Mostrar mensagens com a etiqueta PS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PS. Mostrar todas as mensagens

domingo, fevereiro 01, 2015

Primárias no PSD: tempo de avançar...!



Já aqui antes referi o assunto das primárias no PSD e como considero o tema fundamental para a renovação do partido, uma actuação mais eficaz, o vingar do primado da política e o método democrático por excelência.

Hoje no Público a propósito do movimento Tempo de Avançar lá está a proposta de "eleição uninominal preferencial de candidatos a deputados" e no mesmo jornal a notícia de que "PS aprovou primárias para todas as eleições". Graças a Deus parece-me inevitável a questão se venha a colocar no PSD e mais cedo do que tarde. Nessa altura falaremos, porque nessa altura o centro-direita terá finalmente um tempo novo, de que tanto carece...

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Ainda Sócrates, as escutas e Paula Teixeira da Cruz




No meu post de ontem não fui suficientemente preciso a dizer o que me afasta de Sócrates reduzindo-o apenas às questões de civilização. Na verdade o meu antagonismo com o mesmo é mais profundo do que isso já que considero responsável pelo pior período governativo dos últimos anos e que precipitou o país no triste estado em que o encontrou a actual maioria e obrigou a um esforço hercúleo de reconstrução, reforma e mudança. Fica registado e não apenas para os amigos que estranharam eu não o ter referido.

E por falar de rectificações ou aprimoramentos deixo aqui também registado o meu gáudio com a noticia abaixo hoje saída no jornal Sol sobre Paula Teixeira da Cruz e as escutas. Ressalvando porém que não vi no texto mais que uma manifestação de apreensão. Na verdade suspeito não só as escutas ilegais nascem das legais, como o próprio âmbito destas está a ultrapassar todos os limites do razoável...

Quando disse que fala ao telefone “como se fosse para um gravador”, Paula Teixeira da Cruz queria “chamar a atenção para um flagelo que é conhecido, o das escutas ilegais”. Ao SOL, a ministra justifica assim uma frase que deu polémica nos jornais sobre um assunto que é recorrente nos corredores do poder. Entre deputados e ministros, são muitos os que acreditam estarem a ser escutados.
Há quem evite temas sensíveis ao telefone e há quem abra a janela do gabinete para o ruído dificultar a escuta
Uma semana depois da entrevista ao Expresso, a ministra da Justiça explica ao SOL que é impossível assegurar a 100% a privacidade das comunicações, “dado o avanço de meios tecnológicos e a sua utilização criminosa”. Mas garante que “este é um combate que as sociedades actuais terão de travar”.
Para já, Teixeira da Cruz diz que “há o combate que é feito pelos órgãos de polícia criminais competentes e pelo titular da acção penal”, mas admite que os meios disponíveis ao alcance de quem quer ouvir as conversas alheias fazem com que esteja longe de ser possível detectar todas as escutas ilegais.
Leia mais na edição impressa do SOL, já nas bancas

quinta-feira, julho 17, 2014

Ainda as propostas para a Natalidade: PSD e CDS

Começo com as declarações do Marco António Costa e fica já aqui o link para o estudo do CDS-PP, coordenado por Assunção Cristas: Natalidade-O desafio português

Declaração à imprensa do Vice-Presidente Coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa

17 de Julho de 2014


Na sequência da iniciativa do Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, no último Congresso do Partido, uma comissão independente presidida pelo Prof. Joaquim Azevedo, elaborou um relatório para promoção de uma política de natalidade para Portugal.

Neste relatório, apresentado há dias na cidade do Porto, a Comissão assume “que o objecto do seu trabalho era o de propor uma política, ou seja, um conjunto articulado e coerente de medidas de política, envolvendo a sociedade portuguesa”.

Reconhecendo que “há suficientes diagnósticos sobre o problema e estão em curso estudos muito completos sobre algumas vertentes importantes da problemática … seria com base neles que se deveria erguer essa política pública”.

No seu entender, “a equipa deveria ser multidisciplinar, pois só uma abordagem multidisciplinar é capaz de ir de encontro à complexidade do problema da Promoção da Natalidade” e ainda “que o trabalho a realizar tinha de ser muito claro e objectivo” e sustentado “no conhecimento específico das políticas públicas para as áreas da solidariedade social, da família, da saúde, da fiscalidade e do trabalho”.

