Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quarta-feira, fevereiro 19, 2014
De regresso quatro semanas depois: como é que eles conseguem...?
Foram quatro semanas intensas entre o trabalho, a família, o Colóquio da Federação Portuguesa pela Vida de balanço de sete anos sobre o segundo referendo do aborto e todas as tarefas associadas á apresentação de uma moção ao próximo Congresso do PSD...
Vivendo assim uma vida real e tão empenhada, interrogo-me como é possível a tantos reproduzi-la no espaço virtual e ter tempo para aí estar...mistério!
Mas gosto pensar é por ter uma vida real que isso me acontece e em todas as circunstâncias da vida o que me acontece é o que por analogia aqui reproduzo abaixo...;-)
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sábado, outubro 05, 2013
Caminhada pela Vida Lisboa 2013: imagens que valem mil palavras
Do que foi esta grande jornada pela Vida e pela Família melhor do que palavras falam as imagens acima. E também as que a TVI 24 publicou ou as que o Pedro Aguiar Pinto colocou no Blog Povo. Ou então o filme que a Renascença pôs online.
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segunda-feira, outubro 08, 2012
As tranches do empréstimo da Troika
Como muitos dos meus concidadãos não estou convencido que o enorme e brutal aumento de impostos em Portugal não poderia ter sido parcialmente evitado se do lado da despesa do Estado estivesse a ser feito idêntico esforço. Acredito em Vitor Gaspar quando diz que é histórica a diminuição da despesa pública mas não acredito (aliás sei-o de facto até pelas minhas responsabilidades na Federação Portuguesa pela Vida como este comunicado o diz) que não se possa continuar a cortar e muito.
Vou até mais longe e acredito mesmo que algumas medidas talvez de pequeno montante mas significativas de exemplo se podiam ver tomar pelos nossos governantes apesar de as saber em certa medida demagógicas (o parque automóvel do Estado é um desses pontos). Mas nada disso me leva a deixar de apoiar o Governo no rumo que vai seguindo e que requer de todos, não uma atitude negativa ou resistente, mas sim de pedir e ajudar a que se faça mais e melhor.
E nesse sentido acho que as pessoas (ou algumas e muitas) não tomaram ainda bem consciência da situação em que Portugal se encontra e que é de verdadeira dependência não dos senhores da troika, mas do facto de não vindo o respectivo dinheiro, não haver com que pagar nem a função pública, nem serviços essenciais. E nesse sentido a notícia hoje do Público de que "Eurogrupo aprova nova tranche para Portugal" quase não é boa notícia, no sentido de que me parece estamos todos necessitados de provar o que significa estar falidos como estamos e sem dinheiro para mandar cantar um cego...
Vou até mais longe e acredito mesmo que algumas medidas talvez de pequeno montante mas significativas de exemplo se podiam ver tomar pelos nossos governantes apesar de as saber em certa medida demagógicas (o parque automóvel do Estado é um desses pontos). Mas nada disso me leva a deixar de apoiar o Governo no rumo que vai seguindo e que requer de todos, não uma atitude negativa ou resistente, mas sim de pedir e ajudar a que se faça mais e melhor.
E nesse sentido acho que as pessoas (ou algumas e muitas) não tomaram ainda bem consciência da situação em que Portugal se encontra e que é de verdadeira dependência não dos senhores da troika, mas do facto de não vindo o respectivo dinheiro, não haver com que pagar nem a função pública, nem serviços essenciais. E nesse sentido a notícia hoje do Público de que "Eurogrupo aprova nova tranche para Portugal" quase não é boa notícia, no sentido de que me parece estamos todos necessitados de provar o que significa estar falidos como estamos e sem dinheiro para mandar cantar um cego...
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sábado, julho 28, 2012
A Lei do Testamento Vital
Já aqui escrevi sobre esta questão do Testamento Vital. Hoje o Expresso noticia que "Testamento Vital já pode ser feito nos notários". A mesma antecipa a entrada em vigor da nova Lei que o veio prever. Vale a pena a propósito desta ler o comunicado que sobre o assunto emitiu esta semana a Federação Portuguesa pela Vida.
