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quinta-feira, abril 10, 2014

Viktor Orbán e a Hungria: mais um sinal de esperança




Já adivinhando a fúria da esquerda bem pensante e politicamente correcta, a vitória de Viktor Orbán
 na Hungria é um sinal de esperança para o seu próprio país, para a União Europeia e para o povo da Família e da Vida. Equívocos haverá, temperamentos diferentes existirão, coisas mal-sucedidas acontecerão, e todos os limites humanos se poderão revelar, mas que o que aconteceu foi importante, isso foi, e muita coisa boa se pode e deve esperar, também. E disso fala a notícia publicada hoje no Infovitae:

Hungría: el partido provida y profamilia de Viktor Orbán revalida la mayoría de dos tercios en el Parlamento

In InfoCatólica

... Con 133 o 134 escaños, el Fidesz retiene su mayoría cualificada de dos tercios entre los 199 escaños de la Cámara, con lo que puede seguir adoptando leyes de rango constitucional sin tener que negociar con la oposición.
«Todas las dudas se desvanecieron: ganamos», manifestó el primer ministro en una primera reacción, y agregó que la victoria de hoy fue «contundente».
A favor de las raíces cristianas
Viktor Orban participó en las últimas Jornadas Católicos y Vida Pública de la ACdP (Asociación Católica de Propagandistas) celebradas el año pasado en Bilbao, donde aseguró que los países mejoran cuando la legislación tiene en cuenta y hace explícitas las raíces cristianas de las naciones en las que son elegidos: «La política tiene que basarse en valores cristianos»
El presidente húngaro ha llevado a cabo una legislación capaz de hacer frente a la todopoderosa legislación comunitaria en temas de vida y de familia. Ha hecho posible que el Parlamento y administración de Hungría puedan ser autónomas y legislar, hacer políticas independientes al servicio de sus ciudadanos. En este sentido, afirmó que «Europa se ha olvidado de Dios y se avergüenza de sus raíces cristianas y, con visión secular agresiva, supranacional y relativista propugna una sociedad sin Dios. Los tecnócratas de la Unión se han olvidado de la familia, patria y justicia, que son los auténticos valores».
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quarta-feira, abril 09, 2014

De como o lobby gay persegue quem se lhe opõem...

Incrível!

Director do Mozilla demitido por ter financiado opositores do casamento gay

Por PÚBLICO e Reuters
03/04/2014 - 23:21

Empresa de software pede desculpa por ter nomeado Brendan Eich há menos de duas semanas.

Reuters

Durou uma semana e meia o mandato de Brendan Eich como presidente-executivo (CEO) da Mozilla, a empresa de software que produz o Firefox. Eich não resistiu às pressões, depois de um site de encontros ter apelado a um boicote ao Firefox por o seu CEO ser um opositor ao casamento gay.
Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.

“Sabemos por que razão as pessoas estão magoadas e zangadas e elas têm razão. É porque não nos mantivemos fiéis a nós próprios”, escreveu a presidente da empresa, Mitchell Baker, num post no blogue da companhia. “Não agimos como se espera que a Mozilla actue. Não agimos tão rapidamente quanto era necessário desde que a polémica começou. Pedimos desculpa. Temos de fazer melhor.”
O próximo passo em relação à liderança da empresa “ainda está em discussão”, disse Mitchell Baker, prometendo novidades na próxima semana.
Enquanto os activistas gay aplaudem a demissão, alguns especialistas em tecnologia lamentam a saída de Eich, que inventou a linguagem de programação Javascript e foi co-fundador da Mozilla.
“Brendan Eich é um bom amigo há 20 anos e fez uma enorme contribuição para a Internet e para todo o mundo”, escreveu no Twitter o multimilionário Marc Andreessen, co-fundador da Netscape.
Eich doou mil dólares em 2008 para apoiar a Proposition 8 na Califórnia, que baniu o casamento gay neste estado norte-americano, até à decisão do Supremo Tribunal em Junho passado.
A demissão de Eich ocorre dias depois de o OkCupid.com, um popular site de encontros, ter apelado a um boicote ao Mozilla Firefox, por a empresa que detém o segundo browser mais popular do mundo ter nomeado para a liderança executiva um opositor do casamento gay.

sexta-feira, março 28, 2014

E assim estamos no mundo...com esta falta de liberdade...

In Francia con la maglia della Manif non si può 

votare: 

«La famiglia è un simbolo politico»


Marzo 27, 2014 Leone Grotti
È quanto successo a Bruno, 54 anni, domenica scorsa a Tolosa: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia»
francia-manif-tolosa-famiglia-voto

Indossi la maglietta della Manif pour tous? Allora non puoi votare. È l’incredibile situazione che si è trovato a vivere domenica scorsa Bruno, cittadino di Tolosa di 54 anni, che si è recato a votare in Francia per le elezioni municipali della sua città.

