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quinta-feira, janeiro 15, 2015

José Ribeiro e Castro: os feriados e a coragem política



A luta de José Ribeiro e Castro pela restauração do feriado do 1º de Dezembro (levada ao ponto da fundação de um movimento que propõe a esse propósito uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos) é apenas um aspecto da categoria deste político democrata-cristão na verdadeira acepção da palavra e também uma belíssima demonstração da independência e coragem que um político pode ter. Além de que na sua carreira política sempre demonstrou através da sua actuação como o catolicismo pode e deve ter consequências na vida da cidade.

À luta pelo feriado de José Ribeiro e Castro se refere esta notícia no Público bem como o artigo de opinião deste que ontem saiu no mesmo jornal.Vale a pena ler pelo tema mas também pelo que mostra de experiência da política nas suas vertentes legislativa e de fundo. Como vale também e muito o artigo dele sobre a mesma questão no Observador de hoje e que comprova uma vez mais uma outra riquíssima faceta de José Ribeiro e Castro: o domínio e a imaginação literárias ao serviço das ideias. Muito bom!

segunda-feira, março 05, 2012

Deve ser tão dificil governar...!




A reflexão do título deste post é-me suscitada pelo email abaixo de que desconheço o autor e que reproduzo não só pela instintiva objecção que me suscita a supressão de feriados, como pelo contra-peso que é dado ao respectivo custo pelos dados compilados por quem o escreveu.

O que me coloca na situação complicada de simultâneamente o subscrever (salvo os laivos esquerdistas do mesmo mas que achei devia deixar por respeito da autoria...;-) e ao mesmo tempo não poder deixar de dar um voto de confiança a quem actualmente nos governa e que suspeito está  a fazer o melhor que pode e sabe...

Ora, se eu estou assim, imagino como esteja um governante a quem também se colocam múltiplas opções, todas ou quase todas podendo parecer razoáveis e/ou justificáveis e que no entanto tem de decidir por uma das hipóteses e depois defendê-la e justificá-la...

Deve de facto ser tão dificil governar que cada vez percebo melhor porque é que não há práticamente Oração dos Fieis nas Missas em que não se reze em múltiplas fórmulas por aqueles a quem cabe esta dificil missão de condução dos povos e dos países...!

Valha-nos no meio disto o sentido de humor como o da imagem que me chegou noutro email...;-)

O email acima referido é este:

A propósito do “mito” do “Excessivo número de feriados” em Portugal, reparem no número de feriados dos vários países da União Europeia: 18 (Grâ-Bretanha), 17 (Alemanha, sim, a Alemanha...;-), 16 (Eslováquia), 15 (Áustria e Grécia), 14 (Portugal e Malta), 13 (Suécia, República Checa, Finlândia e França), 12 (Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Irlanda e Hungria), 11 (Polónia e Itália), 10 (Holanda) e 6 (Roménia). 

A média dos feriados é 13. Portugal tem 14, apenas 1 a mais do que a média.
Só que há ainda outro pormenor interessante. É que de todos os países da União Europeia, Portugal tendo a sua independência em 1143, é um dos mais antigos. Por isso, é natural que feriados os feriados históricos como o 1 de Dezembro (dia da Restauração da Independência em 1640) façam todo o sentido.

Diz a propaganda paga a peso de ouro pelo grande capital [esta expressão penso denuncia a origem do email...lol!] que cada dia de feriado custa 37 milhões de Euros à economia portuguesa. Nem eles explicam como são feitos esses cálculos. E, para além disso nem sequer mencionam que cada dia de feriado de quem trabalha é um dia de consumo, dando rendimento a lojas, restaurantes, hotéis, etc.
Por exemplo, o 15 de Agosto, que querem abolir é o feriado mais importante do país em termos de festividades populares e de reunião de famílias, principalmente nos concelhos que têm muitos emigrantes. Esse dia de feriado é um dos dias do ano onde mais se gasta em combustíveis e na restauração.
Depois há factores importantes como o descanso, o estar com a família e os filhos, que não se contabilizam em números.
No entanto, com casos como o BPN, as Parcerias Público-Privadas, subsídios à Banca e comissões à Troika (não acrescentando mais nada), sabendo que só num ano são gastos mais de 18 mil milhões de Euros, significa que cada um dos 365 dias custa 49.315.068,49 Euros aos portugueses.
Se atentarmos somente aos dias úteis de trabalho, tal montante ascende aos 80.000.000 Euros, desviados essencialmente para o sector financeiro. Mas, claro, que esta informação é omitida pelas televisões e telejornais.
Convinha que estas contas fossem feitas pelos jornalistas da RTP, da SIC, do Diário Económico e outros órgãos afins que, através da sua constante propaganda e desinformação tanto têm contribuído para ou roubo do povo português e destruição de Portugal. [aqui decididamente o autor do email exaltou-se...;-)]

