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terça-feira, maio 21, 2013

Carlos Abreu Amorim: já não se lhes pode chamar mouros...?




O escândalo montado pela industria do politicamente correcto à volta de um tweet de Carlos Abreu Amorim lembrou-me este livro delicioso (curiosamente a mim oferecido, há cerca de 20 anos, na versão original em inglês, por uma amiga minha que entretanto seguiu a vida religiosa) que recomendo vivamente e pode ser comprado aqui.

Na verdade, desde que me lembro, e eu nasci em Lisboa, que entre os adeptos do Futebol Clube do Porto, tratamos como "os mouros" os adeptos dos clubes de Lisboa, os habitantes do Sul de Portugal em geral, e no fundo todos os que se nos opõem, a nós, os Dragões...

A expressão Magrebinos, usada por Carlos Abreu Amorim (que ao que eu saiba não é propriamente uma pessoa identificada com as posições que eu defendo em matérias ditas "fracturantes" nem particular amigo de uma colocação católica na política...?) não tem senão este sentido: chamar mouros aos adeptos do SLB e neste tweet gozar do momento extraordinário que no passado Domingo, nós portistas, vivemos...tudo o resto é a ditadura do politicamente correcto (cujo ridiculo é bem demonstrado no livro acima) inaceitável para quem queira viver num país livre e em liberdade!






terça-feira, maio 07, 2013

Benfica e Futebol Clube do Porto: Nervos de Aço e Alma de Fogo!



O empate ontem do Benfica com o Futebol Clube do Porto mostra uma vez mais a grandeza e fragilidade deste desporto em que de repente, por um tropeção inesperado, tudo fica em cheque outra vez. E com que prazer vi isso acontecer!

Seria estulto negar que o Benfica, este ano, está mais forte, mais capaz e mais merecedor de ganhar o campeonato, do que nós. É verdade tem sido levado ao colo pela imprensa e pelo poder lisboetas e muito ajudado por toda a gente. Mas lá que estão mais fortes do que nós, isso estão...

Mas felizmente no futebol o merecimento não chega e sobretudo não consola. E por isso a possibilidade real e próxima do Porto vir a ser campeão, não só me enche de alegria como me dá um secreto prazer de desfeitar um gosto antecipado do clube da segunda circular, que se perder este campeonato, apanhará um dos maiores melões da sua história...

Mas para já ainda é cedo. É necessário que o Porto não só ganhe no Dragão (o que não é nada certo) como que também obtenha o mesmo resultado com o Paços Ferreira. Ou seja, como diz o cartaz em cima, é necessário "Nervos de Aço e Alma de Fogo"...não fora a dúvida que me assalta no uso da espressão: assim seja...! ;-)


sexta-feira, maio 11, 2012

FCP e Benfica: declarações de Pinto da Costa



Estas declarações de Pinto da Costa (geniais como sempre) respondem definitivamente à tentativa do Benfica de vingar o campeonato fora do lugar onde este se decide: no campo de jogo!

domingo, abril 22, 2012

Nos 30 anos de Pinto da Costa á frente do FCP: parabéns presidente!



Um sucesso notável, um homem à altura da função, um marco inigualável na história do meu clube, um presidente que deixará por certo muitas saudades.
E cuja personalidade, história e significado estão aqui no Diário de Notícias magnificamente caracterizadas por Pedro Marques Lopes:

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No país que odeia vencedores

Jorge Nuno Pinto da Costa completou na última terça-feira trinta anos como presidente da mais bem sucedida instituição portuguesa da nossa história recente: o Futebol Clube do Porto.

Em nenhum sector de actividade uma organização conseguiu sequer aproximar-se do desempenho nacional e internacional do clube nortenho. Até o mais distraído dos cidadãos não ignora as sistemáticas vitórias do Futebol Clube do Porto no plano interno em todos os desportos profissionais ou semiprofissionais e os êxitos retumbantes a nível internacional. Desde 1964, o único clube de futebol português a ganhar provas europeias e mundiais foi o FC Porto. Ganhou sete, batendo-se de igual para igual com clubes representativos de cidades e países com muitíssimas mais capacidades financeiras e com uma capacidade de recrutamento de jogadores e treinadores quase ilimitada - não vale a pena perder tempo referindo os campeonatos e taças dentro de fronteiras, o espaço nesta página é demasiado pequeno.
A pergunta impõe-se: que empresa portuguesa, que instituição, foi a melhor da Europa, no seu ramo de actividade, por duas vezes ou, pelo menos, chegou perto disso nos últimos trinta anos? Pois...
Os sócios e adeptos do FC Porto, o desporto português e a comunidade portuguesa devem todos esses feitos a uma pessoa: Pinto da Costa. Claro que nenhum homem sozinho seria capaz de tão espantosa obra, mas foi, de facto, ele o grande motor, o grande líder duma das mais extraordinárias histórias de sucesso duma organização portuguesa.
Pinto da Costa é, sem sombra de dúvida, o mais brilhante gestor português e, no seu sector, um dos melhores do mundo, senão o melhor (é o presidente dum clube, no mundo inteiro, com mais títulos ganhos). Em qualquer país que não estivesse minado pela inveja, que não vivesse obcecado pela intriga e não odiasse vencedores, o presidente do FC do Porto seria um autêntico herói nacional. O exemplo de alguém que com parcos recursos, liderando uma organização originária duma região pobre da Europa, conseguiu, à custa de trabalho, capacidade de organização e uma dedicação sem limites transformar um clube como muitos outros num dos maiores do mundo seria estudado, promovido, glorificado. Não é em vão que por esse mundo fora o FC Porto e o seu presidente são homenageados e vistos como autênticos fenómenos. Mas, em Portugal, quanto maior for o sucesso, maior será o ódio, maior será o desprezo, e, claro está, Pinto da Costa é o alvo de toda a desconsideração, de toda a infâmia, de toda a calúnia.
Desenganem-se os que acreditam que a razão para tanta falta de respeito pela obra realizada se deve exclusivamente à paixão que rodeia as coisas do futebol, ao facto de um clube com menos adeptos que os seus rivais lhes ganhar sistematicamente, às tomadas de posição muitas vezes duras do presidente ou ao discurso exageradamente regionalista. Terão essas razões algum peso, mas estão longe de ser as fundamentais. Pinto da Costa é invejado e odiado porque ganha. E ganha porque sabe mais do seu ofício, porque trabalha mais, porque sabe organizar melhor a sua empresa. Mas isso no nosso país pouco conta. Toda a gente sabe que se alguém é rico é porque roubou, se alguém tem um bom contrato é porque tem cunhas. Porque seria diferente com Pinto da Costa?
O sucesso em Portugal nunca serve de exemplo, nunca leva as pessoas a quererem fazer melhor, a trabalharem mais, a serem mais empenhadas.
Como dizia um meu bom amigo benfiquista, em Portugal só no futebol se fazem declarações de interesses. Sou sócio do FC Porto. Estarei eternamente agradecido a quem me proporcionou tantas alegrias e me fez quase arrebentar de orgulho por ser portista e português. Mas isso, para o tema, pouco importa. É quase patético ter de anunciar a minha condição de adepto dum clube apenas porque se reconhece a obra de alguém ímpar na nossa comunidade, de alguém que honrou o nome da cidade do Porto e de Portugal.
Muito obrigado, sr. Pinto da Costa.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.
PEDRO MARQUES LOPES

publicado a 2012-04-22 às 01:15

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