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domingo, fevereiro 01, 2015

Primárias no PSD: tempo de avançar...!



Já aqui antes referi o assunto das primárias no PSD e como considero o tema fundamental para a renovação do partido, uma actuação mais eficaz, o vingar do primado da política e o método democrático por excelência.

Hoje no Público a propósito do movimento Tempo de Avançar lá está a proposta de "eleição uninominal preferencial de candidatos a deputados" e no mesmo jornal a notícia de que "PS aprovou primárias para todas as eleições". Graças a Deus parece-me inevitável a questão se venha a colocar no PSD e mais cedo do que tarde. Nessa altura falaremos, porque nessa altura o centro-direita terá finalmente um tempo novo, de que tanto carece...

sábado, janeiro 17, 2015

Primárias no centro-direita: Santana Lopes soma e segue



(fotografia retirada daqui no site do Público)

Já aqui tenho manifestado o meu entusiasmo pelas primárias no centro-direita como forma mais adequada a que este Povo indique que candidatos prefere e não deixe a tarefa nas mãos dos directórios partidários. E por maioria de razão isso é verdade para o chamado Voto Católico (o que entendo por isso está aqui ou aqui e no blog ao longo dos anos...;-).

Nesse sentido a iniciativa de Santana Lopes (há hoje mais esta notícia no Público), com a coragem e ousadia e liberdade que o caracterizam, tem sido uma fortíssima ajuda a sairmos da "marmelada" em que, no centro-direita, nos encontrávamos. Bem-haja por isso!

Uma curiosidade: que esperarão Marcelo Rebelo e Sousa e outros por se atirarem para a frente...?

Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer": em breve no centro do debate político



Faz amanhã duas semanas saiu no Público um artigo da autoria de São José Almeida intitulado "As caras que marcarão 2015". Acompanhado de uma fotografia que presumo tirada na mesma altura da acima (Junho de 1998, aquando da nossa campanha do Não no referendo desse mês e ano) vinha o seguinte texto:

António Pinheiro Torres
Pinheiro Torres é um histórico militante da causa anti-despenalização do aborto. Agora, através do movimento Plataforma pelo Direito a Nascer está em vias de conseguir fazer discutir pela Assembleia da República um projecto-lei de iniciativa popular sobre o tema. O objectivo é diminuir o direito às mulheres a fazerem livremente aborto até às 10 semanas de gestação. Por um lado, propõe que acabe a gratuitidade deste acto médico no SNS. Por outro lado, pretende introduzir a obrigatoriedade do aconselhamento por psicólogos à mulher que deseja abortar. Em meados de Dezembro faltavam apenas cinco mil das 35 mil assinaturas necessárias para que estas restrições sejam lei. O debate promete polémica, a qual pode mesmo estender-se à campanha das legislativas.

Se o refiro não é pela massagem ao ego (confesso que mais modestamente se for uma das caras que marcarão o ano de 2015 em minha casa, já me dou por muito contente...;-), mas porque significa por parte de uma jornalista política experiente e conhecedora, o reconhecimento da importância e alcance da nossa Iniciativa Legislativa de Cidadãos "Lei de Apoio à Maternidade e à Paternidade - Do Direito a Nascer" (cujo site está aqui) que faz regressar ao parlamento e ao centro da vida política a questão da lei do aborto (embora não apenas esta), das suas consequências nos sete anos que já leva e constitui um desafio ao ânimo e convicções do centro-direita para as próximas eleições legislativas. Bem como permitirá verificar em todo o espectro político português a verdade e consequência dos pedidos de reflexão (vindos de todo o espectro político e em especial de destacados protagonistas das campanhas do Sim) sobre a aplicação da lei e a natureza indesejável da chamada Interrupção Voluntária da Gravidez. A seguir pois...não a mim, que sou apenas um entre os seus promotores, mas ao que irá acontecer, para bem das mulheres, das crianças por nascer e das famílias portuguesas.

terça-feira, janeiro 13, 2015

Presidenciais: Santana Lopes, Rangel e Rio



(imagem retirada do Diário de Notícias e que regista o apoio de Santana Lopes à candidatura nas últimas europeias de Paulo Rangel e Nuno Melo)

Ou muito me engano ou é de Rui Rio que Paulo Rangel está a falar no seu artigo hoje no Público quando escreve:

"5. Que Presidente queremos para a entrada na década de 20 do século XXI? Mais do mesmo com os protagonistas inevitáveis dos últimos quarenta anos? Não será altura de assumir a fadiga do regime e confiar num candidato com uma agenda reformista e activa, capaz de mobilizar a reforma político-institucional a partir da presidência? Se não nos deixarmos embalar, Guterres não será imbatível."

