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sexta-feira, janeiro 02, 2015

Causas fracturantes, António Costa e o centro-direita




A entrevista hoje da nova presidente da ILGA no Público mostra bem uma das grandes consequências que teria uma vitória de António Costa nas próximas eleições: todos os pontos da agenda gay se realizariam e como tristemente se sabe, não haveria ponto de retorno com uma posterior maioria do centro-direita...

Isso foi aliás um dos pontos mais claros no meu debate com a Isabel Moreira na TVI sobre adopção gay.

Resta agora saber se a futura coligação do centro-direita está disposta a levar estes temas tão a sério como o lobby gay e todos os seus aliados...estes próximos meses serão assim decisivos para o Povo da Família que constitui o núcleo duro dos votantes da coligação. A seguir...

quarta-feira, abril 09, 2014

De como o lobby gay persegue quem se lhe opõem...

Incrível!

Director do Mozilla demitido por ter financiado opositores do casamento gay

Por PÚBLICO e Reuters
03/04/2014 - 23:21

Empresa de software pede desculpa por ter nomeado Brendan Eich há menos de duas semanas.

Reuters

Durou uma semana e meia o mandato de Brendan Eich como presidente-executivo (CEO) da Mozilla, a empresa de software que produz o Firefox. Eich não resistiu às pressões, depois de um site de encontros ter apelado a um boicote ao Firefox por o seu CEO ser um opositor ao casamento gay.
Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.

“Sabemos por que razão as pessoas estão magoadas e zangadas e elas têm razão. É porque não nos mantivemos fiéis a nós próprios”, escreveu a presidente da empresa, Mitchell Baker, num post no blogue da companhia. “Não agimos como se espera que a Mozilla actue. Não agimos tão rapidamente quanto era necessário desde que a polémica começou. Pedimos desculpa. Temos de fazer melhor.”
O próximo passo em relação à liderança da empresa “ainda está em discussão”, disse Mitchell Baker, prometendo novidades na próxima semana.
Enquanto os activistas gay aplaudem a demissão, alguns especialistas em tecnologia lamentam a saída de Eich, que inventou a linguagem de programação Javascript e foi co-fundador da Mozilla.
“Brendan Eich é um bom amigo há 20 anos e fez uma enorme contribuição para a Internet e para todo o mundo”, escreveu no Twitter o multimilionário Marc Andreessen, co-fundador da Netscape.
Eich doou mil dólares em 2008 para apoiar a Proposition 8 na Califórnia, que baniu o casamento gay neste estado norte-americano, até à decisão do Supremo Tribunal em Junho passado.
A demissão de Eich ocorre dias depois de o OkCupid.com, um popular site de encontros, ter apelado a um boicote ao Mozilla Firefox, por a empresa que detém o segundo browser mais popular do mundo ter nomeado para a liderança executiva um opositor do casamento gay.

quinta-feira, março 27, 2014

Direitos dos Homossexuais e Liberdade Religiosa

E o problema é que casos como estes estão-se a multiplicar...ou de como é uma triste humana sina esta de os perseguidos se transformarem em perseguidores...uma lição também a todos os moderados de serviço e ao centro-direita progressista...




Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
Editado por Filipe d’Avillez, no Michigan, Estados Unidos
Inserido em 27-03-2014 06:17
É uma advogada norte-americana que o garante. Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgem vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.

Uma advogada de sucesso, que trabalha numa multinacional, chega ao auditório de um centro paroquial universitário para falar sobre as ameaças à liberdade religiosa. Confrontada por um jornalista, aceita falar, mas apenas sob anonimato. Teme perder o emprego, como já aconteceu a conhecidos.
Estamos no Michigan, Estados Unidos, a pátria da liberdade religiosa, mas onde muitos crentes começam a sentir que essa conquista está a definhar.
“Sei de casos de pessoas que foram despedidas de empresas privadas simplesmente por dizer coisas do género 'Eu apoio o casamento tradicional'”, explica a advogada à Renascença.
Em causa está a redefinição do conceito tradicional de casamento, como sendo entre homem e mulher, para a aceitação da noção de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com a legalização do casamento homossexual em cada vez mais estados americanos, surgiram vários focos de confronto entre a liberdade religiosa e discriminação por orientação sexual.
“Há o caso de um casal que tinha uma pastelaria que se recusou a fazer um bolo para um casamento homossexual. Foram processados, multados e acabaram por fechar a loja. Mais recentemente, tivemos um caso no Novo México de uma fotógrafa que se recusou a trabalhar numa cerimónia homossexual”, conta.
A advogada explica que a educação é outra área de preocupação: “Massachusetts foi o primeiro Estado a aprovar a redefinição de casamento. Nesse Estado estão a ensinar na escola que o estilo de vida homossexual é natural e bom. Os pais não se podem queixar, nem são notificados. Há uma preocupação que esse género de restrições chegue a outros estados que também aprovem o casamento homossexual”.
“Como viver a minha fé?”Na sala paroquial estão dezenas de jovens atentos, orientados pelo jovem e enérgico padre Denis Heames. O sacerdote nota preocupação entre os alunos católicos da Central Michigan University (CMU), que acompanha.
“Penso que estamos a chegar a um ponto em que vamos perder a liberdade de ser contra isto na praça pública. Sinto que já nem é uma discussão”, refere.
“Por exemplo, pessoas que estudam ciências da educação” sentem algumas dificuldades com o currículo “no que diz respeito à diversidade ou literatura, que contém material mais claramente ideológico”, diz.
“Vejo alunos católicos que entram para estes cursos e que sentem dificuldades com isto. Como é que vou conseguir viver a minha fé neste ambiente laboral, com tanta pressão ideológica?”
A dificuldade é sentida na pele por Kelly, aluna da CMU que estuda educação.
“Preocupo-me com os meus filhos, não os quereria colocar no ensino público. E preocupo-me comigo porque quero ser professora e não me sentiria bem a ensinar algo deste género, porque atenta contra as minhas crenças e valores”, diz. “Não consigo separar a minha fé da minha vida profissional.”
Bobby, da mesma universidade, estuda comunicação social e dá conta da agressividade que tem de enfrentar quando se manifesta sobre assuntos como o casamento entre homossexuais.
“É um tema fracturante, basta falar no assunto e as pessoas levantam rapidamente as defesas. Mesmo no Facebook, quando a questão surgiu, as pessoas estavam só a atacar. Publiquei a minha opinião enquanto católico e fui atacadíssimo. Por isso, às vezes, é difícil e só nos apetece virar as costas ao assunto”, confessa.
Supremo vai decidirOs casos envolvendo objecção de consciência à participação em cerimónias de casamento entre pessoas do mesmo sexo estão a caminho do Supremo Tribunal.
Antes, os juízes terão ainda de avaliar a questão do “ObamaCare”, o plano de Barack Obama para a reforma do sistema de saúde, que pretende obrigar instituições católicas, como universidades e hospitais, a fornecer aos seus empregados seguros de saúde que cubram contraceptivos e serviços abortivos.
Os bispos já disseram que se recusam a acatar a ordem e que preferem encerrar todos os seus serviços nestas áreas, mas a administração Obama não desarma, o que tem levado a Igreja a invocar também o argumento da liberdade religiosa.
Estes e outros assuntos serão, certamente, um dos pontos de discussão entre o Papa Francisco e Obama, que se encontram no Vaticano, esta quinta-feira.