Pessoalmente não tenciono fazê-lo. Na verdade confio nos Médicos e na minha família e sobretudo em Deus que saberá em cada ocasião bastar-me com aquilo que eu preciso...Maximamente (e talvez o faça para dar testemunho junto do Notário, das autoridades e dos médicos e até da minha família) o único texto que considero razoável é o que é proposto pela Conferência Episcopal Espanhola. Tudo o resto parecem-me fantasias impostas por modas, medos e modos solitários de viver a vida...
Nota: sobre este assunto publicou a Conferência Episcopal Portuguesa esta Nota em 2009.
Pessoalmente não tenciono fazê-lo. Na verdade confio nos Médicos e na minha família e sobretudo em Deus que saberá em cada ocasião bastar-me com aquilo que eu preciso...Maximamente (e talvez o faça para dar testemunho junto do Notário, das autoridades e dos médicos e até da minha família) o único texto que considero razoável é o que é proposto pela Conferência Episcopal Espanhola. Tudo o resto parecem-me fantasias impostas por modas, medos e modos solitários de viver a vida...
Nota: sobre este assunto publicou a Conferência Episcopal Portuguesa esta Nota em 2009.
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terça-feira, julho 24, 2012
E na Natalidade não se pensa? V
"Ministério da Educação vai encerrar mais 239 escolas do 1º Ciclo" titula hoje o Público na sua primeira página...
No passado dia 5 de Julho aquando da discussão da Petição "Vemos, Ouvimos e Lemos: não podemos Ignorar" os grupos parlamentares mais à esquerda mostraram grande indignação com a constatação pela Federação Portuguesa pela Vida de que entre outros efeitos, a actual lei do aborto (com o seu cortejo de 20.000 mortes por ano) está na origem de muito do desemprego, em especial em algumas classes profissionais: professores, educadores de infância, médicos pediatras, etc.
Infelizmente, como pela amostra acima, a realidade continua a dar-nos razão...
No passado dia 5 de Julho aquando da discussão da Petição "Vemos, Ouvimos e Lemos: não podemos Ignorar" os grupos parlamentares mais à esquerda mostraram grande indignação com a constatação pela Federação Portuguesa pela Vida de que entre outros efeitos, a actual lei do aborto (com o seu cortejo de 20.000 mortes por ano) está na origem de muito do desemprego, em especial em algumas classes profissionais: professores, educadores de infância, médicos pediatras, etc.
Infelizmente, como pela amostra acima, a realidade continua a dar-nos razão...
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terça-feira, junho 26, 2012
E na Natalidade...não se pensa? IV
No Público de hoje lê-se que "Em três anos há menos 23 mil professores nos quadros, mas a contrato são mais 20 mil". O título é enganador porque lendo-o percebe-se que a perda líquida de postos de trabalho é superior à diferença entre aqueles dois valores (repare-se por exemplo na observação feita a propósito dos educadores de infância). E, como sempre, não há pior cego do que aquele que não quer ver...
Na verdade o artigo passa pela queda da natalidade em Portugal pura e simplesmente ignorando-a. Ora, e apenas para citar um estudo da Federação Portuguesa pela Vida, percebe-se que há uma perda objectiva de lugares de professores pelo simples facto da queda da natalidade (também assinalada no respectivo estudo que usa apenas os números do INE)...
Daí a pergunta (formulada pela quarta vez): E na Natalidade...não se pensa?
Na verdade o artigo passa pela queda da natalidade em Portugal pura e simplesmente ignorando-a. Ora, e apenas para citar um estudo da Federação Portuguesa pela Vida, percebe-se que há uma perda objectiva de lugares de professores pelo simples facto da queda da natalidade (também assinalada no respectivo estudo que usa apenas os números do INE)...
Daí a pergunta (formulada pela quarta vez): E na Natalidade...não se pensa?
