Recebi agora esta num email:
"Liguei para as finanças e ouvi a mensagem: "Aviso, está a ligar para um cliente que agora pertence ao FMI"" LOL!
Mais a sério, não percam este artigo excelente do João Luis César das Neves sobre a aplicação do programa da Troika chamado "Não há duas sem três". Belissimo pela simplicidade com que explica economia e história (da intervenção do FMI em Portugal) e pelo tom positivo, realista, razoável e mobilizador.
Vamos a isto, Portugal!
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quarta-feira, junho 08, 2011
FMI: uma piada e um grande artigo de César das Neves!
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sábado, abril 10, 2010
Da importância de acreditar na Ressurreição
Se conclui por este artigo genial (como habitualmente) do João César das Neves:
Inconsciência
DESTAK | 07 | 04 | 2010 22.03H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
«Duzentos e cinquenta mil católicos não acreditam na vida eterna». No passado domingo, Domingo de Páscoa, o Diário de Notícias fez disto primeira página.
Segundo um estudo, 25% dos inquiridos não acreditam na ressurreição após a morte, 10% dos quais dizem ir à missa habitualmente. Cometendo um abuso estatístico comum, esses valores foram multiplicados pela população nacional para dar o título bombástico.
A confusão numérica é fácil de destrinçar. Não são 10% dos praticantes que não acreditam, mas 10% dos que não acreditam dizem ir à missa. Por outro lado, não se quis reparar que a esmagadora maioria dos portugueses (75%) acredita na ressurreição, a maior parte deles sem sequer praticar religião.
O mais curioso é não se terem notado as enormes consequências políticas e sociais da questão. Porque acreditar na ressurreição não é aspecto menor, mas decisivo na vida comunitária. Como disse há 1900 anos o primeiro filósofo cristão, S. Justino Mártir: «Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados» (I Apologia, 18).
Acreditar que na morte acaba tudo, que não existe justiça certa e que o que se faz fica esquecido, tem enormes consequências na vida pessoal e social concreta. Pode-se ser bom assim, mas essa costuma ser a crença cómoda dos que seguem os seus caprichos.
Os terríveis abusos do nosso tempo, corrupção, falta de honra e crise de valores, que todos os quadrantes denunciam, têm certamente a ver com isto. Por cá as coisas só não são piores porque felizmente três quartos dos portugueses acreditam na ressurreição.
Inconsciência
DESTAK | 07 | 04 | 2010 22.03H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
«Duzentos e cinquenta mil católicos não acreditam na vida eterna». No passado domingo, Domingo de Páscoa, o Diário de Notícias fez disto primeira página.
Segundo um estudo, 25% dos inquiridos não acreditam na ressurreição após a morte, 10% dos quais dizem ir à missa habitualmente. Cometendo um abuso estatístico comum, esses valores foram multiplicados pela população nacional para dar o título bombástico.
A confusão numérica é fácil de destrinçar. Não são 10% dos praticantes que não acreditam, mas 10% dos que não acreditam dizem ir à missa. Por outro lado, não se quis reparar que a esmagadora maioria dos portugueses (75%) acredita na ressurreição, a maior parte deles sem sequer praticar religião.
O mais curioso é não se terem notado as enormes consequências políticas e sociais da questão. Porque acreditar na ressurreição não é aspecto menor, mas decisivo na vida comunitária. Como disse há 1900 anos o primeiro filósofo cristão, S. Justino Mártir: «Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados» (I Apologia, 18).
Acreditar que na morte acaba tudo, que não existe justiça certa e que o que se faz fica esquecido, tem enormes consequências na vida pessoal e social concreta. Pode-se ser bom assim, mas essa costuma ser a crença cómoda dos que seguem os seus caprichos.
Os terríveis abusos do nosso tempo, corrupção, falta de honra e crise de valores, que todos os quadrantes denunciam, têm certamente a ver com isto. Por cá as coisas só não são piores porque felizmente três quartos dos portugueses acreditam na ressurreição.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Ainda este escândalo das escutas
Continuo a achar que o mais importante que se está a passar na divulgação das escutas, não é o que elas revelam de combinações, mas o próprio facto das escutas saltarem para os jornais, o que mostra um estado incapaz de garantir a segurança e intimidade das conversações, de fazer respeitar isso pelos seus serviços e de punir todos os que violam o segredo de justiça (em sentido amplo e não apenas formal)...
Este artigo do João César das Neves parece-me corroborar esta minha opinião e merece ser lido (retirei-o do Blog Povo):
DESTAK |18 | 02 | 2010 08.42H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Assistimos a um grande embate entre Governo e imprensa, onde os políticos estão a perder em toda a linha. Mas se as irregularidades governamentais são muito graves, é bom não perder de vista também as culpas do outro lado. Os políticos corromperam os valores, mas é verdade que as escutas e o jornalismo de buraco de fechadura são péssimos. Os jornais apresentam-se como juízes nacionais e garantes da moral pública, mas acabam envolvidos na sujidade que dizem limpar. Um caricato exemplo recente, alheio à controvérsia, mostra-o bem.
O Papa vem a Portugal em Maio. Essa visita levanta muitas questões, algumas polémicas, várias dificuldades. Há muito a dizer sobre ela. O Expresso, uma das principais publicações nacionais, decidiu fazer uma reportagem sobre o tema. Mandou uma repórter às lojinhas do santuário e fez uma notícia de página inteira com chamada à capa: «Bento XVI é um fracasso de vendas em Fátima» (13/Fev.).