E por falar em presidenciais é de saudar o artigo de Joaquim Jorge do Clube dos Pensadores que ontem apareceu no Público e que desenvolve o mote: "Se PSL é assim tão fraco e cheio de defeitos qual o problema de concorrer?". Uma pergunta justa e um apelo à liberdade, de que tanto carece o centro-direita.

domingo, janeiro 11, 2015

Presidenciais: gestos de coragem e lista de hipóteses



Na questão das presidenciais que são sobremaneira importantes para o futuro do país entusiasma-me nesta fase prévia (a da definição das candidaturas) como se podem baralhar os cálculos dos directórios partidários e dos bem-pensantes de serviço (em especial na minha área que é a do centro-direita). E na forma como os proto-candidatos se colocam em relação àqueles aprecio a liberdade de espírito e a coragem das convicções próprias que os leva a fazerem o seu caminho sem pedirem licença a ninguém...

Razões de sobejo para admirar aqueles referidos pelo Observador que já iniciaram o seu caminho (até na angariação de assinaturas) apesar de à partida não disporem da mais mínima estrutura que os suporte e muito possivelmente se encontrarem destinados a serem ignorados pelos média portugueses que entre outras características têm a de uma subserviência impressionante aos ricos e aos poderosos (não desfazendo como diria o Raul Solnado...;-)


sábado, janeiro 10, 2015

Presidenciais e Alberto João Jardim



Tenho muita simpatia e admiração por Alberto João Jardim. Nos raros contactos que tivemos (sempre por causa dos chamados temas fracturantes ou mais raramente em encontros do PSD) foi impecável connosco. Admiro-lhe a frontalidade e a coragem, a clareza em tantas coisas e a capacidade de combate. Admiro além disso estar-se nas tintas para o politicamente correcto e afrontar as conveniências e o senso comum. Reconheço deve ser difícil a um presidente do PPD/PSD conviver com o fenómeno que ele é e em muitas situações não teria agido como ele. Mas o que interessa é que tem muita categoria e tantas e tantas vezes a virtude de saber reconhecer onde está o adversário e o que ele quer. E a sua obra na Madeira é notável. Sendo também das poucas figuras de relevo com que a Maçonaria sabe que não conta e isso não é dizer pouco nos dias de hoje...

Por isso já aqui neste Blog o referi uma meia dúzia de vezes. Tudo razões de sobejo para assinalar a notícia da sua intenção de candidatar-se nas próximas eleições não com a pretensão de ser eleito mas de fazer ouvir o seu pensamento político para Portugal. A notícia está aqui e vale a pena ser lida. Bem como a recomendação ao centro-direita e cito de que "a coligação PSD/CDS no próximo mandato deve ter uma “mensagem apontada à pessoa humana e às famílias”".Mais certeiro é impossível!

Sobre o Congresso do PSD-Madeira este fim-de-semana e a sucessão com Miguel Albuquerque, vale a pena ler esta notícia.

sábado, janeiro 03, 2015

As Primárias, Passos Coelho e o PSD e o futuro



Saiu ontem no Público um artigo de Rui Nunes (professor catedrático, presidente da Associação Portuguesa da Bioética, coordenador do Fórum Democracia e Sociedade) intitulado O PSD e o futuro, no qual uma vez mais e com mérito defende a realização de eleições primárias no partido aquando da próxima escolha de um líder e candidato a Primeiro-ministro. Não é a primeira vez que Rui Nunes vem defender esse método, democrático e participativo por excelência, e é sempre grado ver crescer a movimentação dos que vimos defendendo esse método que conserva as virtudes das directas e retira os respectivos inconvenientes.

