Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sábado, janeiro 10, 2015
Presidenciais e Alberto João Jardim
Tenho muita simpatia e admiração por Alberto João Jardim. Nos raros contactos que tivemos (sempre por causa dos chamados temas fracturantes ou mais raramente em encontros do PSD) foi impecável connosco. Admiro-lhe a frontalidade e a coragem, a clareza em tantas coisas e a capacidade de combate. Admiro além disso estar-se nas tintas para o politicamente correcto e afrontar as conveniências e o senso comum. Reconheço deve ser difícil a um presidente do PPD/PSD conviver com o fenómeno que ele é e em muitas situações não teria agido como ele. Mas o que interessa é que tem muita categoria e tantas e tantas vezes a virtude de saber reconhecer onde está o adversário e o que ele quer. E a sua obra na Madeira é notável. Sendo também das poucas figuras de relevo com que a Maçonaria sabe que não conta e isso não é dizer pouco nos dias de hoje...
Por isso já aqui neste Blog o referi uma meia dúzia de vezes. Tudo razões de sobejo para assinalar a notícia da sua intenção de candidatar-se nas próximas eleições não com a pretensão de ser eleito mas de fazer ouvir o seu pensamento político para Portugal. A notícia está aqui e vale a pena ser lida. Bem como a recomendação ao centro-direita e cito de que "a coligação PSD/CDS no próximo mandato deve ter uma “mensagem apontada à pessoa humana e às famílias”".Mais certeiro é impossível!
Sobre o Congresso do PSD-Madeira este fim-de-semana e a sucessão com Miguel Albuquerque, vale a pena ler esta notícia.
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sexta-feira, outubro 11, 2013
Na morte de D. Antonio Marcelino
Morreu o Senhor D. Antonio Marcelino. Já muitos se pronunciaram sobre ele, desde Pedro Santana Lopes (aqui) a muitos outros como se pode verificar na Ecclesia. Dele recordo sobretudo:
- o empenho na luta pela liberdade de educação não apenas em termos teóricos mas na rua com todas as movimentações cívicas que nos últimos anos afirmaram publicamente a urgência desta mãe de todas as reformas de que Portugal necessita
- a afirmação num encontro há muitos anos atrás de que "a maioria dos casamentos celebrados na Igreja são nulos"
- o apoio que sempre expressou ás iniciativas dos leigos no campo político, em particular na defesa da Vida e da Família e, por fim
- o "sem papas na língua" como abordava a questão da maçonaria e o posicionamento dos católicos em face a esta (veja-se aqui neste Blog)
Que o Senhor a Quem tanto e tão bem serviu, o acolha na Sua Misericórdia, e que em comunhão com Este nos continue a acompanhar, servos inúteis que somos, mas sempre em caminho para a mesma Glória a que estamos todos destinados!
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quinta-feira, dezembro 06, 2012
O caso dos Colégios da GPS: do medo da liberdade de educação
No Domingo quando me preparava para um dos raros programas que vejo* (não tenho decididamente tempo para ver televisão o que não me deixa especialmente orgulhoso ou feliz mas pelo contrário decidido a quando me reformar [pelo andar da carruagem entre os 70 e os 80...] passar os dias inteiros a ver séries da Fox...;-) vi anunciado na TVI uma reportagem sobre um "escândalo" no ensino privado, a transmitir no dia seguinte.
E pensei logo: com a actual "ameaça" que paira sobre o ensino estatal (às vezes menos público que o do privado) está-se mesmo a ver o que se vai passar: vem cá para fora todas as eventuais asneiras que se façam no ensino particular, fazendo de conta que o ensino estatal é um mar de rosas e que portanto cruzes! que vem aí a liberdade de escolha para os pais, vejam só os bandidos que eles (os privados) são...
Não estive no país desde então e por isso perdi os jornais de ontem e os noticiários e não sei como lhes correu a manobra (aos inimigos da liberdade que, no caso, é uma coligação que abrange de filhos da Viúva a sindicalistas comunistas, de socialistas a psd's, entra pelo CDS dentro e não deixa fora sequer nem a extrema-direita nem a extrema-esquerda). Mas vi esta notícia hoje no Público. Do que li pareceu-me que nem sequer parra há, quanto mais uva...!
Posso estar enganado, claro, mas ainda que haja eventuais "malfeitorias" em escolas desse dito Grupo GPS (cujo site está aqui) isso não muda o essencial: ninguém melhor dos que os pais sabe o que quer para os seus filhos e isso sempre animados por lhes desejar o melhor. Deixem-nos pois escolher que com cada caso em concreto saberemos nós lidar...ou como dizia D. Giussani: "mandem-nos andar nus pelas ruas, mas não nos tirem a liberdade de educação"...!
* os raros programas que vejo, sempre em diferido, são o Top + e o Comentário de Marcelo Rebelo de Sousa...;-)
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quarta-feira, junho 06, 2012
Um passo de liberdade: Despacho-surpresa de Nuno Crato revoluciona organização das escolas
Até que enfim um passo concreto na direcção da liberdade de escolha na educação que começa pela concessão de maior autonomia às escolas! A notícia hoje divulgada é animadora e assinale-se o pormenor da "surpresa"...;-)
Eis uma reforma indispensável e em que Nuno Crato honra os seus pergaminhos e dá uma machadada potente no sistema do eduquês que tem assassinado escolarmente gerações de alunos e conduzido Portugal aos últimos lugares nas tabelas de eficiência do sistema educativo.
Assim a estrutura do Ministério da Educação dominada pelas forças que se sabe, não se encarregue agora de demolir este gesto reformista e emprisionar de novo as escolas naquele temor primitivo que tem da liberdade dos professores, dos pais e dos alunos...!
Vale a pena ler o que sobre isto se escreve no Cachimbo de Magritte.
Eis uma reforma indispensável e em que Nuno Crato honra os seus pergaminhos e dá uma machadada potente no sistema do eduquês que tem assassinado escolarmente gerações de alunos e conduzido Portugal aos últimos lugares nas tabelas de eficiência do sistema educativo.