DIVIETO DI VOTARE. Bruno è entrato nel seggio elettorale numero 20 con la maglia senza slogan raffigurante un padre e una madre che tengono per mano due bambini. E Pierre Vanicat (nella foto con Bruno), presidente del seggio, non l’ha lasciato entrare perché «portatore di un evidente simbolo politico».
Dopo dieci minuti di discussioni, Bruno è stato costretto a tornare a casa a cambiarsi, mentre altri cittadini assistevano increduli. Come André-Joseph, che ha dichiarato al Le Figaro: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia».

«LA FAMIGLIA È POLITICA». Un breve filmato riprende l’epilogo della discussione tra Bruno e il presidente del seggio: «Quindi non posso votare per questa immagine della famiglia?», chiede Bruno. «Esatto». «La famiglia è politica forse?». «Esattamente», è la risposta di Pierre Vanicat.





«IDEOLOGIA MORTIFERA». L’articolo 3 della Costituzione proibisce ai cittadini di entrare in cabina di voto esponendo un segno visibile dell’intenzione di voto. Ma la Manif pour tous non è un partito e non ha politici di riferimento. Ecco perché Bruno «si riserva la possibilità di fare causa per abuso di interpretazione del diritto». Un altro cittadino presente al seggio ha commentato: «Rifiutare l’accesso al voto a qualcuno solo perché difende la famiglia è segno dell’ideologia mortifera che ammorba la Francia».

I PRECEDENTI. Il caso di Bruno ricorda quello di Franck Talleu, a cui è stato impedito di fare un pic-nic in un parco di Parigi con la sua famiglia perché aveva la maglia della Manif. Fermato, è stato portato di forza al commissariato. Come denunciato dalla presidente Ludovine de la Rochère a Tempi, «con la nostra maglietta non ti fanno entrare neanche nei musei».
A inizio mese infine è scoppiato il caso di Anna, giovane russa a cui la polizia ha negato il permesso di soggiorno a meno che non avesse accettato di spiare i suoi compagni della Manif pour tous.

terça-feira, outubro 01, 2013

Da intolerância do lobby gay: um exemplo


Já uma vez no Prós e Contras sobre o casamento gay alertei para o facto da intolerância do lobby gay ser hoje em dia, na Europa ou no mundo ocidental em geral, uma ameaça maior á liberdade. Na verdade uma coisa é bater-se pelo direito a viver a própria vida como se entende e outra é atacar quem sobre a vida não tenha a mesma visão. Na verdade quer tem direito a firma Barilla a dizer "para nós a família é assim" como o lobby gay em dizer "nesse caso não vamos consumir o vosso produto". Já totalmente diferente é partir daí para acusações de homofobia...Tenho recebido ás dezenas notícias abaixo (quem quiser ir seguindo o assunto tem aqui um bom site não apenas a esse propósito). Fica este "exemplo":

Pasta firm Barilla boycotted over 'classic family' remarks


Chairman Guido Barilla causes outrage in Italy after saying he would not consider using a gay family to advertise his products

Barilla

Guido Barilla is accused by Aurelio Mancuso, chairman of Equality Italia, of being deliberately provocative. Photograph: Frank Augsteinb/AP

Gay rights activists in Italy have launched a boycott of the world's leading pasta maker after its chairman said he would only portray the "classic family" in his advertisements and, if people objected to that, they should feel free to eat a different kind of pasta.
Guido Barilla, who controls the fourth-generation Barilla Group family business with his two brothers, sparked outrage among activists, consumers and some politicians when he said he would not consider using a gay family to advertise Barilla pasta.
"For us the concept of the sacred family remains one of the basic values of the company," he told Italian radio on Wednesday evening. "I would not do it but not out of a lack of respect for homosexuals who have the right to do what they want without bothering others … [but] I don't see things like they do and I think the family that we speak to is a classic family."
Asked what effect he thought his attitude would have on gay consumers of pasta, Barilla said: "Well, if they like our pasta and our message they will eat it; if they don't like it and they don't like what we say they will … eat another."
In response, Aurelio Mancuso, chairman of Equality Italia, accused Barilla of being deliberately provocative. "Accepting the invitation of Barilla's owner to not eat his pasta, we are launching a boycott campaign against all his products," he added.
Within hours, the hashtag 'boicotta-barilla' was trending on Twitter. The Barilla chairman issued a statement saying that he was sorry if his remarks had caused offence and that he had only been trying to draw attention to the "central role" played by women within the family.
"I apologise if my words generated misunderstandings or arguments, or if they offended the sensibilities of some people," he said.
The interview started by asking Barilla what he thought of an appeal made on Tuesday by the speaker of the lower house of parliament, Laura Boldrini, to change the often stereotypical image of women in Italian advertisements.
"There are some adverts … which, when I see them, I think, 'but would this advert be broadcast in other countries? In the United Kingdom would this advert be broadcast?" said Boldrini. "And the answer is certainly not. An advert in which the children and father are all sitting down and the mother is serving at the table cannot be accepted as normal."
Barilla responded by saying Boldrini did not understand the advertising world and women were fundamental to adverts.
He went on to discuss gay rights, saying that he "respected everyone" and was in favour of gay marriage, but against gay adoption.
The remarks provoked anger among many of the politicians who are trying to pass legislation against homophobic crimes.
The country, on whose politics the Catholic church has long exerted a conservative influence, lags behind many other European countries on gay rights. Far from moving towards the legalisation of gay marriage, Italy still does not recognise same-sex civil unions.
Alessandro Zen, an MP for the opposition Left Ecology Freedom party, said: "Here is another example of Italian homophobia. I am taking part in the [Barilla] boycott and invite other MPs – at least those who are not resigning – to do the same."