A esse propósito fui à lista de Assuntos deste Blog e na palavra primárias encontrei esta sucessão de posts. Mas sobretudo este post e este ainda que me fizeram lembrar um comentário de Passos Coelho num Conselho Nacional recente à intervenção de um outro companheiro nosso em que este havia referido as primárias no PS como um exemplo e que mais tarde ou mais cedo o nosso partido (o PSD) teria de adoptar. Disse ele então (o PM) para quem na sua frente sentado o quis ouvir: "eu propus ao Congresso as primárias mas fui derrotado"...e assim foi de facto!

Ou seja, há toda a conveniência em que o debate que no PSD devemos fazer sobre as primárias esteja separado da luta presente ou futura pela respectivas liderança. Mas o que não impede (mal estaria) que qualquer dos lados presentes ou futuros intervenha com a sua convicção própria. E nessa comum das primárias todos os que a comungam nessa nos encontremos com gosto e galhardia.

Por curiosidade (devo estar a ficar velho...) fui ver e o meu post mais antigo a defender as primárias é este de 2010. Mas já em 2007 neste artigo no Público o defendia (o artigo surge na sequência deste da Helena Roseta mas com o bom feitio que esta tem, claro, que nunca me respondeu...;-)

Ando a magicar se não devíamos pôr de pé para as eleições presidenciais de forma independente e informal umas "primárias" para a escolha do candidato do centro-direita...embora sempre a possamos fazer na primeira volta,gostem disso os nossos directórios partidários ou não...;-)


sexta-feira, janeiro 02, 2015

Causas fracturantes, António Costa e o centro-direita




A entrevista hoje da nova presidente da ILGA no Público mostra bem uma das grandes consequências que teria uma vitória de António Costa nas próximas eleições: todos os pontos da agenda gay se realizariam e como tristemente se sabe, não haveria ponto de retorno com uma posterior maioria do centro-direita...

Isso foi aliás um dos pontos mais claros no meu debate com a Isabel Moreira na TVI sobre adopção gay.

Resta agora saber se a futura coligação do centro-direita está disposta a levar estes temas tão a sério como o lobby gay e todos os seus aliados...estes próximos meses serão assim decisivos para o Povo da Família que constitui o núcleo duro dos votantes da coligação. A seguir...

quinta-feira, setembro 18, 2014

Referendo na Escócia

Com a liberdade quanto ao resultado de que o que acontecer é sempre o que é melhor, o referendo de hoje é uma possibilidade de pôr em causa o rumo da União Europeia, a leveza e presunção dos nossos políticos europeístas e também o domínio das elites bem-pensantes, dos moderados de serviço e das certezas do fim da história...
Já do ponto de vista do Reino Unido (da sua tradição política e histórica) não estou tão certo possa ser positivo e nessa medida entendo a argumentação do Não...
Aguardemos pois. E entretanto aqui ficam estes dois vídeos com que em todas as latitudes e circunstâncias se identificam os povos combatentes, as posições decididas, os descamisados do centro-direita,o povo pro-Vida:




terça-feira, junho 24, 2014

PPD/PSD: um partido ou uma barriga de aluguer política?





Saiu ontem este meu artigo no Público. O original está aqui.

PPD/PSD: um partido ou uma barriga de aluguer política?


