Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sábado, junho 14, 2014
Ofensiva Islâmica no Iraque: tanta razão tinha o Papa João Paulo II!
O original desta imagem (o Bartoon do jornal Público) está aqui.
Lêem-se as noticias sobre o Iraque e percebe-se a razão que tinha o Papa João Paulo II na sua tão veemente oposição a guerra que se sucedeu aos acontecimentos de Setembro de 2001 em Nova Iorque...
Estou a escrever num Mac e não atino com a forma como podia por links em três pontos acima...fica a observação e voltarei a este post de um bom velho portátil equipado com Windows...;-)
Regressado ao Windows (Aleluia!) remeto também para o comunicado de Comunhão e Libertação sobre a guerra do Iraque datado de 13-Fevereiro-2003. Está aqui. Ao mesmo fazia referência então esta notícia.
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segunda-feira, dezembro 23, 2013
A lição do papa Francisco sobre o sentido do Natal (por Julián Carrón)
Com os meus votos de um Santo Natal e Boas Entradas a todos os meus leitores e amigos aqui deixo o texto da carta em epígrafe do Padre Julián Carrón (sucessor de D. Giussani na condução do movimento Comunhão e Libertação) que saiu no jornal la Repubblica.
23 de dezembro de 2013
Pág. 43
A carta
A lição do papa Francisco sobre o sentido do Natal
Julián Carrón
Caro Diretor,
Considerando a urgência quotidiana da vida, que é comum a todos e parece anular qualquer esperança, o Natal terá ainda alguma palavra a dizer? É somente uma recordação que inspira bons sentimentos ou é a notícia de um fato capaz de incidir na vida real?
«A razão da nossa esperança é a seguinte: Deus está ao nosso lado. Contudo, existe algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus no meio da humanidade não se concretizou num mundo ideal, idílico, mas neste mundo real. Ele quis habitar na nossa história como ela é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas, para nos elevar da poeira das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados» (Francisco, Audiência Geral, 18 de Dezembro de 2013). Para me preparar para o grande acontecimento do Natal, durante estes dias tenho repetido a mim mesmo muitas vezes estas palavras do Santo Padre.
O Mistério gosta de desafiar-nos constantemente «neste mundo real», sem hesitar nas coisas que faz! Para isso Deus escolhe aquelas circunstâncias que melhor podem revelar aos nossos olhos quem Ele é e a extraordinária novidade que pode originar no mundo. E isso deveria alegrar cada um de nós, porque significa que então não existe situação, momento da vida, ou história, que possa impedir Deus de gerar uma coisa nova. E como nos desafia?
Enquanto espera o Natal, a Igreja relê os grandes episódios da vida do povo de Israel e nos mostra como Deus intervém na história. Por exemplo, apresentando-nos duas pessoas estéreis, incapazes de conceber: uma mulher de Soreá e Isabel (que virão a ser as mães de Sansão, defensor do povo judaico, e de João Batista, precursor de Cristo; cf. Juízes 13,2-7.24-25a e Lucas 1,5-25), duas mulheres que não conseguem "arrumar" de algum modo as coisas, nenhuma genialidade que possuam pode torná-las mães. É impossível, é uma coisa impossível aos homens. É desta maneira que o Senhor nos quer fazer entender que a Ele tudo é possível e, por consequência, que é possível não se desesperar, que ninguém pode dizer-se abandonado, esquecido ou condenado à própria situação, vendo nesta uma justificativa para não esperar mais. Não há nada impossível para Alguém que realiza coisas como estas: fazer com que duas mulheres estéreis se tornem mães. A imprevisível maternidade delas representa o maior desafio para a razão e para a liberdade de cada um. Não existe situação, não existe relação e convivência humana que não possam mudar. E se alguém, pensando na sua história, já se resignou, hoje novamente o Senhor desafia a sua falta de esperança.
«A tua súplica foi atendida», diz o anjo a Zacarias, «Tua esposa Isabel te dará um filho, ao qual porás o nome de João». O Evangelho define isto como «boa nova», porque nós não estamos condenados ao ceticismo nem somos aniquilados pelo fracasso de todos os nossos esforços. E não há apenas a promessa, há também o seu cumprimento, porque depois vai realmente ter o filho! Estes episódios, para quem conserva ao menos um fio de ternura por si mesmo, anunciam que é possível mudar, porque a Deus tudo é possível; para Ele basta encontrar em nós a disponibilidade de coração.
Se nós deixarmos entrar esta força de Deus, a nossa vida, como a de Zacarias, vai se encher de alegria: «Terás alegria e júbilo». Que não é somente para nós; também nos é dada para os outros: «Muitos irão se regozijar pelo seu nascimento». E esta alegria demonstra quem é Deus, quem é que está em ação no meio de nós. João «será cheio do Espírito Santo» e começará a mudar o que toca.
É deste modo que a liturgia da Igreja nos introduz à contemplação de uma outra mulher, desta vez virgem, de nome Maria, à qual aconteceu algo não menos misterioso que às duas mulheres estéreis: o acontecimento da Encarnação por obra do Espírito Santo, que Maria simplesmente consentiu dizendo sim. Com o Natal o Senhor nos traz este feliz anúncio. Acolhê-lo depende de cada um de nós, da nossa disponibilidade simples para nos deixarmos surpreender por Ele, que com a Sua iniciativa nos alcança constantemente aqui e agora, «neste mundo real».
