Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã.
O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
Confesso estou curioso com os efeitos que terá um governo Syriza na Grécia dividido entre as palavras normalmente avisadas de Passos Coelho que a esse propósito disse tratar-se de "um conto para crianças, que não existe [a respectiva proposta política de gestão da dívida]" (ver aqui) e o que a realidade mostrará como prova de força entre a força autónoma dos povos e a eurocracia de Bruxelas (que tanto e tão bons fieis servidores tem na classe política portuguesa)...na linha aliás das reservas que neste Blog muitas vezes exprimi quanto ao rumo desta Europa burocrática e sem alma...
Também com curiosidade espero para ver que gestão da agenda fracturante fará Alexis Tsipras e qual a reacção dos seus entusiastas seguidores em Portugal...um pouco do que se sabe do assunto está aqui (uma notícia da sua reacção prudente à temática da adopção gay). A seguir...
Adenda à tarde: lendo o Diário de Notícias dei-me conta que na sua tomada de posse hoje, Alex Tsipras decidiu não jurar sobre a Bíblia como é de tradição na Grécia. Bem entendido é um acto de liberdade e nesse ponto nada a dizer, se não respeitar. Mas sintomático: um homem que não crê exista nada acima dele...por definição, um perigo (para ele próprio, para o seus e para os seus conterrâneos)...;-) A noticia no Público diz assim:
"E a agenda seguiu em ritmo de corrida a partir daí: o líder do Syriza encontrou-se com o chefe da Igreja Ortodoxa da Grécia, o arcebispo Ieronimos, para lhe dar conta da decisão de fazer uma tomada de posse civil, algo que nunca tinha acontecido na Grécia. Tsipras, que vive em união de facto, algo digno de nota num país conservador, tem ainda assim boas relações com Ieronimos, até por causa do apoio social da igreja durante a crise."
Com a liberdade quanto ao resultado de que o que acontecer é sempre o que é melhor, o referendo de hoje é uma possibilidade de pôr em causa o rumo da União Europeia, a leveza e presunção dos nossos políticos europeístas e também o domínio das elites bem-pensantes, dos moderados de serviço e das certezas do fim da história...
Já do ponto de vista do Reino Unido (da sua tradição política e histórica) não estou tão certo possa ser positivo e nessa medida entendo a argumentação do Não...
Aguardemos pois. E entretanto aqui ficam estes dois vídeos com que em todas as latitudes e circunstâncias se identificam os povos combatentes, as posições decididas, os descamisados do centro-direita,o povo pro-Vida:
Já adivinhando a fúria da esquerda bem pensante e politicamente correcta, a vitória de Viktor Orbán na Hungria é um sinal de esperança para o seu próprio país, para a União Europeia e para o povo da Família e da Vida. Equívocos haverá, temperamentos diferentes existirão, coisas mal-sucedidas acontecerão, e todos os limites humanos se poderão revelar, mas que o que aconteceu foi importante, isso foi, e muita coisa boa se pode e deve esperar, também. E disso fala a notícia publicada hoje no Infovitae:
Hungría:
el partido provida y profamilia de Viktor Orbán revalida la mayoría de dos
tercios en el Parlamento
... Con 133 o 134 escaños, el Fidesz retiene su mayoría cualificada
de dos tercios entre los 199 escaños de la Cámara, con lo que puede
seguir adoptando leyes de rango constitucional sin tener que negociar con la
oposición.
«Todas las dudas se desvanecieron: ganamos», manifestó el primer ministro en
una primera reacción, y agregó que la victoria de hoy fue «contundente». A favor de las raíces cristianas
Viktor Orban participó
en las últimas Jornadas Católicos y Vida Pública de la ACdP (Asociación
Católica de Propagandistas) celebradas el año pasado en Bilbao, donde aseguró
que los países mejoran cuando la legislación tiene en cuenta y hace
explícitas las raíces cristianas de las naciones en las que son elegidos:
«La política tiene que basarse en valores cristianos»
El presidente húngaro ha llevado a cabo una legislación capaz de
hacer frente a la todopoderosa legislación comunitaria en temas de vida y de
familia. Ha hecho posible que el Parlamento y administración de
Hungría puedan ser autónomas y legislar, hacer políticas independientes al
servicio de sus ciudadanos. En este sentido, afirmó que «Europa se ha
olvidado de Dios y se avergüenza de sus raíces cristianas y, con
visión secular agresiva, supranacional y relativista propugna una sociedad sin
Dios. Los tecnócratas de la Unión se han olvidado de la familia, patria
y justicia, que son los auténticos valores».
