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sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Barrigas de Aluguer: talvez o que se precise seja outra coisa...



Hoje no parlamento votaram-se as barrigas de aluguer. Venceu o bom-senso e o projecto foi derrotado. Mas o melhor comentário foi o de um companheiro de partido (o PPD/PSD) que me escreveu:

"Caro amigo 
Será que não é possível apresentar um projecto de lei para cabeças de aluguer ?? Parece que seria mais  útil e pelos vistos necessário pois clientela não deve faltar"

Melhor dito,não há...lol!

domingo, fevereiro 01, 2015

Primárias no PSD: tempo de avançar...!



Já aqui antes referi o assunto das primárias no PSD e como considero o tema fundamental para a renovação do partido, uma actuação mais eficaz, o vingar do primado da política e o método democrático por excelência.

Hoje no Público a propósito do movimento Tempo de Avançar lá está a proposta de "eleição uninominal preferencial de candidatos a deputados" e no mesmo jornal a notícia de que "PS aprovou primárias para todas as eleições". Graças a Deus parece-me inevitável a questão se venha a colocar no PSD e mais cedo do que tarde. Nessa altura falaremos, porque nessa altura o centro-direita terá finalmente um tempo novo, de que tanto carece...

terça-feira, janeiro 13, 2015

Presidenciais: Santana Lopes, Rangel e Rio



(imagem retirada do Diário de Notícias e que regista o apoio de Santana Lopes à candidatura nas últimas europeias de Paulo Rangel e Nuno Melo)

Ou muito me engano ou é de Rui Rio que Paulo Rangel está a falar no seu artigo hoje no Público quando escreve:

"5. Que Presidente queremos para a entrada na década de 20 do século XXI? Mais do mesmo com os protagonistas inevitáveis dos últimos quarenta anos? Não será altura de assumir a fadiga do regime e confiar num candidato com uma agenda reformista e activa, capaz de mobilizar a reforma político-institucional a partir da presidência? Se não nos deixarmos embalar, Guterres não será imbatível."

E por falar em presidenciais é de saudar o artigo de Joaquim Jorge do Clube dos Pensadores que ontem apareceu no Público e que desenvolve o mote: "Se PSL é assim tão fraco e cheio de defeitos qual o problema de concorrer?". Uma pergunta justa e um apelo à liberdade, de que tanto carece o centro-direita.

sábado, janeiro 10, 2015

Presidenciais e Alberto João Jardim



Tenho muita simpatia e admiração por Alberto João Jardim. Nos raros contactos que tivemos (sempre por causa dos chamados temas fracturantes ou mais raramente em encontros do PSD) foi impecável connosco. Admiro-lhe a frontalidade e a coragem, a clareza em tantas coisas e a capacidade de combate. Admiro além disso estar-se nas tintas para o politicamente correcto e afrontar as conveniências e o senso comum. Reconheço deve ser difícil a um presidente do PPD/PSD conviver com o fenómeno que ele é e em muitas situações não teria agido como ele. Mas o que interessa é que tem muita categoria e tantas e tantas vezes a virtude de saber reconhecer onde está o adversário e o que ele quer. E a sua obra na Madeira é notável. Sendo também das poucas figuras de relevo com que a Maçonaria sabe que não conta e isso não é dizer pouco nos dias de hoje...

Por isso já aqui neste Blog o referi uma meia dúzia de vezes. Tudo razões de sobejo para assinalar a notícia da sua intenção de candidatar-se nas próximas eleições não com a pretensão de ser eleito mas de fazer ouvir o seu pensamento político para Portugal. A notícia está aqui e vale a pena ser lida. Bem como a recomendação ao centro-direita e cito de que "a coligação PSD/CDS no próximo mandato deve ter uma “mensagem apontada à pessoa humana e às famílias”".Mais certeiro é impossível!