Se o pedirmos e passarmos a estar disponíveis para aquilo que o Senhor está prestes a fazer no meio de nós com o Natal, muitos à nossa volta se alegrarão pelo "nosso" renascimento. Só esta novidade poderá convencer cada homem da credibilidade do anúncio cristão que chegou até ele. Basta pensar em quantos homens de todas as culturas hoje se alegram, a ponto de se sentirem mais provocados do que nunca, com a existência de alguém como o Papa Francisco, em quem o Mistério encontrou essa disponibilidade de coração.
O autor é Presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação (aqui em baixo com o Papa Francisco)
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terça-feira, setembro 03, 2013
Acolhamos o convite do Papa e sustentemos o seu grito: nunca mais a guerra!
Carrón (CL): «Acolhamos o convite do Papa e sustentemos o seu grito: nunca mais a guerra!»
Gabinete de Imprensa de Comunhão e Libertação02/09/2013
Acolhendo o dramático apelo de papa Francisco pela paz na Síria, padre Julián Carrón, presidente da Fraternidade de CL, declarou:«O Papa apela à exigência de paz que se esconde no coração de cada homem para dirigir um dramático apelo pela paz na Síria, e ao mesmo tempo oferece um critério para abordar o conflito: não é nunca o uso da violência que leva à paz, mas o encontro e a negociação. Só se poderá alcançar uma solução pacífica se todos olharmos o outro não como um inimigo a eliminar, mas como um irmão: “Não é a cultura do confronto, a cultura do conflito que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo; este é o único caminho para a paz”. Acolhamos este premente convite do Papa e apoiemos o seu grito − “Nunca mais a guerra! Um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo!” −, unindo-nos à sua oração com a oferta dos nossos dias, enquanto esperamos participar com todos os nossos irmãos e os homens de boa vontade no grande dia de jejum e oração convocado para sábado 7 de setembro em Roma, aderindo às iniciativas das dioceses no mundo».
Gabinete de imprensa de CL
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segunda-feira, março 18, 2013
Entrevista do Papa Francisco sobre o Ano da Fé
Belíssima esta entrevista do então Cardeal Bergoglio sobre o Ano da Fé na EWTN!
Também a propósito do Papa Francisco, Julian Cárron, responsável de Comunhão e Libertação, publicou no Avvenire (jornal da Conferência Episcopal de Itália) esta carta:
Carrón: Chiamandosi Francesco il Papa ha indicato dove fissare lo sguardo
marzo 16, 2013Julián Carrón
Come il poverello di Assisi, il Pontefice dichiara di non avere altra ricchezza che Cristo, e non conosce altro modo di comunicarla che la semplice testimonianza della propria vita
Nel mondo dell’informazione è un luogo comune che una notizia si consumi, che non possa tener desta l’attenzione oltre un certo limite. E già il gesto imponente della rinuncia di Benedetto XVI sembrava aver “consumato” buona parte di quella attenzione, centrata sul cuore del mistero di Cristo e della sua Chiesa. Malgrado ciò, subito dopo aver visto Ratzinger scomparire con un sorriso, l’attenzione dei media si è concentrata su Roma, intorno ai cardinali elettori.
È difficile sottrarsi alla domanda di che cosa nasconda la figura del successore di Pietro, tale da generare un’attenzione e un’attrattiva che vanno molto al di là delle “misure” normali degli eventi mediatici. Durante le quasi due settimane di durata della sede vacante, si sono fatte, esplicitamente o implicitamente, molte ipotesi sulla natura del fenomeno chiamato Chiesa cattolica. Sono stati giorni in cui abbiamo rivissuto la domanda che lo stesso Gesù indirizzò ai suoi discepoli: «Chi dice la gente che io sia?», (Mc 8,27). E gli uomini hanno cercato di rispondere anche oggi, quasi con fretta, come di fronte a un fatto che esigeva una spiegazione. E hanno risposto applicando le categorie consuete delle quali ognuno dispone.
Le categorie “politiche” che si sono applicate al Conclave nascondevano un’ultima incapacità di stare davanti a un fenomeno che, ieri come oggi, sorprende. Non basta che queste categorie siano state smentite diverse volte (con Giovanni Paolo II, con Benedetto XVI…) perché si cessi di applicarle: è necessaria una spiegazione esauriente del fenomeno che i nostri occhi vedono. Più propriamente, bisogna che questa spiegazione accada.
IL DIALOGO TRA FRANCESCO E LA FOLLA. Ebbene, la Chiesa cattolica è accaduta davanti ai nostri occhi, nell’intenso dialogo fra papa Francesco e la folla in piazza San Pietro. L’attesa della gente, mentre i cardinali votavano in Conclave, rivelava un popolo fiducioso e nello stesso tempo bisognoso di un pastore, intorno al quale si produce una unità sempre sorprendente in un mondo come il nostro, abituato alla divisione. La fumata bianca ha ceduto il posto a una gioia debordante, che in più d’uno deve aver suscitato la domanda: «Come è possibile che si rallegrino, se non sanno ancora chi è stato eletto?». Con l’ondeggiare delle tende l’attesa cresceva, rivelando il desiderio di conoscere, vedere e ascoltare il pastore, come quasi duemila anni fa Aquila e Priscilla, oriundi di Roma, convertiti da san Paolo a Corinto, volevano conoscere Pietro, l’amico di Gesù, il primo Vescovo di Roma. Il primo gesto del Papa ha preceduto il suo volto: ha deciso di chiamarsi Francesco, indicando sin dall’inizio dove occorre fissare lo sguardo.