segunda-feira, setembro 30, 2013

O resultado das eleições autárquicas 2013


Análises mais gerais e também mais detalhadas dos resultados das eleições autárquicas são um trabalho indispensável para os próximos tempos, a desenvolver por quem, protagonistas e movimentos, pretenda alargar e consolidar a sua presença na política portuguesa. Mas entretanto algumas notas se podem desde já alinhavar:

1. O sucesso das candidaturas independentes ou quando tal ocorreu os efeitos que tiveram nas candidaturas concorrentes, impedindo umas de ganhar e outras de perder, vem chamar a atenção para o erro fatal os principais partidos cometeram, ao ignorar a vontade do seu eleitorado e impor candidatos a partir das estruturas dirigentes. Neste ponto se comprovou que as primárias nos partidos (eleições internas de escolha de candidatos) são não apenas uma ideia boa, teoricamente correspondente a um sistema político mais democrático, mas uma necessidade premente se os partidos querem apresentar soluções que correspondam aos anseios do seu eleitorado.

2. Se somarmos os votos em candidaturas próprias do PPD/PSD e do CDS-PP, ás das coligações que fizeram (geralmente com o MPT e/ou o PPM), aos votos muito marginais de outros pequenos partidos (como o PPV ou o PND) e ainda os votos nas candidaturas independentes saídas da área política respectiva, constatamos que o centro-direita teve mais votos do que o Partido Socialista. Isto é, está por provar que não exista a adesão do eleitorado deste bloco político, ao Governo e aos partidos que o apoiam...!

3. A fidelidade do núcleo duro dos votantes do centro-direita ás candidaturas dos partidos da coligação de Governo, deve ser estimada e correspondida por quem tem a responsabilidade da governação. Isto é, não se distinguindo os votantes do PS dos do centro-direita, no descontentamento com os efeitos das políticas de austeridade, o que pode continuar a agarrar esse eleitorado fiel é a assunção serena e inteligente pelos partidos do Governo daquela identidade em torno da valorização da dignidade humana, da subsidiariedade, e da estima pela liberdade, que é o "osso" da presença social da maioria sociológica "de direita".

4. No poder local é local o critério predominante de escolha do voto. São ás centenas os exemplos da mais humilde freguesia ao mais espampanante município. O critério proposto pelos Bispos portugueses (o discernimento de qual na convicção de cada um é o mais apto a governar a circunscrição) é de facto o critério do bem comum e do eleitorado em geral.

5. Com a derrota em termos estritamente autárquicos (mandatos, governos municipais ou de freguesia) do PSD há um efeito colateral positivo de um facto indesejado. Muita gente que está no PPD/PSD por virtude da "alimentação" recebida da detenção e uso do poder, perdeu a sua base de apoio e vai fatalmente afastar-se da vida partidária quotidiana (voltando inevitavelmente á tona, quando o poder regressar, já se sabe...). Mas, por ora, vai haver mais tempo e espaço para fazer política, estimar o bem comum, dar protagonismo aos que na política estão de uma forma autêntica. E isso é bom.

6. Se o centro-direita for capaz nas Europeias já para o ano de se apresentar com um programa coerente e que diga respeito á vida real das pessoas, que nas suas listas retome e proponha o país real que se revê no espaço do centro-direita, pode ser se vejam já os bons efeitos da depuração que os resultados das autárquicas trouxeram ás suas fileiras. A ver, vamos...

sexta-feira, agosto 09, 2013

Ainda o cheque-ensino: a não perder o Público de hoje!



(o movimento SOS Educação de que encontrei este site no You Tube, é um movimento de pais que se bate pela liberdade de educação e que surgiu no contexto da batalha dos pais das escolas com contrato de associação contra o Governo Sócrates que contra os mesmos conduziu uma ofensiva generalizada)

Ainda sobre o cheque-ensino vale a pena ler a notícia hoje do Público, mas de preferência na versão papel, já que nesta estão uma série de gráficos e informações muitíssimo interessantes, sobre os custos do ensino "público" (isto é, estatal) e do particular, número de alunos num caso e em outro, etc.

