lol!
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quinta-feira, junho 05, 2014
Rei Juan Carlos de Espanha e Presidente Cavaco: genial!
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sexta-feira, outubro 11, 2013
O Presidente da República: acho tem graça e não ofende....
Recebido de um amigo (companheiro de Secção no PSD) por email:
"O Presidente de Portugal, Cavaco Silva, vai visitar um hospital Psiquiátrico e tem uma recepção eufórica por uma comissão de pacientes.
- Viva o Presidente de Portugal! Viva o Presidente de Portugal! - Gritavam eles entusiasmados.
Ao ver um dos elementos do grupo calado, um dos assessores abordou-o e perguntou:
- E você, por que é que não está a gritar "Viva o Presidente de Portugal"?
Responde o homem:
- Porque eu não sou maluco, sou o Médico!"
Lol...!
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terça-feira, julho 09, 2013
A crise política, os Bispos e os aplausos a políticos nos Jerónimos
Reuniu hoje em Fátima o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa. Sobre a crise política a notícia abaixo retirada da Ecclesia dá conta do pensamento dos Bispos portugueses.
Sobre a questão dos aplausos (a Cavaco Silva e Passos Coelho) ouvidos nos Jerónimos no Domingo passado e em outra notícia sobre a reunião acima, na mesma Ecclesia, diz-se:
"No final do encontro, o secretário do organismo, padre Manuel Morujão, rejeitou as críticas ao patriarca por causa das palmas com que foram recebidos vários responsáveis políticos, este domingo, dentro do Mosteiro dos Jerónimos.
"As pessoas, foram de um templo ou dentro de um templo, são livres. Mal estaria que o mestre de cerimónias organizasse palmas ou vaias", observou.
Segundo o sacerdote, estas foram situações que “aconteceram espontaneamente” e partiram de pessoas que se manifestaram “respeitosamente”.
“O povo quis exprimir-se. Temos de deixar que ele se exprima, de uma maneira respeitosa”, precisou o responsável, para quem "o respeito da liberdade das pessoas não deve ser condicionado"."
Igreja/Portugal: Bispos pedem soluções para «sobressaltos» políticos
Conselho Permanente da Conferência Episcopal sublinhou «urgência» em responder às necessidades da população
Presidencia.pt |
Fátima, Santarém, 09 jul 2013 (Ecclesia) – O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu hoje em Fátima que os líderes políticos encontrem soluções para os “sobressaltos” do país, em “consonância” com "as aspirações e dificuldades" do povo e com “urgência”.“Todas as crises são de grande preocupação para a Igreja, porque estas oscilações, estas ondas no mar da vida social e política, criam sempre pobres”, disse o padre Manuel Morujão aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP.
O sacerdote jesuíta aludiu aos “sobressaltos na política e na sociedade portuguesa", numa referência indireta às recentes demissões e indefinições na formação do Governo, sublinhando que é preciso "saber responder a estes sobressaltos com soluções positivas, o mais possível consensuais".
“O que nós pedimos é a procura séria do bem comum, ninguém fica bem na fotografia quando o povo português fica pior”, alertou, pedindo que a população fique “bem, olimpicamente bem”.
O secretário da CEP deixou votos de que “funcionem” os órgãos de soberania “eleitos democraticamente” em Portugal para encontrar "soluções justas, apropriadas para cada caso".
O sacerdote elogiou os portugueses como “um povo realista” que "não espera varinhas mágicas que tragam soluções ótimas para todos, já" e tem consciência de que a situação em Portugal e na Europa “é complexa”.
Para o responsável, esse realismo também tem de levar a “não adiar, para não deixar correr as coisas”.
“Que isto seja apenas o degrau para subirmos mais alto na qualidade do serviço a prestar”, apelou.
O padre Manuel Morujão citou o Papa Francisco, que na segunda-feira, durante a visita à ilha italiana de Lampedusa, avisou para uma “globalização da indiferença”, pedindo, pelo contrário, a “globalização da solidariedade”.