Come il poverello di Assisi, il Pontefice dichiara di non avere altra ricchezza che Cristo, e non conosce altro modo di comunicarla che la semplice testimonianza della propria vita. E subito, davanti ai fedeli, con le telecamere di tutto il mondo puntate su di sé, il Papa ha mostrato, in atto, qual è il fattore che sta all’origine della Chiesa: ha invitato la folla a raccogliersi in preghiera davanti a Dio Padre attraverso Gesù Cristo. In quel momento la Chiesa è accaduta davanti a tutti noi. Come il suo predecessore, l’impetuoso Pietro, Francesco ha confessato: «Tu sei il Cristo, il Figlio del Dio vivente», (Mt, 16,16). Come al primo Vescovo di Roma, anche a lui Cristo consegna, davanti al suo gregge, le chiavi della Chiesa.
La fede che si manifesta nel gesto di Francesco, nella richiesta al suo popolo che chieda mendicando per lui la benedizione di Dio, è in modo commovente la stessa che abbiamo colto in Benedetto XVI allorché ricordava al mondo intero che la Chiesa è di Cristo. Lasciando i cardinali, Ratzinger ricordava, citando Guardini, che la Chiesa «non è un’istituzione escogitata e costruita a tavolino…, ma una realtà vivente… Essa vive lungo il corso del tempo, in divenire, come ogni essere vivente, trasformandosi… Eppure nella sua natura rimane sempre la stessa, e il suo cuore è Cristo». Ricordando l’Udienza del giorno precedente in piazza San Pietro, concludeva: questa «è stata la nostra esperienza, ieri, in Piazza: vedere che la Chiesa è un corpo vivo, animato dallo Spirito Santo e vive realmente dalla forza di Dio», (28 febbraio 2013). Anche noi possiamo dire: «Lo abbiamo visto ieri». E adesso lo diciamo con Pietro, di cui conosciamo il volto, che ci invita, come ognuno dei Papi ha fatto con il suo popolo dell’Urbe e dell’Orbe, a incominciare un cammino insieme.
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sexta-feira, março 15, 2013
Primeira Homília do Papa Francisco e outros textos a ler
A sua primeira Homília como Papa está aqui.
E hoje aos Cardeais disse isto (vídeo).
Sobre este novo e grande Papa, Julian Carrón, responsável do movimento Comunhão e Libertação, emitiu este comunicado.
Mais notícias neste Blog (do Filipe Avilez) e neste do Pedro Aguiar Pinto.
Mas também a não perder esta entrevista do Padre Duarte da Cunha que se encontra aqui sobre o estado da Igreja na Europa hoje em dia.
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terça-feira, fevereiro 12, 2013
Viva o Papa! (ainda a resignação de Bento XVI)
Assim como na fotografia acima, na Jornada Mundial da Juventude em Madrid, em 2011, somos milhões (de facto biliões), cujo sentimento unânime é este: gratidão, admiração, afeição, ao Papa Bento XVI. Multiplicam-se por isso as iniciativas (como esta) de expressão desta gratidão, mas sobretudo e providencialmente quando amanhã começa a Quaresma, a oração em acção de graças por este grande Papa, em petição ao Espírito Santo pelo novo que aí virá. Uma oração em que sabemos teremos a companhia de Bento XVI como ele mesmo nos diz nas suas declarações de ontem. Porque essa é a nossa certeza inabalável: Jesus conduz a Sua Igreja.
Das razões para percebermos a grandeza do que ontem aconteceu, ultrapassada a primeira perplexidade e confusão de sentimentos, fala muitissimo bem o Zé Maria Duque aqui, no Blog Samurais de Cristo. Descreve o que me aconteceu e também o juízo que fomos ajudados a fazer pela companhia da Igreja (amigos, padres com quem temos relação mais próxima, leituras e declarações daqueles em que confiamos ou que admiramos). De entre todas as ajudas destacaria esta (o comunicado de imprensa de Comunhão e Libertação com as declarações do Padre Julian Carrón que sucedeu na condução do movimento a D. Luigi Giussani, ambos em fotografia aqui em baixo).
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
Relendo Pasolini e dando-me conta da beleza do cristianismo
Estava a reler uma entrevista do Luigi Amicone, jornalista italiano, director da Tempi, e dei com estas palavras de Pier Paolo Pasolini, que me pareceram particularmente proféticas. Foram proferidas já não por ele, assasssinado em condições estranhas, poucos dias antes do congresso do Partido Radical, e por isso lidas por Vincenzo Cerani:
"EU PROFETIZO UMA ÉPOCA NA QUAL O NOVO PODER UTILIZARÁ AS VOSSAS PALAVRAS LIBERTÁRIAS PARA CRIAR UM NOVO PODER HOMOLOGADO, PARA CRIAR UMA NOVA INQUISIÇÃO, PARA CRIAR UM NOVO CONFORMISMO E OS SEUS CLÉRIGOS SERÃO CLÉRIGOS DA ESQUERDA"
Basta pensar em tudo o que se passa a nível da mentalidade dominante, da ditadura intelectual da esquerda, da forma como são tratados os que se opõem aos temas fracturantes, para verificar com tristeza a clarividência do grande escritor e realizador e como isto se tornou realidade...
Nota ainda mais pessoal: quando conheci o movimento Comunhão e Libertação, uma vez abrindo uma das revistas dei com um artigo em que era valorizado o próprio Pasolini e uns seus escritos. Em bom direitista reagi mal e resmunguei...depois lendo o artigo percebi a genialidade do carisma de D. Giussani e a beleza do cristianismo: no confronto com os outros, como aconteceu com Jesus, sempre que estava em face de alguém, o que procuramos é identificar aquela centelha de verdade, que existe no coração de todos os homens, aquela intuição justa, de homem verdadeiro, e a partir daí constrói-se um diálogo que nos revela a iminente e fascinante dignidade de cada pessoa com que nos cruzamos. Pouco importando em nós e nos outros toda aquela tralha de limites, preconceitos e pecados, com que, malfadadamente, nos privamos todos os dias de uma vida melhor e mais feliz.