A Lei que regula a Procriação Medicamente Assistida (PMA) foi aprovada, em 2006, na Assembleia da República com indicação de voto contra do PSD. Foi posteriormente promulgada pelo Presidente da República que, em mensagem enviada ao parlamento, manifestou inúmeras e fundadas reservas a este diploma.
Em Janeiro de 2012 foram apresentados dois Projectos Lei (um do BE e outro do PS) a que se juntou, surpreendentemente, um terceiro da iniciativa do PSD, propondo alterações àquela lei. Ainda que com condicionantes que variavam de documento para documento, em todos estes Projectos de Lei se encontrava a admissibilidade dos negócios jurídicos de maternidade de substituição/barrigas de aluguer, (considerados nulos e penalmente sancionados na Lei 32/2006) e a admissão explícita do uso de embriões humanos, para investigação científica (o que inexplicavelmente tem sido ocultado da opinião pública portuguesa).
Submetidos nessa altura a votação, estes projectos, o do BE foi chumbado, e os do PSD e PS desceram à especialidade sem votação na generalidade. Na verdade a revolta no grupo parlamentar do PSD contra esta iniciativa de um pequeno e identificado grupo, aliás muito influente na respectiva direcção, explica que o partido tenha preferido não submeter o seu projecto a votação.
Seguiu-se-lhe então entre Julho e Outubro de 2012 um conjunto de audições no âmbito da Comissão Parlamentar onde se constatou entre os especialistas a mesma, funda e expressiva, divisão que existe sobre o tema no conjunto da sociedade portuguesa. Desde então o processo legislativo esteve suspenso até que agora regressa à agenda por mão daquele pequeno grupo de deputados do PSD que, ao arrepio do eleitorado e do partido, pretendem levar por diante a sua agenda de experimentalismo social.
Na verdade a barriga de aluguer é uma opção de Bioética profundamente fracturante. Ao permitir, ainda que gratuitamente na aparência, a mercantilização do corpo da mulher, o que há muito é vedado pelas ordens jurídicas nacional e internacional, reduz a mãe portadora à condição de “coisa” como acontecia na escravatura. E como muito bem, denunciou o próprio PCP “na maternidade de substituição intervém de forma profunda (o que não acontece com os dadores de gâmetas que não intervém de nenhuma forma no processo da gravidez) uma outra mulher, o que introduz um conjunto de potenciais conflitos e questões éticas que não podem ser ignoradas” (pela voz do Deputado Bernardino Soares na Sessão de 19 de Janeiro de 2012).
Além disso ao permitir que crianças venham a ter três mães (genética, gestação e social) a chamada maternidade de substituição nega a relação de geração física e de afectos, estabelecida durante a gravidez, entre mãe e filho, e cuja importância para o desenvolvimento da criança está cientificamente comprovada (vejam-se a propósito as declarações de Eduardo de Sá, conhecido psicólogo clínico, psicanalista e professor universitário). Sem esquecer que as Propostas de Lei ao negarem direitos do filho, quanto à plena informação genética, permitem negócios jurídicos, onde todos podem sair prejudicados, sem que a lei possa acautelar os interesses das pessoas em questão.
As questões acima, porque socialmente fracturantes, requerem um amplo debate na sociedade o que não aconteceu com a apresentação dos presentes projectos de Lei. Saliente-se que o PSD não apresentou ao eleitorado, em sede de programa eleitoral, qualquer proposta nesta área e nem o Conselho Nacional ou Congresso deste partido, em qualquer das suas reuniões após as últimas eleições legislativas, discutiu este assunto. E argumentos de telenovela, representações convincentes de indignação e exploração despudorada de bons sentimentos não justificam uma deriva legislativa deste calibre.
A iniciativa do BE e do PS tem rastro político, visa dividir o PSD e criar fracturas ao nível da coligação. Alinhar com os partidos da oposição significa andar a reboque de uma minoria expressivamente derrotada nas últimas eleições e servir uma agenda política que não é a do PPD/PSD. A não ser que a ambição política deste partido, depois de um momentâneo juízo em vésperas das eleições europeias, se reduza, nestas matérias, à de se transformar numa barriga de aluguer política do BE e dos sectores mais radicais do partido socialista…?

Membro do Conselho de Jurisdição Distrital de Lisboa do PPD/PSD

quarta-feira, junho 11, 2014

Boas notícias: o Tea Party live and kicking!

Nuns tempos de centro-direita português anémico e timorato, incapaz de um juízo sobre o que se passou nas Europeias (os mesmos 1,8 milhões de votantes na esquerda toda e a coligação Aliança Portugal a perder 500 mil votos: 300 mil para a abstenção e 200 mil para Marinho Pinto, na lista do MPT), sabem bem notícias como estas e a confirmação da possibilidade de movimentações semelhantes de "descamisados ideológicos" e finalmente uma sacudidela no sistema partidário (e a propósito, um grande obrigado ao PS pela introdução de primárias!).

A notícia abaixo foi retirada aqui do diário digital "Observador":

primárias republicanas

Reviravolta nas primárias republicanas: Eric Cantor derrotado pelo candidato do Tea Party

Eric Cantor foi derrotado de forma inesperada nas eleições primárias do partido republicano. O vencedor foi o pouco conhecido Dave Brat, num golpe de vitória para os conservadores do Tea Party.

