Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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domingo, janeiro 04, 2015
D. Manuel Clemente: temos de novo um Cardeal Patriarca em Lisboa!
A notícia do dia é, bem entendido, que o senhor D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, vai ser feito Cardeal pelo Papa Francisco. Na Igreja, bem vivida, os cargos e honrarias servem só para uma coisa: que a Glória de Cristo se veja e cada homem, nosso irmão, possa encontrar Jesus. É esta forma de estar, acompanhada de uma comovente proximidade e amizade, que temos visto no Patriarca de Lisboa, e que constitui o principal motivo da nossa alegria com este facto.
Parabéns senhor D. Manuel! Que Deus que a mais esta missão o chamou, o guarde e proteja, e continue a contar connosco, com a nossa companhia e oração.
(mais informação sobre este assunto na RR, aqui)
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quinta-feira, abril 04, 2013
O abraço de Cristo á dignidade humana
Impressionou-me muito esta fotografia do Papa Francisco que encontrei no site da Renascença. Não é isto o mais humano? Abraçar a circunstância de cada um e ser capaz de reconhecer a imensa e esplêndida dignidade de cada homem?
Sobre este episódio (é mais impressionante ainda ver o vídeo que está na Renascença) estava no mesmo site esta notícia:
Pais de criança deficiente que Papa abraçou falam em testemunho de amor
Inserido em 02-04-2013 16:53
Os pais de Dominic
Gondreau acreditam que o seu filho os ensina a amar e que é uma prova da
dignidade e valor infinito de todo o Ser Humano, até os que parecem ser
“inúteis”.
Os pais de Dominic
Gondreau, o jovem com paralisia cerebral que o Papa Francisco pegou ao colo e
beijou no Domingo de Páscoa, escreveram sobre a torrente de emoção que o gesto
provocou neles e no mundo.
Paul Gondreau, que é professor de teologia e está a passar uma temporada em Roma com a família, diz que toda a família desatou a chorar quando o Papa teve aquele gesto e recorda que uma senhora que estava próxima foi dizer à sua mulher: “Sabe, o seu filho está cá para nos mostrar como amar”.
“Este comentário atingiu a minha mulher como uma confirmação divina daquilo que ela sempre suspeitou: que a vocação especial do Dominic no mundo é levar as pessoas a amar, mostrar-lhes como amar. Os seres humanos são feitos para amar e precisamos de exemplos que nos mostrem como fazê-lo”, escreve Paul num post que foi convidado a contribuir para um blogue sobre teologia moral.
O pai de cinco filhos diz que Dominic já partilhou do sofrimento da Cruz de Cristo mais do que ele em toda a sua vida “vezes mil”, mas confessa que muitas vezes a relação entre os dois parece ser unidimensional: “Sim, ele sofre mais do que eu, mas sou sempre eu que tenho de o ajudar a ele. É assim que a nossa cultura olha para os deficientes: indivíduos fracos, cheios de necessidades, que dependem tanto dos outros e que contribuem pouco, ou nada, para quem os rodeia”.
Mas o gesto do Papa e a subsequente reacção mundial levaram Paul a compreender melhor o papel do seu filho no mundo: “Sim, eu dou muito ao meu filho Dominic. Mas ele dá-me mais, muito mais. Eu ajudo-o a pôr-se de pé e a andar, mas ele ensina-me a amar. Eu dou-lhe de comer, mas ele ensina-me a amar. Eu levo-o à fisioterapia, mas ele ensina-me a amar. Eu tiro-o e ponho-o na cadeira de rodas e empurro-o para todo o lado, mas ele ensina-me a amar. Dou-lhe o meu tempo, tanto tempo, mas ele ensina-me a amar”.
Segundo o professor de teologia, a vida do seu filho é uma prova da dignidade de todos os homens: “A lição que o meu filho dá é um testemunho potente da dignidade e do infinito valor de todos os seres humanos, sobretudo aqueles que o mundo considera os mais fracos e ‘inúteis’”.
