Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã.
O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
Confesso estou curioso com os efeitos que terá um governo Syriza na Grécia dividido entre as palavras normalmente avisadas de Passos Coelho que a esse propósito disse tratar-se de "um conto para crianças, que não existe [a respectiva proposta política de gestão da dívida]" (ver aqui) e o que a realidade mostrará como prova de força entre a força autónoma dos povos e a eurocracia de Bruxelas (que tanto e tão bons fieis servidores tem na classe política portuguesa)...na linha aliás das reservas que neste Blog muitas vezes exprimi quanto ao rumo desta Europa burocrática e sem alma...
Também com curiosidade espero para ver que gestão da agenda fracturante fará Alexis Tsipras e qual a reacção dos seus entusiastas seguidores em Portugal...um pouco do que se sabe do assunto está aqui (uma notícia da sua reacção prudente à temática da adopção gay). A seguir...
Adenda à tarde: lendo o Diário de Notícias dei-me conta que na sua tomada de posse hoje, Alex Tsipras decidiu não jurar sobre a Bíblia como é de tradição na Grécia. Bem entendido é um acto de liberdade e nesse ponto nada a dizer, se não respeitar. Mas sintomático: um homem que não crê exista nada acima dele...por definição, um perigo (para ele próprio, para o seus e para os seus conterrâneos)...;-) A noticia no Público diz assim:
"E a agenda seguiu em ritmo de corrida a partir daí: o líder do Syriza encontrou-se com o chefe da Igreja Ortodoxa da Grécia, o arcebispo Ieronimos, para lhe dar conta da decisão de fazer uma tomada de posse civil, algo que nunca tinha acontecido na Grécia. Tsipras, que vive em união de facto, algo digno de nota num país conservador, tem ainda assim boas relações com Ieronimos, até por causa do apoio social da igreja durante a crise."
Já adivinhando a fúria da esquerda bem pensante e politicamente correcta, a vitória de Viktor Orbán na Hungria é um sinal de esperança para o seu próprio país, para a União Europeia e para o povo da Família e da Vida. Equívocos haverá, temperamentos diferentes existirão, coisas mal-sucedidas acontecerão, e todos os limites humanos se poderão revelar, mas que o que aconteceu foi importante, isso foi, e muita coisa boa se pode e deve esperar, também. E disso fala a notícia publicada hoje no Infovitae:
Hungría:
el partido provida y profamilia de Viktor Orbán revalida la mayoría de dos
tercios en el Parlamento
... Con 133 o 134 escaños, el Fidesz retiene su mayoría cualificada
de dos tercios entre los 199 escaños de la Cámara, con lo que puede
seguir adoptando leyes de rango constitucional sin tener que negociar con la
oposición.
«Todas las dudas se desvanecieron: ganamos», manifestó el primer ministro en
una primera reacción, y agregó que la victoria de hoy fue «contundente». A favor de las raíces cristianas
Viktor Orban participó
en las últimas Jornadas Católicos y Vida Pública de la ACdP (Asociación
Católica de Propagandistas) celebradas el año pasado en Bilbao, donde aseguró
que los países mejoran cuando la legislación tiene en cuenta y hace
explícitas las raíces cristianas de las naciones en las que son elegidos:
«La política tiene que basarse en valores cristianos»
El presidente húngaro ha llevado a cabo una legislación capaz de
hacer frente a la todopoderosa legislación comunitaria en temas de vida y de
familia. Ha hecho posible que el Parlamento y administración de
Hungría puedan ser autónomas y legislar, hacer políticas independientes al
servicio de sus ciudadanos. En este sentido, afirmó que «Europa se ha
olvidado de Dios y se avergüenza de sus raíces cristianas y, con
visión secular agresiva, supranacional y relativista propugna una sociedad sin
Dios. Los tecnócratas de la Unión se han olvidado de la familia, patria
y justicia, que son los auténticos valores».
Noticias relacionadas Hungría ratifica
su compromiso con la defensa de la familia natural y el derecho a la vida desde
la concepción «Una Europa
regida por los valores cristianos se regeneraría», afirma el primer ministro
húngaro, Viktor Orban La Unión Europea
contra Hungría por su campaña pro-Vida
Embora tenha muito sérias dúvidas sobre se é o presidente de que os Estados Unidos e o mundo precisam e fundadas reticências às suas políticas "sociais" (desde o seguro de saúde cuja obrigatoriedade viola a liberdade religiosa, pela primeira vez na história daquele país, ao seu apoio ao aborto e ao casamento gay) não é possível caír no erro frequente da imprensa esquerdista que, no insulto a Georges Bush (filho) ou a Ronald Reagan, admitiam que fosse possível um "pateta" chegar à Casa Branca.