Assim a estrutura do Ministério da Educação dominada pelas forças que se sabe, não se encarregue agora de demolir este gesto reformista e emprisionar de novo as escolas naquele temor primitivo que tem da liberdade dos professores, dos pais e dos alunos...!
Vale a pena ler o que sobre isto se escreve no Cachimbo de Magritte.
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domingo, maio 13, 2012
Serviços Secretos, Ongoing e Silva Carvalho: much ado about nothing...
Much ado about nothing quer dizer, salvo melhor correcção que me seja feita, "tanta coisa para nada". É também o título de um filme delicioso com uma Emma Thompson luminosa, um enredo cativante, uma festa de juventude e Primavera, e aquela poesia ritmada, melodiosa e envolvente, das grandes peças de teatro inglesas. Um festim de cinema! Tudo o contrário da história em referência...
Na verdade é impressionante como se misturam na história de Silva Carvalho dramas pessoais (a humanidade e ambições dele), confirmação de suspeitas (o domínio da Maçonaria sobre tantos niveis importantes de poder), fait-divers (o reenvio do clipping, uma informação acessível a qualquer pessoa que a tal dedique tempo, a uma lista de pessoas influentes), coisas [espionagem a jornalista, interacção com meios empresariais na vertente de uso reciproco de meios na recolha de informações] que se está mesmo a ver e que fazem parte intrinseca da actividade de recolha de informações (a esse propósito vale muito a pena ler o artigo que hoje publica Carlos Garcia no "Correio da Manhã"), uso indevido e impune de recursos de informações para proveito próprio com uma violação de segurança do sistema que brada aos Ceús (!) e por fim a dramática constatação de que o SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa) apesar do trabalho empenhado e profissional de uns, está dramaticamente frágil o que a mim como cidadão me deixa apreensivo e inseguro...
Na verdade é impressionante como se misturam na história de Silva Carvalho dramas pessoais (a humanidade e ambições dele), confirmação de suspeitas (o domínio da Maçonaria sobre tantos niveis importantes de poder), fait-divers (o reenvio do clipping, uma informação acessível a qualquer pessoa que a tal dedique tempo, a uma lista de pessoas influentes), coisas [espionagem a jornalista, interacção com meios empresariais na vertente de uso reciproco de meios na recolha de informações] que se está mesmo a ver e que fazem parte intrinseca da actividade de recolha de informações (a esse propósito vale muito a pena ler o artigo que hoje publica Carlos Garcia no "Correio da Manhã"), uso indevido e impune de recursos de informações para proveito próprio com uma violação de segurança do sistema que brada aos Ceús (!) e por fim a dramática constatação de que o SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa) apesar do trabalho empenhado e profissional de uns, está dramaticamente frágil o que a mim como cidadão me deixa apreensivo e inseguro...
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quarta-feira, março 21, 2012
Quem protegem os serviços de informação?
As noticias de ontem e de hoje sobre as eleições no Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) são muito preocupantes. Uma mistura explosiva de funcionários da segurança nacional, membros de lojas maçónicas e circuitos do poder oficial. Uma escandalosa exposição pública dos serviços de informação, uma ameaça grave à segurança de todos os portugueses, salvo daqueles que o sistema actual alimenta, protege e promove.
Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?
Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?
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segunda-feira, março 12, 2012
Católicos e maçons...?
Se dúvidas ainda restassem (sobre a incompatibilidade) o artigo do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, acaba de vez com as mesmas...leia-se sem falta e passe-se a palavra.
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sábado, fevereiro 18, 2012
Maçonaria: se calhar foi mesmo só branqueamento...?
As declarações que reproduzo abaixo de Fernando Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (a facção hard da agremiação), vem dar razão áquela "teoria da conspiração" que foi ventilada em alguns meios, aquando da polémica pública suscitada pela loja Mozart...ou seja, aquilo que parecia ter sido um "rombo" na imagem da Maçonaria, contribuiu isso sim para um seu "branqueamento" e neste contexto comunicações como a reproduzida em notícia da Agência Lusa. Até atingir aquele ponto em que ser dirigente partidário e maçon se torna um facto corrente e até, no limite, imprescindivel e/ou recomendável...
"Muitos dos melhores em Portugal são maçons" - Fernando Lima
"Muitos dos melhores em Portugal são maçons" - Fernando Lima
Famalicão, 18 fev (Lusa) - O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, afirmou na sexta-feira que ainda há um grande preconceito em Portugal em relação à maçonaria, mas lembrou que "muitos dos melhores no país foram ou são maçons".
"Há uma recusa em entender, dizer ou aceitar que muitos dos melhores em Portugal foram ou são maçons e que as maçãs podres são a exceção", referiu Fernando Lima.
Deu como exemplo o Serviço Nacional de Saúde e "as principais leis" do país, que foram criados por maçons, "mas estes, como são muito humildes, não andam com bandeiras a apregoar o que fizeram".
Reconheceu que a maçonaria ainda é olhada "como algo pateticamente obsoleto e promotor de conspiração ou interesses inconfessáveis", mas sublinhou que é "a mais antiga instituição democrática do mundo".
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quarta-feira, janeiro 25, 2012
Maçonaria no Uruguai: um exemplo prático da incompatibilidade...
ATRAVÉS DO COMUNICADO «LAICIDADE E ESPAÇO PÚBLICO»
Maçons uruguaios investem contra quem defende a vida Para a maçonaria do Uruguai o espaço público é «o lugar onde convivem as pessoas e onde se constrói cidadania». Num comunicado intitulado "Laicidade e espaço público", a maçonaria desta a importância de «preservar a laicidade do Estado e o espaço público, mantendo-o separado de concepções filosóficas, políticas ou religiosas»
29/12/11 8:10 AM(El Observador) Os espaços públicos, dizem, "devem estar livres de qualquer monopolização e interferência arbitrária ou interesses particulares". Por isso, afirmam serem negativas as "influências" exercidas por filósofos e membros de comunidades religiosas acerca das políticas da saúde sexual e reprodutiva.
