Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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domingo, janeiro 04, 2015
D. Manuel Clemente: temos de novo um Cardeal Patriarca em Lisboa!
A notícia do dia é, bem entendido, que o senhor D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, vai ser feito Cardeal pelo Papa Francisco. Na Igreja, bem vivida, os cargos e honrarias servem só para uma coisa: que a Glória de Cristo se veja e cada homem, nosso irmão, possa encontrar Jesus. É esta forma de estar, acompanhada de uma comovente proximidade e amizade, que temos visto no Patriarca de Lisboa, e que constitui o principal motivo da nossa alegria com este facto.
Parabéns senhor D. Manuel! Que Deus que a mais esta missão o chamou, o guarde e proteja, e continue a contar connosco, com a nossa companhia e oração.
(mais informação sobre este assunto na RR, aqui)
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quinta-feira, março 13, 2014
Na morte do Senhor D. José Policarpo, Patriarca Emérito de Lisboa
Nunca conheci pessoalmente o Senhor D. António Ribeiro, o primeiro Patriarca de Lisboa da minha vida, (no sentido de que de cuja existência me dei conta...). Com ele só recordo ter vivido duas coisas: uma que já aqui contei no Blog (num post na morte do Senhor D. António Reis Rodrigues) e outra que muito me impressionou e que foi ter visto o senhor ás portas de Roma (nas últimas portagens) a receber as dezenas e dezenas de camionetes que transportavam os peregrinos (que em 1983 fomos agradecer ao Papa João Paulo II a sua primeira visita a Portugal) numa espera que lhe custou uma boa quantidade de horas entre a primeira que chegou e a última. Foi para mim um exemplo impressionante do que era um Pastor.
Com o Senhor D. José a primeira recordação que tenho foi o anúncio de que havia sido nomeado Arcebispo-coadjutor do Senhor D. António Ribeiro (o que queria dizer lhe sucederia). A notícia chegou-me pelo Padre que mais estimo e impressionou-me o brilho e entusiasmo do seu olhar quando nos contou, estávamos, um grupo de amigos, reunidos na sua Paróquia a fazer Escola de Comunidade.
E depois veio o primeiro encontro pessoal com ele. Ainda o Patriarcado era no Campo Santana. Fins de 1997. O assunto era o aborto. Daí em diante, quando nos encontrámos o assunto foi sempre a nossa intervenção de católicos na cidade . Contávamos o que andávamos a fazer, respondíamos ás suas perguntas e escutávamos o seu juízo. Escrevo no plural porque creio rara vez terá sido a que não estive acompanhado nesses encontros por outros com quem partilho a condução dos movimentos cívicos pela Vida e pela Família e a intervenção na política.
Que recordações guardo? A primeira e mais forte a de um Homem de Deus e um Pastor consciente da sua missão. Muito inteligente e com uma grande preocupação cultural. Com um sentido do relativismo da época histórica (que aos tempos se sucedem outros tempos) e também em relação com isso um homem "de Estado" mas em relação à instituição Igreja portuguesa. Muito prático e realista (tinha presente as condicionantes operacionais e logísticas de qualquer iniciativa). Um empreendedor que sabia reconhecer os seus sucessos e insucessos. Um homem da sua época em termos de geração, amizades e preocupações. Agudo no juízo sobre as questões que nos preocupavam. De trato simples e franco nos comentários que fazia sobre situações ou pessoas.
Estou-lhe por isso muito grato. Pelo privilégio desses encontros. Pelo que nessa relação, com tudo o que uma relação implica, aprendi sobre a Igreja. E me fez desejar a unidade com os pastores a quem Deus confia a sua Igreja, estimar a missão que lhes está confiada e também perceber que o que se nos pede, a nós fieis católicos, é uma amizade empenhada e verdadeira com os senhores, para ajudar a que seja visível no mundo o que nós encontrámos e todo o coração humano anseia: Jesus Cristo, Redentor do Homem.
Senhor D. José: rezarei por si. Reze por nós também. Por aqueles que estamos a procurar servir o Bem Comum na cidade dos homens. Pelas nossas famílias e pelas iniciativas em que estamos empenhados. Obrigado!