“Pela sua partilha na ‘loucura’ da cruz, os deficientes são, na verdade, os mais produtivos de todos nós”, conclui Paul Gondreau.
Paul Gondreau, que é professor de teologia e está a passar uma temporada em Roma com a família, diz que toda a família desatou a chorar quando o Papa teve aquele gesto e recorda que uma senhora que estava próxima foi dizer à sua mulher: “Sabe, o seu filho está cá para nos mostrar como amar”.
“Este comentário atingiu a minha mulher como uma confirmação divina daquilo que ela sempre suspeitou: que a vocação especial do Dominic no mundo é levar as pessoas a amar, mostrar-lhes como amar. Os seres humanos são feitos para amar e precisamos de exemplos que nos mostrem como fazê-lo”, escreve Paul num post que foi convidado a contribuir para um blogue sobre teologia moral.
O pai de cinco filhos diz que Dominic já partilhou do sofrimento da Cruz de Cristo mais do que ele em toda a sua vida “vezes mil”, mas confessa que muitas vezes a relação entre os dois parece ser unidimensional: “Sim, ele sofre mais do que eu, mas sou sempre eu que tenho de o ajudar a ele. É assim que a nossa cultura olha para os deficientes: indivíduos fracos, cheios de necessidades, que dependem tanto dos outros e que contribuem pouco, ou nada, para quem os rodeia”.
Mas o gesto do Papa e a subsequente reacção mundial levaram Paul a compreender melhor o papel do seu filho no mundo: “Sim, eu dou muito ao meu filho Dominic. Mas ele dá-me mais, muito mais. Eu ajudo-o a pôr-se de pé e a andar, mas ele ensina-me a amar. Eu dou-lhe de comer, mas ele ensina-me a amar. Eu levo-o à fisioterapia, mas ele ensina-me a amar. Eu tiro-o e ponho-o na cadeira de rodas e empurro-o para todo o lado, mas ele ensina-me a amar. Dou-lhe o meu tempo, tanto tempo, mas ele ensina-me a amar”.
Segundo o professor de teologia, a vida do seu filho é uma prova da dignidade de todos os homens: “A lição que o meu filho dá é um testemunho potente da dignidade e do infinito valor de todos os seres humanos, sobretudo aqueles que o mundo considera os mais fracos e ‘inúteis’”.
“Pela sua partilha na ‘loucura’ da cruz, os deficientes são, na verdade, os mais produtivos de todos nós”, conclui Paul Gondreau.
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sábado, março 30, 2013
O Papa Francisco na Via Sacra e a defesa da Vida
Da reportagem que está no site da Renascença sobre a Via Sacra de ontem, em Roma, retirei isto:
21h09 - Começa a 12ª Estação da Via Sacra: Jesus morre na Cruz. Meditação faz um apelo: "Hoje rezamos para que todos aqueles que promovem o aborto tomem consciência de que o amor só pode ser fonte da vida. Pensamos também nos defensores da eutanásia e naqueles que incentivam técnicas e procedimentos que colocam em perigo a vida humana. Abri os seus corações, para que Vos conheçam de verdade, para que se comprometam na construção da civilização da vida e do amor".
Mais clarinho não há...!
Nota: a fotografia acima é do Papa ontem no fim da Via Sacra e retirada do site da Renascença.
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sexta-feira, março 29, 2013
Páscoa: o Papa Francisco e a Homília do Bispo do Porto
Neste tempo de oração próxima e espera ansiosa da Ressurreição impressionou-me ler este trecho da Homília ontem do Senhor D. Manuel Clemente na Sé do Porto:
Como disse o Papa Francisco, dirijamo-nos aos pobres, numa Igreja pobre e para os pobres. Sucessor de Pedro, repetiu a seu modo o que o apóstolo respondeu ao mendigo de Jerusalém: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» (Act 3, 6).