O comunicado é especialmente duro com as organizações religiosas, as quais "invadem directamente o espaço privado da mulher, submetendo-a a uma visão única, intransigente e retrógrada".Para este agrupamento, "o espaço privado da consciência individual deve permanecer em liberdade, e o colectivo deve proporcionar as facilidades para desenvolver actividades qualquer que seja a opção que a mulher escolha livremente".
Destacam também a importância de uma "educação sexual laica, isto é, livre de dogmas" em todos os programas educativos, tanto das instituiçoes públicas como das privadas. Defendem também que a educação sexual não deveria ficar "ao critério de cada docente, instituição o de uma determinada fé religiosa". Pelo contrário, deveria haver no país regras que a regulamentem.
Isto corresponde, continuam, à "obrigatoriedade de agir legislativa e juridicamente de forma laica como expressa a nossa constituição".
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domingo, janeiro 22, 2012
E apoia também as Barrigas de Aluguer? Cheira-me que sim...
http://dn.sapo.pt/2007/05/02/nacional/maconaria_apoia_casamento_entre_homo.html
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| Maçonaria apoia casamento entre homossexuais JOÃO PEDRO HENRIQUES |
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| O Grande Oriente Lusitano (GOL), principal obediência maçónica em Portugal, aprova o aproveitamento, em 2010, das celebrações dos cem anos da instauração da República, para se rever o Código Civil de forma a permitir o casamento entre homossexuais. Falando ao DN, o grão-mestre do GOL, António Reis, disse que é precisamente isso que significa a referência à necessidade de "proceder à revisão do Código Civil em matéria de realidades sociais, tendo em conta as novas realidades sociais" que consta no relatório, já entregue ao Governo, da Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário a República (CPCCR). Esta comissão foi presidida pelo constitucionalista Vital Moreira e integrava, entre outros, o historiador António Reis. "Tudo o que vem nesse relatório foi unânime, ou quase, dentro da comissão", disse o grão-mestre ao DN. Segundo acrescentou, "faz todo o sentido" aproveitar as celebrações da República para se "reforçarem legalmente os direitos conjugais dos homossexuais". "Se a República se distinguiu foi, nomeadamente, pelas leis sobre a família que aprovou, como a lei do divórcio e a que acabou com o estatuto de filho ilegítimo", explicou Reis. A obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, segundo o relatório da Comissão Promotora das Comemorações do Centenário da República, deverá ter um papel especial nas celebrações dos cem anos do 5 de Outubro. Uma forma de responder ao papel histórico dos maçons em todo o processo que levou ao desmantelamento da monarquia, na revolução do 5 de Outubro propriamente dita, e na construção da Primeira República (1910-1926).| |
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terça-feira, janeiro 17, 2012
Ainda a Maçonaria: um texto do Patriarca de Lisboa
A partir daqui pode-se ler o texto integral da intervenção da qual eis um trecho:

A maçonaria e a definição do sentido da História
É uma longa e atribulada história a das relações da Maçonaria com a Igreja durante os últimos três séculos, expressa em ataques, anti-clericalismo, rejeição da dimensão misteriosa da fé e da verdade revelada, a que a Igreja respondeu com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderissem à Maçonaria. É um processo que tem de ser situado nas grandes transformações culturais e sócio-políticas desse período, em que elementos como a compreensão da natureza e legitimidade do poder político, a promoção e defesa da liberdade individual, os processos revolucionários em cadeia e a “questão romana” que pôs fim ao poder temporal dos Papas, foram pontos quentes a alimentar um conflito. Conceitos, então polémicos, como o da liberdade de consciência e de tolerância, são hoje aceites pela própria Igreja, no quadro de sociedades democráticas e pluralistas. A verdadeira reacção à visão do mundo veiculada pela Maçonaria, têm os católicos de encontrá-la na profundidade da sua fé, sobretudo quando a celebram na Eucaristia, como inspiradora da vida e da história, fonte de sentido e fundamento de uma ordem moral. Sem essa coerência de profundidade, cairão em rejeições e anátemas, pelo menos desenquadrados da actual maneira de conceber a missão da Igreja no mundo.
A questão crucial, sobre a qual os católicos têm o direito de esperar uma resposta do seu Bispo, é esta: a fé católica e a visão do mundo que ela inspira, são compatíveis com a Maçonaria e a sua visão de Deus, com o fundamento de verdade e de moralidade e o sentido da história que veicula? E a resposta é negativa. Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia. E a incompatibilidade reside nas visões inconciliáveis do sentido do homem e da história.
A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. A Igreja também aceita a tolerância, mas em relação às pessoas e não em relação à objectividade da verdade.
Esta atitude perante Deus e perante a verdade gera uma “sabedoria” global, ou seja, uma visão coerente da realidade, que é incompatível com a visão do homem e da sociedade que brotam da fé cristã, que supõe a inter-acção de Deus e do homem, no diálogo fecundo e apaixonante da natureza e da graça. A Igreja tem o dever de orientar os católicos e é a eles que digo que a nossa fé e o sentido da vida que ela inspira é incompatível com o quadro gnóstico de sentido veiculado pela Maçonaria.
Haverá, ainda hoje, uma luta entre a Maçonaria e a Igreja? Não nos termos em que se pôs no passado, embora não devamos ser ingénuos: a Maçonaria, sobretudo em algumas das suas “obediências”, lutará sempre contra valores inspiradores da sociedade que tenham a sua origem na dimensão sobrenatural da nossa fé. Sempre que isso acontecer, demos testemunho da esperança que está em nós (1Pet. 3,15). A expressão de uma visão laicista da sociedade assenta também sobre a falta de coerência dos cristãos com as implicações sociais da fé que professam e da Eucaristia que celebram.
"Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia". Excerto da Nota Pastoral 'A Páscoa da Eucaristia', do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, publicada em Janeiro de 2005.