Líder da maioria na Câmara dos Representantes saiu derrotado das primáriasMark Wilson

Autor
O resultado apanhou de surpresa o Partido Republicano e as repercussões podem-se fazer sentir em Washington e no debate nacional sobre a imigração. Dave Brat focou-se muito no tema da imigração ao longo da campanha, acusando o adversário de ser muito suave nas políticas de imigração e de apoiar uma amnistia para os imigrantes ilegais.
De acordo com o New York Times, a campanha de Brat teve um financiamento de pouco mais de 200 mil dólares, muito aquém da máquina de Cantor, que desembolsou mais de um milhão de dólares na reta final, entre abril e maio, a par do apoio de associações que ajudaram na publicidade.
A participação eleitoral nas primárias republicanas foi bastante elevada: cerca de 65 mil pessoas foram às urnas, muito mais do que as 47 mil que votaram há dois anos, e que deram a Eric Cantor 79% dos votos.
“Adoro cada uma das pessoas deste planeta porque são todas filhas de Deus”, disse Brat a dada altura da campanha, usando o trunfo ultraconservador do Tea Party para se sobrepor a Cantor – que acusava de ser demasiado liberal. A “responsabilidade fiscal” foi outra das bandeiras de Brat para chegar à vitória.
Dave Brat foi assim o nome escolhido pelos republicanos para defrontar o democrata Jack Trammell, também professor na universidade Randolph-Macon, onde Brat leciona. O derrotado Cantor falou de “desilusão” e, acompanhado da mulher, reconheceu a queda. “Servir-vos como o congressista do 7º Distrito e ter o privilégio de ser o líder da maioria foi a maior honra da minha vida”, disse.

sexta-feira, abril 04, 2014

De partida para fim-de-semana: a Dívida portuguesa e Sarah Palin no Tonight Show

Recomendo a leitura do editorial de José António Saraiva no Sol de hoje. Chama-se "O Manifesto e os 'caloteiros'". O juízo parece-me acertado e só tenho uma coisa a acrescentar: alguém já se deu conta de que uma boa parte (a maior creio...?) da dívida portuguesa está nos bancos portugueses, ou seja, na mão dos aforradores portugueses, isto é, nas mãos de cada um de nós...? E que sendo esse dinheiro, essa poupança, nossa, um corte na dívida, significa na realidade, um corte no nosso património...?
(isto dito e por dever de amizade e admiração com a devida vénia a António Bagão Félix cujo serviço do bem comum e altíssima categoria intelectual e moral qualquer ilação negativa não deve recair sobre a sua pessoa e que me desculpem os leitores mas a amizade sempre me obrigará à ressalva...;-)

Mas como estamos de partida para fim-de-semana nada como iniciar desde já o descanso e divertir um pouco com esta pequena parte do Tonight Show com Sarah Palin e um lamento por nos faltarem em Portugal no centro-direita muitas personalidades assim: descontraídas, convictas, certas, descomplexadas e ainda por cima, bem bonitas...!



quinta-feira, março 27, 2014

Direitos dos Homossexuais e Liberdade Religiosa

E o problema é que casos como estes estão-se a multiplicar...ou de como é uma triste humana sina esta de os perseguidos se transformarem em perseguidores...uma lição também a todos os moderados de serviço e ao centro-direita progressista...




Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
Editado por Filipe d’Avillez, no Michigan, Estados Unidos
Inserido em 27-03-2014 06:17
É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.
Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.
“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.
Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.
A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.
“Como viver a minha fé?”Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.
“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.
“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz.
“Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”
A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.
“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”
Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.
“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.
Supremo vai decidirOs casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.
Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.
Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.
Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

quarta-feira, outubro 09, 2013

PSD e Famílias Numerosas: um passo



Num país em que as famílias são cada vez mais mal tratadas e a natalidade um problema dramático e real as propostas do PSD para as famílias numerosas (não sei se os números ainda estão certos, mas estas aqui há uns anos representavam 7% do total dos agregados familiares mas pertenciam-lhes 25% do "stock" das crianças portuguesas) não podem deixar de ser acolhidas senão com aplauso e oxalá correspondam a uma volta no centro-direita no sentido de começar a responder aos desafios do país (além dos económicos) e regressar á sua identidade política, social, ideológica.