Sobre o Congresso do PSD-Madeira este fim-de-semana e a sucessão com Miguel Albuquerque, vale a pena ler esta notícia.

segunda-feira, setembro 30, 2013

O resultado das eleições autárquicas 2013


Análises mais gerais e também mais detalhadas dos resultados das eleições autárquicas são um trabalho indispensável para os próximos tempos, a desenvolver por quem, protagonistas e movimentos, pretenda alargar e consolidar a sua presença na política portuguesa. Mas entretanto algumas notas se podem desde já alinhavar:

1. O sucesso das candidaturas independentes ou quando tal ocorreu os efeitos que tiveram nas candidaturas concorrentes, impedindo umas de ganhar e outras de perder, vem chamar a atenção para o erro fatal os principais partidos cometeram, ao ignorar a vontade do seu eleitorado e impor candidatos a partir das estruturas dirigentes. Neste ponto se comprovou que as primárias nos partidos (eleições internas de escolha de candidatos) são não apenas uma ideia boa, teoricamente correspondente a um sistema político mais democrático, mas uma necessidade premente se os partidos querem apresentar soluções que correspondam aos anseios do seu eleitorado.

2. Se somarmos os votos em candidaturas próprias do PPD/PSD e do CDS-PP, ás das coligações que fizeram (geralmente com o MPT e/ou o PPM), aos votos muito marginais de outros pequenos partidos (como o PPV ou o PND) e ainda os votos nas candidaturas independentes saídas da área política respectiva, constatamos que o centro-direita teve mais votos do que o Partido Socialista. Isto é, está por provar que não exista a adesão do eleitorado deste bloco político, ao Governo e aos partidos que o apoiam...!

3. A fidelidade do núcleo duro dos votantes do centro-direita ás candidaturas dos partidos da coligação de Governo, deve ser estimada e correspondida por quem tem a responsabilidade da governação. Isto é, não se distinguindo os votantes do PS dos do centro-direita, no descontentamento com os efeitos das políticas de austeridade, o que pode continuar a agarrar esse eleitorado fiel é a assunção serena e inteligente pelos partidos do Governo daquela identidade em torno da valorização da dignidade humana, da subsidiariedade, e da estima pela liberdade, que é o "osso" da presença social da maioria sociológica "de direita".

4. No poder local é local o critério predominante de escolha do voto. São ás centenas os exemplos da mais humilde freguesia ao mais espampanante município. O critério proposto pelos Bispos portugueses (o discernimento de qual na convicção de cada um é o mais apto a governar a circunscrição) é de facto o critério do bem comum e do eleitorado em geral.

5. Com a derrota em termos estritamente autárquicos (mandatos, governos municipais ou de freguesia) do PSD há um efeito colateral positivo de um facto indesejado. Muita gente que está no PPD/PSD por virtude da "alimentação" recebida da detenção e uso do poder, perdeu a sua base de apoio e vai fatalmente afastar-se da vida partidária quotidiana (voltando inevitavelmente á tona, quando o poder regressar, já se sabe...). Mas, por ora, vai haver mais tempo e espaço para fazer política, estimar o bem comum, dar protagonismo aos que na política estão de uma forma autêntica. E isso é bom.

6. Se o centro-direita for capaz nas Europeias já para o ano de se apresentar com um programa coerente e que diga respeito á vida real das pessoas, que nas suas listas retome e proponha o país real que se revê no espaço do centro-direita, pode ser se vejam já os bons efeitos da depuração que os resultados das autárquicas trouxeram ás suas fileiras. A ver, vamos...

sexta-feira, setembro 28, 2012

Salvação nacional: é o que está a fazer o Governo de Passos Coelho



Sucessivamente (não é deliberado, foi acontecendo...) no PSD em Lisboa estive no lado oposto a Carlos Carreiras. Quando ele era presidente da Distrital de Lisboa do partido e agora na situação que lhe sucedeu e que a ele se referencia. Nothing personal, just politics...;-)

Ao longo destes sete anos, de facto, tenho sempre apoiado os candidatos de oposição sistema de poder em Lisboa e no caso concreto das eleições autárquicas de 2009 e do que se lhe seguiu discordo totalmente da gestão política do então presidente da Distrital de Lisboa.

Juntos parece-me só estivemos no apoio a Passos Coelho quando este concorreu pela segunda vez e venceu a eleição directa para presidente do partido (na 1ª vez em que este se candidatou apoiei Pedro Santana Lopes ao contrário dele que já estava com Passos Coelho).

