nesta UE prevalecerá a lei do mais forte e os restantes terão que submeter às regras que lhes forem impostas. Como sair disto é a questão que se coloca.
EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO !
Assunto: " Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa
"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
Diz o email: Salvas as devidas distâncias, este texto não deixa de ser oportuno por ser polémico. Na realidade, há coincidências que estão longe de serem felizes, sobretudo para aqueles como Portugal e os países do Sul da Europa que dificilmente sobreviverão numa união com indicadores tão díspares como a economia, finanças, cultura e modos de vida. Sem dúvida alguma que nesta UE prevalecerá a lei do mais forte e os restantes terão que submeter às regras que lhes forem impostas. Como sair disto é a questão que se coloca.
EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO !
Assunto: " Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa
"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
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quarta-feira, junho 08, 2011
FMI: uma piada e um grande artigo de César das Neves!
Recebi agora esta num email:
"Liguei para as finanças e ouvi a mensagem: "Aviso, está a ligar para um cliente que agora pertence ao FMI"" LOL!
Mais a sério, não percam este artigo excelente do João Luis César das Neves sobre a aplicação do programa da Troika chamado "Não há duas sem três". Belissimo pela simplicidade com que explica economia e história (da intervenção do FMI em Portugal) e pelo tom positivo, realista, razoável e mobilizador.
Vamos a isto, Portugal!
"Liguei para as finanças e ouvi a mensagem: "Aviso, está a ligar para um cliente que agora pertence ao FMI"" LOL!
Mais a sério, não percam este artigo excelente do João Luis César das Neves sobre a aplicação do programa da Troika chamado "Não há duas sem três". Belissimo pela simplicidade com que explica economia e história (da intervenção do FMI em Portugal) e pelo tom positivo, realista, razoável e mobilizador.
Vamos a isto, Portugal!
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David Cameron e a sexualização precoce
Parece-me bem a intenção do Primeiro-Ministro britânico de tomar medidas contra a sexualização precoce das crianças e adolescentes. A notícia vem hoje na Sábado e também no Público.
Encontrei-a aqui e também aqui com mais alguns desenvolvimentos.
Não faltará quem fale já em "cruzada" ou "moralismo" mas a verdade é que muitos dos problemas que sofrem as nossas sociedades (pedofilia, gravidez adolescente, violência sexual, etc.) tem a sua origem neste vale tudo e mostra tudo em que presentemente vivemos.
O que não implica qualquer censura ou proibição (a liberdade de cada um editar, produzir e consumir o que entender, não deve ser coibida, salvaguardados os direitos humanos e os principios de ordem pública) mas apenas que a exposição a essas coisas não aconteça de forma espontânea mas apenas a quem a procura (isto é, não se está a dizer que se proibam materiais pornográficos, apenas que esses não devem estar expostos ou ser exibidos junto a outros da mesma natureza mas diferente propósitos: numa banca de jornais, por exemplo).
Claro que em Portugal se fossem Passos Coelho ou Portas a propor a mesma coisa, caía o Carmo e a Trindade...
Encontrei-a aqui e também aqui com mais alguns desenvolvimentos.
Não faltará quem fale já em "cruzada" ou "moralismo" mas a verdade é que muitos dos problemas que sofrem as nossas sociedades (pedofilia, gravidez adolescente, violência sexual, etc.) tem a sua origem neste vale tudo e mostra tudo em que presentemente vivemos.
O que não implica qualquer censura ou proibição (a liberdade de cada um editar, produzir e consumir o que entender, não deve ser coibida, salvaguardados os direitos humanos e os principios de ordem pública) mas apenas que a exposição a essas coisas não aconteça de forma espontânea mas apenas a quem a procura (isto é, não se está a dizer que se proibam materiais pornográficos, apenas que esses não devem estar expostos ou ser exibidos junto a outros da mesma natureza mas diferente propósitos: numa banca de jornais, por exemplo).
Claro que em Portugal se fossem Passos Coelho ou Portas a propor a mesma coisa, caía o Carmo e a Trindade...
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terça-feira, junho 07, 2011
Para perceber melhor o BE
Bem sei que sendo Louçã um moralista como há muito não se via e estando todos muito cansados daquele estilo inquisitorial e doutoral, a tentação de criticá-lo por não se ter demitido, é muito grande.
Mas quem o faz esquece que o BE (como o PCP aliás) é um partido revolucionário e por isso a lógica dos partidos burgueses (orientados sobretudo para a conquista do poder e sem grandes causas a defender) não se lhe aplica.
A questão pode parecer acessória mas é fundamental para conhecer a natureza e fundamentos do adversário (e o BE é-o e perigosissimo) e assim melhor se poder combatê-lo...
Não excluindo no entanto que maçá-los com esta questão menor não possa ajudar a separá-los de algum eleitorado e, nesse sentido, não é mau de todo fazê-lo ;-)
Mas quem o faz esquece que o BE (como o PCP aliás) é um partido revolucionário e por isso a lógica dos partidos burgueses (orientados sobretudo para a conquista do poder e sem grandes causas a defender) não se lhe aplica.
A questão pode parecer acessória mas é fundamental para conhecer a natureza e fundamentos do adversário (e o BE é-o e perigosissimo) e assim melhor se poder combatê-lo...
Não excluindo no entanto que maçá-los com esta questão menor não possa ajudar a separá-los de algum eleitorado e, nesse sentido, não é mau de todo fazê-lo ;-)
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segunda-feira, junho 06, 2011
Eleições 2011: um balanço rápido
José Sócrates foi-se embora, terminou um pesadelo de seis anos. As feridas estão lá mas pelo menos estancou a hemorragia, mas vai levar um tempão a cicicatrizar e muito mais a deixar de se ver a cicatriz.
O centro-direita tem uma maioria absoluta (embora duvide tenha o Presidente que Sá Carneiro sonhou...;-), a AD voltou.
Os pequenos partidos da área social e politica da militância católica (por injusto que isso seja em relação ao esforço feito e ao mérito da coragem) não conseguiram furar o cerco dos grandes e está provado, para quem não o viu até hoje, que não é por ai o caminho (a esse propósito muito razoável a conclusão de Rui Marques).
Agora está tudo por fazer e por isso: ao trabalho!
Nota: como ouvi a um responsável do PP há uns tempos "vamos tomar conta do comboio, mas este está à desfilada, em direcção que por ora não é possível inverter, a tripulação é do adversário e só reduzir a velocidade já vai dar um trabalhão"...
O centro-direita tem uma maioria absoluta (embora duvide tenha o Presidente que Sá Carneiro sonhou...;-), a AD voltou.
Os pequenos partidos da área social e politica da militância católica (por injusto que isso seja em relação ao esforço feito e ao mérito da coragem) não conseguiram furar o cerco dos grandes e está provado, para quem não o viu até hoje, que não é por ai o caminho (a esse propósito muito razoável a conclusão de Rui Marques).
Agora está tudo por fazer e por isso: ao trabalho!
Nota: como ouvi a um responsável do PP há uns tempos "vamos tomar conta do comboio, mas este está à desfilada, em direcção que por ora não é possível inverter, a tripulação é do adversário e só reduzir a velocidade já vai dar um trabalhão"...
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Dois homens, uma eleição e o Pai do Céu
Vai soar estranho este post mas ontem enquanto não eram conhecidos os resultados aquilo em que mais pensava era em dois homens, enquanto tais, e como estariam a viver a circunstância que se aproximava:
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
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sábado, junho 04, 2011
Casamento gay: uma lei contra o país e a favor de 820 pessoas
O Público de hoje divulga as estatisticas do casamento gay num artigo que assinala um ano da lei. Much ado about nothing...
Houve neste período 380 "casamentos" em Portugal e 30 nos consulados portugueses no estrangeiro...ou seja (e enquanto, o que também é um preconceito conservador..., um casamento for só entre duas pessoas) 820 pessoas beneficiaram da nova lei...
Como se vê tratava-se de uma expressiva necessidade social e como diz Francisco Louçã quem está contra isto é uma ultra-minoria...lol!
Nas vésperas de Sócrates se ir embora é bom lembrar o que foram estes seis anos trágicos de leis erradas, mentalidades distorcidas e politicas patéticas. E que estas leis são, nas palavras do próprio, "emblemáticas da governação socialista".
Enfim, a partir de segunda-feira teremos muito trabalhinho para modificar tudo isto...mas como sempre o que menos nos falta é coragem, determinação e vontade de servir o bem-comum!
Houve neste período 380 "casamentos" em Portugal e 30 nos consulados portugueses no estrangeiro...ou seja (e enquanto, o que também é um preconceito conservador..., um casamento for só entre duas pessoas) 820 pessoas beneficiaram da nova lei...
Como se vê tratava-se de uma expressiva necessidade social e como diz Francisco Louçã quem está contra isto é uma ultra-minoria...lol!
Nas vésperas de Sócrates se ir embora é bom lembrar o que foram estes seis anos trágicos de leis erradas, mentalidades distorcidas e politicas patéticas. E que estas leis são, nas palavras do próprio, "emblemáticas da governação socialista".
Enfim, a partir de segunda-feira teremos muito trabalhinho para modificar tudo isto...mas como sempre o que menos nos falta é coragem, determinação e vontade de servir o bem-comum!
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quinta-feira, junho 02, 2011
O assunto das próximas eleições: há mais vida além do défice!
Retomo o meu artigo no Público de ontem para sublinhar que no próximo Domingo não se decide apenas quem será o próximo primeiro-ministro mas a eleição de 230 deputados que nos próximos quatro anos (normalmente...) decidirão sobre multiplos aspectos da nossa vida e do bem comum.
Isso não significa que tendo isto em consideração não se vote coincidentemente com o que seria o "voto útil" (conceito que varia com a perspectiva e a posição: o PSD pode ser o voto útil do centro-direita, como o PP pode ser o voto útil da área conservadora e o MEP em Lisboa o voto útil da área dos pequenos partidos que integra aquela última...) mas chama a atenção para que há mais vida além do défice (e do FMI) como acertada, embora inoportunamente, disse um dia Jorge Sampaio.
A propósito ainda destes últimos temas é útil ir ao Publico de hoje e aí na página 13 ver duas noticias: pedido condenação de uma mulher que ocultou o cadáver de um feto de 37 semanas e queixa no DIAP contra "barrigas de aluguer". E já agora ver a nota genial de Helena Matos "referendos fofinhos e referendos muito feios" ;-)
Isso não significa que tendo isto em consideração não se vote coincidentemente com o que seria o "voto útil" (conceito que varia com a perspectiva e a posição: o PSD pode ser o voto útil do centro-direita, como o PP pode ser o voto útil da área conservadora e o MEP em Lisboa o voto útil da área dos pequenos partidos que integra aquela última...) mas chama a atenção para que há mais vida além do défice (e do FMI) como acertada, embora inoportunamente, disse um dia Jorge Sampaio.
A propósito ainda destes últimos temas é útil ir ao Publico de hoje e aí na página 13 ver duas noticias: pedido condenação de uma mulher que ocultou o cadáver de um feto de 37 semanas e queixa no DIAP contra "barrigas de aluguer". E já agora ver a nota genial de Helena Matos "referendos fofinhos e referendos muito feios" ;-)
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quarta-feira, junho 01, 2011
As providências cautelares e os debates na Televisão (desta vez o MEP)
Enviei ontem mensagens encomiásticas a alguns dos meus amigos que são dirigentes do MEP a felicitá-los vivamente pela vitória ontem no Tribunal de Oeiras (cuja independência, respeito da legalidade e sentido de justiça, são também de louvar) da segunda providência cautelar que puseram (seguindo a do MRPP).
Na verdade essa vitória extraordinária (sobre a tirania dos grandes partidos e dos media que os servem e promovem) aproveita de hoje em diante a todos (nesta e nas próximas gerações) que vão gozar mais democracia em Portugal e vinga todos os humilhados e esquecidos que ao longo de 37 anos, na politica partidária ou civica, foram vitimas de descriminação no acesso aos meios de comunicação e de um silenciamento sistemático, incompreensivel até nos próprios termos e interesses de um jornalismo digno desse nome.
No caso particular não sei, como ninguém sabe,qual o destino e sucesso reservados ao MEP, empresa na qual não estou envolvido, mas tenho a certeza profunda que através da iniciativa deles pelo menos um grande resultado já alcançaram: o de lutando pela liberdade deles, terem-na proporcionado a todos nós.
Em nome dos portugueses que o percebem e sobretudo em nome dos que não o percebem, de todas as cores e todos os matizes: muito obrigado.
Na verdade essa vitória extraordinária (sobre a tirania dos grandes partidos e dos media que os servem e promovem) aproveita de hoje em diante a todos (nesta e nas próximas gerações) que vão gozar mais democracia em Portugal e vinga todos os humilhados e esquecidos que ao longo de 37 anos, na politica partidária ou civica, foram vitimas de descriminação no acesso aos meios de comunicação e de um silenciamento sistemático, incompreensivel até nos próprios termos e interesses de um jornalismo digno desse nome.