Noticias relacionadas Hungría ratifica
su compromiso con la defensa de la familia natural y el derecho a la vida desde
la concepción «Una Europa
regida por los valores cristianos se regeneraría», afirma el primer ministro
húngaro, Viktor Orban La Unión Europea
contra Hungría por su campaña pro-Vida
A notícia do Público de hoje, que reproduzo aqui em baixo vem uma vez mais confirmar que a via da utilização das chamadas células adultas é um caminho mais promissor do que aquele da utilização de células embrionárias, para o fim da reprogramação de células estaminais, pluripotentes. Quanto tempo a cegueira ideológica vai imperar sobre a evidência científica é a grande questão. Daí também a importância de iniciativas como a da Petição Europeia Um de Nós para impor aos órgãos decisores da União Europeia o respeito pelo embrião humano e o fim das experiências científicas que implicam a destruição de seres humanos na sua fase embrionária...
Senão, vejam:
Cientistas reprogramam pela primeira vez células estaminais em ratinhos
Técnica poderá servir para a regeneração de tecidos.
A investigação das células estaminais pluripotentes induzidas acaba de dar mais um passo. Uma equipa de cientistas reprogramou células adultas que se tornaram pluripotentes, ou seja, com a capacidade de gerar todo o tipo de células do corpo. Mas, em vez de conduzir esta reprogramação in vitro, como é costume, fê-lo pela primeira vez directamente nos ratinhos. O conjunto de experiências foi ontem publicado num artigo da revista Nature. A longo prazo, a equipa espera que esta novidade permita o desenvolvimento de um método eficaz para a utilização de células estaminais pluripotentes induzidas na regeneração de tecidos ou no tratamento de doenças.
O ponto de partida desta experiência situa-se em 2006, quando Shinya Yamanaka conseguiu produzir pela primeira vez células estaminais pluripotentes induzidas. Para isso, o cientista retirou fibroblastos de um ratinho e colocou-os numa cultura in vitro. De seguida, introduziu quatro genes nas células. Quando estes genes foram activados, começou a tocar uma nova canção no piano genético das células. Esta canção obrigou-as a tornarem-se cada vez menos especializadas na sua forma e função e a transformarem-se assim em células estaminais pluripotentes.
No fundo, os fibroblastos foram reprogramados para um estado mais precoce e passaram a ter a forma e as propriedades das células que fazem parte das primeiras fases do embrião. Estas células são pluripotentes, têm o potencial de se diferenciar em todos os tipos de células que compõem os tecidos - não só os fibroblastos, mas também as células do fígado, do coração ou da pele, entre outras.
Agora, a equipa de Manuel Serrano, do Centro Nacional Espanhol de Investigação do Cancro, aplicou a mesma técnica aos próprios ratinhos. Os cientistas serviram-se dos mesmos quatro genes, que são factores de transcrição naturalmente activos durante a primeira fase do desenvolvimento do embrião e regulam os outros genes das células.
Através da engenharia genética, os cientistas conseguiram criar linhagens de ratinhos com uma "cassete" desses quatro genes que ficou incluída no ADN de todas as células dos roedores. Esta "cassete" tem um truque: só é tocada - ou seja, os quatro genes só se tornam activos - quando os ratinhos tomam uma substância chamada doxiciclina.
A equipa deu a estes ratinhos uma dose controlada de doxiciclina e verificou que os ratinhos começaram a produzir teratomas em vários tecidos diferentes: no pâncreas, no intestino, no estômago ou nos rins. Um teratoma é um tumor que se pode desenvolver no ovário, a partir de células não diferenciadas, e que gera uma massa onde se encontram tecidos diferentes e até pêlos ou dentes.
Nos ratinhos, os teratomas indicaram à equipa o sucesso da doxiciclina: os quatro genes foram activados em células de vários tecidos e estas transformaram-se em células estaminais pluripotentes induzidas que, depois, multiplicaram-se, formando os teratomas. "Esta mudança no desenvolvimento nunca tinha sido observada na natureza", diz em comunicado María Abad, uma das autoras do artigo.