Para este relatório, a Comissão considerou “importante desenvolver um trabalho de auscultação de vários atores e instituições sociais, ao longo do país, apesar de ser um trabalho que seria desenvolvido no quadro da iniciativa do PSD…”.

Constata-se pelo conteúdo do relatório e pelas presenças na sessão em que foi apresentado, que o mesmo é de interesse transversal à sociedade portuguesa e que hoje já conta com uma acção naturalmente atenta da administração central e igualmente empenhada por parte das organizações da economia social e da administração local.

O Relatório será agora, por iniciativa do PSD, alvo de discussão pública com partidos políticos e parceiros sociais, a quem solicitaremos reuniões para o efeito.
Ao PSD interessa construir uma estratégia nacional que agregue o maior consenso político em torno desta questão estrutural, quer em Portugal quer no plano da União Europeia.

A Comissão apresentou um conjunto alargado e diversificado de propostas que, pelo seu conteúdo, só serão viáveis se implementadas com “um compromisso de longa duração” (5 legislaturas – pg.14), o que obriga à construção do mais amplo consenso na sociedade portuguesa entre os seus diferentes agentes.

Assim, não podemos deixar de sinalizar com especial preocupação a tomada de posição do Secretário-Geral do Partido Socialista que, antes de conhecer em concreto o relatório, não se coibiu de o criticar e ainda atacar injustamente o Governo em funções e esta iniciativa inédita do PSD.

Aliás, sublinhamos, que quer o PS quer a CGTP foram ouvidos no âmbito do trabalho da Comissão (Pg. 22 do relatório), contributos que esta agradece e que nós também, em nome do PSD, queremos reiterar tal agradecimento pela atitude cooperativa do PS com a Comissão a propósito do tema da natalidade, o que contrasta com a posição agora assumida pelo seu Secretário-Geral.

Por estes factos, apelamos a que o PS, pela disputa interna da sua liderança, não contagie negativamente a discussão em volta da natalidade, tema que deve ser poupado a polémicas estéreis.

Queremos ainda realçar o empenhamento do PSD na contribuição para um debate público construtivo e consensualizador em volta de temas estruturantes para o País.
Por fim, o PSD, no último trimestre deste ano, apresentará sobre outros temas trabalhos similares que possam contribuir para uma discussão mais estruturada e ampla na sociedade portuguesa, com vista à construção de entendimentos de médio prazo em volta dos mesmos.


segunda-feira, setembro 30, 2013

O resultado das eleições autárquicas 2013


Análises mais gerais e também mais detalhadas dos resultados das eleições autárquicas são um trabalho indispensável para os próximos tempos, a desenvolver por quem, protagonistas e movimentos, pretenda alargar e consolidar a sua presença na política portuguesa. Mas entretanto algumas notas se podem desde já alinhavar:

1. O sucesso das candidaturas independentes ou quando tal ocorreu os efeitos que tiveram nas candidaturas concorrentes, impedindo umas de ganhar e outras de perder, vem chamar a atenção para o erro fatal os principais partidos cometeram, ao ignorar a vontade do seu eleitorado e impor candidatos a partir das estruturas dirigentes. Neste ponto se comprovou que as primárias nos partidos (eleições internas de escolha de candidatos) são não apenas uma ideia boa, teoricamente correspondente a um sistema político mais democrático, mas uma necessidade premente se os partidos querem apresentar soluções que correspondam aos anseios do seu eleitorado.

2. Se somarmos os votos em candidaturas próprias do PPD/PSD e do CDS-PP, ás das coligações que fizeram (geralmente com o MPT e/ou o PPM), aos votos muito marginais de outros pequenos partidos (como o PPV ou o PND) e ainda os votos nas candidaturas independentes saídas da área política respectiva, constatamos que o centro-direita teve mais votos do que o Partido Socialista. Isto é, está por provar que não exista a adesão do eleitorado deste bloco político, ao Governo e aos partidos que o apoiam...!

3. A fidelidade do núcleo duro dos votantes do centro-direita ás candidaturas dos partidos da coligação de Governo, deve ser estimada e correspondida por quem tem a responsabilidade da governação. Isto é, não se distinguindo os votantes do PS dos do centro-direita, no descontentamento com os efeitos das políticas de austeridade, o que pode continuar a agarrar esse eleitorado fiel é a assunção serena e inteligente pelos partidos do Governo daquela identidade em torno da valorização da dignidade humana, da subsidiariedade, e da estima pela liberdade, que é o "osso" da presença social da maioria sociológica "de direita".