A maçonaria e a definição do sentido da História
É uma longa e atribulada história a das relações da Maçonaria com a Igreja durante os últimos três séculos, expressa em ataques, anti-clericalismo, rejeição da dimensão misteriosa da fé e da verdade revelada, a que a Igreja respondeu com várias condenações, com penas de excomunhão para os católicos que aderissem à Maçonaria. É um processo que tem de ser situado nas grandes transformações culturais e sócio-políticas desse período, em que elementos como a compreensão da natureza e legitimidade do poder político, a promoção e defesa da liberdade individual, os processos revolucionários em cadeia e a “questão romana” que pôs fim ao poder temporal dos Papas, foram pontos quentes a alimentar um conflito. Conceitos, então polémicos, como o da liberdade de consciência e de tolerância, são hoje aceites pela própria Igreja, no quadro de sociedades democráticas e pluralistas. A verdadeira reacção à visão do mundo veiculada pela Maçonaria, têm os católicos de encontrá-la na profundidade da sua fé, sobretudo quando a celebram na Eucaristia, como inspiradora da vida e da história, fonte de sentido e fundamento de uma ordem moral. Sem essa coerência de profundidade, cairão em rejeições e anátemas, pelo menos desenquadrados da actual maneira de conceber a missão da Igreja no mundo.
A questão crucial, sobre a qual os católicos têm o direito de esperar uma resposta do seu Bispo, é esta: a fé católica e a visão do mundo que ela inspira, são compatíveis com a Maçonaria e a sua visão de Deus, com o fundamento de verdade e de moralidade e o sentido da história que veicula? E a resposta é negativa. Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser maçon. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia. E a incompatibilidade reside nas visões inconciliáveis do sentido do homem e da história.
A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. A Igreja também aceita a tolerância, mas em relação às pessoas e não em relação à objectividade da verdade.
Esta atitude perante Deus e perante a verdade gera uma “sabedoria” global, ou seja, uma visão coerente da realidade, que é incompatível com a visão do homem e da sociedade que brotam da fé cristã, que supõe a inter-acção de Deus e do homem, no diálogo fecundo e apaixonante da natureza e da graça. A Igreja tem o dever de orientar os católicos e é a eles que digo que a nossa fé e o sentido da vida que ela inspira é incompatível com o quadro gnóstico de sentido veiculado pela Maçonaria.
Haverá, ainda hoje, uma luta entre a Maçonaria e a Igreja? Não nos termos em que se pôs no passado, embora não devamos ser ingénuos: a Maçonaria, sobretudo em algumas das suas “obediências”, lutará sempre contra valores inspiradores da sociedade que tenham a sua origem na dimensão sobrenatural da nossa fé. Sempre que isso acontecer, demos testemunho da esperança que está em nós (1Pet. 3,15). A expressão de uma visão laicista da sociedade assenta também sobre a falta de coerência dos cristãos com as implicações sociais da fé que professam e da Eucaristia que celebram.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Barrigas de Aluguer e PSD: Sócrates afinal tinha razão...?
A apresentação pelo PSD de um projecto favorável à introdução das Barrigas de Aluguer (e à entrega para a investigação cientifica de embriões "excedentários", em flagrante violação, parece-me, da Convenção de Oviedo de que Portugal é um dos países subscritores), matéria que não constava sequer do seu programa eleitoral 2011, faz com que me ocorra a pergunta se o Eng.º Sócrates estava errado só na economia, mas certo no resto...!?
Na verdade não me ocorre outra expressão para esta iniciativa do que a de "um tiro nos pés" (mais precisamente no seu eleitorado) ou então a de "manobra de diversão" (enquanto a comunicação social estiver entretida com isto, não se falará de Maçonaria...).
É extraordinário que seja o centro-direita que venha agora permitir uma extensão da lei da procriação medicamente assisitida (à época objecto de tantas reservas do Presidente da República na sua promulgação) que nem sequer uma das maiores maiorias de esquerda ousou em 2006...!
Estou curioso por ver que observações isso suscitará aos comentadores de serviço sobre como é possível uma maioria política permitir-se a perda de um dos grandes poderes em política, qual seja o de ter a iniciativa e não andar a reboque de ninguém...
Nota final: temos em Portugal, infelizmente, muitos exemplos do resultado da "moderação" em política: abre-se uma fresta, escancara-se a porta, a enxurrada tudo submerge...foi assim com o aborto (e dizem-no melhor do que nós figuras importantes do Sim quando expressam a sua desilusão com os resultados da lei de 2007), muito antes com a pílula do dia seguinte (era só para "casos rarissimos", vende-se hoje em dia na ordem das centenas de milhar), e se não houver juizo assim será com a Maternidade de Substituição (designação eufemistica das Barrigas de Aluguer, na "melhor" da tradição da Ideologia do Género).
E, claro, "até ao lavar dos cestos é vindima"...;-)
Na verdade não me ocorre outra expressão para esta iniciativa do que a de "um tiro nos pés" (mais precisamente no seu eleitorado) ou então a de "manobra de diversão" (enquanto a comunicação social estiver entretida com isto, não se falará de Maçonaria...).
É extraordinário que seja o centro-direita que venha agora permitir uma extensão da lei da procriação medicamente assisitida (à época objecto de tantas reservas do Presidente da República na sua promulgação) que nem sequer uma das maiores maiorias de esquerda ousou em 2006...!
Estou curioso por ver que observações isso suscitará aos comentadores de serviço sobre como é possível uma maioria política permitir-se a perda de um dos grandes poderes em política, qual seja o de ter a iniciativa e não andar a reboque de ninguém...
Nota final: temos em Portugal, infelizmente, muitos exemplos do resultado da "moderação" em política: abre-se uma fresta, escancara-se a porta, a enxurrada tudo submerge...foi assim com o aborto (e dizem-no melhor do que nós figuras importantes do Sim quando expressam a sua desilusão com os resultados da lei de 2007), muito antes com a pílula do dia seguinte (era só para "casos rarissimos", vende-se hoje em dia na ordem das centenas de milhar), e se não houver juizo assim será com a Maternidade de Substituição (designação eufemistica das Barrigas de Aluguer, na "melhor" da tradição da Ideologia do Género).