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sexta-feira, junho 22, 2012
Aborto com taxa moderadora: PSD, CDS-PP e o Sol
No Sol de hoje sob o título "Taxar abortos é impossível" há maus augurios sobre os anunciados mas desconhecidos (pelo menos publicamente) projectos dos dois partidos da maioria para o regime de taxas moderadoras do aborto. Presume-se os mesmos venham à luz do dia no próximo dia 5 de Julho, dia em que na Assembleia da República terá lugar novo debate sobre o aborto. Sendo o motivo para isso a apreciação em plenário do relatório de avaliação da aplicação da respectiva lei, da autoria da Deputada do PSD Conceição Ruão, surgido na sequência da Petição "Lemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar" entregue no parlamento pela Federação Portuguesa pela Vida em Fevereiro do ano passado.
Que o projecto do PSD (aplicar taxas moderadoras no aborto apenas nas repetições, uma ideia peregrina do grupo dominante na direcção do respectivo grupo parlamentar) tenha um mau augurio, é fatal em face da desrazoabilidade da ideia, completamente impraticável como explica o jornal (os dados clinicos das mulheres que abortam não são partilháveis e só uma tola se lembraria de invocar uma clásula que lhe tornaria o aborto mais caro...!).
Já quanto ao projecto do CDS-PP (que não haja para o aborto uma inexplicável isenção de taxa moderadora o que coloca esse acto, que não é médico, em igualdade com os actos realmente médicos) o mau augurio deve-se a um equivoco das jornalistas que escrevem a notícia (o que espanta porque normalmente e a contra-corrente da restante classe jornalistica até são das poucas que normalmente escrevem bem sobre o assunto) e a uma constatação que está na origem da confusão actual (não apenas de isenção de taxas mas também de atribuição de licença paga de 30 dias...).
O equivoco que as jornalistas fazem é na suposta indistinção que haveria no sistema hospitalar entre o aborto espontâneo e o aborto provocado. E que, e ainda bem, não existe.
A constatação, aqui acertada, é que a origem da confusão está na indistinção entre a grávida que pretende ter o filho e a grávida que quer o aborto provocado. E nada, mas nada, justifica que ambas tenham tratamento igual.
Concluindo: nada disto bem entendido resolverá o problema de uma lei injusta e iníqua. Mas o aperto da regulamentação é um passo indispensável de moralidade política e hoje em dia uma exigência em que se encontram muitos dos dois lados da batalha.
Desabafo: tivessemos nós um centro-direita que tivesse consciência de si próprio (das suas razões e ideais) e esta parte já estava resolvida há muito. Ou muito me engano ou as próximas presidenciais (e a escolha em primárias do candidato deste espaço político) vão ser o princípio dessa reviravolta que se torna urgente...
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terça-feira, maio 22, 2012
Aborto: de uma lei desgraçada à desgraça da aplicação
O efeito conjugado da Petição promovida pela Federação Portuguesa pela Vida e entregue em Fevereiro do ano passado na Assembleia da República, da revelação dos resultados da aplicação da lei do aborto pela Direcção Geral de Saúde, e da tomada de iniciativa pelo CDS-PP, provocaram a vinda à tona de um debate que existe de facto na sociedade portuguesa e provar que o aborto não é de forma alguma um caso encerrado.
Disso é uma manifestação entre outras o Fórum TSF de hoje sobre o aborto e taxas moderadoras (uma forma limitada de olhar para o problema já que neste momento e pelo menos o que tem de estar em causa é a inteira regulamentação da lei) e também o inegável pânico das intervenções dos movimentos do Sim.
Uma coisa é certa: mais passa o tempo, mais fica infelizmente demonstrada a razão que assistia ao Não no último referendo e que, mais tarde ou mais cedo, será nesse campo que a discussão se colocará. Assim o percebam os estados-maiores do centro-direita (em especial as actuais direcções parlamentares), porque o núcleo duro do seu eleitorado, há muito o tem claro, como se viu no Sábado passado na Caminhada pela Vida.
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quinta-feira, março 15, 2012
Defender o Futuro: primeiras notícias
Saíram hoje as primeiras notícias sobre a Petição Defender o Futuro que amanhã será colocada online depois de lançada no Congresso da Federação Portuguesa pela Vida (amanhã, sexta-feira, 16 de Março, na Associação Comercial de Lisboa). Estão aqui e ali.
