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terça-feira, maio 13, 2014

Números do Aborto de 2013: a barbárie continua!



Saíram os números de 2013 do aborto legal e como é hábito também o relatório de 2012 revisto (em alta como acontece todos os anos, já que quando sai o primeiro relatório nem todos os episódios estão registados) em dois relatórios da autoria do respectivo departamento da Direcção Geral de Saúde (onde pontificam só pessoas que nos referendos se manifestaram militantemente a favor do Sim...). Os relatórios estão aqui.

A Federação Portuguesa pela Vida já editou um Sumário que em horas estará aqui.

Umas primeiras breves notas sobre os números apresentados:

1.      Em números absolutos em 2012 houve 18.615 abortos a pedido da mãe (modalidade introduzida pelo referendo de 2007) e em 2013 (números provisórios) houve 17.414, isto é, menos 1.201 abortos, menos 6,45% que no ano anterior
2.      Em 2012 houve cerca de 89.841 nascimentos e em 2013 estes foram 82.787, isto é, menos 7.054, menos 8% (fonte: http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+maes+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14)
3.      A incidência do aborto legal (abortos/nascimentos) aumentou de 21,3% (em 2012), para 21,7% (em 2013, números provisórios)
4.      Em termos práticos isto significa que praticamente uma em cada cinco gravidezes termina em aborto.
5.      A reincidência do aborto (isto é, quem abortou no ano, já o tinha feito no próprio ano e/ou em anos anteriores) aumentou de 26% para 27,8% (números provisórios de 2013). Isto é, aproxima-mo-nos de uma fasquia de um em cada três abortos, ser uma repetição (=utilização do aborto como método contraceptivo)

6.      O aborto continua gratuito (não paga taxa moderadora), dá direito a uma licença de 15 a 30 dias, paga a 100%, e as grávidas dos Açores que vem abortar a Lisboa tem direito a deslocações todas pagas para si e um acompanhante. 

Mas sobretudo impressiona ver o que sai nas notícias e como para a Direcção Geral de Saúde (que em princípio com a missão de preservar a saúde pública, devia almejar zero abortos) está sempre tudo bem...
Ou se não vejam a Renascença, o Público, o i e o Diário de Notícias.

quarta-feira, março 26, 2014

Quatro em cada cinco utilizadores do SNS não pagam taxa moderadora (e o aborto continua gratuito!)



É incrível, não é verdade? Não que cada quatro em cinco utentes do Serviço Nacional de Saúde não pague taxa moderadora, mas sim que mesmo assim não haja forma de o Governo (através do seu líbio titular da pasta da Saúde) a fazer aplicar também no aborto legal...incompreensível!
A notícia está no Público para quem a quiser ler.
E entretanto a tragédia (do aborto) tem este retrato.
E é sempre gratuito!
Como dizia a poetisa "Vimos, ouvimos e lemos: não podemos calar!"...

terça-feira, abril 16, 2013

Espanha quer restringir acesso ao aborto: em Portugal, quando?

No momento em que uma movimentação popular colocou também este assunto na ordem do dia da Assembleia da República, em que o Governo, reunido com a Troika, se prepara para finalmente cortar mais na despesa pública, bons exemplos como os abaixo, da União Europeia, podem ser inspiradores. Assim o centro-direita se recorde da sua identidade e por mais não seja por racionalidade económica (a natalidade é também um problema económico) seja capaz de começar a limpar Portugal da herança de José Sócrates.


Espanha quer restringir acesso ao aborto
Inserido em 16-04-2013 12:36
PSOE ameaça exigir a denúncia da concordata com a Santa Sé caso o Governo insista em modificar a lei e "limitar os direitos das mulheres", protegendo o direito à vida.

O Governo espanhol quer restringir o acesso ao aborto legal. O ministro da justiça de Espanha, Alberto Ruiz Gallardón, afirmou segunda-feira que o Governo está a preparar uma nova lei que terá em conta que "a vida é um direito inalienável e não uma concessão".

Embora no papel a lei do aborto em Espanha não seja muito diferente da portuguesa, a interpretação feita é muito mais permissiva. Uma enorme quantidade de abortos é feita ao abrigo do "perigo físico ou psíquico" para a mulher, sendo que para tal basta uma declaração da mesma. Com a nova lei, garante o Governo, será necessário comprovar esses perigos para a saúde da mãe.