Dito isto há que reconhecer não apenas as suas qualidades políticas como que o actual presidente da Câmara de Cascais, de facto, escreve bem. E neste artigo no jornal i intitulado "Quem pediu um Governo de salvação nacional?" explica melhor do que eu seria capaz porque de facto é um imperativo patriótico apoiar o Governo de Passos Coelho, porque há razões fundadas para fazê-lo e porque nestes tempos que não são quaisquer, o que o Governo está a fazer é o que precisa ser feito.

Melhor será possível? Sim, certamente. Mas para as coisas serem melhores é preciso que não nos demitamos e ajudemos no que faltar...!

quinta-feira, agosto 16, 2012

Discurso de Passos Coelho no Pontal

Simpatizo com Pedro Passos Coelho e com a sua actuação como Primeiro-ministro. Como simpatizo e confio na acção deste Governo para pôr as contas nacionais em ordem e levar a bom termo as tarefas que a Troika nos impõe (diga-se até que de certa maneira foi um alívio ter aparecido esta obrigação porque algumas das medidas nunca Governo nenhum teria coragem de aplicar...). Simpatizo também com o pendor liberalizante e uma profunda intenção reformista não apenas de leis e estruturas mas de mentalidade mesmo. No entanto algumas coisas não percebo e outras intuo. Nas que não percebo é como em alguns sectores não se tomaram já algumas medidas que não sendo complicadas podiam dar já resultados a curto-prazo. Entre outras a revogação da lei do divórcio selvagem, a revisão da regulamentação da lei do aborto ou passos mais decididos no sentido de conferir aos pais a liberdade de escolha da escola e educação para os seus filhos. E por fim porque não está a funcionar a verificação diploma a diploma da eficácia pro-família das decisões tomadas (vide programa do Governo). Nas que intuo a principal é que falta uma alma de centro-direita, propugnar pelos valores desta área política, não iria tão longe chamando-lhe "agenda moral", no sentido americano do termo, mas qualquer coisa semelhante, de horizontes mais largos, do que a simples gestão de pequenices políticas, dominio das contas públicas ou glosar temas da moda... Mas como sempre em política, pouco importa a constatação, ou o lamento. O que importa é agir no sentido de demonstrar aos lideres do centro-direita que nesse povo, a parte mais fiel e constante do mesmo é isso que deles espera e por menos do que isso não se mobiliza nem sequer naquilo que justamente é convidado para. Daí a importância de iniciativas como a da Petição Defender o Futuro que atingindo como previsto as assinaturas necessárias em tempo breve, lançará de novo este tema na arena política, obrigando os agentes do sistema a definir-se.

segunda-feira, abril 16, 2012

O novo programa do PSD

Impressionou-me muito o conteúdo do novo programa do PSD aprovado no último Congresso. Ousaria mesmo dizer que há uma mais claro e inspirado regresso às origens do PPD (nomeadamente quando se pensa na declaração de princípios intitulada "Os Nossos Valores" e que se encontra no site do partido) e à matriz social-cristã ou da Doutrina Social da Igreja que era a formação original da maior parte dos fundadores do partido e os inspirou nos primeiros documentos (a este propósito é fundamental ler o inspirado artigo de Pedro Lomba "O fim da social-democracia").

Claro que depois o problema, como me observava uma destacada figura do catolicismo nacional, é que "as mesmas palavras não têm o mesmo significado para toda a gente"...;-)

Passos Coelho: mais sociedade, menos Estado



Há em Passos Coelho um discurso que por causa da austeridade e da crise, tem passsado desapercebido, mas é fundamental e creio corresponde de facto às suas intenções: mais sociedade e menos Estado.
Ou seja, o princípio da subsidiariedade em acto. Vale a pena sublinhá-lo e tentar perceber como se pode a partir da sociedade corresponder a esta sua intenção e colaborar nesta reforma indispensável.