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segunda-feira, julho 08, 2013
Manuel Clemente: Homília ontem nos Jerónimos e aplauso a políticos
Enquanto se espera a publicação do texto na íntegra da Homília ontem aqui fica a notícia como saiu na Ecclesia (de onde retirei também a fotografia acima) com alguns sublinhados meus a negrito.
Uma pequena nota sobre os aplausos a Cavaco Silva e Passos Coelho: na minha opinião expressam a consciência que o país inteiro teve da importância dos dias da crise política e também a gratidão àqueles políticos que souberam estar á altura das circunstâncias e pela sua atitude proporcionaram se tivesse alcançado um desfecho harmonioso dos dias difíceis que vivemos. Além de que revelaram também a consciência e maturidade do povo católico a quem a causa pública interessa e na qual estão dispostos a jogar um papel ao qual tem direito e o farão para o bem de todos.
Recordou-me por fim aqueles mesmos aplausos que no Meeting de Rimini costumam receber todos os políticos que lá vão falar (este ano e como muitas vezes antes os seus antecessores, o próprio primeiro-ministro italiano, Letta). E assim explicados pelo Giorgio Vitadini, presidente da Fundação para a Subsidiariedade: "nós aplaudimos os políticos que cá vêm porque apreciamos, estimamos, a tentativa humana de quem está na política, de servir o bem comum, com o sacrifício que isso implica. E esse afeto é anterior ao próprio juízo que depois possamos fazer sobre as políticas concretas que esses políticos protagonizam".
Patriarca de Lisboa quer Igreja acolhedora
D. Manuel Clemente recordou as consequências socioculturais do evangelho para os dias de hoje
Arlindo Homen/AE | D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa
Lisboa, 07 jul (Ecclesia) - D. Manuel Clemente pediu hoje às comunidades cristãs que acolham todas as pessoas e recordou as consequências socioculturais do Evangelho, nomeadamente a dignidade da pessoa humana desde a “conceção à morte natural”.
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
PR
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
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Nacional | Agência Ecclesia | 2013-07-07 | 17:40:52 | 2321 Caracteres | Diocese de Lisboa
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domingo, julho 07, 2013
O acordo da Coligação e D. Manuel Clemente
Dois acontecimentos felizes num fim-de-semana só: a entrada de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa e o novo acordo da Coligação de Governo (aqui no site do CDS-PP). De natureza e importância diferentes, claro, mas dos quais muito se espera nas distintas ordens.
Sobre a actual crise política o novo Patriarca de Lisboa disse isto (basicamente uma recusa de eleições antecipadas e o apelo a que as soluções surgissem dos partidos na actual Assembleia da República). Mas importante mesmo neste momento é ler o que disse ontem na Sé, a entrevista que deu á Renascença e esta á Ecclesia.
Já quanto ao acordo de Coligação é de saudar o entendimento alcançado e estão de parabéns Passos Coelho e Paulo Portas (de semblante cansado, coitado...!). Parece-me são bases sólidas e as notícias sobre a nova estrutura de Governo confortantes quanto ao futuro da acção política da actual maioria. Tem o acordo limites e repercute a actual crise identitária do centro-direita? Sim. Mas como sempre desde a posse deste Governo, as insuficiências do mesmo não legitimam que se destrone o mesmo, mas sim que se o ajude, suprindo as suas deficiências, dando-lhe o sopro de alma que lhe falta aqui ou ali.
Uma nota final: não sei se é verdade que Antonio Pires de Lima será o futuro Ministro da Economia. Mas se for verdade antecipo a cumplicidade, a história de amizade que o une a Paulo Portas e neles os dois se revendo toda uma geração de antigos alunos de jesuítas. Engraçadas as voltas da história, o entrecruzar do governo dos povos e das amizades humanas...!
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quinta-feira, janeiro 03, 2013
Os Bispos e a defesa da Vida e da Família
Neste momento em que se encontra praticamente concluída a recolha de assinaturas da Petição Defender o Futuro (só faltam 217 para que a Petição seja entregue na Assembleia da República e tendo reunido o número minimo de subscrições seja obrigatoriamente apreciada no parlamento e discutida em plenário) a discussão das leis fracturantes do tempo de José Sócrates regressa à agenda política e com ela a posssibilidade de uma reapreciação desses diplomas conduzir à respectiva revisão ou revogação (uma vez que contra os mesmos na altura votaram os grupos parlamentares da actual maioria).
