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quinta-feira, setembro 18, 2014

Referendo na Escócia

Com a liberdade quanto ao resultado de que o que acontecer é sempre o que é melhor, o referendo de hoje é uma possibilidade de pôr em causa o rumo da União Europeia, a leveza e presunção dos nossos políticos europeístas e também o domínio das elites bem-pensantes, dos moderados de serviço e das certezas do fim da história...
Já do ponto de vista do Reino Unido (da sua tradição política e histórica) não estou tão certo possa ser positivo e nessa medida entendo a argumentação do Não...
Aguardemos pois. E entretanto aqui ficam estes dois vídeos com que em todas as latitudes e circunstâncias se identificam os povos combatentes, as posições decididas, os descamisados do centro-direita,o povo pro-Vida:




quinta-feira, janeiro 24, 2013

Cameron e União Europeia: extraordinária atitude política




As notícias de hoje sobre o discurso de Cameron são tão importantes...! Não só pela razoabilidade da proposta feita aos britânicos como pela demonstração de apego à democracia e liberdade que significam. Para além de que este pode ser um momento importantíssimo em que a ideia da Europa é devolvida à sua matriz original, ofuscada pela violência dos burocratas de Bruxelas e pela cegueira ideológica da maior parte dos governantes europeus no que a estas matérias respeita. É uma esperança e um exemplo esta atitude de Cameron. Assim haja em Portugal quem o secunde e com ele aprenda. Assim no nosso centro-direita cresça uma corrente de europeísmo razoável com o princípio da subsidiariedade no seu centro!

A notícia abaixo é retirada do Público de hoje (os sublinhados a negrito são meus):

Cameron promete referendo sobre a UE depois de 2015


Líder do Governo britânico avançará com consulta popular se continuar no cargo na próxima legislatura.

David Cameron, primeiro-ministro britânico, prometeu nesta quarta-feira ao seu eleitorado um referendo "sim ou não" sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), a realizar depois das próximas eleições legislativas de 2015.
Num muito esperado discurso sobre a sua posição sobre a Europa, virado sobretudo para o eleitorado conservador, Cameron especificou que o referendo ocorrerá apenas se continuar como primeiro-ministro depois de 2015, prometendo realizá-lo no início da próxima legislatura.
Antes do referendo, o chefe do Governo britânico quer uma renegociação dos termos da participação do Reino Unido na UE, deixando implícito que quer uma devolução de algumas competências da esfera europeia para a nacional. Apesar disso, não disse que áreas tem em mente, mas frisou que os novos termos da presença do país na UE terão "o mercado interno no seu coração".
Pelo caminho, atacou as regras de protecção social – que em sua opinião "prejudicam o mercado de trabalho" britânico –, o método de decisão comunitário "esclerosado e ineficaz", a UE "burocrática", "o gigantesco número de dispendiosas instituições europeias periféricas" e a Comissão Europeia, que "se torna cada vez maior".
Segundo Cameron, a sua "preferência" é convencer a totalidade da UE a mudar e a evoluir da forma que considera adequada. No entanto, se não for possível, então o país deverá renegociar com os parceiros uma situação especial para si em função dos seus interesses, defendeu.
Neste contexto, a questão que pretende colocar aos britânicos em referendo será "uma escolha real entre sair ou permanecer, parte de um novo acordo no qual a Grã-Bretanha define e respeita as regras do mercado interno, mas está protegida por salvaguardas justas e livre das regulamentações espúrias que prejudicam a competitividade da Europa". A escolha será entre "ficar na UE com base nos novos termos, ou sair pura e simplesmente". Ou seja, "será um referendo '"dentro ou fora'", vincou.
Esta renegociação, disse, deverá ser concretizada no quadro da alteração dos tratados europeus que Cameron acredita que será levada a cabo pelos países da zona euro para aprofundar a integração necessária para resolver a crise da dívida.
Se conseguir o que pretende dos parceiros, Cameron garantiu que fará campanha "com todo o [seu] coração e alma" para o país permanecer na UE. O calendário que propôs permitirá o tempo necessário "para um debate adequado e fundamentado". "No final deste debate, o povo britânico decidirá", enfatizou.
Ao invés, frisou, a realização do referendo imediatamente, como é pedido pelos eurocépticos do Partido Conservador, sobre a permanência ou saída do país da UE, "seria uma escolha totalmente falsa".
Cameron teve o cuidado de deixar claro que uma eventual decisão de sair da UE não libertará o país do impacto das decisões comunitárias. "Se sairmos da UE não podemos obviamente sair da Europa", que "permanecerá durante muitos anos o nosso maior mercado, e, para sempre, a nossa vizinhança geográfica". "Estamos ligados [à Europa] por uma complexa teia de compromissos jurídicos".
Além disso, "mesmo se saíssemos completamente, as decisões da UE continuariam a ter um profundo impacto no nosso país". Com a diferença que "teríamos perdido todos os nossos vetos e a nossa voz nessas decisões". Ou seja, defendeu, "teremos de pesar com muito cuidado as consequências de deixarmos de pertencer à UE e ao seu mercado interno enquanto membro de pleno direito", frisou, sublinhando que "a permanência no mercado interno é vital para as empresas britânicas e para os empregos britânicos".

