Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sexta-feira, janeiro 23, 2015
Adopção gay: afinal sempre não se pode confiar nos comunistas...
Nos anos setenta na sequência da revolução circulou muito o livro cuja capa reproduzo acima. Devo confessar que nunca o li mas pelos meios onde andei posso asseverar que era anti-comunista, de certeza...;-)
Vem isto na sequência da posição que o PCP ontem tomou no debate da adopção gay, votando a favor dos projectos apresentados. Duvido tenha sido por convicção e suspeito que foi pior. Ou seja, por conveniência,na disputa do eleitorado com o PS de um lado e o BE do outro...O que, sinceramente,não é o que se espera de um partido com aqueles pergaminhos de sempre se bater pelas suas convicções, por antiquadas ou antipáticas, que estas possam ser ou soar.
Uma convicção (essa que tenho sobre a fiabilidade do PCP) que suspeito é partilhada por Alexandre Soares dos Santos que terá dito (cito a partir do jornal Sol) "A única coisa séria que existe em Portugal é o Partido Comunista" (excluindo a Igreja Católica, suponho e espero...;-) Uma convicção que também levou um Padre que muito estimo a afirmar em 1997 "O PCP é o único partido preocupado com a vida real das pessoas".
Mas enfim, já nada é o que era dantes e pelos vistos já nem nos comunistas se pode confiar...:-( Ou seja, de facto, o título do livro acima estava definitivamente errado...não devo ter perdido nada em não o ler...lol!
Para memória fica aqui o link para a intervenção da deputada Rita Rato com quem já me tenho cruzado em debates sobre temas sociais.
Concluindo: entre os católicos e os comunistas pelos vistos já só resta aquela convivência numa corrente da CGTP e a rejeição da legalização da prostituição. E do ponto de vista social o mesmo poder de angariação de assinaturas e coragem de descer à rua...ou seja, lá se foi o cato-comunismo do Século XX...lol!
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terça-feira, outubro 15, 2013
A manifestação da CGTP: filhos e enteados...
A minha costela anarquista faz-me "desejar" a CGTP possa no próximo Sábado fazer a sua manifestação na Ponte 25 de Abril e no fundo demonstrar ao Governo, num regresso ás suas raízes insurreccionais, que se quiser bloqueia as entradas de Lisboa...é bom para o nosso lado, bloco político, que se perceba que ou existe a mesma paixão, decisão, convicção e vontade, ou não se merece o poder que se detém (porque não se está disponível para se atravessar a vida por um ideal), embora saiba Deus a necessidade que Portugal tem deste Governo, desta política e destes governantes (salvo a tibieza na estrutura identitária do centro-direita).
Mas, mesmo educado como fui a pensar que o Partido Comunista "é o único que se preocupa com a vida real das pessoas" como em 1998 dizia numa entrevista um Padre que muito estimo (o que não prejudica que seria trágico fossem eles a governar), não posso deixar de me questionar o que teria acontecido se fossemos nós, os promotores da Caminhada pela Vida (em cima imagens da mesma no passado dia 5 de Outubro) a propormos o mesmo itinerário e iniciativa...já tínhamos sido despachados pelo poder que era um mimo...mas é sempre assim, ele há filhos e enteados...
[Actualização a 16-Outubro] No braço de ferro entre a CGTP e o Governo aquela acabou por ceder. Mas o ponto está afirmado: aquilo é mesmo uma máquina política, coesa e bem organizada, e com capacidade de marcar agenda...assim fossem os nossos...!
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quarta-feira, novembro 14, 2012
Greve geral 2012: não há guito!
Que haja pessoas, adultos e jovens, que de dêem ao trabalho de se mobilizar, comprometer e empenhar, numa Greve Geral, é do ponto de vista humano e até político uma coisa boa. Enriquece uma comunidade que haja dentro dela pessoas e instituições, dispostas a bater-se pelo bem comum, independentemente do juízo que se possa depois fazer sobre a respectiva razoabilidade, utilidade ou bondade. Deste ponto de vista, nada a objectar a esta Greve Geral e não fora o prejuízo (menos um dia de produção, menos uns milhões de euros no PIB) que venham muitas, quase se podia desejar...
Já quanto ao conteúdo reivindicativo da Greve Geral a minha resposta é apenas esta: NÃO HÁ GUITO! SE CALHAR NUNCA HOUVE, MAS AGORA NÃO HÁ MESMO! FOI-SE...! POUCO IMPORTA PARA O CASO SE NOS ROUBARAM, SE FOI MAL GASTO OU SE OS ESTRANGEIROS QUE NOS EMPRESTAM SÃO MAUS...NÃO HÁ GUITO! É UM FACTO QUE NENHUMA GREVE GERAL DO MUNDO PODE REMENDAR!
Nas próximas eleições, cada um, conforme o seu juízo e preferências, castigue quem é responsável por não haver guito...e, não esquecendo o sofrimento e aflição de muitos, haverá mais coisas para decidir, nesse dia, que apenas a questão do guito...
Nota: só para o caso...num dicionário de lingua portuguesa online encontrei a definição de guito: aqui.
