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sábado, junho 16, 2012

E na Natalidade...não se pensa? II




Hoje na última página do Público Vasco Pulido Valente a propósito da situação do ensino superior em Portugal (e a proliferação de cursos) conta no seu artigo (a que se refere este blog) que o actual Ministro da Educação terá mandado encerrar alguns cursos, entre os quais os de educadoras de infância e de professoras do ensino básico.
Não me deterei aqui (até por falta de informação suficiente) sobre a estranheza que me causa que a existência de cursos seja decidida por despacho ministerial e não por decisão das famílias que os procuram, ou não...
O que me interessa no caso é chamar a atenção para as consequências práticas da actual falta de natalidade no nosso país. No caso, o desemprego de quem ensinaria nessas faculdades e a falta de perspectiva para essas profissões, devido à pura e simples inexistência de crianças a nascer...
No mesmo sentido (deste alerta) apareceu e bem a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas a comentar a recomendação da OCDE para o aumento da idade da reforma. Diz a APFN no seu comunicado (por palavras minhas aqui no post): "a questão não está aí, mas na falta de crianças e por isso de contribuintes para o sistema". Bem observado!

terça-feira, junho 12, 2012

E na Natalidade, não se pensa...?

Este fim de semana num casamento contava-me um padre meu amigo que uma tia deste no dia seguinte à saída de um sobrinho lhe perguntou o que tinha ele feito na noite anterior. E este sobrinho contou-lhe que tinha ido sair com amigos, que tinham ido a um determinado local público. E a tia perguntou-lhe o que se fazia nesse sitio. E o sobrinho respondeu que lá se podia comer, que se estava com os amigos, bebia, dançava, fumava, etc. No fim da descrição, rematou a tia a pergunta: "E nesse sitio, na vida eterna não se pensa?"
Vem esta história a propósito da noticia hoje vinda lume de que a "OCDE quer reformas depois dos 67 anos". A razão é a da (in)sustentabilidade em Portugal e em outros países do sistema de Segurança Social. O "engraçado" da coincidência é que em nenhum ponto do artigo é referido como uma das razões da actual situação o grave défice demográfico que temos em Portugal e em tantos outros países.
Daí a pergunta: e na Natalidade, não se pensa?