4. No poder local é local o critério predominante de escolha do voto. São ás centenas os exemplos da mais humilde freguesia ao mais espampanante município. O critério proposto pelos Bispos portugueses (o discernimento de qual na convicção de cada um é o mais apto a governar a circunscrição) é de facto o critério do bem comum e do eleitorado em geral.

5. Com a derrota em termos estritamente autárquicos (mandatos, governos municipais ou de freguesia) do PSD há um efeito colateral positivo de um facto indesejado. Muita gente que está no PPD/PSD por virtude da "alimentação" recebida da detenção e uso do poder, perdeu a sua base de apoio e vai fatalmente afastar-se da vida partidária quotidiana (voltando inevitavelmente á tona, quando o poder regressar, já se sabe...). Mas, por ora, vai haver mais tempo e espaço para fazer política, estimar o bem comum, dar protagonismo aos que na política estão de uma forma autêntica. E isso é bom.

6. Se o centro-direita for capaz nas Europeias já para o ano de se apresentar com um programa coerente e que diga respeito á vida real das pessoas, que nas suas listas retome e proponha o país real que se revê no espaço do centro-direita, pode ser se vejam já os bons efeitos da depuração que os resultados das autárquicas trouxeram ás suas fileiras. A ver, vamos...

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Sondagem eleitoral: PSD e CDS sobem!


 

A sondagem que hoje o jornal i publica é uma lufada de ar fresco no panorama político actual porque dá um sinal claro de que afinal a sociedade portuguesa ainda não perdeu o seu tradicional bom senso. Na verdade a subida de intenções de voto nos dois partidos da maioria vem revelar que, no fundo, no fundo, uma parte significativa dos eleitores sabem que este percurso de dificuldades tem de ser feito e confiam o Governo é capaz de conduzir o país e ultrapassar este cabo das tormentas...

Claro que subsistem muitas sombras: a decisão do Tribunal Constitucional sobre os pedidos de fiscalização da constitucionalidade do Orçamento de Estado, artigos de figuras gradas do PSD como Mota Amaral, as debilidades próprias do nosso centro-direita (impreparado, sem ideologia e ideias políticas claras, inábil na comunicação, com alguns "pecadilhos" pessoais, etc.), e a redução da política à economia e às finanças, etc.

E também (sombras) nos próprios resultados da sondagem: o PS ganharia as eleições, a actual maioria perde-a (a absoluta) e os três partidos de esquerda tem-na (um cenário de pesadelo!)...a ver, vamos. Mas o interesse do país parece-me claro: um regresso da esquerda ao poder colocar-nos-ia no sentido figurado e estrito da expressão numa autêntica tragédia grega...

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Votação Barrigas de Aluguer: Dignidade Humana 2 - Experimentalismo Social 0

Foram chumbados os projectos do BE e o "pirata" do PS (Isabel Moreira e Juventude Socialista). O PSD-BE marcou a sua posição com 6 abstenções e um voto favorável no projecto do BE e com 8 abstenções no projecto "pirata" do PS. Também o CDS-BE se manifestou com 3 abstenções no projecto "pirata" do PS...
O PCP honrou a sua tradição de razoabilidade e bom senso (lá pelo menos sabem e não gostam do que é ir a reboque do BE) e votou contra os dois projectos acima referidos.
Os projectos do PSD e do PS oficial baixaram à Comissão de Saúde para discussão na especialidade e sem votação. A razão é simples (para a atitude do PSD): como no sketch do Gato Fedorento, uma coisa é o rancho (os deputados) e outra o grupo cultural (a direcção)...e o PS no fundo espera que nos "circuitos não-oficiais" da política acabe por conseguir aquilo que no campo de jogos, não estava ao alcance...
Por nossa parte cresce a nossa convicção: as Barrigas de Aluguer são um retrocesso civilizacional pelo que implicam de instrumentalização da mulher "alugada" e do seu filho. Escravatura, nunca mais!
Se sou sensivel à tristeza dos casais que não podem ter filhos? Sou. Como sou testemunha da alegria e felicidade daqueles que adoptaram, dos que vivem a sua parentalidade (pequena concessão à Ideologis do Género...;-) na doação aos outros. E há outras soluções? Há. Todos os dias em Portugal entre 50 a 70 mulheres abortam. A gravidez já lá está. O seu filho não o querem (ou não o quer quem as obriga a lá ir). Match mais feliz entre desejo e necessidade, não conheço.

domingo, junho 26, 2011

Reforma do sistema eleitoral: sauda-se a convergência!