Encontrei este site que também usa a expressão guito. E num Blog (aqui referenciado na minha lista de recomendações) este post do Vasco Mina.
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quinta-feira, março 22, 2012
Greve Geral de hoje: balanço além dos números
Aparentemente e como já aconteceu mesmo na anterior, a Greve Geral de hoje é um "flop"...até nos sectores tradicionais (como os transportes públicos) a coisa começa a abrir brechas e as declarações do novo secretário-geral são também sinal disso mesmo.
Era inevitável e só me admira como o PCP e a CGTP se meteram nesta...estava-se mesmo a ver. Na verdade na sua própria natureza a Greve Geral ou é insurreccional (como ensinava Georges Sorel) ou não é greve geral. E este ritmo de duas greves gerais em menos de seis meses não augurava nada de bom.
Se por um lado o facto me "alegra" (mostra que a sociedade portuguesa está a atingir um novo patamar de bom senso e a mobilização ideológica, etariamente datada, em recuo, com as possiveis futuras consequências eleitorais) por outro quase que me entristece. Por duas razões:
Independentemente da raiz ideológica (e que raiz...!) há no tecido social no qual a CGTP e o PCP se movem uma capacidade de intervenção e proximidade à realidade, uma energia civica, que em faltando deixa a sociedade e a política portuguesas mais pobres. É paradoxal mas é assim.
Por outro lado, e até pela amizade com uma dirigente da CGTP do respectivo sector católico, receio possa acontecer um desencanto e uma nostalgia nestes esforço nobres mas desesperados, que se podem deixar contentes os sectores burgueses do bloco central, em termos pessoais me dá pena possam acontecer, porque tanto quanto percebo a derrota política não é amparada num horizonte mais vasto nem ancorada sequer na perspectiva de uma vitória futuras da Razão e da Fé (como nos acontece nas movimentações da Vida e da Família).
E uma última observação: já com esta oposição social as consequências da crise são as que são. Imaginem as que não seriam se não houvesse esta resistência mesmo quando desrazoável ou desajustada...!?
Era inevitável e só me admira como o PCP e a CGTP se meteram nesta...estava-se mesmo a ver. Na verdade na sua própria natureza a Greve Geral ou é insurreccional (como ensinava Georges Sorel) ou não é greve geral. E este ritmo de duas greves gerais em menos de seis meses não augurava nada de bom.
Se por um lado o facto me "alegra" (mostra que a sociedade portuguesa está a atingir um novo patamar de bom senso e a mobilização ideológica, etariamente datada, em recuo, com as possiveis futuras consequências eleitorais) por outro quase que me entristece. Por duas razões:
Independentemente da raiz ideológica (e que raiz...!) há no tecido social no qual a CGTP e o PCP se movem uma capacidade de intervenção e proximidade à realidade, uma energia civica, que em faltando deixa a sociedade e a política portuguesas mais pobres. É paradoxal mas é assim.
Por outro lado, e até pela amizade com uma dirigente da CGTP do respectivo sector católico, receio possa acontecer um desencanto e uma nostalgia nestes esforço nobres mas desesperados, que se podem deixar contentes os sectores burgueses do bloco central, em termos pessoais me dá pena possam acontecer, porque tanto quanto percebo a derrota política não é amparada num horizonte mais vasto nem ancorada sequer na perspectiva de uma vitória futuras da Razão e da Fé (como nos acontece nas movimentações da Vida e da Família).
E uma última observação: já com esta oposição social as consequências da crise são as que são. Imaginem as que não seriam se não houvesse esta resistência mesmo quando desrazoável ou desajustada...!?
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domingo, novembro 27, 2011
Os incidentes na greve geral
Irrita-me profundamente a personagem do revolucionário mariquinhas*...
Isto é aquele desordeiro que por razões politicas e/ou de gosto pessoal (e às vezes as duas juntas) arma confusões, depois apanha umas bastonadas da polícia e vai a correr á comunicação social, aos tribunais ou ao governo, queixar-se da violência policial...veja-se isso aqui. Sendo a noticia também um magnifico exemplo de um Estado com pés de barro que cada vez que exerce a autoridade, não se sentindo seguro de por que o faz, tropeça nesse exercício...é de gargalhada.
Da minha experiência do PREC estas coisas tem regras: um tipo tenta virar o barco e depois não se queixa de que a onda o arrastou. Não só fica mal a um revolucionário andar a recorrer ao sistema legislativo burguês (que em principio não respeita) como é até francamente ridiculo.
Nota conspirativa: porque não ficou em São Bento ou tendo ficado não actuou o serviço de ordem da CGTP...? É que com esses "não há pão para malucos"...;-)
*no sentido de queixinhas, choramingas, etc. Se não ainda tenho aqui outra discussão sobre tema diverso e por agora não é isso de que se ocupa este post...;-)
Isto é aquele desordeiro que por razões politicas e/ou de gosto pessoal (e às vezes as duas juntas) arma confusões, depois apanha umas bastonadas da polícia e vai a correr á comunicação social, aos tribunais ou ao governo, queixar-se da violência policial...veja-se isso aqui. Sendo a noticia também um magnifico exemplo de um Estado com pés de barro que cada vez que exerce a autoridade, não se sentindo seguro de por que o faz, tropeça nesse exercício...é de gargalhada.
