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segunda-feira, março 11, 2013

Troika: mais um ano mas não chegou a tempo




Parece certo que a Troika terá dado mais um ano ao programa de ajustamento para se chegar ao défice desejado. E também que pouco a pouco as condições do empréstimo (que é bom recordá-lo foi a única forma de Portugal não ter caído na bancarrota, o que teria sido incomparávelmente mais trágico...) se vão moderando entre a constatação de que somos um bom e cumpridor devedor e também que havia muitas condicionantes não previstas e efeitos indesejados nas medidas de austeridade. Tudo somado parece estar de parabéns este Governo e como um todo, o país e as suas gentes, as famílias e cada um de nós. Deus nos ajude daqui para a frente a sairmos do buraco em que nos precipitámos...

Mas um facto hoje tornado público no jornal Correio da Manhã (o de um pai desesperado, desempregado, que se suicidou ontem juntamente com o seu filho de tenra idade), um facto terrível, um drama sem nome, veio também mostrar o lado não-estatístico, puramente humano, da crise, da austeridade e das suas consequências. Ou seja, a distância que vai dos progressos que acima se constatam, à vida real das pessoas. Dos sucessos macro-económicos às vidas nossas, quotidianas, micro-económicas. E enquanto uma prece se eleva aos Céus por este pai e por este filho, pela mulher e mãe, pelas suas famílias e comunidades, junta-se uma outra por aqueles que nos conduzem, pela sua clareza e inteligência de juízo, pela sua capacidade de atender às vidas reais, a que nenhum manual de economia ou declaração política pode socorrer, para que sob a sua pesada missão (de nos conduzir seguros fora desta tempestade) possam também encontrar as formas de que o desespero não atinja as franjas mais frágeis e desprotegidas. Uma missão que não é só deles, mas nossa também, que àquela angústia (a pior que um homem pode sofrer, a de não ver como sustentar a sua família) não fomos também capazes de chegar e atender e pela amizade, companhia operativa e solidariedade activa, ocorrer...




terça-feira, setembro 25, 2012

Liceu Camões: subsidiariedade em acto



A notícia já têm cinco meses mas a exemplaridade justifica que se lhe dê o devido destaque. Porque mais um exemplo de como as pessoas e as comunidades não têm de estar à espera do Estado para resolver os seus próprios problemas. E é mais uma demonstração de como a Crise pode ser uma oportunidade de mudança. Estava assim no Correio da Manhã de 21 de Abril de 2012:

Escola ainda não foi requalificada

Alunos, pais e professores pintam Liceu Camões como protesto

Uns pintam, outros lixam paredes, outros limpam. A palavra de ordem é deixar algumas salas de aula da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, mais bonitas e confortáveis e fazer disso um protesto por o estabelecimento não ter sido ainda requalificado.
 
A iniciativa, tal como explicou à Lusa a subdirectora da escola, não partiu da direcção, mas dos alunos, pais e professores que resolveram passar este fim-de-semana a pintar 24 salas de aula e melhorar assim as condições da escola, antigamente chamada Lyceu Camões.
De acordo com Lina Precatado, o edifício centenário, da autoria do arquitecto Miguel Ventura Terra, "está a precisar urgentemente de obras" e esta foi a forma encontrada para chamar a atenção, não só da sociedade civil, mas essencialmente da tutela, para a necessidade de intervenção na escola.
"Este edifício tem cem anos, é um edifício lindíssimo, continua a servir do ponto de vista pedagógico como a maior parte de muitos edifícios modernos não respondem, mas, se fizerem uma visita, verificam que a própria estrutura da escola tem fendas, há tectos que estão a cair, passa-se muito frio, os estores estão todos a cair", apontou.
A responsável sublinhou que há mesmo um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com "conclusões muito claras" que aponta que "a escola precisa de obras de fundo".
Lina Precatado ressalvou que a escola "esteve para entrar em obras da Parque Escolar diversas vezes", mas as intervenções foram sendo sucessivamente adiadas até serem finalmente suspensas, apesar de haver já um projecto aprovado pela entidade que gere as obras de reestruturação das escolas.

segunda-feira, julho 30, 2012

Passos Coelho e as eleições


As declarações de Passos Coelho sobre as eleições e o interesse nacional vieram provar que neste país quem nunca se envergonha é a estupidez. No caso a estupidez de alguns comentadores, políticos e outras aves raras que rasgaram as suas vestes com as declarações do nosso primeiro-ministro (como tão bem o explica quer Vasco Pulido Valente, acima no Público, quer Luis Marques Mendes, hoje no Correio da Manhã). O que vale, já agora, suspeito, sob minha responsabilidade, é que felizmente Pedro Passos Coelho se estará saudavelmente a lixar para essa mesma estupidez dos seus detractores...;-)

Também sobre o mesmo assunto o meu amigo José Limon Cavaco escreveu esta nota que me autorizou a colocar neste Blog:

DA DESONESTIDADE INTELECTUAL DO DR. ZORRINHO

Vasco Graça Moura na sua crónica de ontem “O cardeal e o dr. Zorrinho” trata a interpretação que o dr. Zorrinho fez das suas palavras como fruto de iliteracia. Mas não era iliteracia, era bem pior, era desonestidade intelectual.