Num contexto diferente (o da educação na Fé dos crentes e do contributo para o diálogo civil em Portugal) na última semana vem-se sucedendo intervenções lúcidas e corajosas dos nossos Bispos na defesa da Vida e da Família, na linha aliás das constantes intervenções nesse sentido do Papa Bento XVI.
A do Patriarca de Lisboa está aqui.
A de D. Manuel Felício (Bispo da Guarda) está aqui.
E a de D. Manuel Clemente (Bispo do Porto) está aqui.
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
Orçamento do Estado e Cavaco Silva: qual o caminho?
Tenho sempre aqui manifestado confiança no Governo e na condução que faz das políticas sociais, económica e financeira. Quanto à familiar, por inexistente, estamos falados (sobre este tema ver o que disse o Patriarca de Lisboa ontem no Dia Mundial da Paz)...
Essa confiança deriva de sinais objectivos (quase todos das intervenções e entrevistas de Carlos Moedas e outras das de Vitor Gaspar), da necessidade de como sociedade temos de acreditar que quem governa fá-lo com intenção de servir o bem comum e usando o melhor das suas capacidades, da minha confessada perplexidade perante as propostas em jogo e também de uma esperança de quem sabe que Deus não abandona o seu povo e por isso, em última instância, tudo acaba bem e corre para onde deve correr.
No entanto confesso que às vezes assalta-me a dúvida...e essa é para mim o resultado da comunicação ontem do Presidente da República. De muitas das suas afirmações pode concluir-se que talvez não seja este o caminho, ou que o caminho só pode piorar, ou que há que mudar de caminho, pelo menos em alguns pontos. Ou não? E se nesses pontos ele tiver razão?
Aqui do meu canto de militante partidário e também dirigente de movimentos da sociedade civil parece-me que o caminho para nós, que não governamos, só pode ser um: tentar suprir as lacunas, explicar o que não é claro nem explicado, sugerir aprofundamentos do caminho, reforçar a aliança com o governo para que todos um dia saíamos incólumes, ou pelo menos tanto quanto, deste "pesadelo" absurdo em que estamos mergulhados (a crise financeira também e a crise moral, primeiro). E rezar. Por quem nos governa. Para que Deus lhes dê coragem perante as dificuldades, engenho perante os obstáculos, inteligência nas decisões. Para isso contam comigo.
Nota: resisti aqui heroicamente a ironizar sobre a bondade da escolha de candidato a presidente da república que os dois principais partidos do centro-direita fizeram nas últimas eleições...devem ser resquícios do espírito natalício...;-)
Mas que tal umas primárias antes das próximas eleições presidenciais...?
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quinta-feira, outubro 18, 2012
Manifestações: as declarações do Patriarca de Lisboa
Como ainda hoje o Baptista Bastos no Diário de Notícias voltou ao tema e nos últimos dias foram ouvidos tantos disparates sobre estas declarações do Patriarca de Lisboa, justifica-se que se volte ao tema. Na verdade parece-me que quase ninguém (que eu tenha dado por isso mas também estive uma semana fora...) se deu ao trabalho de as ler não na superfície das frases mas do que estas significaram: em Portugal o poder político é livre de decidir e a formação desse poder, em democracia representativa, dá-se nas eleições. Por isso (não se negando as manifestações tenham valor político, como participação civica, demonstração de força de mobilização e termómetro político) quem desejar outras políticas ditadas por outro poder tem bom remédio: em eleições vota e elege outros (ou candidata-se), subordinando-se à vontade maioritária, com maior ou menor disposição e bom humor, quando esta lhe é adversa.
Olhando para as manifestações (que como manifestação cívica já aqui exaltei) dá-me vontade de perguntar quantos daqueles manifestantes se deram ao trabalho de votar quando a isso foram chamados, ao trabalho prévio de olharem para as propostas e os protagonistas, e/ou estão dispostos a participar na vida partidária que, em Portugal, é condição de participação na democracia representativa. Se isso não for feito de pouco servem as manifestações de facto...
