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domingo, fevereiro 01, 2015

Primárias no PSD: tempo de avançar...!



Já aqui antes referi o assunto das primárias no PSD e como considero o tema fundamental para a renovação do partido, uma actuação mais eficaz, o vingar do primado da política e o método democrático por excelência.

Hoje no Público a propósito do movimento Tempo de Avançar lá está a proposta de "eleição uninominal preferencial de candidatos a deputados" e no mesmo jornal a notícia de que "PS aprovou primárias para todas as eleições". Graças a Deus parece-me inevitável a questão se venha a colocar no PSD e mais cedo do que tarde. Nessa altura falaremos, porque nessa altura o centro-direita terá finalmente um tempo novo, de que tanto carece...

segunda-feira, março 10, 2014

Co-Adopção: quem tem medo do referendo?

Co-adopção: quem tem medo do referendo?

ANTÓNIO PINHEIRO TORRES  Público, 10/03/2014
Na política, como na vida, o medo é sempre mau conselheiro.
Por circunstâncias da minha vida tornei-me uma testemunha privilegiada da experiência democrática dos referendos. Integrei a liderança de um dos lados em dois deles (aborto em 1998 e 2007) e fui director de campanha de duas Iniciativas Populares de Referendo (2006 e 2010). Pude assim assistir e participar na fantástica libertação de energias cívicas que todas essas ocasiões proporcionaram.
Independentemente do lado que cada um então integrou, o debate intenso e apaixonado, a mobilização de uma inteira sociedade, as realidades associativas que estes suscitaram, o conhecimento aprofundado dos temas subjacentes, foram frutos constantes dessas experiências. Constato porém que apesar disso no corrente debate sobre a realização de um referendo sobre a co-adopção e a adopção gay, o instituto mete medo a muitos.
Mete medo, primeiro que tudo, a quem no fundo lhe deu causa quando abusando do mandato parlamentar, porque sem programa que o autorizasse, decidiu impor a sua vontade (minoritária no próprio partido) invocando uma consciência que o eleitorado não sufragou. Na verdade e em Portugal vota-se numa lista de candidatos e não, como em outros países e sistemas, em candidatos escolhidos pelo método da preferência, e onde, aí sim, os candidatos dão a conhecer a sua consciência e os eleitores a sufragam ou não com o seu voto.
Mete medo a todos aqueles para quem o referendo só é adequado se servir os próprios propósitos: exige-se quando não se gostou do resultado do anterior, nega-se quando se tem maioria no parlamento (ou se sonha ou deseja com muita força tê-la). Os mesmos que se agitam contra o referendo da co-adopção e da adopção gay são aqueles que em 2006 o recusaram na procriação artificial (pedido por 82 mil cidadãos) e em 2010 o recusaram no casamento gay (pedido por 92 mil cidadãos). Como já o tinham recusado em 2001 para a despenalização do consumo da droga (65 mil cidadãos) e berrarão contra o mesmo em qualquer tema da sua agenda de experimentação social.
Mete medo também a quem prefere prosseguir objectivos em terreno propício (os media, os corredores do parlamento, os esconsos das instituições governamentais) a vir a campo, de cara descoberta, terçando razões, esgrimindo argumentos, testemunhando a sua experiência, indo ao encontro das pessoas reais que habitam as nossas aldeias, vilas e cidades, e humildemente submetendo-se ao juízo que estas venham a fazer sobre a questão em disputa. Ou seja, têm medo, todos aqueles que independentemente da sua orientação, posicionamento e pertenças, estão tão convencidos da sua superioridade moral e politicamente correcta, que consultar o povo é uma maçada insuportável.
Mete medo, porque acontecendo o debate, existe a possibilidade de que aí se torne claro que com a co-adopção não se visa mais do que dar cobertura legal a duas práticas que uma lei do tempo do Partido Socialista proíbe: a inseminação artificial e as barrigas de aluguer. Ou dar cobertura legal a adopções individuais obtidas em fraude á lei (que interdita estas, por uma lei do tempo do Partido Socialista, quando por uniões do mesmo sexo). Ou, pior, com o debate, fique bem demonstrado que não existe qualquer problema com o cuidado ou a tutela legal das crianças que vivem integradas nessas uniões, mesmo na circunstância mais dramática da morte, como quem tem a prática dos tribunais e do direito dos menores e da família, bem sabe e testemunha.
Mete medo, por fim, o facto de se poderem realizar dois debates num só (que se trata de um só tema dizem-no os próprios proponentes do projecto no seu preâmbulo). E, mete medo no debate da adopção gay se possa tornar evidente como estando uma criança numa instituição para ser adoptada e existindo um casal (um homem e uma mulher) para a adoptar não há dúvida nenhuma (porque a psicologia assim o diz e, o bom senso o torna evidente) que não faz qualquer sentido entregar essa criança a uma união do mesmo sexo. Não porque estas sejam incapazes de cuidar de uma criança mas porque não se justifica oferecer a uma criança abandonada, senão o melhor e o ideal. E porque se sabe que não faltam casais (homem e mulher) dispostos a acolhê-las.
Mas na política, como na vida, o medo é sempre mau conselheiro. E quando se aproximam os 40 anos do 25 de Abril não vejo melhor forma de celebrá-lo na sua vertente de liberdade política do que realizando este referendo em que o medo do debate de uns não se sobreponha à vontade livre e maioritária que todos poderemos ser chamados a exprimir.
Dirigente de movimento cívicos desde 1997

