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sexta-feira, abril 04, 2014

De partida para fim-de-semana: a Dívida portuguesa e Sarah Palin no Tonight Show

Recomendo a leitura do editorial de José António Saraiva no Sol de hoje. Chama-se "O Manifesto e os 'caloteiros'". O juízo parece-me acertado e só tenho uma coisa a acrescentar: alguém já se deu conta de que uma boa parte (a maior creio...?) da dívida portuguesa está nos bancos portugueses, ou seja, na mão dos aforradores portugueses, isto é, nas mãos de cada um de nós...? E que sendo esse dinheiro, essa poupança, nossa, um corte na dívida, significa na realidade, um corte no nosso património...?
(isto dito e por dever de amizade e admiração com a devida vénia a António Bagão Félix cujo serviço do bem comum e altíssima categoria intelectual e moral qualquer ilação negativa não deve recair sobre a sua pessoa e que me desculpem os leitores mas a amizade sempre me obrigará à ressalva...;-)

Mas como estamos de partida para fim-de-semana nada como iniciar desde já o descanso e divertir um pouco com esta pequena parte do Tonight Show com Sarah Palin e um lamento por nos faltarem em Portugal no centro-direita muitas personalidades assim: descontraídas, convictas, certas, descomplexadas e ainda por cima, bem bonitas...!



terça-feira, março 25, 2014

Manifesto da Realidade: porque apoio este Governo

O PSD-Lisboa teve a iniciativa brilhante de lançar a campanha a que chamou Manifesto da Realidade por oposição aos Manifesto dos 70 e Manifesto dos 74 economistas estrangeiros, surgido em apoio ao primeiro.
Com a devida declaração de interesses de que nutro por Antonio Bagão Félix uma grande amizade e profunda admiração, não me parece o respectivo manifesto pudesse ter acolhimento maior do que teve. Por uma simples razão: é verdade teremos nos próximos anos, aqui e lá, de gerir a nossa dívida com a maior prudência e zelo, mas isso  já o nosso Governo está a fazer e continuará. Como deve: no âmbito dos encontros e negociações com os credores e não na praça pública. Existem exemplos concretos de que já o fez, aliás. Infelizmente nesse manifesto (com outra devida vénia a António Bagão Félix renovando a declaração de interesses acima) quem se encontra, com excepções, são ou responsáveis por essa mesma dívida, ou ressabiados com a actual direcção do PPD/PSD ou seus inimigos fidagais (Louçã à cabeça). Isto é, não é a partir do manifesto que se pode ajudar o país a sair da actual situação em que se encontra...
É por esta entre outras que apoio este Governo apesar de nos campos em que mais me empenho (Família e Vida) ser de uma tibieza que brada aos céus...
Quanto ao vídeo da campanha Manifesto da Realidade,aqui está:


sábado, março 30, 2013

Da Dívida, do Memorando, da Alemanha e da Troika

Não faças aos outros o que não querias te fizessem a ti...!?



Esta fotografia está aqui no Facebook.

23 de Fevereiro de 1953 - 60 anos !!!!
Faz hoje 60 anos - Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.

O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situacao de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos paises endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais

Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.

domingo, dezembro 04, 2011

Crise, divida publica e responsabilidades

Está colocada online uma Petição a pedir o julgamento do anterior Primeiro-Ministro pelas responsabilidades do seu Governo na duplicação da divida publica do país. A petição já tem quase 30 mil assinaturas.
Parece-me:
- são devidas todas as vénias a quem (Manuela Ferreira Leite, Tavares Moreira, Medina Carreira, etc.) há muito nos alertava de que estavamos a caminho do abismo;
- em democracia (salvo no que respeita a actos ilicitos) a sanção ou o prémio exerce-se nas urnas
- não se sai da crise a fazer lista de culpados e eventualmente persegui-los e castigá-los. Sai-se da crise olhando-a de frente, percebendo as oportunidades de mudança que ela oferece, etc.
- goste-se ou não, e com excepção de não significativos assaltos à mão armada nos gastos públicos, os "culpados" e beneficiários da divida publica fomos nós todos em infraestruturas publicas, prestações sociais, confortos económicos vários e por termos vivido como habitantes de paises ricos, sem ter os meios para tal

sexta-feira, junho 04, 2010

Orçamento e Dívida Pública: já no Império Romano...!

De um amigo recebi esta citação que dou por boa:

“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.

As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.

Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.

As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

Marcus Tullius Cícero - Roma, 55 a.C.