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domingo, maio 13, 2012

Serviços Secretos, Ongoing e Silva Carvalho: much ado about nothing...

Much ado about nothing quer dizer, salvo melhor correcção que me seja feita, "tanta coisa para nada". É também o título de um filme delicioso com uma Emma Thompson luminosa, um enredo cativante, uma festa de juventude e Primavera, e aquela poesia ritmada, melodiosa e envolvente, das grandes peças de teatro inglesas. Um festim de cinema! Tudo o contrário da história em referência...

Na verdade é impressionante como se misturam na história de Silva Carvalho dramas pessoais (a humanidade e ambições dele), confirmação de suspeitas (o domínio da Maçonaria sobre tantos niveis importantes de poder), fait-divers (o reenvio do clipping, uma informação acessível a qualquer pessoa que a tal dedique tempo, a uma lista de pessoas influentes), coisas [espionagem a jornalista, interacção com meios empresariais na vertente de uso reciproco de meios na recolha de informações] que se está mesmo a ver e que fazem parte intrinseca da actividade de recolha de informações (a esse propósito vale muito a pena ler o artigo que hoje publica Carlos Garcia no "Correio da Manhã"), uso indevido e impune de recursos de informações para proveito próprio com uma violação de segurança do sistema que brada aos Ceús (!) e por fim a dramática constatação de que o SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa) apesar do trabalho empenhado e profissional de uns, está dramaticamente frágil o que a mim como cidadão  me deixa apreensivo e inseguro...

quarta-feira, março 21, 2012

Quem protegem os serviços de informação?

As noticias de ontem e de hoje sobre as eleições no Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) são muito preocupantes. Uma mistura explosiva de funcionários da segurança nacional, membros de lojas maçónicas e circuitos do poder oficial. Uma escandalosa exposição pública dos serviços de informação, uma ameaça grave à segurança de todos os portugueses, salvo daqueles que o sistema actual alimenta, protege e promove.

Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Serviços (pouco) Secretos

O artigo de Manuel Catarino, subdirector do Correio da Manhã, expressa melhor do que eu seria capaz a maior das preocupações que na matéria eu tenho em relação aos serviços de informações portugueses pelo que se vai sabendo pela comunicação social e dando já o devido desconto aos exageros...

As interrogações são múltiplas: sobre as verificações de segurança que são feitas à entrada e durante a permanência nos serviços, sobre a utilização que é dada à informação que circula nos mesmos, quanto à influência que a pertença a essa "associação civica" (na surpreendente definição de Marcelo Rebelo de Sousa no último Domingo...!?) possa jogar na definição dos objectivos operacionais de recolha e produção de informação, etc...

Sem falar na humilhação dos nossos serviços junto dos seus congéneres estrangeiros (ocorre a lembrança de situações idênticas dos MI-5 e 6 em relação aos serviços dos Estados Unidos aí em consequência de bem sucedidas infiltrações dos serviços soviéticos e que Le Carré tão bem descreve) e até a situação de insegurança que esta debilidade propicia.
Mas enfim. Como sempre na vida das pessoas e da sociedade este mau período passará e para o futuro ficarão as lições correspondentes...assim seja! ;-)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

PSD, serviços secretos e Maçonaria

Continua a "novela" do relatório da audiência na Assembleia da República. Independentemente do que se vier a apurar sobre o caso concreto a mim o que me importa é o factor humano e a pessoa de cada um que entra para a Maçonaria (em especial aqueles que eu conheço ou já me cruzei).
Impressiona-me a aparente ligeireza com que o fazem e assusta-me a ignorância que mostram quanto aos sarilhos em que se estão a meter, os compromissos em que se estão a enredar e tenho medo do percurso que farão conforme forem descobrindo, evoluindo de grau, a verdadeira natureza da organização para onde entraram. A todos o que digo é "saiam enquanto puderem"...Deus vos proteja!