segunda-feira, março 11, 2013

Berlusconi ou do desprezo da esquerda pelo povo



Hoje Berlusconi tinha uma nova audiência em tribunal, uma das muitas da ofensiva contra ele da magistratura italiana. Um grupo numeroso de deputados e senadores, recém-eleitos pelo Popolo della Libertá, manifestou-se em solidariedade com ele, como mostra a fotografia acima.

A polémica, as reacções e o escândalo disto tudo estão a ser bem cobertos pelo Corriere dela Sera como se pode ver aqui.

A mim o que me escandaliza é além do moralismo contraditório da esquerda (estou farto de ver os próceres da liberdade sexual a perseguir a vida privada de Sílvio Berlusconi), a constatação de que esta de facto se está nas tintas para o povo e manifesta pelo seu voto (um terço dos eleitores, 10 milhões, votaram no seu partido, o PdL) um desprezo que não apenas é incompreensível (para quem ainda tiver ilusões sobre as convicções democráticas desse lado do sistema político...) como se arrisca a virar-se contra a própria...

Na verdade...e se não for mesmo possível encontrar uma solução para a actual crise italiana e tiver de haver novas eleições gerais e nestas o PdL superar os 0,4% que o afastam do PD e vencer inequivocamente as eleições? Vão continuar a chamar a Berlusconi e aos que se reconhecem no seu partido (o que não equivale dizer que se reconhecem na sua vida privada ou empresarial) "palhaços"? Muito me ria se fosse isso que acontecesse, que o PdL ganhasse as novas eleições...!

quinta-feira, março 07, 2013

Lincoln: também assim um dia o aborto acabará...!




Vi ontem o "Lincoln". Grande filme!

Para alguns será apenas um (óptimo) filme histórico. Mas para quem desde há uns anos está empenhado na abolição da escravatura do aborto é muito mais do que isso: um filme sobre as nossas lutas, sobre as nossas vidas, sobre as nossas aspirações. Um filme sobre o valor incomparável da dignidade humana e também um filme muito interessante sobre o realismo em política.

E se isto não fosse já suficiente para recomendar o mesmo, é também um filme impressionante para ver como desde sempre foi igual a vida de um representante eleito, seja nos Estados Unidos ou em Portugal. As cenas sobre a angariação de votos parlamentares e as pressões das direcções de bancada, reproduzem fielmente o que eu já testemunhei quando passei pelo parlamento e no acompanhamento que desde então fiz de diversos grupos parlamentares aquando da discussão das chamadas leis fracturantes. Com uma diferença: é que o deputado português é tão pouco livre, que nem ao menos a liberdade de se deixar "vender"* tem..."problema" que não resulta da sua integridade moral mas de que depende totalmente do chefe do partido e de quem o rodeia, e não, como nos Estados Unidos, de quem o elege directamente...

* "Vender" no sentido de poder mudar de posição, contrariando a linha dominante da sua bancada, em resultado de uma negociação política que pode passar pelo apoio cruzado em propostas legislativas ou concessão de benefícios à sua região, apoio na sua reeleição, etc.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Miguel Relvas e Grândola Vila Morena




Vi hoje de manhã algumas imagens sobre o encontro de ontem, do Clube dos Pensadores com Miguel Relvas, no Porto. A reportagem daquele clube e encontro está aqui.