No seu discurso ao Congresso do PSD/Açores que teve lugar este fim-de-semana o actual primeiro-ministro disse entre outras coisas (citações retiradas da edição impressa do Público):

- "Temos de alterar profundamente as estruturas económicas, políticas e sociais do país para que privilégios injustificados não voltem a acontecer" e para que a sociedade seja não só "mais aberta, mais dinâmica e competitiva, mas também mais solidária e mais responsável".
- No "longo caminho" que perspectiva para a concretização de reformas estruturais, Passos quer "reformar mentalidades" relativamente ao papel do Estado. Que deve estar "ao serviço das pessoas" e não deve representar uma "administração que complique a vida, mas que se justifique em função daquilo que é a nossa actividade económica e social". O Estado, frisou, "tem obrigações indeclináveis" mas tem de "deixar a nossa sociedade respirar", de "premiar a iniciativa das pessoas" para criar "riqueza, sem a qual não conseguimos distribuir de uma forma mais justa".
- Contra as "estruturas que perduraram durante tantos anos" e "mantiveram muitas vezes as pessoas na dependência da esmola que o Estado lhes dá".

Enfim, todo um programa que vale a pena encorajar, colaborar e incentivar...!

sábado, março 24, 2012

Congresso do PSD: algumas notas sobre estatutos e Jardim




Hoje de manhã discussão das propostas de alteração estatutárias. Muita parra e pouca uva...este é um partido que adora discutir estatutos, mas depois, no fim (nas votações), detesta mudá-los...! Na verdade tanto quanto percebi (as votações foram confusas, parecendo que não um jurista, faz muita falta e na mesa do Congresso não havia nenhum, pelo menos que actuasse como tal) foram ao ar as primárias e também o estatuto do simpatizante. Dizia alguém: "foram ao ar as duas medidas que nos abriam ao exterior"...

O juizo acima, no entanto, não é justo. Primeiro porque essa classificação de exterior é muito relativa tal como a oposição entre sociedade civil e a partidária (como se fosse a militar...). Depois porque o estatuto de simpatizante com dificuldade se diferenciava de filiado. Por fim, porque os militantes partidários não são propriamente "aliens" que não tenham âmbitos de pertença a comunidades...

A tarde (e a noite que aí vem) está a ser em cheio com a apresentação das moções temáticas e depois as intervenções livres. Brilhante início de Alberto João Jardim com a defesa da Vida nas primeiras linhas e uma denúncia (frequente e abençoada nele) do contributo da comunicação social para a formação de uma mentalidade que depois produz resultados políticos. Um homem livre, sem dúvida.

Congresso do PSD: alguns discursos

O de Pedro Passos Coelho: há uma diferença no homem. Bem ilustrada com o facto de pela primeira vez desde sempre o Governo não ter dado números sobre a greve. Por respeito por quem a fez e não se sujeitando a discussão dos mesmos. Quem quis trabalhou (apesar de alguns o terem querido e não conseguido por causa de outros grevistas...) e quem não quis fez greve. O Governo e o país seguiram em frente.
Depois, tem coragem. Descrevendo as dificuldades ilustra com exemplo da Madeira não receando o desconforto que poderia haver e ao mesmo tempo abraçando Alberto João Jardim com uma história bem humorada. É outra marca dele a humanidade.
E depois a meio de um bom discurso salta a marca do PPD/PSD e que de fora é tão desconhecida embora compreensivelmente dados os disparates que às vezes se vê acontecer no grupo parlamentar e na sua fracção BE...refiro-me àquela parte do discurso em que fala da pessoa como o centro da política, do predominio da realidade sobre a ideologia, de que não compete ao Estado inventar a felicidade da pessoa, mas a esta procurá-la livremente (mais tarde Carlos Coelho retomaria o tema de forma também muito feliz).
Depois deste discurso vem Aguiar Branco que com frontalidade desmonta a boataria à volta da proposta do novo programa do partido e que como alma boa e militante dedicado que é há 38 anos que é coloca o assunto no lugar denunciando bem a atitude prima-donna de tantos políticos. Muito bom.
Desde então é espantoso olhar para o conteúdo dos discursos (o assunto recordo é o novo programa do partido) de Marco António, Carlos Coelho, Ricardo Baptista Leite, Rui Machete (um grande senhor!), anónimos dedicados. Discursos recheados de referência ao valor da instituição familiar, da dignidade humana, da subsidiariedade, da iniciativa individual, do primado da pessoa face ao Estado, e até o reconhecimento da matriz democrata-cristã (sic) do gene partidário do PPD/PSD.
Enfim, um consolo para a alma, um conforto quanto ao estado ideológico do partido, uma injecção de esperança quanto ao futuro e à razão que assiste a quem se espanta com a deriva esquerdista que por vezes atinge o partido no seu topo.

