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sexta-feira, janeiro 30, 2015

Ainda Sócrates, as escutas e Paula Teixeira da Cruz




No meu post de ontem não fui suficientemente preciso a dizer o que me afasta de Sócrates reduzindo-o apenas às questões de civilização. Na verdade o meu antagonismo com o mesmo é mais profundo do que isso já que considero responsável pelo pior período governativo dos últimos anos e que precipitou o país no triste estado em que o encontrou a actual maioria e obrigou a um esforço hercúleo de reconstrução, reforma e mudança. Fica registado e não apenas para os amigos que estranharam eu não o ter referido.

E por falar de rectificações ou aprimoramentos deixo aqui também registado o meu gáudio com a noticia abaixo hoje saída no jornal Sol sobre Paula Teixeira da Cruz e as escutas. Ressalvando porém que não vi no texto mais que uma manifestação de apreensão. Na verdade suspeito não só as escutas ilegais nascem das legais, como o próprio âmbito destas está a ultrapassar todos os limites do razoável...

Quando disse que fala ao telefone “como se fosse para um gravador”, Paula Teixeira da Cruz queria “chamar a atenção para um flagelo que é conhecido, o das escutas ilegais”. Ao SOL, a ministra justifica assim uma frase que deu polémica nos jornais sobre um assunto que é recorrente nos corredores do poder. Entre deputados e ministros, são muitos os que acreditam estarem a ser escutados.
Há quem evite temas sensíveis ao telefone e há quem abra a janela do gabinete para o ruído dificultar a escuta
Uma semana depois da entrevista ao Expresso, a ministra da Justiça explica ao SOL que é impossível assegurar a 100% a privacidade das comunicações, “dado o avanço de meios tecnológicos e a sua utilização criminosa”. Mas garante que “este é um combate que as sociedades actuais terão de travar”.
Para já, Teixeira da Cruz diz que “há o combate que é feito pelos órgãos de polícia criminais competentes e pelo titular da acção penal”, mas admite que os meios disponíveis ao alcance de quem quer ouvir as conversas alheias fazem com que esteja longe de ser possível detectar todas as escutas ilegais.
Leia mais na edição impressa do SOL, já nas bancas

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Sócrates e o segredo de justiça



Não posso ser suspeito de simpatizar com Sócrates e nos temas que em política particularmente me ocupam (Vida, Família, Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiaridade),a sua governação foi desastrosa e responsável por muitos e muitos anos de desagregação do tecido social e moral da sociedade portuguesa. Acresce na antipatia que essas suas iniciativas foram perfeitamente conscientes ao ponto de no balanço da sua governação, perguntado sobre que traço deixaria, ele próprio as invocou como o que de mais importante tinha feito...

Em relação ás suas actuais circunstâncias judiciárias não faço a mínima ideia se as mesmas se justificam ou não e do ponto de vista humano acompanho essas vicissitudes sobretudo pensando no próprio e na sua família. Não alinho pois nos coros de regozijo com a sua prisão e processo e não lhe desejo mal nenhum. Também não me escandalizo tenha sido preso e submetido a investigação e a este processo. Confio na Justiça e no Estado de Direito, com todos os seus limites e aguardo serenamente o desenlace dos procedimentos judiciais. A estes de determinar a sua culpabilidade e, eventualmente, punição.

Dito isto não consigo compreender como as escutas realizadas na investigação vem parar aos jornais...como cidadão e como profissional, servidor, da justiça (sou Advogado) repugna-me esta promiscuidade entre a justiça e a comunicação social e a ofensa dos direitos que Sócrates tem na sua qualidade de cidadão e arguido. Não consigo perceber como isto se passa, a impunidade em que ocorre e como não há investigação e punição da violação do segredo de Justiça...E tenho muito claro que defender os direitos dos outros é defender também os nossos direitos. Ontem foram outros, hoje é ele, amanhã podemos ser nós a sofrer esta violação dos princípios mais elementares do processo. Independentemente da maior ou menor simpatia que possamos ter uns pelos outros...