Como dizia um amigo meu, espanhol, "digam-me se há lugar no mundo onde haja mais beleza e possibilidade de felicidade do que aqui [refiria-se à Igreja católica], é que, se houver, digam-me onde é porque eu vou para lá, porque a mim o que me importa é ser feliz...!"
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terça-feira, janeiro 01, 2013
Ainda os desejos de um Bom e Santo Ano Novo!
"Aquilo que todos os dias para nós seria [um] limite é destinado a tornar-se grande como o olhar de Nossa Senhora. Maria compreendia que o conteúdo de cada acção humana desenvolve e realiza o designío de um Outro: não o designío do próprio coração, mas do coração de Deus. As dores, como a vida, não vos faltarão, mas vivereis a vida como um caminho. Mesmo quando este será árduo, será descoberta de um bem verdadeiramente grande"
Luigi Giussani
(tradução certamente imperfeita de um Te Deum de Luigi Amicone publicado na revista Tempi)
Mais aqui sobre Comunhão e Libertação e sobre Luigi Giussani.
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terça-feira, setembro 11, 2012
O equivoco da "tragédia" do emprego dos professores
Dois pontos prévios:
- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.
- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)
Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.
O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...
O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?
Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!
- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.
- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)
Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.
O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...
O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?
Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!
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quarta-feira, agosto 08, 2012
Católicos e Política: porquê votar
O tema é inesgotável e creio já o ter referido aqui algumas vezes. Não tenho outra ambição política, aliás, do que esta: contribuir para uma presença assim em Portugal. Vindo este post agora à baila porque uma amiga minha acaba de me enviar a tradução que lhe tinha pedido deste juízo da comunidade mexicana de Comunhão e Libertação publicado a propósito das eleições que tiveram lugar naquele país este mês de Julho. "Reza" assim:
Em
Julho o México será chamado a eleger o Presidente e o Parlamento.
Dentro de poucos dias, terão lugar as
eleições federais no nosso país. Os candidatos à Presidência da República, os
Senadores e os Deputados serão eleitos através de um processo democrático em
que o povo do México decidirá a quem dar o seu voto.
É o momento da pessoa, a possibilidade de
manifestar com clareza quem somos e o que desejamos. Na sua carta sobre as
próximas eleições, os Bispos mexicanos convidam-nos «a participar pessoalmente
na vida pública» e a não nos subtrairmos ao empenho que implica o «multifacetado
e diversificado agir no campo económico, social, legislativo, administrativo e
cultural, destinado a promover o bem comum de forma orgânica e institucional».
É uma provocação oportuna porque para a
maioria das pessoas prevalecem o desencorajamento e a desconfiança nas
propostas dos partidos políticos. De onde vem esta negligência? A nossa
consistência de seres humanos depende do poder que está em causa? Nenhum de nós
deseja ser manipulado ou submetido a um mecanismo central que pretende
determinar todos os aspectos e as expressões da vida dos homens. Qual é, então,
a alternativa? Quais são as raízes da nossa dignidade?
Cristo revelou-nos que o valor infinito de
cada homem encontra o seu fundamento na nossa relação directa com o Mistério,
com Deus. Por
isso, nada, nem um poder político, nem o poder de um grupo social ou da família
nos determina. Somos livres e, como tal, somos responsáveis pela nossa vida e
pela vida da sociedade.
O Papa Bento XVI recordou-no-lo
recentemente na sua homilia em Silao, «A história de Israel narra também
grandes proezas e batalhas, mas quando se trata da sua vida mais autêntica, do
seu destino mais decisivo, isto é, da salvação, mais do que em suas próprias
forças, Israel depõe a sua esperança em Deus, que pode criar um coração novo,
sensível e submisso. Hoje, isto pode recordar a cada um de nós e aos nossos
povos que, quando se trata da vida pessoal e comunitária na sua dimensão mais
profunda, não bastam as estratégias humanas para nos salvar».
O coração do homem é o selo irredutível de
que é feito o homem e, por isso, nenhum poder conseguirá eliminar definitivamente
o nosso desejo de infinito. Os novos movimentos juvenis, como o
"#Yosoy132" são testemunhos disso mesmo, ainda que na sua
generalidade.
Um coração puro é um “eu” desperto, o único
sujeito capaz de enfrentar de forma criativa até a circunstância das eleições.
Cada pessoa deve responder: entre todas as propostas políticas que são
apresentadas, qual leva em consideração este “eu”, este desejo que cada pessoa tem
de alcançar o transcendental, a realização plena? Qual delas coloca no
centro do seu conteúdo e da sua acção a pessoa e não a sua ideologia? Qual
delas, pelo contrário, em vez de cortar a consciência, procura que esta se
escancare e favorece as condições para que cada pessoa seja protagonista da
própria história?
Isto exigirá um trabalho intenso de reflexão
e verificação, que vá para além da superficialidade da propaganda mediática, do
isolamento e da indiferença em que podemos cair, dando por adquirido que já
tudo estará decidido a favor de um candidato. É preciso ter presente que a
iniciativa das pessoas e das realidades sociais que daí decorrem - famílias,
empresas, obras educativas - não se limita à circunstância das eleições mas
abraça toda a vida quotidiana: a nossa família, o nosso trabalho, os
negócios, a cultura. Somos nós os construtores desta sociedade através do nosso
empenhamento quotidiano.
O voto só faz sentido como parte deste
empenhamento maior. Por isso, é preciso votar, porque o nosso país se constrói
no presente.
Este é o momento da pessoa!
