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sexta-feira, março 29, 2013

Páscoa: o Papa Francisco e a Homília do Bispo do Porto





Neste tempo de oração próxima e espera ansiosa da Ressurreição impressionou-me ler este trecho da Homília ontem do Senhor D. Manuel Clemente na Sé do Porto:

Como disse o Papa Francisco, dirijamo-nos aos pobres, numa Igreja pobre e para os pobres. Sucessor de Pedro, repetiu a seu modo o que o apóstolo respondeu ao mendigo de Jerusalém: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» (Act 3, 6).

Não me parece haja melhor definição do actual Papa que esta: um homem que é simples porque tudo o que tem para propor é o que vive: Cristo.



domingo, abril 08, 2012

Do Blog Povo: Cristo ressuscitou!

Na sua mensagem de hoje o meu amigo Pedro Aguiar Pinto, editor do Blog Povo, diz isto com que me identifico totalmente, na alegria de uma Páscoa celebrada a bem uns milhares de quilómetros daquele Norte onde hoje de manhã teria integrado a Visita Pascal:

"Depois do silêncio de sexta-feira e sábado santos, o repicar dos sinos logo de manhã, acordam um Portugal que ainda é essencialmente cristão. Tenho essa consciência na missa da manhã quando o povo maioritariamente idoso e habitualmente tristonho que enche a igreja da paróquia onde vou à missa quando venho ao Porto, canta com uma alegria que vem de dentro enquanto as campainhas que acompanharam os “compassos” entram ruidosas ao entoar do Glória pelo corredor central.
É mesmo neste momento que se sente vibrar a totalidade de significado que Cristo veio trazer à nossa existência. Perante o túmulo vazio de hoje e as manifestações do esplendor da presença de Cristo glorioso de que os próximos dias deste tempo pascal fazem memória o nosso coração enche-se de contentamento por ter o melhor dos chefes."

Uma Santa Páscoa a todos!


Ressurreição de Cristo e as mulheres no túmulo

(1441)

Museo di San Marco

Florença

sábado, abril 10, 2010

Da importância de acreditar na Ressurreição

Se conclui por este artigo genial (como habitualmente) do João César das Neves:

Inconsciência
DESTAK | 07 | 04 | 2010 22.03H

João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

«Duzentos e cinquenta mil católicos não acreditam na vida eterna». No passado domingo, Domingo de Páscoa, o Diário de Notícias fez disto primeira página.

Segundo um estudo, 25% dos inquiridos não acreditam na ressurreição após a morte, 10% dos quais dizem ir à missa habitualmente. Cometendo um abuso estatístico comum, esses valores foram multiplicados pela população nacional para dar o título bombástico.

A confusão numérica é fácil de destrinçar. Não são 10% dos praticantes que não acreditam, mas 10% dos que não acreditam dizem ir à missa. Por outro lado, não se quis reparar que a esmagadora maioria dos portugueses (75%) acredita na ressurreição, a maior parte deles sem sequer praticar religião.

O mais curioso é não se terem notado as enormes consequências políticas e sociais da questão. Porque acreditar na ressurreição não é aspecto menor, mas decisivo na vida comunitária. Como disse há 1900 anos o primeiro filósofo cristão, S. Justino Mártir: «Se a morte terminasse na inconsciência, seria uma boa sorte para todos os malvados» (I Apologia, 18).

Acreditar que na morte acaba tudo, que não existe justiça certa e que o que se faz fica esquecido, tem enormes consequências na vida pessoal e social concreta. Pode-se ser bom assim, mas essa costuma ser a crença cómoda dos que seguem os seus caprichos.

Os terríveis abusos do nosso tempo, corrupção, falta de honra e crise de valores, que todos os quadrantes denunciam, têm certamente a ver com isto. Por cá as coisas só não são piores porque felizmente três quartos dos portugueses acreditam na ressurreição.