No caso particular não sei, como ninguém sabe,qual o destino e sucesso reservados ao MEP, empresa na qual não estou envolvido, mas tenho a certeza profunda que através da iniciativa deles pelo menos um grande resultado já alcançaram: o de lutando pela liberdade deles, terem-na proporcionado a todos nós.
Em nome dos portugueses que o percebem e sobretudo em nome dos que não o percebem, de todas as cores e todos os matizes: muito obrigado.
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terça-feira, maio 31, 2011
A perda de Milão e Berlusconi
Tenho pena o PDL tenha perdido Milão porque é um prémio ao infractor na campanha miserável que tem sido feita contra Berlusconi.
É verdade que como me dizia um amigo, citando uns comuns amigos italianos, "está cada vez mais dificil defender o Berlusconi", mas é de repudiar vivamente uma campanha moralista conduzida por quem (a esquerda)sempre defendeu o maior dos desregramentos moral e social, que morre de fúria por não ter conseguido derrubar o homem em eleições e no fundo o que mais teme é o bom senso do Premier em algumas questões fracturantes...
Como não o conseguiram derrubar democraticamente, eis que usam os tribunais e os media, numa campanha de desgaste a que não resisitiria o mais santo dos homens, quanto mais Berlusconi...
Pode ser dificil de entender mas, salvo a clara ilegalidade (eventual abuso de poder ou infracção de normas penais) pouco importa se Berlusconi se porta bem ou mal nas festas que entende fazer. Dos pecados não deve curar a politica ou a sociedade, mas apenas ele e o seu confessor...mais vale um mulherengo que decida bem, do que um "santinho" que decida mal! (veja-se a esse propósito a óptima entrevista de Vittorio Messori aqui)
É verdade que como me dizia um amigo, citando uns comuns amigos italianos, "está cada vez mais dificil defender o Berlusconi", mas é de repudiar vivamente uma campanha moralista conduzida por quem (a esquerda)sempre defendeu o maior dos desregramentos moral e social, que morre de fúria por não ter conseguido derrubar o homem em eleições e no fundo o que mais teme é o bom senso do Premier em algumas questões fracturantes...
Como não o conseguiram derrubar democraticamente, eis que usam os tribunais e os media, numa campanha de desgaste a que não resisitiria o mais santo dos homens, quanto mais Berlusconi...
Pode ser dificil de entender mas, salvo a clara ilegalidade (eventual abuso de poder ou infracção de normas penais) pouco importa se Berlusconi se porta bem ou mal nas festas que entende fazer. Dos pecados não deve curar a politica ou a sociedade, mas apenas ele e o seu confessor...mais vale um mulherengo que decida bem, do que um "santinho" que decida mal! (veja-se a esse propósito a óptima entrevista de Vittorio Messori aqui)
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Sarah Palin no Rolling Thunder
Mais informações sobre este assunto no Público de hoje, ou o video deste site ou este slide-show.
E esta fotografia que será apreciada por todos os politicamente incorrectos que graças a Deus ainda existem...;-)
E esta fotografia que será apreciada por todos os politicamente incorrectos que graças a Deus ainda existem...;-)
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segunda-feira, maio 30, 2011
Pequenos partidos e Televisão: haja justiça e liberdade!
Hoje na sua coluna do Público sobre televisão Jorge Mourinha publicou o artigo "Assim se vê a força do PC(TP)" sobre o sucesso da providência cultural interposta pelo MRPP no Tribunal de Oeiras contra as televisões por omissão do dever de cobertura igual e imparcial de todas as candidaturas às eleições. O artigo pode ler-se aqui.
Em consequência da mesma as televisões são obrigadas a realizar debates que incluam os pequenos partidos o que (independentemente da simpatia menor ou menor por um ou outro) é de inteira justiça e um momento importante para a democracia em Portugal.
Vitimas de silenciamento sistemático nós, nos movimentos civicos, não podemos deixar de nos congratular com esta vitória dos pequenos partidos, na consciência de que defendendo a liberdade de uns, defendemos a liberdade de todos, a nossa incluída...!
Em consequência da mesma as televisões são obrigadas a realizar debates que incluam os pequenos partidos o que (independentemente da simpatia menor ou menor por um ou outro) é de inteira justiça e um momento importante para a democracia em Portugal.
Vitimas de silenciamento sistemático nós, nos movimentos civicos, não podemos deixar de nos congratular com esta vitória dos pequenos partidos, na consciência de que defendendo a liberdade de uns, defendemos a liberdade de todos, a nossa incluída...!
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domingo, maio 29, 2011
O voto católico que não existe mas do qual se fala...
O Público retoma hoje numa sondagem (da qual não divulga os dados técnicos mas que no texto refere ter "uma amostra reduzida e com pouco tempo de máquina, por dificuldades de financiamentos") num artigo que intitula "o voto católico não existe" da autoria de António Marujo.
O artigo é interessante de ler e desperta o apetite pela questão (nomeadamente para umas jornadas "Catolicismo e fronteiras políticas" dias 30 e 31 de Maio em Lisboa e em que tenho uma pena gigante de não poder assistir...).
Particularmente curioso (e desmentindo um pouco o tom geral do artigo) o quadro de relação entre a frequência de actos de culto por voto nos partidos políticos nas eleições para a AR em 2009, que coincide com a observação empirica de quem tem estado envolvido nas movimentações civicas da Vida e Família e na sua envolvente geral politica e partidária...
Num artigo meu que saiu no Público em 21 de Janeiro deste ano e a esse propósito escrevi:
"Conforme muitas e credenciadas vozes vêm afirmando, não se pode dizer que exista um eleitorado, ou um voto, católico, nem sequer simplesmente cristão, se por essa designação entendermos uma expressão eleitoral unitária de quem se afirma como sendo parte dessa confissão religiosa: ao longo dos anos e em Portugal ,os católicos exprimem-se em diferentes partidos e votam por diversas opções. Se atendermos aos resultados eleitorais, pode mesmo duvidar-se se muitos dos cristãos se darão ao trabalho de confrontar a sua escolha política com os princípios da sua fé (conforme a hierarquia da Igreja católica e algumas iniciativas de leigos sempre convidam nas vésperas de qualquer acto eleitoral) ...
Este facto, porém, não contradiz que dentro desse eleitorado que professa o cristianismo, ou no quadro mais amplo, e abrangendo quem não partilha essa fé, do centro-direita, não se venha afirmando ao longo dos anos um corpo eleitoral com um volume de voto estável (vejam-se o milhão e meio de votos "não" nos referendos do aborto). Com manifestações cívicas quantitativamente impressivas (petições populares a um ritmo médio de dois em dois anos que reúnem entre 80 e 200 mil assinaturas) e até, em alguns actos eleitorais, esporádicos movimentos uniformes (como a transferência de voto para o PP nas últimas Europeias)."
Ora, deste último ponto de vista, "eppure si muove"...;-)
O artigo é interessante de ler e desperta o apetite pela questão (nomeadamente para umas jornadas "Catolicismo e fronteiras políticas" dias 30 e 31 de Maio em Lisboa e em que tenho uma pena gigante de não poder assistir...).
Particularmente curioso (e desmentindo um pouco o tom geral do artigo) o quadro de relação entre a frequência de actos de culto por voto nos partidos políticos nas eleições para a AR em 2009, que coincide com a observação empirica de quem tem estado envolvido nas movimentações civicas da Vida e Família e na sua envolvente geral politica e partidária...
Num artigo meu que saiu no Público em 21 de Janeiro deste ano e a esse propósito escrevi:
"Conforme muitas e credenciadas vozes vêm afirmando, não se pode dizer que exista um eleitorado, ou um voto, católico, nem sequer simplesmente cristão, se por essa designação entendermos uma expressão eleitoral unitária de quem se afirma como sendo parte dessa confissão religiosa: ao longo dos anos e em Portugal ,os católicos exprimem-se em diferentes partidos e votam por diversas opções. Se atendermos aos resultados eleitorais, pode mesmo duvidar-se se muitos dos cristãos se darão ao trabalho de confrontar a sua escolha política com os princípios da sua fé (conforme a hierarquia da Igreja católica e algumas iniciativas de leigos sempre convidam nas vésperas de qualquer acto eleitoral) ...
Este facto, porém, não contradiz que dentro desse eleitorado que professa o cristianismo, ou no quadro mais amplo, e abrangendo quem não partilha essa fé, do centro-direita, não se venha afirmando ao longo dos anos um corpo eleitoral com um volume de voto estável (vejam-se o milhão e meio de votos "não" nos referendos do aborto). Com manifestações cívicas quantitativamente impressivas (petições populares a um ritmo médio de dois em dois anos que reúnem entre 80 e 200 mil assinaturas) e até, em alguns actos eleitorais, esporádicos movimentos uniformes (como a transferência de voto para o PP nas últimas Europeias)."
Ora, deste último ponto de vista, "eppure si muove"...;-)
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sábado, maio 28, 2011
Aniversário do meu curso da Católica
Hoje comemoram-se os 25 anos de licenciatura do meu curso de origem (1980) na Católica (Direito). De origem pois por vicissitudes várias não conclui com eles em 1986 a licenciatura, mas apenas mais tarde em 1992 (alguns homens precisam de fazer a tropa primeiro e casarem-se depois com mulheres de fibra, para conseguirem terminar o seu curso...;-)
Vai ser uma Missa e um jantar do qual presumo esteja ausente um colega em campanha eleitoral (Paulo Portas) mas não um seu antecessor na presidência do partido (Manuel Monteiro)...
A propósito deste aniversário e para o "jornal" do curso escrevi (menos bem que a colega jornalista do mesmo curso: Inês Serra Lopes) o seguinte artigo:
"A comemoração do aniversário do curso é uma ocasião de gratidão, orgulho, compromisso e reflexão.
De gratidão a tanta gente: aos nossos pais que nos pagaram o curso, aos colegas que nos acompanharam nas horas difíceis de estudo e exames, aos professores que nos aturaram e procuraram dar o melhor que tinham e sabiam, aos funcionários da casa que asseguraram que tudo andasse sempre “sobre rodas”, aos benfeitores da universidade cujos nomes e rostos desconhecemos mas sem os quais a casa não estaria lá, a todos que se empenharam durante aqueles anos em fazer mais coisas do que apenas estudar e por fim à provocação humana e religiosa dos que tiveram a missão de ser entre nós a presença tocável do Senhor para cujo conhecimento a universidade foi criada.
Orgulho porque é impressionante registar como o nome da nossa universidade em todos os meios em que nos movemos de alguma forma nunca soa como um simples substantivo mas sempre como uma exclamação: “Ah, da Católica!”.
Compromisso porque não é possível constatar que se foi objecto de um dom e não ser imediatamente impelido a pensar como se pode corresponder e retribuir a essa gratuidade. Ocasião pois de decidir ser melhor, atento aos que connosco se cruzam, empenhados na vida da profissão e do país, com a preocupação de que ninguém fique para trás, colegas de curso incluídos.
Reflexão porque a vida passa e o tempo faz-se breve. Tempo por isso de nos perguntarmos quem somos, o que desejamos e manter a pergunta viva, o coração desperto e atento. Porque muito perde o seu tempo quem não ama bem. Quem bem não Te ama!"
Vai ser uma Missa e um jantar do qual presumo esteja ausente um colega em campanha eleitoral (Paulo Portas) mas não um seu antecessor na presidência do partido (Manuel Monteiro)...
A propósito deste aniversário e para o "jornal" do curso escrevi (menos bem que a colega jornalista do mesmo curso: Inês Serra Lopes) o seguinte artigo:
"A comemoração do aniversário do curso é uma ocasião de gratidão, orgulho, compromisso e reflexão.
De gratidão a tanta gente: aos nossos pais que nos pagaram o curso, aos colegas que nos acompanharam nas horas difíceis de estudo e exames, aos professores que nos aturaram e procuraram dar o melhor que tinham e sabiam, aos funcionários da casa que asseguraram que tudo andasse sempre “sobre rodas”, aos benfeitores da universidade cujos nomes e rostos desconhecemos mas sem os quais a casa não estaria lá, a todos que se empenharam durante aqueles anos em fazer mais coisas do que apenas estudar e por fim à provocação humana e religiosa dos que tiveram a missão de ser entre nós a presença tocável do Senhor para cujo conhecimento a universidade foi criada.
Orgulho porque é impressionante registar como o nome da nossa universidade em todos os meios em que nos movemos de alguma forma nunca soa como um simples substantivo mas sempre como uma exclamação: “Ah, da Católica!”.
Compromisso porque não é possível constatar que se foi objecto de um dom e não ser imediatamente impelido a pensar como se pode corresponder e retribuir a essa gratuidade. Ocasião pois de decidir ser melhor, atento aos que connosco se cruzam, empenhados na vida da profissão e do país, com a preocupação de que ninguém fique para trás, colegas de curso incluídos.