PORQUÊ VOTAR? É O MOMENTO DA PESSOA
«Não existe a possibilidade de construir
sobre o amanhã. Só existe a possibilidade de construir sobre o desejo
presente…»
Luigi Giussani
Sem isto, falar de mudança seria apenas mais
uma ilusão.
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segunda-feira, julho 30, 2012
Crise e divórcios: desafio a uma mudança
O título deste post faz referência ao juizo que Comunhão e Libertação fez sobre a actual situação de crise e também à notícia do Público de hoje de que "Divórcios baixaram 3% em 2011, crise pode ser uma causa mas não é a única".
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Procurando a notícia dei com este Blog onde a mesma notícia é retomada mas onde também, na linha de meus posts anteriores, encontrei mais um exemplo da criatividade que nasce da presente situação do país e de como levado a sério o princípio da subsidiariedade isso pode originar novas oportunidades em que não é uma fatalidade, no caso, o encerramento de escolas. Leiam aqui.
Quanto à questão dos divórcios já a minha amiga Isilda Pegado o tinha previsto (que os mesmos haveriam de diminuir na sequência da crise e que isso seria uma prova mais de como esta situação não traria forçosamente e sempre más notícias). Na verdade da minha experiência pessoal (de pessoas que conheço) e profissional (como Advogado) já tinha concluído como é financeiramente dispendioso a ruptura do vínculo conjugal e da leviandade como em muitos casos o mesmo era decidido e levado por diante. Sirva ao menos para isto a crise e seja de facto um desafio a uma mudança!
Entretanto do Jusjornal recebi sobre o assunto esta notícia:
Número de divórcios baixa após 11 anos sempre a crescer
JusJornal, N.º 1515, 30 de Julho de 2012
JusNet 968/2012
- O número de divórcios em Portugal registou uma diminuição de mais de meio milhar de casos face a 2010, facto que quebra a tendência do constante aumento desde 2000, indica a Direção-Geral da Estatística de Justiça.
Os processos de divórcio e separação de pessoas registados nas
Conservatórias do Registo Civil em 2011 foram de 18.959, ou seja, menos 581
divórcios do que em 2010, ano em que registaram 19.540 divórcios, lê-se na
página da Internet da DGEJ.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
Fatores conjunturais, relacionados com a crise económica, são a principal razão avançada pelo relatório de 2011 do Observatório das Famílias e das Políticas de Família para a diminuição do número de divórcios em Portugal.
Desde 1996, com 1.978 divórcios, que se vem registando em Portugal um aumento gradual do número de divórcios - exceto no de 1999 para 2000 -, tendo o maior aumento sido registado entre o ano 2001 (4.951 divórcios), e 2002 (14.108 divórcios).
O ano de 2010 foi, até ao momento, aquele com mais divórcios: 19.540 registados no país.
Apesar de haver cerca de meio milhar de divórcios a menos em 2011, face a 2010, a taxa de divórcio portuguesa continua a ser alta, situando-se acima da média europeia.
Segundo dados do Eurostat, Portugal tem praticamente três vezes mais divórcios do que Itália e quase quatro mais do que a Irlanda.
A taxa bruta de divórcio em Portugal, que desde o ano de 2002 tende a apresentar um valor superior a dois divórcios por mil habitantes, aumentou ligeiramente em 2010, alcançando o valor de 2,6 por cento de divórcios.
Na Irlanda, por exemplo, registou-se em 2010, 0,7 por cento de divórcios, e na Itália 0,9 por cento.
No ranking dos 27 países da União Europeia, Portugal é o quinto país com maior taxa bruta de divórcio em 2010, só ficando atrás da Bélgica, Lituânia, República Checa e Dinamarca.
Decretado com a implantação da República, o divórcio é admitido pela primeira vez em Portugal através de um decreto em que é dado ao marido e à mulher o mesmo tratamento, tanto em relação aos motivos de divórcio como aos direitos sobre os filhos.
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domingo, julho 29, 2012
Papa Bento XVI: há quase um ano em Madrid
Vivi uns dias extraordinários acompanhando com outros amigos adultos, os liceais de Comunhão e Libertação. Foram as Jornadas Mundiais da Juventude (uma intuição genial do Papa João Paulo II) na capital espanhola. Tudo o que se diga da festa e do encontro com Jesus que aqueles dias foram, é pouco...como me dizia uma sobrinha minha, universitária, "estamos a ver a Igreja como Deus a vê todos os dias"...! Um espectáculo de comunhão, grandeza, verdade, caridade, bondade, juventude e beleza, como não acontece todos os dias encontrar.
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
Revi agora o trailer que aqui deixo:
Impressionante até por este facto: hoje em dia as maiores concentrações mundiais de juventude (todas as edições com mais gente que as anteriores) são em torno de um velhinho adorável de mais de 80 anos...porque ele é Pedro, e por isso o representante de Cristo na terra!
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terça-feira, maio 29, 2012
Nós (som)os católicos
Há coisas pequenas que às vezes mudam a vida. Na minha, algumas são frases, outras imagens ou ainda pessoas (ou momentos destas). Uma dessas coisas foi para mim ler um episódio da vida de D. Luigi Giussani, em que este contava que se dera pela primeira vez conta de que da sua presença no liceu onde dava aulas de religião e moral (o Liceu Berchet em Milão) originara um povo (pessoas que o seguiam e que mais tarde numa realidade que se chamaria primeiro Gioventu Studantesca e depois Comunhão e Libertação) fora quando, numa RGA (Região Geral de Alunos para aqueles que lêem isto e no 25 de Abril ainda não tinham nascido...;-) da escola, havia um que se levantou e começou o seu discurso dizendo: "Nós, os católicos"...