Nota adicional: a propósito de escutas não consigo perceber como a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, admite tão candidamente, na entrevista do passado Sábado ao Expresso, a existência de escutas, até a ela própria, e não revela nem preocupação com o fenómeno (totalmente fora de controlo na minha opinião, mesmo se contando com a autorização judicial) nem a mais mínima intenção de agir nesse campo também....incrível!

quarta-feira, abril 03, 2013

A "Censura" que falta



A Moção de Censura que hoje (agora, neste momento) se debate no parlamento é um gesto completamente inútil do ponto de vista político. Inútil porque atenta a composição do parlamento não poderia nunca surtir o seu efeito útil. Inútil porque não há o mais pequeno vislumbre do que o Partido Socialista entende se poderia fazer de diferente. Inútil porque concentrada apenas em alguns pontos da política do Governo, conquanto importantes, e não dirigida à totalidade da mesma, explorando as contradições do centro-direita português e onde, infelizmente o "centrão" se encontra e nada muda.

Na verdade há pontos onde o governo merecia senão uma "censura" pelo menos uma advertência. Refiro-me à inexistente política de Família, à falta de coragem em enfrentar a mentalidade dominante e cortar a eito na revolução civilizacional do governo de Sócrates, à falta de iniciativa nas reformas das leis do aborto (cujos resultados catastróficos estão à vista de todos) ou do divórcio-expresso (considerado o aumento exponencial da conflitualidade nos tribunais de família) ou das crianças e jovens em risco (a coberto da qual a estrutura da Segurança Social prospera em funcionários, custos e mau procedimento em relação às famílias mais necessitadas), etc.

Mas como a realidade tem muita força e a política, como a natureza, tem o horror do vazio, essa Moção de Censura, esta advertência do eleitorado do centro-direita, foi colocada no parlamento sob a forma da Petição Defender o Futuro, através da qual o parlamento (e desejavelmente o Governo por chamada da Assembleia da República) é chamado a uma revisão do caminho andado, pela avaliação das leis ditas fracturantes. Amanhã na 1ª Comissão (Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias) da AR essa moção de censura será apresentada. Aos partidos agora a função de se colocarem perante ela, em especial os da maioria. A seguir...


sexta-feira, janeiro 13, 2012

Barrigas de Aluguer e PSD: Sócrates afinal tinha razão...?

A apresentação pelo PSD de um projecto favorável à introdução das Barrigas de Aluguer (e à entrega para a investigação cientifica de embriões "excedentários", em flagrante violação, parece-me, da Convenção de Oviedo de que Portugal é um dos países subscritores), matéria que não constava sequer do seu programa eleitoral 2011, faz com que me ocorra a pergunta se o Eng.º Sócrates estava errado só na economia, mas certo no resto...!?
Na verdade não me ocorre outra expressão para esta iniciativa do que a de "um tiro nos pés" (mais precisamente no seu eleitorado) ou então a de "manobra de diversão" (enquanto a comunicação social estiver entretida com isto, não se falará de Maçonaria...).
É extraordinário que seja o centro-direita que venha agora permitir uma extensão da lei da procriação medicamente assisitida (à época objecto de tantas reservas do Presidente da República na sua promulgação) que nem sequer uma das maiores maiorias de esquerda ousou em 2006...!
Estou curioso por ver que observações isso suscitará aos comentadores de serviço sobre como é possível uma maioria política permitir-se a perda de um dos grandes poderes em política, qual seja o de ter a iniciativa e não andar a reboque de ninguém...
Nota final: temos em Portugal, infelizmente, muitos exemplos do resultado da "moderação" em política: abre-se uma fresta, escancara-se a porta, a enxurrada tudo submerge...foi assim com o aborto (e dizem-no melhor do que nós figuras importantes do Sim quando expressam a sua desilusão com os resultados da lei de 2007), muito antes com a pílula do dia seguinte (era só para "casos rarissimos", vende-se hoje em dia na ordem das centenas de milhar), e se não houver juizo assim será com a Maternidade de Substituição (designação eufemistica das Barrigas de Aluguer, na "melhor" da tradição da Ideologia do Género).
E, claro, "até ao lavar dos cestos é vindima"...;-)