Valha-nos pelo menos isso nesta confusão: os jornais estão a interessar-se pelo assunto...! Aleluia!



sexta-feira, abril 12, 2013

A remodelação do Governo



Estou agradado com a remodelação anunciada. Por si mesma mas também por um motivo marginal: é como muitos outros actos do Primeiro-ministro um gesto livre, de um homem que é de facto livre, e que não obedece senão ao entendimento que ele tem das necessidades do Governo e de Portugal e suponho também com a anuência de Paulo Portas. E se isso desagradar aos comentadores (mesmo àqueles que eu não perco, cuja opinião ouço "religiosamente" ou a quem acho especial "graça"), aos jornalistas e a toda a "fauna" política, tanto pior para eles...! Sinto-me confortado por isso.

Numa nota marginal diz o que me poderia apetecer dizer se confrontado com criticas, este texto abaixo hoje recebido da lista electrónica Povo, editada pelo meu amigo Pedro Aguiar Pinto (que se pode subscrever através daqui seguindo o correio electrónico do Blog):

"A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins considerou hoje que a "substituição" de Miguel Relvas por Luís Marques Guedes e Miguel Poiares Maduro prova que não há ninguém que queira participar neste Governo. IMPORTA-SE DE REPETIR? Ninguém? Só o homem com o melhor currículo académico, que era até agora Director do Global Governance Programme e Professor de Direito no Instituto Universitário Europeu, em Florença, e Professor Convidado da Yale Law School, nos EUA. Não precisava de se vir maçar e levar com pessoas que fazem comentários desta leviandade, que tocam as raias da burrice. Da senhora Catarina Martins pode dizer-se que é ninguém, se ela fosse para um governo poderia dizer-se ninguém quis, agora de Miguel Poiares Maduro é tudo o que não se pode dizer. Antigo advogado-geral do Tribunal Europeu de Justiça, deu aulas em várias universidades europeias e não só. Passou pelo Colégio da Europa (Bruges); pela Universidade Católica e também pela Nova, em Lisboa;  pela London School of Economics; pela Chicago Law School; pelo Instituto Ortega y Gasset (Madrid) e  Instituto de Estudos Europeus de Macau.
Integrou recentemente um grupo de alto nível europeu para a liberdade e pluralismo na comunicação social. Queriam melhor que isto?


Maria Teixeira Alves"

quarta-feira, março 27, 2013

Deixem que os bancos sofram e poupem os contribuintes!




Foi com profunda alegria que hoje no Público em artigos dedicados à crise no Chipre, encontrei esta pérola:

"Na terça-feira, o primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, defendeu que “os proprietários e os investidores têm de sofrer perdas em caso de falência de um banco”. "

Até que enfim! De facto ao contrário do que se tem vindo a dizer a crise geral, fundada na crise financeira, não é uma consequência do capitalismo, mas precisamente da falta do mesmo. Na verdade quando se impede, por pânico injustificado ou interesses mal disfarçados, a falência de bancos, está-se a ir contra uma das regras básicas do capitalismo: que cada empresa é livre de usufruir todos os lucros que consiga gerar, mas totalmente responsável por todas as perdas que venha a suportar. E isso é extensivo aos depositantes que devem assumir as responsabilidades das suas escolhas livres.

Que finalmente na União Europeia haja (é o que se conclui da leitura desses diversos artigos) um clima favorável a que não sejam os contribuintes, mas sim, os accionistas, investidores e depositantes, a pagar os prejuízos, é do que mais saudável há e moral também (porque no fundo, repare-se os bancos apoiados até agora, nem por isso melhoraram a sua prestação de crédito à economia, e antes pelo contrário, reduzem-na, para restituir-se a um balanço saudável...).

Vá lá, sirva para alguma coisa a União Europeia...! Porque farto de liberais estatistas, estou eu.

segunda-feira, março 11, 2013

Berlusconi ou do desprezo da esquerda pelo povo



Hoje Berlusconi tinha uma nova audiência em tribunal, uma das muitas da ofensiva contra ele da magistratura italiana. Um grupo numeroso de deputados e senadores, recém-eleitos pelo Popolo della Libertá, manifestou-se em solidariedade com ele, como mostra a fotografia acima.

A polémica, as reacções e o escândalo disto tudo estão a ser bem cobertos pelo Corriere dela Sera como se pode ver aqui.

A mim o que me escandaliza é além do moralismo contraditório da esquerda (estou farto de ver os próceres da liberdade sexual a perseguir a vida privada de Sílvio Berlusconi), a constatação de que esta de facto se está nas tintas para o povo e manifesta pelo seu voto (um terço dos eleitores, 10 milhões, votaram no seu partido, o PdL) um desprezo que não apenas é incompreensível (para quem ainda tiver ilusões sobre as convicções democráticas desse lado do sistema político...) como se arrisca a virar-se contra a própria...

Na verdade...e se não for mesmo possível encontrar uma solução para a actual crise italiana e tiver de haver novas eleições gerais e nestas o PdL superar os 0,4% que o afastam do PD e vencer inequivocamente as eleições? Vão continuar a chamar a Berlusconi e aos que se reconhecem no seu partido (o que não equivale dizer que se reconhecem na sua vida privada ou empresarial) "palhaços"? Muito me ria se fosse isso que acontecesse, que o PdL ganhasse as novas eleições...!

quinta-feira, março 07, 2013

Lincoln: também assim um dia o aborto acabará...!