Se Obama é presidente dos Estados Unidos além da primeira e fundamental razão (os americanos assim quiseram por maioria dos seus representantes) é porque para isso tem as qualidades necessárias e o peso político necessário. É uma pena (do meu ponto de vista) mas é assim.
O que não me impede de um sorriso quando penso nas suas promessas irrealistas e ingénuas sobre Guantanamo que infelizmente continua bem aberta entre outras razões porque a Europa tão defensora dos direitos humanos se recusa a aceitar "abrigar" um sequer dos seus prisioneiros...
Uma nota final: o "pormenor" impressionante dos presidentes dos Estados Unidos tomarem posse, jurando sobre uma Bíblia. Se fosse em Portugal era um chinfrin que nem quero imaginar...! Mas sabe Deus como ele (Obama) precisa Dele...! (nomeadamente pelo "simples" facto [que peso, meu Deus!] que decide da morte de pessoas, veja-se ao autorizar o uso e alvos dos Drones, no quadro da guerra ao terrorismo...)
No Público de hoje é-me dada uma grande alegria. Aquilo que eu receava, no actual ambiente euro-maníaco, poder ser uma "utopia" é afinal, como não podia deixar de ser, uma possibilidade: deixar a União e continuar ligado a esta nos aspectos que realmente interessam (nomeadamente o livre comércio). A notícia não podia ser mais clara e é por isso grande motivo de esperança. Ao ponto que a transcrevo abaixo e sublinho a negrito o que me parece mais importante:
Delors sugere que Reino Unido saia da UE
Por PÚBLICO
Cameron quer acalmar os eurocépticos e preparar o terreno para as eleições de 2015. O seu trunfo: escapar a uma maior integração.
David Cameron tem tentado escapar a uma maior integração europeia François Lenoir/AFP
Sim, o Reino Unido poderia sobreviver sem a União Europeia (UE), mas dar esse passo não seria “o melhor para os interesses do reino”, disse nesta sexta-feira o ministro britânico para os Assuntos Europeus, David Lidington, respondendo às pressões para que o Reino Unido comece a ceder às agendas de Bruxelas.
Nesta sexta-feira, o ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors e o actual presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sugeriram que os britânicos devem sair de vez da União e deixar de ser um obstáculo. “Os britânicos só querem saber dos seus interesses económicos, de mais nada. Poderíamos propor-lhes outra forma de parceria”, disse Delors ao diário económico alemão Handelsblatt.
“Se os britânicos não acompanham a tendência de maior integração, podemos continuar amigos, mas de outra forma”, disse Delors, sugerindo “uma forma como a do espaço económico europeu” ou “um acordo de livre comércio”.
Menos directo mas mais alarmista, Rompuy, numa entrevista ao jornal The Guardian, disse que o desejo do primeiro-ministro conservador britânico, David Cameron, de recuperar alguns poderes dos governos dos países que se têm vindo a diluir na União pode levar ao desmembramento da UE.
“Precisamos de um acordo que deixe o povo britânico confortável com a sua presença na UE”, disse Lidington, também ao Guardian. Pressionado pelos eurocépticos do Partido Conservador (a principal força da coligação que dirige o Reino Unido; a outra é o Partido Liberal Democrata), Cameron defendeu em Novembro “um novo acordo” que inclua um mecanismo de não-participação nas questões fundamentais – o reino entrou na Comunidade Económica Europeia (depois UE) em 1973 mas não aderiu à zona euro, mantendo a libra.
Cameron prepara o seu discurso de Ano Novo, em que delineará a futura política europeia dos britânicos – um desses pontos será a recuperação de prerrogativas que pertencem agora a Bruxelas, e que o primeiro-ministro quer conseguir, até como arma eleitoral, pois há eleições em 2015. Cameron vai propor a realização de um referendo no Reino Unido sobre um novo acordo com a UE, sendo esse o seu preço para apoiar as reformas que estão sobre a mesa quanto a uma nova forma de governação nos países da zona euro. Notícia corrigida às 15h42 de 29 de Dezembro Rectificado o cargo de Herman Van Rompuy
Os resultados das eleições de ontem na Catalunha (que provavelmente abriram o caminho a um referendo soberanista), a ameaça da saída do Reino Unido da União Europeia (que poderá resultar de um referendo, uma reivindicação política sempre presente na vida inglesa), as tensões internas da União e a crise financeira que tem posto a nu os enganos e utopias da classe política europeísta que nos governa, e agora até as declarações do nosso Presidente da República, finalmente reconhecendo que a destruição da agricultura e das pescas (consequências da nossa adesão) foi um erro, mostram duas coisas: que na história dos homens e dos povos não há adquiridos e que a realidade tem muita força...