A equipa descobriu ainda que estas células tinham uma maior capacidade de diferenciação do que as células estaminais pluripotentes induzidas in vitro. Quando um espermatozóide fecunda o óvulo, o ovo - a nova célula formada - não vai dar só uma nova pessoa, nos mamíferos vai também originar a placenta e outras estruturas que suportam o desenvolvimento destes animais no útero. As células estaminais pluripotentes induzidas in vitro só são capazes de se diferenciar nos tecidos dos animais, já as novas células originaram estruturas parecidas com embriões que tinham alguns destes tecidos de suporte. A causa desta capacidade superior de diferenciação é desconhecida.
Agora, a equipa quer testar se estas novas células podem gerar tecidos in vitro. Numa conferência de imprensa da Nature, Manuel Serrano especula ainda a aplicação desta técnica na medicina regenerativa, através da reprogramação local de células no órgão que se quer tratar. "Temos de descobrir quais as condições insuficientes para uma reprogramação total [evitando o desenvolvimento de teratomas], mas suficientes para a regeneração." É um esforço para os próximos anos.
Faz hoje 60 anos - Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs |Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã
estão a Espanha, Grécia e Irlanda.
O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de
Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com
especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava
concentrada a parte essêncial da dívida.
A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes
iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor
o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros
credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os
paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e
feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma
parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990,
dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a
dívida contraída nos anos 1920.
O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o
crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.
O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em
caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de
renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida
nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram
moderadas, variando entre 0 e 5 %.
A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem
reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o
consumo para pagar a dívida.
O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a
situacao de carência durante a qual só se pagaram juros.
Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos
nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições
aos credores - e não só aos paises endividados. Os países credores,
obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora
e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser
feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por
miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida
quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação,
pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na
balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as
suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a
prejudicassem.
Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da
dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças
comerciais
Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
"Na terça-feira, o primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, defendeu que “os proprietários e os investidores têm de sofrer perdas em caso de falência de um banco”. "
Até que enfim! De facto ao contrário do que se tem vindo a dizer a crise geral, fundada na crise financeira, não é uma consequência do capitalismo, mas precisamente da falta do mesmo. Na verdade quando se impede, por pânico injustificado ou interesses mal disfarçados, a falência de bancos, está-se a ir contra uma das regras básicas do capitalismo: que cada empresa é livre de usufruir todos os lucros que consiga gerar, mas totalmente responsável por todas as perdas que venha a suportar. E isso é extensivo aos depositantes que devem assumir as responsabilidades das suas escolhas livres.
Que finalmente na União Europeia haja (é o que se conclui da leitura desses diversos artigos) um clima favorável a que não sejam os contribuintes, mas sim, os accionistas, investidores e depositantes, a pagar os prejuízos, é do que mais saudável há e moral também (porque no fundo, repare-se os bancos apoiados até agora, nem por isso melhoraram a sua prestação de crédito à economia, e antes pelo contrário, reduzem-na, para restituir-se a um balanço saudável...).
Vá lá, sirva para alguma coisa a União Europeia...! Porque farto de liberais estatistas, estou eu.
As notícias de hoje sobre o discurso de Cameron são tão importantes...! Não só pela razoabilidade da proposta feita aos britânicos como pela demonstração de apego à democracia e liberdade que significam. Para além de que este pode ser um momento importantíssimo em que a ideia da Europa é devolvida à sua matriz original, ofuscada pela violência dos burocratas de Bruxelas e pela cegueira ideológica da maior parte dos governantes europeus no que a estas matérias respeita. É uma esperança e um exemplo esta atitude de Cameron. Assim haja em Portugal quem o secunde e com ele aprenda. Assim no nosso centro-direita cresça uma corrente de europeísmo razoável com o princípio da subsidiariedade no seu centro!
A notícia abaixo é retirada do Público de hoje (os sublinhados a negrito são meus):
Cameron promete referendo sobre a UE depois de 2015
Líder do Governo britânico avançará com consulta popular se continuar no cargo na próxima legislatura.
David Cameron, primeiro-ministro britânico, prometeu nesta quarta-feira ao seu eleitorado um referendo "sim ou não" sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), a realizar depois das próximas eleições legislativas de 2015.
Num muito esperado discurso sobre a sua posição sobre a Europa, virado sobretudo para o eleitorado conservador, Cameron especificou que o referendo ocorrerá apenas se continuar como primeiro-ministro depois de 2015, prometendo realizá-lo no início da próxima legislatura.