segunda-feira, novembro 21, 2011

Espanha: a vitória do Partido Popular

Até que enfim, Zapatero foi-se embora...!
Agora vai ser preciso juntar os cacos e reconstruir tudo outra vez. E não é só á economia do país que me refiro mas sobretudo àquele pacote fracturante a que ele (como Sócrates em Portugal) dedicou o "melhor" do seu tempo e energia: casamento gay, aborto, educação para a cidadania, etc.
Como fazê-lo com inteligência, determinação e sem medo (penso no contexto global de ambos os centro-direita, mentalmente colonizados pela esquerda post-moderna) é o grande desafio. Porque para o resto há (ou não) as troikas de serviço...!

segunda-feira, junho 06, 2011

Dois homens, uma eleição e o Pai do Céu

Vai soar estranho este post mas ontem enquanto não eram conhecidos os resultados aquilo em que mais pensava era em dois homens, enquanto tais, e como estariam a viver a circunstância que se aproximava:
Em Pedro Passos Coelho, como teria acordado de manhã, que impressões o assaltavam e como se teria olhado ao espelho enquanto fazia a barba, e como e com que densidade dramática, se teria encarado como a pessoa que estava chamada a partir daquele dia a governar um país, a "tomar conta" dos seus compatriotas, a enfrentar na primeira pessoa e na primeira linha o futuro de Portugal...
Em José Sócrates, também, como se sentiria depois de seis anos inteiramente dedicados áquelas funções, ao fim de um período da sua vida (raro, ao qual poucos são chamados) sem igual, já começando a olhar para o depois desse dia...
E, depois, na sabedoria da Igreja que em todas as orações dos fieis, creio que todos os dias, nos põe a rezar por quem nos governa, pelas autoridades civis, por quem tem a seu cargo a condução do destino colectivo e a prossecução do bem comum.
Concluindo com a lembrança daquele diálogo espantoso entre Cristo e Pilatos em que este irritado recorda ao primeiro que tem poder sobre Ele e Jesus lhe diz "não terias nenhum poder sobre os homens se Deus não te o tivesse dado".
E por fim (pensamento reforçado à noite ao ver a saída alucinante de empurrões, cumprimentos, luzes e fotografias, de Passos Coelho do Sana em direcção ao Marquês de Pombal) em como pode enebriar o poder e como é dificil aos homens quando o perdem...

sábado, junho 04, 2011

Casamento gay: uma lei contra o país e a favor de 820 pessoas

O Público de hoje divulga as estatisticas do casamento gay num artigo que assinala um ano da lei. Much ado about nothing...
Houve neste período 380 "casamentos" em Portugal e 30 nos consulados portugueses no estrangeiro...ou seja (e enquanto, o que também é um preconceito conservador..., um casamento for só entre duas pessoas) 820 pessoas beneficiaram da nova lei...
Como se vê tratava-se de uma expressiva necessidade social e como diz Francisco Louçã quem está contra isto é uma ultra-minoria...lol!
Nas vésperas de Sócrates se ir embora é bom lembrar o que foram estes seis anos trágicos de leis erradas, mentalidades distorcidas e politicas patéticas. E que estas leis são, nas palavras do próprio, "emblemáticas da governação socialista".
Enfim, a partir de segunda-feira teremos muito trabalhinho para modificar tudo isto...mas como sempre o que menos nos falta é coragem, determinação e vontade de servir o bem-comum!