Reflexão porque a vida passa e o tempo faz-se breve. Tempo por isso de nos perguntarmos quem somos, o que desejamos e manter a pergunta viva, o coração desperto e atento. Porque muito perde o seu tempo quem não ama bem. Quem bem não Te ama!"
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sexta-feira, maio 27, 2011
A intolerância dos "tolerantes"
O frémito de terror de que exista um novo referendo sobre o aborto (vejam-se as declarações de Louçã ou a opinião expandida no jornal i de hoje) veio mais uma vez demonstrar como para alguns a tolerância implica sempre a exclusão de alguém...
As declarações de Passos Coelho no sentido de que nenhuma lei está livre de avaliação (o que no caso do aborto é uma necessidade evidente, no que toca à respectiva regulamentação, até para figuras de destaque do Sim) e que é uma das implicações da democracia aceitar que se alguém propuser um novo referendo este deve ter lugar (em resposta a perguntas da RR no programa em que a Sandra Anastácio foi "directora" por uma hora) foram suficientes para desencadear uma tempestade política que provou que o debate sobre o aborto não morreu e está bem vivo na sociedade portuguesa.
O que só espanta quem ainda não se deu conta que em 2007, conjungando as percentagens de abstenção com a votação do Sim, apenas 1/4 dos eleitores sufragaram a actual lei...
Por isso sem surpresa na votação telefónica hoje durante o programa Opinião Pública da SIC Noticias a realização de um novo referendo foi apoiada por 60% dos participantes...
Enfim, um assunto a seguir, mas sobretudo a prova de que vale a pena não deixar de se bater por uma boa causa, apenas por receio de uma má refrega ;-)
As declarações de Passos Coelho no sentido de que nenhuma lei está livre de avaliação (o que no caso do aborto é uma necessidade evidente, no que toca à respectiva regulamentação, até para figuras de destaque do Sim) e que é uma das implicações da democracia aceitar que se alguém propuser um novo referendo este deve ter lugar (em resposta a perguntas da RR no programa em que a Sandra Anastácio foi "directora" por uma hora) foram suficientes para desencadear uma tempestade política que provou que o debate sobre o aborto não morreu e está bem vivo na sociedade portuguesa.
O que só espanta quem ainda não se deu conta que em 2007, conjungando as percentagens de abstenção com a votação do Sim, apenas 1/4 dos eleitores sufragaram a actual lei...
Por isso sem surpresa na votação telefónica hoje durante o programa Opinião Pública da SIC Noticias a realização de um novo referendo foi apoiada por 60% dos participantes...
Enfim, um assunto a seguir, mas sobretudo a prova de que vale a pena não deixar de se bater por uma boa causa, apenas por receio de uma má refrega ;-)
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quinta-feira, maio 26, 2011
Aborto: as declarações de hoje de Pedro Passos Coelho
As declarações de hoje de Pedro Passos Coelho, prontamente corroboradas por Paulo Portas, são muito importantes porque correspondem não apenas a um sentido democrático (se houver cidadãos que proponham um terceiro referendo ao aborto, tem direito a que este se realize, desde que preenchidas as condições legais) mas também à constatação do "falhanço" da actual lei (quando comparada com os seus objectivos, nas palavras dos seus promotores, "que o aborto se torne legal, seguro e raro"), veja-se a este propósito o estudo mais recente da Federação Portuguesa pela Vida, e, sobretudo, de que o debate na sociedade continua tão vivo como em 1998 e 2007, como um recente seminário do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, veio demonstrar.
A essse propósito (do falhanço da lei) falam melhor do que nós figuras de referência do Sim como Miguel Oliveira e Silva e Luis Graça (do Hospital de Santa Maria)como se pode ver no primeiro número do Biojornal o que revela a existência clara de um consenso em Portugal (ao qual se juntou o Bastonário da Ordem dos Médicos como se pode ver aqui e defendendo o pagamento também no aborto de uma taxa moderadora) no sentido de que a actual lei deve ser revista.
A essse propósito (do falhanço da lei) falam melhor do que nós figuras de referência do Sim como Miguel Oliveira e Silva e Luis Graça (do Hospital de Santa Maria)como se pode ver no primeiro número do Biojornal o que revela a existência clara de um consenso em Portugal (ao qual se juntou o Bastonário da Ordem dos Médicos como se pode ver aqui e defendendo o pagamento também no aborto de uma taxa moderadora) no sentido de que a actual lei deve ser revista.
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sexta-feira, janeiro 21, 2011
Ordem de nascimento dos filhos
O texto abaixo também recebido de um amigo, tem alguns disparates, outros exageros e é caricatural, mas não sendo a coisa bem assim, não está longe da realidade...penso qualquer pai/mãe de familia numerosa lhe saboreará o sentido de humor...;-)
ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS
O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de aço.
(...)
A ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS
1º- Os irmãos mais velhos têm álbum de fotografias completo, relato
minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite
guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotografias do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem ideia das circunstâncias em que
chegaram à família
O que vestir
1º bebé - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame
dá positivo.
2º bebé - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebé - As roupas para grávidas são as suas roupas normais, porque já
deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.
Preparação para o nascimento
1º bebé - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebé - Você não se preocupa com os exercícios de respiração -
afinal lembra-se que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebé - Você pede para tomar a peridural no 8º mês porque se lembra
que dói muito.
O guarda-roupas
1º bebé - Você lava as roupas que ganha para o bebé, arruma de
acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebé - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas
com manchas escuras.
3º bebé - Meninos podem usar rosa, não é? Afinal o seu marido é
liberal e tem certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será
que vai mesmo?)
Preocupações
1º bebé - Ao menor resmungo do bebé, você corre para lhe pegar ao colo.
2º bebé - Você pega no bebé ao colo quando os gritos ameaçam
acordar o irmão mais velho..
3º bebé - Você ensina o mais velho a abanar o berço
ou manda o marido ir ao quarto da criança.
A chupeta
1º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você guarda-a até que possa
chegar a casa e fervê-la.
2º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você lava-a.
3º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você passa-a na camisa, dá
uma lambidela, passa-a de novo na camisa, desta vez para dar secar e não pegar a doença dos sapinhos ao bebé, e dá-a novamente ao bebé, porque o
que não mata, engorda (vitamina B, de Bicho, off course!)
Muda de fraldas
1º bebé - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo que elas estejam limpas.
2º bebé - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebé - Você tenta trocar a fralda somente quando as outras
crianças começam a reclamar do mau cheiro.
Banho
1º bebé - A água é filtrada e fervida e a temperatura medida por
termómetro.
2º bebé - A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebé - É enfiado directamente debaixo do chuveiro à temperatura
que vier, porque você, o seu marido e os seus pais foram criados assim, e
ninguém morreu de frio.
Actividades
1º bebé - Você leva o seu filho às aulas de musica para bebés, ao
teatro, à narração de histórias, à natação, ao judo, etc...
2º bebè - Você leva o seu filho à escola e vá lá...
3º bebé - Você leva o seu filho ao supermercado, à padaria, à
manicure, e o seu marido que trate de o levar à escola e ao campo
de futebol...
Saídas
1º bebé - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes
para casa da sua mãe, para saber se ele está bem (a sua sogra não pode ficar com a criança porque na sua cabeça, ela nunca foi mãe).
2º bebé - Quando você está a abrir a porta para sair, lembra-se de
deixar o número de telefone à empregada.
3º bebé - Você manda a empregada ligar só se vir sangue.
Em casa
1º bebé - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebé.
2º bebé - Você passa um tempo olhando para as crianças só para ter
certeza que o mais velho não está apertando, mordendo,
beliscando, batendo ou brincando ao superman com o bebé, amarrando um
saco de plástico do carrefour ao pescoço dele ou atirando-o de cima do sofá.
3º bebé - Você passa todo o tempo a esconder-se das crianças.
Engolir moedas
1º bebé - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para
o hospital e pede um raio-x.
2º bebé - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica a pau até ela sair.
3º bebé - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta
na mesada dele.
ORDEM DE NASCIMENTO DOS FILHOS
O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de aço.
(...)
A ORDEM DE NASCIMENTO DAS CRIANÇAS
1º- Os irmãos mais velhos têm álbum de fotografias completo, relato
minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite
guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotografias do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem ideia das circunstâncias em que
chegaram à família
O que vestir
1º bebé - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame
dá positivo.
2º bebé - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebé - As roupas para grávidas são as suas roupas normais, porque já
deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.
Preparação para o nascimento
1º bebé - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebé - Você não se preocupa com os exercícios de respiração -
afinal lembra-se que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebé - Você pede para tomar a peridural no 8º mês porque se lembra
que dói muito.
O guarda-roupas
1º bebé - Você lava as roupas que ganha para o bebé, arruma de
acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebé - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas
com manchas escuras.
3º bebé - Meninos podem usar rosa, não é? Afinal o seu marido é
liberal e tem certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será
que vai mesmo?)
Preocupações
1º bebé - Ao menor resmungo do bebé, você corre para lhe pegar ao colo.
2º bebé - Você pega no bebé ao colo quando os gritos ameaçam
acordar o irmão mais velho..
3º bebé - Você ensina o mais velho a abanar o berço
ou manda o marido ir ao quarto da criança.
A chupeta
1º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você guarda-a até que possa
chegar a casa e fervê-la.
2º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você lava-a.
3º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você passa-a na camisa, dá
uma lambidela, passa-a de novo na camisa, desta vez para dar secar e não pegar a doença dos sapinhos ao bebé, e dá-a novamente ao bebé, porque o
que não mata, engorda (vitamina B, de Bicho, off course!)
Muda de fraldas
1º bebé - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo que elas estejam limpas.
2º bebé - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebé - Você tenta trocar a fralda somente quando as outras
crianças começam a reclamar do mau cheiro.
Banho
1º bebé - A água é filtrada e fervida e a temperatura medida por
termómetro.
2º bebé - A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebé - É enfiado directamente debaixo do chuveiro à temperatura
que vier, porque você, o seu marido e os seus pais foram criados assim, e
ninguém morreu de frio.
Actividades
1º bebé - Você leva o seu filho às aulas de musica para bebés, ao
teatro, à narração de histórias, à natação, ao judo, etc...
2º bebè - Você leva o seu filho à escola e vá lá...
3º bebé - Você leva o seu filho ao supermercado, à padaria, à
manicure, e o seu marido que trate de o levar à escola e ao campo
de futebol...
Saídas
1º bebé - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes
para casa da sua mãe, para saber se ele está bem (a sua sogra não pode ficar com a criança porque na sua cabeça, ela nunca foi mãe).
2º bebé - Quando você está a abrir a porta para sair, lembra-se de
deixar o número de telefone à empregada.
3º bebé - Você manda a empregada ligar só se vir sangue.
Em casa
1º bebé - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebé.
2º bebé - Você passa um tempo olhando para as crianças só para ter
certeza que o mais velho não está apertando, mordendo,
beliscando, batendo ou brincando ao superman com o bebé, amarrando um
saco de plástico do carrefour ao pescoço dele ou atirando-o de cima do sofá.
3º bebé - Você passa todo o tempo a esconder-se das crianças.
Engolir moedas
1º bebé - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para
o hospital e pede um raio-x.
2º bebé - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica a pau até ela sair.
3º bebé - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta
na mesada dele.
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Diferenças entre o homem de direita e o de esquerda
De um amigo meu recebi este email que segundo a informação que vinha junto é tradução de original francês e não tem autor conhecido
De esquerda ou direita?
Quando um tipo de direita não gosta das armas, não as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta das armas, quer proibi-las.
_______________________________
Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.
________________________________
Quando um tipo de direita é prejudicado no trabalho, reflecte sobre a forma de sair desta situação e age em conformidade.
Quando um tipo de esquerda é prejudicado no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo.
________________________________
Quando um tipo de direita não gosta de um debate emitido por televisão, apaga a televisão ou muda de canal.
Quando um tipo de esquerda não gosta de um debate emitido por televisão, quer prosseguir em justiça contra os sacanas que dizem essas sacanices. Se for caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.
________________________________
Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão à Deus ou à uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão (com medo de retaliações, provavelmente).
________________________________
Quando um tipo de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, seguidamente, compra os medicamentos receitados.
Quando um tipo de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional.
________________________________
Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e punem o país.
________________________________
Teste final:
Quando um tipo de direita leu este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda leu este teste, não o transfere de certeza.
De esquerda ou direita?
Quando um tipo de direita não gosta das armas, não as compra.
Quando um tipo de esquerda não gosta das armas, quer proibi-las.
_______________________________
Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.
Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.
Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.
________________________________
Quando um tipo de direita é prejudicado no trabalho, reflecte sobre a forma de sair desta situação e age em conformidade.
Quando um tipo de esquerda é prejudicado no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo.
________________________________
Quando um tipo de direita não gosta de um debate emitido por televisão, apaga a televisão ou muda de canal.