sexta-feira, março 14, 2014

Depois do chumbo da co-adopção é chegado o tempo do referendo da adopção



CHUMBO DA CO-ADOPÇÃO É UM DESAFIO AO PARLAMENTO: ESTÁ ABERTO O CAMINHO AO REFERENDO À ADOPÇÃO POR UNIÕES DO MESMO SEXO

O chumbo do projecto-lei da Co-adopção na Assembleia da República foi uma vitória da Democracia, da família e sobretudo das crianças portuguesas mais carenciadas.
Decidiram os deputados não ter legitimidade para legislar sobre um tema que tinha uma agenda oculta: com a desculpa de se discutir a co-adopção, tentaram alguns deputados do Partido Socialista fazer aprovar a adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo. Sem consultar e ouvir o povo português.
Ficou claro no acórdão do Tribunal Constitucional que a co-adopção e adopção por uniões do mesmo sexo radicam na mesma questão. Por isso o chumbo do projecto-lei hoje põe fim à falsa questão da co-adopção mas abre a porta ao debate sobre adopção por pessoas do mesmo sexo.
Nessa medida queremos reafirmar hoje que o povo português tem o direito a pronunciar-se com o seu voto sobre qualquer alteração legal que viole o direito das nossas crianças a um pai e a uma mãe.
Neste dia em que o nosso parlamento reafirmou o valor da democracia, voltamos a defender a necessidade de um referendo sobre a parentalidade por pessoas do mesmo sexo. Com a mesma convicção que animou o Manifesto Pró-referendo da co-adopção e da adopção gay, que esta semana foi conhecido, vimos hoje desafiar o parlamento a ouvir o povo português sobre tão relevante matéria que interpela o país e o futuro da nossa sociedade. 


Lisboa, 14 de Março de 2014

Um Manifesto pelo Referendo da Co-Adopção e da Adopção por uniões do mesmo sexo

MANIFESTO PRÓ-REFERENDO DA CO-ADOPÇÃO E DA ADOPÇÃO POR UNIÕES DO MESMO SEXO

No dia 17 de Maio de 2013 foi aprovado na Assembleia da República o Projecto-Lei nº 278/XII que consagra a possibilidade de co-adopção por cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo. À inesperada aprovação desta proposta seguiu-se a discussão da mesma na especialidade. Durante as audições públicas na Iº Comissão a grande maioria dos especialistas ouvidos manifestou-se contra este projecto.
Considerando que o debate sobre este projecto-lei foi inexistente (na sociedade civil e nos programas dos Partidos) e tendo em conta o parecer dos especialistas ouvidos na Assembleia da República, decidiu o grupo parlamentar do Partido Social Democrata aprovar uma proposta de referendo sobre este tema.
As alterações propostas por este diploma modificam profundamente a posição do Estado em relação à família. Até hoje o Direito da Família tinha por fim conceder enquadramento e protecção legal à família, procurando assegurar os direitos desta como um todo e os direitos de cada um dos seus membros, especialmente os das crianças.
Com esta alteração a família perderia a sua autonomia pois o Estado estaria a instituir-se a si mesmo como fonte das relações familiares. A família deixaria de ser uma realidade própria, independente do Estado, anterior ao Estado, para passar a ser aquilo que o Legislador entendesse, ficando refém da doutrina ideológica daqueles que, a cada momento, governassem.
Uma tal inversão das relações entre Estado e família não pode ser feita sem um profundo debate público e sem um alargado consenso social.
Na verdade, este projecto apresentado por alguns deputados do Partido Socialista não estava previsto no seu programa eleitoral. Também não existiu nenhuma referência a este assunto nos programas eleitorais do PSD, do CDS/PP, da CDU e do BE. De facto esta matéria esteve ausente na campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2011.
Acresce que, o Tribunal Constitucional no seu Acórdão de 19 de Fevereiro de 2014 (Acórdão n.º176/2014) vem reconhecer que a matéria é referendável, que o tempo é oportuno, que existe controvérsia legal que o fundamente, que co-adopção e adopção não são conceitos isolados, que o que está em causa é saber se a uma criança pode ser dada a parentalidade de duas mulheres ou dois homens.
Por isso consideramos que os deputados eleitos para esta legislatura não têm legitimidade para aprovar este projecto-lei. Uma decisão de tão grande alcance não pode ser tomada sem que o Povo, de quem os deputados são representantes, tenha a possibilidade de demonstrar nas urnas a sua vontade sobre esta matéria.
Se os proponentes desta lei não estão dispostos a discutir este projecto em campanha eleitoral, devidamente integrado num programa eleitoral, então o Povo tem o direito de exercer a sua soberania através de um Referendo.
Temos consciência da gravíssima crise que o país atravessa e sabemos que a realização de um Referendo comporta custos elevados. Mas este é o preço a pagar pelo desrespeito pelo processo democrático que os deputados que aprovaram este projecto-lei demonstraram. Aprovar esta lei sem ouvir o Povo é violar uma conquista de Abril: a Democracia baseada na Soberania Popular exercida através do voto livre. E por isso referendar este projecto é a melhor maneira de dignificar os 40 anos da Democracia em Portugal.

Lisboa, 4 de Março de 2014


A. Lourenço Martins/Afonso Cunha Duarte/Alfonso Fungairinho Bringas/Alice Maria Meyer-Pantin Cordovil/Ana de Seabra Menano Figueiredo Sanches/Ana Filipa Mestre Dias/Andre Pina Almeida/António Godinho Mónica/Antonio Pinheiro Torres/Artur Mesquita Guimarães/Carlos Alberto Apolo Lopes/Carlos Jorge Moreira Antunes/Carlos Manuel Ramos Leitão/Catarina Matos Correia de Nicolau Campos/César Bessa Monteiro, jr./Clemente Cardoso Pinto/Daniel Serrão/Diogo Pacheco de Amorim/Diogo Tovar/Duarte Brito Goes/Fernando Adão da Fonseca/Fernando Almeida/Fernando Maymone Martins/Fernando Soares Loja/Filipa Durães Conceição Rocha Mendes/Gonçalo Maleitas Correia/Graça Passanha/Inês Avelar dos Santos/Inês Quadros Fonseca/Joana Maria Brito Fontes/João de Paiva Boléo Tomé/João Luís César das Neves/João Manuel Pontes dos Santos/João Miguel Alexandre da Fonseca/João Miguel Aires de Campos/João Paulo Camilo Malta/José António Veloso/José Lobo Moutinho/José Maria Seabra Duque/Júlia Margarida Ramos Marçal/Lúcia Mittermayer Saraiva/Luis Manuel de Almeida e Castro/Luís Alves da Costa/Luis Vieira Duque/Luís Villas-Boas/Madalena Maymone Martins/Manuel Braga da Cruz/Manuel Faria Blanc/Margarida Pereira da Silva/Maria do Carmo Perestrello Diniz/Maria do Rosário Lupi Bello/Maria Francisca Vasconcelos e Sousa/Maria Isabel Rosa Renaud/Maria Isabel Vilaça Pessanha Moreira/Maria Isilda Pegado/Maria José Vilaça/Maria Luísa Osório de Castro/Maria Manuela dos Santos Alves/Maria Paula Padrel de Oliveira/Mariana Piteira Santos/Matilde Sousa Franco/Michel Renaud/Miguel Brito Correia/Miguel Nuno Reis Cunha/Nuno Álvares de Sá Potes Cordovil/Nuno Gonçalves Morgado/Nuno Magalhães Guedes/Patrícia Moraes Sarmento/Paula Pimentel/Paulo Adragão/Pedro António Vaz Cardoso/Pedro Vassalo/Pedro Vaz Patto/Ricardo Saldanha/Rosa Maria do Carmo Joaquim dos Santos/Rui Gonçalves/Simão Pedro Patrício Empis/Sofia Alegria Barahona de Lemos/Sofia Costa Guedes/Sofia Garrett/Teresa Tovar/Teresa margarida Aires de Campos/Tiago Caires Teixeira/Vasco Mina

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Abortistas, lobby gay, feministas: oh pra eles, tão tolerantes...!