Alberto Ruiz Gallardón diz que a nova lei será mais próxima dos critérios estabelecidos pelo Tribunal Constitucional, que se pronunciou sobre a questão em 1985. "O nascituro é um bem jurídico protegido, que tem relevância na vida humana desde o momento da sua concepção, se bem que essa protecção não é absoluta", resumiu o ministro.

Segundo esta visão da vida humana, o aborto apenas será legal em casos em que os direitos do nascituro choquem com os da mãe. Aí, "o legislador tem de actuar", disse o ministro da Justiça. Mesmo nos casos de má formação, o aborto passará a ser ilegal, deu a entender Gallardón. "Não há uma vida menos valiosa que outra, nem muito menos como consequência de uma deficiência."

A nova proposta, que ainda não está finalizada, obriga ainda as menores a obter consentimento dos pais quando quiserem interromper uma gravidez e regula a objecção de consciência.

A reacção do PSOE a estas medidas não se fez esperar. O partido socialista espanhol avisa que caso o Governo "limite a liberdade das mulheres", exigirá a denúncia da concordata com a Santa Sé. A vice-secretária geral do partido, Elena Valenciano, acusa os bispos e o Governo de andar "de mão dada" nesta questão.


[notícia actualizada às 14h32]


sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Álcool e suicidios: e se em vez disso proibissem o aborto...?




No Público de hoje (de onde retirei a, não fossem agora 16h32, tentadora, fotografia acima...;-)  diz que o Governo tenciona avançar com a proibição de venda de álcool a menores de 18 anos. Ou seja mais uma daquelas medidas de fascismo sanitário em que a mentalidade dominante se compraz...entre outras "razões" estará a elevada taxa de suicidios em Portugal.

De acordo com os números que encontrei há cerca de 1.200 por ano (vi aqui e depois aqui embora haja também esta fonte). O que é de facto brutal porque quer dizer: 100 por mês, 3 por dia...! Duras que são estas tragédias (não apenas vistas em conjunto, mas sobretudo, uma a uma, humanidade a humanidade, família a família) não se comparam porém com as do aborto que recorde-se (números de 2011, os últimos disponíveis) são 20.000 por ano, 55 por dia, 2 por hora (se os abortadouros estivessem abertos 24 sobre 24 horas, quais campos de concentração de triste memória). Ou seja, em cada 6 gravidezes (outra vez números de 2011 porque 2012 já se sabe é pior) em Portugal acaba em aborto...

De onde a pergunta: se em vez de proibirem o álcool até aos 18 anos por causa dos suicidios (uma relação que está longe de ser garantida, antes a intuição e o bom senso, nos diriam que a inversa, sim, será verdadeira...?) proibissem mas é o aborto?

domingo, dezembro 30, 2012

Então e no aborto, porque não cortam despesas...?



No Público de hoje sob o título "Governo é "insensível" por pedir aos portugueses que previnam doenças" é-nos dado conta de um apelo do Secretário de Estado Adjunto da Saúde (fotografia acima retirada do site do Público) a que os portugueses cuidem melhor da sua saúde para evitar a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde porque, por exemplo, e cito, o "Tabaco custa anualmente ao sistema de saúde 500 millhões, o álcool 200 e a diabetes tipo 2 cem milhões."

Sobre o aborto (ver meu artigo sobre esse assunto aqui no Blog) e a despesa respectiva, nem uma palavra...ou, pelo menos, um apelo à prevenção do mesmo...nada...

Ora, e para citar uma fonte insuspeita (e que se enganou no numero de abortos que serviram de base ao cálculo como se pode ver por aqui em que se usam apenas os números que a Direcção-geral de Saúde coloca no Portal da Saúde Reprodutiva ), o aborto custou pelo menos (só no Orçamento da Saúde e apenas no que respeita ao custo tabelado e por isso não incluindo todos os restantes custos) 45 milhões de euros. Ou seja, como diz o jornal i, apenas em 2011 (e sem contar com aquele lapso do jornal [trocando por miúdos, num ano em que os abortos foram 20.290, vide a página sete deste relatório da DGS, o jornal baseia o seu cálculo em 16.148...!?]) 11,5 milhões de euros...