O responsável aludiu ainda ao bem comum como um “princípio irrenunciável da Doutrina Social da Igreja”.
“Pensemos em primeiríssimo e olímpico lugar no bem comum de toda a nação, isto é , do povo português, e só depois no meu partido, o meu grupo social, a classe que eu possa defender - talvez com toda a justiça-, ver que isso tem de ser sempre secundarizado”, precisou.
Segundo porta-voz da CEP, o organismo olhou para os problemas do país no sentido de procurar “respostas aos questionamentos do povo português”.
“Nós esperamos de quem está a governar-nos que seja modelo que estimule todos também a procurar soluções”, acrescentou.
O Conselho Permanente da CEP esteve reunido em Fátima para o primeiro encontro após a eleição de um novo presidente e vice-presidente para o organismo, respetivamente D. Manuel Clemente (patriarca de Lisboa) e D. António Marto (bispo de Leiria-Fátima).
Os bispos anunciaram que o seu Observatório Social vai começar a trabalhar em duas dioceses, “para ter informação atualizada do que existe e das necessidades experimentadas”, de forma a dar uma resposta “quanto possível capaz” às “muitas e prementes” urgências sentidas na sociedade.
O organismo vai ser orientado pelos polos de Braga e Porto da Universidade Católica Portuguesa.
O Conselho Permanente é um órgão delegado da assembleia dos bispos católicos em Portugal, com funções de preparar os seus trabalhos e dar seguimento às suas resoluções, reunindo ordinariamente todos os meses.
OC
Nacional | Agência Ecclesia | 2013-07-09 | 15:07:24 | 3283 Caracteres | Conferência Episcopal Portuguesa
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segunda-feira, julho 08, 2013
Manuel Clemente: Homília ontem nos Jerónimos e aplauso a políticos
Enquanto se espera a publicação do texto na íntegra da Homília ontem aqui fica a notícia como saiu na Ecclesia (de onde retirei também a fotografia acima) com alguns sublinhados meus a negrito.
Uma pequena nota sobre os aplausos a Cavaco Silva e Passos Coelho: na minha opinião expressam a consciência que o país inteiro teve da importância dos dias da crise política e também a gratidão àqueles políticos que souberam estar á altura das circunstâncias e pela sua atitude proporcionaram se tivesse alcançado um desfecho harmonioso dos dias difíceis que vivemos. Além de que revelaram também a consciência e maturidade do povo católico a quem a causa pública interessa e na qual estão dispostos a jogar um papel ao qual tem direito e o farão para o bem de todos.
Recordou-me por fim aqueles mesmos aplausos que no Meeting de Rimini costumam receber todos os políticos que lá vão falar (este ano e como muitas vezes antes os seus antecessores, o próprio primeiro-ministro italiano, Letta). E assim explicados pelo Giorgio Vitadini, presidente da Fundação para a Subsidiariedade: "nós aplaudimos os políticos que cá vêm porque apreciamos, estimamos, a tentativa humana de quem está na política, de servir o bem comum, com o sacrifício que isso implica. E esse afeto é anterior ao próprio juízo que depois possamos fazer sobre as políticas concretas que esses políticos protagonizam".
Patriarca de Lisboa quer Igreja acolhedora
D. Manuel Clemente recordou as consequências socioculturais do evangelho para os dias de hoje
Arlindo Homen/AE | D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa
Lisboa, 07 jul (Ecclesia) - D. Manuel Clemente pediu hoje às comunidades cristãs que acolham todas as pessoas e recordou as consequências socioculturais do Evangelho, nomeadamente a dignidade da pessoa humana desde a “conceção à morte natural”.