Por outro lado está de parabéns a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que ao longo dos anos tem sido de facto o grande sindicato das famílias portuguesas (numerosas ou não) e há muito vem fazendo estas e outras propostas. Que valem para as numerosas (três ou mais filhos é o patamar) e, em parte, para as outras também (vide a campanha Um Filho Vale Um!). Vale por isso a pena ler este comunicado da APFN.

Declaração de interesses: tenho quatro filhos, o que não sendo nada de especial, pelo menos sempre é um contributo para combater o inverno demográfico e aumentar no futuro as contribuições para a segurança social...e uma causa de felicidade para a nossa vida familiar...! ;-)

quinta-feira, outubro 03, 2013

Berlusconi e o "teatro" político italiano: questões sérias em cima do palco



É verdade que poucos políticos neste século (e já desde o anterior) darão tanto o flanco pela sua confusa vida pessoal (para não me alargar sobre a matéria...), a sua complexa vida empresarial e a sua complicada vida política, como Sílvio Berlusconi...e é verdade também os italianos são, em tudo, muito teatrais, e na política daquela grande nação, com facilidade se passa do drama á comédia, da ópera é opereta. Mas nem um facto nem o outro cancelam o facto de que do que se trata é de assuntos sérios, desafios verdadeiros, conflitos vitais.

Infelizmente os aspectos teatrais acima referidos e a distância que nos separa do contexto político e cultural italiano acabam por dificultar muito a compreensão do que se está a passar naquele grande país...se a isso juntarmos o descuido jornalístico, a preguiça na investigação e a preferência dada ao entretenimento, temos então um caldo que torna completamente incompreensível aos portugueses, àqueles que se interessam por política e aos que amam a Itália, o que se está a passar. Por isso vale a pena:

- saber das razões de Berlusconi para ter tentado provocar a queda do governo de Enrico Letta
- perceber que tentar distinguir a questão judicial da questão política é um esforço vão e perigoso  naquele país e em especial no que a Sílvio Berlusconi respeita
- dar-se conta do que está na origem do recuo de Berlusconi e dos promissores desenvolvimentos que esse facto (a mudança dos equilíbrios no Pdl) que o origina (ao recuo) pode trazer
- e, já agora, ouvir e ver o próprio Sílvio Berlusconi no debate de ontem

Feito isso então sim, se pode ajuizar o que se passou, para além das generalidades e das generalizações. E, curiosamente, muito a aprender que seria muito útil acontecesse também na política portuguesa e no centro-direita em especial.

segunda-feira, setembro 30, 2013

O resultado das eleições autárquicas 2013


Análises mais gerais e também mais detalhadas dos resultados das eleições autárquicas são um trabalho indispensável para os próximos tempos, a desenvolver por quem, protagonistas e movimentos, pretenda alargar e consolidar a sua presença na política portuguesa. Mas entretanto algumas notas se podem desde já alinhavar:

1. O sucesso das candidaturas independentes ou quando tal ocorreu os efeitos que tiveram nas candidaturas concorrentes, impedindo umas de ganhar e outras de perder, vem chamar a atenção para o erro fatal os principais partidos cometeram, ao ignorar a vontade do seu eleitorado e impor candidatos a partir das estruturas dirigentes. Neste ponto se comprovou que as primárias nos partidos (eleições internas de escolha de candidatos) são não apenas uma ideia boa, teoricamente correspondente a um sistema político mais democrático, mas uma necessidade premente se os partidos querem apresentar soluções que correspondam aos anseios do seu eleitorado.

2. Se somarmos os votos em candidaturas próprias do PPD/PSD e do CDS-PP, ás das coligações que fizeram (geralmente com o MPT e/ou o PPM), aos votos muito marginais de outros pequenos partidos (como o PPV ou o PND) e ainda os votos nas candidaturas independentes saídas da área política respectiva, constatamos que o centro-direita teve mais votos do que o Partido Socialista. Isto é, está por provar que não exista a adesão do eleitorado deste bloco político, ao Governo e aos partidos que o apoiam...!

3. A fidelidade do núcleo duro dos votantes do centro-direita ás candidaturas dos partidos da coligação de Governo, deve ser estimada e correspondida por quem tem a responsabilidade da governação. Isto é, não se distinguindo os votantes do PS dos do centro-direita, no descontentamento com os efeitos das políticas de austeridade, o que pode continuar a agarrar esse eleitorado fiel é a assunção serena e inteligente pelos partidos do Governo daquela identidade em torno da valorização da dignidade humana, da subsidiariedade, e da estima pela liberdade, que é o "osso" da presença social da maioria sociológica "de direita".