E, claro que, nas suas crónicas ou espaços televisivos, jamais vão ouvir outros líderes de opinião falar sobre o assunto de forma séria. Eles são pagos precisamente para reforçar a propaganda e a intoxicação da Opinião Pública que, infelizmente, por não se informar, cai que nem um patinho e até aceita.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Feriados e pontes: lol!

Numa sociedade de que sou administrador pedi a Informação de Serviço que é publicada todos os anos e que é muito útil porque tem o calendários com os meses todos e assinalados todos os feriados e, quando é caso disso, as pontes.
Recebi há pouco de uma das secretárias um email dizendo que a Informação deste ano ainda não tinha saído. Respondi a brincar "está mesmo dificil darem-nos feriados e pontes este ano, lol!".
Resposta: "de facto, este ano o título será "feriados e pontes em que se tem que trabalhar", lol!"
Sintomático do ambiente no país e nas empresas em especial...;-)

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Feriados e pontes: mal, mas que remédio...

No Frases de ontem do Público encontra-se esta de Pedro Marques Lopes retirada do Diário de Notícias de ontem:
"Quero lá saber se os outros povos têm mais ou menos dias santos ou datas comemorativas. Os que temos são nossos, os que decidimos como comunidade celebrar e que têm um significado atente a maioria da população a eles ou não."
É exactamente o que eu penso. E no valor inestimável familiar e de amizade das pontes e de outras ocasiões preciosas de estarmos juntos, descansar e também de, quando aplicável, celebrar a nossa fé. Se nos tiram isso para onde vão aqueles traços de vida mais calma e bem gozada, atenta ao principal, que são caracteristicas dos povos do Sul...? Quero lá saber o que pensa a Troika disso...!
Embora reconheça que no estado em que estamos (ou seja necessitados do dinheiro dos outros) o que mais temos é que sujeitar-nos :-( (nesse sentido é muito clara e explicita a excelente entrevista de Passos Coelho que saiu ontem, se não estou em erro, no Público...

domingo, junho 20, 2010

A proposta dos feriados

Com as reservas e cautelas de quem aprecia uma iniciativa legislativa de duas amigas (as Deputadas Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro) e depois de ler a mesma percebendo que existe um raciocinio lógico e fundamentos para a dita, não consigo porém concordar com elas...
E o núcleo das minhas objecções coincide com estas declarações de Manuel Alegre ao Público (nota para os teóricos da conspiração: esta coincidência de pontos de vista não está de modo nenhum relacionada com as presidenciais nem a a desilusão da decisão de não veto do actual PR! :-)
Ainda sobre esse argumento pertinente de que o valor simbólico da data se perde de alguma forma se pudermos mover o seu dia de celebração: imagine cada um se gosta de fazer anos num dia qualquer da semana, mas que toda a gente o ignorasse, reservando as felicitações para o fim-de-semana seguinte...!?
Ao qual acresce uma outra objecção, que reconheço pode não ser nem a mais inteligente, nem a mais pertinente, mas é a de que a existência das pontes é precisamente uma daquelas coisas que ainda faz de Portugal um país onde é agradável viver, com oportunidades de descanso e encontro familiar como já há em poucos lugares do mundo, possibilitando a ida à "santa terrinha" com uma frequência simpática, etc. E não sei mesmo se a vida mais feliz proporcionada pelas pontes não ajuda a que de um maior equílibrio humano, surjam homens mais capazes e por isso mais produtivos...?