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sexta-feira, setembro 27, 2013

Blue Jasmine, Bernard Madoff e um grande filme de Woody Allen

 
 
 
Fui ver ontem este filme extraordinário de Woody Allen (dizia a minha mulher que o melhor dele de sempre...?) com uma interpretação fora de série da Cate Blanchett que, se dependesse de mim, recebia já antecipadamente o competente Óscar.
 
A história que é contada faz referência ao caso real de Bernard Madoff, a quem já fiz referência neste blog, responsável pelo maior Ponzi scheme da história dos Estados Unidos, uma dramática consequência da pirataria financeira, da ganância dos ricos da América, da sempre repetida e incompreensível falha da regulação dos mercados financeiros e da respectiva fiscalização e também do deslumbramento do mundo dos multimilionários (alguns dos quais ficaram sem nada em consequência desta fraude!). Um caso impressionante sobre o qual tenho lido muito o que também ajuda a compreender o meu entusiasmo pelo filme.
 
A personagem de Cate Blanchett retoma assim a figura real de Ruth Madoff e o que mais toca é o que acontece, significa, provoca, descer dos mais altos patamares da high-society americana, para uma situação de perseguida pelos media, pela opinião pública, pelos prejudicados pela fraude e o contraste entre o mundo dos ricos e o meio de onde se provinha na origem. Para não falar da destruição familiar que um caso como estes traz consigo. Mas ao mesmo tempo é isso que torna o personagem fascinante. Recomendo vivamente!

domingo, janeiro 22, 2012

Um cidadão com trajectória política e com muitas ocupações

Acabei de receber um email sobre um cidadão português com trajectória na política e inumeras ocupações profissionais. Não o transcrevo porque não sei se é mesmo verdade (uma lista interminável de lugares de administrador e outras funções importantes), não me parece bem e no fundo, no fundo, tenho uma certa inveja (aquela "boa" que se limita a desejar ter também igual ao que outro tem, e não, a "má" em que se quer que o que tem a perca ou fique sem ela, para mim...;-)...

Embora não resista ao comentário que, de facto, nestes lugarões (independentemente de justificados ou não, excessivamente pagos ou não), estão sempre os mesmos, num processo de acumulação capitalista (os ricos ficam mais ricos, e os pobres não saem da cepa torta, esta última parte sendo uma adaptação minha...), que quase daria razão a Marx...

Mas no mesmo email vinham estas citações que não resisto a transcrever:


 A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza,  produz ricos.

 (Mia Couto)

 

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O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras.

O político fez um gesto e desapareceu o mágico.

 WOODY ALLEN