E, claro, "até ao lavar dos cestos é vindima"...;-)
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quinta-feira, janeiro 12, 2012
Serviços (pouco) Secretos
O artigo de Manuel Catarino, subdirector do Correio da Manhã, expressa melhor do que eu seria capaz a maior das preocupações que na matéria eu tenho em relação aos serviços de informações portugueses pelo que se vai sabendo pela comunicação social e dando já o devido desconto aos exageros...
As interrogações são múltiplas: sobre as verificações de segurança que são feitas à entrada e durante a permanência nos serviços, sobre a utilização que é dada à informação que circula nos mesmos, quanto à influência que a pertença a essa "associação civica" (na surpreendente definição de Marcelo Rebelo de Sousa no último Domingo...!?) possa jogar na definição dos objectivos operacionais de recolha e produção de informação, etc...
Sem falar na humilhação dos nossos serviços junto dos seus congéneres estrangeiros (ocorre a lembrança de situações idênticas dos MI-5 e 6 em relação aos serviços dos Estados Unidos aí em consequência de bem sucedidas infiltrações dos serviços soviéticos e que Le Carré tão bem descreve) e até a situação de insegurança que esta debilidade propicia.
Mas enfim. Como sempre na vida das pessoas e da sociedade este mau período passará e para o futuro ficarão as lições correspondentes...assim seja! ;-)
As interrogações são múltiplas: sobre as verificações de segurança que são feitas à entrada e durante a permanência nos serviços, sobre a utilização que é dada à informação que circula nos mesmos, quanto à influência que a pertença a essa "associação civica" (na surpreendente definição de Marcelo Rebelo de Sousa no último Domingo...!?) possa jogar na definição dos objectivos operacionais de recolha e produção de informação, etc...
Sem falar na humilhação dos nossos serviços junto dos seus congéneres estrangeiros (ocorre a lembrança de situações idênticas dos MI-5 e 6 em relação aos serviços dos Estados Unidos aí em consequência de bem sucedidas infiltrações dos serviços soviéticos e que Le Carré tão bem descreve) e até a situação de insegurança que esta debilidade propicia.
Mas enfim. Como sempre na vida das pessoas e da sociedade este mau período passará e para o futuro ficarão as lições correspondentes...assim seja! ;-)
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terça-feira, janeiro 10, 2012
Igreja: Cardeal-patriarca critica «influência direta» da Maçonaria na política
Na Ecclesia de hoje:
Fátima, Santarém, 10 jan 2012 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, criticou hoje em Fátima a “influência direta” da Maçonaria em “coisas políticas”, mas descartou a exigência de que os políticos se assumam como maçons.
“Como políticos, se são maçons, se são católicos ou se são do Sporting, não vejo que isso tenha uma relevância muito grande”, disse o cardeal-patriarca aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.
Para este responsável, “outra coisa" é se "a Maçonaria, enquanto tal, teve influência direta em coisas políticas, isso está mal”.
O patriarca de Lisboa respondia a questões sobre a recente polémica relativa às ligações entre a Maçonaria, deputados e serviços de informação portugueses.
Interrogado sobre se os políticos deviam assumir publicamente a sua condição de maçons, o cardeal-patriarca disse não ver “porquê”.
“Não me parece que seja necessário”, assinalou.
D. José Policarpo observou que “a própria Maçonaria, que primava pelo secretismo dos seus dinamismos, começa a ser forçada a vir para a luz do dia”.
“Hoje a Maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo, tem influência na coisa política, só me admiro é que haja gente a surpreender-se com isso”, disse, acrescentando que, para a Igreja, essa não é “uma questão de primeiro plano, neste momento”.
“Numa sociedade como as nossas sociedades ocidentais, tudo o que se define como secreto, na essência, é um bocado incompatível, hoje só é secreta a intimidade particular das pessoas”, prosseguiu.
Para o cardeal-patriarca, a Maçonaria “é uma realidade complexa”, lembrando que teve origem “canónica, nasceu dentro da Igreja, uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais, daí chamarem-se pedreiros-livres”.
Um movimento que tinha “uma mística” própria, que desaparece quando a Revolução Francesa traz uma “vertente laicizante”, introduzindo um “princípio do laicismo, do racionalismo, muito ao sabor do que eram as correntes do pensamento nessa altura”.
“A questão canónica da Maçonaria, que não é uma questão que estejamos todos os dias a brandir, tem a ver com a teoria maçónica em relação à fé religiosa e à existência de Deus”, disse D. José Policarpo.
O patriarca de Lisboa frisou que “a Maçonaria não é ateia (…), é sim do racionalismo da fé, ou seja, recusam qualquer religião revelada, a revelação como manifestação do mistério, mas aceitam o Deus que pode ser reconhecido pela razão humana, que é uma via justa”
O presidente da CEP recorda que, do ponto de vista da Igreja, “não é compatível” ser católico e maçon, porque “rejeitam aquilo que é o essencial da fé, a aceitação da Palavra de Deus e da revelação sobrenatural”.
O último documento oficial da Santa Sé nesta matéria é a "Declaração sobre a Maçonaria", assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a 26 de novembro de 1983.
“Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”, pode ler-se.
OC
Nacional | Agência Ecclesia | 2012-01-10 | 13:54:50 | 3179 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa, Igreja/Política
Fátima, Santarém, 10 jan 2012 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, criticou hoje em Fátima a “influência direta” da Maçonaria em “coisas políticas”, mas descartou a exigência de que os políticos se assumam como maçons.
“Como políticos, se são maçons, se são católicos ou se são do Sporting, não vejo que isso tenha uma relevância muito grande”, disse o cardeal-patriarca aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.
Para este responsável, “outra coisa" é se "a Maçonaria, enquanto tal, teve influência direta em coisas políticas, isso está mal”.
O patriarca de Lisboa respondia a questões sobre a recente polémica relativa às ligações entre a Maçonaria, deputados e serviços de informação portugueses.
Interrogado sobre se os políticos deviam assumir publicamente a sua condição de maçons, o cardeal-patriarca disse não ver “porquê”.
“Não me parece que seja necessário”, assinalou.