Antes do referendo, o chefe do Governo britânico quer uma renegociação dos termos da participação do Reino Unido na UE, deixando implícito que quer uma devolução de algumas competências da esfera europeia para a nacional. Apesar disso, não disse que áreas tem em mente, mas frisou que os novos termos da presença do país na UE terão "o mercado interno no seu coração".
Pelo caminho, atacou as regras de protecção social – que em sua opinião "prejudicam o mercado de trabalho" britânico –, o método de decisão comunitário "esclerosado e ineficaz", a UE "burocrática", "o gigantesco número de dispendiosas instituições europeias periféricas" e a Comissão Europeia, que "se torna cada vez maior".
Segundo Cameron, a sua "preferência" é convencer a totalidade da UE a mudar e a evoluir da forma que considera adequada. No entanto, se não for possível, então o país deverá renegociar com os parceiros uma situação especial para si em função dos seus interesses, defendeu.
Neste contexto, a questão que pretende colocar aos britânicos em referendo será "uma escolha real entre sair ou permanecer, parte de um novo acordo no qual a Grã-Bretanha define e respeita as regras do mercado interno, mas está protegida por salvaguardas justas e livre das regulamentações espúrias que prejudicam a competitividade da Europa". A escolha será entre "ficar na UE com base nos novos termos, ou sair pura e simplesmente". Ou seja, "será um referendo '"dentro ou fora'", vincou.
Esta renegociação, disse, deverá ser concretizada no quadro da alteração dos tratados europeus que Cameron acredita que será levada a cabo pelos países da zona euro para aprofundar a integração necessária para resolver a crise da dívida.
Se conseguir o que pretende dos parceiros, Cameron garantiu que fará campanha "com todo o [seu] coração e alma" para o país permanecer na UE. O calendário que propôs permitirá o tempo necessário "para um debate adequado e fundamentado". "No final deste debate, o povo britânico decidirá", enfatizou.
Ao invés, frisou, a realização do referendo imediatamente, como é pedido pelos eurocépticos do Partido Conservador, sobre a permanência ou saída do país da UE, "seria uma escolha totalmente falsa".
Cameron teve o cuidado de deixar claro que uma eventual decisão de sair da UE não libertará o país do impacto das decisões comunitárias. "Se sairmos da UE não podemos obviamente sair da Europa", que "permanecerá durante muitos anos o nosso maior mercado, e, para sempre, a nossa vizinhança geográfica". "Estamos ligados [à Europa] por uma complexa teia de compromissos jurídicos".
Além disso, "mesmo se saíssemos completamente, as decisões da UE continuariam a ter um profundo impacto no nosso país". Com a diferença que "teríamos perdido todos os nossos vetos e a nossa voz nessas decisões". Ou seja, defendeu, "teremos de pesar com muito cuidado as consequências de deixarmos de pertencer à UE e ao seu mercado interno enquanto membro de pleno direito", frisou, sublinhando que "a permanência no mercado interno é vital para as empresas britânicas e para os empregos britânicos".
No Público de hoje é-me dada uma grande alegria. Aquilo que eu receava, no actual ambiente euro-maníaco, poder ser uma "utopia" é afinal, como não podia deixar de ser, uma possibilidade: deixar a União e continuar ligado a esta nos aspectos que realmente interessam (nomeadamente o livre comércio). A notícia não podia ser mais clara e é por isso grande motivo de esperança. Ao ponto que a transcrevo abaixo e sublinho a negrito o que me parece mais importante:
Delors sugere que Reino Unido saia da UE
Por PÚBLICO
Cameron quer acalmar os eurocépticos e preparar o terreno para as eleições de 2015. O seu trunfo: escapar a uma maior integração.
David Cameron tem tentado escapar a uma maior integração europeia François Lenoir/AFP
Sim, o Reino Unido poderia sobreviver sem a União Europeia (UE), mas dar esse passo não seria “o melhor para os interesses do reino”, disse nesta sexta-feira o ministro britânico para os Assuntos Europeus, David Lidington, respondendo às pressões para que o Reino Unido comece a ceder às agendas de Bruxelas.
