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sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Barrigas de Aluguer: talvez o que se precise seja outra coisa...



Hoje no parlamento votaram-se as barrigas de aluguer. Venceu o bom-senso e o projecto foi derrotado. Mas o melhor comentário foi o de um companheiro de partido (o PPD/PSD) que me escreveu:

"Caro amigo 
Será que não é possível apresentar um projecto de lei para cabeças de aluguer ?? Parece que seria mais  útil e pelos vistos necessário pois clientela não deve faltar"

Melhor dito,não há...lol!

segunda-feira, dezembro 16, 2013

"Pai por acaso", ou como não existe "material biológico" isolado de uma humanidade






Na sexta-feira passada fui ver este filme. Foi uma dessas escolhas ao acaso mas que se revelou feliz.

Porque através do tema (533 pessoas geradas por procriação artificial procuravam o dador de esperma utilizado nos respectivos processos) aquilo que resulta evidente é que ao contrário do que disse uma vez o Vale de Almeida num debate no Prós e Contras sobre co-adopção, não existe essa coisa de "simples" material biológico sem que uma humanidade esteja envolvida. E quem diz uma humanidade, diz uma pessoa concreta, diz um pai (no caso da doação de esperma) ou uma mãe (no caso de doação de um óvulo). E as razões são simples:

- a vida de uma pessoa gera-se no momento em que o espermatozoide se funde com o óvulo e nesse momento se constitui uma célula que leva já uma identidade genética única, produto da fusão das anteriores e
- toda a vida, toda a filiação, grita por uma paternidade e uma maternidade
- a família corresponde ao ambiente natural de desenvolvimento e salvo raras excepções é um desejo profundo do coração humano

O filme, não sendo uma fita de promoção pró-vida ou pró-família (isto é concebido e produzido militantemente nesse sentido) acaba por o demonstrar em alguns diálogos, atitudes e expressões. Que tornam por isso o filme objecto deste post e de uma recomendação (acompanhada do aviso que a classificação para maiores de 12 anos é claramente desadequada, não porque se veja o que não se deve, mas porque os diálogos são adultos e os miúdos que vimos na sala se chatearam que nem uns perus...;-)

Mais informação útil sobre a procriação artificial pode ser encontrada aqui (site da campanha pró-referendo em que participei em 2006) e aqui (uma alternativa natural de procriação medicamente assistida que vem tendo êxito até em casais que anteriormente recorreram aos métodos artificiais)

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Hoje: Barrigas de Aluguer na Assembeia da República


Este artigo da Catarina Nicolau Campos, uma amiga minha, finalista de Direito, diz melhor do que eu seria capaz porque em circunstância nenhuma deve ser permitida a violência das Barrigas de Aluguer:

"Barrigas de Aluguer: chove no meu coração

Assim como chove lá fora, hoje também chove no meu coração.
No mesmo dia, ouve-se nas notícias que muitas crianças que são adoptadas são devolvidas às instituições de acolhimento por terem más notas, e ouve-se também que o partido do governo planeia avançar com as barrigas de aluguer em Portugal.
Ora o aluguer, como aprendi na faculdade de Direito, é uma forma de locação, quando esta incide sobre coisa móvel. E por locação entende-se o contrato pelo qual uma das partes se obriga a proporcionar à outra o gozo temporário de uma coisa, mediante retribuição. Só por isto poderíamos dizer, Dr. Passos Coelho: as barrigas não se alugam.
Mas a questão é bem mais radical. Em Agosto de 2010 soube que estava à espera da minha filha. À espera não, porque na verdade ela já lá estava bem presente, e na segunda ecografia, com 8 semanas e picos, o coraçãozinho da Pilar já era bem audível, para sorriso rasgado do Pai e lágrimas descontroladas da Mãe. Durante 9 meses de enjoos, infecções sem fim, mais 26 quilos, noites sem dormir, dias inteiros só a dormir, aprendi a conviver com a minha bebé.
Aprendi que sempre que ouvia os acordes de uma guitarra portuguesa, a Pilar saltava de alegria. E por isso, ao longo de 9 meses, muitas guitarradas lhe foram dedicadas. Aprendi que, sempre que me virava para dormir do lado direito, subia escadas a correr ou enervava-me, a Pilar dava pontapés de insatisfação e só eu sabia disso, eu, a sua Mãe.
Geri toda a alimentação para que nada lhe fizesse mal, porque uma Mãe quer o melhor para os seus filhos. A barriga cresceu, o resto também, e ao fim de 9 meses percebi a relação íntima que uma mulher tem com o seu útero. E depois de uma cesariana, ficaram ainda mais visíveis as marcas físicas da passagem do ser maravilhoso que é a nossa filha pelo meu corpo. Meu corpo? Meu não, dela, porque o meu útero foi feito para lá estarem os meus filhos, e o meu peito para os amamentar. Nós mulheres, somos veículos de Vida.
E quando a Pilar nasceu, acalmava-se quando a encostava ao meu coração, porque estes foram os batimentos que ela habituou-se a ouvir. A Pilar conhecia o meu cheiro e por isso, (e passados 8 meses ainda é assim), não há colo como o da Mãe.
E esta relação de cumplicidade, esta experiência, única e irrepetível, não se aluga, nem se compra. Assim como não se alugam e não se compram os bebés. A partir do momento em que tratamos as crianças como meros objectos, coisas, para preencher um vazio numa relação, para completar a fotografia de família ou apenas porque lhes apetece ter algo para entreter, temos crianças adoptadas que são devolvidas às instituições porque, simplesmente, não tiveram boas notas, como se fossem cães que não tivessem atingido o objectivo dos seus treinadores.
Assim, hoje, por estas crianças, e pelas que não nasceram porque não lhes foi dada sequer a oportunidade de viver, chove no meu coração."