sábado, dezembro 29, 2012

Sair da União Europeia e continuar ligado: é isso mesmo!

No Público de hoje é-me dada uma grande alegria. Aquilo que eu receava, no actual ambiente euro-maníaco, poder ser uma "utopia" é afinal, como não podia deixar de ser, uma possibilidade: deixar a União e continuar ligado a esta nos aspectos que realmente interessam (nomeadamente o livre comércio). A notícia não podia ser mais clara e é por isso grande motivo de esperança. Ao ponto que a transcrevo abaixo e sublinho a negrito o que me parece mais importante:

Delors sugere que Reino Unido saia da UE


Cameron quer acalmar os eurocépticos e preparar o terreno para as eleições de 2015. O seu trunfo: escapar a uma maior integração.
David Cameron tem tentado escapar a uma maior integração europeia François Lenoir/AFP
Sim, o Reino Unido poderia sobreviver sem a União Europeia (UE), mas dar esse passo não seria “o melhor para os interesses do reino”, disse nesta sexta-feira o ministro britânico para os Assuntos Europeus, David Lidington, respondendo às pressões para que o Reino Unido comece a ceder às agendas de Bruxelas.
Nesta sexta-feira, o ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors e o actual presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sugeriram que os britânicos devem sair de vez da União e deixar de ser um obstáculo. “Os britânicos só querem saber dos seus interesses económicos, de mais nada. Poderíamos propor-lhes outra forma de parceria”, disse Delors ao diário económico alemão Handelsblatt.
“Se os britânicos não acompanham a tendência de maior integração, podemos continuar amigos, mas de outra forma”, disse Delors, sugerindo “uma forma como a do espaço económico europeu” ou “um acordo de livre comércio”.
Menos directo mas mais alarmista, Rompuy, numa entrevista ao jornal The Guardian, disse que o desejo do primeiro-ministro conservador britânico, David Cameron, de recuperar alguns poderes dos governos dos países que se têm vindo a diluir na União pode levar ao desmembramento da UE.
“Precisamos de um acordo que deixe o povo britânico confortável com a sua presença na UE”, disse Lidington, também ao Guardian. Pressionado pelos eurocépticos do Partido Conservador (a principal força da coligação que dirige o Reino Unido; a outra é o Partido Liberal Democrata), Cameron defendeu em Novembro “um novo acordo” que inclua um mecanismo de não-participação nas questões fundamentais – o reino entrou na Comunidade Económica Europeia (depois UE) em 1973 mas não aderiu à zona euro, mantendo a libra.
Cameron prepara o seu discurso de Ano Novo, em que delineará a futura política europeia dos britânicos – um desses pontos será a recuperação de prerrogativas que pertencem agora a Bruxelas, e que o primeiro-ministro quer conseguir, até como arma eleitoral, pois há eleições em 2015. Cameron vai propor a realização de um referendo no Reino Unido sobre um novo acordo com a UE, sendo esse o seu preço para apoiar as reformas que estão sobre a mesa quanto a uma nova forma de governação nos países da zona euro.
Notícia corrigida às 15h42 de 29 de Dezembro
Rectificado o cargo de Herman Van Rompuy


segunda-feira, novembro 26, 2012

União Europeia no caminho da implosão?




(imagem retirada do Blog Abrasivo)

Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...

Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Espanha: e se a Europa se partir toda...?




Os resultados das eleições de ontem no País Basco bem como a subida de tom soberanista na Catalunha tudo conjugado com o referendo que terá lugar na Escócia vem pôr-nos perante um cenário há menos de um ano impensável: se alguns países da União Europeia se partirem o que vai suceder a esta? E quais os reflexos disso na actual crise económica e financeira?