4. No poder local é local o critério predominante de escolha do voto. São ás centenas os exemplos da mais humilde freguesia ao mais espampanante município. O critério proposto pelos Bispos portugueses (o discernimento de qual na convicção de cada um é o mais apto a governar a circunscrição) é de facto o critério do bem comum e do eleitorado em geral.

5. Com a derrota em termos estritamente autárquicos (mandatos, governos municipais ou de freguesia) do PSD há um efeito colateral positivo de um facto indesejado. Muita gente que está no PPD/PSD por virtude da "alimentação" recebida da detenção e uso do poder, perdeu a sua base de apoio e vai fatalmente afastar-se da vida partidária quotidiana (voltando inevitavelmente á tona, quando o poder regressar, já se sabe...). Mas, por ora, vai haver mais tempo e espaço para fazer política, estimar o bem comum, dar protagonismo aos que na política estão de uma forma autêntica. E isso é bom.

6. Se o centro-direita for capaz nas Europeias já para o ano de se apresentar com um programa coerente e que diga respeito á vida real das pessoas, que nas suas listas retome e proponha o país real que se revê no espaço do centro-direita, pode ser se vejam já os bons efeitos da depuração que os resultados das autárquicas trouxeram ás suas fileiras. A ver, vamos...

terça-feira, julho 09, 2013

A reforma do Colégio Militar, Aguiar Branco e a Igualdade de Género




Num país em que não há maneira de se fazer a reforma do Estado, fazem-se "reformas" que eram perfeitamente evitáveis e que revelam bem o desnorte ideológico do centro-direita...na verdade a junção do Instituto de Odivelas (feminino) ao Colégio Militar (masculino) e a conversão deste em externato e internato, em simultâneo, além de uma péssima ideia (como este abaixo assinado tão bem denuncia) revela como, provavelmente com a ajuda e influência de outros membros do Governo, o Ministro Aguiar Branco não apenas ignora importantes consequências da Fé que professa, como revela uma dificuldade em perceber o que é a instituição militar, os seus valores e virtudes, a educação separada e o valor histórico de uma instituição que, por infelicidade, caiu debaixo da sua competência...

Dos malefícios da igualdade de género abundam os exemplos, aqui numa intervenção de Isilda Pegado num Congresso da Federação Portuguesa pela Vida. Das pesadas consequências da mesma reza a história legislativa e constitucional, desde 2004, pelo menos. Do absurdo da aplicação da mesma á reforma dos institutos de educação militar vê-se na medida tomada a triste imagem. E do estado e desagregação da identidade ideológica do centro-direita não podia haver "melhor" exemplo...que tristeza!

domingo, julho 07, 2013

O acordo da Coligação e D. Manuel Clemente



Dois acontecimentos felizes num fim-de-semana só: a entrada de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa e o novo acordo da Coligação de Governo (aqui no site do CDS-PP). De natureza e importância diferentes, claro, mas dos quais muito se espera nas distintas ordens.

Sobre a actual crise política o novo Patriarca de Lisboa disse isto (basicamente uma recusa de eleições antecipadas e o apelo a que as soluções surgissem dos partidos na actual Assembleia da República). Mas importante mesmo neste momento é ler o que disse ontem na Sé, a entrevista que deu á Renascença e esta á Ecclesia.



Já quanto ao acordo de Coligação é de saudar o entendimento alcançado e estão de parabéns Passos Coelho e Paulo Portas (de semblante cansado, coitado...!). Parece-me são bases sólidas e as notícias sobre a nova estrutura de Governo confortantes quanto ao futuro da acção política da actual maioria. Tem o acordo limites e repercute a actual crise identitária do centro-direita? Sim. Mas como sempre desde a posse deste Governo, as insuficiências do mesmo não legitimam que se destrone o mesmo, mas sim que se o ajude, suprindo as suas deficiências, dando-lhe o sopro de alma que lhe falta aqui ou ali.