D. José Policarpo observou que “a própria Maçonaria, que primava pelo secretismo dos seus dinamismos, começa a ser forçada a vir para a luz do dia”.
“Hoje a Maçonaria faz parte da sociedade, é conhecida há muito tempo, tem influência na coisa política, só me admiro é que haja gente a surpreender-se com isso”, disse, acrescentando que, para a Igreja, essa não é “uma questão de primeiro plano, neste momento”.
“Numa sociedade como as nossas sociedades ocidentais, tudo o que se define como secreto, na essência, é um bocado incompatível, hoje só é secreta a intimidade particular das pessoas”, prosseguiu.
Para o cardeal-patriarca, a Maçonaria “é uma realidade complexa”, lembrando que teve origem “canónica, nasceu dentro da Igreja, uma espécie de fraternidade dos construtores de catedrais, daí chamarem-se pedreiros-livres”.
Um movimento que tinha “uma mística” própria, que desaparece quando a Revolução Francesa traz uma “vertente laicizante”, introduzindo um “princípio do laicismo, do racionalismo, muito ao sabor do que eram as correntes do pensamento nessa altura”.
“A questão canónica da Maçonaria, que não é uma questão que estejamos todos os dias a brandir, tem a ver com a teoria maçónica em relação à fé religiosa e à existência de Deus”, disse D. José Policarpo.
O patriarca de Lisboa frisou que “a Maçonaria não é ateia (…), é sim do racionalismo da fé, ou seja, recusam qualquer religião revelada, a revelação como manifestação do mistério, mas aceitam o Deus que pode ser reconhecido pela razão humana, que é uma via justa”
O presidente da CEP recorda que, do ponto de vista da Igreja, “não é compatível” ser católico e maçon, porque “rejeitam aquilo que é o essencial da fé, a aceitação da Palavra de Deus e da revelação sobrenatural”.
O último documento oficial da Santa Sé nesta matéria é a "Declaração sobre a Maçonaria", assinado pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a 26 de novembro de 1983.
“Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”, pode ler-se.
OC
Nacional | Agência Ecclesia | 2012-01-10 | 13:54:50 | 3179 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa, Igreja/Política
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O Opus Dei e a liberdade dos cristãos
Com frequência sempre que há história com a Maçonaria acontece uma costumeira confusão entre a natureza dessa sociedade secreta e a do Opus Dei, uma Prelatura Pessoal, publica, com portas abertas para a rua, onde tenho bons amigos.
Por isso é útil ler-se esta entrevista de Monsenhor Rafael Espírito Santo, Vigário-geral do Opus Dei em Portugal.
Por isso é útil ler-se esta entrevista de Monsenhor Rafael Espírito Santo, Vigário-geral do Opus Dei em Portugal.
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segunda-feira, janeiro 09, 2012
As mulheres e a Maçonaria (e os moderados no PSD)
A propósito da actual discussão sobre as barrigas de aluguer e outras anteriores sobre o casamento gay (ou melhor dito, sobre a malfadada alteração do numero 2 do artigo 13 da Constituição inserindo a referência à orientação sexual) recordei-me dos embates que enquanto deputado tive no parlamento com algumas colegas deputadas, em especial da minha bancada (PSD).
Algumas pertenciam àquela categoria dos "moderados"...isto é aquela categoria que acha que nem 2+2 são 4, como dizem os fundamentalistas, nem 2+2 são 10, como dizem os radicais. E por isso concluem perante a aprovação geral, o aplauso da comunicação social, e o gaúdio dos radicais que as enganaram, que 2+2 é igual a 7, e que não há qualquer perigo de no futuro e aplicando o mesmo método das médias, vir a haver erro em outras somas...muitos destes moderados são simpáticos, até nossos próximos, e mesmo com alguma prática e educação religiosa. Outras havia que na altura suspeitámos, considerado o seu poder, que pudessem ser da Maçonaria (que também tem um ramo feminino).
Seguindo este encadeamento do raciocinio dei-me agora conta que nestas revelações em catadupa do nome de membros da Maçonaria, a que assistimos nos últimos dias, não apareceu o nome de uma mulher sequer...ou seja até nisto se comprova que no que se metem as mulheres são mais sérias, levam as regras a peito e são mais consistentes que os homens...! ;-)
Isto é, até na Maçonaria: Mulheres 10 - Homens 0! Lol!
Algumas pertenciam àquela categoria dos "moderados"...isto é aquela categoria que acha que nem 2+2 são 4, como dizem os fundamentalistas, nem 2+2 são 10, como dizem os radicais. E por isso concluem perante a aprovação geral, o aplauso da comunicação social, e o gaúdio dos radicais que as enganaram, que 2+2 é igual a 7, e que não há qualquer perigo de no futuro e aplicando o mesmo método das médias, vir a haver erro em outras somas...muitos destes moderados são simpáticos, até nossos próximos, e mesmo com alguma prática e educação religiosa. Outras havia que na altura suspeitámos, considerado o seu poder, que pudessem ser da Maçonaria (que também tem um ramo feminino).
Seguindo este encadeamento do raciocinio dei-me agora conta que nestas revelações em catadupa do nome de membros da Maçonaria, a que assistimos nos últimos dias, não apareceu o nome de uma mulher sequer...ou seja até nisto se comprova que no que se metem as mulheres são mais sérias, levam as regras a peito e são mais consistentes que os homens...! ;-)
Isto é, até na Maçonaria: Mulheres 10 - Homens 0! Lol!
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domingo, janeiro 08, 2012
Católico e maçon? Uma contradição nos próprios termos
Fonte (com a devida e grata vénia à lista É o Carteiro! ;-)
Excertos de uma entrevista a Mgr. Rey Bispo de Fréjus - Toulon
Excertos de uma entrevista a Mgr. Rey Bispo de Fréjus - Toulon
Poderia resumir a posição da Igreja?
A posição da Igreja, desde que a questão se pôs pela primeira vez,
é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo
tempo professar a fé católica.
A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento
que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de
Deus na relação com o esforço do homem, num sistema que relativiza
também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação
de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.