Quando um tipo de esquerda não gosta de um debate emitido por televisão, quer prosseguir em justiça contra os sacanas que dizem essas sacanices. Se for caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda.
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Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.
Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão à Deus ou à uma religião seja feita na esfera pública, excepto para o Islão (com medo de retaliações, provavelmente).
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Quando um tipo de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, seguidamente, compra os medicamentos receitados.
Quando um tipo de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional.
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Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.
Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis e punem o país.
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Quando um tipo de direita leu este teste, fá-lo seguir.
Quando um tipo de esquerda leu este teste, não o transfere de certeza.
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terça-feira, dezembro 28, 2010
A Promulgação de Cavaco e a liberdade de educação
A promulgação pelo Presidente da República da lei do Governo sobre o ensino particular e cooperativo (e só isto é dizer muito dos propósitos malévolos da mesma lei já que o referido decreto não se detém no sistema de financiamento deste sector do ensino, por acaso, o mais em evidência em todos os rankings...) vem demonstrar que de facto Cavaco Silva decidiu há muito promulgar tudo o que o governo lhe apresentar e mais um pacote de batatas fritas...
É verdade que neste momento se desconhecem que alterações introduziu o Governo no diploma (num processo legislativo no minimo de contornos estranhos já que creio não haver memória de diplomas para promulgação serem mudados nessa sede sem serem submetidos a reaprovação pelo respectivo órgão emissor...) mas se foi só no financiamento então na substância a ameaça permanece...
É mesmo encanar a perna à rã criticar o diploma do governo por causa da necessidade de previsibilidade nas relações da economia com o estado. O que está em causa com aquele diploma do governo é a liberdade de educação e não é por acaso que este ataque sem precedentes vem do governo que vem (socialista e sob a influência da Maçonaria) mas só quando o seu texto for conhecido (na publicação) será de facto possivel verificar se as respectivas emendas são de facto as necessárias ou só cosmética...
Leia-se a este propósito o que vem na Ecclesia (declarações do presidente da APEC)
É verdade que neste momento se desconhecem que alterações introduziu o Governo no diploma (num processo legislativo no minimo de contornos estranhos já que creio não haver memória de diplomas para promulgação serem mudados nessa sede sem serem submetidos a reaprovação pelo respectivo órgão emissor...) mas se foi só no financiamento então na substância a ameaça permanece...
É mesmo encanar a perna à rã criticar o diploma do governo por causa da necessidade de previsibilidade nas relações da economia com o estado. O que está em causa com aquele diploma do governo é a liberdade de educação e não é por acaso que este ataque sem precedentes vem do governo que vem (socialista e sob a influência da Maçonaria) mas só quando o seu texto for conhecido (na publicação) será de facto possivel verificar se as respectivas emendas são de facto as necessárias ou só cosmética...
Leia-se a este propósito o que vem na Ecclesia (declarações do presidente da APEC)
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terça-feira, outubro 26, 2010
Portugal a acabar: esperemos que não...!?
De um combatente do Ultramar e resistente anti-prec, pessoa que muito admiro, acabo de receber esta:
"A monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."
Carlos Azeredo (General)
Esperemos que não...!?
Mas lembrou-me aquela de um bom amigo meu que dizia que aquela frase de Nossa Senhora de Fátima "em Portugal nunca se desaparecerá o dogma da fé" era "porque Portugal vai durar pouco"...só não ponho um lol! porque o assunto não é para rir :-(
"A monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."
Carlos Azeredo (General)
Esperemos que não...!?
Mas lembrou-me aquela de um bom amigo meu que dizia que aquela frase de Nossa Senhora de Fátima "em Portugal nunca se desaparecerá o dogma da fé" era "porque Portugal vai durar pouco"...só não ponho um lol! porque o assunto não é para rir :-(
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Arcebispo belga e a "justiça" da SIDA
Anda para aí uma chinfrineira com as declarações de um Arcebispo belga sobre a questão da SIDA num livro de entrevistas a dois jornalistas. Por cá foi o Público que agarrou a noticia que depois de lida se percebe não justifica os impropérios de que o Arcebispo foi seguidamente vitima.
Na verdade o que o Arcebispo de Bruxelas se limitou a dizer já eu o disse há muito tempo neste mesmo blog em post que já não consigo localizar por ao tempo não existir o sistema de etiquetas. Isto é que a suposição de que a SIDA surja como uma reacção do corpo da humanidade, vista como um todo, ao mau uso que do mesmo é feito a partir de determinadas práticas sexuais é inteiramente razoável.
Só uma manifesta má vontade extrai daqui que quer eu quer o Arcebispo André-Mutien Léonard achemos justo ou adequado (e isso sim, de facto é insultuoso da parte de quem de tal nos acusa), que alguém por uma determinada forma de vida adquira uma doença como a SIDA (ou qualquer outra) ou ignoremos que uma vez a doença existente esta não atinja também pessoas estranhas a essas práticas ou que nem sequer em contacto estiveram com quem o tenha feito uma vez ou habitualmente.
É mesmo ignorar o ânimo de um cristão (cujo primeiro mandamento é o de amar o próximo sem outra consideração se não a que resulta de estar em face de um filho de Deus e por isso um irmão) e até que, como o reconhecem todos os organismos internacionais, o maior prestador mundial de serviços de cuidado e assistência aos doentes de SIDA é a Igreja Católica...!
O emprego da palavra justiça tem pois este contexto que exemplifico: cortei-me com uma faca, a ferida daí resultante faz-lhe justiça (o resultado corresponde ao acto que a originou). Analogicamente admitindo que o corpo da humanidade, aqui pensada como um todo, a sua fisicidade, não esteja concebido, preparado, se coadune bem, com determinados actos (como, por exemplo a homossexualidade nas suas diversas manifestações), a doença daí resultante, no caso a SIDA, faz-lhe justiça, isto é corresponde o resultado ao acto. O que repito tratando-se de um juizo geral não se pode transpor para um juizo individual sendo que a plavra juizo aqui empregue não é no sentido de julgamento de tribunal mas de ajuizar da razão.
(quanto muito pode-se fazer a nivel individual um juizo de probabilidade como se dizia no inicio da doença e agora se está a verificar outra vez depois de um esforço titânico e ideológico de tentar separar as duas realidades)
Assim, podem disparar e de preferência façam-no sobre mim e não sobre o Arcebispo ;-)
Na verdade o que o Arcebispo de Bruxelas se limitou a dizer já eu o disse há muito tempo neste mesmo blog em post que já não consigo localizar por ao tempo não existir o sistema de etiquetas. Isto é que a suposição de que a SIDA surja como uma reacção do corpo da humanidade, vista como um todo, ao mau uso que do mesmo é feito a partir de determinadas práticas sexuais é inteiramente razoável.
Só uma manifesta má vontade extrai daqui que quer eu quer o Arcebispo André-Mutien Léonard achemos justo ou adequado (e isso sim, de facto é insultuoso da parte de quem de tal nos acusa), que alguém por uma determinada forma de vida adquira uma doença como a SIDA (ou qualquer outra) ou ignoremos que uma vez a doença existente esta não atinja também pessoas estranhas a essas práticas ou que nem sequer em contacto estiveram com quem o tenha feito uma vez ou habitualmente.
É mesmo ignorar o ânimo de um cristão (cujo primeiro mandamento é o de amar o próximo sem outra consideração se não a que resulta de estar em face de um filho de Deus e por isso um irmão) e até que, como o reconhecem todos os organismos internacionais, o maior prestador mundial de serviços de cuidado e assistência aos doentes de SIDA é a Igreja Católica...!
O emprego da palavra justiça tem pois este contexto que exemplifico: cortei-me com uma faca, a ferida daí resultante faz-lhe justiça (o resultado corresponde ao acto que a originou). Analogicamente admitindo que o corpo da humanidade, aqui pensada como um todo, a sua fisicidade, não esteja concebido, preparado, se coadune bem, com determinados actos (como, por exemplo a homossexualidade nas suas diversas manifestações), a doença daí resultante, no caso a SIDA, faz-lhe justiça, isto é corresponde o resultado ao acto. O que repito tratando-se de um juizo geral não se pode transpor para um juizo individual sendo que a plavra juizo aqui empregue não é no sentido de julgamento de tribunal mas de ajuizar da razão.
(quanto muito pode-se fazer a nivel individual um juizo de probabilidade como se dizia no inicio da doença e agora se está a verificar outra vez depois de um esforço titânico e ideológico de tentar separar as duas realidades)
Assim, podem disparar e de preferência façam-no sobre mim e não sobre o Arcebispo ;-)
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sábado, outubro 23, 2010
Ainda o Domingo...
Sobre o que é o Domingo, vale a pena ver, no site do Centro de Cultura Católica do Porto, aqui.
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Trabalhar ao Domingo...?
Quando tomei conhecimento da autorização da abertura de hipermercados ao Domingo senti um grande incómodo mas ocupado com tantas outras coisas não pude avançar no assunto.
As declarações de D. Jorge Ortiga reproduzidas pela Ecclesia dão-me porém ocasião de malgrado o meu apego pela liberdade (da sociedade, das pessoas, de mercado, religiosa, de educação, etc.) deixar registado o meu desconforto com esta medida e a sensação profunda de que algo se altera de forma irreversivel se o Domingo se transformar num dia igual a todos os outros...
As declarações de D. Jorge Ortiga reproduzidas pela Ecclesia dão-me porém ocasião de malgrado o meu apego pela liberdade (da sociedade, das pessoas, de mercado, religiosa, de educação, etc.) deixar registado o meu desconforto com esta medida e a sensação profunda de que algo se altera de forma irreversivel se o Domingo se transformar num dia igual a todos os outros...
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terça-feira, outubro 19, 2010
Partido Comunista e proibição anuncios de prostituição
A noticia hoje de que o Partido Comunista pretende proibir anuncios de prostituição na imprensa é uma boa noticia que é aliás coerente com a história do partido no que a esta questão diz respeito.
E sem romantismos (basta ler Zita Seabra para saber o que tantas vezes a casa gasta) recorda-me um Padre meu amigo que nos idos de 1997 ou 1998 declarou para grande escândalo do jornalista que "o partido comunista é o único partido que se preocupa com a vida real das pessoas" embora o dissesse num outro contexto e na sequência de uma conversa que é agora impossivel reproduzir ;-)
Mas de facto sempre me impressionou como as femininistas fazem sempre de conta que o problema da prostituição em sentido amplo (uso da imagem da mulher como objecto de consumo) ou restrito não lhes diz respeito. O que origina um silêncio ensurdecedor na esquerda e um estranho desinteresse na direita...
Aguardemos pois qual será a posição dos restantes partidos na Assembleia da República, mas fica desde já declarado o meu total apoio à medida por todas as razões e mais alguma.
E sem romantismos (basta ler Zita Seabra para saber o que tantas vezes a casa gasta) recorda-me um Padre meu amigo que nos idos de 1997 ou 1998 declarou para grande escândalo do jornalista que "o partido comunista é o único partido que se preocupa com a vida real das pessoas" embora o dissesse num outro contexto e na sequência de uma conversa que é agora impossivel reproduzir ;-)
Mas de facto sempre me impressionou como as femininistas fazem sempre de conta que o problema da prostituição em sentido amplo (uso da imagem da mulher como objecto de consumo) ou restrito não lhes diz respeito. O que origina um silêncio ensurdecedor na esquerda e um estranho desinteresse na direita...
Aguardemos pois qual será a posição dos restantes partidos na Assembleia da República, mas fica desde já declarado o meu total apoio à medida por todas as razões e mais alguma.
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quinta-feira, outubro 14, 2010
Portugal e os mineiros do Chile
A imaginação portuguesa não tem limites e rapidamente qualquer acontecimento de relevo se transforma em mote para aplicar à situação do país.
Assim não espanta que a saga dos mineiros do Chile (que entre outras coisas tem o mérito de mostrar a humanidade no seu melhor) já tenha aplicações à realidade portuguesa:
"Também sou mineiro … tirem-me daqui!"
"O que aconteceu no Chile pode ser útil aos portugueses: também eles precisam que os retirem do buraco bem fundo em que estão encerrados"
Lol!
Assim não espanta que a saga dos mineiros do Chile (que entre outras coisas tem o mérito de mostrar a humanidade no seu melhor) já tenha aplicações à realidade portuguesa:
"Também sou mineiro … tirem-me daqui!"
"O que aconteceu no Chile pode ser útil aos portugueses: também eles precisam que os retirem do buraco bem fundo em que estão encerrados"
Lol!
terça-feira, outubro 12, 2010
Última hora: Cavaco e Mourinho
Acabei de receber esta de um amigo, num email de título "Última hora":
"Cavaco vai a Madrid pedir ao Mourinho que dirija o país até ao final da legislatura!"
Lol!
"Cavaco vai a Madrid pedir ao Mourinho que dirija o país até ao final da legislatura!"