Se daqui resultará uma implosão da União, não sei e ninguém, mesmo que o deseje, poderá garanti-lo. Mas lá que o discurso europeu há muito deixou de pegar, isso é uma evidência.
A capa da Sábado de hoje é um perfeito disparate e voluntaria ou involuntariamente insere-se na campanha em curso de convocação de um motim em Lisboa aquando da visita da Chanceler alemã. Um disparate porquê?
Porque a sugestão implícita (bora atirar tomates à alemoa) contribui para o excitamento em curso nos media portugueses, sempre desejosos de ver, testemunhar e documentar, toda a violência que possa surgir nas ruas a propósito da crise actual...
Porque a indignação contra a Merkel é tonta. A Chanceler é verdade é o rosto dos nossos credores e nessa medida dos apertos que estamos a passar, mas é um direito dos credores imporem as suas condições quando emprestam dinheiro e a verdade é que, por culpa grande dos socialistas e menor de todos os partidos que passaram pelo poder, Portugal quando pediu ajuda estava pura e simplesmente falido e sem a possibilidade de pagar salários, aos fornecedores e fazer face às suas responsabilidades. Tudo o resto é uma fantasia...
Dito isto também não tenho a certeza que o Governo português esteja a fazer tudo quanto se pode para espernear e contestar o aperto imposto. Como também tenho dúvidas que os juros que estão a ser cobrados (vide entrevista de Paulo Teixeira Pinto a que faço referência neste Blog) não sejam decididamente usurários e bem demonstrativos da falácia e fantasia que são os discursos políticos portugueses sobre a União Europeia...Mas esses e outros problemas não se resolvem recebendo mal a senhora, que além do mais é uma senhora e por isso não se lhe pode bater nem com uma flor...;-)
Este vídeo (acima) foi praticamente o filme final da campanha e traça bem as diferenças entre Mitt Romney e Obama.
E vale a pena ver na íntegra as suas (de Romney) declarações de reconhecimento da derrota, agradecimentos de campanha e pedido de oração pelo presidente Obama. Está aqui em baixo e dura 5 minutos.
Realmente a diferença que há entre a política na América e na Europa...! Lá uma campanha política daquela dimensão termina com o candidato derrotado a rezar pelo candidato vencedor...!
By John Cleese (British writer, actor and tall person):
The English are feeling the pinch in relation to recent events in Syria
and have therefore raised their security level from "Miffed" to
"Peeved." Soon, though, security levels may be raised yet again to
"Irritated" or even "A Bit Cross." The English have not
been "A Bit Cross" since the blitz in 1940 when tea supplies nearly
ran
out. Terrorists have been re-categorized from "Tiresome" to "A
Bloody
Nuisance." The last time the British issued a "Bloody Nuisance"
warning
level was in 1588, when threatened by the Spanish Armada.
The Scots have raised their threat level from "Pissed Off" to
"Let's get
the Bastards." They don't have any other levels. This is the reason they
have been used on the front line of the British army for the last 300 years.
The French government announced yesterday that it has raised its terror
alert level from "Run" to "Hide." The only two higher
levels in France
are "Collaborate" and "Surrender." The rise was
precipitated by a recent
fire that destroyed France 's white flag factory, effectively paralyzing
the country's military capability.
Italy has increased the alert level from "Shout Loudly and Excitedly"
to "Elaborate Military Posturing." Two more levels remain:
"Ineffective
Combat Operations" and "Change Sides."
The Germans have increased their alert state from "Disdainful
Arrogance"
to "Dress in Uniform and Sing Marching Songs." They also have two
higher
levels: "Invade a Neighbour" and "Lose."
Belgians, on the other hand, are all on holiday as usual; the only threat
they are worried about is NATO pulling out of Brussels .
The Spanish are all excited to see their new submarines ready to deploy.
These beautifully designed subs have glass bottoms so the new Spanish
navy can get a really good look at the old Spanish navy.
