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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Ainda o grupo GPS e a liberdade de educação



Alexandre Homem Cristo publica hoje no i um artigo brilhante intitulado "O ataque às escolas com contratos de associação" que merece ser lido e divulgado. Neste denuncia como o "caso" GPS está a ser explorado pelos inimigos da liberdade de educação em linhas claras e lúcidas.

Impressionante saber pelo artigo que: "Escusado será dizer que o financiamento a operadores privados na rede pública não é uma invenção portuguesa. Que, em Portugal, essas escolas representam apenas 4% do total. Que, em quase todos os países europeus, essa percentagem é muito superior – 47% na Bélgica, 70% na Holanda, 13% na Dinamarca, 25% em Espanha, 21% em França, 13% na Hungria e 16% no Reino Unido (cf. Eurydice, Key Data on Education 2012). Toda essa contextualização é inútil perante o preconceito estatizante. Contudo, talvez valha a pena esclarecer dois pontos."

Enfim, um autor e especialista em educação a ler e seguir com atenção e, no caso, gratidão!

terça-feira, setembro 11, 2012

O equivoco da "tragédia" do emprego dos professores

Dois pontos prévios:

- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.

- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)

Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.

O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...

O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?

Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!