Nesta sexta-feira, o ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors e o actual presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sugeriram que os britânicos devem sair de vez da União e deixar de ser um obstáculo. “Os britânicos só querem saber dos seus interesses económicos, de mais nada. Poderíamos propor-lhes outra forma de parceria”, disse Delors ao diário económico alemão Handelsblatt.
“Se os britânicos não acompanham a tendência de maior integração, podemos continuar amigos, mas de outra forma”, disse Delors, sugerindo “uma forma como a do espaço económico europeu” ou “um acordo de livre comércio”.
Menos directo mas mais alarmista, Rompuy, numa entrevista ao jornal The Guardian, disse que o desejo do primeiro-ministro conservador britânico, David Cameron, de recuperar alguns poderes dos governos dos países que se têm vindo a diluir na União pode levar ao desmembramento da UE.
“Precisamos de um acordo que deixe o povo britânico confortável com a sua presença na UE”, disse Lidington, também ao Guardian. Pressionado pelos eurocépticos do Partido Conservador (a principal força da coligação que dirige o Reino Unido; a outra é o Partido Liberal Democrata), Cameron defendeu em Novembro “um novo acordo” que inclua um mecanismo de não-participação nas questões fundamentais – o reino entrou na Comunidade Económica Europeia (depois UE) em 1973 mas não aderiu à zona euro, mantendo a libra.
Cameron prepara o seu discurso de Ano Novo, em que delineará a futura política europeia dos britânicos – um desses pontos será a recuperação de prerrogativas que pertencem agora a Bruxelas, e que o primeiro-ministro quer conseguir, até como arma eleitoral, pois há eleições em 2015. Cameron vai propor a realização de um referendo no Reino Unido sobre um novo acordo com a UE, sendo esse o seu preço para apoiar as reformas que estão sobre a mesa quanto a uma nova forma de governação nos países da zona euro. Notícia corrigida às 15h42 de 29 de Dezembro Rectificado o cargo de Herman Van Rompuy
Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...
Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.
A capa da Sábado de hoje é um perfeito disparate e voluntaria ou involuntariamente insere-se na campanha em curso de convocação de um motim em Lisboa aquando da visita da Chanceler alemã. Um disparate porquê?
Porque a sugestão implícita (bora atirar tomates à alemoa) contribui para o excitamento em curso nos media portugueses, sempre desejosos de ver, testemunhar e documentar, toda a violência que possa surgir nas ruas a propósito da crise actual...
Porque a indignação contra a Merkel é tonta. A Chanceler é verdade é o rosto dos nossos credores e nessa medida dos apertos que estamos a passar, mas é um direito dos credores imporem as suas condições quando emprestam dinheiro e a verdade é que, por culpa grande dos socialistas e menor de todos os partidos que passaram pelo poder, Portugal quando pediu ajuda estava pura e simplesmente falido e sem a possibilidade de pagar salários, aos fornecedores e fazer face às suas responsabilidades. Tudo o resto é uma fantasia...
Dito isto também não tenho a certeza que o Governo português esteja a fazer tudo quanto se pode para espernear e contestar o aperto imposto. Como também tenho dúvidas que os juros que estão a ser cobrados (vide entrevista de Paulo Teixeira Pinto a que faço referência neste Blog) não sejam decididamente usurários e bem demonstrativos da falácia e fantasia que são os discursos políticos portugueses sobre a União Europeia...Mas esses e outros problemas não se resolvem recebendo mal a senhora, que além do mais é uma senhora e por isso não se lhe pode bater nem com uma flor...;-)
Os resultados das eleições de ontem no País Basco bem como a subida de tom soberanista na Catalunha tudo conjugado com o referendo que terá lugar na Escócia vem pôr-nos perante um cenário há menos de um ano impensável: se alguns países da União Europeia se partirem o que vai suceder a esta? E quais os reflexos disso na actual crise económica e financeira?
Para um euro-céptico o cenário de uma maior pluralidade de protagonistas na União só pode agradar. Mais vozes são mais dificilmente controláveis por Bruxelas do que o contrário. E povos que acabem de chegar à independência serão menos susceptíveis de aceitar Merkeladas como a do direito de veto de Bruxelas aos orçamentos nacionais...