A ideia central da Petição é esta: tivemos seis anos "alucinantes" com leis (aborto, divórcio selvagem, procriação artificial, mudança de sexo, casamento gay, educação sexual obrigatória) que destroem o tecido social do país e correspondem a uma mentalidade de irresponsabilidade e "tudo se pode fazer desde que possível" que são também pilares do sistema cultural dominante que está na origem da crise que o país vive.
Na altura de aprovação dessas leis o Presidente da República nos vetos ou promulgações "anotadas" chamou a atenção para as implicações, erros técnicos, ameaças e incongruências dessas leis. Num novo ciclo político vale a pena olhar para estas leis, avaliá-las pelos resultados objectivos (e não pelas intenções), e conforme aplicável e as circunstâncias o permitam, mudá-las ou revogá-las, no todo ou em parte.
Estejamos pois atentos.
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segunda-feira, fevereiro 13, 2012
5 anos do 2º referendo sobre o aborto: a manifestação
Quando um dia as clinicas de aborto fecharem e este for proibido em Portugal e as pessoas se interrogarem como foi possível uma barbárie dessas ("havia umas casas onde as mães iam, os bebés eram mortos e o Governo pagava isso!!" dir-se-á) à pergunta "E não houve ninguém que levantasse a voz contra isso?" responder-se-á: "Havia sim. Um grupo determinado que nunca desistiu de combater e que entre outras coisas fazia manifestações de rua e assinalava sempre os aniversários dos referendos e das leis"...;-)
O que foi a manifestação pode-se ver aqui.
Em nome do Povo da Vida foi isto que foi dito:
O que foi a manifestação pode-se ver aqui.
Em nome do Povo da Vida foi isto que foi dito:
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sexta-feira, fevereiro 10, 2012
5 anos do segundo referendo do aborto assinalados hoje e amanhã
Após cinco anos de legalização do aborto em Portugal, a Federação Portuguesa Pela Vida apresenta hoje, na Livraria Férin, às 18h00, um estudo sobre a evolução da realidade do aborto em Portugal, que entretanto já está aqui no nosso site (nosso porque sou vice-presidente desta...;-).
As principais conclusões são as seguintes:
1. Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos legais “por opção da mulher”;
2. A reincidência do aborto tem vindo a aumentar consideravelmente. Em 2010, houve 4600 repetições de aborto, das quais mil representaram duas ou mais repetições;
3. As complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde há pelo menos uns 17 anos);
4. A intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos;
5. Desde o primeiro ano da implementação da lei houve um aumento de 30% no número de abortos por ano (15 mil no primeiro ano e 19 mil nos últimos anos);
6. Desde os anos 80, Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País. Desde 2010 que esse gap não é compensado pela emigração.
7. Os dados do aborto fornecidos pela Direção Geral de Saúde têm vindo a perder transparência e rigor: não há relatórios semestrais desde 2009 e a informação contida nos relatórios é menor desde 2007.
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segunda-feira, novembro 02, 2009
Aborto e cancro da mama
No dia nacional de prevenção do cancro da mama, quer os Juntos pela Vida, quer a Federação Portuguesa pela Vida, emitiram comunicados, assinalando a evidencia cientifica existente de que o abortamento provocado podendo conduzir ao cancro da mama devia tal ser expressamente informado às mulheres que desejassem recorrer ao mesmo no âmbito de um consentimento informado digno desse nome.
Nos emails trocados entre nós a esse propósito surgiu este esclarecimento que reproduzo porque de utilidade a todos e por ser tão clarinho que até um Advogado como eu o entende ;-)
"De facto há evidência científica suficiente para se afirmar que a queda súbita da produção hormonal que se verifica no abortamento provocado ( por oposição a uma diminuição gradual, ao longo de semanas, na perda expontânea ) constitui um factor de risco importante para a neoplasia mamária. Há artigos - que poderei tentar fazer-lhe chegar - que quantificam o risco relativo, nomeadamente face aos anovulatórios. (...) Não há dúvida de que muitos outros factores de risco não são comunicados às pessoas; isso é verdade para os DIU's como para os anticoncepcionais hormonais."
