Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
Mostrar mensagens com a etiqueta disciplina escolar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta disciplina escolar. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, setembro 24, 2013
O Ministro Crato e o inglês obrigatório ou não
Confesso que estou um pouco baralhado com a questão do inglês obrigatório onde ao que parece, lendo os jornais, o Governo anda para a trás e para a frente...mas uma coisa é clara: o drama de que o inglês seja ou não obrigatório, por imperativo do Ministério da Educação, demonstra, em acto, qual o problema de não existir liberdade de escolha na educação.
Na verdade, se os pais pudessem optar livremente pela escola dos seus filhos (como a Constituição obriga, não me cansarei de o lembrar) e as escolas tivessem autonomia para definir e propor os seus projectos educativos, a questão do inglês (de os alunos o aprenderem) era muito simples: aquelas famílias para quem isso seja fundamental (número do qual não me excluo) podiaminscrever os seus filhos em escolas que o oferecessem, iniciar escolas onde este existisse, e as mesmas oferecê-lo livremente.
Ao contrário, na situação presente, só há uma forma de os pais que o pretendem, o obterem. Ou seja exigirem que uma autoridade central, nas escolas que lhe pertencem (80% do sistema) o imponha autoritariamente sem consideração pelas possibilidades reais das escolas, ou dos pais que o dispensariam (por as suas prioridades, legitimamente, serem outras). E daí as discussões políticas, os embaraços do Ministro da Educação, os "confrontos" civis no assunto, o desnorte dos professores desta disciplina...está claro, o conceito?
Etiquetas:
autonomia das escolas,
constituição,
disciplina escolar,
Educação,
ensino do inglês,
escolas,
inglês,
liberdade de educação,
liberdade de escolha,
Ministério da Educação,
Ministro da Educação
quarta-feira, maio 14, 2008
Carolina Michaelis (episódio do telemóvel): um juízo de Alice Vieira
Por email chegou-me este texto atribuído à escritora Alice Vieira. É um juízo justissimo sobre o acontecido no liceu do Porto no célebre episódio do telemóvel (que eu continuo sem perceber porque é que nenhuma escola tem a coragem de pura e simplesmente os proibir com uma expedita punição do desrespeito da regra que consistiria na respectiva destruição...:-).
O texto é este:
Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos- bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.
Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse. A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.
O texto é este:
Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos- bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.
Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.
Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.
E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse. A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.
E nós deixamos.
Etiquetas:
Alice Vieira,
Carolina Michaelis,
disciplina escolar,
Educação,
Ministério da Educação,
Morangos com Açúcar,
professores,
Televisão,
violência escolar
sexta-feira, abril 11, 2008
Desde 1960 até hoje como enlouqueceu o mundo...!
Chegou-me este por email que pedi a uma amiga traduzisse. Fazendo hoje anos, ofereço eu um presente aos leitores deste Blog reatando a escrever no mesmo...! :-)
Desde 1960 até hoje
Exemplo 1
Dois rapazes começam uma briga depois da escola.
Versão 1960 – A multidão junta-se. O Marc ganha. O Jean e o Marc dão um aperto de mão e ficam amigos.
Versão 2008 – É chamada a polícia, a brigada SWAT chega e prende Philippe-Olivier e Charles-Cédrik.
Confiscam todos os telemóveis presentes e os vídeos da briga são usados como prova.
São ambos acusados de facto e são suspensos da escola, ainda que o instigador tenha sido o Philippe-Olivier.
Organizam-se conferências sobre o assunto, para além de uma reunião de pais, e uma minoria opõe-se ao projecto.
É criada uma mesa de pilotagem que formará as mesas de concertação necessárias para aprovar a decisão dos 6 comités que terão a missão de estudar os factos. 6 vídeos da briga são difundidos na internet.
Entretanto, o Philippe-Olivier e o Charles-Cédrik são libertados com uma fiança de 2000 $ cada um e uma promessa de comparência.
Exemplo 2
Um aluno distrai a aula e perturba os outros alunos.
Versão 1960 – O Paul é mandado ao gabinete da direcção e é castigado. 5 réguadas.
Volta para a sala, senta-se tranquilamente e não volta a perturbar a aula.
Versão 2008 – O Guillaume-Charles toma uma dose massiva de Ritalin. É mandado para a terapia.
Ele torna-se um zombie e os testes de atenção deficiente são severamente positivos.