Por outro lado e referindo-me à constatação do Patriarca de que uma revolução não serviria para nada, esta não só é evidente (quem governaria, a fazer o quê e em nome de quem...?) como deveras disparatadas as alusões a movimentos revolucionários que sempre suscitam as declarações de alguns militares de Abril (ont est de sa révolution comme ont est de son pays...;-) ou até as notícias de reuniões de militares (sempre queria vê-los a tomar o poder e o que é que faziam com ele...!).
Ainda uma nota final sobre o artigo do Baptista Bastos: é engraçado como quem não faz parte da Igreja (mas será sempre bem-vindo! ;-) tem sempre um duplo critério: ou as declarações servem os próprios propósitos e então os Bispos são óptimos, ou dizem coisas que não entenderem ou que entendendo não concordam e logo os Bispos são péssimos ou então não estão a dizer as coisas que Jesus lhes mandaria dizer (o mesmo Jesus para cuja presença na história que é a Igreja eles, os criticos, se estão nas tintas quando não lhe são hostis...).
Haja pachorra e aturemo-nos uns aos outros como Ele nos atura...;-)
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sexta-feira, outubro 12, 2012
Crise: a voz da Igreja I
Cardeal Patriarca considera que "não se resolve nada contestando"
Inserido em 12-10-2012 19:27
"O que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática da nossa constituição e do nosso sistema constitucional", diz o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. D. José Policarpo refere ainda que as medidas de austeridade vão gerar resultados positivos para Portugal e para a Europa.
O Cardeal Patriarca considera que "não se resolve nada contestando, indo para grandes manifestações". "Nem com uma revolução se resolveria", disse D. José Policarpo, em Fátima, depois de ter sido questionado sobre a situação política e os sucessivos protestos contra o Governo.
O Cardeal Patriarca lamenta que a democracia portuguesa esteja "na rua". "Uma coisa preocupante é que uma democracia que se define constitucionalmente como uma democracia representativa, onde as soluções alternativas têm sítio próprio para serem apresentadas, está na rua", começou por dizer a este propósito.
"Até que ponto construímos uma saúde democrática com a rua a dizer como se deve governar? Isso é perfeitamente fora da nossa constituição e da compreensão do nosso sistema democrático. O que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática da nossa constituição e do nosso sistema constitucional."
Sobre a questão da austeridade, D. José Policarpo mostrou-se confiante quanto aos sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses.
"A reacção colectiva a este momento nacional dá a ideia de que a única coisa que se pretende é mudar, mudar o Governo. Meus queridos amigos, não sei se é esse o caminho, nem tenho opinião a esse respeito", referiu o Cardeal Patriarca, em Fátima. "Sejamos objectivos e tenhamos esperança, porque penso, e há sinais disso, que estes sacrifícios levarão a resultados positivos - não apenas para nós, mas para a Europa."
Em relação à situação social, D. José Policarpo prefere apontar para a obra da Igreja, em vez de ser "apenas mais uma voz".
"Não nos peçam que entremos nesta balbúrdia de opiniões que se tem ouvido em todo o lado. Não contem comigo para isso. Para já, não me sinto competente, não gostaria de ouvir a minha voz a ser mais uma apenas nesta confusão. Agora, a Igreja no seu todo tem estado a reagir numa linha que é a sua própria, que é a da atenção às pessoas."
D. José Policarpo diz ainda que é no contexto da União Europeia que se deve procurar a solução para a crise. "É nesse sistema em que estamos inseridos, por pertencer à União Europeia, que as soluções têm de ser encontradas. Para muitos dos problemas, não há duas soluções - há só uma."
O presidente da Conferência Episcopal foi ainda questionado sobre a possibilidade de a Igreja passar a pagar IMI, mas respondeu que isso é um assunto regulamentado pela Concordata, que não pode ser decidida por decreto administrativo.
O Cardeal Patriarca falava durante uma conferência de imprensa, esta sexta-feira, antes das cerimónias de Fátima a que vai presidir.
