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terça-feira, janeiro 15, 2013

A Liberdade religiosa em perigo!

Um amigo enviou-me hoje um artigo, creio que retirado do boletim Infovitae editado pelo Padre Nuno Serras Pereira, onde além de se retomar uma exortação do Papa Bento XVI à coragem e desassombro dos Bispos na afirmação das verdades da Fé e das consequências que daí decorrem, também no campo social, se referiam diversas declarações de Bispos americanos que em face da perseguição à Igreja Católica conduzida neste momento por Obama, estes constatavam como cada vez mais cresce uma cristianofobia que qualquer dia não hesitará numa repressão judicial e penal dos católicos e da hierarquia da Igreja. E ás tantas lia-se esta parte:

In Chicago, Cardinal Francis George said in 2010 that, given the hostile direction the US government and society in general, “I expect to die in bed, my successor will die in prison and his successor will die a martyr in the public square.”

Exagero? Infelizmente a notícia abaixo da Renascença dá-nos sérias razões para temer que tudo acabe por acontecer mais rápido que a previsão acima...



Casos de liberdade religiosa rejeitados no Tribunal dos Direitos do Homem
Editado por Filipe d’Avillez
Inserido em 15-01-2013 17:26
Das quatro queixas por discriminação no local de trabalho, apresentados por britânicos em Estrasburgo, apenas foi dada razão a Nadia Eweida, despedida da British Airways por não retirar um crucifixo.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) rejeitou três queixas de cidadãos britânicos que alegavam discriminação religiosa no local de trabalho.

O tribunal decidiu, esta terça-feira, que os tribunais nacionais tinham agido bem nos casos de Shirley Chaplin, Lillian Ladele e Gary McFarlane.

Chaplin perdeu o seu emprego como enfermeira quando se recusou a retirar um crucifixo de volta do pescoço. Ladele foi despedida depois de pedir para não ter de oficiar em cerimónias de união de facto entre homossexuais e McFarlane, que é terapeuta sexual, ficou sem emprego depois de dizer formalmente que não queria desenvolver esse tipo de trabalho com “casais” homossexuais. Todos invocaram as suas crenças religiosas para defender as suas posições.

A única queixosa a quem foi dada razão foi uma ex-funcionária da British Airways. Nadia Eweida tinha sido despedida quando se recusou a retirar o seu crucifixo, apesar de mais tarde a empresa ter alterado as suas normas, passando a permitir esse tipo de adereços religiosos.

No seu caso o TEDH alegou que os tribunais domésticos tinham dado demasiado peso à pretensão, em si legítima, da BA querer projectar uma certa imagem empresarial, não atribuindo importância suficiente ao direito à liberdade de religião, protegida pelo artigo 9º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

No caso de Shirley Chaplin, contudo, apesar de ser muito parecido, o Tribunal Europeu teve em conta o facto de o hospital ter pedido a remoção do crucifixo por uma questão de saúde, por considerar que poderia ser um veículo de transmissão de infecção, defendendo o direito do hospital tomar esse tipo de decisão.

Já nos dois casos envolvendo objecção à prática homossexual rejeitou as queixas afirmando que em ambos os casos as entidades empregadoras tinham a obrigação de não discriminar contra os seus utentes e que por essa razão não podiam empregar pessoas que se recusavam a trabalhar com “casais” homossexuais.

O Tribunal Europeu atribuiu uma compensação de apenas 2000 euros a Nadia Eweida. A britânica, uma cristã copta de origem egípcia, congratulou-se pela decisão mas lamentou que os outros três queixosos não tivessem visto reconhecidos os seus direitos à liberdade religiosa e de consciência.

Chaplin, Ladele e McFarlane ponderam agora recorrer à grande câmara do TEDH, onde o caso será reavaliado por um painel de 17 juízes.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Um juizo claro: o de Alberto João Jardim

Quanto mais o tempo passa, mais gosto de Alberto João Jardim!
Se duvidas restassem sobre a sua clareza de juizo e diagnóstico, vejam-se estas declarações à Renascença:

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"O país parece uma Sicília" - Alberto João Jardim
Inserido em 12-02-2010 23:00

Num país com tradição democrática um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates já teria sido substituído, afirma o presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD/Madeira.

"O país parece uma Sicília", declarou Alberto João Jardim aos jornalistas, ao chegar à sede do PSD, em Lisboa, para a reunião do Conselho Nacional social-democrata.

Questionado se concorda com o seu colega de partido António Capucho, que defendeu que José Sócrates não tem condições para se manter no cargo de Primeiro-ministro e deveria ser substituído, mantendo-se o PS no Governo, Jardim respondeu: "Em primeiro lugar, não são as pessoas do PSD que têm de dizer quem deve ser o líder do PS, mas tudo o que se tem passado não era possível num país de longa tradição democrática como a Inglaterra".

"Depois de tudo o que se passou, em Inglaterra o partido do poder continuava no poder mas tinha mudado o Primeiro-ministro. E é assim que se faz nos países democráticos", considerou.

Depois de comparar a situação do país com a da Sicília, o presidente do PSD/Madeira responsabilizou os portugueses: "A culpa não é só dos políticos, é de um povo que deixou este país chegar ao estado em que está, de um povo que não tem valores, de um povo que acha piada em todas estas golpadas que vão por aí. Cada povo tem aquilo que merece".

"Vamo-nos deixar de hipocrisias. Este país precisa de disciplina democrática. Continuar a consentir na asneira e depois dizer que a culpa é dos políticos, isso é bem português", acrescentou.

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