Este pequeno episódio foi decisivo para mim (ler que tinha acontecido) e desde então é isto que procuro na política: ajudar a construir uma presença católica. Por isso foi um gosto ler este artigo do Paulo Rocha (director da Agência Ecclesia) que embora de âmbito mais vasto também reflecte o mesmo tipo de atitude, posicionamento e, porque não dizê-lo, "orgulho" (ou como dizia Giussani "galhardia"). Leiam-no pois, vendo no fim o vídeo a que ele se refere:
Nós somos católicos
Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!
A mobilização virtual em torno de um slogan foi imediata: um vídeo espalhado pelas redes sociais, partilhado repetidamente e recomendado entre amigos fez de uma certeza – “Nós somos católicos” – uma sintonia global entre os que concretizam a experiência do cristianismo numa família, a da Igreja Católica.
A afirmação é traduzida por muitas imagens, pela poesia, pela evocação do empreendedorismo de pessoas e organizações, a inovação humanizante em cada época na saúde, na educação, na assistência. Tudo à escala global e a cada passo comprovada pelas referências constantes, em ruas e cidades, a figuras maiores desta família.
Em dois minutos, o filme percorre mais de 2000 mil anos de História, evoca grandes feitos e criações e provoca convergências espontâneas entre povos de qualquer canto do mundo para uma certeza: todos estamos unidos a uma Pessoa, Jesus Cristo.
Diante de qualquer caos, é essa convicção que permite a permanência: a da Igreja e a de muitos nessa família. Existe entre todos um denominador comum que permite somar ou subtrair, acrescentar ou tirar, mas nunca dividir.
A memória deste vídeo, que qualquer motor de pesquisa traz ao ecrã, acontece no contexto de iniciativas que, em todos os tempos e com particular incidência nestes dias, ocorre no nosso “jardim à beira mar plantado” e que reclamam, dos que pertencem a esta grande família, a afirmação clara e convicta de que “Nós somos católicos”.
Abundam as oportunidades para o fazer, nas dioceses que se reorganizam ou nos projetos que inovam. Basta seguir as propostas que fazem convergir núcleos desta família para um “Dia da Diocese”, “Dia da Juventude”, “Dia da Família”, “Dia das Comunicações Sociais”… Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!
Não menor é o desafio que recai sobre os promotores de qualquer convocatória. Num contexto social cruzado de eventos e convites é urgente a reformulação de propostas e a qualificação de todos os projetos, mesmo os que acontecem em família.
Só dessa forma será possível dizer não apenas “Nós somos católicos”, mas acrescentar com confiança e a todas as pessoas “Bem-vindo à tua casa!”
Paulo Rocha
Editorial - Agência Ecclesia - 2012-05-29 - 11:19:16 - 2228 Caracteres
© 2009 Agência Ecclesia. Todos os direitos reservados - agencia@ecclesia.pt
O filme é este:
Este pequeno episódio foi decisivo para mim (ler que tinha acontecido) e desde então é isto que procuro na política: ajudar a construir uma presença católica. Por isso foi um gosto ler este artigo do Paulo Rocha (director da Agência Ecclesia) que embora de âmbito mais vasto também reflecte o mesmo tipo de atitude, posicionamento e, porque não dizê-lo, "orgulho" (ou como dizia Giussani "galhardia"). Leiam-no pois, vendo no fim o vídeo a que ele se refere:
Nós somos católicos
Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!
A mobilização virtual em torno de um slogan foi imediata: um vídeo espalhado pelas redes sociais, partilhado repetidamente e recomendado entre amigos fez de uma certeza – “Nós somos católicos” – uma sintonia global entre os que concretizam a experiência do cristianismo numa família, a da Igreja Católica.
A afirmação é traduzida por muitas imagens, pela poesia, pela evocação do empreendedorismo de pessoas e organizações, a inovação humanizante em cada época na saúde, na educação, na assistência. Tudo à escala global e a cada passo comprovada pelas referências constantes, em ruas e cidades, a figuras maiores desta família.
Em dois minutos, o filme percorre mais de 2000 mil anos de História, evoca grandes feitos e criações e provoca convergências espontâneas entre povos de qualquer canto do mundo para uma certeza: todos estamos unidos a uma Pessoa, Jesus Cristo.
Diante de qualquer caos, é essa convicção que permite a permanência: a da Igreja e a de muitos nessa família. Existe entre todos um denominador comum que permite somar ou subtrair, acrescentar ou tirar, mas nunca dividir.
A memória deste vídeo, que qualquer motor de pesquisa traz ao ecrã, acontece no contexto de iniciativas que, em todos os tempos e com particular incidência nestes dias, ocorre no nosso “jardim à beira mar plantado” e que reclamam, dos que pertencem a esta grande família, a afirmação clara e convicta de que “Nós somos católicos”.
Abundam as oportunidades para o fazer, nas dioceses que se reorganizam ou nos projetos que inovam. Basta seguir as propostas que fazem convergir núcleos desta família para um “Dia da Diocese”, “Dia da Juventude”, “Dia da Família”, “Dia das Comunicações Sociais”… Tantos “dias de” onde é possível – e preciso - reclamar a afirmação “Nós somos católicos” e exigir a presença, a participação, o compromisso!
Não menor é o desafio que recai sobre os promotores de qualquer convocatória. Num contexto social cruzado de eventos e convites é urgente a reformulação de propostas e a qualificação de todos os projetos, mesmo os que acontecem em família.
Só dessa forma será possível dizer não apenas “Nós somos católicos”, mas acrescentar com confiança e a todas as pessoas “Bem-vindo à tua casa!”