Mas sobretudo o que se está a passar hoje no Reino Unido, em Espanha e na Bélgica (onde a separação entre a Flandres e a Walónia é cada vez mais um facto) ou em Itália (com a oposição do Norte ao Sul), vem demonstrar que em política não há cenários adquiridos e cada vez mais os povos percebem que não estão condenados a ficar nas mãos das suas elites nem dos seus propósitos utópicos (no caso de uma Europa única centralizada em Bruxelas). E ou estas percebem isso ou então ficaremos nas mãos de movimentos populistas com todos os consequentes riscos...
O meu amigo e colega de escritório Miguel Alvim escreveu, em 2001, este artigo (para um site interno do escritório onde então trabalhava) que se revelou, infelizmente, completamente premonitório...mais uma vez (e quantas vezes disso não se lembrará Manuel Monteiro) se comprova que de pouco adianta ter razão antes de tempo...! Mas pelo menos agora é devida a homenagem a quem já adivinhava o mau caminho que Portugal levava na União Europeia...fica assim com os meus cumprimentos a fotografia do autor e o dito artigo ;-)
Brevíssimas notas, a 15 dias da entrada em circulação do Euro
por Miguel Saldanha Alvim
Desde logo, uma nota de relatividade histórica ao dizermos adeus ao escudo Português: será para sempre? Quantas voltas deu (dá) o mundo (pense-se, por exemplo, no 11 do 9 ou a reviravolta eleitoral das autárquicas)?
Uma nota estética e de afectividade: os Escudos são redondos e são mais bonitos do que os Euro; nós gostamos mais dos Escudos do que dos Euros.
Uma nota de transitoriedade: o Banco Central Europeu se fosse homem era o antónio Guterres: redondo por fora e liso por dentro;
Uma nota de relatividade e de logicidade, ainda: (um supor): um homem de Gaia - a - Pequena ou de Felgueiras, ou de Ourem, porque não (?), com Euros no bolso passa a fronteira da Alemanha, mas não fica alemão por tal facto; a Alemanha tem 80 milhões de habitantes. O Portugal europeu já só tem 10 (onde estás tu Portugal dos vinte e cinco, das muitas raças e um só Povo). Nós fabricamos galos de Barcelos e roupa interior, na Alemanha fabricam Mercedes-benz; quero eu dizer: o Euro será um mero estalão comum da eurolândia, mas estou em crer que o “Euro alemão” há-de valer mais do que o “Euro de Freixo de Espada à Cinta”.
Uma nota de volatilidade: o défice público em Euro será pior de suportar do em Escudos.
Uma nota de estabilidade: ao Escudo, ao menos, conheciamo-lo.
Uma nota de sonoridade: o barulhão do Euro, quando cair. O Escudo cai de pé e silenciosamente, como as pessoas de bem.
Uma nota de convertibilidade: e agora, qual vai ser a graça de ir a Badajoz?
Uma de solvabilidade: a crise paga-se em Euro?
E outra de identidade: os preços das tascas: como é um prato de iscas com elas em Euro?
O que vale é que o País é velho e recomenda-se; já por cá andaram outros com esta conversa, há tempo, até com sestércios, mas partiram. Já depois vieram outros com a mesma cantiga, mas mais ordinários: instalaram-se na terra por perto de 60 anos, mas foram corridos. Com os nossos Escudos.
Nota: se até 31.12.2001 não souberem o que hão - de fazer aos vossos Escudos, dêem-mos.
Obrigado.
"E no fim ganham os bancos" é o título do artigo de Rui Tavares hoje no Público. Muito bem escrito como sempre. Apesar da distância que nos separa não se pode deixar de concordar com a conclusão do artigo que depois dá o título ao mesmo.
Na verdade não se consegue perceber porque não hão-de pagar os bancos pelos excessos que praticaram e que conduziram à actual crise financeira e depois à sucessão de resgates a que diversos países tiveram de se submeter...? Bem sei que todos nos encontramos sob chantagem: o nosso dinheiro encontra-se-lhes confiado e a perda de valor e prejuízos dos bancos acabaria de alguma forma por dever ser suportado por nós. Mas teria mesmo de ser assim?
Outras perspectivas e saídas precisam-se urgentemente, mas não parece que exista seja na União Europeia seja no sistema económico mundial protagonistas com ideias alternativas...?
O Sol da passada sexta-feira traz um artigo muito interessante de um Miguel P. Lopes do ISCSP em que é proposta uma União Lusófona, à imagem da União Europeia, e constituída pelos actuais PALOP's. Muito interessante...(seria uma comunidade de 250 milhões de pessoas...).