Isto para não falar nos custos na Segurança Social (licenças de parentalidade por exemplo)...razão pela qual há já dois anos atrás a Federação Portuguesa pela Vida estimou aqueles custos (totais, de Julho de 2007 a Fevereiro de 2011) em 100 milhões de euros.

Mas como já é tradição no Ministério da Saúde, os responsáveis a estes costumes dizem nada...
apesar de em Outubro de 2011 ao Ministro ter saído esta "pérola": "O ministro da Saúde afastou hoje a possibilidade de alterar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, pois embora reconheça os "custos significativos" que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembra que foi uma decisão dos portugueses."

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Mais funerais do que partos



(a fotografia acima foi retirada do site do Público na notícia que refiro abaixo)

Noticiava o Público ontem que "Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre". Uma vez que a realidade não me espanta (é por demais conhecida, veja-se a esse propósito este estudo), espanta-me isso sim, que "aos costumes [o Governo] disse nada"...e também que cuidadosamente todas as notícias deste tipo ocultam que há 20 mil abortos por ano, ou seja que uma em cada seis gravidezes, em Portugal, termina em aborto...

Digo "espanta-me" mas até isso é relativo...já que coexiste esta notícia com a de hoje no jornal Sol de que o Ministro da Saúde "recusa taxas sobre o aborto"...e os grupos parlamentares do centro-direita, calmamente põem na gaveta os projectos que tinham de modificação deste estado de coisas (embora quanto ao do PSD ainda bem já que era a tola imposição de uma taxa apenas na repetição do acto...a propósito desta vale a pena ler o post de Ana Matos Pires no Jugular a que já aqui fiz referência). Das duas uma: ou o homem não é tão inteligente como parece ou pura e simplesmente morre de medo do tema...!?






terça-feira, dezembro 18, 2012

Miguel Relvas e Gérman Efromovich




Deve ser feitio, mas realmente não há mesmo pachorra para o mais recente "caso" de suspeição sobre políticos tendo por objecto Miguel Relvas e Gérman Efromovich...! Percebo há de muita gente vontade grande de bater em Relvas mas porque não o fazem a partir de factos políticos, decisões e declarações, deste, no seu âmbito de actuação como Ministro, e se entretêm em atacar o homem pessoalmente...? Assim, só para começar, tipo dossier RTP, fusão de munícipios e freguesias...não sei, qualquer coisa em que se possa ter um juízo distinto e faça sentido apresentar posição contraposta...

Desta vez o caso é porque parece ambos (Miguel Relvas e Gérman Efromovich) se conhecem, se encontraram e uns amigos brasileiros de Miguel Relvas (entre os quais um célebre José Dirceu que a acreditar na comunicação social e na justiça brasileira será pelo menos uma "peça" curiosa...) estão a trabalhar com Efromovich ajudando-o na compra por este da TAP. E então, qual é o problema? E até no limite pergunto: todos os actos de uma pessoa desonesta (assim declarada pela justiça brasileira) são por natureza desonestos também...?

Não só acho normal um potencial comprador da TAP (ao que parece e infelizmente o único) procure contactar responsáveis políticos do país onde pretende realizar um investimento significativo, como espero dos membros do Governo e da alta administração do Estado em geral que não sejam "bichos do mato" e pelo mundo fora vão conhecendo estes e outros, juntando informação útil para quando chegar o tempo de decidir, passando mensagens num e noutro sentido, indo a fundo no estudo e gestão dos dossiers que lhe estão confiados, procurando conhecer melhor as questões do seu âmbito e as implicações de cada decisão.

Um dos "dramas" com que já tenho embatido na minha vida é precisamente esses dirigentes estatais que se obstinam em não receber ninguém e assim ficam no mais olímpico desconhecimento da situação sobre que devem decidir, sem noção das consequências da mesma, e respeitando escrupolosamente todas as regras formais, fazem perder os interesses públicos que dizem pretender defender, com prejuízo para todos nós, cidadãos primeiro e, pior, contribuintes também...