Australia , meanwhile, has raised its security level from "No
worries" to
"She'll be alright, Mate." Two more escalation levels remain:
"Crikey! I
think we'll need to cancel the barbie this weekend!" and "The barbie
is
cancelled." So far no situation has ever
warranted use of the last final escalation level.
~ John Cleese - British writer, actor and tall person
A final thought -" Greece is collapsing, the Iranians are getting
aggressive, and Rome is in disarray. Welcome back to 430 BC."
O meu amigo e colega de escritório Miguel Alvim escreveu, em 2001, este artigo (para um site interno do escritório onde então trabalhava) que se revelou, infelizmente, completamente premonitório...mais uma vez (e quantas vezes disso não se lembrará Manuel Monteiro) se comprova que de pouco adianta ter razão antes de tempo...! Mas pelo menos agora é devida a homenagem a quem já adivinhava o mau caminho que Portugal levava na União Europeia...fica assim com os meus cumprimentos a fotografia do autor e o dito artigo ;-)
Brevíssimas notas, a 15 dias da entrada em circulação do Euro
por Miguel Saldanha Alvim
Desde logo, uma nota de relatividade histórica ao dizermos adeus ao escudo Português: será para sempre? Quantas voltas deu (dá) o mundo (pense-se, por exemplo, no 11 do 9 ou a reviravolta eleitoral das autárquicas)?
Uma nota estética e de afectividade: os Escudos são redondos e são mais bonitos do que os Euro; nós gostamos mais dos Escudos do que dos Euros.
Uma nota de transitoriedade: o Banco Central Europeu se fosse homem era o antónio Guterres: redondo por fora e liso por dentro;
Uma nota de relatividade e de logicidade, ainda: (um supor): um homem de Gaia - a - Pequena ou de Felgueiras, ou de Ourem, porque não (?), com Euros no bolso passa a fronteira da Alemanha, mas não fica alemão por tal facto; a Alemanha tem 80 milhões de habitantes. O Portugal europeu já só tem 10 (onde estás tu Portugal dos vinte e cinco, das muitas raças e um só Povo). Nós fabricamos galos de Barcelos e roupa interior, na Alemanha fabricam Mercedes-benz; quero eu dizer: o Euro será um mero estalão comum da eurolândia, mas estou em crer que o “Euro alemão” há-de valer mais do que o “Euro de Freixo de Espada à Cinta”.
Uma nota de volatilidade: o défice público em Euro será pior de suportar do em Escudos.
Uma nota de estabilidade: ao Escudo, ao menos, conheciamo-lo.
Uma nota de sonoridade: o barulhão do Euro, quando cair. O Escudo cai de pé e silenciosamente, como as pessoas de bem.
Uma nota de convertibilidade: e agora, qual vai ser a graça de ir a Badajoz?
Uma de solvabilidade: a crise paga-se em Euro?
E outra de identidade: os preços das tascas: como é um prato de iscas com elas em Euro?
O que vale é que o País é velho e recomenda-se; já por cá andaram outros com esta conversa, há tempo, até com sestércios, mas partiram. Já depois vieram outros com a mesma cantiga, mas mais ordinários: instalaram-se na terra por perto de 60 anos, mas foram corridos. Com os nossos Escudos.
Nota: se até 31.12.2001 não souberem o que hão - de fazer aos vossos Escudos, dêem-mos.
Obrigado.
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental europeu
Irlanda vai referendar novo pacto orçamental
europeu
Dublin, 28 fev (Lusa) - A Irlanda vai organizar um referendo
sobre o novo pacto orçamental europeu, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda
Kenny no Parlamento, sem indicar a data da consulta.
Após consulta, o procurador-geral, encarregado de aconselhar o
governo sobre as questões constitucionais, "decidiu organizar um referendo sobre
esta questão, no qual será pedido ao povo irlandês para autorizar a ratificação
deste tratado", declarou Kenny.
O procurador-geral considerou que "sendo este tratado um
instrumento específico fora da arquitetura do tratado da União Europeia", um
referendo "é necessário para o ratificar".
No final de janeiro, 25 dos 27 Estados-membros da União
Europeia - Reino Unido e República Checa ficaram de fora - aprovaram um "pacto
orçamental", um tratado intergovernamental de reforço da disciplina das finanças
públicas.
O acordo obriga cada um dos países a inscrever nas legislações
um limite de 0,5 por cento de défice estrutural (a chamada "regra de ouro").