sexta-feira, setembro 03, 2010

A condecoração de Cavaco pelo Papa

A manchete do Expresso de Sábado passado sobre as condecorações do Vaticano na sequência da visita do Papa a Portugal é extraordinária...até têm a palavra "católico" a negrito e tudo...no entanto:
A relação entre a condecoração e qualquer actuação do Presidente da República é nula (sempre e em qualquer circunstância) como aliás a própria notícia reconhece quando diz que as condecorações foram combinadas durante o processo de preparação da visita.
Não há condecoração Papal que apague o facto de que a decisão de não veto da lei do casamento gay é uma decisão errada e sobretudo completamente injustificada.
A questão de uma candidatura alternativa no centro-direita não está ligada à "catolicidade" de Cavaco Silva ou de quem quer que seja. Por um lado também a Maria de Belém e o José Manuel Pureza são católicos e sabe Deus o que defendem e o mal que tem feito, por outro a necessidade de uma outra candidatura corresponde a uma necessidade de clarificação que vai muito além daquela primeira situação.
Por fim, basta recordar que também Sócrates foi condecorado para avaliar do valor de certificado de católico que tem a condecoração...;-)

segunda-feira, maio 31, 2010

No dia entrada em vigor lei casamento gay: comunicado da Plataforma

COMUNICADO DA PLATAFORMA CIDADANIA E CASAMENTO NO DIA DE ENTRADA EM VIGOR DA LEI QUE PERMITE O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO

1. Entra hoje em vigor a Lei que permite o casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tal como na vida, também na política e na legislação, nada é definitivo e existe sempre a possibilidade de repensar, avaliar, modificar e revogar.
Continua por isso também em vigor a reivindicação da sociedade portuguesa da realização de um referendo sobre a matéria e que todos os portugueses tenham a possibilidade de democraticamente exprimirem a sua vontade. Pelos meios e formas que se mostrarem adequados e conforme o aconselharem as diferentes circunstâncias políticas, a Plataforma Cidadania e Casamento prosseguirá a sua acção até que este objectivo seja atingido preparando inclusivamente do ponto de vista jurídico as soluções a que uma eventual reversão da modificação do regime do casamento possa obrigar.

2. De acordo com a edição de hoje de um jornal diário:
“A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo entrou hoje em vigor, dia em que o primeiro-ministro almoça, na residência oficial, pelas 13:00, com representantes das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT).”

Não podemos deixar de registar a nossa estupefacção com o facto de o Senhor Primeiro-Ministro não ter encontrado a mesma disponibilidade para receber a Plataforma Cidadania e Casamento quando esta, em nome de 92 mil subscritores da Iniciativa Popular de Referendo, lhe solicitou um encontro, cuja realização foi entregue a um assessor do seu gabinete.
Agindo desta forma, o Senhor Primeiro-Ministro, parece ter decidido não ser o chefe de governo de todos os portugueses, mas apenas das associações de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros…
Lisboa, 31 de Maio de 2010

terça-feira, fevereiro 23, 2010

A entrevista de Sócrates

Não vi a entrevista de Sócrates (ontem à noite estive na Missa que assinalou o 28º aniversário do reconhecimento pontificio da Fraternidade de Comunhão e Libertação e o 5º aniversário da morte de D. Luigi Giussani, fundador do movimento)mas li os jornais e ouvi a rádio, além dos comentários dos colegas aqui no escritório.
E a sensação de incomodidade com isto tudo permanece...não sei explicar bem, mas é como se todo o barulho à volta deste "diz que disse" me parece não interessa nada (é coscuvilhice politica), revela o que o debate político tem de pior (agir sobre a escandalosa revelação de escutas e/ou segredo de justiça é cumplicidade com uma coisa perigosissima que hoje magoa o PS, mas um dia pode magoar outros ou a nós próprios...) e, sobretudo, passa ao lado do que são as questões fundamentais do momento político actual: a situação financeira do Estado, a má governação do PS, a fragilidade aflitiva da oposição, o debate sobre o que interessa (que projecto de sociedade temos, de onde partimos, o que queremos, como se defende a liberdade).
Além disso e do ponto de vista humano, mesmo não gostando da personagem (do primeiro-ministro), acho que há limites que não se devem passar e alguma agressividade injustificada com um homem que para ser criticado basta já o que fez.
Mas talvez isto seja "angelismo" político...?