Já se, por hipótese, se souber no princípio, meio ou fim, de algum processo desses que beneficiou pessoalmente um responsável governamental dessas diligências, então nesse caso, também não há dúvidas, cadeia com ele...! Mas só porque esse responsável político está a fazer o que deve (ou até, inclusive, que na sua vida particular e profissional fez o que bem entendeu e ninguém tem nada com isso) parece-me um disparate cair em cima do mesmo. E estou mesmo convencido que um país que vive a desconfiar dos seus políticos não só está esquizofrénico (uma vez que os elege e depois lhes atira pedras) como anda a perder o seu tempo e não discute as questões fundamentais.

Declaração de interesses: sou filiado no PSD desde 2005 (o que nunca me impediu de criticar o partido e os governos dele saídos sempre que achei era preciso) e que eu tenha dado por ela não faço parte  do "inner circle" do chefe do Governo ou de Miguel Relvas a quem, creio, não devo qualquer lugar ou nomeação ou indicação para listas e que até, quase juraria, em Lisboa, onde voto nas eleições internas do partido, nunca apoiou os candidatos que eu apoiei. Mas, de facto, detesto este malsão ambiente em que tudo é suspeita...

E que oculta factos para mim muito mais importantes como, só por exemplo, o massacre diário de quase 30 crianças por dia só no abortadouro dos Arcos em Lisboa. Esse sim um caso real sobre o qual o Padre Nuno Serras Pereira, no seu estilo peculiar, não cessa de escrever artigos no seu Blog.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Racionamento de medicamentos: porque não cortam antes no aborto?




Vale a pena seguir esta polémica com atenção (a partir desta notícia aqui) porque as questões envolvidas são muitas, mas entretanto pergunto: porque é que não começam por cortar no aborto que além da barbaridade que é por natureza, é uma das causas da queda da natalidade, deixa marcas, fisicas e psiquicas, para toda a vida nas mulheres e famílias, custa um dinheirão ao Orçamento de Estado (custo directos e indirectos no SNS, apoios da Segurança Social em licenças e outras despesas, condições extraordinárias de pagamento às clínicas privadas, etc.) e é um escândalo na prioridade que tem sobre actos de que realmente necessita quem está doente (o que não é o caso da grávida)...?

Um pouco de coragem, algum bom-senso, olhos de ver e sentido da política e respeito pelo eleitorado, precisam-se...!

quarta-feira, setembro 26, 2012

E na Natalidade não se pensa...?


A tragédia continua perante a indiferença dos poderes públicos mesmo se nos últimos anos há mais referências ao tema que na década anterior...


fonte: http://expresso.sapo.pt/natalidadenascimentos-continuam-a-descer-menos-5235-em-agosto-do-que-mes-homologo=f754348


Lisboa, 19 set (Lusa) -- O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59.603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64.838, o que indica uma diminuição de 5.235 crianças.
 
Nota final: ou muito me engano ou este ano os números do aborto vão disparar dos alucinantes patamares em que já nos encontramos...

domingo, setembro 16, 2012

Do aborto ao infantícidio é só um pulinho...

Exagero? Então leiam esta notícia que me foi enviada em Agosto por um credenciado cirurgião da nossa praça...:


Journal of Medical Ethics Special issue on infanticide ..........( obviously for ultra-fresh pediatric organ procurement )

 


 

A Washington Post blog has announced that the editor of the Journal of Medical Ethics, Prof. Julian Savulescu, is preparing a special issue on infanticide

 

This follows the world-wide controversy over the Journal of Medical Ethics 's February 23 2012 article, 

After-birth abortion: why should the baby live?”, 

by two Italian ethicists working in Australia who argued that infanticide is morally permissible  

( obviously................for ultra-fresh pediatric organ procurement since pre-birth abortions do not procure organs for transplantation ).


One contribution of the special issue will be to demonstrate that infanticide is not a novel notion

 

Quite a number of serious bioethicists who have defended it over the past 40 years, will contribute, including Savulescu of Oxford University , Peter Singer of Princeton University , Michael Tooley, and Jeff McMahon.

However, the author of the blog post, Charles C. Camosy, of Fordham University, in New York, says that Savulecu is also inviting several well-known pro-life opponents to contribute. Camosy is one of them. Others include Robert P. George, of Princeton, and John Finnis, of Oxford


Stay tuned! 