Inicio do Congresso do PSD

Inicio do Congresso do PSD: é como o encontro de uma grande família. Amigos, conhecidos, rostos que se cruzam com frequência. Gente do norte e do sul, de muitas origens sociais, económicas e culturais. Pertenças ideológicas diversas e diferentes confissões religiosas com predomínio acentuado do catolicismo (militante ou de hábito ou de nome). Todas as idades e sexos apenas dois (por mais que se esforce a ideologia do género, não há mais do que esses...;-) Alguns muito importantes, a maioria modestos militantes. Uns com muita história no partido e muitas histórias nas suas lutas internas, outros a iniciar o caminho e alguns com poucos anos (é o meu caso: 7 anos de filiação). Ministros, quadros importantes do Estado ou membros de gabinetes, autarcas (muitos, muitos), profissionais (funcionários) do partido, e (dominante) as célebres bases.

Jornalistas interessados e outros distraídos. Muitos fixos no acessório, outros no essencial. Ás vezes não se percebendo se quem faz a importância é a comunicação social ou se esta se limita a reconhecê-la. Deve ser as duas ao mesmo tempo...?

Uma agenda rica: aprovação novo programa (hoje à noite), alteração de estatutos (amanhã de manhã), moções e intervenções livres (amanhã à tarde e noite). Isto promete porque está de facto em causa o fundamental. Vai ser cansativo mas certamente interessante. Problema: este fim-de-semana não vai dar para dormir...:-(

Olhadela rápida pela documentação distribuída: um caderno com o regulamento do Congresso, a Proposta de Estratégia Global (do presidente do partido), Propostas de Alteração Estatutárias (quatro: da direcção nacional, da JSD, da Distrital de Lisboa e uma das bases, liderada por Paulo Ribeiro, que subscrevo), Propostas Temáticas (16) muito variadas e lista de Delegados e Participantes. Além disso um quadro comparativo das propostas de alteração estatutárias, a proposta do novo programa e um brinde (um tapete de rato) do Partido Popular Europeu. Numa primeira revista:

- Moção da Madeira recheada de citações de São Tomás de Aquino  e de Enciclicas Papais, clara na questão dos costumes e da família, como é timbre de Alberto João Jardim
- Temas muito variados nas moções: emigração, ensino profissional, o distrito de Bragança, coesão territorial e poder local, juventude, família, turismo, etc.
- Produção cuidada dos materiais distribuídos e uma malinha para o transportar a condizer

Uma mais-valia: um bar no átrio contiguo à sala onde decorre o Congresso. Fundamental!

sexta-feira, março 23, 2012

Congresso do PSD: pela Família e pela Vida!



Este fim-de-semana em Lisboa realiza-se o XXXIV Congresso do PSD (estando quase a passar passar 38 anos sobre o 25 de Abril isso significa uma média de um por ano, o que creio deve ser o record nos partidos políticos portugueses...?) sob o lema (inspirador e inspirado!) de "Um Partido de Causas".

Desde há uns anos (desde 2005 para ser mais exacto) que estou com outros amigos empenhado em construir no interior do partido um espaço de gente identificada com a chamada agenda Mais Vida Mais Família: Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade, defesa da Vida e promoção da Família). Tem sido um caminho esforçado e lento, mas muito compensador e com frutos concretos e visiveis, sobretudo nos últimos anos. Não é o único caminho de promoção de aquela agenda (há outros partidos em que se pode fazer e fora dos partidos também) mas é o meu caminho.