Parece-me que Relvas esteve bem a enfrentar uma parte da audiência, claramente hostil, que depois de entoar o Grândola, Vila Morena, se dividiu entre o insulto (uma atitude muito pouco inteligente) e as perguntas acutilantes mesmo se às vezes na fronteira entre a provocação e a ofensa. A tudo isso Miguel Relvas reagiu bem, juntando-se ao coro, ou respondendo taco a taco.

Devo confessar que sempre me deu um gozo particular enfrentar audiências hostis porque dá a possibilidade de lhes dizer aquilo que em circunstâncias normais não estariam dispostos a ouvir, desfazer alguns mitos, entrar em contacto com sectores que em circunstâncias normais não aconteceria tal e desmontar os argumentos mais básicos. No fim, muitas vezes, se acaba rodeado de respeito e simpatia. E, também é verdade que o desabafo é um direito constitucional...;-)

Concluindo: deste episódio o Ministro saiu-se bem e a má-criação pura e simples saiu-se mal, deixando má imagem de uma contestação que é natural exista e que tem de ter também democraticamente o seu espaço. E em 2015 quem quiser pôr este Governo na rua terá a sua oportunidade. Até lá, vão (a oposição) ter que se acomodar...

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Cameron e União Europeia: extraordinária atitude política




As notícias de hoje sobre o discurso de Cameron são tão importantes...! Não só pela razoabilidade da proposta feita aos britânicos como pela demonstração de apego à democracia e liberdade que significam. Para além de que este pode ser um momento importantíssimo em que a ideia da Europa é devolvida à sua matriz original, ofuscada pela violência dos burocratas de Bruxelas e pela cegueira ideológica da maior parte dos governantes europeus no que a estas matérias respeita. É uma esperança e um exemplo esta atitude de Cameron. Assim haja em Portugal quem o secunde e com ele aprenda. Assim no nosso centro-direita cresça uma corrente de europeísmo razoável com o princípio da subsidiariedade no seu centro!

A notícia abaixo é retirada do Público de hoje (os sublinhados a negrito são meus):

Cameron promete referendo sobre a UE depois de 2015


Líder do Governo britânico avançará com consulta popular se continuar no cargo na próxima legislatura.

David Cameron, primeiro-ministro britânico, prometeu nesta quarta-feira ao seu eleitorado um referendo "sim ou não" sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), a realizar depois das próximas eleições legislativas de 2015.
Num muito esperado discurso sobre a sua posição sobre a Europa, virado sobretudo para o eleitorado conservador, Cameron especificou que o referendo ocorrerá apenas se continuar como primeiro-ministro depois de 2015, prometendo realizá-lo no início da próxima legislatura.
Antes do referendo, o chefe do Governo britânico quer uma renegociação dos termos da participação do Reino Unido na UE, deixando implícito que quer uma devolução de algumas competências da esfera europeia para a nacional. Apesar disso, não disse que áreas tem em mente, mas frisou que os novos termos da presença do país na UE terão "o mercado interno no seu coração".
Pelo caminho, atacou as regras de protecção social – que em sua opinião "prejudicam o mercado de trabalho" britânico –, o método de decisão comunitário "esclerosado e ineficaz", a UE "burocrática", "o gigantesco número de dispendiosas instituições europeias periféricas" e a Comissão Europeia, que "se torna cada vez maior".
Segundo Cameron, a sua "preferência" é convencer a totalidade da UE a mudar e a evoluir da forma que considera adequada. No entanto, se não for possível, então o país deverá renegociar com os parceiros uma situação especial para si em função dos seus interesses, defendeu.
Neste contexto, a questão que pretende colocar aos britânicos em referendo será "uma escolha real entre sair ou permanecer, parte de um novo acordo no qual a Grã-Bretanha define e respeita as regras do mercado interno, mas está protegida por salvaguardas justas e livre das regulamentações espúrias que prejudicam a competitividade da Europa". A escolha será entre "ficar na UE com base nos novos termos, ou sair pura e simplesmente". Ou seja, "será um referendo '"dentro ou fora'", vincou.
Esta renegociação, disse, deverá ser concretizada no quadro da alteração dos tratados europeus que Cameron acredita que será levada a cabo pelos países da zona euro para aprofundar a integração necessária para resolver a crise da dívida.
Se conseguir o que pretende dos parceiros, Cameron garantiu que fará campanha "com todo o [seu] coração e alma" para o país permanecer na UE. O calendário que propôs permitirá o tempo necessário "para um debate adequado e fundamentado". "No final deste debate, o povo britânico decidirá", enfatizou.
Ao invés, frisou, a realização do referendo imediatamente, como é pedido pelos eurocépticos do Partido Conservador, sobre a permanência ou saída do país da UE, "seria uma escolha totalmente falsa".
Cameron teve o cuidado de deixar claro que uma eventual decisão de sair da UE não libertará o país do impacto das decisões comunitárias. "Se sairmos da UE não podemos obviamente sair da Europa", que "permanecerá durante muitos anos o nosso maior mercado, e, para sempre, a nossa vizinhança geográfica". "Estamos ligados [à Europa] por uma complexa teia de compromissos jurídicos".
Além disso, "mesmo se saíssemos completamente, as decisões da UE continuariam a ter um profundo impacto no nosso país". Com a diferença que "teríamos perdido todos os nossos vetos e a nossa voz nessas decisões". Ou seja, defendeu, "teremos de pesar com muito cuidado as consequências de deixarmos de pertencer à UE e ao seu mercado interno enquanto membro de pleno direito", frisou, sublinhando que "a permanência no mercado interno é vital para as empresas britânicas e para os empregos britânicos".