 
When the special issue appears, the JME will no doubt become one of the most talked-about ethics journals on the planet. 

terça-feira, julho 24, 2012

E na Natalidade não se pensa? V

"Ministério da Educação vai encerrar mais 239 escolas do 1º Ciclo" titula hoje o Público na sua primeira página...

No passado dia 5 de Julho aquando da discussão da Petição "Vemos, Ouvimos e Lemos: não podemos Ignorar" os grupos parlamentares mais à esquerda mostraram grande indignação com  a constatação pela Federação Portuguesa pela Vida de que entre outros efeitos, a actual lei do aborto (com o seu cortejo de 20.000 mortes por ano) está na origem de muito do desemprego, em especial em algumas classes profissionais: professores, educadores de infância, médicos pediatras, etc.

Infelizmente, como pela amostra acima, a realidade continua a dar-nos razão...

quinta-feira, julho 12, 2012

Pelos vistos na Natalidade tem mesmo que se pensar...!

Hoje no Público há a notícia: "Natalidade cai para mínimos históricos por causa da crise e conjugalidade tardia". Conseguindo o feito de omitir o aborto legal como uma das causas da baixa da natalidade (há em Portugal 20 mil abortos a pedido da mãe por ano) a notícia faz referência ao Relatório 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família e a um seminário de hoje na Universidade Nova intitulado "Políticas Públicas e Novas".
Num site do INA encontrei isto sobre o relatório acima referido:


Famílias e Políticas de Família

O Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP) divulga o seu 1º Relatório, propondo-se compilar e comentar todos os anos os indicadores disponíveis com o objectivo de retratar a evolução da vida familiar e daspolíticas.O relatório está dividido em duas partes. Na primeira apresentam-se as principais mudançasoperadas na vida familiar ( evolução das formas de família, dos principais padrões demográficos, da divisão do trabalho pago e não pago na família)Na segunda parte são focadas quatro dimensões do universo das políticas de família: os apoios económicos às famílias, as medidas no âmbito da conciliação entre a vida familiar e a vida profissional; a regulação legislativa do casamento e das relações familiares; os programas governamentais e as instituições responsáveispelas políticas de família Uma informação fundamental para todos os trabalhadores da AP que directa ou indirectamente intervêm e/ou executam  políticas de família

domingo, julho 01, 2012

Aborto imoderado: taxem-se os políticos!

Estou fora do país em trabalho e na Internet faço uma verificação de rotina quanto ao que se passa no tema do aborto e das taxas moderadoras (uma saga que começa mal, nunca ou raramente acaba bem...). E que leio?
Que sim, que o CDS-PP vai apresentar um projecto mas só em Setembro...! Porquê? Porque a razão apresentada para o mesmo (a desigualdade de tratamento entre o aborto e actos médicos, prestados no Serviço Nacional de Saúde) só em Setembro se verifica...?
Que sim, que o Ministro concorda (ao que parece acordou do torpor em que está no assunto...) mas não para agora, porque nas taxas moderadoras não se pode estar sempre a mexer...!?
Mas está tudo maluco...!?
Concluindo: taxem-se os políticos por cada acto de aborto imoderado. Pode ser que assim doendo-lhes no bolso despertassem para o assunto...!?