O assunto é menor, mas revelador. Há muitas opiniões sobre a personalidade do Papa e o seu significado. Mas será que ninguém nesse grande semanário tem influência para dizer que isto é muito estúpido? Será tal especulação tonta digna de primeira página? Porque entrou o periódico em boçalidade tão infantil, jornalismo de cordel que confirma o pior que dizem?
O principal mal dos escândalos nacionais é que desmoralizam o País. Quando os líderes são arrastados na lama os cidadãos sentem-se mergulhados em maldade. O exemplo público da corrupção propaga a mediocridade em todas as actividades. Até naquela que o denuncia.
Este artigo do João César das Neves parece-me corroborar esta minha opinião e merece ser lido (retirei-o do Blog Povo):
DESTAK |18 | 02 | 2010 08.42H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Assistimos a um grande embate entre Governo e imprensa, onde os políticos estão a perder em toda a linha. Mas se as irregularidades governamentais são muito graves, é bom não perder de vista também as culpas do outro lado. Os políticos corromperam os valores, mas é verdade que as escutas e o jornalismo de buraco de fechadura são péssimos. Os jornais apresentam-se como juízes nacionais e garantes da moral pública, mas acabam envolvidos na sujidade que dizem limpar. Um caricato exemplo recente, alheio à controvérsia, mostra-o bem.
O Papa vem a Portugal em Maio. Essa visita levanta muitas questões, algumas polémicas, várias dificuldades. Há muito a dizer sobre ela. O Expresso, uma das principais publicações nacionais, decidiu fazer uma reportagem sobre o tema. Mandou uma repórter às lojinhas do santuário e fez uma notícia de página inteira com chamada à capa: «Bento XVI é um fracasso de vendas em Fátima» (13/Fev.).
O assunto é menor, mas revelador. Há muitas opiniões sobre a personalidade do Papa e o seu significado. Mas será que ninguém nesse grande semanário tem influência para dizer que isto é muito estúpido? Será tal especulação tonta digna de primeira página? Porque entrou o periódico em boçalidade tão infantil, jornalismo de cordel que confirma o pior que dizem?
O principal mal dos escândalos nacionais é que desmoralizam o País. Quando os líderes são arrastados na lama os cidadãos sentem-se mergulhados em maldade. O exemplo público da corrupção propaga a mediocridade em todas as actividades. Até naquela que o denuncia.
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quinta-feira, março 19, 2009
Extraordinário artigo de César das Neves sobre nova lei da educação sexual!
Educação?
João César das Neves
DESTAK|19 | 03 | 2009 08.24H
O Parlamento discute o programa de educação sexual das escolas. O Ministério da Educação quer mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar-lhes os detalhes de carícias, coito e métodos contraceptivos. Acha que a masturbação é natural, se deve promover o impulso sexual juvenil praticado com segurança e que todos os géneros e famílias são equivalentes. Até pode achar que a educação sexual é só informativa, não formativa. São opiniões legítimas e respeitáveis. Mas é bom lembrar dois pormenores.
Primeiro, não são afirmações científicas e terapêuticas. São posições ideológicas, contingentes e discutíveis acerca do comportamento. Quem defende o oposto tem igual legitimidade e merece a mesma respeitabilidade O Ministério não pode impor ao País uma sua opinião como verdade comprovada e definitiva, para mais neste assunto.
Segundo, as posições do Ministério não são maioritárias na sociedade portuguesa. Apesar do maciço bombardeamento cultural de televisões, revistas e discursos, Portugal acha que o pudor é uma atitude natural e civilizada, que o sexo deve ser praticado dentro de relação estável e duradoura, que o deboche e a pornografia são más. Em todo o mundo as juras de amor continuam a ser eternas.
O espantoso é o Ministério não notar que neste tema está a ser tão tacanho e faccioso como era nos anos 1940. A orientação é oposta, mas a atitude é a mesma do livro único salazarista. Há aqui talvez um traço de carácter nacional. Não esqueçamos que os «Grandes Portugueses», eleitos por sufrágio televisivo em 2007, foram Salazar e Cunhal.
João César das Neves
João César das Neves
DESTAK|19 | 03 | 2009 08.24H
O Parlamento discute o programa de educação sexual das escolas. O Ministério da Educação quer mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar-lhes os detalhes de carícias, coito e métodos contraceptivos. Acha que a masturbação é natural, se deve promover o impulso sexual juvenil praticado com segurança e que todos os géneros e famílias são equivalentes. Até pode achar que a educação sexual é só informativa, não formativa. São opiniões legítimas e respeitáveis. Mas é bom lembrar dois pormenores.
Primeiro, não são afirmações científicas e terapêuticas. São posições ideológicas, contingentes e discutíveis acerca do comportamento. Quem defende o oposto tem igual legitimidade e merece a mesma respeitabilidade O Ministério não pode impor ao País uma sua opinião como verdade comprovada e definitiva, para mais neste assunto.
Segundo, as posições do Ministério não são maioritárias na sociedade portuguesa. Apesar do maciço bombardeamento cultural de televisões, revistas e discursos, Portugal acha que o pudor é uma atitude natural e civilizada, que o sexo deve ser praticado dentro de relação estável e duradoura, que o deboche e a pornografia são más. Em todo o mundo as juras de amor continuam a ser eternas.
O espantoso é o Ministério não notar que neste tema está a ser tão tacanho e faccioso como era nos anos 1940. A orientação é oposta, mas a atitude é a mesma do livro único salazarista. Há aqui talvez um traço de carácter nacional. Não esqueçamos que os «Grandes Portugueses», eleitos por sufrágio televisivo em 2007, foram Salazar e Cunhal.
João César das Neves
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