Fui procurar o artigo na net e não o encontrei mas em contrapartida dei com a mesma proposta feita pelo Senhor D. Duarte no último jantar do 1º de Dezembro. Está aqui.
Enfim, ideias politicas inovadoras não faltam, graças a Deus!
A reflexão do título deste post é-me suscitada pelo email abaixo de que desconheço o autor e que reproduzo não só pela instintiva objecção que me suscita a supressão de feriados, como pelo contra-peso que é dado ao respectivo custo pelos dados compilados por quem o escreveu.
O que me coloca na situação complicada de simultâneamente o subscrever (salvo os laivos esquerdistas do mesmo mas que achei devia deixar por respeito da autoria...;-) e ao mesmo tempo não poder deixar de dar um voto de confiança a quem actualmente nos governa e que suspeito está a fazer o melhor que pode e sabe...
Ora, se eu estou assim, imagino como esteja um governante a quem também se colocam múltiplas opções, todas ou quase todas podendo parecer razoáveis e/ou justificáveis e que no entanto tem de decidir por uma das hipóteses e depois defendê-la e justificá-la...
Deve de facto ser tão dificil governar que cada vez percebo melhor porque é que não há práticamente Oração dos Fieis nas Missas em que não se reze em múltiplas fórmulas por aqueles a quem cabe esta dificil missão de condução dos povos e dos países...!
Valha-nos no meio disto o sentido de humor como o da imagem que me chegou noutro email...;-)
O email acima referido é este:
A propósito do “mito” do“Excessivo número de feriados”em
Portugal, reparem no número de feriados dos vários países da União Europeia: 18 (Grâ-Bretanha), 17 (Alemanha, sim, a Alemanha...;-), 16 (Eslováquia), 15 (Áustria e Grécia), 14 (Portugal e Malta), 13 (Suécia, República Checa, Finlândia e França), 12 (Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Irlanda e Hungria), 11 (Polónia e Itália), 10 (Holanda) e 6 (Roménia).
A média dos feriados é 13. Portugal tem 14, apenas 1 a mais do que a média. Só que há ainda outro pormenor interessante. É que de todos
os países da União Europeia, Portugal tendo a sua independência em 1143, é um
dos mais antigos. Por isso, é natural que feriados os feriados históricos como
o 1 de Dezembro (dia da Restauração da Independência em 1640) façam todo o
sentido.
Diz a propaganda paga a peso de ouro pelo grande capital [esta expressão penso denuncia a origem do email...lol!] que
cada dia de feriado custa 37 milhões de Euros à economia portuguesa. Nem eles
explicam como são feitos esses cálculos. E, para além disso nem sequer
mencionam que cada dia de feriado de quem trabalha é um dia de consumo, dando
rendimento a lojas, restaurantes, hotéis, etc. Por exemplo, o 15 de Agosto, que querem abolir é o feriado
mais importante do país em termos de festividades populares e de reunião de
famílias, principalmente nos concelhos que têm muitos emigrantes. Esse dia de
feriado é um dos dias do ano onde mais se gasta em combustíveis e na
restauração. Depois há factores importantes como o descanso, o estar com
a família e os filhos, que não se contabilizam em números. No entanto, com casos como o BPN, as Parcerias
Público-Privadas, subsídios à Banca e comissões à Troika (não acrescentando
mais nada), sabendo que só num ano são gastos mais de 18 mil milhões de Euros,
significa que cada um dos 365 dias custa 49.315.068,49 Euros aos portugueses. Se atentarmos somente aos dias úteis de trabalho, tal
montante ascende aos 80.000.000 Euros, desviados essencialmente para o sector
financeiro. Mas, claro, que esta informação é omitida pelas televisões e
telejornais. Convinha que estas contas fossem feitas pelos jornalistas da
RTP, da SIC, do Diário Económico e outros órgãos afins que, através da sua
constante propaganda e desinformação tanto têm contribuído para ou roubo do
povo português e destruição de Portugal. [aqui decididamente o autor do email exaltou-se...;-)] E, claro que, nas suas crónicas ou espaços televisivos,
jamais vão ouvir outros líderes de opinião falar sobre o assunto de forma
séria. Eles são pagos precisamente para reforçar a propaganda e a intoxicação
da Opinião Pública que, infelizmente, por não se informar, cai que nem um
patinho e até aceita.
