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domingo, novembro 27, 2011

Agricultura: o regresso à terra

Na revista dominical do Público (imaginativamente intitulada Pública...;-) vem uma extensa e interessante reportagem intitulada "Portugal está a regressar à terra". Vale a pena ler.
Estou convencido não apenas que esse é um dos caminhos de saída da crise, como também um dos seus desejáveis resultados: o abandono do caminho da desertificação, uma vida mais simples e depois melhor, uma maior adequação entre o perfil das pessoas e os seus trabalhos (já não determinados por critérios de sucesso da mentalidade contemporânea, em modelos que esgotam as pessoas), o fim do desperdicio dos nossos melhores recursos, o tomar em próprias mãos do seu destino.
Depois de anos trágicos de destruição da agricultura nacional (da qual um dos grandes responsáveis foi o actual presidente) até que enfim há um caminho diferente. Disso também se faz eco aqui.

segunda-feira, junho 27, 2011

As linhas de Comboio: uma extinção inevitável?

Tenho um enorme apreço pelas viagens de Comboio, pelo charme das estações que conheci nas minhas infância e adolescência, e mais tarde durante o serviço militar: as linhas Lisboa-Porto e todas as do Minho.
E tenho visto ao longo da vida com muito desgosto como sucessivamente se fecham linhas e desaparecem os comboios das nossas paisagens e dos nossos hábitos de deslocação. Uma perda de beleza e também de comodidade.
Por isso mais triste fiquei com a noticia do Publico de ontem de que o Governo Sócrates se teria comprometido com a Troika ao encerramento de cerca de 800 kms de linha férrea...!!
Talvez por ignorância a minha teoria é esta: reduzem-se linhas porque se diz não são viáveis, essa redução engendra que as que restam se tornem menos úteis (menos horários e percursos) e daí mais encerramentos. E as contrapartidas não me parecem boas: mais utilização de transportes alternativos, estradas saturadas, maior possibilidade de acidentes de trânsito, poluição, desertificação do interior por dificuldade de transportes, etc.
Ora, as linhas de Metro do Norte a pertir do Porto, tem sido um sucesso e facilitaram enormemente a vida a milhares de pessoas...a pergunta pois é esta: quem beneficia com estes encerramentos? Será que este caminho é inevitável? Como é nos restantes países europeus? Não há quem pegue na CP e dando-lhe uma volta a torne naquilo que ela já foi como dinamizadora do tecido económico?
Isto claro tendo presente que a concentração por "pessoa quadrada" de sindicalistas irrazoáveis e irresponsáveis atinge o seu máximo precisamente nesse sector. E será também essa uma das razões deste declínio?