Numa época de cristianofobia estão a multiplicar-se episódios como estes abaixo. Um sinal preocupante dos tempos, mas também uma esperança de tempos novos: é nestas épocas que o cristianismo cresce, porque se torna mais consciente e convicto, combativo e determinado. Reproduzo como chegado de uma amiga:

As imagens são revoltantes : Um grupo de defensores do aborto .... atacam um grupo de cristãos que estava em Oração e em defesa da Catedral de San Juan na Argentina

Já o sabíamos há muito: para os tolerantes,a sua tolerância passa sempre pela exclusão de alguém...

terça-feira, outubro 01, 2013

Da intolerância do lobby gay: um exemplo


Já uma vez no Prós e Contras sobre o casamento gay alertei para o facto da intolerância do lobby gay ser hoje em dia, na Europa ou no mundo ocidental em geral, uma ameaça maior á liberdade. Na verdade uma coisa é bater-se pelo direito a viver a própria vida como se entende e outra é atacar quem sobre a vida não tenha a mesma visão. Na verdade quer tem direito a firma Barilla a dizer "para nós a família é assim" como o lobby gay em dizer "nesse caso não vamos consumir o vosso produto". Já totalmente diferente é partir daí para acusações de homofobia...Tenho recebido ás dezenas notícias abaixo (quem quiser ir seguindo o assunto tem aqui um bom site não apenas a esse propósito). Fica este "exemplo":

Pasta firm Barilla boycotted over 'classic family' remarks


Chairman Guido Barilla causes outrage in Italy after saying he would not consider using a gay family to advertise his products

Barilla

Guido Barilla is accused by Aurelio Mancuso, chairman of Equality Italia, of being deliberately provocative. Photograph: Frank Augsteinb/AP

Gay rights activists in Italy have launched a boycott of the world's leading pasta maker after its chairman said he would only portray the "classic family" in his advertisements and, if people objected to that, they should feel free to eat a different kind of pasta.
Guido Barilla, who controls the fourth-generation Barilla Group family business with his two brothers, sparked outrage among activists, consumers and some politicians when he said he would not consider using a gay family to advertise Barilla pasta.
"For us the concept of the sacred family remains one of the basic values of the company," he told Italian radio on Wednesday evening. "I would not do it but not out of a lack of respect for homosexuals who have the right to do what they want without bothering others … [but] I don't see things like they do and I think the family that we speak to is a classic family."
Asked what effect he thought his attitude would have on gay consumers of pasta, Barilla said: "Well, if they like our pasta and our message they will eat it; if they don't like it and they don't like what we say they will … eat another."
In response, Aurelio Mancuso, chairman of Equality Italia, accused Barilla of being deliberately provocative. "Accepting the invitation of Barilla's owner to not eat his pasta, we are launching a boycott campaign against all his products," he added.
Within hours, the hashtag 'boicotta-barilla' was trending on Twitter. The Barilla chairman issued a statement saying that he was sorry if his remarks had caused offence and that he had only been trying to draw attention to the "central role" played by women within the family.
"I apologise if my words generated misunderstandings or arguments, or if they offended the sensibilities of some people," he said.
The interview started by asking Barilla what he thought of an appeal made on Tuesday by the speaker of the lower house of parliament, Laura Boldrini, to change the often stereotypical image of women in Italian advertisements.
"There are some adverts … which, when I see them, I think, 'but would this advert be broadcast in other countries? In the United Kingdom would this advert be broadcast?" said Boldrini. "And the answer is certainly not. An advert in which the children and father are all sitting down and the mother is serving at the table cannot be accepted as normal."
Barilla responded by saying Boldrini did not understand the advertising world and women were fundamental to adverts.
He went on to discuss gay rights, saying that he "respected everyone" and was in favour of gay marriage, but against gay adoption.
The remarks provoked anger among many of the politicians who are trying to pass legislation against homophobic crimes.
The country, on whose politics the Catholic church has long exerted a conservative influence, lags behind many other European countries on gay rights. Far from moving towards the legalisation of gay marriage, Italy still does not recognise same-sex civil unions.
Alessandro Zen, an MP for the opposition Left Ecology Freedom party, said: "Here is another example of Italian homophobia. I am taking part in the [Barilla] boycott and invite other MPs – at least those who are not resigning – to do the same."

segunda-feira, setembro 02, 2013

O piropo e o ridículo mundo do Bloco




Assim se chama o artigo de Henrique Monteiro que Pedro Aguiar Pinto afixou no seu Blog Povo.
A protagonista desta "proposta" é a moçoila aqui retratada e que aqui no site do Bloco explica a sua iniciativa.
Bem sei que o disparate é livre, mas ás vezes abusa-se...
Nota: diferente é uma coisa chamada educação, sensibilidade e bom senso, respeito e delicadeza, mas isso, para os bloquistas, devem ser valores "burgueses"...
Uma dúvida: os piropos que se querem criminalizar são todos, ou apenas os heterossexuais...? Ou queres ver que a Adriana Lopera ainda acaba denunciada por homofobia pelo lóbby gay...? Ou, pior, que os bloquistas que queriam que as mulheres não fossem para a prisão, por causa do aborto, já não se importam que os homens vão, pelos piropos...? Cá para mim isto ainda devem ser efeitos da silly season...

terça-feira, julho 30, 2013

O Papa Francisco e os gays: um ponto de ordem



Anda aí uma excitação sem nome, com uma entrevista informal (melhor se diria, uma conversa) dada pelo Papa Francisco no voo de regresso das Jornadas Mundiais da Juventude que ocorreram no Rio de Janeiro. Entre outras coisas (como uma ofensiva ideológica generalizada que pretende impingir a homossexualidade ao mainstream senão mesmo promove-la a comportamento de excelência, no que conta com o apoio e empenho da comunicação social onde esses lobbies por comunhão de ideologia ou de atitude, imperam e reinam) o acontecido até tem uma faceta positiva: o Papa Francisco será escutado como não o foram os seus predecessores pese a que o que diz é exatamente o que os outros, por muitas e variadas formas, disseram. Deus seja louvado por isso...!

O que reproduzo abaixo é uma informação preciosa da lista É o Carteiro!



7 coisas a saber sobre
o que o Papa Francisco disse sobre gays


por Jimmy Akin segunda-feira, 29 julho, 2013 10:45

A imprensa encheu-se, em poucas horas, com a tese de que o papa Francisco segue uma linha claramente diferente do seu predecessor, Bento XVI, no tema da homossexualidade.

Alguns sugerem que o papa anunciou "gay é fixe" (gay is okay).
 
 

Que foi que o Papa disse realmente? Disse mesmo alguma coisa inédita?

Eis 7 coisas para saber e divulgar...

1) Onde foi que o papa Francisco fez as declarações?

Foi durante uma entrevista de 1hora e 20 minutos com os jornalistas a bordo do avião no regresso da JMJ no Brasil.

2) Qual foi a pergunta que o levou a dizer o que disse?

Até termos uma transcrição [nota: em italiano disponível aqui], não sabemos com rigor qual foi a pergunta, mas ao que parece foi interrogado sobre o famoso "lobby gay" no Vaticano. [Nota: a parte da pergunta que suscitou as palavras em análise foi - come Sua Santità intende affrontare tutta la questione della lobby gay]

3) O que foi que disse exactamente?

 
 O QUE DIZ O CATECISMO



 
4) Que querem dizer as palavras do Papa?

A primeira parte da declaração parece minimizar o 'quem' do tema do "lobby gay". Ele não nega que possa haver, mas sugere que tem havido algum exagero.

Em seguida, explica a sua atitude para lidar com os gays: ele distingue entre o seu "ser gay" e o "fazer parte de um lobby." 

O que ele quer dizer com "ser gay" explica-o mais à frente.