De acordo com o Publico de hoje estamos no bom caminho para uma convergência entre o PSD e o PS no que respeita à reforma do sistema eleitoral e no sentido de uma maior democraticidade do mesmo...boas notícias que confirmam uma intuição que já aqui referi muitas vezes...! E que não me espantam sobretudo atendendo ao que vem defendendo Pedro Passos Coelho e António José Seguro (a Francisco Assis desconhecia-lhe essa preocupação...?).
Em 2007 na sequência de um artigo de Helena Roseta em que esta valorizava a participação na vida política dos movimentos civis, escrevi um artigo intitulado "Reforma eleitoral: um desafio a Helena Roseta" (ao qual esta nunca respondeu...:-( em que sublinhava algumas das linhas para mim importantes nessa tão desejável reforma:
"A eleição dos deputados de cada partido num sistema de primárias, a existência de círculos uninominais (com o direito de qualquer pessoa se submeter a eleição mediante a apresentação de um número mínimo de assinaturas), a possibilidade, nas eleições legislativas, europeias e locais, de na lista apresentada a sufrágio e dentro da votação em cada partido escolher o candidato da nossa preferência, o tratamento de uma vez por todas democrático e equitativo de todas as candidaturas pela comunicação social (é um escândalo a definição pelos patrões dos media de quais os candidatos que importam e de quais os irrelevantes…), o fim de um regime absurdo de referendo em que este só tem lugar apesar do povo o ter pedido, se os partidos concordarem com ele, o financiamento das campanhas referendárias nos mesmos termos das campanhas eleitorais, são algumas das medidas que tornariam possível, a bem da saúde do regime democrático e do envolvimento na causa pública de tantos hoje dela ausentes, o reencontro entre as movimentações destes e de outros cidadãos e os partidos políticos, o reencontros das democracias participativa com a representativa."
Nota. a quem me pedir posso enviar um pdf deste artigo.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

A entrevista de Sócrates

Não vi a entrevista de Sócrates (ontem à noite estive na Missa que assinalou o 28º aniversário do reconhecimento pontificio da Fraternidade de Comunhão e Libertação e o 5º aniversário da morte de D. Luigi Giussani, fundador do movimento)mas li os jornais e ouvi a rádio, além dos comentários dos colegas aqui no escritório.
E a sensação de incomodidade com isto tudo permanece...não sei explicar bem, mas é como se todo o barulho à volta deste "diz que disse" me parece não interessa nada (é coscuvilhice politica), revela o que o debate político tem de pior (agir sobre a escandalosa revelação de escutas e/ou segredo de justiça é cumplicidade com uma coisa perigosissima que hoje magoa o PS, mas um dia pode magoar outros ou a nós próprios...) e, sobretudo, passa ao lado do que são as questões fundamentais do momento político actual: a situação financeira do Estado, a má governação do PS, a fragilidade aflitiva da oposição, o debate sobre o que interessa (que projecto de sociedade temos, de onde partimos, o que queremos, como se defende a liberdade).
Além disso e do ponto de vista humano, mesmo não gostando da personagem (do primeiro-ministro), acho que há limites que não se devem passar e alguma agressividade injustificada com um homem que para ser criticado basta já o que fez.
Mas talvez isto seja "angelismo" político...?

terça-feira, janeiro 20, 2009

Quem votar PS vai votar a favor do casamento dos homossexuais

Que fique bem claro!
Em bom rigor não esperava tanta coragem de Sócrates que via mais interessado em engonhar e enganar o eleitorado católico e respectivos pastores...
Presto assim a minha singela homenagem a essa coragem publicando aqui o respectivo take da Lusa para registo futuro e prova evidente ;-)

PS/Congresso: Casamento homossexual será uma vitória de toda a sociedade portuguesa
- Sócrates
Lisboa, 18 Jan (Lusa) --