Lol!
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sexta-feira, outubro 08, 2010
Do Afonso Costa e da direita que temos...
Contava-me hoje a minha amiga Margarida Neto que o Afonso Costa terá dito em 1913 que "a direita não se convence, deixa-se vencer"...é tão verdade, tantas vezes na propriamente dita ou no centro-direita em Portugal...
Recordou-me a frase não sei de quem: "em Portugal temos a esquerda mais estupida da Europa, mas em Portugal, mais estupido do que a esquerda, só a direita..." ;-)
Enfim, desabafos...!
Já agora (e confundindo conceitos, mas o que interessa é a analogia)dizia o Lenine: "a burguesia fabrica as cordas com que se deixará enforcar"...
Fico pessimista com isso? Nem por sombras! Só dá mais ganas e gosto em combater! É como dizem os fuzileiros: "se a missão fosse fácil, estavam cá outros" lol!
Recordou-me a frase não sei de quem: "em Portugal temos a esquerda mais estupida da Europa, mas em Portugal, mais estupido do que a esquerda, só a direita..." ;-)
Enfim, desabafos...!
Já agora (e confundindo conceitos, mas o que interessa é a analogia)dizia o Lenine: "a burguesia fabrica as cordas com que se deixará enforcar"...
Fico pessimista com isso? Nem por sombras! Só dá mais ganas e gosto em combater! É como dizem os fuzileiros: "se a missão fosse fácil, estavam cá outros" lol!
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quarta-feira, outubro 06, 2010
Humildade argentina...
A minha avó materna era Argentina(uma história que um dia contarei aqui). Consequentemente a minha mãe é 1/2 argentina e eu 1/4. Nesta história que uma amiga me enviou reconheci-me em algumas das aventuras politicas em que me envolvo...;-)
ARGENTINA DECLARA GUERRA À CHINA!!!
Após uma consulta popular "hecha en la Plaza de Mayo", a Argentina enviou
uma mensagem à República Popular da China:
"Chinos de mierda , maricons : les declaramos la guerra; tenemos 105
tanques, 47 aviones sanos, 4 barcos que navegan y 5.221 soldados".
O Estado chinês respondeu-lhes:
"Aceitamos a declaração, temos 38.000 tanques, 16.000 aviões, 790 navios e
300 milhões de soldados. "
Ao que respondem os argentinos:
" Retiramos la declaración de guerra...
No tenemos como alojar tantos prisioneros".
LOL!
ARGENTINA DECLARA GUERRA À CHINA!!!
Após uma consulta popular "hecha en la Plaza de Mayo", a Argentina enviou
uma mensagem à República Popular da China:
"Chinos de mierda , maricons : les declaramos la guerra; tenemos 105
tanques, 47 aviones sanos, 4 barcos que navegan y 5.221 soldados".
O Estado chinês respondeu-lhes:
"Aceitamos a declaração, temos 38.000 tanques, 16.000 aviões, 790 navios e
300 milhões de soldados. "
Ao que respondem os argentinos:
" Retiramos la declaración de guerra...
No tenemos como alojar tantos prisioneros".
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segunda-feira, outubro 04, 2010
Presidenciais ou de como o poder tenta abafar o que o incomoda...
É impressionante verificar como em todas as sondagens sobre presidenciais se omite sistematicamente fazer perguntas sobre candidatos alternativos a Cavaco Silva...nem sequer sobre aquele que até agora mais em foco tem estado como possibilidade, no caso, José Ribeiro e Castro...!?
Imagine-se só que à esquerda só havia um candidato e que de repente se perfilava outro no horizonte...alguém acredita que a sondagem deixaria de averiguar que acolhimento essa candidatura teria...?
Realmente o respeitinho é muito bonito e os "donos" do centro-direita não brincam em serviço...
Imagine-se só que à esquerda só havia um candidato e que de repente se perfilava outro no horizonte...alguém acredita que a sondagem deixaria de averiguar que acolhimento essa candidatura teria...?
Realmente o respeitinho é muito bonito e os "donos" do centro-direita não brincam em serviço...
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sexta-feira, setembro 03, 2010
A condecoração de Cavaco pelo Papa
A manchete do Expresso de Sábado passado sobre as condecorações do Vaticano na sequência da visita do Papa a Portugal é extraordinária...até têm a palavra "católico" a negrito e tudo...no entanto:
A relação entre a condecoração e qualquer actuação do Presidente da República é nula (sempre e em qualquer circunstância) como aliás a própria notícia reconhece quando diz que as condecorações foram combinadas durante o processo de preparação da visita.
Não há condecoração Papal que apague o facto de que a decisão de não veto da lei do casamento gay é uma decisão errada e sobretudo completamente injustificada.
A questão de uma candidatura alternativa no centro-direita não está ligada à "catolicidade" de Cavaco Silva ou de quem quer que seja. Por um lado também a Maria de Belém e o José Manuel Pureza são católicos e sabe Deus o que defendem e o mal que tem feito, por outro a necessidade de uma outra candidatura corresponde a uma necessidade de clarificação que vai muito além daquela primeira situação.
Por fim, basta recordar que também Sócrates foi condecorado para avaliar do valor de certificado de católico que tem a condecoração...;-)
A relação entre a condecoração e qualquer actuação do Presidente da República é nula (sempre e em qualquer circunstância) como aliás a própria notícia reconhece quando diz que as condecorações foram combinadas durante o processo de preparação da visita.
Não há condecoração Papal que apague o facto de que a decisão de não veto da lei do casamento gay é uma decisão errada e sobretudo completamente injustificada.
A questão de uma candidatura alternativa no centro-direita não está ligada à "catolicidade" de Cavaco Silva ou de quem quer que seja. Por um lado também a Maria de Belém e o José Manuel Pureza são católicos e sabe Deus o que defendem e o mal que tem feito, por outro a necessidade de uma outra candidatura corresponde a uma necessidade de clarificação que vai muito além daquela primeira situação.
Por fim, basta recordar que também Sócrates foi condecorado para avaliar do valor de certificado de católico que tem a condecoração...;-)
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quarta-feira, agosto 18, 2010
Mas há quem não durma no centro-direita
E nos ajude a manter-nos atentos e acordados. Refiro-me à entrevista ontem de Santana Lopes na SIC Notícias. Vale a pena ouvir. Aqui.
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Uniões de facto e batatas fritas
A promulgação pelo Presidente da República da lei das uniões de facto veio demonstrar uma vez mais que este promulgará todas as leis que o governo lhe apresentar e mais um pacote de batatas fritas...
E também que quem governa mesmo o partido socialista é o BE. "Sans rancune" estão de parabéns estes mais a Fernanda Câncio e todos os do Jugular...! Mas também com um Presidente destes e uma direita tão anémica eu se tivesse do outro lado, até sózinho não perdia uma...! Lol!
E também que quem governa mesmo o partido socialista é o BE. "Sans rancune" estão de parabéns estes mais a Fernanda Câncio e todos os do Jugular...! Mas também com um Presidente destes e uma direita tão anémica eu se tivesse do outro lado, até sózinho não perdia uma...! Lol!
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quinta-feira, agosto 12, 2010
Polanski, abuso de menores e padres...
A notícia tem barbas (faz amanhã um mês) mas a alegria que se viveu nos meios de comunicação, do pensamento dominante e do circo cultural, com a libertação do Polanski (a quem é verdade devemos a descoberta da Nastassia Kinski a segunda actriz que "amei perdidamente" depois de ter deixado a Raquel Welsh ;-) não pode deixar de escandalizar pela diferença de critérios e motivações que mostra...!
Imaginem que a mesma história tinha sido com um Padre...alguém acha que lhe perdoavam isto? Mesmo como é o caso que a história tenha pelo menos 32 anos (a condenação de Polanski por abuso de uma rapariga de 13 anos data de 1978) e a própria vitima já lhe tenha perdoado? Tá-se mesmo a ver, os justiceiros de serviço, não descansariam em que se cumprisse o mandato de captura e o mesmo Padre fosse arrastado até tribunal e depois para os respectivos calabouços...é ou não assim?
Imaginem que a mesma história tinha sido com um Padre...alguém acha que lhe perdoavam isto? Mesmo como é o caso que a história tenha pelo menos 32 anos (a condenação de Polanski por abuso de uma rapariga de 13 anos data de 1978) e a própria vitima já lhe tenha perdoado? Tá-se mesmo a ver, os justiceiros de serviço, não descansariam em que se cumprisse o mandato de captura e o mesmo Padre fosse arrastado até tribunal e depois para os respectivos calabouços...é ou não assim?
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domingo, agosto 01, 2010
A propósito daquele caso de infaticidio em França: então e o aborto?
Da minha amiga Liliana Verde recebi este email que partilho:
Gostava de saber qual a opinião dos abortistas sobre isto? Acharão assim tanta diferença entre este infanticídio e o aborto?
França
Mãe confessa morte de recém-nascidos
A mãe de oito recém-nascidos encontrados mortos em Villers-au-Tertre, norte de França, confessou a autoria das mortes e explicou que não queria mais filhos, indicou o procurador de Douai.
Dominique Cottrez disse aos investigadores que sufocava os bebés à nascença.
A mulher, de 45 anos, explicou “que não queria mais filhos e que também
não queria ir ao médico para escolher um método contraceptivo”, acrescentou o procurador Eric Vaillant
Gostava de saber qual a opinião dos abortistas sobre isto? Acharão assim tanta diferença entre este infanticídio e o aborto?
França
Mãe confessa morte de recém-nascidos
A mãe de oito recém-nascidos encontrados mortos em Villers-au-Tertre, norte de França, confessou a autoria das mortes e explicou que não queria mais filhos, indicou o procurador de Douai.
Dominique Cottrez disse aos investigadores que sufocava os bebés à nascença.
A mulher, de 45 anos, explicou “que não queria mais filhos e que também
não queria ir ao médico para escolher um método contraceptivo”, acrescentou o procurador Eric Vaillant
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Abuso de menores: impressionante carta de um Padre Missionário
A carta que se segue foi escrita pelo padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, e endereçada a 6 de Abril ao jornal norte-americano The New York Times. Nela expressa a sua perplexidade diante da onda mediática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes a par do desinteresse que o trabalho de milhares religiosos suscita nos meios de comunicação.
Eis a carta:
Querido irmão e irmã jornalista:
Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.
É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...
Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.
Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.
Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos. .. ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.
Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.
Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.
Eis a carta:
Querido irmão e irmã jornalista:
Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.
É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...
Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.
Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.
Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos. .. ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.
Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.
Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.
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domingo, junho 20, 2010
A proposta dos feriados
Com as reservas e cautelas de quem aprecia uma iniciativa legislativa de duas amigas (as Deputadas Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro) e depois de ler a mesma percebendo que existe um raciocinio lógico e fundamentos para a dita, não consigo porém concordar com elas...
E o núcleo das minhas objecções coincide com estas declarações de Manuel Alegre ao Público (nota para os teóricos da conspiração: esta coincidência de pontos de vista não está de modo nenhum relacionada com as presidenciais nem a a desilusão da decisão de não veto do actual PR! :-)
Ainda sobre esse argumento pertinente de que o valor simbólico da data se perde de alguma forma se pudermos mover o seu dia de celebração: imagine cada um se gosta de fazer anos num dia qualquer da semana, mas que toda a gente o ignorasse, reservando as felicitações para o fim-de-semana seguinte...!?
Ao qual acresce uma outra objecção, que reconheço pode não ser nem a mais inteligente, nem a mais pertinente, mas é a de que a existência das pontes é precisamente uma daquelas coisas que ainda faz de Portugal um país onde é agradável viver, com oportunidades de descanso e encontro familiar como já há em poucos lugares do mundo, possibilitando a ida à "santa terrinha" com uma frequência simpática, etc. E não sei mesmo se a vida mais feliz proporcionada pelas pontes não ajuda a que de um maior equílibrio humano, surjam homens mais capazes e por isso mais produtivos...?
E o núcleo das minhas objecções coincide com estas declarações de Manuel Alegre ao Público (nota para os teóricos da conspiração: esta coincidência de pontos de vista não está de modo nenhum relacionada com as presidenciais nem a a desilusão da decisão de não veto do actual PR! :-)
Ainda sobre esse argumento pertinente de que o valor simbólico da data se perde de alguma forma se pudermos mover o seu dia de celebração: imagine cada um se gosta de fazer anos num dia qualquer da semana, mas que toda a gente o ignorasse, reservando as felicitações para o fim-de-semana seguinte...!?
Ao qual acresce uma outra objecção, que reconheço pode não ser nem a mais inteligente, nem a mais pertinente, mas é a de que a existência das pontes é precisamente uma daquelas coisas que ainda faz de Portugal um país onde é agradável viver, com oportunidades de descanso e encontro familiar como já há em poucos lugares do mundo, possibilitando a ida à "santa terrinha" com uma frequência simpática, etc. E não sei mesmo se a vida mais feliz proporcionada pelas pontes não ajuda a que de um maior equílibrio humano, surjam homens mais capazes e por isso mais produtivos...?