Para um euro-céptico o cenário de uma maior pluralidade de protagonistas na União só pode agradar. Mais vozes são mais dificilmente controláveis por Bruxelas do que o contrário. E povos que acabem de chegar à independência serão menos susceptíveis de aceitar Merkeladas como a do direito de veto de Bruxelas aos orçamentos nacionais...

Mas sobretudo o que se está a passar hoje no Reino Unido, em Espanha e na Bélgica (onde a separação entre a Flandres e a Walónia é cada vez mais um facto) ou em Itália (com a oposição do Norte ao Sul), vem demonstrar que em política não há cenários adquiridos e cada vez mais os povos percebem que não estão condenados a ficar nas mãos das suas elites nem dos seus propósitos utópicos (no caso de uma Europa única centralizada em Bruxelas). E ou estas percebem isso ou então ficaremos nas mãos de movimentos populistas com todos os consequentes riscos...



segunda-feira, agosto 06, 2012

A segurança da população e os maus costumes lusitanos


(foto acima retirada do site do Publico e que lá se encontra com autoria de Miguel Madeira)

Sei bem dos perigos da mentalidade securitária e em relação com esta das tentações de big brother e mais remotamente a do fascismo sanitário.
Mas pensando nas complicações que deverá ter, infelizmente, o polícia que matou no passado Sábado (acidentalmente ainda por cima a confiar no Público de hoje) um "suspeito" de assalto em Campolide, e na recompensa que terá o policia americano que abateu a tiro ontem o atirador no templo sikh não se pode deixar de lamentar a diferença do tratamento destas situações e como uma das atitudes é claramente dissuassora do crime e dos criminosos e a outra não (hoje em dia em Portugal qualquer miudeco e/ou badameco se arma em grande bandido ou mafioso sem para isso ter nem sombra da estaleca que para o efeito é necessária...).
Neste quadro e apesar da estranheza com que se pode encarar a situação, não deixa também de ser educativa a atitude do Reino Unido face a um português que participou nos motins do ano passado em Londres. Passe o exagero, claro...

domingo, fevereiro 12, 2012

No 400º aniversário da Biblia de King James: extarordinário discurso de David Cameron

No aniversário desta tradução inglesa da Biblia o Primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, fez este extarordinário discurso em Oxford.


Quem me enviou este discurso foi uma amiga minha, uma brilhante jurista, e curiosamente quem lhe chamou a atenção para o mesmo foram outras amigas suas, umas monjas de clausura...ou seja, como a quem está "fechado" atrás de umas grades, se abrem horizontes maiores do que os nossos, porque só estão atentas ao que realmente importa...!

quarta-feira, janeiro 11, 2012

European Commission spent £124,000 on gay activists' conference

Esta notícia no Telegraph sobre o financiamento de uma conferência da ILGA (ou seja a União Europeia a financiar quem nesta própria, legitimamente aliás, faz lobbing...) suscita-me as seguintes observações:
- fará sentido uma organização financiar quem com esses fundos pretende influenciá-la?
- fará sentido até que uma iniciativa da sociedade civil (independentemente do objecto) seja financiada por uma entidade estatal? Não deveríamos obedecer ao princípio, sobretudo numa época como esta, de que é a sociedade civil que se deve financiar a si própria, excepto no caso em que esta esteja a prestar um serviço a uma entidade estatal (o que não é aqui, espero, o caso)?
- e se sim, se as entidades estatais devem financiar a sociedade civil porque não a financiam toda, mas apenas uma parte desta?
- por fim, quanto dinheiro dos contribuintes em Portugal é gasto em iniciativas semelhantes? E de todos os matizes ou apenas de uns? Porquê?
Um Governo que queira reformar de facto tem de se pôr estas perguntas e principalmente saber responder-lhes...
Nota final: depois admirem-se por os ingleses mandarem a União Europeia às urtigas...;-)

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Europa: abriu a caça à independência dos ingleses

Nos últimos dias abriu a caça a Cameron pela atitude corajosa deste em defesa do Reino Unido na última cimeira europeia. Já era tempo de alguém na União Europeia ter a coragem de não embarcar na onda e experimentar romper o consenso. João Carlos Espada hoje no Público explica bem as razões da Inglaterra e a razoabilidade da posição adoptada. E vai mais longe recordando que as "bizarrias" inglesas tem a ver com o precioso valor da liberdade e do principio do "No taxation without representation". Vale a pena ler o artigo que está aqui.
Provavelmente o tempo se encarregará de dar razão aos ingleses como tem acontecido com todas as posições dos euro-cépticos ao longo destes anos...