Na linguagem comum, "ser gay" pode significar várias coisas desde sentir atração pelo mesmo sexo até assumir um "estilo de vida gay" activo e promover a ideologia pró-homossexual.

Dentro desta última estaria o ser membro de um lobby, e ele indica que não é disso que ele está a falar.

Ele então refere-se àqueles de quem está a falar como pessoas que "aceitam o Senhor e têm boa vontade."

Parece, assim, clarificar sobre quem está a falar, dizendo que "a tendência [isto é, a atracção pelo mesmo sexo] não é o problema ... eles são nossos irmãos."

Tomando as suas declarações em conjunto, o que surge é um retrato de pessoas que têm atração pelo mesmo sexo, mas que, no entanto, aceitam o Senhor e têm boa vontade, em contraste com o perfil de quem actua para promover a ideologia pró-homossexual.

Isto é, estaria a falar das pessoas com atração pelo mesmo sexo  que se esforçam por viver castamente (mesmo que às vezes falhem).

Também poderia estar a incluir pessoas que não vivem castamente, mas que não fazem lobby activamente em favor da agenda homossexual.

Seria bom se ele tivesse desenvolvido um pouco mais para esclarecer melhor o ponto..

5) O que ele diz sobre as pessoas nestas circunstâncias?

Ele diz que acha que não está numa posição para os julgar e que eles não devem ser marginalizados.

Ele também diz que a mera tendência (atração pelo mesmo sexo) "não é o problema", e que "eles são nossos irmãos."

6) O que há aqui de novo?

Não muito.

Declinar o direito de "julgar" os outros é coisa que remonta a Jesus. Isso não significa, no entanto, que não se possa avaliar o caráter moral das acções dos outros.

Pode-se fazer a avaliação moral de que o que alguém faz é errado (Jesus obviamente não proíbe isso), sem ter ou usar de malícia em relação a essa pessoa.

A afirmação de que eles não devem ser marginalizados está em sintonia com a abordagem da Santa Sé sobre o assunto no documento sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais (de 1986).

A afirmação de que a atração pelo mesmo sexo "não é o problema",
quando compreendida corretamente, também não é novidade.

"O problema", como o Papa Francisco parece aqui entender, vai mais além do simples sentir uma tendência pecaminosa, uma tentação a que se é sujeito.

Os cristãos, como todos, têm lutado com toda a espécie de tentação em toda a história.

Obviamente, as tentações são um problema, mas se se resiste à tentação não se peca. "O problema", neste entendimento, está em ceder à tentação e em pecar ou - pior – em construir uma ideologia em volta do pecado e tentando defender o pecado.

Finalmente, a afirmação de que "eles são nossos irmãos" também não é novidade.

A atracção pelo mesmo sexo é apenas uma tentação como muitas outras, e o facto de uma pessoa sofrer esta tentação de modo nenhum a priva do estatuto de irmão em Cristo,  tal como acontece com as outras tentações.

7) Tudo isto é assim tão diferente comparando com o Papa Bento?

A imprensa tem (como de costume) tentado fazer comparações desfavoráveis ao Papa Bento, lembrando que durante o seu pontificado, a Santa Sé emitiu um documento a dizer que as pessoas com tendências homossexuais profundamente arraigadas não devem admitidas ao sacerdócio.

O Papa Francisco não mencionou esse documento ou a sua política e por isso não fez nada diferente do que aí fez Bento.

Nem nenhuma das observações de Francisco contrariam a abordagem de Bento XVI durante o seu pontificado.

Na verdade, o próprio Bento XVI (como cardeal Joseph Ratzinger) foi o signatário da carta acima mencionada sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, bem como do documento posterior sobre a não-discriminação em relação a pessoas homossexuais.

A imprensa está a pintar um quadro falso, pondo em contraste o "bom" Francisco e o "mau" Bento.
 
 

quinta-feira, maio 23, 2013

Co-Adopção: dêem as voltas que derem...





Nenhuma ideologia ou personalismo individualista pode jamais cancelar do espírito humano a certeza de que PAIS são duas pessoas de sexo diferente.


quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Casamento homossexual em França

Podem dar as voltas que quiserem, mas como genialmente o evocaram há uns anos (numa sensibilização por ocasião eleitoral) os meus amigos do Blog O Inimputável:



A frase que tem este belíssimo poster é:

Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe casamento entre duas pessoas de sexo diferente.

Verdadeiro com leis ou sem elas.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Gay, francesa e contra o casamento e a adopção




A notícia vi-a primeiro na Tempi (a entrevista que reproduzo abaixo). Depois encontrei aqui também em português, mas não tão completa. Impressiona a naturalidade, equílibrio e razoabilidade da posição. E a denúncia de quanta intolerância praticam os lobbies militantemente LGBT...

«Sono gay, francese e contro le lobby. Non voglio né matrimonio né l’adozione. E ora provate a dire che sono omofobo»


gennaio 11, 2013Leone Grotti
 

Intervista a Nathalie de Williencourt, portavoce di Homovox: «Rappresentiamo la maggioranza dei francesi omosessuali ma non ci ascoltano. Non vogliamo il matrimonio, perché non siamo come le coppie eterosessuali, che possono fare figli».

Sono francesi, sono omosessuali, «la maggioranza degli omosessuali», e non vogliono né il matrimonio né l’adozione per le coppie gay, soprattutto non vogliono essere trattati allo stesso modo delle coppie eterosessuali «perché siamo diversi: non vogliamo uguaglianza, ma giustizia». Parliamo dei cittadini francesi gay rappresentati da Homovox, che non chiede il “matrimonio per tutti” – nome del progetto di legge di François Hollande che legalizzerà il matrimonio gay e l’adozione per le coppie omosessuali – ma “la parola per tutti!”. «In Francia ci censurano, si ascoltano sempre le lobby LGBT, parlano sempre loro nei media, ma la maggior parte degli omosessuali sono amareggiati dal fatto che questa lobby parli a loro nome, perché non abbiamo votato per loro e non ci rappresenta», spiega a tempi.it Nathalie de Williencourt, portavoce di Homovox. Ecco perché l’associazione parteciperà domenica alla grande “Manifestazione per tutti”, che vedrà sfilare dai cattolici agli ebrei ai musulmani ai socialisti ai radicali agli omosessuali contro il progetto di legge di Hollande, che comincerà ad essere discusso all’Assemblea nazionale il 29 gennaio.

Chi rappresenta Homovox in Francia?