Não me parece haja melhor definição do actual Papa que esta: um homem que é simples porque tudo o que tem para propor é o que vive: Cristo.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Na "despedida" do Papa Bento XVI
Na "despedida" do Papa todas as palavras são supérfulas e o melhor mesmo é como o fez aqui o Pedro Aguiar Pinto, deixar as palavras que ontem proferiu Bento XVI na Audiência Geral:
Discurso de despedida do Papa Bento XVI na sua última Audiência
Venerados irmãos no
Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terem
vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral. Obrigado do
coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos
também dizer um obrigado ao Criador pelo belo tempo que nos deu mesmo agora
ainda no Inverno.Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Como o apóstolo Paulo no
texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer
sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e
assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma expande-se para
abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas "notícias"
que nestes anos de ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus
Cristo, e da caridade que circula no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da
esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do
Céu.
Sinto que levo todos na
oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho cada encontro, cada
viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao
Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e
inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu
amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim
uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do
Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz
frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus
na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha
alegria.
Quando, em 19 de Abril,
há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza
que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus.
Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no
meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto? É um peso grande este que me
coloca sobre as ombros, mas se Tu mo pedes, à tua palavra lançarei as redes,
seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos
depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber
quotidianamente a Sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve
momentos de alegria e de luz, mas também momentos difíceis; senti-me como São
Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor deu-nos tantos dias
de sol e de leve brisa, dias nos quais a pesca foi abundante; houve momentos
também nos quais as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a
história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela
barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é
nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente
também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi, e é uma
certeza, que nada pode ofuscar. E é por isto que hoje o meu coração está cheio
de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a
mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da
Fé, que desejei para reforçar a nossa fé em Deus num contexto que parece
colocá-Lo cada vez mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a
firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo
de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar
a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele
Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites.
Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Numa bela oração para
recitar-se quotidianamente de manhã diz-se: "Adoro-te, meu Deus, e te amo com
todo o coração. Agradeço-te por me teres criado, feito cristão…". Sim, estamos
contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar!
Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã
coerente. Deus ama-nos, mas espera que nós também o amemos!
Mas não é somente a
Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho à frente da
barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me
senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor
colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me
ajudaram e me foram próximas. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa
sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os
meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou
com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como
também todos aqueles que, nos vários sectores, prestaram o seu serviço à Santa
Sé: são muitas caras que não aparecem, permanecem na sombra, mas no silêncio, na
dedicação quotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio
seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese!
Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas
consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas
audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afecto; mas
também quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade
pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor
do Apóstolo Pedro. Levei cada um de vós diariamente na oração, com um coração de
pai.
Gostaria que a minha
saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa expande-se
ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo Diplomático
junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso
também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço
pelo seu importante serviço.
Neste ponto gostaria
de agradecer verdadeiramente de coração às muitas pessoas pessoas que em todo o
mundo, nas últimas semanas, me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade
e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma
vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas
pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes
do mundo – dos chefes de Estado, dos líderes religiosos, de representantes do
mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me
escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afecto, que nasce
do estar junto de Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se
escreve, por exemplo, a um príncipe ou a uma grande personagem que não se
conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido
de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode-se tocar com a mão o que é a
Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou
humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de
Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase
tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em
um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva
hoje!
Nestes últimos
meses, senti que as minhas forças estavam a diminuir e pedi a Deus com
insistência, na oração, para me iluminar com a sua luz, de modo a tomar a
decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo
na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda
serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas
difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si
próprio.
Aqui, permitam-me
voltar mais uma vez a 19 de Abril de 2005. A gravidade desta decisão está no
facto de daí em diante eu estar empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre
– quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence
sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. A sua vida vem, por assim dizer,
totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e experimento-o
precisamente agora, que se recebe a própria vida quando se doa a vida. Antes
disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e
estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e
filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão;
porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos lhe
pertencem.