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental
europeu
Dublin, 28 fev (Lusa) - A Irlanda vai organizar um referendo
sobre o novo pacto orçamental europeu, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda
Kenny no Parlamento, sem indicar a data da consulta.
Após consulta, o procurador-geral, encarregado de aconselhar o
governo sobre as questões constitucionais, "decidiu organizar um referendo sobre
esta questão, no qual será pedido ao povo irlandês para autorizar a ratificação
deste tratado", declarou Kenny.
O procurador-geral considerou que "sendo este tratado um
instrumento específico fora da arquitetura do tratado da União Europeia", um
referendo "é necessário para o ratificar".
No final de janeiro, 25 dos 27 Estados-membros da União
Europeia - Reino Unido e República Checa ficaram de fora - aprovaram um "pacto
orçamental", um tratado intergovernamental de reforço da disciplina das finanças
públicas.
O acordo obriga cada um dos países a inscrever nas legislações
um limite de 0,5 por cento de défice estrutural (a chamada "regra de ouro").
O pacto aplica-se aos 17 países da zona euro e aos restantes da
UE que desejem aderir.
Esta notícia no Telegraph sobre o financiamento de uma conferência da ILGA (ou seja a União Europeia a financiar quem nesta própria, legitimamente aliás, faz lobbing...) suscita-me as seguintes observações:
- fará sentido uma organização financiar quem com esses fundos pretende influenciá-la?
- fará sentido até que uma iniciativa da sociedade civil (independentemente do objecto) seja financiada por uma entidade estatal? Não deveríamos obedecer ao princípio, sobretudo numa época como esta, de que é a sociedade civil que se deve financiar a si própria, excepto no caso em que esta esteja a prestar um serviço a uma entidade estatal (o que não é aqui, espero, o caso)?
- e se sim, se as entidades estatais devem financiar a sociedade civil porque não a financiam toda, mas apenas uma parte desta?
- por fim, quanto dinheiro dos contribuintes em Portugal é gasto em iniciativas semelhantes? E de todos os matizes ou apenas de uns? Porquê?
Um Governo que queira reformar de facto tem de se pôr estas perguntas e principalmente saber responder-lhes...
Nota final: depois admirem-se por os ingleses mandarem a União Europeia às urtigas...;-)
Do euro-deputado Nigel Farage do grupo Europe of Freedom and Democracy. Os bois chamados pelos nomes, a realidade exposta a cores e ao vivo, a denuncia da actual União Europeia que é simultaneamente uma negação da ideia dos seus pais fundadores e uma consequência dos sucessivos "grandes passos em frente" da burocracia de Bruxelas e de toda a casta de politicos que nos seus próprios países venderam uma ilusão aos seus eleitorados (que depois e em referendo sempre se recusaram a consultar...).
Pode ser vista (dois minutos e pouco) aqui.
Nos últimos dias abriu a caça a Cameron pela atitude corajosa deste em defesa do Reino Unido na última cimeira europeia. Já era tempo de alguém na União Europeia ter a coragem de não embarcar na onda e experimentar romper o consenso. João Carlos Espada hoje no Público explica bem as razões da Inglaterra e a razoabilidade da posição adoptada. E vai mais longe recordando que as "bizarrias" inglesas tem a ver com o precioso valor da liberdade e do principio do "No taxation without representation". Vale a pena ler o artigo que está aqui.
Provavelmente o tempo se encarregará de dar razão aos ingleses como tem acontecido com todas as posições dos euro-cépticos ao longo destes anos...
Hoje no Público aparece a noticia de que Manuel Maria Carrilho propõe um referendo único na Europa (as declarações estão na TVI24 aqui). Não posso estar mais de acordo.
Na verdade o que pode vir a ocorrer em termos de união política, orçamental e fiscal, é de tal modo grave que um referendo assim (europeu no sentido de um só escrutinio e eleitorado) é uma exigência democrática "de vida ou de morte".
Vale a pena ler o que a propósito (do novo tratado que Merkozy se prepara para propor, da importância das decisões que daí resultam, dos passos em frente, para o abismo, acrescento eu, que se dão por vezes na União Europeia] escreve hoje Pacheco Pereira na Sábado.
Imperdível por isso o sub-blog Sim ao Referendo Europeu que Pacheco Pereira abriu no seu Abrupto.