Vi ontem o "Lincoln". Grande filme!

Para alguns será apenas um (óptimo) filme histórico. Mas para quem desde há uns anos está empenhado na abolição da escravatura do aborto é muito mais do que isso: um filme sobre as nossas lutas, sobre as nossas vidas, sobre as nossas aspirações. Um filme sobre o valor incomparável da dignidade humana e também um filme muito interessante sobre o realismo em política.

E se isto não fosse já suficiente para recomendar o mesmo, é também um filme impressionante para ver como desde sempre foi igual a vida de um representante eleito, seja nos Estados Unidos ou em Portugal. As cenas sobre a angariação de votos parlamentares e as pressões das direcções de bancada, reproduzem fielmente o que eu já testemunhei quando passei pelo parlamento e no acompanhamento que desde então fiz de diversos grupos parlamentares aquando da discussão das chamadas leis fracturantes. Com uma diferença: é que o deputado português é tão pouco livre, que nem ao menos a liberdade de se deixar "vender"* tem..."problema" que não resulta da sua integridade moral mas de que depende totalmente do chefe do partido e de quem o rodeia, e não, como nos Estados Unidos, de quem o elege directamente...

* "Vender" no sentido de poder mudar de posição, contrariando a linha dominante da sua bancada, em resultado de uma negociação política que pode passar pelo apoio cruzado em propostas legislativas ou concessão de benefícios à sua região, apoio na sua reeleição, etc.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Miguel Relvas ontem no ISCTE



O que aconteceu ontem a Miguel Relvas no ISCTE (o vídeo está aqui) é completamente intolerável pelo que representa de violação da liberdade de expressão e negação de qualquer debate político saudável em Portugal. Não se contesta o direito de oposicionistas ao Governo frequentarem qualquer tipo de encontro público e neste, de acordo com as regras da respectiva organização, pariciparem no debate, colocarem questões (até as mais agrestes) e manifestarem com respeito pelas regras democráticas a sua oposição. Mas fazerem-no como fizeram, impedindo o Ministro de falar, perseguindo-o pelos corredores e obstruindo a realização do encontro da TVI, é completamente inadmissível.

Uma vez mais (a experiência de muitos anos para alguma coisa há-de servir bem como o ter vivido os anos quentes do PREC em oposição à tentativa comunista de tomada do poder) Miguel Relvas esteve bem, sereno e com frontalidade e paciência. Como bem esteve a sua segurança (contida e eficaz), salvo no ponto de se ter percebido andaram completamente à nora para encontrarem uma saída segura, o que não corresponde à ideia que me faço da competência das forças de segurança...

Com episódios como este (onde se cruzou a oposição ao governo com a aversão a Relvas e à sua história pessoal) diminuem cada vez mais as possibilidades de qualquer pessoa pensar em empenhar-se seriamente na vida política, assumir cargos de responsabilidade e sujeitar-se ao ritmo exigente, alucinante e muito empenhativo (com sacrificio da vida pessoal e familiar), do serviço da causa pública. Isto dito, como já algumas vezes o sublinhei, com total liberdade já que não tenho quaisquer relações politicas ou partidárias ou pessoais com o visado por estas acções de protesto. Mas percebo claramente que defender a liberdade de um, é defender a liberdade de todos.

Notas finais: muito bem o comunicado do Governo que se seguiu a estes incidentes. Não só na determinação como na solidariedade com um dos seus membros. E, pode ser me engane, mas esta radicalização violenta da oposição ao governo vai fazer mais pela unidade do centro-direita do que a débil actuação das respectivas direcção partidárias. Ao povo destes partidos estava a fazer falta que fosse evidente a diferença com a esquerda. Esta "agressão" e a incapacidade de dar e debater razões ajuda a tornar claro o que nos separa.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Não bebas, fuma um charro, recicla e aborta




No Público de hoje há uma entrevista com Fernando Leal, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, sobre a nova lei do álcool. Das virtudes e defeitos dessa nova lei não me ocuparei por ora, embora esteja convencido que vem aí mais uma vaga de fascismo sanitário, como aconteceu já com o tabaco e não dá sinais de abrandar, com total desrespeito das liberdades individuais e do comércio.

O que mais me escandaliza porém é que vejo regimes mais duros e severos para os consumos de tabaco e álcool do que para as drogas "leves ou duras". No fundo uma situação equivalente aos regimes actuais para a poluição e o aborto. Muito pesados no primeiro caso, despenalizado até ás dez semanas no segundo caso...