quarta-feira, junho 15, 2011

Casais inférteis com niveis altos de ansiedade e depressão

No Público de hoje saiu uma noticia sobre o título em referência. Numa pesquisa no Google sobre o tema são inúmeras as páginas sobre o tema. Nomeadamente este estudo.
A interrogação que fica é: será a procriação medicamente assistida a resposta adequada a esse problema ou um engano em que esses casais são induzidos e no qual no fim não encontram a resposta que os seus corações anseiam?
Neste momento de viragem politica não será que é de colocar em novo em discussão uma lei que foi abusivamente aprovada (uma das mais disparatadas da Europa...) e em que um pedido de referendo foi ilegitimamente ignorado pelo sistema político dominado, à altura, por uma deriva de politicamente correcto completamente desrespeitadora não apenas da vida e da dignidade do embrião humano, mas também da vida e dignidade dos casais inférteis...?

quarta-feira, setembro 03, 2008

O centro da oposição ao PS somos nós! :-)

Na entrada de férias, 2 de Agosto, a minha amiga Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, publicou o artigo abaixo que além de fechar com chave de ouro um ano de combates, acaba por provar factualmente como a oposição ao Governo e ao PS tem o seu centro nevrálgico nos movimentos civis a favor da Vida e da Família, porque é aí, nas questões de civilização, que mais lhes dói encontrar resistência e alternativa...

Leis emblemáticas na governação socialista

As reformas emblemáticas que José Sócrates escolheu para definir a sua governação estão longe de ser consensuais
O primeiro-ministro elegeu como "reformas" emblemáticas do seu consulado a lei da PMA (reprodução artificial e uso de embriões humanos), a lei do aborto e a lei do divórcio. Disse-o perante o Congresso da Juventude Socialista [que teve lugar no fim de Julho no Porto]. A simbologia destas leis, que o primeiro-ministro quis realçar, não se compara com as centenas de outras que a governação socialista tem feito nas áreas da economia, da justiça, do ambiente, etc. Por isso o primeiro-ministro tem razão quando as elege para definir a sua governação...Mas estas não são leis de consenso. Pelo contrário, trazem à ribalta os debates mais acesos da actualidade em todo o mundo. A protecção da vida humana desde a concepção, o eugenismo, o comércio e experimentação em embriões, o aborto e a protecção do casamento e da família estão na ordem-do-dia. Em Itália, a campanha eleitoral que levou ao poder Berlusconi começou com o tema do aborto; em Espanha, o PP de Rajoy proibiu que a campanha versasse sobre a família e a protecção da vida humana; e, nos EUA, o debate sobre estas matérias está agora a levantar-se entre os candidatos à Presidência.Em Portugal, as referidas leis (PMA, aborto, divórcio) não passaram sem contestação social. Face à matriz social do país e à radicalidade das soluções legislativas, muitos foram os que, na sociedade civil, as têm contestado. São leis fracturantes, que o actual primeiro-ministro pretende levar pela frente "custe o que custar". Seguir-se-á o casamento para os homossexuais... e a eutanásia...Quem ousou, nestes três anos, de forma sistemática e firme, levantar o escudo para que aquelas leis não fossem aprovadas?Quem, na lei da PMA, teve uma posição firme e sustentada que levou ao Parlamento a primeira Petição de Referendo, de iniciativa popular, na história da democracia portuguesa? Quem, por todo o país, fez debates, acções de rua e distribuiu informação para que esta não tivesse sido aprovada no silêncio do Parlamento? Quem continua a invocar a ilegitimidade de uma lei (PMA) que no Tribunal Constitucional aguarda a declaração de inconstitucionalidade?Quem, ao longo de mais de dez anos, travou a legalização do aborto, em cada investida feita? Quem, no referendo, apelou à organização dos 15 grupos cívicos que, por todo o país, fizeram uma campanha que remou contra todos os poderes instituídos? Quem pediu a universitários, advogados e magistrados que, num curtíssimo espaço de tempo, fizessem algum esclarecimento sobre a lei do divórcio? Quem levou ao Parlamento uma Petição Popular para fazer parar a tão injusta lei do divórcio? A lei ainda não está promulgada...Em bonitas e fundamentadas páginas de História do século XIX, Vasco Pulido Valente (em Ir para o Maneta) demonstra como foram vencidas as Invasões Francesas. Só com a revolta popular, que se organizou em muitos pontos do país, foi possível vencer o invasor e a destruição. Hoje, os movimentos cívicos, de forma sistemática, têm levantado os escudos para travar o avanço das "leis emblemáticas do consulado socialista".Os movimentos cívicos que, em Portugal, defendem a subsidiariedade, a liberdade de educação, a família, a vida e a liberdade religiosa estão a fazer uma estrada.Foi neles que o PS encontrou a sua oposição. É com eles que Portugal pode contar para uma sociedade mais humana, livre e democrática.
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