O pacto aplica-se aos 17 países da zona euro e aos restantes da
UE que desejem aderir.
Nos últimos dias abriu a caça a Cameron pela atitude corajosa deste em defesa do Reino Unido na última cimeira europeia. Já era tempo de alguém na União Europeia ter a coragem de não embarcar na onda e experimentar romper o consenso. João Carlos Espada hoje no Público explica bem as razões da Inglaterra e a razoabilidade da posição adoptada. E vai mais longe recordando que as "bizarrias" inglesas tem a ver com o precioso valor da liberdade e do principio do "No taxation without representation". Vale a pena ler o artigo que está aqui.
Provavelmente o tempo se encarregará de dar razão aos ingleses como tem acontecido com todas as posições dos euro-cépticos ao longo destes anos...
Hoje no Público aparece a noticia de que Manuel Maria Carrilho propõe um referendo único na Europa (as declarações estão na TVI24 aqui). Não posso estar mais de acordo.
Na verdade o que pode vir a ocorrer em termos de união política, orçamental e fiscal, é de tal modo grave que um referendo assim (europeu no sentido de um só escrutinio e eleitorado) é uma exigência democrática "de vida ou de morte".
Vale a pena ler o que a propósito (do novo tratado que Merkozy se prepara para propor, da importância das decisões que daí resultam, dos passos em frente, para o abismo, acrescento eu, que se dão por vezes na União Europeia] escreve hoje Pacheco Pereira na Sábado.
Imperdível por isso o sub-blog Sim ao Referendo Europeu que Pacheco Pereira abriu no seu Abrupto.
É impressionante ler o Público de hoje desde o título da 1ª página "Maratona negocial de última hora para tentar salvar o euro" até 5 páginas de texto no interior sem contar com a opinião.
Não excluindo algum histerismo podemos estar de facto perante o fim da moeda única que só seria possivel manter se fosse verdadeira a quimera (nós os europeus somos todos iguais, cada país conta da mesma maneira e estaremos cá para as dificuldades de cada um, seja o que for que aconteça) que os dirigentes europeus nos tem tentado vender ao longo destes anos...no que (e já parece que só bato no ceguinho...;-) se tem distinguido o bom do nosso presidente da republica que depois de ter sido o "bom aluno" que a mais não ambiciona (e assim destruiu a nossa frota de pescas e arrasou os nossos campos e o mundo rural) agora se admira muito por afinal os seus mestres de escola serem "maus"...
Parece-me muito útil, também no Público, se leia o artigo da Isabel Arriaga e Cunha ("Só um milagre pode salvar o euro") para ter conhecimento de causa sobre os riscos e os desafios do momento presente mas também todo os resto das noticias entre as quais a de que "o chefe da diplomacia alemã defendeu que os paises que precisem da ajuda do fundo de socorro devem estar "preparados para renunciar a partes da sua soberania"...só por muita caridade não faço nenhuma alusão aos anos 30 do século passado...
Concluindo: tenho tentado fazer o que posso para ser entusiasta da União Europeia (veja-se aqui a prova) mas realmente não consigo sair desta posição de euro-céptico em que me encontro há tantos anos quantos os da nossa entrada na CEE...feitios (como diria o Solnado)...!
E Manuel Monteiro confirma-o e resume-o como ninguém (e com uma autoridade total) hoje no Público, neste artigo (realmente que pena quem sai de um partido do sistema, parece nunca mais encontrar espaço e poiso, nem os novos partidos conseguirem vingar...!):
Ricos sem património e com o dinheiro dos outros
Público 2011-07-13 Manuel Monteiro
Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil
________________________________________
Numa conferência de imprensa, a 18 de Setembro de 1992, a propósito do Tratado de Maastricht e na qualidade de presidente do então CDS, afirmei: "Na verdade, a União Económica e Monetária queima etapas da construção europeia. Ainda não entrou em vigor o Mercado Único, ainda estamos a assistir a crises espectaculares no Sistema Monetário Europeu e já os tecnocratas exigem mais. E exigem mais no curto espaço de cinco a seis anos. Seria preferível deixar funcionar o Mercado Único e consolidar o delicado Sistema Monetário Europeu. A União proposta em Maastricht é precipitada e podemos pagar caro por isso."