Não tivera eu filhos e diria que tanta contradição e absurdo só se atura mesmo como se propõem o cavalheiro da imagem acima...;-)

quinta-feira, janeiro 31, 2013

O caso da esterilização forçada de uma mãe




(retirado através com pesquisa família numerosa do Google Images daqui)

O artigo no Público de hoje da autoria de Paula Torres de Carvalho (que passa totalmete ao lado da questão da liberdade religiosa que aqui também está em causa) intitulado "Pais incompetentes e direitos das crianças" vem, apesar da posição eugénica tomada, por o dedo na ferida central do debate em curso sobre a estirilização sugerida e/ou forçada de uma mãe guineense a quem foram retirados sete filhos pela Segurança Social. Isto é: o Estado tem ou não, e em nome de que responsabilidade ou ideal, o direito a decidir se e quantos filhos, uma família, os pais, a natureza em lhe o consentindo, querem ter, ou não?

A resposta para mim é clara: uma família, os pais, tem o direito, a natureza em lhe o consentindo, de ter quantos filhos bem entendam e a função do Estado é subsidiária em relação a estas opções de vida, cabendo-lhe não impedir as pessoas desse facto. Tudo o resto é uma intolerável agressão aos direitos das famílias e por isso à liberdade de todos.

Nota: a ressalva "em a natureza lhe o consentindo" surge para evitar que se entenda um direito genérico a ter filhos, porque não só uma pessoa não pode ser objecto de um direito, como não há um abastracto direito a ter um filho que possa opor-se seja a que entidade for...isto é, ou a natureza o propicia ou não e esse realismo é importante para não deixar espaço a todas as engenharias sociais e médicas com que hoje em dia se procura responder a esse "direito". sendo mais específico há um direito a ter os filhos que bem se entende, mas não o "direito a um filho"...

Ainda sobre este assunto é muito útil ver esta reportagem que passou na semana passada na RTP bem como ouvir esta entrevista de Fernando Ribeiro e Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Cameron e União Europeia: extraordinária atitude política




As notícias de hoje sobre o discurso de Cameron são tão importantes...! Não só pela razoabilidade da proposta feita aos britânicos como pela demonstração de apego à democracia e liberdade que significam. Para além de que este pode ser um momento importantíssimo em que a ideia da Europa é devolvida à sua matriz original, ofuscada pela violência dos burocratas de Bruxelas e pela cegueira ideológica da maior parte dos governantes europeus no que a estas matérias respeita. É uma esperança e um exemplo esta atitude de Cameron. Assim haja em Portugal quem o secunde e com ele aprenda. Assim no nosso centro-direita cresça uma corrente de europeísmo razoável com o princípio da subsidiariedade no seu centro!

A notícia abaixo é retirada do Público de hoje (os sublinhados a negrito são meus):

Cameron promete referendo sobre a UE depois de 2015


Líder do Governo britânico avançará com consulta popular se continuar no cargo na próxima legislatura.

David Cameron, primeiro-ministro britânico, prometeu nesta quarta-feira ao seu eleitorado um referendo "sim ou não" sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), a realizar depois das próximas eleições legislativas de 2015.
Num muito esperado discurso sobre a sua posição sobre a Europa, virado sobretudo para o eleitorado conservador, Cameron especificou que o referendo ocorrerá apenas se continuar como primeiro-ministro depois de 2015, prometendo realizá-lo no início da próxima legislatura.
Antes do referendo, o chefe do Governo britânico quer uma renegociação dos termos da participação do Reino Unido na UE, deixando implícito que quer uma devolução de algumas competências da esfera europeia para a nacional. Apesar disso, não disse que áreas tem em mente, mas frisou que os novos termos da presença do país na UE terão "o mercado interno no seu coração".
Pelo caminho, atacou as regras de protecção social – que em sua opinião "prejudicam o mercado de trabalho" britânico –, o método de decisão comunitário "esclerosado e ineficaz", a UE "burocrática", "o gigantesco número de dispendiosas instituições europeias periféricas" e a Comissão Europeia, que "se torna cada vez maior".
Segundo Cameron, a sua "preferência" é convencer a totalidade da UE a mudar e a evoluir da forma que considera adequada. No entanto, se não for possível, então o país deverá renegociar com os parceiros uma situação especial para si em função dos seus interesses, defendeu.
Neste contexto, a questão que pretende colocar aos britânicos em referendo será "uma escolha real entre sair ou permanecer, parte de um novo acordo no qual a Grã-Bretanha define e respeita as regras do mercado interno, mas está protegida por salvaguardas justas e livre das regulamentações espúrias que prejudicam a competitividade da Europa". A escolha será entre "ficar na UE com base nos novos termos, ou sair pura e simplesmente". Ou seja, "será um referendo '"dentro ou fora'", vincou.
Esta renegociação, disse, deverá ser concretizada no quadro da alteração dos tratados europeus que Cameron acredita que será levada a cabo pelos países da zona euro para aprofundar a integração necessária para resolver a crise da dívida.
Se conseguir o que pretende dos parceiros, Cameron garantiu que fará campanha "com todo o [seu] coração e alma" para o país permanecer na UE. O calendário que propôs permitirá o tempo necessário "para um debate adequado e fundamentado". "No final deste debate, o povo britânico decidirá", enfatizou.
Ao invés, frisou, a realização do referendo imediatamente, como é pedido pelos eurocépticos do Partido Conservador, sobre a permanência ou saída do país da UE, "seria uma escolha totalmente falsa".
Cameron teve o cuidado de deixar claro que uma eventual decisão de sair da UE não libertará o país do impacto das decisões comunitárias. "Se sairmos da UE não podemos obviamente sair da Europa", que "permanecerá durante muitos anos o nosso maior mercado, e, para sempre, a nossa vizinhança geográfica". "Estamos ligados [à Europa] por uma complexa teia de compromissos jurídicos".
Além disso, "mesmo se saíssemos completamente, as decisões da UE continuariam a ter um profundo impacto no nosso país". Com a diferença que "teríamos perdido todos os nossos vetos e a nossa voz nessas decisões". Ou seja, defendeu, "teremos de pesar com muito cuidado as consequências de deixarmos de pertencer à UE e ao seu mercado interno enquanto membro de pleno direito", frisou, sublinhando que "a permanência no mercado interno é vital para as empresas britânicas e para os empregos britânicos".