Nos emails trocados entre nós a esse propósito surgiu este esclarecimento que reproduzo porque de utilidade a todos e por ser tão clarinho que até um Advogado como eu o entende ;-)
"De facto há evidência científica suficiente para se afirmar que a queda súbita da produção hormonal que se verifica no abortamento provocado ( por oposição a uma diminuição gradual, ao longo de semanas, na perda expontânea ) constitui um factor de risco importante para a neoplasia mamária. Há artigos - que poderei tentar fazer-lhe chegar - que quantificam o risco relativo, nomeadamente face aos anovulatórios. (...) Não há dúvida de que muitos outros factores de risco não são comunicados às pessoas; isso é verdade para os DIU's como para os anticoncepcionais hormonais."
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quarta-feira, setembro 03, 2008
O centro da oposição ao PS somos nós! :-)
Na entrada de férias, 2 de Agosto, a minha amiga Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, publicou o artigo abaixo que além de fechar com chave de ouro um ano de combates, acaba por provar factualmente como a oposição ao Governo e ao PS tem o seu centro nevrálgico nos movimentos civis a favor da Vida e da Família, porque é aí, nas questões de civilização, que mais lhes dói encontrar resistência e alternativa...
Leis emblemáticas na governação socialista
As reformas emblemáticas que José Sócrates escolheu para definir a sua governação estão longe de ser consensuais
O primeiro-ministro elegeu como "reformas" emblemáticas do seu consulado a lei da PMA (reprodução artificial e uso de embriões humanos), a lei do aborto e a lei do divórcio. Disse-o perante o Congresso da Juventude Socialista [que teve lugar no fim de Julho no Porto]. A simbologia destas leis, que o primeiro-ministro quis realçar, não se compara com as centenas de outras que a governação socialista tem feito nas áreas da economia, da justiça, do ambiente, etc. Por isso o primeiro-ministro tem razão quando as elege para definir a sua governação...Mas estas não são leis de consenso. Pelo contrário, trazem à ribalta os debates mais acesos da actualidade em todo o mundo. A protecção da vida humana desde a concepção, o eugenismo, o comércio e experimentação em embriões, o aborto e a protecção do casamento e da família estão na ordem-do-dia. Em Itália, a campanha eleitoral que levou ao poder Berlusconi começou com o tema do aborto; em Espanha, o PP de Rajoy proibiu que a campanha versasse sobre a família e a protecção da vida humana; e, nos EUA, o debate sobre estas matérias está agora a levantar-se entre os candidatos à Presidência.Em Portugal, as referidas leis (PMA, aborto, divórcio) não passaram sem contestação social. Face à matriz social do país e à radicalidade das soluções legislativas, muitos foram os que, na sociedade civil, as têm contestado. São leis fracturantes, que o actual primeiro-ministro pretende levar pela frente "custe o que custar". Seguir-se-á o casamento para os homossexuais... e a eutanásia...Quem ousou, nestes três anos, de forma sistemática e firme, levantar o escudo para que aquelas leis não fossem aprovadas?Quem, na lei da PMA, teve uma posição firme e sustentada que levou ao Parlamento a primeira Petição de Referendo, de iniciativa popular, na história da democracia portuguesa? Quem, por todo o país, fez debates, acções de rua e distribuiu informação para que esta não tivesse sido aprovada no silêncio do Parlamento? Quem continua a invocar a ilegitimidade de uma lei (PMA) que no Tribunal Constitucional aguarda a declaração de inconstitucionalidade?Quem, ao longo de mais de dez anos, travou a legalização do aborto, em cada investida feita? Quem, no referendo, apelou à organização dos 15 grupos cívicos que, por todo o país, fizeram uma campanha que remou contra todos os poderes instituídos? Quem pediu a universitários, advogados e magistrados que, num curtíssimo espaço de tempo, fizessem algum esclarecimento sobre a lei do divórcio? Quem levou ao Parlamento uma Petição Popular para fazer parar a tão injusta lei do divórcio? A lei ainda não está promulgada...Em bonitas e fundamentadas páginas de História do século XIX, Vasco Pulido Valente (em Ir para o Maneta) demonstra como foram vencidas as Invasões Francesas. Só com a revolta popular, que se organizou em muitos pontos do país, foi possível vencer o invasor e a destruição. Hoje, os movimentos cívicos, de forma sistemática, têm levantado os escudos para travar o avanço das "leis emblemáticas do consulado socialista".Os movimentos cívicos que, em Portugal, defendem a subsidiariedade, a liberdade de educação, a família, a vida e a liberdade religiosa estão a fazer uma estrada.Foi neles que o PS encontrou a sua oposição. É com eles que Portugal pode contar para uma sociedade mais humana, livre e democrática.