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Ainda Saramago
O meu avô materno Luis de Almeida Braga (uma figura de referência na militância monárquica em Portugal, fundador do Integralismo Lusitano, escritor, etc.) quando morria alguém tido por não crente costumava dizer "este agora já sabe que Deus existe" ;-)
Que surpresa e deslumbramento não será para Saramago descobrir que afinal aquilo que ele considerava a maior das maldades ou coisa vã, não é final a mais bonita e bondosa coisa que existe, que aquilo que o seu coração, desordenada e despistadamente perseguia, quando se atirava à Igreja, aos Santos e a Deus, estava ali naquele sitio de onde tanto fugiu...!?
Que surpresa e deslumbramento não será para Saramago descobrir que afinal aquilo que ele considerava a maior das maldades ou coisa vã, não é final a mais bonita e bondosa coisa que existe, que aquilo que o seu coração, desordenada e despistadamente perseguia, quando se atirava à Igreja, aos Santos e a Deus, estava ali naquele sitio de onde tanto fugiu...!?
Saramago: paz à sua alma
Das coisas mais comoventes a que tenho assistido com a militância católica em relação à morte de Saramago é a unânime exclamação de que importa é rezar por ele e nenhuma acrimónia em relação a alguém que ao longo da sua vida ou foi nosso militante adversário ou se entreteve com alguma persistência a insultar aquilo que para nós é o mais importante na vida.
Porque a natureza humana, nossa, é fraca poderia ter acontecido alguma reacção infeliz ou estupidez mais solta. Mas nada...apenas "importa rezar por ele", ou seja, uma consciência profunda que o que mais importa na vida é esse encontro final com Deus e porque isso temos em comum, crentes e não crentes, nos sentimos desde logo irmanados, e por isso interessados, em rezar por quem parte, independentemente do que nos afastou em vida.
Por isso na morte de Saramago, o único que nos ocorre dizer é: paz à sua alma.
Porque a natureza humana, nossa, é fraca poderia ter acontecido alguma reacção infeliz ou estupidez mais solta. Mas nada...apenas "importa rezar por ele", ou seja, uma consciência profunda que o que mais importa na vida é esse encontro final com Deus e porque isso temos em comum, crentes e não crentes, nos sentimos desde logo irmanados, e por isso interessados, em rezar por quem parte, independentemente do que nos afastou em vida.
Por isso na morte de Saramago, o único que nos ocorre dizer é: paz à sua alma.
quarta-feira, junho 09, 2010
Curiosamente ou de como "procurem os socialistas e..."
Recebi agora esta de um amigo:
Alguém sabe quantos países da União Europeia têm, neste momento, governo socialista?
Para ajudar, recordo que a Hungria e o Reino Unido tiveram eleições muito recentemente, pelo que devem ter em atenção possíveis mudanças que tenham ocorrido.
Não lhes vem à memória assim de repente?
Volto a ajudar - são só 3 (três!).
Agora talvez seja mais fácil responder à questão principal: sabem quais são esses países?
Não?
Eu esclareço: GRÉCIA, PORTUGAL e ESPANHA!
Ele há coincidências do diabo!!! Logo serem os "mais avançados" da Europa (pelo menos em dívidas, descontrolo das contas públicas e atraso)!
Haja saúde, que a esperança é a última a morrer!
Alguém sabe quantos países da União Europeia têm, neste momento, governo socialista?
Para ajudar, recordo que a Hungria e o Reino Unido tiveram eleições muito recentemente, pelo que devem ter em atenção possíveis mudanças que tenham ocorrido.
Não lhes vem à memória assim de repente?
Volto a ajudar - são só 3 (três!).
Agora talvez seja mais fácil responder à questão principal: sabem quais são esses países?
Não?
Eu esclareço: GRÉCIA, PORTUGAL e ESPANHA!
Ele há coincidências do diabo!!! Logo serem os "mais avançados" da Europa (pelo menos em dívidas, descontrolo das contas públicas e atraso)!
Haja saúde, que a esperança é a última a morrer!
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segunda-feira, junho 07, 2010
As presidenciais, o poder e um vídeo extraordinário
A discussão á volta de uma candidatura presidencial alternativa na área do centro-direita (uma necessidade que se tornou visivel na promulgação pelo Presidente da República da lei do casamento gay mas que vai muito para além desta questão) veio revelar (pelas reacções de gente estimável, cada um no seu género) a existência de um sistema de poder que vive mal com homens e iniciativas livres e se considera proprietário dos votos deste espectro político.
Se esse sistema é suficientemente forte para abafar um sector importante da opinião pública, muito mais largo que os "católicos ofendidos" retaratados pelos media isso se verá no futuro (as presidenciais são só em Janeiro e até lá muita água correrá sob as pontes).
Até saber isso, conforta o humor, inteligência e argúcia, do vídeo editado pelos meus amigos do Blog O Inimputável: impagável! Lol!
Se esse sistema é suficientemente forte para abafar um sector importante da opinião pública, muito mais largo que os "católicos ofendidos" retaratados pelos media isso se verá no futuro (as presidenciais são só em Janeiro e até lá muita água correrá sob as pontes).
Até saber isso, conforta o humor, inteligência e argúcia, do vídeo editado pelos meus amigos do Blog O Inimputável: impagável! Lol!
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sexta-feira, junho 04, 2010
Orçamento e Dívida Pública: já no Império Romano...!
De um amigo recebi esta citação que dou por boa:
“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.
As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.
Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”
Marcus Tullius Cícero - Roma, 55 a.C.
“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.
As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.
Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”
Marcus Tullius Cícero - Roma, 55 a.C.
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segunda-feira, maio 31, 2010
No dia entrada em vigor lei casamento gay: comunicado da Plataforma
COMUNICADO DA PLATAFORMA CIDADANIA E CASAMENTO NO DIA DE ENTRADA EM VIGOR DA LEI QUE PERMITE O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
1. Entra hoje em vigor a Lei que permite o casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tal como na vida, também na política e na legislação, nada é definitivo e existe sempre a possibilidade de repensar, avaliar, modificar e revogar.
Continua por isso também em vigor a reivindicação da sociedade portuguesa da realização de um referendo sobre a matéria e que todos os portugueses tenham a possibilidade de democraticamente exprimirem a sua vontade. Pelos meios e formas que se mostrarem adequados e conforme o aconselharem as diferentes circunstâncias políticas, a Plataforma Cidadania e Casamento prosseguirá a sua acção até que este objectivo seja atingido preparando inclusivamente do ponto de vista jurídico as soluções a que uma eventual reversão da modificação do regime do casamento possa obrigar.
2. De acordo com a edição de hoje de um jornal diário:
“A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo entrou hoje em vigor, dia em que o primeiro-ministro almoça, na residência oficial, pelas 13:00, com representantes das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT).”
Não podemos deixar de registar a nossa estupefacção com o facto de o Senhor Primeiro-Ministro não ter encontrado a mesma disponibilidade para receber a Plataforma Cidadania e Casamento quando esta, em nome de 92 mil subscritores da Iniciativa Popular de Referendo, lhe solicitou um encontro, cuja realização foi entregue a um assessor do seu gabinete.
Agindo desta forma, o Senhor Primeiro-Ministro, parece ter decidido não ser o chefe de governo de todos os portugueses, mas apenas das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros…
Lisboa, 31 de Maio de 2010
1. Entra hoje em vigor a Lei que permite o casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tal como na vida, também na política e na legislação, nada é definitivo e existe sempre a possibilidade de repensar, avaliar, modificar e revogar.
Continua por isso também em vigor a reivindicação da sociedade portuguesa da realização de um referendo sobre a matéria e que todos os portugueses tenham a possibilidade de democraticamente exprimirem a sua vontade. Pelos meios e formas que se mostrarem adequados e conforme o aconselharem as diferentes circunstâncias políticas, a Plataforma Cidadania e Casamento prosseguirá a sua acção até que este objectivo seja atingido preparando inclusivamente do ponto de vista jurídico as soluções a que uma eventual reversão da modificação do regime do casamento possa obrigar.
2. De acordo com a edição de hoje de um jornal diário:
“A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo entrou hoje em vigor, dia em que o primeiro-ministro almoça, na residência oficial, pelas 13:00, com representantes das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT).”
Não podemos deixar de registar a nossa estupefacção com o facto de o Senhor Primeiro-Ministro não ter encontrado a mesma disponibilidade para receber a Plataforma Cidadania e Casamento quando esta, em nome de 92 mil subscritores da Iniciativa Popular de Referendo, lhe solicitou um encontro, cuja realização foi entregue a um assessor do seu gabinete.
Agindo desta forma, o Senhor Primeiro-Ministro, parece ter decidido não ser o chefe de governo de todos os portugueses, mas apenas das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros…
Lisboa, 31 de Maio de 2010
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Presidenciais: um post genial do Pedro Picoito
Embora ainda sejo muitissimo cedo para saber o que se vai passar nas presidenciais, não podemos deixar de reconhecer que este post do Pedro Picoito é genial e bem humorado...! Lol!
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A união de homossexuais e o Presidente da Republica - artigo do Padre Vasco Pinto de Magalhães
Transcrevo artigo do Padre Vasco Pinto de Magalhães que me parece particularmente significativo porque conhecendo e apreciando este sacerdote jesuíta (já tive um retiro com ele) um artigo assim duro é bem demonstrativo de como a indignação dos católicos com a promulgação pelo PR é muito mais funda do que imaginam os comentadores de serviço do regime que pretendem deixar-nos (precipitadamente já que Cavaco ainda não disse se ia recandidatar-se) entregue à "inevitabilidade" de um voto "útil".
A união de homossexuais e o Presidente da Republica
O título mais exacto do comentário que se segue seria “A pirueta da triste figura”. Senti um arrepio, quase vómito, quando acabei de ouvir o Prof. Cavaco Silva. Que vergonha, senti. Por ele, claro. E pelo país. Assim ficou para a história como o padrinho (the best man) dos homossexuais, por incoerência da sua decisão, quando poderia ter passado à História como alguém que sem disfarce piedoso e paternalista segue as suas convicções, independente de votos e oportunismos. Seria bem preferível que, sem mais, tivesse promulgado o tal “casamento”, porque sim, porque assim o achava. Mas vir dizer a todo um país que ele pensou bem e não está de acordo e deu provas disso, que há outros modos e figuras jurídicas para o caso que são seguidas nos países que ninguém se atreve a chamar de atrasados; mais, que só uma minoria na Europa assumiu esta forma e, depois, num salto mortal, conclui ao contrário e promulga! O dito por não dito. Claro, arranjou duas “razões”. Falsas. E uma delas é ofensiva da dignidade e inteligência de um povo: estamos tão em crise e tão miseráveis que não nos podemos distrair com este tipo de debates! Ora, estes temas humanos é que são sérios, até porque a verdadeira crise é de valores. O Senhor Presidente pode ter a certeza de que o povo, “na sua menoridade” o que vai discutir é sobre futebol em África e o campeonato do Mundo. A outra razão também é “enorme”! A Assembleia vai aprovar outra vez e já não será possível vetá-lo. Pois não seria, se não houvesse outras coisas a fazer. Até dissolver a Assembleia seria possível. Aliás ninguém pode garantir em absoluto que uma lei passe (ou não) e que não haja mudanças de opinião, sobretudo quando a maioria não está assim tão garantida! De facto, usar tal argumento e agir assim com tal pirueta é como se alguém dissesse “vou-me suicidar porque é certo que dentro de algum tempo morrerei”.
Eis aqui um exemplo de um mau discernimento, do que é deixar-se levar pelas aparências de bem, do que é não clarificar nem assumir as verdadeiras motivações e arranjar “boas” razões, saídas airosas para proteger as próprias conveniências.
Enfim, não se podem julgar as pessoas, mas as piruetas, sim.
Vasco Pinto de Magalhães s.j.
A união de homossexuais e o Presidente da Republica
O título mais exacto do comentário que se segue seria “A pirueta da triste figura”. Senti um arrepio, quase vómito, quando acabei de ouvir o Prof. Cavaco Silva. Que vergonha, senti. Por ele, claro. E pelo país. Assim ficou para a história como o padrinho (the best man) dos homossexuais, por incoerência da sua decisão, quando poderia ter passado à História como alguém que sem disfarce piedoso e paternalista segue as suas convicções, independente de votos e oportunismos. Seria bem preferível que, sem mais, tivesse promulgado o tal “casamento”, porque sim, porque assim o achava. Mas vir dizer a todo um país que ele pensou bem e não está de acordo e deu provas disso, que há outros modos e figuras jurídicas para o caso que são seguidas nos países que ninguém se atreve a chamar de atrasados; mais, que só uma minoria na Europa assumiu esta forma e, depois, num salto mortal, conclui ao contrário e promulga! O dito por não dito. Claro, arranjou duas “razões”. Falsas. E uma delas é ofensiva da dignidade e inteligência de um povo: estamos tão em crise e tão miseráveis que não nos podemos distrair com este tipo de debates! Ora, estes temas humanos é que são sérios, até porque a verdadeira crise é de valores. O Senhor Presidente pode ter a certeza de que o povo, “na sua menoridade” o que vai discutir é sobre futebol em África e o campeonato do Mundo. A outra razão também é “enorme”! A Assembleia vai aprovar outra vez e já não será possível vetá-lo. Pois não seria, se não houvesse outras coisas a fazer. Até dissolver a Assembleia seria possível. Aliás ninguém pode garantir em absoluto que uma lei passe (ou não) e que não haja mudanças de opinião, sobretudo quando a maioria não está assim tão garantida! De facto, usar tal argumento e agir assim com tal pirueta é como se alguém dissesse “vou-me suicidar porque é certo que dentro de algum tempo morrerei”.
