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segunda-feira, março 11, 2013

Troika: mais um ano mas não chegou a tempo




Parece certo que a Troika terá dado mais um ano ao programa de ajustamento para se chegar ao défice desejado. E também que pouco a pouco as condições do empréstimo (que é bom recordá-lo foi a única forma de Portugal não ter caído na bancarrota, o que teria sido incomparávelmente mais trágico...) se vão moderando entre a constatação de que somos um bom e cumpridor devedor e também que havia muitas condicionantes não previstas e efeitos indesejados nas medidas de austeridade. Tudo somado parece estar de parabéns este Governo e como um todo, o país e as suas gentes, as famílias e cada um de nós. Deus nos ajude daqui para a frente a sairmos do buraco em que nos precipitámos...

Mas um facto hoje tornado público no jornal Correio da Manhã (o de um pai desesperado, desempregado, que se suicidou ontem juntamente com o seu filho de tenra idade), um facto terrível, um drama sem nome, veio também mostrar o lado não-estatístico, puramente humano, da crise, da austeridade e das suas consequências. Ou seja, a distância que vai dos progressos que acima se constatam, à vida real das pessoas. Dos sucessos macro-económicos às vidas nossas, quotidianas, micro-económicas. E enquanto uma prece se eleva aos Céus por este pai e por este filho, pela mulher e mãe, pelas suas famílias e comunidades, junta-se uma outra por aqueles que nos conduzem, pela sua clareza e inteligência de juízo, pela sua capacidade de atender às vidas reais, a que nenhum manual de economia ou declaração política pode socorrer, para que sob a sua pesada missão (de nos conduzir seguros fora desta tempestade) possam também encontrar as formas de que o desespero não atinja as franjas mais frágeis e desprotegidas. Uma missão que não é só deles, mas nossa também, que àquela angústia (a pior que um homem pode sofrer, a de não ver como sustentar a sua família) não fomos também capazes de chegar e atender e pela amizade, companhia operativa e solidariedade activa, ocorrer...




sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Álcool e suicidios: e se em vez disso proibissem o aborto...?




No Público de hoje (de onde retirei a, não fossem agora 16h32, tentadora, fotografia acima...;-)  diz que o Governo tenciona avançar com a proibição de venda de álcool a menores de 18 anos. Ou seja mais uma daquelas medidas de fascismo sanitário em que a mentalidade dominante se compraz...entre outras "razões" estará a elevada taxa de suicidios em Portugal.

De acordo com os números que encontrei há cerca de 1.200 por ano (vi aqui e depois aqui embora haja também esta fonte). O que é de facto brutal porque quer dizer: 100 por mês, 3 por dia...! Duras que são estas tragédias (não apenas vistas em conjunto, mas sobretudo, uma a uma, humanidade a humanidade, família a família) não se comparam porém com as do aborto que recorde-se (números de 2011, os últimos disponíveis) são 20.000 por ano, 55 por dia, 2 por hora (se os abortadouros estivessem abertos 24 sobre 24 horas, quais campos de concentração de triste memória). Ou seja, em cada 6 gravidezes (outra vez números de 2011 porque 2012 já se sabe é pior) em Portugal acaba em aborto...

De onde a pergunta: se em vez de proibirem o álcool até aos 18 anos por causa dos suicidios (uma relação que está longe de ser garantida, antes a intuição e o bom senso, nos diriam que a inversa, sim, será verdadeira...?) proibissem mas é o aborto?