Homovox è un collettivo di cittadini francesi che porta la voce degli omosessuali francesi che si oppongono al progetto di legge Taubira. Sul nostro sito Homovox.com si possono trovare le testimonianze delle persone omosessuali che spiegano perché si oppongono al progetto di legge.
Perché avete firmato l’appello della “manifestazione per tutti”?In Francia si ascoltano sempre le lobby LGBT, parlano sempre loro nei media, ma molti omosessuali non fanno parte di questo movimento. La maggior parte degli omosessuali sono amareggiati dal fatto che questa lobby parli a loro nome, perché non abbiamo votato per loro. Noi vogliamo dare la parola alla maggioranza degli omosessuali in Francia e sosteniamo la “Manifestazione per tutti” perché noi gay non vogliamo il matrimonio.
Perché?
Perché la coppia omosessuale è diversa da quella eterosessuale. Ed è diversa per un semplice dettaglio: non può dare origine alla vita, per cui ha bisogno di una forma di unione specifica che non sia il matrimonio. Ha bisogno di un’altra cosa perché la realtà delle coppie omosessuali è diversa da quella delle coppie eterosessuali.
Nel vostro comunicato accusate la comunità LGBT di essersi autoproclamata portavoce della comunità omosessuale.È proprio così. Le comunità LGBT sono composte molto spesso da persone omosessuali che sono state rigettate dalla famiglia, sono venute a Parigi e hanno trovato ospitalità nella comunità Lgbt, sorta nel quartiere del Marais. Queste persone hanno una ferita in rapporto alla loro omosessualità: poiché non la accettano, rivendicano di essere come gli eterosessuali. Il nostro movimento rivendica invece che gli omosessuali siano trattati diversamente dagli eterosessuali, perché siamo differenti. Non possiamo chiedere l’uguaglianza per situazioni che sono differenti. Non è l’uguaglianza ad essere importante, ma la giustizia. C’è un’uguaglianza giusta e un’uguaglianza ingiusta.
E per quanto riguarda l’adozione di bambini da parte di coppie gay?È importante capire che in Francia nella legge non ci sono distinzioni tra il matrimonio e l’adozione: tutte le coppie sposate hanno il diritto di adottare. Quando si propone il matrimonio per gli omosessuali, esso comprende automaticamente l’adozione. Non c’è divisione come in altri paesi europei. Noi crediamo che i bambini abbiano il diritto ad avere un padre e una madre, possibilmente biologici, che possibilmente si amino. Un figlio nasce dal frutto dell’amore di suo padre e di sua madre e ha il diritto di conoscerli. Se le coppie omosessuali adottano dei bambini che sono già privati dei loro genitori biologici, allora li si priva di un padre e di una madre una seconda volta. Questa legge in Francia è stata fatta nel dopoguerra, quando c’erano molti bambini da adottare e si voleva dare loro dei genitori. L’adozione però non è un diritto degli adulti, serve a donare dei genitori ai bambini che non ne hanno, ma oggi non è più così.
Cioè?
Le coppie che fanno domanda attendono anni prima di potere adottare un bambino, perché non ce ne sono più. Inoltre molti paesi del mondo non concederanno più adozioni alla Francia se questa legge sarà approvata, dal momento che paesi come la Cina e altri in Asia hanno procedure nelle quali chiedono che le coppie omosessuali siano escluse. Tutto ciò significa rendere l’adozione per le coppie uomo-donna ancora più difficile.
Chi espone gli stessi vostri argomenti, di solito, viene chiamato omofobo.
È da due mesi che in Francia sono usciti allo scoperto gli oppositori al “matrimonio per tutti”. Prima chi si opponeva al matrimonio gay veniva subito chiamato omofobo da quasi tutti i grandi media ed era impossibile opporsi senza essere immediatamente tacciati di omofobia. Io e i miei amici omosessuali, che non possiamo certo essere accusati di omofobia, chiediamo che ci sia un dibattito per permettere le unioni omosessuali, ma creando un’istituzione diversa dal matrimonio.
Ad esempio?
Che ci sia un allargamento dei Pacs, che si rifletta sui Pacs. Ma noi non vogliamo il matrimonio, che è riservato all’uomo e alla donna in quanto possono procreare. È così da secoli.
Che cosa chiedete quindi al presidente Hollande?Noi domandiamo gli Stati generali del matrimonio, cioè domandiamo un dialogo fra François Hollande e il popolo. Perché il presidente aveva promesso che non avrebbe fatto passare una legge con la forza se il popolo francese non fosse stato d’accordo. Ha detto che voleva dialogare col popolo francese. Speriamo che aprirà il dialogo con degli Stati generali sul matrimonio e con un referendum per interrogare tutti i cittadini su questo argomento.
Hollande ha una grande maggioranza all’Assemblea nazionale. Secondo voi la manifestazione può andare a buon fine, la legge potrebbe non passare?Dipenderà dalla mobilitazione della manifestazione di domenica e del modo in cui il governo ascolterà il popolo francese. La risposta dipende da François Hollande e domenica il popolo francese si rivolgerà a lui, non contro di lui ma per chiedergli di avere tutti insieme il tempo per riflettere su cosa sia meglio per la società francese perché le persone possano vivere in pace.
In che modo?
La pace si costruisce dentro la famiglia e per avere pace nella famiglia bisogna donare ai bambini il quadro più naturale e che più infonde sicurezza per crescere e diventare grandi. Cioè la composizione classica uomo-donna.

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quinta-feira, outubro 25, 2012

Comentários de Capitão Gay ao inquérito sobre a vida sexual dos portugueses publicado no Expresso

De um amigo meu recebi há um mês o email que abaixo reproduzo assinado por "Capitão Gay" (uma referência ao personagem do mesmo nome criado pelo humorista brasileiro Jô Soares).
É sintomático do actual ambiente cultural e social (das limitações objectivas á liberdade de expressão) que a pessoa que o escreveu (uma análise dos números da homossexualidade em Portugal a partir de um vasto inquérito à vida sexual dos portugueses promovido e publicado pelo jornal Expresso) tenha preferido refugiar-se no anonimato...
O ponto central que me parece de sublinhar, sobretudo num momento em que se inicia a discussão da co-adopção, é que esta análise quantitativa vem demonstrar que estamos perante um modo de vida mais do que residual que se já nos princípios não justificava mudanças significativas na ordem júridica (o "legislar a espreitar pelo buraco da fechadura" na expressão feliz de Maria José Nogueira Pinto) muito menos como fenómeno social.
Quem quiser ver este estudo do Expresso pode fazê-lo aqui.

A Verdadeira Dimensão do Fenómeno: 1,6% de gays em Portugal

Por: Capitão Gay

            Escrevo este texto a propósito dos dados divulgados pelo Expresso no seu estudo intitulado Tudo Sobre o Sexo dos Portugueses e começo por louvar o semanário pelo trabalho que agora nos oferece. Não que me interesse particularmente saber se 35% da direita não tem relações sexuais há mais de um ano, ou se a rapaziada do Sporting tem menos apetite pela coisa que os do Porto. Tão pouco me interessa saber se os mais ricos se sentem menos “afectados sexualmente” pela crise do que os mais pobres, ou se uma percentagem reduzida da população (4,8%) já alguma vez se aleijou no acto. Brincadeiras aparte é um estudo sério, o primeiro realizado no nosso país, e que conta com uma equipa técnica credível na qual pontuam entre outros, o sociólogo Pedro Moura Ferreira, e o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz. O estudo tem a chancela da multinacional de estudos de mercado GFK.

Escrevo este texto para saudar com agrado a informação que finalmente alguém nos traz, respeitante à prática da homossexualidade neste nosso torrão luso. E, não, não é necessário que comecem a soar as trombetas de alerta da milícia anti-homofobia. Descansem os guardiães do politicamente correcto que não pretendo escandalizar mentalidades. Venho apenas salientar os factos apresentados (e abstenho-me de informar, por uma questão de mero pudor intelectual, se tenho ou não “amigos gay”). Preliminares à parte (para 20% dos portugueses duram entre seis e dez minutos) vamos ao que interessa.  