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Um juizo claro: o de Alberto João Jardim

Quanto mais o tempo passa, mais gosto de Alberto João Jardim!
Se duvidas restassem sobre a sua clareza de juizo e diagnóstico, vejam-se estas declarações à Renascença:

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"O país parece uma Sicília" - Alberto João Jardim
Inserido em 12-02-2010 23:00

Num país com tradição democrática um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates já teria sido substituído, afirma o presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD/Madeira.

"O país parece uma Sicília", declarou Alberto João Jardim aos jornalistas, ao chegar à sede do PSD, em Lisboa, para a reunião do Conselho Nacional social-democrata.

Questionado se concorda com o seu colega de partido António Capucho, que defendeu que José Sócrates não tem condições para se manter no cargo de Primeiro-ministro e deveria ser substituído, mantendo-se o PS no Governo, Jardim respondeu: "Em primeiro lugar, não são as pessoas do PSD que têm de dizer quem deve ser o líder do PS, mas tudo o que se tem passado não era possível num país de longa tradição democrática como a Inglaterra".

"Depois de tudo o que se passou, em Inglaterra o partido do poder continuava no poder mas tinha mudado o Primeiro-ministro. E é assim que se faz nos países democráticos", considerou.

Depois de comparar a situação do país com a da Sicília, o presidente do PSD/Madeira responsabilizou os portugueses: "A culpa não é só dos políticos, é de um povo que deixou este país chegar ao estado em que está, de um povo que não tem valores, de um povo que acha piada em todas estas golpadas que vão por aí. Cada povo tem aquilo que merece".

"Vamo-nos deixar de hipocrisias. Este país precisa de disciplina democrática. Continuar a consentir na asneira e depois dizer que a culpa é dos políticos, isso é bem português", acrescentou.

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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Sócrates e a liberdade de expressão

Trata-se obviamente de um exagero metafórico, mas recebi esta e achei graça ;-)

"Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o teu nome, meu filho?
- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:

1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Podes perguntar, meu filho. Como é o teu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??"

Lol!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Petição a pedir explicações a Sócrates

Através da lista Mais Vida Mais Família de que sou editor (alguns textos estão guardados no blog do mesmo nome), divulguei e pedi a assinatura da petição online Pela Liberdade.
Juntei o seguinte texto a explicar o meu apoio mas também a ressalva que fazia quanto a este fenómeno incrivel da publicação de escutas:

Caros amigos: é para mim claro que o primeiro-ministro não tem mais condições para governar por uma questão de credibilidade pessoal, consequente falta de autoridade do Estado e obsessão ideológica com desrespeito pela vontade popular (vejam-se as leis do aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual, casamento gay, etc.). Para quem achar que exagero neste último ponto leiam as declarações do Ministro Santos Silva ou do próprio primeiro-ministro (no Congresso da JS) quando enumeraram ambos quais as leis mais importantes do seu governo.
Nessa medida o que possa ajudar a deitar este Governo abaixo, parece-me útil, pedindo desculpa por isso aos nossos amigos da agenda Mais Vida Mais Família que são simultaneamente da área socialista, mas a política nestes limites e fronteiras tem sempre momentos em que é preciso decidir por uma opção política e não nos devemos zangar por isso ;-)
O movimento que presidiu a esta Petição e convocou para a próxima 5ª feira, 11 de Fevereiro uma concentração às 12h30 junto à Assembleia da República, onde se reconhecem muitos bloguistas e outras pessoas que conheço e cujo trabalho acompanho é mais uma manifestação da sociedade civil que acho importante acarinhar.
Dito isto não posso deixar de chamar a atenção para estes fenómenos gravíssimos de violação do segredo de justiça e/ou da violência injustificada e injustificável que á a publicação das escutas, a bandalheira do aparelho de segurança e justiça onde estas circulam e os perigos evidentes para a democracia da manipulação das mesmas como arma política. Desse ponto de vista, subscrevo o comentário do primeiro-ministro quanto ao "jornalismo que espreita pelo buraco da fechadura". Para quem estranhar esta minha posição, justifico: hoje são as escutas sobre Sócrates que são publicadas, amanhã podem ser as minhas ou as vossas...importa por isso para defender a nossa própria liberdade, defender também a liberdade dos outros.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Bom, curto e acertado!