A Escola recebe um financiamente adiconal porque o Guillaume-Charles tem uma deficiência. O Guillaume-Charles conseguiu e abandonou a escola.
Exemplo 3
Uma criança atira um copo ao carro de um vizinho. O seu pai, furioso, procura-o e prega-lhe uma grande palmada.
Versão 1960 – O Jaques tomará mais atenção da próxima vez. Ele cresce com normalidade, vai para o Liceu e torna-se um homem de negócios prósperos.
Versão 2008 – O pai de René-Roi é preso por maltratar os filhos. O filho é retirado ao pai. Para o seu bem, é colocado numa família de acolhimento.
Ele junta-se a um gang de rua.
A psicóloga sugere à sua irmã, a Renée-Reine, que declare que o pai também a maltratava a ela.
Ela testemunha no processo e o pai vai preso.
A mãe das crianças tem uma relação secreta com a psicóloga.
A psicóloga consegue ser promovida.
Exemplo 4
Um estudante do liceu leva cigarros para a escola.
Versão 1960 – O Yves fuma um cigarro com o vigilante e discute o jogo de hóquei do dia anterior.
Versão 2008 – Chama-se a polícia e o Claude-Philippe é expulso da escola por posse de drogas.
O seu carro é fiscalizado por causa das drogas e das armas.
Exemplo 5
Um aluno imigrante chumba a Francês no Liceu.
Versão 1960 – O Gino assiste a aulas de apoio de francês. Ele passa no teste e é aceite na Faculdade.
Versão 2008 – O caso de Sum Noo Gaye é entregue às autoridades locais de defesa dos direitos do homem.
São publicados artigos nos jornais nacionais para explicar que «A simples noção de obrigação de obter uma nota de passagem a Francês é discriminatória para os imigrantes e constitui um atentado aos seus direitos, devido a esta atitude racista.»
A liga dos direitos e liberdades inicia uma campanha contra o governo e o seu sistema escolar, bem como contra o Gabinete da Língua Francesa.
Um julgamento dum tribunal federal é aceite e declara que o ensino do francês será, dali em diante, interdito nas escolas públicas.
O Sum Noo Gaye obtém o seu diploma, mas acaba a trabalhar na segunda divisão, no Ouest-De-L’Île, porque ele não sabe falar francês.
Exemplo 6
Um rapaz jovem coloca restos de petardos numa garrafa velha de tinta que estava vazia e faz saltar um formigueiro.
Versão 1960 – As formigas morrem.
Versão 2008 – É feito um apelo à GRC e à brigada anti-terrorista e o jovem rapaz é acusado de actividades terroristas.
Uma equipe de inspectores interrogam os pais, os irmãos e a sua irmã e são colocados numa lista de supervisão.
São confiscados todos os computadores de casa e como medida de segurança, é interdito aos avós que vão à sua casa na Flórida.
Exemplo 7
Uma criança de 8 anos cai no chão durante o recreio e magoa-se num joelho.
O professor aproxima-se e fala carinhosamente com ele e faz-lhe uma festinha no cabelo para o reconfortar.
Versão 1960 – A criança fica calma e continua a brincar.
Versão 2008 – É feita uma queixa porque o educador acariciou uma parte do corpo da criança diferente daquela onde a criança tinha a ferida.
O educador é acusador de ser um predador sexual e perde o emprego.
Ele enfrenta três anos de prisão.
A criança passa por cinco anos de terapia.
A criança torna-se homossexual.
E ainda achas que o mundo está a evoluir bem?
Desde 1960 até hoje
Exemplo 1
Dois rapazes começam uma briga depois da escola.
Versão 1960 – A multidão junta-se. O Marc ganha. O Jean e o Marc dão um aperto de mão e ficam amigos.
Versão 2008 – É chamada a polícia, a brigada SWAT chega e prende Philippe-Olivier e Charles-Cédrik.
Confiscam todos os telemóveis presentes e os vídeos da briga são usados como prova.
São ambos acusados de facto e são suspensos da escola, ainda que o instigador tenha sido o Philippe-Olivier.
Organizam-se conferências sobre o assunto, para além de uma reunião de pais, e uma minoria opõe-se ao projecto.
É criada uma mesa de pilotagem que formará as mesas de concertação necessárias para aprovar a decisão dos 6 comités que terão a missão de estudar os factos. 6 vídeos da briga são difundidos na internet.