é que não é possível pertencer a uma loja maçónica e ao mesmo
tempo professar a fé católica.
A pertença à maçonaria é a adesão a um sistema de pensamento
que se inscreve no relativismo, na negação do papel da graça de
Deus na relação com o esforço do homem, num sistema que relativiza
também o lugar da Igreja, e que pode ser definido como a exaltação
de uma inteligência privada do amor. É uma nova forma de gnosticismo.
Para os maçons, a verdade é considerada insusceptível de ser conhecida;
enquanto na fé católica ocupa o centro.
enquanto na fé católica ocupa o centro.
De fato, para os maçons, não há verdade absoluta. Tudo parte da
inteligência do homem, da explicação de que o homem dá de si mesmo e
do sentido das coisas.
A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete
transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do
universo (é a visão do arquiteto), é o homem que se salva pela sua
inteligência, ele não precisa de Deus.
O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior
do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento
para a nossa ação.
inteligência do homem, da explicação de que o homem dá de si mesmo e
do sentido das coisas.
A vida já não é recebida; é construída. É ao homem que compete
transformar o mundo através do conhecimento íntimo das leis do
universo (é a visão do arquiteto), é o homem que se salva pela sua
inteligência, ele não precisa de Deus.
O recurso a Deus passa então a valer mais como uma emoção interior
do que como uma graça; enquanto, para nós cristãos, é o principal alento
para a nossa ação.
Que respostas pode a Igreja dar para o desafio posto pela maçonaria?
Eu julgo que a Maçonaria desafia a Igreja em quatro pontos.
· Primeiro, a necessidade de criar grupos de reflexão,
de pôr em ação a pastoral da inteligência.
de pôr em ação a pastoral da inteligência.
· Segunda coisa, a ritualização: a dessacralização que podemos
encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade
ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias,
que se tenham utilizado outras reservas simbólicas
encontrar num ou noutro espaço eclesial, numa comunidade
ou noutra, faz que se tenham procurado simbólicas alheias,
que se tenham utilizado outras reservas simbólicas
· A terceira coisa é a fraternidade: a experiência de uma comunhão
entre pessoas, não apenas na ordem da experiência espiritual,
interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.
entre pessoas, não apenas na ordem da experiência espiritual,
interior, mas uma reflexão construída e compartilhada por todos.
· Acrescentaria, ainda, a formação de uma elite: é preciso libertar-se
do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes
de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite
verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica
experiência de Cristo e que nos seus talentos, competências e redes
expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos
e os pobres têm um lugar central.
do elitismo iniciático das lojas, que muitas vezes são também redes
de influência, mas precisamos nos dias de hoje de formar uma elite
verdadeiramente cristã, de pessoas que fazem uma autêntica
experiência de Cristo e que nos seus talentos, competências e redes
expressam uma mensagem que se pretende universal, onde os pequenos
e os pobres têm um lugar central.
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Católicos e Maçonaria: pontos e razões da incompatibilidade
Pelos vistos torna-se necessário recordá-lo. Assim aqui estão alguns elementos:
1) Notícia da Ecclesia de há um ou dois anos mas útil porque com pontos muito sintéticos: D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, explicou ontem que há razões objectivas que impedem que um católico possa ser maçon. "Jesus Cristo não é uma ideia, não é um pensamento, não é uma mensagem, mas é uma vida, e essa vida implica nas nossas vidas. Isso é um princípio fundamental do Cristianismo, que não sendo respeitado, não sendo acolhido, há uma incompatibilidade", disse à RR.
O prelado foi orador no almoço debate subordinado ao tema "Os católicos e a Maçonaria", organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). O debate partiu da última mensagem quaresmal do Cardeal Patriarca de Lisboa motivada pelo episódio ocorrido numa das capelas da Basílica da Estrela.
D. Carlos Azevedo admitiu, contudo, que o diálogo com estas organizações "é sempre possível".
Como principais pontos "inaceitáveis para os católicos", o bispo enumerou o cientismo, o materialismo, o esoterismo elitista gnóstico contrário à revelação, o facto de acreditarem que não existe uma verdade objectiva (cada um pode ter a sua concepção pessoal), o antropocentrismo e a "visão redutora" de Jesus Cristo.
O Bispo recordou a última nota quaresmal do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na qual são sublinhados os diferentes sentidos da História e da pessoa humana para a Maçonaria e para o Cristianismo.
1) Notícia da Ecclesia de há um ou dois anos mas útil porque com pontos muito sintéticos: D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, explicou ontem que há razões objectivas que impedem que um católico possa ser maçon. "Jesus Cristo não é uma ideia, não é um pensamento, não é uma mensagem, mas é uma vida, e essa vida implica nas nossas vidas. Isso é um princípio fundamental do Cristianismo, que não sendo respeitado, não sendo acolhido, há uma incompatibilidade", disse à RR.
O prelado foi orador no almoço debate subordinado ao tema "Os católicos e a Maçonaria", organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). O debate partiu da última mensagem quaresmal do Cardeal Patriarca de Lisboa motivada pelo episódio ocorrido numa das capelas da Basílica da Estrela.
D. Carlos Azevedo admitiu, contudo, que o diálogo com estas organizações "é sempre possível".
Como principais pontos "inaceitáveis para os católicos", o bispo enumerou o cientismo, o materialismo, o esoterismo elitista gnóstico contrário à revelação, o facto de acreditarem que não existe uma verdade objectiva (cada um pode ter a sua concepção pessoal), o antropocentrismo e a "visão redutora" de Jesus Cristo.
O Bispo recordou a última nota quaresmal do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, na qual são sublinhados os diferentes sentidos da História e da pessoa humana para a Maçonaria e para o Cristianismo.
2) Há um artigo desenvolvido aqui que vale a pena ler porque referindo a questão no direito canónico e também a Nota da Congregação para a Doutrina da Fé que veio esclarecer algumas das últimas modificações no Código de Direito Canónico.