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
PR
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
PR
Nacional | Agência Ecclesia | 2013-07-07 | 17:40:52 | 2321 Caracteres | Diocese de Lisboa
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segunda-feira, fevereiro 18, 2013
Duas Petições (Defender o Futuro e Acabar com o Aborto Gratuito): propósitos e desafios
O jornal i de hoje tem duas páginas extensas sobre a Petição Defender o Futuro. Também a Ecclesia há quatro dias noticiou a entrega na Assembleia da República da Petição Acabar com o Aborto Gratuito. Duas petições, um mesmo propósito e diferentes desafios.
O propósito é o de revelar uma vez mais que não está encerrada, em Portugal, a discussão das leis fracturantes. E que quando, como foi o caso, se tentou abafar a discussão pública (nomeadamente o parlamento chumbando esta e esta Iniciativa Popular de Referendo), mais tarde ou mais cedo, pela força das coisas, o assunto volta à baila. Desse ponto de vista tem especial importância a petição Defender o Futuro como gestos de democracia e valorização da participação cívica. Mas também a Acabar com o Aborto Gratuito como gesto de cidadania a pedir responsabilidades à actual maioria governamental pela inexplicável cortina de silêncio sobre a questão do financiamento do aborto.
Os desafios pode-se dizer são distintos embora se cruzem na questão comum: a do aborto.
O desafio da Defender o Futuro é dirigido ao centro-direita em Portugal e no sentido de que assuma a sua tradição e raiz, retome as posições então manifestadas (na votação de cada uma dessas leis) e honre o compromisso político que tomou com o Presidente da República cuja eleição e reeleição tomou como sua na altura própria.
O desafio da Acabar com o Aborto Gratuito, subscrita por defensores e adversários da actual lei do aborto, é dirigido ao Governo para que tenha finalmente o bom senso de terminar com o irrazoável e injusto financiamento estatal do aborto pelo SNS e pela Segurança Social, mas também àqueles sectores do Sim que vem revelando um enorme desencanto com a lei por que se bateram.
Aconteça o que acontecer a partir de agora, os desafios estão lançados e as circunstâncias daquelas leis não serão mais as mesmas. Ao centro-direita em Portugal de compreender o alcance e importância destas duas petições. A sociedade civil portuguesa fez o que lhe competia. Aos políticos agora de honrarem as suas obrigações.
O propósito é o de revelar uma vez mais que não está encerrada, em Portugal, a discussão das leis fracturantes. E que quando, como foi o caso, se tentou abafar a discussão pública (nomeadamente o parlamento chumbando esta e esta Iniciativa Popular de Referendo), mais tarde ou mais cedo, pela força das coisas, o assunto volta à baila. Desse ponto de vista tem especial importância a petição Defender o Futuro como gestos de democracia e valorização da participação cívica. Mas também a Acabar com o Aborto Gratuito como gesto de cidadania a pedir responsabilidades à actual maioria governamental pela inexplicável cortina de silêncio sobre a questão do financiamento do aborto.
Os desafios pode-se dizer são distintos embora se cruzem na questão comum: a do aborto.
O desafio da Defender o Futuro é dirigido ao centro-direita em Portugal e no sentido de que assuma a sua tradição e raiz, retome as posições então manifestadas (na votação de cada uma dessas leis) e honre o compromisso político que tomou com o Presidente da República cuja eleição e reeleição tomou como sua na altura própria.
O desafio da Acabar com o Aborto Gratuito, subscrita por defensores e adversários da actual lei do aborto, é dirigido ao Governo para que tenha finalmente o bom senso de terminar com o irrazoável e injusto financiamento estatal do aborto pelo SNS e pela Segurança Social, mas também àqueles sectores do Sim que vem revelando um enorme desencanto com a lei por que se bateram.
Aconteça o que acontecer a partir de agora, os desafios estão lançados e as circunstâncias daquelas leis não serão mais as mesmas. Ao centro-direita em Portugal de compreender o alcance e importância destas duas petições. A sociedade civil portuguesa fez o que lhe competia. Aos políticos agora de honrarem as suas obrigações.
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
Orçamento do Estado e Cavaco Silva: qual o caminho?