Uma gracinha de vez em quando...mais uma chegada pela net:

"Recessão é quando o vizinho perde o seu emprego,

depressão quando perdes o teu,

e recuperação quando Sócrates perder o dele"

;-)

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Ferreira Leite e a asfixia democrática

Com o à vontade de quem não a apoiou (nas últimas directas votei em Pedro Santana Lopes) devo reconhecer que o tempo veio dar razão a Manuela Ferreira Leite e que os temas por esta lançados desde o inicio do seu mandato tornaram-se de facto os temas do debate político (a asfixia democrática, as PME's, a crise social, pressagiada quando ainda não era visivel, as debilidades pessoais de Sócrates, a recusa do casamento gay, etc.). Mas nesta voragem de lideres que tomou o PSD é possivel que agora ninguém esteja disposto a reconhecê-lo e é também verdade que quem a apoiou (depois de promover uma guerra fracticida, inutil e incompreensivel, primeiro a Santana Lopes e depois a Luis Filipe Menezes) parece ser o primeiro a esquecê-lo e deitá-la hoje fora...
Este artigo de Mário Crespo, publicado no JN a 18 de Janeiro, que um companheiro de secção (o José Luis Borges da Silva, ex.presidente da respectiva Comissão Política) me acaba de enviar é uma confirmação mais desta minha constatação.
Vale a pena ler:
Outra vez não
00h25m
A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não. .

sábado, dezembro 05, 2009

Pai Natal: um pedido simples

Do Luis Cirilo meu colega deputado por Braga na 9ª Legislatura de boa memória (e que tem este blog)recebi este email que no meio de uma campanha que absorve todo o tempo (incluindo o que gostaria de dedicar a escrever aqui) foi motivo de uma saudável gargalhada:

Meu querido PAI NATAL,

Este ano levaste [deve-se estar a referir a Deus e não ao Pai Natal que está às ordens Dele, mas passa...] o meu cantor e dançarino preferido, o MICHAEL JACKSON, o meu actor preferido PATRICK SWAYZE, a minha actriz preferida FARRAH FAWCETT... só te quero recordar que o meu político preferido é o JOSÉ SÓCRATES!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

O Caso Sócrates: uma nota na RR de Raquel Abecasis

Ténue fronteira

RR on-line, 20090202

Raquel Abecasis

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.


O Primeiro-ministro diz-se vítima de uma campanha negra na comunicação social, por causa de alegadas irregularidades na legalização do Freeport em Alcochete.

Não sei se há campanha negra ou não. Certamente, não será na comunicação social, que se tem limitado a publicar os dados recolhidos numa investigação judicial em curso, dados que, até ver, não foram desmentidos.

Mas é curioso que este Primeiro-ministro se queixe da comunicação social, ele que, como ninguém, tem gozado da benevolência e da apatia dos jornalistas.
Tem sido assim ao longo dos últimos três anos, sem que se faça uma investigação séria aos gastos em marketing e agências de comunicação que promovem os diversos anúncios das políticas do Governo.
Tem sido assim quando a cara do Primeiro-ministro aparece no material distribuído nas cerimónias de inauguração de equipamentos públicos, como aconteceu na semana passada.

E terá sido a contar com essa apatia que o Primeiro-ministro achou que podia vender gato por lebre e chamar a um estudo encomendado pelo Governo a ex-funcionários da OCDE um estudo daquela organização. A OCDE não gostou e fez questão de repor a verdade.

A fronteira entre a verdade e a mentira pode parecer ténue, mas um Primeiro-ministro deve resistir à tentação de pisar o risco. Quem se queixa de campanhas negras e de insídias deve ser o primeiro a não facilitar, porque as facilidades pagam-se caras.

Melhor do que ninguém, o engenheiro Sócrates sabê-lo-á, habituado como está a utilizar as técnicas de propaganda para, subtilmente ou nem tanto, veicular a sua propaganda e a do Governo. É que, para quem tão violentamente se indigna com aquilo a que chama insídia contra si, não deveria ser irrelevante a autoria de um estudo que o seu Governo encomendou.

