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domingo, março 11, 2012

Ainda o dia internacional da mulher: belíssima mensagem da APFN!

DIA DA MULHER
08.MARÇO.2012
Mensagem

Ao longo desta semana, e sobretudo neste dia, os meios de comunicação, “opinion-makers”e governantes, num discurso politicamente correcto, procurarão evocar  a Mulher nas suas múltiplas facetas, conquistas e méritos.

Falar-se-á da Mulher e o Poder, ou da Mulher e a Política, ou  Economia; aplaudir-se-ão nomes destacados na Ciência, na Literatura, nas Artes, no Espectáculo, no Desporto, na Comunicação, etc. e voltar-se-á a falar de quotas para que a Mulher possa atingir o topo das empresas e lugares de chefia. Alguém recordará também, as grandes vítimas da violência doméstica e o seu número crescente, em parte relacionado com a crise em que estamos mergulhados. E outros ainda, se lembrarão por certo, de mencionar novas “conquistas” por alcançar, que em boa hora, algum resto de sensatez impediu que fossem recentemente aprovadas pela maioria dos nossos parlamentares…

A APFN gostaria também de celebrar esta data, recordando porém, aquela que tende a ser a mais esquecida nos nossos dias, apesar do seu inequívoco lugar na nossa sociedade:
aquela Mulher que sendo mãe de família numerosa, ou não, continua a ser exemplo na defesa de um projecto de família assente no modelo que a História reconhece como o “primeiro grupo humano organizado como unidade-base da sociedade”.

Num tempo em que a par de desentendimentos, divórcios e separações crescentes, e de um verdadeiro Inverno demográfico, proliferam novas formas de convivência, mais permissivas, mais frágeis, instáveis e flutuantes, será no mínimo, justo e oportuno, que alguém se lembre de saudar e felicitar estas mulheres, na sua maioria anónimas, que acreditam e vivem a natural complementaridade mulher-homem. Heroicamente, contra tudo e contra todos, elas defendem nas suas boas práticas quotidianas, a coesão, a justa partilha de funções, tarefas, direitos e deveres, bem como a estabilidade dos laços familiares, a confiança e fidelidade mútuas, e a ternura.

Lisboa, 8 de Março de 2012


Rua José Calheiros, 15  
1400-229 Lisboa  
Tel: 217 552 603 - 919 259 666 - 917 219 197
Fax: 217 552 604  




quarta-feira, março 07, 2012

Ainda as declarações do Cardeal Monteiro de Castro

No meio da confusão ainda há quem mantenha a lucidez...veja-se este exemplo, um artigo que saiu no Jornal de Notícias:



O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia: a relação da mãe com
a família e o trabalho.
Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de
conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por,
na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:

"O trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao país.
Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã
até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora
é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo
para formar?". 

E, no entanto, vejamos...

Ainda não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso
velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está
claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar
que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra
tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.

Ou seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no
quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela
redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões,
das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da
responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual
alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.

Com a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa
não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva.
Perceber que esta
é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise,
é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao
núcleo da nossa organização social: a família.

Salvar este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite,
significará sempre revalorizar a natalidade. E
a primeira consequência desta
revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam
possam ter mais filhos.

Este ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias
dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos.
Porque só depende
de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho.
Ou nenhum.

Acontece que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais
que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do
nosso modelo social europeu.

No que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em
novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os
filhos de seis meses em infantários.