Também ao mesmo tempo este mesmo partido (a designação por mim utilizada por PPD/PSD denotando já uma escolha, amizades, tendência Santanista e concepçãodo partido e política...;-) é o lugar em que procuro servir o bem comum em termos mais genéricos e por isso estou, eleito pelo partido, na Assembleia Municipal de Lisboa, onde presido também por designação do meu grupo municipal (cuja direcção agora integro), presidente da Comissão de Intervenção Social e Promoção da Igualdade de Oportunidades.

Uma vez mais serei delegado (pela Secção de Lisboa) e lá estarei o tempo todo (o programa está aqui e é possivel através daqui segui-lo em directo e online). Tenciono votar nesta proposta de alteração dos estatutos (promovida pelo Paulo Ribeiro e um grupo de delegados com quem tenho estado junto no partido e em Lisboa) e nesta Moção do António Proa.

Na primeira (intitulada "Valorização das estruturas municipais (secções e núcleos) e dinamização da participação dos militantes") porque o conteúdo corresponde ao título e trata-se do que me parece mais importante: proporcionar que no partido haja mais democracia, participação das bases e de quem se interessar e quiser intervir politicamente, evitando o aparelho "coma" todas as estruturas e funções. Na segunda porque também o título diz tudo ("Pela afirmação de uma política de promoção da Família. Pelo futuro de Portugal") e trata-se, se não estou em errro, da primeira vez que é apresentada a Congresso uma Moção exclusivamente dedicada ao tema.

Enfim, com o sacrificio implícito (deitar tarde, acordar cedo, perder a ocasião de descansar e recarregar as baterias), tratar-se-á certamente (estar no Congresso) de testemunhar a todo o partido e ao país (tenciono tentar fazer uma intervenção a esse propósito na linha da Petição Defender o Futuro) que na raiz da crise em que estamos está também aquela mentalidade que deu origem, amparou e deu vencimento, à série absurda de leis fracturantes que tivemos nos últimos seis anos. Ou seja de contribuir a meu modo para que o PPD/PSD seja um partido de causas!

sexta-feira, março 02, 2012

PPD/PSD: eleições de delegados ao Congresso




Ontem numa roda de amigos falavamos do envolvimento na política e de como existiam alguns jovens com curiosidade pela coisa pública mas a quem a vida das jotas acabava por afastar das lides partidárias...a questão não me pareceu bem colocada.

E recordei a propósito a frase que ouvi algumas vezes a Nuno Abecasis e que dizia "Não é possível trabalhar na lama, sem mexer na lama" e dizia-o não como quem classificava a política como sendo uma coisa suja ou feia, mas como uma tarefa à qual só se fazia face, pondo a mão nela.

Vem isto porque amanhã a par das Directas para eleição do presidente do meu partido (Passos Coelho é o único candidato) realizam-se amanhã, por todo o país, a eleição dos delegados ao Congresso que terá lugar em Lisboa nos dias 23 a 25 de Março. É completamente uma questão processual e não lhe subjaz nenhum debate político ou de ideias, mas pura e simplesmente uma questão de relações e jogo de poder (pelo menos em Lisboa), embora aqui ou ali com algumas curtas declarações políticas. E, salvo no caso dos oportunistas, quem age neste plano, fá-lo porque pretende levar à prática uma ideia política concreta.

Apesar disso esta pura mecânica partidária é simultâneamente completamente política: não apenas porque a questão é a de que "em quem confio para me representar" mas também porque depois em Congresso daí resultará, em virtude dos militantes eleitos, uma ou outra decisão sobre os estatutos, as propostas políticas das moções, o debate do novo programa do partido, a possibilidade de intervenção perante o conjunto dos militantes, a definição de quem dirijirá o partido nos próximos tempos.

Concluindo: num sistema como o nosso há duas hipóteses de intervenção política. Na movimentação civica e no sistema partidário (que no fim acaba por ser o lugar em que todas as questões são de facto decididas). E neste último não é possivel fazer política se não se estiver disposto a "jogar" nos dois planos: o das ideias e o da mecânica electiva. O resto é lirismo e no fim a desilusão que acaba por afastar tantos...

Note-se para os que se possam escandalizar com estas linhas: a preversão que todos receamos (e essa sim nociva) será a que resulta para quem a mecânica fica a ser tudo porque não há ideia nenhuma que a motive. Mas desses não rezará a história política do país...