Eis aqui um exemplo de um mau discernimento, do que é deixar-se levar pelas aparências de bem, do que é não clarificar nem assumir as verdadeiras motivações e arranjar “boas” razões, saídas airosas para proteger as próprias conveniências.
Enfim, não se podem julgar as pessoas, mas as piruetas, sim.
Vasco Pinto de Magalhães s.j.
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A democracia debaixo de fogo
É o título de um artigo de André Freire que hoje saiu no Público e que recomendo vivamente.
Neste aborda a actual campanha de redução do número de deputados com grande objectividade e acerto, denunciando como a mesma (se chegasse a bom porto) contribuiria para uma sociedade com ainda maiores problemas de democraticidade e representatividade.
Quanto a mim a mudança necessária não passa por aí mas por mecanismos de maior responsabilização e identificação dos deputados, como a reforma eleitoral no sentido da consagração do voto de preferência (a possibilidade de votar num partido, indicando simultaneamente o nome da nossa preferência) e a possibilidade de primárias nos partidos para a consttituição de listas eleitorais.
Um assunto a seguir com atenção.
Neste aborda a actual campanha de redução do número de deputados com grande objectividade e acerto, denunciando como a mesma (se chegasse a bom porto) contribuiria para uma sociedade com ainda maiores problemas de democraticidade e representatividade.
Quanto a mim a mudança necessária não passa por aí mas por mecanismos de maior responsabilização e identificação dos deputados, como a reforma eleitoral no sentido da consagração do voto de preferência (a possibilidade de votar num partido, indicando simultaneamente o nome da nossa preferência) e a possibilidade de primárias nos partidos para a consttituição de listas eleitorais.
Um assunto a seguir com atenção.
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sexta-feira, maio 28, 2010
Carta "ressabiada" de um funcionário público ;-)
Não conheço a autoria e claramente trata-se de uma reacção ressabiada à necessidade existente de repensar as funções do Estado e reduzir a dimensão do mesmo (com o que concordo) e até curiosamente revela bem como a iniciativa privada é de facto mais beneficiosa (outra vez o Mia Couto...) para o próprio, mas transcrevo porque de facto tem graça:
"Exmo. Sr. 1º Ministro,
Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda." e em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.
Ganha o ministro, ganho eu e o país que se lixe!
Ora vejamos:
Ganha o ministro das Finanças porque:
- Fica com um funcionário público a menos.
- Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
- Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo público.
- Fica com menos um trabalhador, potencial grevista e reivindicador que por muito que trabalhe será sempre considerado um mandrião.
E ganho eu porque:
- Deixo de pagar na totalidade todos os impostos a que um funcionário público está obrigado, e bem diga-se, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
- Vou comprar fraldas, champôs, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de 'artigos de limpeza', pelo que contam como custos para a empresa.
- Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.
- Já posso arranjar uma residência em Espanha para comprar carro a metade do preço ou compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da empresa.
- Promovo a senhora das limpezas lá de casa a auxiliar de limpeza da firma.
- E, se no fim ainda tiver que pagar impostos, não pago, porque três anos depois o Senhor Ministro adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos, fico com os juros e dou o resto à DGCI.
Mas ainda ganho mais:
- Em vez de pagar contribuições para a CNP, faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.
- Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que, tal como o outro, será adquirido em nome da firma assim como manutenções e combustíveis.
- Se tiver um divórcio litigioso as prestações familiares que o tribunal me condenar já não serão deduzidas directamente na fonte e recebo o ordenado inteiro e só pago se me apetecer...!
Como se pode ver, só teria a ganhar e já podia dizer em público o nome da minha profissão sem parecer uma palavra obscena, afinal, em Portugal ter prejuízo é uma bênção de Deus!
Está visto que ser ultra liberal é o que realmente vale a pena, e porque é que os partidos que alternam no poder têm tantos votos...?"
"Exmo. Sr. 1º Ministro,
Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo "Jumentos & Consultores Associados Lda." e em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.
Ganha o ministro, ganho eu e o país que se lixe!
Ora vejamos:
Ganha o ministro das Finanças porque:
- Fica com um funcionário público a menos.
- Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
- Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo público.
- Fica com menos um trabalhador, potencial grevista e reivindicador que por muito que trabalhe será sempre considerado um mandrião.
E ganho eu porque:
- Deixo de pagar na totalidade todos os impostos a que um funcionário público está obrigado, e bem diga-se, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
- Vou comprar fraldas, champôs, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de 'artigos de limpeza', pelo que contam como custos para a empresa.
- Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.
- Já posso arranjar uma residência em Espanha para comprar carro a metade do preço ou compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da empresa.
- Promovo a senhora das limpezas lá de casa a auxiliar de limpeza da firma.
- E, se no fim ainda tiver que pagar impostos, não pago, porque três anos depois o Senhor Ministro adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos, fico com os juros e dou o resto à DGCI.
Mas ainda ganho mais:
- Em vez de pagar contribuições para a CNP, faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.
- Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que, tal como o outro, será adquirido em nome da firma assim como manutenções e combustíveis.
- Se tiver um divórcio litigioso as prestações familiares que o tribunal me condenar já não serão deduzidas directamente na fonte e recebo o ordenado inteiro e só pago se me apetecer...!
Como se pode ver, só teria a ganhar e já podia dizer em público o nome da minha profissão sem parecer uma palavra obscena, afinal, em Portugal ter prejuízo é uma bênção de Deus!
Está visto que ser ultra liberal é o que realmente vale a pena, e porque é que os partidos que alternam no poder têm tantos votos...?"
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Presidenciais: o jornal i de hoje e o erro de Marcelo
O Jornal i publicou hoje um artigo excelente sobre a crise aberta por Cavaco na questão das presidenciais, na sequência da sua promulgação da lei do casamento gay.
Acompanha esse artigo uma entrevista de altissima categoria de Pedro Santana Lopes.
O que interessa aqui sublinhar é no entanto um erro de Marcelo Rebelo de Sousa que retrata bem uma mentalidade que está na origem de tantos equivocos políticos, desmotivação para a vida pública e a crise de representatividade de alguns sectores da sociedade portuguesa no actual sistema político.
Diz o artigo: "Mas para Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco não sai prejudicado. Admite que possa "ter existido um descontentamento nos sectores mais conservadores do PSD e no CDS/PP, que tem estado muito calado, mas não há espaço nem condições para o aparecimento de outro candidato de direita". "Cavaco é o candidato indiscutível. E não acredito que a sua decisão lhe custe votos, nem provoque uma segunda volta. Na hora da verdade, as pessoas vão votar nele".
Eis precisamente o "serviço" que estou convencido o actual presidente prestou ao país: o fim da "chantagem" do voto útil ou de conveniência, pelo menos para aqueles que nas questões civilizacionais, vem sendo sistematicamente "desservidos" (como diria o Mia Couto) pelo presidente em quem votaram de boa fé...
Acompanha esse artigo uma entrevista de altissima categoria de Pedro Santana Lopes.
O que interessa aqui sublinhar é no entanto um erro de Marcelo Rebelo de Sousa que retrata bem uma mentalidade que está na origem de tantos equivocos políticos, desmotivação para a vida pública e a crise de representatividade de alguns sectores da sociedade portuguesa no actual sistema político.
Diz o artigo: "Mas para Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco não sai prejudicado. Admite que possa "ter existido um descontentamento nos sectores mais conservadores do PSD e no CDS/PP, que tem estado muito calado, mas não há espaço nem condições para o aparecimento de outro candidato de direita". "Cavaco é o candidato indiscutível. E não acredito que a sua decisão lhe custe votos, nem provoque uma segunda volta. Na hora da verdade, as pessoas vão votar nele".
Eis precisamente o "serviço" que estou convencido o actual presidente prestou ao país: o fim da "chantagem" do voto útil ou de conveniência, pelo menos para aqueles que nas questões civilizacionais, vem sendo sistematicamente "desservidos" (como diria o Mia Couto) pelo presidente em quem votaram de boa fé...
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segunda-feira, maio 24, 2010
A bon entendedeur...;-)
Considerando que a cauda é uma pata, quantas patas tem um cão?
Tem quatro, dado que, o facto de considerarmos que a cauda é uma pata não transforma a cauda em pata.
Abraham Lincoln
Tem quatro, dado que, o facto de considerarmos que a cauda é uma pata não transforma a cauda em pata.
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terça-feira, abril 20, 2010
A manifestação de 20 de Fevereiro: coisa extraordinária!
Estava à procura de uma imagem para o ambiente de trabalho do meu computador e fui buscá-la ao site da manifestação pela família e pelo casamento.
E, revendo o respectivo álbum de fotografias, dou-me conta de:
a) como às vezes a excessiva proximidade aos acontecimentos que protagonizamos é como se nos ocultasse as respectivas dimensão, beleza e significado...a manifestação foi de facto uma coisa extraordinária...!
b) de que de uma mobilização desta amplitude, hoje,em Portugal, só a nossa rede e a do PCP, conseguem aquele tipo de mobilização, pluralidade, cor, movimento, conteúdo
c) é um privilégio servir os anseios daquele povo que desceu a avenida e os muito mais milheres que também lhe pertencem...!
E, revendo o respectivo álbum de fotografias, dou-me conta de:
a) como às vezes a excessiva proximidade aos acontecimentos que protagonizamos é como se nos ocultasse as respectivas dimensão, beleza e significado...a manifestação foi de facto uma coisa extraordinária...!
b) de que de uma mobilização desta amplitude, hoje,em Portugal, só a nossa rede e a do PCP, conseguem aquele tipo de mobilização, pluralidade, cor, movimento, conteúdo
c) é um privilégio servir os anseios daquele povo que desceu a avenida e os muito mais milheres que também lhe pertencem...!
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sábado, abril 10, 2010
Da importância de acreditar na Ressurreição
Se conclui por este artigo genial (como habitualmente) do João César das Neves:
Inconsciência
DESTAK | 07 | 04 | 2010 22.03H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
«Duzentos e cinquenta mil católicos não acreditam na vida eterna». No passado domingo, Domingo de Páscoa, o Diário de Notícias fez disto primeira página.
Segundo um estudo, 25% dos inquiridos não acreditam na ressurreição após a morte, 10% dos quais dizem ir à missa habitualmente. Cometendo um abuso estatístico comum, esses valores foram multiplicados pela população nacional para dar o título bombástico.
A confusão numérica é fácil de destrinçar. Não são 10% dos praticantes que não acreditam, mas 10% dos que não acreditam dizem ir à missa. Por outro lado, não se quis reparar que a esmagadora maioria dos portugueses (75%) acredita na ressurreição, a maior parte deles sem sequer praticar religião.
O mais curioso é não se terem notado as enormes consequências políticas e sociais da questão. Porque acreditar na ressurreição não é aspecto menor, mas decisivo na vida comunitária. Como disse há 1900 anos o primeiro filósofo cristão, S. Justino Mártir: «Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados» (I Apologia, 18).
Acreditar que na morte acaba tudo, que não existe justiça certa e que o que se faz fica esquecido, tem enormes consequências na vida pessoal e social concreta. Pode-se ser bom assim, mas essa costuma ser a crença cómoda dos que seguem os seus caprichos.
Os terríveis abusos do nosso tempo, corrupção, falta de honra e crise de valores, que todos os quadrantes denunciam, têm certamente a ver com isto. Por cá as coisas só não são piores porque felizmente três quartos dos portugueses acreditam na ressurreição.
Inconsciência
DESTAK | 07 | 04 | 2010 22.03H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
«Duzentos e cinquenta mil católicos não acreditam na vida eterna». No passado domingo, Domingo de Páscoa, o Diário de Notícias fez disto primeira página.
Segundo um estudo, 25% dos inquiridos não acreditam na ressurreição após a morte, 10% dos quais dizem ir à missa habitualmente. Cometendo um abuso estatístico comum, esses valores foram multiplicados pela população nacional para dar o título bombástico.
