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segunda-feira, setembro 02, 2013

O piropo e o ridículo mundo do Bloco




Assim se chama o artigo de Henrique Monteiro que Pedro Aguiar Pinto afixou no seu Blog Povo.
A protagonista desta "proposta" é a moçoila aqui retratada e que aqui no site do Bloco explica a sua iniciativa.
Bem sei que o disparate é livre, mas ás vezes abusa-se...
Nota: diferente é uma coisa chamada educação, sensibilidade e bom senso, respeito e delicadeza, mas isso, para os bloquistas, devem ser valores "burgueses"...
Uma dúvida: os piropos que se querem criminalizar são todos, ou apenas os heterossexuais...? Ou queres ver que a Adriana Lopera ainda acaba denunciada por homofobia pelo lóbby gay...? Ou, pior, que os bloquistas que queriam que as mulheres não fossem para a prisão, por causa do aborto, já não se importam que os homens vão, pelos piropos...? Cá para mim isto ainda devem ser efeitos da silly season...

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Pedofilia, Catalina Pestana e a Igreja Católica



As declarações de Catalina Pestana suscitaram esta reacção da Conferência Episcopal Portuguesa: forte, corajosa, humilde e esclarecedora. E também este artigo brilhante de um dos directores do Expresso, o Henrique Monteiro que reproduzo abaixo e que encontrei no Blog Logos do Padre Nuno Serras Pereira.
Vale também a pena sobre o tema da Igreja Católica e a pedofilia ver este dossier.

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Catalina, a pedofilia e a cumplicidade - por Henrique Monteiro
In Expresso

Ontem, uns tantos leitores criticaram-me por pedir a uma senhora que se calasse (refiro-me ao que escrevi sobre Cândida Almeida). Mas hoje vou pedir a uma senhora que fale - Catalina Pestana.

Esta senhora disse ao 'Pùblico' que conhecia vários casos de pedofilia na Igreja. Só em Lisboa, diz ela, conhece cinco. E acrescentava, a propósito do escândalo no seminário do Fundão, que tinha reunido no ano passado com o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Manuel Morujão, e com o então presidente da Conferência, o bispo D. Jorge Ortiga para denunciar esses casos.

Acontece que o padre Morujão vem dizer que é mentira. Que nem sequer conhece a senhora e nunca reuniu com ela. E adianta: ela que diga os nomes. Pessoalmente, reforço a ideia: ela que diga os nomes. Já as jornalistas do 'Público' que com ela falaram (Alexandra Campos e Sandra Rodrigues) lhe haviam perguntado por que razão não tinha denunciado os casos às autoridades. E citam a resposta: "Não somos da polícia!" (Catalina referia-se a si própria e ao psiquiatra Álvaro Carvalho, que a acompanharia nas denúncias).

Catalina, já no caso Casa Pia, dizia saber de tudo. Mas que se saiba só atuou depois das denúncias. Provavelmente, pensou que "não era polícia". O mesmo se passa agora. Ora, à segunda vez poderemos considerar cumplicidade com o crime o facto de estar calada? Não sou jurista, mas acho que ela deve falar antes que alguém a considere como tal...

É que, se na Casa Pia bastou ao Estado (de quem a instituição depende) ter pago uma indemnização às vítimas para se pôr fora do processo, no caso do Seminário do Fundão e da Igreja Católica já se sabe que a tolerância não será a mesma. Isso agrava a cobardia de Catalina, que parece querer lançar uma mancha geral sobre a instituição, em vez de denunciar os casos concretos que diz conhecer.

Com assuntos destes, não se pode fazer política, nem brincar, e menos ainda levantar o dedo só para aparecer nos jornais.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Isabel Jonet tem razão!



As declarações de Isabel Jonet (que se encontram na íntegra aqui no site do Blog Povo) na SIC a 6 de Novembro suscitaram um coro de indignações completamente disparatadas, injustas e intolerantes.

Disparatadas porque nem o Banco Alimentar é uma instituição pública em que qualquer um possa intervir (é uma instituição particular, governada pelos seus sócios que escolhem os seus dirigentes) nem as afirmações da respectiva presidente (o núcleo fundamental, que despertou o protesto, sendo, como as reproduz o Público: "“os portugueses vivem muito acima das possibilidades” e que, por isso, vão ter que “aprender a viver com menos”. “Vamos ter que empobrecer muito, vamos ter que viver mais pobres”, ") o justificam: são verdadeiras, razoáveis e adequadas a todos as ouvirmos!

Injustas porque olhando para a obra do Banco Alimentar e da sua presidente é dificil encontrar mácula que se lhe possa apontar e é o cúmulo do desplante insinuar que da parte dela possa exisitir qualquer indiferença aos pobres. A sua obra neste ponto fala por ela e pelos que trabalham com ela (e a quem aproveito para manifestar a minha solidariedade!).

Intolerantes "cela va de soi". A ditadura do politicamente correcto é implacável mas não se pode deixar de combatê-la com firmeza, afirmando a liberdade de cada um pensar e dizer o que bem entender. Neste ponto é brilhante o artigo de Henrique Monteiro que encontrei agora no site do Expresso online. Subscrevo linha a linha.

domingo, janeiro 08, 2012

Ainda a Maçonaria nas notícias deste fim de semana

Muito bom perceber da leitura do Expresso que o Primeiro-ministro estará decidido a limpar a casa dos serviços secretos do dominio que sobre estes exerce a Maçonaria. Não surpreende para quem o conheça e terá uma surpresa quem duvide que o fará...
Atendendo ás notícias dos últimos dias e também à referência acima faz todo o sentido a pergunta que no Público hoje André Freire dirige a Passos Coelho:
"É possível confiar num Estado onde, além da promiscuidade entre política e negócios, há também conúbio entre serviços secretos, maçonaria e empresas privadas?"
Entre todos os artigos que o Expresso publicou sobre o assunto destaco: "Justos e Pecadores" de Henrique Monteiro (naquilo que me parece reflectir uma corrente de pensamento no interior da mesma e também acaba por dar uma imagem muito precisa de como se retratam e se retrata a Maçonaria muitas das pessoas que lá estão) e um beligerante artigo de Henrique Raposo ("Neblina maçónica") que não me parece ir na boa direcção, mas de certo modo é o resultado inevitável da actual situação retratada na pergunta de André Freire.
Última nota pessoal: na catadupa de nomes do PSD há alguns que conheço, com quem já estive e até partilhámos posições políticas comuns. Alguns já me tinha passado pela cabeça o fossem ou pudessem vir a ser (de um em especial ficou-me agora claro porque a meio de um percurso me deixou pendurado...;-) mas todos me impressiona tê-lo agora confirmado. Estou muito tentado a oferecer-lhes este livro (disponivel para encomenda aqui):


Aqui está uma breve descrição do livro.