[notícia actualizada às 20h15]
O Cardeal Patriarca lamenta que a democracia portuguesa esteja "na rua". "Uma coisa preocupante é que uma democracia que se define constitucionalmente como uma democracia representativa, onde as soluções alternativas têm sítio próprio para serem apresentadas, está na rua", começou por dizer a este propósito.
"Até que ponto construímos uma saúde democrática com a rua a dizer como se deve governar? Isso é perfeitamente fora da nossa constituição e da compreensão do nosso sistema democrático. O que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática da nossa constituição e do nosso sistema constitucional."
Sobre a questão da austeridade, D. José Policarpo mostrou-se confiante quanto aos sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses.
"A reacção colectiva a este momento nacional dá a ideia de que a única coisa que se pretende é mudar, mudar o Governo. Meus queridos amigos, não sei se é esse o caminho, nem tenho opinião a esse respeito", referiu o Cardeal Patriarca, em Fátima. "Sejamos objectivos e tenhamos esperança, porque penso, e há sinais disso, que estes sacrifícios levarão a resultados positivos - não apenas para nós, mas para a Europa."
Em relação à situação social, D. José Policarpo prefere apontar para a obra da Igreja, em vez de ser "apenas mais uma voz".
"Não nos peçam que entremos nesta balbúrdia de opiniões que se tem ouvido em todo o lado. Não contem comigo para isso. Para já, não me sinto competente, não gostaria de ouvir a minha voz a ser mais uma apenas nesta confusão. Agora, a Igreja no seu todo tem estado a reagir numa linha que é a sua própria, que é a da atenção às pessoas."
D. José Policarpo diz ainda que é no contexto da União Europeia que se deve procurar a solução para a crise. "É nesse sistema em que estamos inseridos, por pertencer à União Europeia, que as soluções têm de ser encontradas. Para muitos dos problemas, não há duas soluções - há só uma."
O presidente da Conferência Episcopal foi ainda questionado sobre a possibilidade de a Igreja passar a pagar IMI, mas respondeu que isso é um assunto regulamentado pela Concordata, que não pode ser decidida por decreto administrativo.
O Cardeal Patriarca falava durante uma conferência de imprensa, esta sexta-feira, antes das cerimónias de Fátima a que vai presidir.
[notícia actualizada às 20h15]
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sábado, fevereiro 18, 2012
Exorcismos no Patriarcado de Lisboa e Sympathy for the Devil
O Patriarcado de Lisboa publicou recentemente a segunda parte das ‘Normas Pastorais para a Celebração dos Sacramentos e Sacramentais’. O assunto ter-me-ia passado despercebido não fora a referência que num programa da Canção Nova foi feita ao que aí se diz sobre exorcismos e à projecção que isso teve.
Como se diz em Angola "esta é a maka e temos de viver com ela": a existência do maligno e não abstractamente mas como um ser que odeia Deus, nos quer mal por nós, os homens, sermos o que Deus mais ama, e age na história, nossa, de cada um, nas fraquezas da nossa liberdade, e dos povos...daí a utilidade da Oração de São Miguel Arcanjo.
Vem isto a propósito ou traz à colação a canção "Sympathy for the Devil" que é simultâneamente atraente como composição musical (embora como me dizia uma amiga no Estádio de Alvalade quando fomos ver os Rolling Stones "agora já não dá para a cantar tão distraídamente como dantes o fazíamos"...;-) e clara como discrição do que esse ser é e do que faz e de como nos engana (ou nós nos deixamos enganar quando sucumbimos á aparência de bem e satisfação que ele nos apresenta...). Reouçam:
Como se diz em Angola "esta é a maka e temos de viver com ela": a existência do maligno e não abstractamente mas como um ser que odeia Deus, nos quer mal por nós, os homens, sermos o que Deus mais ama, e age na história, nossa, de cada um, nas fraquezas da nossa liberdade, e dos povos...daí a utilidade da Oração de São Miguel Arcanjo.