sexta-feira, junho 22, 2012

Aborto com taxa moderadora: PSD, CDS-PP e o Sol



No Sol de hoje sob o título "Taxar abortos é impossível" há maus augurios sobre os anunciados mas desconhecidos (pelo menos publicamente) projectos dos dois partidos da maioria para o regime de taxas moderadoras do aborto. Presume-se os mesmos venham à luz do dia no próximo dia 5 de Julho, dia em que na Assembleia da República terá lugar novo debate sobre o aborto. Sendo o motivo para isso a apreciação em plenário do relatório de avaliação da aplicação da respectiva lei, da autoria da Deputada do PSD Conceição Ruão, surgido na sequência da Petição "Lemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar" entregue no parlamento pela Federação Portuguesa pela Vida em Fevereiro do ano passado.
Que o projecto do PSD (aplicar taxas moderadoras no aborto apenas nas repetições, uma ideia peregrina do grupo dominante na direcção do respectivo grupo parlamentar) tenha um mau augurio, é fatal em face da desrazoabilidade da ideia, completamente impraticável como explica o jornal (os dados clinicos das mulheres que abortam não são partilháveis e só uma tola se lembraria de invocar uma clásula que lhe tornaria o aborto mais caro...!).
Já quanto ao projecto do CDS-PP (que não haja para o aborto uma inexplicável isenção de taxa moderadora o que coloca esse acto, que não é médico, em igualdade com os actos realmente médicos) o mau augurio deve-se a um equivoco das jornalistas que escrevem a notícia (o que espanta porque normalmente e a contra-corrente da restante classe jornalistica até são das poucas que normalmente escrevem bem sobre o assunto) e a uma constatação que está na origem da confusão actual (não apenas de isenção de taxas mas também de atribuição de licença paga de 30 dias...).
O equivoco que as jornalistas fazem é na suposta indistinção que haveria no sistema hospitalar entre o aborto espontâneo e o aborto provocado. E que, e ainda bem, não existe.
A constatação, aqui acertada, é que a origem da confusão está na indistinção entre a grávida que pretende ter o filho e a grávida que quer o aborto provocado. E nada, mas nada, justifica que ambas tenham tratamento igual.
Concluindo: nada disto bem entendido resolverá o problema de uma lei injusta e iníqua. Mas o aperto da regulamentação é um passo indispensável de moralidade política e hoje em dia uma exigência em que se encontram muitos dos dois lados da batalha.
Desabafo: tivessemos nós um centro-direita que tivesse consciência de si próprio (das suas razões e ideais) e esta parte já estava resolvida há muito. Ou muito me engano ou as próximas presidenciais (e a escolha em primárias do candidato deste espaço político) vão ser o princípio dessa reviravolta que se torna urgente...

quinta-feira, junho 14, 2012

Fecho da Maternidade Alfredo da Costa





Deus me perdoe mas não tenho pena nenhuma do fecho da Alfredo da Costa...é menos um abortório que está aberto...
Seja como lisboeta, seja como membro da Assembleia Municipal de Lisboa, sou sensível à argumentação histórica e emocional, iconográfica e simbólica, no que a esta questão diz respeito, mas o que está a acontecer é mais uma consequência inevitável da vertigem suicidária que está implicada no aborto legal: há sobre-capacidade de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo (faltam cerca de 10 mil partos) e na mesma circunscrição realizam-se, por ano, 12 mil abortos (cerca de 4 mil se não estou em erro na Alfredo da Costa)...cá se fazem, cá se pagam...
O problema é que algumas das figuras de referência da mesma Maternidade coincidem também com os maiores protagonistas das campanhas do Sim (Ana Campos, Maria José Alves da APF, etc.) e por isso é previsivel vão espalhar o mal por mais aldeias...


segunda-feira, junho 11, 2012

Aborto, taxas moderadoras e PSD

Como não podia deixar de ser, subscrevo a posição de Isilda Pegado (ver aqui) de que o aborto, como acontece em outros países, deve ser integralmente pago por quem o pede e que o financiamento público, parcial ou integral, do mesmo, não é um resultado forçoso do referendo de 2007 (o Sim que venceu foi o da despenalização e ninguém nos disse que seria realizado à custa do SNS).
Nos entretantos a imposição de taxa moderadora parece-me que é o mínimo que se pede por uma questão de justiça e igualdade (tendo-se o cuidado de deixar bem assente que o aborto NÂO é um acto médico, já que a gravidez não é uma doença...a distinção parece bizantina mas vejam com o o Duarte Vilar da APF cavalgou logo a proposta do CDS-PP...) e tudo o que possa dificultar a prática do aborto é de saudar e apoiar (sempre pode haver um bébé ou outro que assim escape a essa morte cruenta e sangrenta...).
Já a proposta do PSD de só a impôr nas repetições de aborto só não é um delírio incompreensível porque pela razão acima, sempre é melhor do que nada e cobre 25% dos abortos (uma vida salva e já se está a ganhar)...
Nesa medida quase subscrevo este post do Jugular...;-)
"
Lutei como pude pela despenalização da IVG, que assumo como uma das causas da minha vida, e parece-me obrigatório continuar o esforço pedagógico de sensibilização para o uso de uma correcta contracepção. Dito isto, numa altura em que as taxas moderadoras e os gastos com a saúde estão a ser obrigatoriamente revistos não tenho argumentos para defender a manutenção da total isenção das taxas moderadoras na IVG. Usá-las como meio punitivo moralista como o PSD propõe é que me parece completamente inaceitável, neste particular estou com o CDS."