A confusão numérica é fácil de destrinçar. Não são 10% dos praticantes que não acreditam, mas 10% dos que não acreditam dizem ir à missa. Por outro lado, não se quis reparar que a esmagadora maioria dos portugueses (75%) acredita na ressurreição, a maior parte deles sem sequer praticar religião.
O mais curioso é não se terem notado as enormes consequências políticas e sociais da questão. Porque acreditar na ressurreição não é aspecto menor, mas decisivo na vida comunitária. Como disse há 1900 anos o primeiro filósofo cristão, S. Justino Mártir: «Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados» (I Apologia, 18).
Acreditar que na morte acaba tudo, que não existe justiça certa e que o que se faz fica esquecido, tem enormes consequências na vida pessoal e social concreta. Pode-se ser bom assim, mas essa costuma ser a crença cómoda dos que seguem os seus caprichos.
Os terríveis abusos do nosso tempo, corrupção, falta de honra e crise de valores, que todos os quadrantes denunciam, têm certamente a ver com isto. Por cá as coisas só não são piores porque felizmente três quartos dos portugueses acreditam na ressurreição.
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A constitucionalidade da lei do casamento gay
A decisão do Tribunal Constitucional que achou conforme à Constituição o casamento gay veio demonstrar uma vez mais que para os juizes do tribunal a Constituição consente em tudo o que se faz e o Tribunal Constitucional faz tudo o que se lhe consente...
Mas como muito bem explica a Plataforma no comunicado que a esse propósito publicou agora não existe mesmo nenhum obstáculo a que se realize o referendo por que a sociedade portuguesa clama.
Mas como muito bem explica a Plataforma no comunicado que a esse propósito publicou agora não existe mesmo nenhum obstáculo a que se realize o referendo por que a sociedade portuguesa clama.
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sábado, abril 03, 2010
Bispos saem em defesa dos nossos Padres
Neste tempo em que abriu a época de caça aos padres, como escrevia um insuspeito colunista do DN, é reconfortante ler esta noticia da Ecclesia:
Bispos saem em defesa dos seus padres
D. António Marto condena «crimes hediondos», mas pede confiança. D. Manuel Clemente condena «generalizações» indevidas e defende celibato
Vários Bispos do nosso país saíram em defesa dos seus padres, condenando o clima de desconfiança que se vive por causa dos recentes escândalos de pedofilia envolvendo membros do clero católico em diversos países.
A ocasião escolhida foi a homilia da Missa Crismal, que anualmente reúne o clero de cada Diocese, na manhã de Quinta-feira Santa.
D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da Conferência Episcopal, falou num “momento doloroso” marcado pelo “sofrimento e a vergonha por crimes hediondos de alguns sacerdotes e a suspeição generalizada resultante da exploração mediática de tais casos”.
“O pecado de alguns não ofusca a abnegação e a fidelidade de que a imensa maioria dos sacerdotes e religiosos dá prova quotidiana e que as nossas comunidades testemunham e reconhecem”, atirou.
No Porto, D. Manuel Clemente defendeu a “condição celibatária”, admitindo que “a mentalidade geral parece contrariá-la, encontrando em graves contrafacções de alguns clérigos o reforço da sua crítica, como se o celibato sacerdotal fosse inadequado ao ministério e até um óbice à maturidade pessoal”.
O Bispo do Porto mostrou-se seguro de que, com o tempo, “virá ao de cima a verdade dos factos, decerto mais «verdadeira» do que as generalizações absolutamente indevidas, que entretanto se propalam, com gritante injustiça”.
“A grande maioria do clero vive de modo sereno e feliz o seu celibato «pelo reino dos céus», assim participando na própria condição existencial e pastoral de Jesus Cristo, como Ele a quis viver também”, prosseguiu.
D. Jacinto Botelho, Bispo de Lamego, frisou que "a Igreja sofre nos últimos tempos uma dolorosíssima provação que não pode deixar-nos insensíveis".
"Amemos muito a nossa Mãe, a Igreja, santa, mas também pecadora, e rezemos por todas as vítimas inocentes, porventura irremediavelmente marcadas para toda a vida; amemos a Mãe Igreja e rezemos e sacrifiquemo-nos por todos os culpados que por vocação deveriam apresentá-la pura e imaculada, e com o seu torpe comportamento a conspurcam", disse.
"Amemos a Santa Igreja e rezemos por aqueles que com falsidades a insidiam, infamando-a e caluniando-a, na pessoa dos que, por vocação, ministerialmente a servem, com o exclusivo objectivo de desacreditá-la", alertou ainda.
Condenação precipitada
O Bispo de Viseu, por seu lado, sublinhou que “nada justifica a condenação precipitada, superficial e unilateral, a generalização fácil e injusta ou a marginalização tendenciosa e abusiva”.
Numa carta escrita aos padres da Diocese, D. Ilídio Leandro admite que “a Igreja, enquanto Instituição temporal e enquanto formada por homens e mulheres, frágeis e sujeitos a quedas e a pecados, tem muitos limites e imperfeições”.
Já na homilia da Missa Crismal, falou em dias nos quais “a Igreja é vista com tamanha desconfiança e em que todo o mal é aumentado, generalizado e provocador de escândalos, com um juízo desproporcionadamente injusto – ainda que o mal seja sempre mal e seja sempre de lamentar e de reparar”.
Em apoio dos seus padres saiu também D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, segundo o qual, “devido a alguns escândalos lamentáveis cria-se um ambiente de suspeita e de acusação que pesa sobre todos”.
“Embora os acusados sejam raras excepções que não desfazem a dignidade do sacerdócio, todos carregamos com o pecado da Igreja e da sociedade, como Cristo carrega com os pecados do mundo”, afirmou.
Nestes “momentos conturbados e agressivos em relação ao clero”, D. Manuel Pelino assegura que “a Igreja aposta na verdade, pois só a verdade nos torna livres e nos ajuda a praticar a justiça”.
No Algarve, D. Manuel Neto Quintas reconheceu "fragilidades" e deixou um apelo: "Conhecer Cristo, em ambiente de intimidade e amizade, particularmente na oração pessoal, como resposta à leitura orante da Palavra, supera tudo o que possamos desejar ou aspirar, inclusive as nossas debilidades".
D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, aludiu na sua homilia à “fraqueza dos irmãos que caíram”.
“Confessamo-la, dela pedimos perdão e por eles rezamos. Afinal, todos nós somos débeis; se eles se mancharam na baixeza de actos, escandalosos para quem os padeceu, quem de nós poderá negar as suas falhas em outros campos: porventura o abandono da oração, a rudeza no trato, o descuido na preparação do ensino?”, perguntou.
Na Madeira, D. António Carrilho quis deixar “uma palavra de reconhecimento e muito apreço pela vida e ministério” de cada um dos padres presentes, “nomeadamente pela generosidade da vossa entrega e dedicação ao Povo de Deus, pelo esforço de fomentar uma comunhão sempre maior no nosso presbitério, por todo o vosso empenho em viver o sacerdócio e testemunhar a alegria”.
Na Sé de Lisboa, D. José Policarpo apelou a um “ministério da alegria” na sociedade contemporânea.
Para o Cardeal-Patriarca, essa alegria “brota da experiência da reconciliação e do perdão”.
“Numa sociedade de violência e de dificuldade em perdoar, este serviço da Igreja é bálsamo para tanta dor, semente de transformação progressiva da sociedade, redescoberta da alegria de viver”, declarou.
Nacional | Octávio Carmo | 2010-04-01 | 16:35:37 | 6486 Caracteres | Semana Santa
© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados - agencia@ecclesia.pt
Bispos saem em defesa dos seus padres
D. António Marto condena «crimes hediondos», mas pede confiança. D. Manuel Clemente condena «generalizações» indevidas e defende celibato
Vários Bispos do nosso país saíram em defesa dos seus padres, condenando o clima de desconfiança que se vive por causa dos recentes escândalos de pedofilia envolvendo membros do clero católico em diversos países.
A ocasião escolhida foi a homilia da Missa Crismal, que anualmente reúne o clero de cada Diocese, na manhã de Quinta-feira Santa.
D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da Conferência Episcopal, falou num “momento doloroso” marcado pelo “sofrimento e a vergonha por crimes hediondos de alguns sacerdotes e a suspeição generalizada resultante da exploração mediática de tais casos”.
“O pecado de alguns não ofusca a abnegação e a fidelidade de que a imensa maioria dos sacerdotes e religiosos dá prova quotidiana e que as nossas comunidades testemunham e reconhecem”, atirou.
No Porto, D. Manuel Clemente defendeu a “condição celibatária”, admitindo que “a mentalidade geral parece contrariá-la, encontrando em graves contrafacções de alguns clérigos o reforço da sua crítica, como se o celibato sacerdotal fosse inadequado ao ministério e até um óbice à maturidade pessoal”.
O Bispo do Porto mostrou-se seguro de que, com o tempo, “virá ao de cima a verdade dos factos, decerto mais «verdadeira» do que as generalizações absolutamente indevidas, que entretanto se propalam, com gritante injustiça”.
“A grande maioria do clero vive de modo sereno e feliz o seu celibato «pelo reino dos céus», assim participando na própria condição existencial e pastoral de Jesus Cristo, como Ele a quis viver também”, prosseguiu.
D. Jacinto Botelho, Bispo de Lamego, frisou que "a Igreja sofre nos últimos tempos uma dolorosíssima provação que não pode deixar-nos insensíveis".
"Amemos muito a nossa Mãe, a Igreja, santa, mas também pecadora, e rezemos por todas as vítimas inocentes, porventura irremediavelmente marcadas para toda a vida; amemos a Mãe Igreja e rezemos e sacrifiquemo-nos por todos os culpados que por vocação deveriam apresentá-la pura e imaculada, e com o seu torpe comportamento a conspurcam", disse.
"Amemos a Santa Igreja e rezemos por aqueles que com falsidades a insidiam, infamando-a e caluniando-a, na pessoa dos que, por vocação, ministerialmente a servem, com o exclusivo objectivo de desacreditá-la", alertou ainda.
Condenação precipitada
O Bispo de Viseu, por seu lado, sublinhou que “nada justifica a condenação precipitada, superficial e unilateral, a generalização fácil e injusta ou a marginalização tendenciosa e abusiva”.
Numa carta escrita aos padres da Diocese, D. Ilídio Leandro admite que “a Igreja, enquanto Instituição temporal e enquanto formada por homens e mulheres, frágeis e sujeitos a quedas e a pecados, tem muitos limites e imperfeições”.
Já na homilia da Missa Crismal, falou em dias nos quais “a Igreja é vista com tamanha desconfiança e em que todo o mal é aumentado, generalizado e provocador de escândalos, com um juízo desproporcionadamente injusto – ainda que o mal seja sempre mal e seja sempre de lamentar e de reparar”.
Em apoio dos seus padres saiu também D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, segundo o qual, “devido a alguns escândalos lamentáveis cria-se um ambiente de suspeita e de acusação que pesa sobre todos”.
“Embora os acusados sejam raras excepções que não desfazem a dignidade do sacerdócio, todos carregamos com o pecado da Igreja e da sociedade, como Cristo carrega com os pecados do mundo”, afirmou.
Nestes “momentos conturbados e agressivos em relação ao clero”, D. Manuel Pelino assegura que “a Igreja aposta na verdade, pois só a verdade nos torna livres e nos ajuda a praticar a justiça”.
No Algarve, D. Manuel Neto Quintas reconheceu "fragilidades" e deixou um apelo: "Conhecer Cristo, em ambiente de intimidade e amizade, particularmente na oração pessoal, como resposta à leitura orante da Palavra, supera tudo o que possamos desejar ou aspirar, inclusive as nossas debilidades".
D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, aludiu na sua homilia à “fraqueza dos irmãos que caíram”.
“Confessamo-la, dela pedimos perdão e por eles rezamos. Afinal, todos nós somos débeis; se eles se mancharam na baixeza de actos, escandalosos para quem os padeceu, quem de nós poderá negar as suas falhas em outros campos: porventura o abandono da oração, a rudeza no trato, o descuido na preparação do ensino?”, perguntou.
Na Madeira, D. António Carrilho quis deixar “uma palavra de reconhecimento e muito apreço pela vida e ministério” de cada um dos padres presentes, “nomeadamente pela generosidade da vossa entrega e dedicação ao Povo de Deus, pelo esforço de fomentar uma comunhão sempre maior no nosso presbitério, por todo o vosso empenho em viver o sacerdócio e testemunhar a alegria”.
Na Sé de Lisboa, D. José Policarpo apelou a um “ministério da alegria” na sociedade contemporânea.
Para o Cardeal-Patriarca, essa alegria “brota da experiência da reconciliação e do perdão”.
“Numa sociedade de violência e de dificuldade em perdoar, este serviço da Igreja é bálsamo para tanta dor, semente de transformação progressiva da sociedade, redescoberta da alegria de viver”, declarou.
Nacional | Octávio Carmo | 2010-04-01 | 16:35:37 | 6486 Caracteres | Semana Santa
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