O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que a consagração dos direitos de uma minoria social [a homossexual] representará a vitória de toda a sociedade portuguesa, porque se traduzirá em mais tolerância e dignidade individual.
"Este é o momento para que o PS, no seu congresso nacional, afirme a sua vontade de propor à sociedade portuguesa o direito ao casamento civil para pessoas do mesmo sexo", declarou Sócrates na apresentação da sua moção de orientação política no Centro Cultural de Belém.
Perante uma enorme ovação de cerca de 300 militantes socialistas, José Sócrates defendeu que chegou agora o momento de se fazer o debate e a discussão com a sociedade portuguesa sobre casamentos homossexuais.
Para o líder socialista, trata-se de "eliminar uma discriminação histórica, que não honra nenhuma sociedade aberta".
Neste contexto, Sócrates lembrou que vários países já deram o passo de legalizar os matrimónios entre pessoas do mesmo sexo, dando como exemplos o Canadá, a Espanha ou a Bélgica e Holanda.
"Tanto quanto sei, depois de o fazermos no nosso país, não seremos o último a fazê-lo. Quero também dizer que os valores que nos inspiram quando propomos esta mudança aos portugueses são os valores de sempre que estão na matriz do PS", vincou.
De acordo com Sócrates, o debate sobre os casamentos homossexuais será feito "em nome da liberdade, da igualdade e da dignidade individual e da luta contra todos os tipos de discriminação".
"Dir-me-ão que estamos a falar de uma minoria; dir-me-ão que o problema é apenas de uma minoria, mas quero dizer o seguinte aos camaradas: o reconhecimento dos direitos e da dignidade de uma minoria é a vitória de todos, porque é a vitória da tolerância, da liberdade,
da igualdade e da dignidade de todos os portugueses", salientou.
PMF.
© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2009-01-18 20:45:01

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Reforma do sistema eleitoral: a mãe de todas as reformas!

Nunca será de mais insistir que muitos dos bloqueios à democracia existentes no sistema político provém do normativo eleitoral e da deficiente capacidade deste mecanismo para responder às exigências de uma politica participada e verdadeiramente representativa.
Por isso estudos como os de André Freire são uma benção!
E também por isso a iniciativa amanhã do Partido Socialista (sim, leu bem :-) na Assembleia da República é de saudar vivamente. Trata-se de um Colóquio sobre a Reforma do Sistema Eleitoral suscitado pela publicação do estudo atrás referido.
A seguir com atenção.
E também com a devida vénia às iniciativas de António José Seguro o grande autor e impulsionador da última reforma do parlamento que posso testemunhar de experiência própria corresponde a uma necessidade real com medidas justas e adequadas.
Que pena eu tenha que no centro-direita ainda não se tenha percebido isto...!?

quarta-feira, novembro 19, 2008

E que tal tirar de certeza a maioria absoluta ao PS?

Haja garra, bom senso e trabalho, protagonistas credíveis e coragem política, e não há razão para o PSD não ganhar as eleições. É preciso que o queira, que dê espaço e voz a quem é capaz de estar assim na política, deixe-se de vergonhas e, sobretudo, perceba que é diferente do PS.

Mas como não sabemos (ainda) se assim acontecerá ou não, há outras formas de pelo menos tirar a maioria absoluta ao Partido Socialista (e impedir muitos e enormes erros nas questões civilizacionais, já agora...:-).

A que reproduzo abaixo e me chegou pelo meu amigo Acácio Valente de Vila Real é uma delas: trata-se de um email que está a ser espalhado pelas redes e endereços de professores. E diz assim:

Reencaminhem para atingir os 140 mil professores e educadores e... todos os outros mal tratados por este PS.

A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, dizo Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, oGoverno nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem deaprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quempresta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novoestatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras queproduzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem temvencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partidotivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teriaa maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150 000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Senas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professoresvotarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partidonunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana dedevolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve,Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativasdirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer àesquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioriaao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que osprofessores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seusfilhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e jásão mais de 500 000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é paracontinuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet,que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78 125.
Se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

[nota minha: e como se "joga" com as repetições? :-)]

quarta-feira, setembro 03, 2008

O centro da oposição ao PS somos nós! :-)

Na entrada de férias, 2 de Agosto, a minha amiga Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, publicou o artigo abaixo que além de fechar com chave de ouro um ano de combates, acaba por provar factualmente como a oposição ao Governo e ao PS tem o seu centro nevrálgico nos movimentos civis a favor da Vida e da Família, porque é aí, nas questões de civilização, que mais lhes dói encontrar resistência e alternativa...