terça-feira, novembro 20, 2007

Procriação artificial: a terra movediça onde nascem todas as loucuras

Vou confessar uma fraqueza: das coisas que mais me irrita nas discussões de questões de civilização são os "moderados" de serviço que quando argumentamos com os caminhos perigosos e as portas desconhecidas de algumas decisões políticas (como na procriação artificial) do alto do seu desdêm, vivendo de uma tranquila ignorância (regra geral nós sabemos mais do que eles e por isso nos metemos nas "guerras" em que nos metemos...) e da descontracção que nasce da inevitabilidade (a seus olhos) da mentalidade dominante, nos respondem: "que exagero! Vocês lembram-se de cada coisa! As pessoas têm bom senso, a lei [qualquer uma, a que estiver em discussão na altura] vem precisamente estabelecer o que se pode ou não fazer para que não haja derrapagens, é uma lei moderada, etc."...
Não é preciso muito tempo (sempre!) para que a realidade nos venha dar razão! Se não acreditam pensem nas 140 mil pílulas do dia seguinte POR ANO ou no exemplo abaixo (atentem no que digo: em Portugal também acontecerá...).
Nota: sublinhei a negrito as palavras mágicas que vendem as aberrações:


Reino Unido planeia lei para criar bebés com duas mães
19.11.2007, Clara Barata no Público

O Governo britânico prepara-se para apresentar hoje a discussão no Parlamento uma nova lei que permitirá usar técnicas de clonagem para criar embriões que terão duas mães, em termos genéticos. O objectivo é tratar a infertilidade de mulheres que sofrem de anomalias nas mitocôndrias dos óvulos, o que as impede de ter filhos. Mas o assunto envolve polémica.
A ideia é criar óvulos híbridos: o núcleo da célula da mulher que quer ser mãe seria transferido para um óvulo de uma dadora, previamente esvaziado do seu núcleo (onde se encontra a esmagadora maioria do ADN). As mitocôndrias são estruturas que existem fora do núcleo, com muito pouco material genético, mas que são consideradas as baterias da célula - se não funcionarem bem, podem dar origem a muitas doenças.
Esse óvulo híbrido seria depois fundido com um espermatozóide, usando técnicas comuns de fertilização assistida. O bebé que vier a nascer teria metade dos genes do pai e metade dos genes da mãe, como todos bebés - embora as suas mitocôndrias fossem diferentes das da sua mãe, que funcionavam mal.O ADN das mitocôndrias é muito pouco: 16.500 pares de bases químicas (identificadas pelas letras A, C, T e G) que formam a molécula de ADN, enquanto o património genético do núcleo das células é composto por 3000 milhões de pares de bases.
Grupos de pressão cristãos e ligados à bioética estão já a preparar-se para contestar esta lei, dizia ontem o jornal The Independent.
A ideia é usar técnicas de clonagem para criar embriões que têm uma pequena parcela de ADN de uma terceira pessoa