3) Também vale a pena ler este post até porque no fim tem vários links muito úteis
3) Também vale a pena ler este post até porque no fim tem vários links muito úteis
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A Maçonaria e o PSD segundo Pacheco Pereira
Recomendo não se perca o post (de facto um artigo que saiu no Público) "Encontros Imediatos de Terceiro Grau com as Maçonarias" que está aqui.
Só para abrir o apetite e também constatar a liberdade com que Pacheco Pereira escreve:
"Depois os tempos foram mudando e apareceram outras maçonarias, a Grande Loja Regular de Portugal, e a sua cisão, a Grande Loja Legal de Portugal. O recrutamento clássico para a Maçonaria começou então a sair do republicanismo clássico, onde, como diria o PCP, a "lei da vida" ia abatendo os mações dessa obediência, e os restos do "reviralho", sobrevivendo no PS de Almeida Santos e outros, começavam a dar lugar a uma nova geração de pedreiros-livres do PSD e do CDS. Nessa área política, os mações eram até então muito poucos, e também ligados ao Grande Oriente Lusitano. Eram vistos com desconfiança e a sua pertença era mantida em grande segredo num partido hostil. Depois, através principalmente das "jotas", foram alargando a sua influência até aos dias de hoje, em que as lojas maçónicas, em particular ligadas à Grande Loja Legal de Portugal, são a instituição parapolítica com mais influência no PSD. Os sectores mais conservadores do partido, ligados à Igreja e nalguns casos à Opus Dei, perderam influência e os militantes de base, de um modo geral "antimaçónicos" primários, como antes se era "anticomunista primário", descobrem agora a dimensão do takover maçónico no PSD. E não gostam, mesmo que o aparelho dominante, fortemente ligado à maçonaria em distritais como o Porto e Lisboa, tenha tendência para tornar o assunto tabu."
Só para abrir o apetite e também constatar a liberdade com que Pacheco Pereira escreve:
"Depois os tempos foram mudando e apareceram outras maçonarias, a Grande Loja Regular de Portugal, e a sua cisão, a Grande Loja Legal de Portugal. O recrutamento clássico para a Maçonaria começou então a sair do republicanismo clássico, onde, como diria o PCP, a "lei da vida" ia abatendo os mações dessa obediência, e os restos do "reviralho", sobrevivendo no PS de Almeida Santos e outros, começavam a dar lugar a uma nova geração de pedreiros-livres do PSD e do CDS. Nessa área política, os mações eram até então muito poucos, e também ligados ao Grande Oriente Lusitano. Eram vistos com desconfiança e a sua pertença era mantida em grande segredo num partido hostil. Depois, através principalmente das "jotas", foram alargando a sua influência até aos dias de hoje, em que as lojas maçónicas, em particular ligadas à Grande Loja Legal de Portugal, são a instituição parapolítica com mais influência no PSD. Os sectores mais conservadores do partido, ligados à Igreja e nalguns casos à Opus Dei, perderam influência e os militantes de base, de um modo geral "antimaçónicos" primários, como antes se era "anticomunista primário", descobrem agora a dimensão do takover maçónico no PSD. E não gostam, mesmo que o aparelho dominante, fortemente ligado à maçonaria em distritais como o Porto e Lisboa, tenha tendência para tornar o assunto tabu."
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Ainda a Maçonaria nas notícias deste fim de semana
Muito bom perceber da leitura do Expresso que o Primeiro-ministro estará decidido a limpar a casa dos serviços secretos do dominio que sobre estes exerce a Maçonaria. Não surpreende para quem o conheça e terá uma surpresa quem duvide que o fará...
Atendendo ás notícias dos últimos dias e também à referência acima faz todo o sentido a pergunta que no Público hoje André Freire dirige a Passos Coelho:
"É possível confiar num Estado onde, além da promiscuidade entre política e negócios, há também conúbio entre serviços secretos, maçonaria e empresas privadas?"
Entre todos os artigos que o Expresso publicou sobre o assunto destaco: "Justos e Pecadores" de Henrique Monteiro (naquilo que me parece reflectir uma corrente de pensamento no interior da mesma e também acaba por dar uma imagem muito precisa de como se retratam e se retrata a Maçonaria muitas das pessoas que lá estão) e um beligerante artigo de Henrique Raposo ("Neblina maçónica") que não me parece ir na boa direcção, mas de certo modo é o resultado inevitável da actual situação retratada na pergunta de André Freire.
Última nota pessoal: na catadupa de nomes do PSD há alguns que conheço, com quem já estive e até partilhámos posições políticas comuns. Alguns já me tinha passado pela cabeça o fossem ou pudessem vir a ser (de um em especial ficou-me agora claro porque a meio de um percurso me deixou pendurado...;-) mas todos me impressiona tê-lo agora confirmado. Estou muito tentado a oferecer-lhes este livro (disponivel para encomenda aqui):
Aqui está uma breve descrição do livro.
Atendendo ás notícias dos últimos dias e também à referência acima faz todo o sentido a pergunta que no Público hoje André Freire dirige a Passos Coelho:
"É possível confiar num Estado onde, além da promiscuidade entre política e negócios, há também conúbio entre serviços secretos, maçonaria e empresas privadas?"
Entre todos os artigos que o Expresso publicou sobre o assunto destaco: "Justos e Pecadores" de Henrique Monteiro (naquilo que me parece reflectir uma corrente de pensamento no interior da mesma e também acaba por dar uma imagem muito precisa de como se retratam e se retrata a Maçonaria muitas das pessoas que lá estão) e um beligerante artigo de Henrique Raposo ("Neblina maçónica") que não me parece ir na boa direcção, mas de certo modo é o resultado inevitável da actual situação retratada na pergunta de André Freire.
Última nota pessoal: na catadupa de nomes do PSD há alguns que conheço, com quem já estive e até partilhámos posições políticas comuns. Alguns já me tinha passado pela cabeça o fossem ou pudessem vir a ser (de um em especial ficou-me agora claro porque a meio de um percurso me deixou pendurado...;-) mas todos me impressiona tê-lo agora confirmado. Estou muito tentado a oferecer-lhes este livro (disponivel para encomenda aqui):
Aqui está uma breve descrição do livro.
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