O "sempre" é também
um "para sempre" – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de
renunciar ao exercício activo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida
privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não
abandono a Cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego
mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou,
por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Bento, cujo nome levo como Papa,
será para mim de grande exemplo nisto. Ele mostrou-nos o caminho para uma vida
que, activa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.
Agradeço a todos e a
cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta
decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a
oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à Sua Esposa que tentei
viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se
de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezarem pelos Cardeais, chamados a uma
tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o
acompanhe com a Sua luz e a força do Seu Espírito.
Invoquemos a materna
intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um
de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda
confiança.
Queridos amigos!
Deus guia a sua Igreja, apoia-a mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não
percamos nunca esta visão de Fé, que é a única verdadeira visão do caminho da
Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a
alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está
próximo a nós e acolhe-nos com o seu amor. Obrigado!
Tradução obtida no blog
Senza (link aqui ao lado na lista de visitas recomendadas)
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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Visita do Cardeal Dolan a uma histórica comunidade evangélica
Das coisas mais bonitas que tenho testemunhado nos últimos anos (pessoalmente em Portugal e nos Estados Unidos, por leitura e obervação em muitos outros lados) é a amizade que tem crescido entre os católicos e os cristãos evangélicos e a unidade que temos vivido em diversas campanhas públicas e iniciativas comuns.
Tem sido uma beleza testemunhar o amor a Jesus que anima os nossos irmãos evangélicos, a força da sua convicção e a abertura e afecto que manifestam à Igreja Católica e ao Papa. O que me tem levado a concluir que o Ecumenismo que necessitamos não é nem doutrinal nem organizativo, mas sim de nos frequentarmos uns aos outros, cultivarmos a nossa amizade e por amor a Cristo pormo-nos juntos a caminho.
A esse propósito recebi este email de um amigo (dirigente de uma associação de defesa da Vida) dirigido aos seus amigos evangélicos e que explica as razões pelas quais vale a pena ver este belíssimo video e o contexto desta visita do Cardeal Dolan de Nova Iorque a uma comunidade evangélica:
"Aos meus amigos evangélicos deixo aqui um vídeo de um visita que o Cardeal Dolan fez em Agosto de 2012 a uma das comunidades evangélicas mais antigas do mundo, Woodcrest Bruderhof, com origem na Alemanha. Vejam como ele está à vontade com os cristãos não católicos, na refeição e na tertúlia que se segue, como os anima a serem consequentes com a sua fé, e em particular, ao falar da defesa da vida e como ele nos anima a estarmos todos juntos, católicos e evangélicos, nesta luta. Vale a pena ver este vídeo até ao fim e pedia para que rezem também para que o novo Papa seja um exemplo e um modelo de Cristo para toda a Cristandade."
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domingo, julho 29, 2012
Papa Bento XVI: há quase um ano em Madrid
Vivi uns dias extraordinários acompanhando com outros amigos adultos, os liceais de Comunhão e Libertação. Foram as Jornadas Mundiais da Juventude (uma intuição genial do Papa João Paulo II) na capital espanhola. Tudo o que se diga da festa e do encontro com Jesus que aqueles dias foram, é pouco...como me dizia uma sobrinha minha, universitária, "estamos a ver a Igreja como Deus a vê todos os dias"...! Um espectáculo de comunhão, grandeza, verdade, caridade, bondade, juventude e beleza, como não acontece todos os dias encontrar.
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
Revi agora o trailer que aqui deixo:
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
Revi agora o trailer que aqui deixo:
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segunda-feira, janeiro 02, 2012
Impressionante artigo de Henrique Raposo: A necessidade de Deus (e de Cristo)
Para o qual fui alertado pela lista Povo do Pedro Aguiar Pinto:
"Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 29 de dezembro de 2011
248 comentários
O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica. Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.
Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo. Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).
Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.
Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega."
"Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 29 de dezembro de 2011
248 comentários
O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica. Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.
Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo. Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).
Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.
Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega."
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segunda-feira, junho 06, 2011
Dois homens, uma eleição e o Pai do Céu
Vai soar estranho este post mas ontem enquanto não eram conhecidos os resultados aquilo em que mais pensava era em dois homens, enquanto tais, e como estariam a viver a circunstância que se aproximava:
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...
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sábado, dezembro 26, 2009
O Natal por Sartre: uma percepção aguda!
Há muito tempo que não me dava assim uns dias de praticamente não fazer nada: dormir, ler (um óptimo livro sobre a Cosa Nostra), estar com a familia descansado, saborear (isso já é mais frequente ;-), etc.
E despachar agora algum correio electrónico. No meio deste a preciosidade abaixo: a percepção da encarnação por alguém "de fora" da Igreja (o que me lembra o "ralhete" que uma vez me fez o Patriarca de Lisboa quando eu usando essa expressão, me perguntou: "fora? onde está a porta?" ;-)
O texto é este e atribuido por um amigo meu editor (logo, uma autoridade literaria ;-) a Sartre:
«A Virgem está pálida e olha para o Menino. Seria preciso pintar no seu rosto aquela admiração ansiosa que se viu apenas uma vez num rosto humano.
Porque Cristo é o seu filho, a carne da sua carne e fruto do seu ventre. Ela teve-O em si própria durante nove meses e dar-Lhe-á o seio e o seu leite tornar-se-á sangue de Deus.
Nalguns momentos a tentação é tão forte que esquece que Ele é Filho de Deus.
Aperta-O nos braços e sussurra-lhe: “Meu pequerrucho”.
Mas noutros momentos fica perplexa e pensa: “Deus está ali” e é invadida por um religioso temor por este Deus mudo, por esta criança que num certo sentido incute medo.
Todas as mães ficam perplexas, por um momento, diante daquele fragmento da sua carne que é a sua criança, e sentem-se exiladas perante esta nova vida feita da sua vida, habitada por pensamentos alheios. Mas nenhum filho foi arrancado à sua mãe de forma tão cruel e radical, porque Ele é Deus e ultrapassa completamente tudo o que ela poderia imaginar… Mas penso que houve também outros momentos, rápidos e fugazes em que ela sente que Cristo é o seu Filho, o seu menino, e que é Deus.
Olha-O e pensa: “Este Deus é meu menino. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos e a forma da sua boca é semelhante à minha, assemelha-Se a mim. É Deus e assemelha-Se também a mim”.
E nenhum homem recebeu da sorte o seu Deus só para si, um Deus tão pequenino para apertar nos braços e cobrir de beijos, um Deus quentinho que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri.
E é nesses momentos que eu, se fosse pintor, pintaria Maria».
Jean-Paul Sartre
(Trecho teatral escrito por ocasião do Natal, enquanto prisioneiro)
E despachar agora algum correio electrónico. No meio deste a preciosidade abaixo: a percepção da encarnação por alguém "de fora" da Igreja (o que me lembra o "ralhete" que uma vez me fez o Patriarca de Lisboa quando eu usando essa expressão, me perguntou: "fora? onde está a porta?" ;-)
O texto é este e atribuido por um amigo meu editor (logo, uma autoridade literaria ;-) a Sartre:
«A Virgem está pálida e olha para o Menino. Seria preciso pintar no seu rosto aquela admiração ansiosa que se viu apenas uma vez num rosto humano.
Porque Cristo é o seu filho, a carne da sua carne e fruto do seu ventre. Ela teve-O em si própria durante nove meses e dar-Lhe-á o seio e o seu leite tornar-se-á sangue de Deus.
Nalguns momentos a tentação é tão forte que esquece que Ele é Filho de Deus.
Aperta-O nos braços e sussurra-lhe: “Meu pequerrucho”.
Mas noutros momentos fica perplexa e pensa: “Deus está ali” e é invadida por um religioso temor por este Deus mudo, por esta criança que num certo sentido incute medo.