Sempre me deu que pensar o facto de a mera informação quantitativa nunca ter estado disponível, nem em Portugal, nem em muitos outros países do mundo civilizado. Não será estranho que, num tema tão na agenda do dia, não saibamos quantos são os que agora já se podem casar no nosso país, os que aspiram a adoptar e, sobretudo os que intimidam a nossa frágil democracia com o seu poderoso lobi? Não será estranhíssimo nunca termos sabido de que quantidade de gente se falava quando nos referíamos à temível e agora venerada “comunidade gay”? Caramba, não seremos os Estados Unidos que tudo estudam e sobre tudo têm dados estatísticos – desde o número de baratas por metro quadrado que circulam pelos esgotos de Manhatan até à pegada ecológica do turismo realizado no Grand Canyon – mas sempre soubemos quantos diabéticos temos, quantos taxistas circulam em Lisboa, quantos votam no MRPP e quantos são os sócios do Vitória de Setúbal. Curiosamente, sobre a homossexualidade, nada. Tínhamos apenas as ideias que iam sendo feitas pela comunicação social e pela indústria do entretenimento, ideias essas que nos iam fazendo pensar que “Cada vez há mais!” ou que “Agora isso está por todo o lado!” Confesso que sempre me confundiu tanta opinião definitiva, tanta certeza progressista, tanta tolerância comovida, sem nenhuma informação fiável sobre a dimensão do fenómeno, e muito menos sobre as suas causas. Quanto a números, ficávamo-nos pelo lixo que circula pela net, nunca justificado nem sustentado, claro: se o mundo fosse uma aldeia com cem habitantes, onze (!) seriam homossexuais, etc. Claro que, para quem não perdesse quinze segundos a validar este número por entre as suas relações, o boato acabava por deixar uma ideia, claramente política: vamos dizer que somos muitos para passarmos de uma margem ou de uma excepção, a uma minoria. Penso que este é o verdadeiro motivo pelo qual nunca ninguém esteve muito interessado em falar sério sobre o fenómeno. O seu número implica sempre uma classificação, mesmo que apenas mental: uma coisa é um partido político ter uma votação minoritária de 10%, e aí sim, é uma minoria, outra coisa é ter uma votação de 1% e aí, será qualquer outra coisa que me abstenho de classificar, sobretudo quando aplicada ao domínio do comportamento sexual (eu disse que não ofendia).

Mas o que é certo é que os números sempre apareceram. E, pasme-se, falamos de 1,6%! 1,6%, leram bem. No total, temos em Portugal 1,6 % de homossexuais –  0,8 % são homens e 0,8% são mulheres (se o peso for igual entre os sexos, o que não vem explicitado) – se a isto somarmos mais 0, 8 % de pessoas que já alguma vez na vida tiveram relações sexuais com alguém do mesmo sexo (entre os bissexuais) ou seja, 0,4% são homens e 0,4% são mulheres, atingimos a expressiva soma de 2,4% da população (1,2% são homens e 1,2% são mulheres) que, ou têm uma prática homossexual regular, ou alguma vez na sua vida tiveram uma relação sexual com alguém do mesmo sexo. Confesso que demorei algum tempo a perceber o que estava à frente dos meus olhos quando li a revista do Expresso, mas por fim arregalei os olhos com a certeza. Não será isto absolutamente, como agora se diz, poderoso? Desculpem-me o desabafo, mas depois de tanto filme gay – do charmoso Quatro Casamentos e um Funeral até ao viril Brokeback Mountain – depois de tanta dose diária na comunicação social e nas séries da Fox, AXN, ou nas telenovelas, depois de tanta orgulhosa parada por esse mundo fora, chegamos a isto? É disto que estamos a falar? Terá a montanha parido um hamster? Cerca de um e meio por cento?

É isto, sim, e ao Expresso o devemos. Mas no melhor pano cai a nódoa. O(a) jornalista que apresenta os dados borrou a escrita, talvez cedendo (como eu!) à ira que estes números pudessem provocar no famoso lobi. Tentou esconder - é o único tópico de todos os apresentados em que não comenta os números apurados, preferindo inventar uma suspeita sobre a veracidade do resultado no Porto…  E tentou baralhar com algumas contas bizarras de forma a que apareça por lá um 5, 7% de gente heterossexual que já beijou ou teve algum contacto sexual com alguém do mesmo sexo – o que também não é verdade, são apenas mais 2,4% (1,2% são homens e 1,2% são mulheres?) se descontarmos todos os tipos de bissexuais que estão incluídos e que, já agora, são na sua totalidade 3,1% - (1,6% são homens e 1,5% são mulheres, assumindo pesos iguais entre os sexos)

São estes os números, afinal. E aparentemente passaram despercebidos no meio das excelentes medidas preconizadas pelo nosso ministro Gaspar para revitalizar a economia. O 1,6% passou despercebidos e o lobi está calado, à espera que ninguém dê por isso. Mas eu registo porque já me basta de confusões sobre o tema e porque acho que faço um serviço a todos, divulgando-os.

E pronto. Retiro-me escondido atrás da máscara do personagem criado pelo grande Jô Soares, porque qualquer coisa que se diga sobre este tema, mesmo que seja apenas para apresentar factos, corre sempre o risco de atrair ódios e adjectivos. Como não mereço nem tenho paciência para falsas guerras, vai assim.

quinta-feira, maio 17, 2012

Lobbie gay: a fobia da diferença

Anunciam hoje os media que o lobbie gay decidiu criar um prémio limão e palmatoadas (a segunda parte do nome diz tudo sobre a tolerância que preside à iniciativa...) atribuído, segundo eles, a "quais as personalidades que mais se distinguiram pela negativa nestes últimos anos, até a 2012, na perseguição ideológica contra os lgbt, pela intolerância contra a Diversidade, e pela sua homofobia, contra a Cidadania." (os negritos são meus)
E quem são os premiados?
Um deputado regional do PP nos Açores, Pedro Medina, que se opôs ao patrocínio pelo governo regional de um evento LGBT, a minha amiga e companheira de movimentações civicas, Isilda Pegado, por ter promovido a Petição Defender o Futuro, José António Saraiva, director do Sol por um artigo recente em que defende que a adopção da homossexualidade é a última das possibilidades de contestação social, e José Marques Teixeira, um psiquiatra, que considerou num artigo de jornal que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual.
Enfim, claramente, quatro pessoas que por tão horrível homofobia o mínimo que merecem, de facto, é cadeia e eventualmente alguma tortura até que abjurem de tão horrendos factos...
Melhor exemplo de perseguição ideológica e intolerância contra a diversidade não conheço...

terça-feira, maio 15, 2012

“Casamento” entre homossexuais banido em mais de 30 Estados americanos




Inserido em 09-05-2012 12:59 na Rádio Renascença

Igreja Católica saúda decisão dos eleitores da Carolina do Norte, o mais recente Estado a consagrar o casamento tradicional na sua Constituição.

A Carolina do Norte tornou-se o 31º Estado americano a aprovar uma emenda constitucional que define o casamento como sendo apenas entre um homem e uma mulher.

A afluência às urnas foi elevada e a emenda acabou por ser aprovada com uma margem confortável.

O debate sobre o chamado casamento entre homossexuais continua em alta nos Estados Unidos, com os diversos Estados divididos sobre o assunto.

Apenas seis Estados, a que se junta a cidade de Washington, reconhecem o “casamento” entre dois homens ou entre duas mulheres, contra 31 que já o baniram através de emendas constitucionais ou legislativas. Ao nível federal, também só se reconhece o casamento como sendo entre um homem e uma mulher, embora a Administração de Obama tenha abdicado de defender esta posição em casos judiciais.

O assunto está ainda diante dos tribunais de vários Estados. A Califórnia, por exemplo, aprovou o “casamento homossexual" por via judicial em 2008, mas um referendo acabou por reverter essa decisão, no mesmo ano. A questão não está, porém, resolvida e os argumentos serão decididos em tribunal.

As sondagens revelam que os defensores do “casamento homossexual” estão a ganhar terreno, sobretudo entre as gerações mais novas, mas até agora em todos os Estados em que a questão foi posta a voto popular, a vitória coube sempre aos defensores do casamento entre um homem e uma mulher.

A decisão de ontem na Carolina do Norte foi saudada pela Igreja Católica local, que participou na campanha. Os bispos americanos têm feito da defesa do casamento tradicional um cavalo de batalha nos últimos anos.

sábado, fevereiro 25, 2012

Maricas e Mourinho: a ditadura da linguagem


Reconheço é dificil pormo-nos na pele de um homossexual e por isso ter a clara percepção de a que ponto a expressão maricas possa ser percepcionada como uma agressão seja por aquilo que representa (fraco, débil, fugitivo às dificuldades, etc.) seja pelo histórico da palavra (utilizada para designar homossexuais e para alguns na raiz de alguns traumas sobretudo até ao momento em que passou a assumir essa condição)...