Da minha experiência do PREC estas coisas tem regras: um tipo tenta virar o barco e depois não se queixa de que a onda o arrastou. Não só fica mal a um revolucionário andar a recorrer ao sistema legislativo burguês (que em principio não respeita) como é até francamente ridiculo.
Nota conspirativa: porque não ficou em São Bento ou tendo ficado não actuou o serviço de ordem da CGTP...? É que com esses "não há pão para malucos"...;-)
*no sentido de queixinhas, choramingas, etc. Se não ainda tenho aqui outra discussão sobre tema diverso e por agora não é isso de que se ocupa este post...;-)
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quinta-feira, novembro 24, 2011
Greve Geral: quatro apontamentos
De acordo com a boa teoria das greves gerais, esta ou é insurreccional ou não é nada (Georges Sorel dixit)...assim esta é mais uma a somar à série de greves gerais que maxime permite ao Governo saber qual a real dimensão da sua oposição na função pública e o berbicaixo que são hoje em dia as suas empresas de transportes (quando pela simples mudança geracional ou pela privatização, desaparecer o dominio comunista sobre as mesmas, acabam as greves gerais...).
Tenho de trabalhar e por isso estou indisponivel para o realizar mas fica-me a pena de não haver uma meia dúzia de maduros que produzindo umas faixas a dizer "a festa acabou!" se coloquem em frente a alguns pontos fortes da greve ;-) Na verdade que pensa esta gente (alguma boa, tenho privado na AML com uma dirigente da CGTP, da sua ala católica...) que muda com isto?
Do tratamento que os media derem aos três episódios de vandalismo de hoje (junto de repartições de finanças) depende o futuro desse tipo de acções. Ignorando-os ou reduzindo-os ás suas proporções (são fruto de um grupo de irresponsáveis nostálgicos do Black Bloc e da "luta armada" da extrema-esquerda dos anos setenta) a coisa morre...se embarcarem (os media) na excitação então a mensagem que passarão é: "vale a pena, porque nos dá o que queremos: publicidade". Atenção, pois.
Nota final: tivessem estes actos como protagonistas outros grupos da nossa sociedade (extrema-direita por exemplo) era o "aqui d'el rei". Não o tendo sido (supondo-o) vão ser classificados como "expressão do mal-estar na sociedade portuguesa com a austeridade imposta pela Troika". Vão ver...
Tenho de trabalhar e por isso estou indisponivel para o realizar mas fica-me a pena de não haver uma meia dúzia de maduros que produzindo umas faixas a dizer "a festa acabou!" se coloquem em frente a alguns pontos fortes da greve ;-) Na verdade que pensa esta gente (alguma boa, tenho privado na AML com uma dirigente da CGTP, da sua ala católica...) que muda com isto?
Do tratamento que os media derem aos três episódios de vandalismo de hoje (junto de repartições de finanças) depende o futuro desse tipo de acções. Ignorando-os ou reduzindo-os ás suas proporções (são fruto de um grupo de irresponsáveis nostálgicos do Black Bloc e da "luta armada" da extrema-esquerda dos anos setenta) a coisa morre...se embarcarem (os media) na excitação então a mensagem que passarão é: "vale a pena, porque nos dá o que queremos: publicidade". Atenção, pois.
Nota final: tivessem estes actos como protagonistas outros grupos da nossa sociedade (extrema-direita por exemplo) era o "aqui d'el rei". Não o tendo sido (supondo-o) vão ser classificados como "expressão do mal-estar na sociedade portuguesa com a austeridade imposta pela Troika". Vão ver...
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sábado, novembro 08, 2008
Manifestação dos professores: a questão está desfocada
Ontem à noite estive em Braga numa acção de formação da InFamília, onde mostrei o filme sobre o Inverno Demográfico (imperdível!). Além do gosto de estar com estes companheiros de lutas (passadas e futuras: vamo-nos preparando...:-) fiquei surpreeendido com o facto de os professores que lá estavam (eram alguns ali) também participarem na manifestação de hoje o que demonstra que não é mesmo só a CGTP quem lá está e que a incomodidade desta classe é realmente brutal.
Mas como lhes dizia o problema real dos professores não é o regime de avaliação ou outras fantasias e prepotências do Ministério de Educação. O problema é não haver liberdade de educação! Se continuarmos como estamos tudo se reduzirá a protestos contra o "chefe" (o Ministério da Educação) ou o "patrão" (o primeiro-ministro)...
Mas como lhes dizia o problema real dos professores não é o regime de avaliação ou outras fantasias e prepotências do Ministério de Educação. O problema é não haver liberdade de educação! Se continuarmos como estamos tudo se reduzirá a protestos contra o "chefe" (o Ministério da Educação) ou o "patrão" (o primeiro-ministro)...
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