Tenho sempre aqui manifestado confiança no Governo e na condução que faz das políticas sociais, económica e financeira. Quanto à familiar, por inexistente, estamos falados (sobre este tema ver o que disse o Patriarca de Lisboa ontem no Dia Mundial da Paz)...
Essa confiança deriva de sinais objectivos (quase todos das intervenções e entrevistas de Carlos Moedas e outras das de Vitor Gaspar), da necessidade de como sociedade temos de acreditar que quem governa fá-lo com intenção de servir o bem comum e usando o melhor das suas capacidades, da minha confessada perplexidade perante as propostas em jogo e também de uma esperança de quem sabe que Deus não abandona o seu povo e por isso, em última instância, tudo acaba bem e corre para onde deve correr.
No entanto confesso que às vezes assalta-me a dúvida...e essa é para mim o resultado da comunicação ontem do Presidente da República. De muitas das suas afirmações pode concluir-se que talvez não seja este o caminho, ou que o caminho só pode piorar, ou que há que mudar de caminho, pelo menos em alguns pontos. Ou não? E se nesses pontos ele tiver razão?
Aqui do meu canto de militante partidário e também dirigente de movimentos da sociedade civil parece-me que o caminho para nós, que não governamos, só pode ser um: tentar suprir as lacunas, explicar o que não é claro nem explicado, sugerir aprofundamentos do caminho, reforçar a aliança com o governo para que todos um dia saíamos incólumes, ou pelo menos tanto quanto, deste "pesadelo" absurdo em que estamos mergulhados (a crise financeira também e a crise moral, primeiro). E rezar. Por quem nos governa. Para que Deus lhes dê coragem perante as dificuldades, engenho perante os obstáculos, inteligência nas decisões. Para isso contam comigo.
Nota: resisti aqui heroicamente a ironizar sobre a bondade da escolha de candidato a presidente da república que os dois principais partidos do centro-direita fizeram nas últimas eleições...devem ser resquícios do espírito natalício...;-)
Mas que tal umas primárias antes das próximas eleições presidenciais...?
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quinta-feira, dezembro 20, 2012
Defender o Futuro reduzindo a despesa: carta aberta ao Ministro das Finanças
Defender
o futuro reduzindo a despesa
António
Pinheiro Torres
Público,
20/12/2012
Exmo. senhor Ministro das Finanças
Até Janeiro de 2013 dará entrada na Assembleia da República uma petição
intitulada Defender
o Futuro onde os seus subscritores, com diversas personalidades da
nossa vida política, social, cultural e económica, fazendo eco das posições do
Presidente da República, propõem ao Parlamento a reavaliação das diversas leis
"fracturantes" aprovadas no consulado do Governo de Sócrates.
São essas leis as da Procriação Artificial, do Aborto, do Divórcio, do Casamento entre pessoas do mesmo sexo, da mudança de sexo e do financiamento do ensino particular e cooperativo.
Uma vez reunidas 4000 assinaturas (faltam apenas cerca de 500 para que tal aconteça) a petição será obrigatoriamente apreciada em plenário da Assembleia da República e pode bem vir a originar (espera-se) um ou mais processos de revisão destas leis, ou da respectiva regulamentação. O que terá consequências também a nível redução da despesa do Estado. Assunto sabidamente do interesse de vossa excelência.
Na verdade e actualmente, sem que tal decorra forçosamente do resultado do referendo de 2007 (onde a pergunta formulada respeitava unicamente à despenalização até às 10 semanas de gestação), o aborto em Portugal é completamente gratuito e confere à mulher que aborta o direito a uma licença de parentalidade de 15 a 30 dias e ao pagamento do respectivo subsídio correspondente a 100% do vencimento. Acrescem ainda os custos com as grávidas das ilhas: o pagamento de custos do avião, do alojamento em Lisboa (até duas pessoas), táxi na cidade e acompanhamento de um técnico social. Ou seja, basta que se ponha fim, no todo ou em parte, a esta gratuidade e subsídios injustos para que dezenas de milhões de euros/ano sejam poupados ao Orçamento do Estado (na Saúde e na Segurança Social).