Todas as mães ficam perplexas, por um momento, diante daquele fragmento da sua carne que é a sua criança, e sentem-se exiladas perante esta nova vida feita da sua vida, habitada por pensamentos alheios. Mas nenhum filho foi arrancado à sua mãe de forma tão cruel e radical, porque Ele é Deus e ultrapassa completamente tudo o que ela poderia imaginar… Mas penso que houve também outros momentos, rápidos e fugazes em que ela sente que Cristo é o seu Filho, o seu menino, e que é Deus.
Olha-O e pensa: “Este Deus é meu menino. Esta carne é a minha carne, é feito de mim, tem os meus olhos e a forma da sua boca é semelhante à minha, assemelha-Se a mim. É Deus e assemelha-Se também a mim”.
E nenhum homem recebeu da sorte o seu Deus só para si, um Deus tão pequenino para apertar nos braços e cobrir de beijos, um Deus quentinho que sorri e respira, um Deus que se pode tocar e que ri.
E é nesses momentos que eu, se fosse pintor, pintaria Maria».
Jean-Paul Sartre
(Trecho teatral escrito por ocasião do Natal, enquanto prisioneiro)
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Bruxelas: Cristo no Parlamento Europeu
Estive ontem em Bruxelas para participar num encontro promovido por Comunhão e Libertação no Parlamento Europeu.
Cristo anunciado com a mesma simplicidade, abertura e humanidade, de há 2000 mil anos e de sempre: no rosto de homens (neste caso de políticos e funcionários de organizações internacionais) a quem aconteceu um encontro que mudou as suas vidas.
Voltarei ao tema mas impressionou-me esta: "vivemos num tempo dominado por uma mentalidade que nos diz "não é possível" [uma outra vida, uma outra forma de viver, uma outra solução] e por isso só conhece o acomodamento. Mas nós fazemos experiência de que é possível [mais vida, amor, beleza, satisfação, esperança]. O que pode mudar a politica é os homens encontrarem uma experiência humana que lhes evidencia que é possível".
Um exemplo (por mim): a pílula do dia seguinte. Não é possivel que as pessoas se amem respeitando-se. Por isso acomodamo-nos e damos-lhe a pilula do dia seguinte. Porque não é possivel que a possivel criança que surja de uma relação "desprotegida" seja acolhida e amada. Por isso deixamos que ela seja abortada. Porque não há esperança. Que tristeza!
Cristo anunciado com a mesma simplicidade, abertura e humanidade, de há 2000 mil anos e de sempre: no rosto de homens (neste caso de políticos e funcionários de organizações internacionais) a quem aconteceu um encontro que mudou as suas vidas.
Voltarei ao tema mas impressionou-me esta: "vivemos num tempo dominado por uma mentalidade que nos diz "não é possível" [uma outra vida, uma outra forma de viver, uma outra solução] e por isso só conhece o acomodamento. Mas nós fazemos experiência de que é possível [mais vida, amor, beleza, satisfação, esperança]. O que pode mudar a politica é os homens encontrarem uma experiência humana que lhes evidencia que é possível".
Um exemplo (por mim): a pílula do dia seguinte. Não é possivel que as pessoas se amem respeitando-se. Por isso acomodamo-nos e damos-lhe a pilula do dia seguinte. Porque não é possivel que a possivel criança que surja de uma relação "desprotegida" seja acolhida e amada. Por isso deixamos que ela seja abortada. Porque não há esperança. Que tristeza!
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos
Bispo do Porto defende presença pública dos crucifixos
O Bispo do Porto defendeu a presença dos crucifixos "em qualquer espaço adequado, mesmo que público", numa atitude de "cidadania justamente partilhada com crentes e não crentes".
Na homilia da solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou no passado Domingo, D. Manuel Clemente sublinhou que "gostamos de ver a Cruz por a reconhecermos como altíssimo sinal de tantas vidas abnegadas ao serviço do próximo".