Vem isto a propósito ou traz à colação a canção "Sympathy for the Devil" que é simultâneamente atraente como composição musical (embora como me dizia uma amiga no Estádio de Alvalade quando fomos ver os Rolling Stones "agora já não dá para a cantar tão distraídamente como dantes o fazíamos"...;-) e clara como discrição do que esse ser é e do que faz e de como nos engana (ou nós nos deixamos enganar quando sucumbimos á aparência de bem e satisfação que ele nos apresenta...). Reouçam:
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terça-feira, janeiro 17, 2012
Ainda a Maçonaria: um texto do Patriarca de Lisboa
A partir daqui pode-se ler o texto integral da intervenção da qual eis um trecho:

A maçonaria e a definição do sentido da História
É uma longa e atribulada história a das relações da Maçonaria com a Igreja durante os últimos três séculos, expressa em ataques, anti-clericalismo, rejeição da dimensão misteriosa da fé e da verdade revelada, a que a Igreja respondeu com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderissem à Maçonaria. É um processo que tem de ser situado nas grandes transformações culturais e sócio-políticas desse período, em que elementos como a compreensão da natureza e legitimidade do poder político, a promoção e defesa da liberdade individual, os processos revolucionários em cadeia e a “questão romana” que pôs fim ao poder temporal dos Papas, foram pontos quentes a alimentar um conflito. Conceitos, então polémicos, como o da liberdade de consciência e de tolerância, são hoje aceites pela própria Igreja, no quadro de sociedades democráticas e pluralistas. A verdadeira reacção à visão do mundo veiculada pela Maçonaria, têm os católicos de encontrá-la na profundidade da sua fé, sobretudo quando a celebram na Eucaristia, como inspiradora da vida e da história, fonte de sentido e fundamento de uma ordem moral. Sem essa coerência de profundidade, cairão em rejeições e anátemas, pelo menos desenquadrados da actual maneira de conceber a missão da Igreja no mundo.
A questão crucial, sobre a qual os católicos têm o direito de esperar uma resposta do seu Bispo, é esta: a fé católica e a visão do mundo que ela inspira, são compatíveis com a Maçonaria e a sua visão de Deus, com o fundamento de verdade e de moralidade e o sentido da história que veicula? E a resposta é negativa. Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia. E a incompatibilidade reside nas visões inconciliáveis do sentido do homem e da história.
A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. A Igreja também aceita a tolerância, mas em relação às pessoas e não em relação à objectividade da verdade.
Esta atitude perante Deus e perante a verdade gera uma “sabedoria” global, ou seja, uma visão coerente da realidade, que é incompatível com a visão do homem e da sociedade que brotam da fé cristã, que supõe a inter-acção de Deus e do homem, no diálogo fecundo e apaixonante da natureza e da graça. A Igreja tem o dever de orientar os católicos e é a eles que digo que a nossa fé e o sentido da vida que ela inspira é incompatível com o quadro gnóstico de sentido veiculado pela Maçonaria.
Haverá, ainda hoje, uma luta entre a Maçonaria e a Igreja? Não nos termos em que se pôs no passado, embora não devamos ser ingénuos: a Maçonaria, sobretudo em algumas das suas “obediências”, lutará sempre contra valores inspiradores da sociedade que tenham a sua origem na dimensão sobrenatural da nossa fé. Sempre que isso acontecer, demos testemunho da esperança que está em nós (1Pet. 3,15). A expressão de uma visão laicista da sociedade assenta também sobre a falta de coerência dos cristãos com as implicações sociais da fé que professam e da Eucaristia que celebram.
"Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia". Excerto da Nota Pastoral 'A Páscoa da Eucaristia', do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, publicada em Janeiro de 2005.