Ao contrário do que se pensa.



Raquel Abecasis

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Ainda Sócrates e o Freeport

Continuo convencido que os media e a sociedade em geral estão a tratar o caso Freeport e outros de forma paranóica e que o que é perfeitamente normal transforma-se nas páginas dos jornais em casos complicadissimos e conspirações gigantescas...
No entanto o artigo de João Miguel Tavares ontem no Diário de Notícias é também justissimo ao explicar porque é que a defesa assente no "querem-me fazer mal que eu bem os conheço" é completamente descabida. Vale a pena lê-lo.
Já agora não resisto a contar esta: há pelo menos uma identidade (semelhança) nitida entre Sócrates (o filósofo) e Sócrates (o primeiro-ministro): ambos nunca foram Engenheiros...! Genial ;-)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Sócrates e Freeport

Como é lógico dar-me-ia algum prazer que Sócrates caisse com o caso Freeport (apesar de nunca me agradar a desgraça pessoal) mas estou convencido que o homem está inocente.
Que ele tenha sabido por um tio que havia uns ingleses desesperados por pensarem ter de gastar 4 milhões para obter um licenciamento e se tenha prontificado a recebê-los não me parece nada mal, antes pelo contrário. E também que classifique como "abuso de confiança" que um primo seu tenha depois vindo pedir contratos para a sua agência de publicidade por ter facilitado o contacto também me parece normal. Como normal me parece que este (o primo) o tenha feito (isto é, lembrar aos ingleses o grande favor que lhes tinha feito, isto é proporcionar diligências e contactos que desbloquearam um investimento de vulto, e que não lhes ficava mal dar-lhe alguns contratos - o que pelos vistos até estes nem fizeram)desde que não tenha dito que o fazia por indicação ou a proveito de Sócrates.
É que se assim não for, não há mais homem politico nenhum que se prontifique a, no interesse publico (como pelos vistos foi entendido era a existência do Freeport) desbloquear seja o que for e entramos num regime paranóico em que ninguém pode tentar fazer o que quer que seja.
Desde que sejam respeitadas as formalidades legais (concursos, legislação, etc.) e não haja ninguém (dirigente político ou partido) a receber dinheiro por isso, mal estava que a pessoa já não se possa mexer e defender interesses comerciais...! E mal está se um Ministro ou responsável governamental não pode ser abordado por privados que demonstrando as suas razões procurem obter uma decisão qualquer. Imaginem o que seria se ninguém pudesse esclarecer ninguém...
Ainda mais uma: percebo que haja regiões do país com determinados tipos de protecção (ambiental ou outras), mas não pode o mesmo Governo que as decidiu reconsiderar e mudá-las, ou até decidir com base de que no caso concreto é mais interessante proteger as populações (desenvolvimento económico, emprego, etc.) do que proteger as cegonhas ou os pássaros de bico amarelo...!?
Acho que Sócrates deve ser corrido por muitas razões (agenda fracturante, estatismo, etc.) mas a não ser que realmente tivesse "empochado" alguma coisa, não por isto.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

O Louvre e Portugal

Tem sempre graça as anedotas baseadas no confronto das diferenças nacionais...e passe o exagero também está bem a caracterização de Portugal ;-)
Recebi hoje por email:

Depois de mais um reunião da CE, alguns Ministros resolvem passar pelo Louvre para "aliviar" o stress e param meditativos perante um excelente quadro de Adão e Eva no Paraíso.

Desabafa Angela Merkel:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... São necessariamente estereotipos alemães.

Imediatamente Sarkozy reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se depreende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... sabem que em breve chegará a tentação... Só poderiam ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça, o Gordon Brown arrisca:
- Of course not! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto... Só podem ser Ingleses.

Depois de alguns segundos mais de contemplação, Sócrates exclama:
- NÃO CONCORDO. Reparem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso... Não tenham a menor dúvida: são portugueses!