sábado, novembro 17, 2012

Cidadãos à Política: adere, vota e intervém dentro de um partido


Um artigo no Expresso de hoje intitulado "O futuro da nossa democracia está nas mãos dos cidadãos" chamou-me a atenção para um movimento cívico novo, com o nome constante do título acima, e que me parece assenta numa ideia que eu aqui tenho repetidas vezes retomado: ou nos ocupamos da política ou ela ocupa-se de nós e ou nos ocupamos dos partidos ou estes ocupam-se de nós...

Não posso estar mais de acordo e muitas vezes nas movimentações civicas em que estive (referendos do aborto de 1998 e 2007, petições pedindo referendo à despenalização do consumo de drogas, à lei da procriação artificial e à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, petições Mais Vida Mais Família e outra pela inclusão de uma referência ao Cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia, e tantas outras) e estou envolvido (algumas indicadas aqui ao lado na caixa "Causas Por Causa Dele") tenho feito esse apelo: cada um escolha o partido da sua preferência e aí faça-se ouvir. Fazendo-o descobrirá que há outros como ele e juntos será possível fazer muita coisa. É preciso, é verdade, paciência, inteligência, sacríficio e estudo sério. Mas a par disso encontrará também humanidades diversas mas interessantes, alegria, gosto de realizar coisas, fazer nascer realidades novas, e sobretudo a possibilidade de verificar as suas ideias em acção e afirmá-las no espaço público.

Quando comecei em 1997 nestas iniciativas de sociedade civil não só essas movimentações eram poucas, como não era percebido como hoje da necessidade de interacção com o sistema político, também na sua dimensão partidária (a mim pessoalmente o que mais me educou nesse sentido foi a amizade com a Maria José Nogueira Pinto). A própria noção da respectiva dimensão e força (da sociedade civil e dos movimentos de cidadania) era praticamente inexistente. O quanto as coisas mudaram entretanto!
Disso é também reflexo de saudar a iniciativa Cidadania 2.0 que se encontra aqui.

sexta-feira, junho 10, 2011

Uma tarefa: a reforma do sistema político

Desde há já uns anos que estou persuadido que tão importante como batermo-nos pela agenda que fizemos nossa (vida e família, liberdade de educação e religiosa, subsidiariedade) é bater-nos por uma reforma do sistema politico que permita este seja mais democrático e mais participado, isto é, mais livre.
Sendo o sujeito da oração, o nós, os dos movimentos civicos que desde 1997 vimos tendo alguma intervenção em tantos e tão importantes debates (quando soubre editar melhor um blog tratarei de fazer uma secção sobre isso...;-)
Em 2007 no Público saiu um artigo meu chamado "Reforma eleitoral: um desafio a Helena Roseta" (respondia a um artigo dela no mesmo jornal intitulado "partidos e movimentos") que enviarei a quem me pedir porque não dou com ele na net...:-( onde justifico de onde vem essa preocupação e quais os seus fundamentos.
Este ciclo politico novo que se abriu parece-me a ocasião privilegiada para desenvolver esse tema para o qual podemos encontrar aliados em muitos e diversos sectores (por exemplo veja-se o trabalho nesse sentido e durante estes anos todos de Antonio José Seguro)
Vem isto a propósito do artigo "Estes partidos precisam de uma lição" de Maria Filomena Mónica onde ressalta a mesma preocupação.
Enfim, um assunto a seguir...

