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quarta-feira, setembro 12, 2012

Novas medidas de austeridade: Paulo Portas



Fiquei muito surpreendido com as declarações ontem de Paulo Portas (declaração de interesses: fomos colegas no São João de Brito, tenho-lhe amizade e também admiração pelo seu percurso político) porque nas mesmas pareceu colocar-se na mesma posição de quem não faz parte do Governo: "até agora não falei por patriotismo, estava a decorrer a visita da Troika, vou ouvir os militantes e depois direi o que penso do assunto"...?

Ora, isso não faz muito sentido...por um lado porque é impensável não tenha participado na formação das decisões anunciadas primeiro por Passos Coelho e depois por Vitor Gaspar (coligação e integração no mesmo Governo oblige...). E por outro porque não dando habitualmente "ponto sem nó" não se percebe exactamente porquê e onde pretende chegar...Aguardo por isso com grande expectativa quais os passos seguintes...

Nota final: percebe-se por vezes no CDS uma preocupação natural de distinção do seu parceiro de coligação. Mas vejo com dificuldade que essa diferença possa ser marcada senão nas questões da chamada agenda Mais Vida Mais Família (defesa da Vida e promoção da Família, Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade) onde curiosamente nos últimos anos tem havido grande timidez do PP à custa da qual o PSD já teve ganhos políticos concretos (na última campanha eleitoral para as legislativas Passos Coelho descolou nas sondagens a partir do momento em que manifestou abertura a uma revisão da lei do aborto e à realização de um referendo sobre a matéria se tal fosse proposto por iniciativa cidadã).

segunda-feira, abril 28, 2008

As Directas no PSD

Além de serem decisivas para o partido as Directas no PSD são decisivas para o país. Por isso além da curiosidade sobre os resultados (veja-se raciocinio de uma das candidaturas na crónica de Pedro Santana Lopes na TSF) a grande questão é que programas para o país vão apresentar os candidatos. E dentro desses programas que espaço será dado às questões da chamada "agenda católica": liberdade de educação e religiosa, vida e família, subsidiariedade.
Porque se estas Directas forem só para ajuste de contas e rancores quem perde não é só o partido (por definição um mero instrumento e por isso salvo alguma recordação sentimental ninguém lamentará o seu desmoronar) mas sim Portugal.
Na verdade, num momento em que a liberdade se vai perdendo e os valores que fundaram a nossa civilização atacados que interessa o resultado se dele não sair uma alternativa política real e concreta ao Partido Socialista?
Nota: continuo convicto (sem disso retirar consequências para um alinhamento que ainda não tenho) que enquanto o PSD não souber incorporar ou digerir o seu último período de governação (no qual quase todos os contendores estiveram implicados) não haverá forma de os portugueses o voltarem a escolher. Ou então (mas isso não se vê como) os protagonistas são completamente alheios a essa parte da história (o que implica uma ruptura geracional que até agora não se produziu) e podem partir da estaca zero.
A seguir...