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O poder das pessoas e a impotência do poder


Escrevo da Assembleia Municipal de Lisboa da qual sou membro eleito pelo PPD/PSD nas últimas eleições autárquicas (Outubro de 2010). Como acontece com alguma periodicidade (trimestral?) estamos no período em que o público pode falar. Impressiona-me:

a) As pessoas e as instituições de Lisboa em geral desconheçam a possibilidade de intervenção (de serem ouvidos pelos órgãos autárquicos e seus membros) que existem no âmbito do poder local (como no nacional, diga-se de passagem). Na verdade o que está agora a suceder (intervenções de membros do público) pode também ocorrer seja em assembleias de freguesia seja nas reuniões públicas da Câmara

b) Ao mesmo tempo como se repetem sessão após sessão as intervenções de pessoas que pura e simplesmente a "única" coisa que querem é uma casa da Câmara e os seus processos se arrastam ao longo do tempo sem que seja dada uma resposta pessoal, directa e clara, e no momento. E isso acontece mesmo até quando essas pessoas são procuradas por algum responsável político após as suas intervenções e até a pessoa que tem esse pelouro na Câmara (a Arquitecta Helena Roseta) é uma pessoas que se vê interessada no "pormenor", que tem um desejo de que as coisas aconteçam de facto e se percebe se sensibiliza verdadeiramente com os casos concretos. Mas apesar disso o calvário e a procissão dessas pessoas, não tem fim...porquê? O que é que não funciona? Com que desatenção à própria e à dos outros humanidade estão os responsáveis da Câmara no seu trabalho quotidiano para que isto suceda? E também e talvez que falta de atenção constante temos nós, membros da Assembleia, que não fazemos disto uma prioridade constante e diária...? Temos todos de mudar, é claríssimo, ou então isto nunca mudará...

c) Pelos temas que aqui são trazidos (a sinalização que falta, o Canil-Gatil Municipal que não funciona, tantas outras questões práticas e concretas) impressiona como apesar de tudo há um cuidado da coisa e do bem comum e como há pessoas que se dão ao trabalho de participar e agir. Assim isto continue e cresça...contá-lo hoje é o meu contributo nesse sentido.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Barrigas de Aluguer e PSD: Sócrates afinal tinha razão...?

A apresentação pelo PSD de um projecto favorável à introdução das Barrigas de Aluguer (e à entrega para a investigação cientifica de embriões "excedentários", em flagrante violação, parece-me, da Convenção de Oviedo de que Portugal é um dos países subscritores), matéria que não constava sequer do seu programa eleitoral 2011, faz com que me ocorra a pergunta se o Eng.º Sócrates estava errado só na economia, mas certo no resto...!?
Na verdade não me ocorre outra expressão para esta iniciativa do que a de "um tiro nos pés" (mais precisamente no seu eleitorado) ou então a de "manobra de diversão" (enquanto a comunicação social estiver entretida com isto, não se falará de Maçonaria...).
É extraordinário que seja o centro-direita que venha agora permitir uma extensão da lei da procriação medicamente assisitida (à época objecto de tantas reservas do Presidente da República na sua promulgação) que nem sequer uma das maiores maiorias de esquerda ousou em 2006...!
Estou curioso por ver que observações isso suscitará aos comentadores de serviço sobre como é possível uma maioria política permitir-se a perda de um dos grandes poderes em política, qual seja o de ter a iniciativa e não andar a reboque de ninguém...
Nota final: temos em Portugal, infelizmente, muitos exemplos do resultado da "moderação" em política: abre-se uma fresta, escancara-se a porta, a enxurrada tudo submerge...foi assim com o aborto (e dizem-no melhor do que nós figuras importantes do Sim quando expressam a sua desilusão com os resultados da lei de 2007), muito antes com a pílula do dia seguinte (era só para "casos rarissimos", vende-se hoje em dia na ordem das centenas de milhar), e se não houver juizo assim será com a Maternidade de Substituição (designação eufemistica das Barrigas de Aluguer, na "melhor" da tradição da Ideologia do Género).
E, claro, "até ao lavar dos cestos é vindima"...;-)