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida
Leis emblemáticas na governação socialista
As reformas emblemáticas que José Sócrates escolheu para definir a sua governação estão longe de ser consensuais
O primeiro-ministro elegeu como "reformas" emblemáticas do seu consulado a lei da PMA (reprodução artificial e uso de embriões humanos), a lei do aborto e a lei do divórcio. Disse-o perante o Congresso da Juventude Socialista [que teve lugar no fim de Julho no Porto]. A simbologia destas leis, que o primeiro-ministro quis realçar, não se compara com as centenas de outras que a governação socialista tem feito nas áreas da economia, da justiça, do ambiente, etc. Por isso o primeiro-ministro tem razão quando as elege para definir a sua governação...Mas estas não são leis de consenso. Pelo contrário, trazem à ribalta os debates mais acesos da actualidade em todo o mundo. A protecção da vida humana desde a concepção, o eugenismo, o comércio e experimentação em embriões, o aborto e a protecção do casamento e da família estão na ordem-do-dia. Em Itália, a campanha eleitoral que levou ao poder Berlusconi começou com o tema do aborto; em Espanha, o PP de Rajoy proibiu que a campanha versasse sobre a família e a protecção da vida humana; e, nos EUA, o debate sobre estas matérias está agora a levantar-se entre os candidatos à Presidência.Em Portugal, as referidas leis (PMA, aborto, divórcio) não passaram sem contestação social. Face à matriz social do país e à radicalidade das soluções legislativas, muitos foram os que, na sociedade civil, as têm contestado. São leis fracturantes, que o actual primeiro-ministro pretende levar pela frente "custe o que custar". Seguir-se-á o casamento para os homossexuais... e a eutanásia...Quem ousou, nestes três anos, de forma sistemática e firme, levantar o escudo para que aquelas leis não fossem aprovadas?Quem, na lei da PMA, teve uma posição firme e sustentada que levou ao Parlamento a primeira Petição de Referendo, de iniciativa popular, na história da democracia portuguesa? Quem, por todo o país, fez debates, acções de rua e distribuiu informação para que esta não tivesse sido aprovada no silêncio do Parlamento? Quem continua a invocar a ilegitimidade de uma lei (PMA) que no Tribunal Constitucional aguarda a declaração de inconstitucionalidade?Quem, ao longo de mais de dez anos, travou a legalização do aborto, em cada investida feita? Quem, no referendo, apelou à organização dos 15 grupos cívicos que, por todo o país, fizeram uma campanha que remou contra todos os poderes instituídos? Quem pediu a universitários, advogados e magistrados que, num curtíssimo espaço de tempo, fizessem algum esclarecimento sobre a lei do divórcio? Quem levou ao Parlamento uma Petição Popular para fazer parar a tão injusta lei do divórcio? A lei ainda não está promulgada...Em bonitas e fundamentadas páginas de História do século XIX, Vasco Pulido Valente (em Ir para o Maneta) demonstra como foram vencidas as Invasões Francesas. Só com a revolta popular, que se organizou em muitos pontos do país, foi possível vencer o invasor e a destruição. Hoje, os movimentos cívicos, de forma sistemática, têm levantado os escudos para travar o avanço das "leis emblemáticas do consulado socialista".Os movimentos cívicos que, em Portugal, defendem a subsidiariedade, a liberdade de educação, a família, a vida e a liberdade religiosa estão a fazer uma estrada.Foi neles que o PS encontrou a sua oposição. É com eles que Portugal pode contar para uma sociedade mais humana, livre e democrática.
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