Paulo Rocha
Editorial - Agência Ecclesia - 2012-05-29 - 11:19:16 - 2228 Caracteres
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O filme é este:
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quarta-feira, maio 16, 2012
A Crise: Exemplos de Mudança
Sobre a Crise em que estamos (ou vivemos) o movimento Comunhão e Libertação fez o Juízo de que já dei nota neste Blog. Chama-se "A Crise Desafio a uma Mudança". A realidade, felizmente, tem vindo a demonstrar que assim é de facto. Aqui dou conta de dois factos que o comprovam:
Ontem foi o Dia Internacional da Família (muito bem assinalada pela Associação das Famílias Numerosas que foi recebida pelo Primeiro-Ministro). Foi impressionante ouvir o que na comunicação social se disse a esse propósito (do Dia da Família) e a unânime valorização da instituição familiar (a de origem, da ordem natural, não a do experimentalismo social) como um recurso indispensável á vida de cada um e um suporte em tempos de dificuldade.
O Público de hoje dá nota que "Cidadãos plantam mini-relvado contra lugar de estacionamento". Isto é, em vez de indignação (tão em moda) ou conformismo, um grupo de cidadãos leva a sério a própria humanidade e o problema que tem pela frente (e que lhes interessa) e plantam um relvado em lugar do que antes estava ali. A Subsidiariedade é de facto a grande resposta á Crise!
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quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Julian Carron em Portugal no dia 17 de Fevereiro: imperdível!
No próximo dia 17 de Fevereiro, uma sexta-feira, estará em Portugal o sucessor de D. Luigi Giussani, fundador do movimento Comunhão e Libertação.
É uma ocasião única de conhecer a experiência deste movimento ao qual pertenço, de uma realidade viva e dinâmica da Igreja Católica, de uma perspectiva e abordagem ao cristianismo completamente actual, atraente e de grande riqueza para a vida concreta de cada um de nós.
É de Julian Carron esta frase sobre a politica: "Da política não esperamos a salvação, mas que crie as condições para estimular e favorecer as iniciativas de quem constrói para o bem comum, de quem cria trabalho, recursos, riqueza e âmbitos em que a sociedade possa crescer". Isto é, entre outras coisas, da política esperamos o respeito da subsidiariedade.
É uma ocasião única de conhecer a experiência deste movimento ao qual pertenço, de uma realidade viva e dinâmica da Igreja Católica, de uma perspectiva e abordagem ao cristianismo completamente actual, atraente e de grande riqueza para a vida concreta de cada um de nós.
É de Julian Carron esta frase sobre a politica: "Da política não esperamos a salvação, mas que crie as condições para estimular e favorecer as iniciativas de quem constrói para o bem comum, de quem cria trabalho, recursos, riqueza e âmbitos em que a sociedade possa crescer". Isto é, entre outras coisas, da política esperamos o respeito da subsidiariedade.
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quarta-feira, dezembro 28, 2011
A Crise: sinais de esperança (o exemplo da Sicasal)
No juizo de Comunhão e Libertação "A Crise Desafio a uma Mudança" é referido "Há gente que enfrenta a realidade sem se desculpar com as dificuldades, e que põe
mãos à obra sem renegar ou esquecer nada."
Este email que recebi em 23 de Novembro (referente ao que se passou e passa na Sicasal) é um bom exemplo do que acima é dito:
"A é uma empresa Portuguesa. Ontem as suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar.
Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
Divulga e Participa
As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
Incendio http://www.publico.pt/Local/incendio-deflagrou-na-fabrica-da-sicasal-em-mafra-1520959
Não vão despedir + a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20% da área total foi afetada e que corresponde à área de produção. Ler mais: http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520#ixzz1eWtQ6Fiz http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Uma semana depois já a funcionar a 80% http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Produtos Sicasal Salsichas, fiambres, todo o tipo de enchidos, charcutaria carnes frescas e congeladas, fumados.
mãos à obra sem renegar ou esquecer nada."
Este email que recebi em 23 de Novembro (referente ao que se passou e passa na Sicasal) é um bom exemplo do que acima é dito:
"A é uma empresa Portuguesa. Ontem as suas instalações fabris foram parcialmente destruídas por um enorme incêndio, pondo em causa o emprego de 150 dos seus mais de 500 trabalhadores. No meio da tragédia, a Administração veio assegurar que ninguém seria despedido e garantiu que, nem sequer haveria perdas salariais dos seus trabalhadores.
Estes disponibilizaram-se, de imediato, para trabalharem, se necessário, 24 horas seguidas para ajudarem à retoma da produção e organizaram-se em grupos de segurança e de limpezas para obviarem uma paragem demorada da laboração da fábrica.
Que dois belos exemplos!...
Assim, surgiu a ideia de adquirirmos produtos da Sicasal e posteriormente os entregar ao Banco Alimentar.
Não só ajudaríamos quem bem o merece, como quem bem o necessita.
Compra produtos enlatados da marca Sicasal e entrega-os no Banco Alimentar
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As empresas têm sucesso, quando Administrações e trabalhadores estão todos focalizados no mesmo objectivo.
Apoiemos aqueles que merecem antes do mais a nossa consideração.
A isto chama-se "EXEMPLO A SEGUIR!!!!"
Incendio http://www.publico.pt/Local/incendio-deflagrou-na-fabrica-da-sicasal-em-mafra-1520959
Não vão despedir + a fábrica "não está completamente destruída, mas está muito danificada", especificando que cerca de 20% da área total foi afetada e que corresponde à área de produção. Ler mais: http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520#ixzz1eWtQ6Fiz http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Uma semana depois já a funcionar a 80% http://aeiou.visao.pt/sicasal-nao-vai-despedir-ninguem-apos-incendio=f633520
Produtos Sicasal Salsichas, fiambres, todo o tipo de enchidos, charcutaria carnes frescas e congeladas, fumados.