A maçonaria e a definição do sentido da História
É uma longa e atribulada história a das relações da Maçonaria com a Igreja durante os últimos três séculos, expressa em ataques, anti-clericalismo, rejeição da dimensão misteriosa da fé e da verdade revelada, a que a Igreja respondeu com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderissem à Maçonaria. É um processo que tem de ser situado nas grandes transformações culturais e sócio-políticas desse período, em que elementos como a compreensão da natureza e legitimidade do poder político, a promoção e defesa da liberdade individual, os processos revolucionários em cadeia e a “questão romana” que pôs fim ao poder temporal dos Papas, foram pontos quentes a alimentar um conflito. Conceitos, então polémicos, como o da liberdade de consciência e de tolerância, são hoje aceites pela própria Igreja, no quadro de sociedades democráticas e pluralistas. A verdadeira reacção à visão do mundo veiculada pela Maçonaria, têm os católicos de encontrá-la na profundidade da sua fé, sobretudo quando a celebram na Eucaristia, como inspiradora da vida e da história, fonte de sentido e fundamento de uma ordem moral. Sem essa coerência de profundidade, cairão em rejeições e anátemas, pelo menos desenquadrados da actual maneira de conceber a missão da Igreja no mundo.
A questão crucial, sobre a qual os católicos têm o direito de esperar uma resposta do seu Bispo, é esta: a fé católica e a visão do mundo que ela inspira, são compatíveis com a Maçonaria e a sua visão de Deus, com o fundamento de verdade e de moralidade e o sentido da história que veicula? E a resposta é negativa. Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia. E a incompatibilidade reside nas visões inconciliáveis do sentido do homem e da história.
A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. A Igreja também aceita a tolerância, mas em relação às pessoas e não em relação à objectividade da verdade.
Esta atitude perante Deus e perante a verdade gera uma “sabedoria” global, ou seja, uma visão coerente da realidade, que é incompatível com a visão do homem e da sociedade que brotam da fé cristã, que supõe a inter-acção de Deus e do homem, no diálogo fecundo e apaixonante da natureza e da graça. A Igreja tem o dever de orientar os católicos e é a eles que digo que a nossa fé e o sentido da vida que ela inspira é incompatível com o quadro gnóstico de sentido veiculado pela Maçonaria.
Haverá, ainda hoje, uma luta entre a Maçonaria e a Igreja? Não nos termos em que se pôs no passado, embora não devamos ser ingénuos: a Maçonaria, sobretudo em algumas das suas “obediências”, lutará sempre contra valores inspiradores da sociedade que tenham a sua origem na dimensão sobrenatural da nossa fé. Sempre que isso acontecer, demos testemunho da esperança que está em nós (1Pet. 3,15). A expressão de uma visão laicista da sociedade assenta também sobre a falta de coerência dos cristãos com as implicações sociais da fé que professam e da Eucaristia que celebram.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Igreja: Cardeal-patriarca critica «influência direta» da Maçonaria na política
Na Ecclesia de hoje:
Fátima, Santarém, 10 jan 2012 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, criticou hoje em Fátima a “influência direta” da Maçonaria em “coisas políticas”, mas descartou a exigência de que os políticos se assumam como maçons.
“Como políticos, se são maçons, se são católicos ou se são do Sporting, não vejo que isso tenha uma relevância muito grande”, disse o cardeal-patriarca aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.
Para este responsável, “outra coisa" é se "a Maçonaria, enquanto tal, teve influência direta em coisas políticas, isso está mal”.
O patriarca de Lisboa respondia a questões sobre a recente polémica relativa às ligações entre a Maçonaria, deputados e serviços de informação portugueses.
Interrogado sobre se os políticos deviam assumir publicamente a sua condição de maçons, o cardeal-patriarca disse não ver “porquê”.
“Não me parece que seja necessário”, assinalou.
D. José Policarpo observou que “a própria Maçonaria, que primava pelo secretismo dos seus dinamismos, começa a ser forçada a vir para a luz do dia”.
“Hoje a Maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo, tem influência na coisa política, só me admiro é que haja gente a surpreender-se com isso”, disse, acrescentando que, para a Igreja, essa não é “uma questão de primeiro plano, neste momento”.
“Numa sociedade como as nossas sociedades ocidentais, tudo o que se define como secreto, na essência, é um bocado incompatível, hoje só é secreta a intimidade particular das pessoas”, prosseguiu.
Para o cardeal-patriarca, a Maçonaria “é uma realidade complexa”, lembrando que teve origem “canónica, nasceu dentro da Igreja, uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais, daí chamarem-se pedreiros-livres”.