quarta-feira, junho 01, 2011

As providências cautelares e os debates na Televisão (desta vez o MEP)

Enviei ontem mensagens encomiásticas a alguns dos meus amigos que são dirigentes do MEP a felicitá-los vivamente pela vitória ontem no Tribunal de Oeiras (cuja independência, respeito da legalidade e sentido de justiça, são também de louvar) da segunda providência cautelar que puseram (seguindo a do MRPP).
Na verdade essa vitória extraordinária (sobre a tirania dos grandes partidos e dos media que os servem e promovem) aproveita de hoje em diante a todos (nesta e nas próximas gerações) que vão gozar mais democracia em Portugal e vinga todos os humilhados e esquecidos que ao longo de 37 anos, na politica partidária ou civica, foram vitimas de descriminação no acesso aos meios de comunicação e de um silenciamento sistemático, incompreensivel até nos próprios termos e interesses de um jornalismo digno desse nome.
No caso particular não sei, como ninguém sabe,qual o destino e sucesso reservados ao MEP, empresa na qual não estou envolvido, mas tenho a certeza profunda que através da iniciativa deles pelo menos um grande resultado já alcançaram: o de lutando pela liberdade deles, terem-na proporcionado a todos nós.
Em nome dos portugueses que o percebem e sobretudo em nome dos que não o percebem, de todas as cores e todos os matizes: muito obrigado.

segunda-feira, maio 30, 2011

Pequenos partidos e Televisão: haja justiça e liberdade!

Hoje na sua coluna do Público sobre televisão Jorge Mourinha publicou o artigo "Assim se vê a força do PC(TP)" sobre o sucesso da providência cultural interposta pelo MRPP no Tribunal de Oeiras contra as televisões por omissão do dever de cobertura igual e imparcial de todas as candidaturas às eleições. O artigo pode ler-se aqui.
Em consequência da mesma as televisões são obrigadas a realizar debates que incluam os pequenos partidos o que (independentemente da simpatia menor ou menor por um ou outro) é de inteira justiça e um momento importante para a democracia em Portugal.
Vitimas de silenciamento sistemático nós, nos movimentos civicos, não podemos deixar de nos congratular com esta vitória dos pequenos partidos, na consciência de que defendendo a liberdade de uns, defendemos a liberdade de todos, a nossa incluída...!

segunda-feira, maio 31, 2010

A democracia debaixo de fogo

É o título de um artigo de André Freire que hoje saiu no Público e que recomendo vivamente.
Neste aborda a actual campanha de redução do número de deputados com grande objectividade e acerto, denunciando como a mesma (se chegasse a bom porto) contribuiria para uma sociedade com ainda maiores problemas de democraticidade e representatividade.
Quanto a mim a mudança necessária não passa por aí mas por mecanismos de maior responsabilização e identificação dos deputados, como a reforma eleitoral no sentido da consagração do voto de preferência (a possibilidade de votar num partido, indicando simultaneamente o nome da nossa preferência) e a possibilidade de primárias nos partidos para a consttituição de listas eleitorais.
Um assunto a seguir com atenção.

terça-feira, maio 06, 2008

Igreja e Democracia

Um amigo enviou-me este apontamento que me parece justissimo: corram com a Igreja da vida pública e vejam o que acontecerá à democracia...:

I am not an optimist about the future of democracy in Portugal. Democracy, probably much more than any other political regime, needs religion as a political institution actively involved in public life (see post below). However, what democracy has always done in Portugal was to kick out religion (I mean, the Catholic Church) out of the public arena. It is doing it again. It is a very bad sign, if not a terminal one.
Publicada por Pedro Arroja
Fonte: http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2008/05/kick-out.html