Por outro lado, na sequência das novas regras que regem o divórcio, muitas mulheres tem sido precipitadas, mercê da perda do direito de alimentos, em situações sociais que as empurram para o Rendimento Social de Inserção, sobrecarregando assim o já tão esgotado orçamento da Segurança Social. Se os deputados entenderem (no que irão ao encontro do sentimento da comunidade jurídica) rever toda a nova legislação do divórcio que originou tantas e tantas situações de injustiça, pobreza e abandono, V. Exa. contará, também aqui, com uma significativa redução da despesa na Segurança Social.
Acresce que, mercê da lei da Procriação Artificial, e das regulamentações conexas, aumentam as situações em que os actos médicos implicados (altamente dispendiosos e de eficácia muito reduzida) beneficiam, em termos de custo e processos, de uma situação de vantagem em relação às pessoas em situação de doenças. O que, além de uma injustiça e desigualdade, constitui no orçamento da Saúde uma despesa na qual V. Exa. poderá contar com uma substancial redução de custos. Tudo de acordo com convenções internacionais a que o Estado português se obrigou, para protecção do embrião humano.
Começam hoje a ser reconhecidos os menores custos do ensino particular em comparação com o ensino estatal, pelo que, se os deputados entenderem que o serviço público de educação pode ser prestado por escolas estatais e não-estatais em pé de igualdade, e que às famílias deve ser dada a liberdade de escolha do ensino que pretendem para os seus filhos, da concessão desse serviço e da justiça e concorrência leal que daí resultará, poderá contar-se com uma muito significativa redução da despesa em Educação.
Existem outras consequências desta petição e dos resultados do trabalho de revisão das leis fracturantes a que os deputados serão chamados que não deixarão de ter outras consequências que interessam à missão política de V. Exa. e àqueles que um dia lhe sucederem nesse lugar. Na verdade, se forem seguidas as cautelas e preocupações em tempo manifestadas pelo Presidente da República, da revisão destas leis resultará um país onde a responsabilidade será um valor socialmente reconhecido, a natalidade corresponderá ao desejo das famílias e às necessidades da sustentabilidade do Estado Social, o sistema de Educação poderá ajudar a gerações de portugueses mais preparados e as famílias poderão encontrar um ambiente mais propício ao respectivo desenvolvimento. Tudo isso potenciando o crescimento do produto, a redução da despesa e a diminuição do défice. Isto é assunto de interesse maior de V. Exa. e de todos os portugueses em geral.
Esperando ter assim correspondido ao seu apelo à participação da sociedade civil na tarefa de refundação do Estado, subscrevo-me, com os meus melhores cumprimentos, de V. Exa., muito atentamente.
Petição Defender o Futuro
P.S.: Não é objecto desta petição a Lei
de Promoção e Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, mas, ao abrigo desta
lei, a Segurança Social tem retirado cada vez mais crianças às famílias,
estando disposta a suportar custos elevadíssimos no acolhimento destas, quando,
por um décimo da despesa, poderia ajudar essas mesmas famílias a criar essas
crianças... Também aqui se poderia garantir mais e melhor Estado Social
reduzindo os respectivos custosSão essas leis as da Procriação Artificial, do Aborto, do Divórcio, do Casamento entre pessoas do mesmo sexo, da mudança de sexo e do financiamento do ensino particular e cooperativo.
Uma vez reunidas 4000 assinaturas (faltam apenas cerca de 500 para que tal aconteça) a petição será obrigatoriamente apreciada em plenário da Assembleia da República e pode bem vir a originar (espera-se) um ou mais processos de revisão destas leis, ou da respectiva regulamentação. O que terá consequências também a nível redução da despesa do Estado. Assunto sabidamente do interesse de vossa excelência.