Uma nota final: não sei se é verdade que Antonio Pires de Lima será o futuro Ministro da Economia. Mas se for verdade antecipo a cumplicidade, a história de amizade que o une a Paulo Portas e neles os dois se revendo toda uma geração de antigos alunos de jesuítas. Engraçadas as voltas da história, o entrecruzar do governo dos povos e das amizades humanas...!

quinta-feira, julho 04, 2013

Crise política: acordo PSD e CDS-PP




(a fotografia acima foi retirada do site da Renascença e creio reproduz outros momentos da coligação que governa o país e que se melhor poderia fazer, é sempre preferível a um regresso do Partido Socialista ao poder...)

Na comunicação social online anuncia-se um acordo entre o CDS e o PSD. Ainda bem! O país precisa deste Governo, de prosseguir no rumo encetado e de estabilidade política. No meio disto tudo é de assinalar    
a determinação e a abertura de Passos Coelho (disse que não desistia,não entrou em pânico, chamou o parceiro a jogo) e a habilidade política de Paulo Portas numa jogada arriscada que confundiu até os seus mais próximos, e que trará certamente benefícios para a presença do CDS no Governo, o seu papel na Coligação e possivelmente até vantagens para o país se for verdade que haverá nova estrutura de Governo, novos protagonistas nas suas estruturas e um rumo mais ousado nas suas políticas. Se assim for, tudo está bem quando acaba bem...

Duas observações mais:

- do bom rumo que as coisas possam agora tomar depende que as movimentações mais identitárias no interior do centro-direita ganhem progressivamente mais espaço nos respectivos partidos, colocando uma exigência progressiva sobre as actuais lideranças partidárias, empenhando-se nas autárquicas no apoio dos seus candidatos e ganhando espaço político correspondente á sua força social

- como sempre que razão tem Pedro Santana Lopes quando aqui observa como a comunicação social detesta ser desobedecida pela realidade...! ;-)



terça-feira, julho 02, 2013

As demissões de Vitor Gaspar e de Paulo Portas




Fora de Lisboa neste momento preparava-me para escrever sobre a demissão de Vitor Gaspar retomando as sábias palavras do meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo. Na verdade e apesar das inumeras criticas que nos aspectos políticos que mais me preocupam (a defesa da Vida, a promoção da Família, as Liberdades Religiosa e de Educação, a Subsidiariedade) este Governo merece e pela correcção das quais não me canso, com todo um Povo de um país inteiro, de lutar, do ponto de vista humano acho que a qualquer dos Ministros do actual Governo o que se pode dizer é: "Obrigado, que Deus o guarde e vos ajude" tal o estado em que Portugal se encontra, o gigantismo da tarefa a que se propõem e o sacrifício que representa o desempenho das funções governativas.

Penso era isso que o Pedro tinha presente quando hoje na edição diária da Newsletter do Povo escreveu:

"Ontem saiu do governo o ministro Vítor Gaspar. Tenho por ele uma enorme admiração e respeito que é confirmada pela carta em que ele pede ao primeiro ministro a sua demissão. As qualidades humanas que ele revelou nestes dois anos e que revela nesta carta são raras. A ingrata tarefa a que se dedicou em nome de nós todos, com enorme incompreensão geral, só aumenta a minha admiração e gratidão. Espero que ele possa continuar a ajudar o país, de qualquer outro modo. Obrigado Vítor Gaspar."

E entretanto tudo se precipitou: um amigo liga-me a contar da demissão de Paulo Portas (carta aqui), vejo que a posse da nova Ministra das Finanças se manteve, que os Ministros do CDS faltaram á mesma, que Passos Coelho foi hoje duas vezes a Belém, que fala ao país ás 20h00, etc...é muito cedo pois para conjecturas e para perceber o que se vai passar. Apenas para "tremer" perante a possibilidade de um regresso do Partido Socialista ao poder e para a confusão económica e financeira que tudo isto pode gerar. Mas também para pensar no cenário de eleições. E que, se calhar, aquele trabalho de reconstrução do centro-direita, que parecia ter de esperar pelas Presidenciais, pode ter de começar mais cedo...e aí estaremos (os do Voto Católico como ás vezes a comunicação social nos chama), prontos a dar razões e batalhar por estas, porque "há muito de bom e belo neste nosso mundo e vale a pena lutar por isso"...