Um movimento que tinha “uma mística” própria, que desaparece quando a Revolução Francesa traz uma “vertente laicizante”, introduzindo um “princípio do laicismo, do racionalismo, muito ao sabor do que eram as correntes do pensamento nessa altura”.
“A questão canónica da Maçonaria, que não é uma questão que estejamos todos os dias a brandir, tem a ver com a teoria maçónica em relação à fé religiosa e à existência de Deus”, disse D. José Policarpo.
O patriarca de Lisboa frisou que “a Maçonaria não é ateia (…), é sim do racionalismo da fé, ou seja, recusam qualquer religião revelada, a revelação como manifestação do mistério, mas aceitam o Deus que pode ser reconhecido pela razão humana, que é uma via justa”
O presidente da CEP recorda que, do ponto de vista da Igreja, “não é compatível” ser católico e maçon, porque “rejeitam aquilo que é o essencial da fé, a aceitação da Palavra de Deus e da revelação sobrenatural”.
O último documento oficial da Santa Sé nesta matéria é a "Declaração sobre a Maçonaria", assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a 26 de novembro de 1983.
“Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”, pode ler-se.
OC
Nacional | Agência Ecclesia | 2012-01-10 | 13:54:50 | 3179 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa, Igreja/Política
Fátima, Santarém, 10 jan 2012 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, criticou hoje em Fátima a “influência direta” da Maçonaria em “coisas políticas”, mas descartou a exigência de que os políticos se assumam como maçons.
“Como políticos, se são maçons, se são católicos ou se são do Sporting, não vejo que isso tenha uma relevância muito grande”, disse o cardeal-patriarca aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.
Para este responsável, “outra coisa" é se "a Maçonaria, enquanto tal, teve influência direta em coisas políticas, isso está mal”.
O patriarca de Lisboa respondia a questões sobre a recente polémica relativa às ligações entre a Maçonaria, deputados e serviços de informação portugueses.
Interrogado sobre se os políticos deviam assumir publicamente a sua condição de maçons, o cardeal-patriarca disse não ver “porquê”.
“Não me parece que seja necessário”, assinalou.
D. José Policarpo observou que “a própria Maçonaria, que primava pelo secretismo dos seus dinamismos, começa a ser forçada a vir para a luz do dia”.
“Hoje a Maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo, tem influência na coisa política, só me admiro é que haja gente a surpreender-se com isso”, disse, acrescentando que, para a Igreja, essa não é “uma questão de primeiro plano, neste momento”.
“Numa sociedade como as nossas sociedades ocidentais, tudo o que se define como secreto, na essência, é um bocado incompatível, hoje só é secreta a intimidade particular das pessoas”, prosseguiu.
Para o cardeal-patriarca, a Maçonaria “é uma realidade complexa”, lembrando que teve origem “canónica, nasceu dentro da Igreja, uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais, daí chamarem-se pedreiros-livres”.
Um movimento que tinha “uma mística” própria, que desaparece quando a Revolução Francesa traz uma “vertente laicizante”, introduzindo um “princípio do laicismo, do racionalismo, muito ao sabor do que eram as correntes do pensamento nessa altura”.
“A questão canónica da Maçonaria, que não é uma questão que estejamos todos os dias a brandir, tem a ver com a teoria maçónica em relação à fé religiosa e à existência de Deus”, disse D. José Policarpo.
O patriarca de Lisboa frisou que “a Maçonaria não é ateia (…), é sim do racionalismo da fé, ou seja, recusam qualquer religião revelada, a revelação como manifestação do mistério, mas aceitam o Deus que pode ser reconhecido pela razão humana, que é uma via justa”
O presidente da CEP recorda que, do ponto de vista da Igreja, “não é compatível” ser católico e maçon, porque “rejeitam aquilo que é o essencial da fé, a aceitação da Palavra de Deus e da revelação sobrenatural”.
O último documento oficial da Santa Sé nesta matéria é a "Declaração sobre a Maçonaria", assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a 26 de novembro de 1983.
“Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”, pode ler-se.
OC
Nacional | Agência Ecclesia | 2012-01-10 | 13:54:50 | 3179 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa, Igreja/Política
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