Na verdade e actualmente, sem que tal decorra forçosamente do resultado do referendo de 2007 (onde a pergunta formulada respeitava unicamente à despenalização até às 10 semanas de gestação), o aborto em Portugal é completamente gratuito e confere à mulher que aborta o direito a uma licença de parentalidade de 15 a 30 dias e ao pagamento do respectivo subsídio correspondente a 100% do vencimento. Acrescem ainda os custos com as grávidas das ilhas: o pagamento de custos do avião, do alojamento em Lisboa (até duas pessoas), táxi na cidade e acompanhamento de um técnico social. Ou seja, basta que se ponha fim, no todo ou em parte, a esta gratuidade e subsídios injustos para que dezenas de milhões de euros/ano sejam poupados ao Orçamento do Estado (na Saúde e na Segurança Social).
Por outro lado, na sequência das novas regras que regem o divórcio, muitas mulheres tem sido precipitadas, mercê da perda do direito de alimentos, em situações sociais que as empurram para o Rendimento Social de Inserção, sobrecarregando assim o já tão esgotado orçamento da Segurança Social. Se os deputados entenderem (no que irão ao encontro do sentimento da comunidade jurídica) rever toda a nova legislação do divórcio que originou tantas e tantas situações de injustiça, pobreza e abandono, V. Exa. contará, também aqui, com uma significativa redução da despesa na Segurança Social.
Acresce que, mercê da lei da Procriação Artificial, e das regulamentações conexas, aumentam as situações em que os actos médicos implicados (altamente dispendiosos e de eficácia muito reduzida) beneficiam, em termos de custo e processos, de uma situação de vantagem em relação às pessoas em situação de doenças. O que, além de uma injustiça e desigualdade, constitui no orçamento da Saúde uma despesa na qual V. Exa. poderá contar com uma substancial redução de custos. Tudo de acordo com convenções internacionais a que o Estado português se obrigou, para protecção do embrião humano.
Começam hoje a ser reconhecidos os menores custos do ensino particular em comparação com o ensino estatal, pelo que, se os deputados entenderem que o serviço público de educação pode ser prestado por escolas estatais e não-estatais em pé de igualdade, e que às famílias deve ser dada a liberdade de escolha do ensino que pretendem para os seus filhos, da concessão desse serviço e da justiça e concorrência leal que daí resultará, poderá contar-se com uma muito significativa redução da despesa em Educação.
Existem outras consequências desta petição e dos resultados do trabalho de revisão das leis fracturantes a que os deputados serão chamados que não deixarão de ter outras consequências que interessam à missão política de V. Exa. e àqueles que um dia lhe sucederem nesse lugar. Na verdade, se forem seguidas as cautelas e preocupações em tempo manifestadas pelo Presidente da República, da revisão destas leis resultará um país onde a responsabilidade será um valor socialmente reconhecido, a natalidade corresponderá ao desejo das famílias e às necessidades da sustentabilidade do Estado Social, o sistema de Educação poderá ajudar a gerações de portugueses mais preparados e as famílias poderão encontrar um ambiente mais propício ao respectivo desenvolvimento. Tudo isso potenciando o crescimento do produto, a redução da despesa e a diminuição do défice. Isto é assunto de interesse maior de V. Exa. e de todos os portugueses em geral.
Esperando ter assim correspondido ao seu apelo à participação da sociedade civil na tarefa de refundação do Estado, subscrevo-me, com os meus melhores cumprimentos, de V. Exa., muito atentamente.
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segunda-feira, novembro 26, 2012
União Europeia no caminho da implosão?
(imagem retirada do Blog Abrasivo)
Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...
Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.
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sexta-feira, outubro 26, 2012
Por uma vez de acordo com Jorge Sampaio
Porque ainda não me esqueci do golpe de estado constitucional que Sampaio protagonizou com o Governo Santana Lopes e apesar de muitas razões de queixa de Cavaco Silva, por uma vez também subscrevo:
"Felizmente não sou Presidente da República", Jorge Sampaio, Público, 24 de Outubro de 2012
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