Mas isto dito há que ter bom-senso, sentido de humor e gosto da provocação:

a) Bom senso: a palavra maricas quer se queira quer não tem um significado e um uso a que não subjaz nenhuma menor consideração pela respectiva orientação sexual seja ela qual for. Usa-se correntemente e mal estava se vamos agora ser submetidos a uma policia da linguagem e à ditadura da engenharia social aplicada à realidade e à linguistica, que é basicamente o que se passa e define a Ideologia do Género. Que querem fazer? Proibir a palavra? Vão-me prender quando me ouvirem na rua ou em casa a dizer ao meu filho que caiu ou se magoou "vá levante-se, não chore, não seja mariquinhas"...? 1984 do Orwell é hoje...?

b) Sentido de humor: na Europa, nós os católicos, estamos muito habituados a ser alvo de considerações menos elegantes sobre a nossa fé, a nossa vida, a nossa prática religiosa, os nossos ideiais, etc. E aprendemos a rir-nos disso (às vezes um bocado amarelo, é verdade...;-) e rir-nos de nós e estimarmo-nos mais assim. Creio mesmo que somos a maioria nos admiradores dos Monty Python, fartámo-nos de rir com algumas cenas evangélicas dos Gato Fedorento, nunca deixámos de ver o grande Herman José, etc...

c) Gosto da provocação: aprendam com o Vale de Almeida que publicou o artigo "Afinal, quem é "maricas"?" ou com os espanhóis (e isto ouvi eu nos já longinquos anos 70 em Madrid, boquiaberto é um facto, mas ao tempo desconhecia estas modernices...) que cantavam nas ruas "somos lindos, somos rosas, somos unas mariposas"...;-) Pode ser que o facto de nunca me ter dado para isso me impeça de perceber bem a questão, mas afinal onde está o Orgulho Gay...? E peço desculpa pelo conselho que provavelmente dispensavam...

A notícia que suscitou este post foi esta e diz respeito ao grande José Mourinho:

De Waymedia/ Catarina Marques: quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Mourinho estalou polémica em Espanha
«Esses 'maricones' não dizem com que bola vamos jogar».
copyright AP/ Manu Fernandez ‘

Esos maricones no dicen com qué balón jugamos’ [Esses maricas não dizem com que bola vamos jogar], foi a frase proferida pelo técnico do Real Madrid que tanta polémica causou entre os membros da Federação Europeia de Gays e Lésbicas desportistas (EGLSF).

A EGLSF anunciou que o comportamento de Mourinho era totalmente inaceitável e chegaram mesmo a acusá-lo de homofobia, devido ao comentário que este fez antes do jogo do Real Madrid com o CSKA. O técnico terá utilizado a palavra ‘maricones’, com algum desprezo. A comunidade EGLSF não ficou indiferente e resolveu mostrar a sua indignação.

O co-presidente da EGLSF, Louise Englefield, disse que devia ser atribuído um castigo a Mourinho por ter utlizado tal expressão, uma vez que terá demonstrado uma total desconsideração pela comunidade Gay e Lésbica. Entretanto, já pediram à UEFA que analisasse a situação. ‘

A homofobia é inaceitável no futebol e ainda para mais quando sai da boca de uma figura tão ilustre do desporto, como é o caso. Estamos profundamente dececionados com Mourinho por este ter usado términos homófobos enquanto estava num papel profissional, num jogo internacional.’, expressou o diretor à imprensa europeia.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Adopção gay: brincar aos papás e mamãs...

O título deste post é duro e percebo possa suscitar uma primeira reacção de despeito, mas decididamente prova-se com a iniciativa (tal como com a anterior do casamento) que aquilo que o lobby gay pretende não é uma não discriminação dos homossexuais (o que é justo e compreensível) mas a imposição à sociedade inteira de uma determinada orientação ou comportamento. E como explicava um amigo meu num parecer do movimento Mais Vida Mais Família uma discriminação "a contrario": a que resulta de se pretender estabelecer um regime especial para uma determinada categoria de pessoas que em nada se distinguem das outras (não é isso que dizem também?)... Na verdade seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer um pai e uma mãe são-no de facto quando na natureza ou por intermédio desta ainda que artificialmente tal sucedeu. Tal como o exercício da afectividade por um homem ou uma mulher não depende de nenhuma lei (que não pode nem impô-lo nem proibi-lo), quer seja homossexual ou heterosexual ou outra coisa qualquer aqueles com quem tal aconteça. Tudo o resto é artificial, engenharia social e porque tendo por objecto uma criança "brincar aos papás e às mamãs"... (mas lá que gostava de estar agora com aquela personalidade de peso do PSD que na 9ª Legislatura achou um exagero a minha reacção à modificação na Constituição do artigo 13º, lá isso gostava...é o problema com os "moderados" e os "modernos" do centro-direita: nunca pagam, politicamente, estes disparates...)

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Tribunal decreta que o casamento gay é legal na Califórnia

Noticia hoje o Público. A procissão ainda não saiu do adro já que ainda é necessário sobre o caso se pronuncie o Supremo Tribunal Federal, mas já apetece comentar: quando o povo não votou como a mentalidade comum manda*, atire-se-lhe para cima com dois juizes eleitos pelos Democratas e um eleito pelos Republicanos mas um bocado confuso...;-)
*52,5% dos eleitores da Califórnia tinham aprovado esta emenda à Constituição do seu estado: "Only marriage between a man and a woman is valid or recognized in California.". Sobre isto veja-se o site da Proposition 8.
Ora, se há coisa que uma minoria como a do lobbie gay não suporta é que o povo se possa pronunciar e daí que também em Portugal uma Iniciativa Popular de Referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo tenha sido rejeitada...mas como não desapareceu a determinação de revogar essa lei quando for politicamente adequado e para guardar a memória de uma campanha única (90 e tal mil assinaturas angariadas em três ou quatro semanas!) aí está o site da Plataforma Cidadania e Casamento, sempre em actualização.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

European Commission spent £124,000 on gay activists' conference

Esta notícia no Telegraph sobre o financiamento de uma conferência da ILGA (ou seja a União Europeia a financiar quem nesta própria, legitimamente aliás, faz lobbing...) suscita-me as seguintes observações:
- fará sentido uma organização financiar quem com esses fundos pretende influenciá-la?
- fará sentido até que uma iniciativa da sociedade civil (independentemente do objecto) seja financiada por uma entidade estatal? Não deveríamos obedecer ao princípio, sobretudo numa época como esta, de que é a sociedade civil que se deve financiar a si própria, excepto no caso em que esta esteja a prestar um serviço a uma entidade estatal (o que não é aqui, espero, o caso)?
- e se sim, se as entidades estatais devem financiar a sociedade civil porque não a financiam toda, mas apenas uma parte desta?
- por fim, quanto dinheiro dos contribuintes em Portugal é gasto em iniciativas semelhantes? E de todos os matizes ou apenas de uns? Porquê?
Um Governo que queira reformar de facto tem de se pôr estas perguntas e principalmente saber responder-lhes...
Nota final: depois admirem-se por os ingleses mandarem a União Europeia às urtigas...;-)

domingo, janeiro 08, 2012

Alarme sobre a Hungria: a cristianofobia pois então

No Il Sussidiário aparece esta entrevista com um deputado italiano que me vem confirmar a suspeita com que estava, ou seja, se por trás de todo este alarme em torno da Hungria, do seu Governo e da sua Constituição, não está de facto o preconceito anti-cristão (no caso católico) e esta forma de tolerância que passa sempre pela exclusão de alguém (no caso de 60% do eleitorado hungaro que apoia o partido democrata-cristão no poder) dos lobbies abortista, gay e laicista, os três principais pilares da cristianofobia (a fobia do cristianismo) que cresce na Europa Ocidental.
Vale pois a pena ler esta entrevista de Luca Volonté, deputado da UDC:

Esteri

UNGHERIA/ Volontè (Ppe): dietro l’ostilità dell'Europa per Orbán c’è un pregiudizio anticristiano

INT.
Luca Volontè

venerdì 6 gennaio 2012

Il caso Ungheria è sulle pagine dei maggiori quotidiani negli ultimi giorni. L'Unione europea ha infatti incaricato una speciale commissione di indagare se nel Paese centroeuropeo sia in gioco la libertà, se si viva in clima di democrazia o di dittatura. Accuse assai gravi, rincarate nelle ultime ore da un'esplicita richiesta fatta dagli esponenti dei partiti socialista e liberale al Parlamento europeo: applicare l'articolo 7 della Costituzione europea che prevede sanzioni politiche per "violazione di democrazia e libertà". L'Ungheria, dal 2010, da quando cioè è in carica come capo del governo Viktor Orbán che guida una maggioranza di coalizione cristiano democratica, è al centro delle polemiche. Un anno fa infatti ci fu grande discussione per una riforma della Costituzione ungherese definita anti democratica, e anche allora una commissione del Parlamento europeo si incaricò di seguire la situazione. Orbán, peraltro, è già stato primo ministro ungherese dal 1998 al 2002. IlSussidiario.net ha chiesto a Luca Volontè, esponente al Parlamento europeo dell'Udc, di spiegare che cosa stia realmente accadendo nel Paese. "Quello che stiamo leggendo sui giornali in questi giorni" dice Volontè "a proposito dell'Ungheria ricalca esattamente quello che si è scritto a proposito del candidato del Partito repubblicano Rick Santorum". Spiega Volontè: "In entrambi i casi si presentano delle persone o dei partiti come ultra conservatori e paladini della destra più retrograda solo perché si ispirano alle radici cristiane o in alcuni casi si dichiarano cattolici". Questo, aggiunge, è assolutamente inaccettabile: "Presentare cioè i fatti a partire da un pregiudizio sulla fede religiosa della persona è un modo di agire che applica un punto di vista che fa perdere la definizione dell'oggetto che stiamo osservando".

Onorevole Volontè, le accuse mosse al governo ungherese sono gravi. Lei ritiene che abbiano un fondamento?

Ritengo che la Commissione europea abbia fatto le sue valutazioni per giungere a dichiararsi preoccupata di quello che succede in Ungheria. Non conosco nel merito le leggi che questa commissione vuole indagare, ma ritengo di poter dire che non esista nessun elemento per dire che la democrazia sia finita e che l'Ungheria stia andando verso una dittatura o una nuova forma di autoritarismo.

Non è la prima volta che il governo di Viktor Orbán è al centro delle polemiche.

Infatti, e quanto sta succedendo in questi giorni mi ricorda quanto successo circa un anno fa. Quello che si legge sui nostri giornali e non solo è una esatta replica di quanto già scritto in merito alla discussione sulla costituzione ungherese. Ripeto: la commissione avrà fatto le sue valutazioni per spingersi a intervenire, ma dobbiamo aspettare che si vengano a sapere le valutazioni in merito. E' già successo e sempre in Ungheria: un'altra commissione europea aveva posto alcuni problemi fondamentali sulla Costituzione ungherese e poi nel mese di giugno si è capito che tutte le riforme chieste dalla commissione a partire dalla legge sui mass media erano state inserite senza alcun problema dalla maggioranza che governa il Paese.

Socialisti e liberali europei hanno chiesto di applicare l'articolo 7 della Costituzione europea che prevede sanzioni politiche come la sospensione del diritto di voto in Consiglio europeo.

Questa richiesta è la conferma di un pregiudizio francamente incredibile. Ogni volta che si parla di Ungheria a livello europeo i socialisti e i liberali europei prima ancora di conoscere il merito del problema e se davvero esiste un problema, chiedono sanzioni e boicottaggi o espulsione dell'Ungheria come già chiedevano un anno fa nel contesto europeo per via del problema della Costituzione.

Dunque lei ritiene che si tratti di una operazione a tavolino per screditare l'attuale governo?

Prendiamo atto che c'è una preoccupazione a livello europeo, ma cerchiamo di capire qual è il merito delle leggi cardinali che non convincono la commissione europea rispetto agli standard europei. Nello stesso tempo io personalmente guardo con grande serenità a quello che accade in Ungheria, conosco molto bene sia il leader del partito Fidesz che quello del partito democristiano e so quanto credano negli standard dei diritti umani e dei valori europei.

Tra l'altro Orbán ha già governato senza che ci fossero stati problemi, dal 1998 al 2002.

Infatti. Ma le faccio un esempio. Da quando in Ungheria è tornata la democrazia per lunghi anni hanno governato socialisti e liberali e dall'inizio degli anni Novanta si è aperta con loro la procedura di riforma costituzionale, per cambiare una costituzione ancora legata al periodo marxista. Se Orbán dunque ha un merito è quello di aver fatto partire questa riforma e di averla messa in atto.

Si insiste sul fatto che la riforma elettorale non sia garante di democrazia.

Come le ho detto, conosco personalmente questi politici, che guidano una coalizione che ha più del 60% della maggioranza e so che applicano il loro impegno in modo democratico. La riforma elettorale ungherese è stata pensata a partire da legislazioni presenti nel contesto europee. E' una riforma elettorale che dà più rappresentanza agli enti locali e dovrebbe dunque essere interessante anche per un Paese come il nostro che guarda da vent'anni a una forma di federalismo. Come dicevo in precedenza, stiamo assistendo alla solita polemica facile da parte di socialisti e liberali che parte da un pregiudizio fondamentale.

Quale?

C'è una maggioranza ampia in Ungheria, una maggioranza che ha avuto l'ardire di concludere una riforma costituzionale aperta da vent'anni e che per di più ha avuto l'ardire di inserire riferimenti nella costituzione stessa ai valori cristiani della nazione ungherese e citato la famiglia come fondata sul matrimonio. Ecco il pregiudizio di fondo dentro i quali vengono trovati singoli spunti che possono alimentare una polemica.

Non si tiene poi conto che l'Ungheria ha un passato storico assai complesso, contraddistinto da una delle più sanguinose repressioni, quella sovietica, della storia europea.

Certamente: una delle questioni ancora aperte in Ungheria - ma anche altri Paesi dell'est - è l'assoluta mancanza di presa di coscienza di cosa accaduto in Europa occidentale, con evidenti coperture culturali date ai regimi imposti dai sovietici e al comunismo. E ciò emerge anche in questa polemica contro la colazione cristiano democratica ungherese.

Un pregiudizio che distorce i fatti, in definitiva.

La pregiudiziale contro l'Ungheria fa parte di un certo approccio culturale italiano di sinistra ampiamente usato da moltissimi organi di stampa italiani. Guardiamo come è stato definito il candidato Usa repubblicano Santorum, che conosco peraltro personalmente: un ultra conservatore paladino della destra più ottusa. Poi leggendo fra le righe o ai servizi della tv si capisce che questa accusa è esattamente quella mossa al partito di Orbán, ultra conservatori e retrogradi solo perché si ispirano alle radici cristiane o in alcuni casi sono cattolici. Ciò è assolutamente inaccettabile. La libertà di parola è concessa a tutti, ma presentare i fatti a partire da un pregiudizio sulla fede religiosa delle persone fa perdere la definizione dell'oggetto che stiamo osservando.

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