A desonestidade intelectual está para a opinião como a mentira está para o facto. Passo a detalhar. A mentira corresponde a uma declaração voluntariamente contrária à percepção que o declarante teve de certos factos, isso fazendo porque tem um benefício nos efeitos práticos dessa falsa declaração.

A desonestidade intelectual, por seu turno, corresponde à expressão de uma opinião contrária àquilo que o opinante sabe ser correcto, isso fazendo porque tem igualmente um benefício nas repercussões dessa opinião voluntariamente errada.

Ora, ontem o dr. Zorrinho incorreu novamente em desonestidade intelectual quando, comentando as palavras de Passos Coelho, disse que “quem se está a lixar para as eleições também se está a lixar para os eleitores”. O dr. Zorrinho sabe perfeitamente que o que Passos Coelho estava a sugerir era que tomaria medidas impopulares para o bem geral do portugueses, mesmo que isso significasse o seu sacrifício nas próximas eleições. Até um lobotomizado, ao ouvir essas palavras, e mesmo que duvidando da sua sinceridade, bateria desajeitadas palminhas de gáudio pela sua compreensão… 

No entanto, apesar de saber que estava errado mas porque rudemente pretendia suscitar uma qualquer revolta demagógica contra Passos Coelho, o dr. Zorrinho conferiu às palavras deste o sentido absurdo de que o que este queria era a todo o custo fazer mal aos eleitores, não lhe interessando o que estes pensavam sobre isso. Esta interpretação afronta até os remanescentes neurónios do triste lobotomizado.      

A mentira é o cancro da linguagem, mas a desonestidade intelectual é o cancro da liberdade de expressão. 

quarta-feira, março 07, 2012

Cardeal Monteiro de Castro: e se tiver razão...?




Hoje no Público Laura Ferreira dos Santos (a Odete Santos do debate da Eutanásia...;-) atira-se "como gato a bofe" ao Cardeal Monteiro de Castro. A "razão" são as declarações que foram notícia no Correio da Manhã (aqui) e no Público (aqui) aquando da sua nomeação. E que suscitaram uma barragem de fogo do politicamente correcto sobretudo do lado da ideologia da igualdade de género (um género de igualdade para o qual, sinceramente, não há paciência...;-)

Lendo o artigo de Laura Ferreira dos Santos ocorreu-me no entanto uma pergunta: e se, por acaso (se quiserem uma hipótese em um milhão), as vocações do homem e da mulher forem de facto distintas e a ida desta última para o mercado de trabalho (em geral) tiverem sido de facto um erro...? E se, de facto, o plano original de Deus ou do acaso ou da natureza, ou de qualquer outra fonte, tivesse sido uma diferença e nessa estivesse compreendida a dedicação da mulher à casa, á família, à prole...?

Olhando para o panorama actual isto parece de facto um disparate e/ou uma utopia. Mas, e se não for...? E, por cima da resposta que se dê ao assunto, porque não se pode falar sobre isso, interrogarmo-nos e reflectirmos?  Um pouco mais de liberdade é o que necessitamos. Homens e Mulheres...



quinta-feira, janeiro 12, 2012

Serviços (pouco) Secretos

O artigo de Manuel Catarino, subdirector do Correio da Manhã, expressa melhor do que eu seria capaz a maior das preocupações que na matéria eu tenho em relação aos serviços de informações portugueses pelo que se vai sabendo pela comunicação social e dando já o devido desconto aos exageros...

As interrogações são múltiplas: sobre as verificações de segurança que são feitas à entrada e durante a permanência nos serviços, sobre a utilização que é dada à informação que circula nos mesmos, quanto à influência que a pertença a essa "associação civica" (na surpreendente definição de Marcelo Rebelo de Sousa no último Domingo...!?) possa jogar na definição dos objectivos operacionais de recolha e produção de informação, etc...

Sem falar na humilhação dos nossos serviços junto dos seus congéneres estrangeiros (ocorre a lembrança de situações idênticas dos MI-5 e 6 em relação aos serviços dos Estados Unidos aí em consequência de bem sucedidas infiltrações dos serviços soviéticos e que Le Carré tão bem descreve) e até a situação de insegurança que esta debilidade propicia.
Mas enfim. Como sempre na vida das pessoas e da sociedade este mau período passará e para o futuro ficarão as lições correspondentes...assim seja! ;-)

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

A noticia de hoje sobre Pedro Santana Lopes

A noticia de hoje no Correio da Manhã sobre Pedro Santana Lopes é inacreditável. Basta lê-la para perceber que não tem pés nem cabeça o título da mesma. Mas entretanto as pessoas (e aqui ele mesmo) vão sofrendo com este jornalismo que não cuida o minimo da responsabilidade do que faz e diz...
Não sei se alguma coisa na sua vida, de Santana Lopes, justificaria ele passar pelo purgatório (a mim bastam-me as minhas, das dos outros não cuido), mas com coisas destas e o sofrimento que trazem, fica tudo mais do que descontado...! ;-)
Muito bem sobre isto o post de José Paulo Fafe.