"No nosso caso português ela, a Cruz de Cristo, foi até o mais alto símbolo do que fizemos de melhor, na descoberta do mundo e na construção duma humanidade comum", acrescentou.
O Bispo admitiu "eventuais contrafacções que se tenham verificado da nossa parte", mas indicou que "foi exactamente o regresso à Cruz e aos sentimentos de Cristo que constantemente nos corrigiu e mais longe nos transportou e transporta, como cidadania amável e solidariedade universal".
Numa mensagem particularmente dirigida aos leigos do Porto, D. Manuel Clemente pediu uma maior colaboração na vida "interna" da Igreja, "para sustentar as comunidades paroquiais, que têm poucos presbíteros e diáconos ao seu serviço".
Esta, disse, é "uma situação que se poderá agravar nos próximos anos, apesar da muita abnegação pastoral de que o nosso clero dá bastas provas".
"Havemos de promover ainda mais e formar persistentemente muitos de vós para os ministérios e serviços que a Igreja vos pode e deve conferir, dentro do que as normas canónicas e pastorais contemplam", indicou ao laicado da Diocese.
D. Manuel Clemente recordou algumas indicações deixadas pelo Papa, durante a recente visita Ad limina dos Bispos portugueses, pedindo avanços "numa corresponsabilidade cada vez maior, ao serviço da comunidade cristã e da sua missão no mundo".
"A urgência da nova evangelização impele-nos a aumentarmos a projecção missionária das nossas comunidades, para levar a cada sector específico da sociedade e da cultura a verdade, a beleza e a bondade divinas que refulgem em Cristo", indicou.
Nacional Octávio Carmo 27/11/2007 16:30 1998 Caracteres 70 Diocese do Porto
O Bispo do Porto defendeu a presença dos crucifixos "em qualquer espaço adequado, mesmo que público", numa atitude de "cidadania justamente partilhada com crentes e não crentes".
Na homilia da solenidade de Cristo Rei, que a Igreja celebrou no passado Domingo, D. Manuel Clemente sublinhou que "gostamos de ver a Cruz por a reconhecermos como altíssimo sinal de tantas vidas abnegadas ao serviço do próximo".
"No nosso caso português ela, a Cruz de Cristo, foi até o mais alto símbolo do que fizemos de melhor, na descoberta do mundo e na construção duma humanidade comum", acrescentou.
O Bispo admitiu "eventuais contrafacções que se tenham verificado da nossa parte", mas indicou que "foi exactamente o regresso à Cruz e aos sentimentos de Cristo que constantemente nos corrigiu e mais longe nos transportou e transporta, como cidadania amável e solidariedade universal".
Numa mensagem particularmente dirigida aos leigos do Porto, D. Manuel Clemente pediu uma maior colaboração na vida "interna" da Igreja, "para sustentar as comunidades paroquiais, que têm poucos presbíteros e diáconos ao seu serviço".
Esta, disse, é "uma situação que se poderá agravar nos próximos anos, apesar da muita abnegação pastoral de que o nosso clero dá bastas provas".
"Havemos de promover ainda mais e formar persistentemente muitos de vós para os ministérios e serviços que a Igreja vos pode e deve conferir, dentro do que as normas canónicas e pastorais contemplam", indicou ao laicado da Diocese.
D. Manuel Clemente recordou algumas indicações deixadas pelo Papa, durante a recente visita Ad limina dos Bispos portugueses, pedindo avanços "numa corresponsabilidade cada vez maior, ao serviço da comunidade cristã e da sua missão no mundo".
"A urgência da nova evangelização impele-nos a aumentarmos a projecção missionária das nossas comunidades, para levar a cada sector específico da sociedade e da cultura a verdade, a beleza e a bondade divinas que refulgem em Cristo", indicou.
Nacional Octávio Carmo 27/11/2007 16:30 1998 Caracteres 70 Diocese do Porto
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