Leis emblemáticas na governação socialista

As reformas emblemáticas que José Sócrates escolheu para definir a sua governação estão longe de ser consensuais
O primeiro-ministro elegeu como "reformas" emblemáticas do seu consulado a lei da PMA (reprodução artificial e uso de embriões humanos), a lei do aborto e a lei do divórcio. Disse-o perante o Congresso da Juventude Socialista [que teve lugar no fim de Julho no Porto]. A simbologia destas leis, que o primeiro-ministro quis realçar, não se compara com as centenas de outras que a governação socialista tem feito nas áreas da economia, da justiça, do ambiente, etc. Por isso o primeiro-ministro tem razão quando as elege para definir a sua governação...Mas estas não são leis de consenso. Pelo contrário, trazem à ribalta os debates mais acesos da actualidade em todo o mundo. A protecção da vida humana desde a concepção, o eugenismo, o comércio e experimentação em embriões, o aborto e a protecção do casamento e da família estão na ordem-do-dia. Em Itália, a campanha eleitoral que levou ao poder Berlusconi começou com o tema do aborto; em Espanha, o PP de Rajoy proibiu que a campanha versasse sobre a família e a protecção da vida humana; e, nos EUA, o debate sobre estas matérias está agora a levantar-se entre os candidatos à Presidência.Em Portugal, as referidas leis (PMA, aborto, divórcio) não passaram sem contestação social. Face à matriz social do país e à radicalidade das soluções legislativas, muitos foram os que, na sociedade civil, as têm contestado. São leis fracturantes, que o actual primeiro-ministro pretende levar pela frente "custe o que custar". Seguir-se-á o casamento para os homossexuais... e a eutanásia...Quem ousou, nestes três anos, de forma sistemática e firme, levantar o escudo para que aquelas leis não fossem aprovadas?Quem, na lei da PMA, teve uma posição firme e sustentada que levou ao Parlamento a primeira Petição de Referendo, de iniciativa popular, na história da democracia portuguesa? Quem, por todo o país, fez debates, acções de rua e distribuiu informação para que esta não tivesse sido aprovada no silêncio do Parlamento? Quem continua a invocar a ilegitimidade de uma lei (PMA) que no Tribunal Constitucional aguarda a declaração de inconstitucionalidade?Quem, ao longo de mais de dez anos, travou a legalização do aborto, em cada investida feita? Quem, no referendo, apelou à organização dos 15 grupos cívicos que, por todo o país, fizeram uma campanha que remou contra todos os poderes instituídos? Quem pediu a universitários, advogados e magistrados que, num curtíssimo espaço de tempo, fizessem algum esclarecimento sobre a lei do divórcio? Quem levou ao Parlamento uma Petição Popular para fazer parar a tão injusta lei do divórcio? A lei ainda não está promulgada...Em bonitas e fundamentadas páginas de História do século XIX, Vasco Pulido Valente (em Ir para o Maneta) demonstra como foram vencidas as Invasões Francesas. Só com a revolta popular, que se organizou em muitos pontos do país, foi possível vencer o invasor e a destruição. Hoje, os movimentos cívicos, de forma sistemática, têm levantado os escudos para travar o avanço das "leis emblemáticas do consulado socialista".Os movimentos cívicos que, em Portugal, defendem a subsidiariedade, a liberdade de educação, a família, a vida e a liberdade religiosa estão a fazer uma estrada.Foi neles que o PS encontrou a sua oposição. É com eles que Portugal pode contar para uma sociedade mais humana, livre e democrática.
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

quinta-feira, novembro 22, 2007

Homossexuais nas famílias de acolhimento?

Da entrevista no Público de Idália Moniz ("Ser família de acolhimento é um acto de generosidade"), Secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, no passado dia 12 de Novembro: "Pergunta: Casais homossexuais poderão candidatar-se a esta figura [famílias de acolhimento]?
Resposta: O que esta lei é: [pode candidatar-se] uma família que resulta de um contrato de casamento, uma pessoa singular, ou duas pessoas em união de facto ou em economia comum"!!
Pobres crianças...mas também que desnorteamento humano e político! E que pobreza de tantos que no PS tinham obrigação de estar mais atentos...