Mais tarde, a 9 de Maio de 1995, tive também oportunidade de publicamente referir: "A obsessão de chegar à moeda única sacrificou a economia real a uma economia que só existe no papel. O dogmatismo com que abrimos todas as fronteiras à competição com economias bem mais fortes e novas economias bem mais baratas, ignorou criminosamente os prejuízos que daí resultam para as nossas fábricas, a nossa lavoura e a nossa pesca. (...) Em nome da moeda única, em nome da abertura indiscriminada de fronteiras e em nome do escudo caro, sacrificámos o crescimento, a produção e o emprego. Valeu a pena? Não valeu. (...). Basta referir que, na vigência deste triângulo fatal - Maastricht, GATT e SME - crescemos menos que a Europa, ficámos mais longe dela, perdemos produtividade na indústria, na agricultura e nas pescas e, como todos sabem, assistimos ao disparar em flecha do desemprego. A ferida social tem hoje actores conhecidos. É o desempregado, mas é também a classe média que teme perder o emprego; é o excluído, o pobre e o novo pobre, quantos deles vítimas da dissolução do Estado político e da desarticulação das formas tradicionais de solidariedade. A ferida social representa uma Nação doente, perante um Estado impotente para a proteger e defender. Nunca o poder político esteve tão longe da realidade. Cá, como por essa Europa fora, a ferida social provocará a falência do tal pensamento único e o fracasso dos seus representantes na classe política."
Hoje gostaria de perguntar ao então primeiro-ministro Cavaco Silva, aos que com ele governaram, e à esmagadora maioria da classe dirigente portuguesa, se têm orgulho do caminho que seguiram. Na verdade, todos falharam! Falharam os governantes, mas também falharam os iluminados do discurso fácil que preenchiam seminários e conferências anunciando a miragem de um mundo novo, do lucro fácil, da economia artificial, do sucesso sem trabalho, sem esforço, sem produção.
O que temos em mãos não é obra do acaso, é simplesmente o resultado da teimosia, da mediocridade, do arrivismo de quem busca em qualquer ocasião a possibilidade de saltar de ideia em ideia para alcançar o benefício pessoal. Sócrates conduziu-nos à falência e não tem desculpa, mas Sócrates foi apenas o filho político de vários pais menores que nos ensinaram ao longo de mais de vinte anos a ser ricos sem património e com o dinheiro dos outros.
Agora só temos duas alternativas. Ou seguimos cega e exclusivamente o que da Europa nos dizem para seguir, ou pensamos com seriedade nos avisados conselhos do prof. João Ferreira do Amaral. Com seriedade e com humildade, recordando afinal que se já o tivéssemos ouvido há mais tempo talvez não estivéssemos como estamos. Ex-dirigente do CDS-PP e da Nova Democracia
Do meu amigo Nuno Guedes recebi este email que transcreve um texto de Vladimir Bukovsky. Por mais que me esforce continuo um euro-céptico e este texto confima-me nessa posição. Apesar de saber da origem da União Europeia como uma gesta de católicos (os seus fundadores eram de Missa diária)e ver o entusiasmo com que o Mário Mauro e outros vivem a política e a união europeia no Parlamento Europeu...
Diz o email: Salvas as devidas distâncias, este texto não deixa de ser oportuno por ser polémico. Na realidade, há coincidências que estão longe de serem felizes, sobretudo para aqueles como Portugal e os países do Sul da Europa que dificilmente sobreviverão numa união com indicadores tão díspares como a economia, finanças, cultura e modos de vida. Sem dúvida alguma que nesta UE prevalecerá a lei do mais forte e os restantes terão que submeter às regras que lhes forem impostas. Como sair disto é a questão que se coloca.
EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO !
Assunto: " Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa
"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
Contava-me hoje a minha amiga Margarida Neto que o Afonso Costa terá dito em 1913 que "a direita não se convence, deixa-se vencer"...é tão verdade, tantas vezes na propriamente dita ou no centro-direita em Portugal...
Recordou-me a frase não sei de quem: "em Portugal temos a esquerda mais estupida da Europa, mas em Portugal, mais estupido do que a esquerda, só a direita..." ;-)
Enfim, desabafos...!
Já agora (e confundindo conceitos, mas o que interessa é a analogia)dizia o Lenine: "a burguesia fabrica as cordas com que se deixará enforcar"...
Fico pessimista com isso? Nem por sombras! Só dá mais ganas e gosto em combater! É como dizem os fuzileiros: "se a missão fosse fácil, estavam cá outros" lol!