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quinta-feira, dezembro 15, 2011
A Crise: um encontro hoje e o editorial do i
Hoje na Universidade Católica realiza-se um encontro às 19h00 (conforme convite abaixo) em que o assunto é o Manifesto do movimento católico Comunhão e Libertação intitulado "A Crise: desafio a uma Mudança".
Coincidentemente saiu hoje um editorial no jornal "i" em que há alguns pontos coincidentes com o juizo acima referido, nomeadamente a percepção do convite à mudança pessoal e familiar que a crise constitui. Vale a pena ler.
Coincidentemente saiu hoje um editorial no jornal "i" em que há alguns pontos coincidentes com o juizo acima referido, nomeadamente a percepção do convite à mudança pessoal e familiar que a crise constitui. Vale a pena ler.
sexta-feira, novembro 25, 2011
Mais um exemplo entusiasmante de que há energias para vencer a crise!
Como diz o juizo de Comunhão e Libertação ao qual voltarei aqui, a crise é um desafio de mudança. E uma dessas mudanças é a compreensão pela sociedade inteira que esta tem em si própria as energias e força necessárias em multiplos campos para não necessitar que seja o Estado a substituir-se-lhe e que não se pode andar sempre a pedir tudo seja ao Governo central seja ao local.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
Hoje no Publico, mais um exemplo de como isto é verdade: tendo decidido a Câmara não realizar por sua conta uma série de iluminações de Natal, os comerciantes da Rua Castilho tomaram a iniciativa e a suas próprias expensas vão fazê-las eles e isso acompanhado de uma série de iniciativas de animação dessa zona comercial. A noticia está também aqui.
A juntar ao exemplo daqueles pais que numa escola se encarregaram eles próprios com a ajuda da Dyrup da respectiva remodelação, e daquelas escolas pelo país inteiro em que os prémios monetários de mérito escolar foram dados na mesma, apesar do Ministério da Educação ter decidido não financiá-los, estes são sinais de uma mentalidade nova com a qual, assim sim, poderemos sair da crise mais fortes e capazes, decididos a perceber o valor da palavra, do principio, da subsidiariedade.
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segunda-feira, junho 13, 2011
O Crisma de ontem e obrigado por serem Padres!
Ontem foi o Crisma da minha filha Madalena e ainda fui padrinho de uma filha de amigos meus, que andou connosco (Comunhão e Libertação) nos Liceus. Um momento grande, para cada uma de elas, para mim, para reviver o meu Crisma, e também, sobretudo nos cânticos e na ordem da celebração, de me dar conta outra vez da grandeza da Igreja, da perenidade da mesma no tempo e de que bem podem "lá fora" arreliar-nos e fazerem asneiras, que nós, os católicos, cá estamos e estaremos, e que, quer queiram, quer não, Cristo reina e Cristo vence...! ;-)
No caminho para entender isto e no caminho que me falta percorrer, encontrei e continuo a encontrar grandes Padres. Por isso vale a pena ver este vídeo
No caminho para entender isto e no caminho que me falta percorrer, encontrei e continuo a encontrar grandes Padres. Por isso vale a pena ver este vídeo
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terça-feira, fevereiro 23, 2010
A entrevista de Sócrates
Não vi a entrevista de Sócrates (ontem à noite estive na Missa que assinalou o 28º aniversário do reconhecimento pontificio da Fraternidade de Comunhão e Libertação e o 5º aniversário da morte de D. Luigi Giussani, fundador do movimento)mas li os jornais e ouvi a rádio, além dos comentários dos colegas aqui no escritório.
E a sensação de incomodidade com isto tudo permanece...não sei explicar bem, mas é como se todo o barulho à volta deste "diz que disse" me parece não interessa nada (é coscuvilhice politica), revela o que o debate político tem de pior (agir sobre a escandalosa revelação de escutas e/ou segredo de justiça é cumplicidade com uma coisa perigosissima que hoje magoa o PS, mas um dia pode magoar outros ou a nós próprios...) e, sobretudo, passa ao lado do que são as questões fundamentais do momento político actual: a situação financeira do Estado, a má governação do PS, a fragilidade aflitiva da oposição, o debate sobre o que interessa (que projecto de sociedade temos, de onde partimos, o que queremos, como se defende a liberdade).
Além disso e do ponto de vista humano, mesmo não gostando da personagem (do primeiro-ministro), acho que há limites que não se devem passar e alguma agressividade injustificada com um homem que para ser criticado basta já o que fez.
Mas talvez isto seja "angelismo" político...?
E a sensação de incomodidade com isto tudo permanece...não sei explicar bem, mas é como se todo o barulho à volta deste "diz que disse" me parece não interessa nada (é coscuvilhice politica), revela o que o debate político tem de pior (agir sobre a escandalosa revelação de escutas e/ou segredo de justiça é cumplicidade com uma coisa perigosissima que hoje magoa o PS, mas um dia pode magoar outros ou a nós próprios...) e, sobretudo, passa ao lado do que são as questões fundamentais do momento político actual: a situação financeira do Estado, a má governação do PS, a fragilidade aflitiva da oposição, o debate sobre o que interessa (que projecto de sociedade temos, de onde partimos, o que queremos, como se defende a liberdade).
Além disso e do ponto de vista humano, mesmo não gostando da personagem (do primeiro-ministro), acho que há limites que não se devem passar e alguma agressividade injustificada com um homem que para ser criticado basta já o que fez.
Mas talvez isto seja "angelismo" político...?
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