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Tribunal Constitucional e Orçamento do Estado



Recebi agora, em reenvio, de um meu amigo, este email que me pareceu significativo de como existirá sempre uma dificuldade na compreensão da decisão sobre a constitucionalidade de algumas medidas do Orçamento do Estado que o Tribunal Constitucional venha a tomar...

"Em 2011, o Tribunal Constiitucional considerou constitucional um corte máximo de 10% nos salários da Função Pública.

Em 2012, o Tribunal Constiitucional considerou inconstitucional um corte máximo cumulativo de 24% (10%+14%) nos salários da Função Pública.

Em 2013, o Tribunal Constiitucional vai avaliar a constitucionalidade de um corte máximo cumulativo de 17% (10% + 7%) nos salários da Função Pública.

Portanto, 10% pode-se cortar, 24% não, 17% ninguém sabe."
 
Isto reproduzido ressalvo porém que me andava a assustar esta "suspensão" da Constituição que com o melhor dos motivos (sairmos do buraco em que nos encontramos através de medidas excepcionais) alguns pedem ou toleram. O império da lei é a garantia da liberdade de todos nós, todos os dias.

domingo, dezembro 09, 2012

Videovigilância obrigatória: cuidado com o Big Brother!




Nesta sociedade adormecida assusta ver como deslizamos a uma velocidade cada vez maior em direcção ao precipício do Admirável Mundo Novo, isto é, em nome da comodidade, da segurança ou da ordem e da paz, vamos consentindo em ter as nossas vidas cada vez mais vigiadas, controladas, sob escuta ou olhar do Big Brother...

Vem isto a propósito da intenção do Governo de impôr a videovigilância em certos estabelecimentos comerciais. Em flagrante violação da liberdade das pessoas e do comércio. Abrindo a possibilidade de um controlo adicional sobre a vida de cada um de nós e daqueles estabelecimentos.

A leitura de uma entrevista saída ontem no Expresso (e intitulada "Se é para prevenir o crime, a videovigilância não funciona") chamou-me a atenção para uma rapariga (36 anos), antropóloga doutorada e investigadora universitária, chamada Catarina Frois, autora dos livros Vigilância e Poder e A Sociedade Vigilante, que me parecem merecer leitura atenta.

Aqui como no O Senhor dos Aneis é uma estranha irmandade esta que se vai formando entre muito diferentes pessoas e perspectivas, razões e sentimentos, ideologias e concepções do mundo, mas com uma preocupação comum com a evaporação da liberdade...

segunda-feira, novembro 19, 2012

A manifestação em Paris contra o casamento gay




Lê-se no Público de hoje: Católicos integristas contra casamento gay agridem grupo de feministas.
O que vale é que já se sabe o que a casa gasta...

Na verdade vai-se aqui e vêem-se as imagens. Começam por mostrar os manifestantes e depois vê-se aparecer aquele grupo de miudas patuscas que se costumam manifestar em trajes menores (Femen de seu nome), desta vez com véus de freira, de cinto de ligas (o frio que devem ter apanhado!) e, note-se, de extintores na mão, cujos apontam á multidão e começam a accionar contra esta...

Devo ser eu que não estou a ver bem, mas quem agrediu, quem...? Ganhem juízo meus senhores!
Nota: e mesmo que não tivessem accionado os extintores contra os manifestantes...que diria uma manif LGBT se tivessem sido católicos a postar-se no caminho da mesma, de Terço na mão, por exemplo (já nem digo a accionar extintores)...? Não era considerado provocação? Não suscitaria a reacção indignada dos manifestantes?

O que aliás, vê-se pelas imagens nem foi o caso do respectivo serviço de ordem que se limitou a afastá-las e não fora o esperneanço com mais calma ainda tinha sido feito o que é necessário: deixar passar a manifestação em paz e tranquilidade.

Mas é sempre assim a parcialidade do jornalismo "engagé" e curiosamente propriedade dos  grupos capitalistas que dizem abominar...

Para mais informação veja-se aqui o site da Civitas.

sábado, novembro 17, 2012

Cidadãos à Política: adere, vota e intervém dentro de um partido


Um artigo no Expresso de hoje intitulado "O futuro da nossa democracia está nas mãos dos cidadãos" chamou-me a atenção para um movimento cívico novo, com o nome constante do título acima, e que me parece assenta numa ideia que eu aqui tenho repetidas vezes retomado: ou nos ocupamos da política ou ela ocupa-se de nós e ou nos ocupamos dos partidos ou estes ocupam-se de nós...

Não posso estar mais de acordo e muitas vezes nas movimentações civicas em que estive (referendos do aborto de 1998 e 2007, petições pedindo referendo à despenalização do consumo de drogas, à lei da procriação artificial e à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, petições Mais Vida Mais Família e outra pela inclusão de uma referência ao Cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia, e tantas outras) e estou envolvido (algumas indicadas aqui ao lado na caixa "Causas Por Causa Dele") tenho feito esse apelo: cada um escolha o partido da sua preferência e aí faça-se ouvir. Fazendo-o descobrirá que há outros como ele e juntos será possível fazer muita coisa. É preciso, é verdade, paciência, inteligência, sacríficio e estudo sério. Mas a par disso encontrará também humanidades diversas mas interessantes, alegria, gosto de realizar coisas, fazer nascer realidades novas, e sobretudo a possibilidade de verificar as suas ideias em acção e afirmá-las no espaço público.

Quando comecei em 1997 nestas iniciativas de sociedade civil não só essas movimentações eram poucas, como não era percebido como hoje da necessidade de interacção com o sistema político, também na sua dimensão partidária (a mim pessoalmente o que mais me educou nesse sentido foi a amizade com a Maria José Nogueira Pinto). A própria noção da respectiva dimensão e força (da sociedade civil e dos movimentos de cidadania) era praticamente inexistente. O quanto as coisas mudaram entretanto!
Disso é também reflexo de saudar a iniciativa Cidadania 2.0 que se encontra aqui.

domingo, novembro 11, 2012

Outro olhar: perigo nas redes sociais


Impressionante este vídeo que um amigo meu me enviou! Recomendo se veja e difunda!



Um pensamento "estranho": como nesta era desenvolver uma actividade clandestina? Ou de simples resistência à tirania? Ou como num futuro que parece tão provável e próximo de Admirável Mundo Novo como nos será então possível sobreviver? Hackers católicos necessitam-se...! ;-)

sábado, novembro 10, 2012

Ainda o "caso" Isabel Jonet




O que está a acontecer com Isabel Jonet e que tem suscitado na blogosfera um coro de solidariedade com ela, impressionante pela extensão, insuspeitabilidade e variedade, tem duas facetas que vale a pena destacar:

A primeira é como quem está empenhado na acção social se expõe com liberdade e generosidade mas se sujeita a num instante passar de bestial a besta. Muitas vezes alerto numa das instituições que ajudei a fundar e em que estou empenhado e que goza de um prestígio que lhe é conferido pela respectiva qualidade de trabalho e dedicação dos seus profissionais, que é estatisticamente improvável (embora possível por graça de Deus, essa é a nossa esperança!) que um dia não nos aconteça, com culpa ou sem ela, um mau passo (o que nem sequer é o caso acima) e que nesse momento tantos dos que nos louvam, serão os primeiros a condenar-nos sem sequer tentar conhecer mesmo o facto ocorrido, levar em conta a nossa história e ter aquela noção de que elas só não acontecem a quem não faz nada...

A segunda é como Isabel Jonet e quem com ela trabalha no Banco Alimentar está neste momento a experimentar uma bem-aventurança, aquela de "bem-aventurados os que sofrem pela causa da justiça" (o que no caso dela e suponho, sem muito risco, de quase todos os que trabalham lá, equivale à bem-aventurança de  "quem sofre por Minha causa"). Muito mais modestamente e na minha vida política (como deputado do PSD) por causa da minha pertença à Igreja católica, passei alguns apertos e desprezos, e recordo-me bem como foi naquele momento que aquele sermão de Jesus se fez carne na minha vida. E como misteriosamente dar-me conta disso foi uma fonte de certeza e alegria a um ponto que não quereria deixar de ter passado o que passei...! Nessa medida estou convencido que desta "crise" quer o Banco Alimentar, quer a sua presidente, vão sair disto mais fortes.

Nota final: se dúvidas houvesse, olhando para quem ataca Isabel Jonet, não é dificil perceber "de que lado" estar...no fundo, no fundo, o poder do mundo só estava à espreita de uma ocasião para atacar um obra cuja origem sabe bem qual é, mas cuja actividade não era possível denegrir. Foi só ter a "ocasião" e ei-los a cair-nos em cima...