domingo, janeiro 08, 2012

A Maçonaria e o PSD segundo Pacheco Pereira

Recomendo não se perca o post (de facto um artigo que saiu no Público) "Encontros Imediatos de Terceiro Grau com as Maçonarias" que está aqui.
Só para abrir o apetite e também constatar a liberdade com que Pacheco Pereira escreve:
"Depois os tempos foram mudando e apareceram outras maçonarias, a Grande Loja Regular de Portugal, e a sua cisão, a Grande Loja Legal de Portugal. O recrutamento clássico para a Maçonaria começou então a sair do republicanismo clássico, onde, como diria o PCP, a "lei da vida" ia abatendo os mações dessa obediência, e os restos do "reviralho", sobrevivendo no PS de Almeida Santos e outros, começavam a dar lugar a uma nova geração de pedreiros-livres do PSD e do CDS. Nessa área política, os mações eram até então muito poucos, e também ligados ao Grande Oriente Lusitano. Eram vistos com desconfiança e a sua pertença era mantida em grande segredo num partido hostil. Depois, através principalmente das "jotas", foram alargando a sua influência até aos dias de hoje, em que as lojas maçónicas, em particular ligadas à Grande Loja Legal de Portugal, são a instituição parapolítica com mais influência no PSD. Os sectores mais conservadores do partido, ligados à Igreja e nalguns casos à Opus Dei, perderam influência e os militantes de base, de um modo geral "antimaçónicos" primários, como antes se era "anticomunista primário", descobrem agora a dimensão do takover maçónico no PSD. E não gostam, mesmo que o aparelho dominante, fortemente ligado à maçonaria em distritais como o Porto e Lisboa, tenha tendência para tornar o assunto tabu."

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Austeridade: um pouco de humor

Porque rir é o melhor remédio...afixo aqui o texto de um email recebido há minutos:
"Baltazar oferece incenso; Belchior oferece ouro; ... e vem o Gaspar e tira tudo!!!"
Além do sentido de humor, o significativo (ou preocupante se pensarmos em futuros contextos eleitorais) é que este email chegou-me por um daqueles militantes de referência de Lisboa do PPD-PSD...se for desabafo ou simples humor, não tem problema, mas se reflectir o que vai no espírito das "hostes", já é preocupante...!?

sexta-feira, novembro 18, 2011

O caso Duarte Lima (e breve apontamento sobre Assunção Esteves)

Não conheço Duarte Lima, nunca estive com ele, nem no partido (somos ambos do PPD-PSD) nem em lugar nenhum (que eu tenha dado por isso, ja se sabe ;-), mas há qualquer coisa que me desagrada na forma como os assuntos dele com a Justiça estão a ser tratados...e a preocupação não é apenas humana (como a que tenho com qualquer pessoa que se encontre em situação semelhante, mas sobretudo com as pessoas que são importantes e estão no topo e de repente conhecem a "parte baixa" da vida e por isso são abandonados por todos os que os adularam, procuraram e dele usufruiram) mas também com o sistema (media e aparato da justiça) em geral (que a qualquer momento pode cair em cima de qualquer um de nós).
Não percebo:
1º Porque era preciso deter o homem ontem para o ouvir hoje
2º Como é possivel os jornalistas tenham sido informados das operações em seu torno (detenção e buscas) para o que só encontro uma explicação (ambas ilegais) má (alguém de dentro os avisou) ou péssima (foi a investigação quem o fez)
3º Porque é que um negócio ruinoso e em que parece se descuidou o banco (nas garantias que pediu e no mau cálculo que fez do interesse e viabilidade do financiamento) é apresentado como burla (no maximo vejo aqui responsabilidades que podem ser pedidas pelos accionistas do BPN à respectiva gestão no período)
4º Como um caso de polícia ocupa tanto noticiário
Mas, como o outro, isto se calhar sou eu que não estou a ver bem "o filme"...!?
(ainda por incompreensibilidade dos media: parece a minha ex.colega de parlamento Assunção Esteves optou por não auferir um vencimento na AR, á qual preside, por ter uma pensão de 7 mil e tal euros. Título do Sol: "pensão milionária"...milionária...!!!!!?????)