Entretanto, o Philippe-Olivier e o Charles-Cédrik são libertados com uma fiança de 2000 $ cada um e uma promessa de comparência.
Exemplo 2
Um aluno distrai a aula e perturba os outros alunos.
Versão 1960 – O Paul é mandado ao gabinete da direcção e é castigado. 5 réguadas.
Volta para a sala, senta-se tranquilamente e não volta a perturbar a aula.
Versão 2008 – O Guillaume-Charles toma uma dose massiva de Ritalin. É mandado para a terapia.
Ele torna-se um zombie e os testes de atenção deficiente são severamente positivos.
A Escola recebe um financiamente adiconal porque o Guillaume-Charles tem uma deficiência. O Guillaume-Charles conseguiu e abandonou a escola.
Exemplo 3
Uma criança atira um copo ao carro de um vizinho. O seu pai, furioso, procura-o e prega-lhe uma grande palmada.
Versão 1960 – O Jaques tomará mais atenção da próxima vez. Ele cresce com normalidade, vai para o Liceu e torna-se um homem de negócios prósperos.
Versão 2008 – O pai de René-Roi é preso por maltratar os filhos. O filho é retirado ao pai. Para o seu bem, é colocado numa família de acolhimento.
Ele junta-se a um gang de rua.
A psicóloga sugere à sua irmã, a Renée-Reine, que declare que o pai também a maltratava a ela.
Ela testemunha no processo e o pai vai preso.
A mãe das crianças tem uma relação secreta com a psicóloga.
A psicóloga consegue ser promovida.
Exemplo 4
Um estudante do liceu leva cigarros para a escola.
Versão 1960 – O Yves fuma um cigarro com o vigilante e discute o jogo de hóquei do dia anterior.
Versão 2008 – Chama-se a polícia e o Claude-Philippe é expulso da escola por posse de drogas.
O seu carro é fiscalizado por causa das drogas e das armas.
Exemplo 5
Um aluno imigrante chumba a Francês no Liceu.
Versão 1960 – O Gino assiste a aulas de apoio de francês. Ele passa no teste e é aceite na Faculdade.
Versão 2008 – O caso de Sum Noo Gaye é entregue às autoridades locais de defesa dos direitos do homem.
São publicados artigos nos jornais nacionais para explicar que «A simples noção de obrigação de obter uma nota de passagem a Francês é discriminatória para os imigrantes e constitui um atentado aos seus direitos, devido a esta atitude racista.»
A liga dos direitos e liberdades inicia uma campanha contra o governo e o seu sistema escolar, bem como contra o Gabinete da Língua Francesa.
Um julgamento dum tribunal federal é aceite e declara que o ensino do francês será, dali em diante, interdito nas escolas públicas.
O Sum Noo Gaye obtém o seu diploma, mas acaba a trabalhar na segunda divisão, no Ouest-De-L’Île, porque ele não sabe falar francês.
Exemplo 6
Um rapaz jovem coloca restos de petardos numa garrafa velha de tinta que estava vazia e faz saltar um formigueiro.
Versão 1960 – As formigas morrem.
Versão 2008 – É feito um apelo à GRC e à brigada anti-terrorista e o jovem rapaz é acusado de actividades terroristas.
Uma equipe de inspectores interrogam os pais, os irmãos e a sua irmã e são colocados numa lista de supervisão.
São confiscados todos os computadores de casa e como medida de segurança, é interdito aos avós que vão à sua casa na Flórida.
Exemplo 7
Uma criança de 8 anos cai no chão durante o recreio e magoa-se num joelho.
O professor aproxima-se e fala carinhosamente com ele e faz-lhe uma festinha no cabelo para o reconfortar.
Versão 1960 – A criança fica calma e continua a brincar.
Versão 2008 – É feita uma queixa porque o educador acariciou uma parte do corpo da criança diferente daquela onde a criança tinha a ferida.
O educador é acusador de ser um predador sexual e perde o emprego.
Ele enfrenta três anos de prisão.
A criança passa por cinco anos de terapia.
A criança torna-se homossexual.
E ainda achas que o mundo está a evoluir bem?
Etiquetas:
disciplina escolar,
discriminação,
fumar,
homossexuais,
pedofilia,
politicamente correcto,
terrorismo,
violência escolar
Subscrever:
Mensagens (Atom)