Realmente é tão verdade...quando há um radical que diz que 2+2=4 e outro que diz que 2+2=9, há sempre no PSD um moderado de serviço que proclama perante o aplauso geral que 2+2=6,5...Deus lhes perdoe que não sabem o que fazem (na melhor das hipóteses...)...

quarta-feira, junho 06, 2012

Aborto em Hospital Torres Vedras: é fartar, vilanagem!




A reportagem que a RTP ontem transmitiu sobre a prática clandestina de aborto no Hospital de Torres Vedras (e sabe Deus em quantos mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde) veio demonstrar uma vez mais que a Lei do Aborto de 2007 (que introduziu o aborto livre até às 10 semanas) provocou uma grave situação de saúde pública e a respectiva prática encontra-se completamente descontrolada.

É triste, mas era fatal que tal acontecesse. E nunca na minha vida me entristeceu tanto que nós nas campanhas do Não tivessemos tido tanta razão...!

(sobre isto claro o esfingico Ministro da Saúde que temos limitou-se a do alto da sua falta de coragem política e pessoal a declarar que o processo seria enviado para a inspecção da Saúde...até me admira com não se refugiou em que os portugueses decidiram em referendo e por isso ele vivia bem com isto...!?)

segunda-feira, junho 04, 2012

Aborto: a parcialidade da TSF




Com a sua habitual parcialidade (a isenção jornalistica e o contraditório são dois conceitos desconhecidos naquela rádio quando toca a este tema do aborto) a TSF dá hoje espaço ao director da Clínica dos Arcos (na fotografia, aquando de uma das habituais veladas de oração que ali têm lugar todos os dias 25 de cada mês) que do alto da sua "autoridade" de maior produtor de abortos em Portugal, proclama com todo o desplante que "as mulheres não estão a utilizar o aborto como um contraceptivo".

A não ser que surpreendentemente tenha decidido ser honesto (isto é, na verdade o aborto não é um contraceptivo, porque não evita que uma gravidez não aconteça, antes a destrói...) os factos (veja-se todos os dados da Direcção Geral de Saúde e também os insuspeitos estudos e declarações da APF) não suportam tal asserção...mas isso à TSF pouco importa e também por isso não se deu ao trabalho de ouvir este lado...que rico jornalismo...!

"Eppure si muove"...!


segunda-feira, maio 28, 2012

Aborto: the times they are changing...

Claramente em Portugal as revelações do que se está a passar com o aborto legal (e refiro-me apenas aos relatórios da Direcção Geral de Saúde) estão a provocar uma mudança no olhar público sobre esta triste realidade. Multiplicam-se os artigos de opinião de pessoas favoráveis ao aborto legal que se escandalizam com o privilégio deste acto (que não é médico) no Serviço Nacional de Saúde a incrível subsidiação pública do mesmo. Por todos veja-se este. Chama-se "Desculpem-me, mas sou contra e não quero pagar" de Sérgio Soares.

Mas não é só em Portugal que as coisas estão a mudar. Também nos Estados Unidos os tempos estão a mudar...

Disso dá conta o Público do último Sábado com uma local intitulada "Oposição nos EUA em máximos históricos". Na noticia é referido que nas sondagens da Gallup cada vez diminui mais a percentagem de americanos favoráveis ao aborto e aumenta (ultrapassa os 50%) aqueles que o consideram "moralmente errado"...

The times they are changing...!

sexta-feira, maio 25, 2012

Bébés que sobrevivem ao aborto: uma história comovente

A história abaixo se por um lado é absurda por outro suscita a exclamação: Ah Bébé valente! Um sobrevivente...!

O que recorda esta história e este vídeo maravilhoso: