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terça-feira, maio 21, 2013

Na morte de Ray Manzarek: uma homenagem



Morreu ontem aos 74 anos Ray Manzarek fundador dos The Doors cuja página oficial é esta. Esta banda foi a coluna sonora da minha adolescência e entrada na idade adulta e, para o bem e para o mal, uma influência decisiva no meu carácter e personalidade. Ainda hoje os ouço com regularidade. Devo-lhes horas de companhia musical e leituras, aquele prazer grande da música e dos seus extraordinários espectáculos (anos mais tarde por mim conhecidos em filmes e até no Pavilhão Atlântico quando com o Ian Astbury actuaram em Lisboa). Estou-lhes por isso muito grato!

Ray Manzarek era uma personalidade encantadora, um grande músico e um sobrevivente. Na verdade se pensarmos na quantidade de droga que ingeriu pelo menos entre os 20 e os 30 anos, não só é extraordinária a sua sobrevivência até aos 74 anos como ficamos desautorizados, nós os pais, que recomendamos com veemência aos nossos filhos que não consumam drogas porque arriscam as suas vidas...(um problema que também temos com os Stones, por exemplo...;-)

(nota para os meus filhos: como nunca se sabe se temos a capacidade de resistência equivalente, estes sobreviventes são percentualmente muito-muitissimo raros, e sobretudo fizeram muita porcaria durante a vida deles, estragaram a vida a outros tantos e eles próprios não o aconselham, mantêm.se a minha recomendação de pai: fujam da droga, erva incluída...!)

Do estado da sua alma na chegada ao Céu só Deus sabe e por isso me junto a creio muitos que hoje pedirão para ele a Misericórdia de que ele precise na esperança de que um dia passe os portões do Paraíso e possa ver aquilo que a sua intuição e o seu desejo pediam, mesmo se não lhe sabia o nome, e tomar o seu lugar no coro dos anjos onde certamente o espera um magnífico órgão-baixo (Fender Rhodes bass keyboard)...!

E, entretanto, fica aqui em baixo a música com que tudo começou:










quinta-feira, dezembro 13, 2012

Mais estudantes a consumir droga



"Mais estudantes a consumir droga" títula hoje o jornal Metro. A conclusão é retirada da apresentação no parlamento do relatório "A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências", referente a 2011, pelo presidente do serviço estatal encarregue de combater aqueles consumos (o SICAD).

Ao contrário do que às primeiras poderia parecer não há nada mais chato nas chamadas matérias fracturantes do que ter razão...na verdade desde 2000 que venho participando no alerta aos perigos da descriminalização do consumo de drogas e em especial aquando da campanha por um referendo a esta lei do tempo de Guterres. Poderia dar um gosto especial que esta conclusão venha de um relatório, serviço e políticas, pelas quais o grande responsável é o João Goulão, mas a tristeza com a miséria social e humana, que estes resultados revelam, não deixa que surjam sentimentos desses...apenas a pergunta: para quê persistir num caminho ideologicamente cego que já demonstrou leva ao abismo...?



domingo, novembro 11, 2012

Drogas legais: milagre, o IDT acordou...!




Diz o Público hoje que IDT avança com lei contra as "drogas legais" nas smartshops até fim do mês. Sendo João Goulão o respectivo presidente é um verdadeiro milagre esta notícia...!

E ao mesmo tempo mais uma demonstração da força da sociedade civil e do jornalismo independente (que nestes últimos tempo vem divulgando muitas reportagens em que os perigos e armadilhas dessas drogas são expostos sem preconceito ideológico) de que é também sinal esta Petição que em muito pouco tempo reuniu já 4667 assinaturas...

Como sempre neste assunto na Madeira não falta discernimento e as ideias são claras. Prova disso o Decreto Legislativo Regional nº 28/2012/M de 25-10-2012 que "Aprova normas para a proteção dos cidadãos e medidas para a redução da oferta de «drogas legais».

Ou seja, aqui como noutros assuntos, a Madeira está à frente do continente e é por estas e por outras que,todas as objecções pesadas, sempre tive claro que Alberto João Jardim merece o apoio de quem defende alguns valores civilizacionais e estima que estes sejam defendidos concreta e claramente.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O equívoco dos resultados da politica da droga em Portugal

Dá o Público de hoje notícia de que se realiza hoje em Lisboa um encontro da Open Society Foundation que se dedica entre outras coisas a fazer "lobbying a favor de politicas de droga não repressivas" deslocando-se inclusivamente a Portugal um dos seus membros, o magnata Richard Branson da Virgin.
O motivo do encontro é o "êxito" da politica da droga portuguesa que assenta na descriminalização do consumo decidida por um governo socialista em 2001 (lei essa contra a qual com outros amigos promovi uma iniciativa popular de referendo que infelizmente se deteve nas 65 mil assinaturas angariadas, falta de devida projecção da questão na comunicação social que fez arrefecer o ímpeto inicial...). Ora esse êxito é um dos maiores embustes que os governos socialistas tem feito passar a nivel internacional contra toda a evidência estatistica conforme é reconhecido por todas as autoridades mundiais em questões da droga e organismos internacionais crediveis e de referência...!
Em Portugal campeão na denúncia deste embuste tem sido Manuel Pinto Coelho que preside à Associação para um Portugal Livre de Drogas de cujos corpos sociais também faço parte. Recomendo por isso sejam lidos os seus artigos que se encontram no site da APLD. Aí se pode verificar pela evidência da realidade como o "êxito" da politica portuguesa da droga se cifra em aumento dos consumos, das mortes por overdose, no estacionamento dos toxicodependentes em programas de Metadona e sobretudo no crescimento de uma mentalidade de tolerância com a droga que oculta a sua perigosidade e é por isso objectivamente responsável por mergulhar gerações inteiras de jovens no drama da toxicodependência com elevadissimos custos sociais.
Nesse como em outros campos impõe-se uma mudança decidida e a coragem de olhar para a realidade e pôr em causa todos os preconceitos ideológicos.

sábado, junho 25, 2011

Drogas: liberalizacao e irresponsabilidade

Anda aí uma campanha decidida a favor da despenalizaçao (nao estou a conseguir por acentuaçao hoje...) do consumo das drogas e da legalizaçao da sua producao e comercializacao, para ja "apenas" atraves do Estado...!
O equivoco (a convicçao nas vantagens do modelo, veja-se este artigo) tem sido denunciado pela Associaçao para um Portugal Livre de Drogas e pelo seu presidente Manuel Pinto Coelho cujos ultimos quatro artigos se podem encontrar aqui.
Ainda hoje ca em casa com algumas da malta ca de casa (filhas, sobrinha, etc.)constatei como a mentalidade drogadicta (para utilizar uma expressao espanhola) esta implantada e a esta nova geracao se mente quanto as consequencias do consumo de drogas, privando-os por isso de uma decisao realmente responsavel (isto e, na posse de todos os elementos).
Uma mentalidade que e facilitade por "perolas" como esta...e que me deixam a perguntar se este tipo:
a) alguma vez provou uma droga sequer (o que para o caso faz muita diferença porque se nao o fez nao sabe mesmo do que fala...;-)
b) tem alguem (filhos, sobrinhos, etc.) a quem queira bem e lhe e indiferente esses provem e consumem drogas e
c) tem a menor das ideias da responsabilidade gravissima em que incorre...?
Claro que tambem aqui se tratou (a despenalizacao do consumo das drogas) de uma decisao totalitaria do governo socialista da altura que negou a realizacao de um referendo apesar do pedido nesse sentido de 65 mil cidadaos. Veja-se a esse proposito (e por ser um manancial de informacao) este site.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Um post de Pedro Afonso: Censura Científica na Imprensa Portuguesa?

Censura Científica na Imprensa Portuguesa?

Pedro Afonso
In http://oinimputavel.blogspot.com/

Um estudo recentemente publicado no BMC Public Health, englobando 1341 jovens de ambos os sexos frequentadores de locais de diversão nocturna, com idades entre os 18 e os 35 anos, realizado em nove cidades europeias (entre as quais se encontra Lisboa), revela que o álcool e drogas como a cocaína, o ecstasy e a cannabis, estão as ser usadas como facilitadores e intensificadores da actividade sexual.

Apesar de ter lido a notícia num jornal português, resolvi aceder ao artigo original, lendo-o na íntegra. Qual é o meu espanto quando verifico que um dos resultados deste trabalho não é referido em nenhuma notícia (pelo menos que tivesse conseguido aceder) publicada em português. Censura?
Senão, veja-se o exemplo da notícia publicada no Expresso sobre o referido estudo:
«Uma das conclusões que salta à vista é a de que os consumidores de alguns tipos de droga são também mais promíscuos. Quem, por exemplo, snifa regularmente uma linha de cocaína tem maior probabilidade de ter tido mais de cinco parceiros sexuais no último ano. E, por associação, de ter praticado sexo desprotegido».

Mas, para além da cocaína, o artigo original acrescenta que os participantes que eram homossexuais ou bissexuais eram mais promíscuos sexualmente; ou seja, tinham 4 a 5 vezes mais probabilidade de terem 5 ou mais parceiros nos 12 últimos meses.
Agora veja-se a parte omitida do artigo original:

«Of these, regular cocaine use and being gay/ bisexual were the strongest predictors of multiple sexual partners. Gay/bisexual participants were four times more likely to have had five or more partners in the previous 12 months, and at similar increased odds of exchanging sex for drugs, compared with heterosexuals».

Independentemente da posição ideológica que se tenha sobre a homossexualidade, a ciência não deve ser instrumentalizada, nem escamoteada para se ser politicamente correcto. Por outras palavras, a ciência não é homofóbica. É de lamentar que em pleno século XXI se adoptem atitudes como esta numa imprensa que se pretende livre, rigorosa e sem preconceitos.