Finalmente um pouco de bom senso e, espera-se, respeito pelo principio da subsidiariedade, sem o que não há pachorra para aturar a União Europeia...diz a Ecclesia:
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos aceitou o recurso apresentado pelo Governo italiano, depois de ter decidido, em Novembro de 2009, que os crucifixos não deviam estar nas salas de aula das escolas.
A sentença do tribunal dava razão a uma mãe de família que alegava que os crucifixos atentavam contra o seu direito de dar uma educação secular aos filhos.
Perante a decisão, o Governo da Itália defendeu a presença dos crucifixos nas salas de aula dos colégios públicos, como um símbolo que representa as raízes cristãs do país.
A respeito disto, o Reitor da Universidade LUMSA, de Roma, Giuseppe Dalla Torre, comentou em entrevista com a agência SIR que recebeu “com alegria este primeiro resultado”, e espera que o tribunal compreenda os argumentos do Governo e decida a favor da Itália.
“A decisão tomada pelo tribunal em Novembro do ano passado causou um grande impacto não só na Itália, mas também em outros países da Europa”, continuou Dalla Torre, em declarações à Radio Vaticano.
Segundo o reitor universitário, “isto é algo positivo já que os países da Europa, especialmente os da União Europeia, apoiam o facto de que os aspectos religiosos devem ser resolvidos democrática e constitucionalmente pela jurisdição de cada país. Estes casos correspondem à identidade nacional de cada país”, finalizou.
Internacional | Renascença (RR) | 2010-03-07 | 14:25:00 | 1655 Caracteres | Europa
A noticia do Público de ontem é muito prometedora para quem ainda não deixou de sonhar com o abalo que percorreria a União Europeia com o chumbo do Tratado de Lisboa...
De acordo com a notícia: "Os principais líderes europeus ficaram irritados com uma tentativa do chefe conservador britânico, David Cameron, para atrasar a ratificação do Tratado de Lisboa, noticiou ontem o jornal Guardian.
Nicolas Sarkozy, Angela Merkel e José Luis Rodríguez Zapatero criticaram duramente, durante a cimeira que anteontem terminou em Bruxelas, a iniciativa de Cameron de escrever ao Presidente checo, Vaclav Klaus, num gesto interpretado como tendo por objectivo atrasar a ratificação.
Na carta, Cameron, candidato à chefia do Governo britânico, explica a intenção de referendar o tratado, no caso de chegar ao poder antes de o texto entrar em vigor. Klaus vinha manifestando reservas ao documento, mas a ratificação só já está dependente da decisão do Tribunal Constitucional checo."
Porquê? Porque a forma como este Tratado foi imposto proibindo, abafando, ignorando, referendos nos países a este sujeitos, é não só bem demonstrativo da perigosa deriva totalitária da burocraci de Bruxelas mancomunada com a classe dirigente dos países membros da União, como também o próprio Tratado (além de ilegivel e incompreensível) parece feito de propósito para acabar com o espirito que fundou e presidiu à Europa, essa sim uma ideia boa e original, cujos frutos se vão produzindo independentemente dos esforços para acabar com ela.
Para perceber melhor o que quero dizer (e muito melhor escrito, claro! ;-) ver este artigo do Jaime Nogueira Pinto no "i".
A raivinha hoje no Expresso de Mário David, vice-presidente do PPE, contra a Irlanda, é bem o retrato da sobranceria, desprezo pelo povo e autocondescendência daquela malta de Bruxelas que quer construir uma Europa (que só existe nas suas cabeças) sobre o cadáver da democracia e da opinião pública... Que chatice quando o povo não faz o que lhe mandamos...! ;-)
Que magnifica lição para todos os nossos políticos com medo de nos perguntarem pela nossa opinião e que querem construir a Europa nas nossas costas! Que magnifica derrota para todos os da agenda dos temas fracturantes e que escondidos nas estruturas europeias conspiram contra os países em que ainda há alguma sanidade mental (do coração e da razão)! Que magnífico dia! Mas já se está a ver: todos aqueles que acham que a Europa é uma coisa importante de mais para ser construída com a participação e a opinião dos europeus vão arranjar forma de contrariar o Não e qualquer dia teremos novo referendo até o Sim ganhar. É certinho...!
Mas já estou com ganas de arrancar para uma nova petição popular: pedir o referendo europeu...!?
Até lá algumas mensagens de amigos: "Nunca nos falham. Fantástico", "Aleluia Amen", "É o começo das vitórias do Não", "Lindo. Seremos sempre Não!" ;-)
Infelizmente não posso mais do que oferecer esta minha homenagem: um resumo do que encontrei sobre Saint Patrick Padroeiro da Irlanda:
The Story of Saint Patrick
Fifteen hundred and ten years have come and gone since the death of St. Patrick in 493, and argument is still going on as to where he was born. Were he in our midst today and questioned about the matter, he would probably reply as he replied to the same question soon after his second coming. To someone who was inquisitive as to his birthplace and nationality he said very gently that time would be better spent in learning the teaching of God than in putting questions concerning the race and country of himself and his followers. Some spend a great deal of time, too, contending that there were two Apostles named Patrick, and in all sorts of wise and unwise conjectures. Most of us are content to thank God for His great goodness and mercy and love in sending to our land an Apostle who planted the True Faith so firmly in the hearts of our fathers that centuries of persecution failed to uproot it, that it is still alive and glowing after the lapse of fifteen hundred years and that it has spread out from Ireland across the entire universe. Early in the fifth century a pagan king of Ireland, Niall by name, returning from one of the customary raids of the period, brought among his captives a youth of gentle birth named Succoth, believed to the son of roman parents living in Britain or in France. The boy was sixteen years of age, hardy and strong, and someone changed his name to Patricius after his purchase as a slave by an Ulster chief named Milcho. Sliabh Mis (Slemish) He was set to herd sheep and survive on bleak Sliabh Mis (Slemish), a mountain in Antrim, and it was during this hard and lonely exile that his maturing of thoughts turned to God and His Holy Mother for courage and consolation. It was on the wind swept slopes of Slemish that he became a man of prayer. He learned the Irish language , grew to love the young people whom he came in contact, winning from them in return a love that perhaps helped him to escape from captivity at the end of six sad years. The great St. Martin of Tours was his mother's brother, it is said, and to him the young man of twenty two made his way and pleaded for his instruction that would fit him to serve God and rescue souls from the slavery of paganism. Four years later Saint Martin entrusted the student Patricius to Saint Germanus of Auxerre under whom he was sent to Pope Celestine. When his consecration as bishop took place the Pope yielded to his earnest appeal to be allowed to go back to Ireland, the place of his captivity, to bring the people he had grown to love to a knowledge of the True Faith. To Ireland he came, then, in 432, and his coming led to a new life, not for the Gael alone, but for the people of many nations to whom unselfish missionaries with hearts aflame have been going out in multitudes for over fifteen hundred years bearing the teaching and the light and the love of Christ Crucified to all the darkened places of the world, under the inspiration of the memory of St. Patrick who brought the saving grace of God to their own land long ago. When Patrick the consecrated missionary, accompanied by a few disciples landed at a small Meath harbour in 432, he was summoned to the presence of the High King of Ireland, Laoire, who was then at Teamhair (Tara) for the celebration of the pagan summer festival. Fearing obstruction and perhaps attack on the way from the hill of Slane, near which he had landed, to Tara, tradition tells us that the saint composed and recited aloud the beautiful prayer Lureach Phadraig, The Breastplate of Saint Patrick.
Saint Patrick's Breastplate
Christ be with me Christ be before me Christ be behind me Christ be within me Christ be beneath me Christ be above me Christ be at my right Christ be at my left Christ be in the fort Christ be in the chariot seat Christ be in the ship Christ be in the heart of everyone who thinks of me Christ be in the mouth of everyone who speaks of me Christ be in every eye that sees me Christ be in every ear that hears me
The King of Ireland was kind and generous, even though he did not himself embrace the True Faith. Having questioned Patrick and listened with attention and respect to his explanation of the mission on which he had been sent by the Vicar of Christ, Laoire gave him permission to travel and teach and preach throughout the land. The conversion of Ireland is the only bloodless spiritual revolution in history, as well as the most successful. Patrick traversed most of the country, blessing and extending the missionary work that had been done by others before his arrival, adapting pagan festivals and customs and linking them with feasts of the Saints in a way that won for the wise, far seeing, understanding Apostle the lasting love of the people. That love and wisdom and zeal and understanding have been borne by the missionary successors of Saint Patrick all over the world and account for the mysterious appeal the Feast of Ireland's Patron Saint has for many races in many lands down to this very day in which we live. His humility, his holiness, his courage , his gentle heroism, his wisdom and his love of men have won for him the gratitude and homage and remembrance of the whole Christian world.