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terça-feira, maio 13, 2014

Números do Aborto de 2013: a barbárie continua!



Saíram os números de 2013 do aborto legal e como é hábito também o relatório de 2012 revisto (em alta como acontece todos os anos, já que quando sai o primeiro relatório nem todos os episódios estão registados) em dois relatórios da autoria do respectivo departamento da Direcção Geral de Saúde (onde pontificam só pessoas que nos referendos se manifestaram militantemente a favor do Sim...). Os relatórios estão aqui.

A Federação Portuguesa pela Vida já editou um Sumário que em horas estará aqui.

Umas primeiras breves notas sobre os números apresentados:

1.      Em números absolutos em 2012 houve 18.615 abortos a pedido da mãe (modalidade introduzida pelo referendo de 2007) e em 2013 (números provisórios) houve 17.414, isto é, menos 1.201 abortos, menos 6,45% que no ano anterior
2.      Em 2012 houve cerca de 89.841 nascimentos e em 2013 estes foram 82.787, isto é, menos 7.054, menos 8% (fonte: http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+maes+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14)
3.      A incidência do aborto legal (abortos/nascimentos) aumentou de 21,3% (em 2012), para 21,7% (em 2013, números provisórios)
4.      Em termos práticos isto significa que praticamente uma em cada cinco gravidezes termina em aborto.
5.      A reincidência do aborto (isto é, quem abortou no ano, já o tinha feito no próprio ano e/ou em anos anteriores) aumentou de 26% para 27,8% (números provisórios de 2013). Isto é, aproxima-mo-nos de uma fasquia de um em cada três abortos, ser uma repetição (=utilização do aborto como método contraceptivo)

6.      O aborto continua gratuito (não paga taxa moderadora), dá direito a uma licença de 15 a 30 dias, paga a 100%, e as grávidas dos Açores que vem abortar a Lisboa tem direito a deslocações todas pagas para si e um acompanhante. 

Mas sobretudo impressiona ver o que sai nas notícias e como para a Direcção Geral de Saúde (que em princípio com a missão de preservar a saúde pública, devia almejar zero abortos) está sempre tudo bem...
Ou se não vejam a Renascença, o Público, o i e o Diário de Notícias.

domingo, dezembro 30, 2012

Então e no aborto, porque não cortam despesas...?



No Público de hoje sob o título "Governo é "insensível" por pedir aos portugueses que previnam doenças" é-nos dado conta de um apelo do Secretário de Estado Adjunto da Saúde (fotografia acima retirada do site do Público) a que os portugueses cuidem melhor da sua saúde para evitar a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde porque, por exemplo, e cito, o "Tabaco custa anualmente ao sistema de saúde 500 millhões, o álcool 200 e a diabetes tipo 2 cem milhões."

Sobre o aborto (ver meu artigo sobre esse assunto aqui no Blog) e a despesa respectiva, nem uma palavra...ou, pelo menos, um apelo à prevenção do mesmo...nada...

Ora, e para citar uma fonte insuspeita (e que se enganou no numero de abortos que serviram de base ao cálculo como se pode ver por aqui em que se usam apenas os números que a Direcção-geral de Saúde coloca no Portal da Saúde Reprodutiva ), o aborto custou pelo menos (só no Orçamento da Saúde e apenas no que respeita ao custo tabelado e por isso não incluindo todos os restantes custos) 45 milhões de euros. Ou seja, como diz o jornal i, apenas em 2011 (e sem contar com aquele lapso do jornal [trocando por miúdos, num ano em que os abortos foram 20.290, vide a página sete deste relatório da DGS, o jornal baseia o seu cálculo em 16.148...!?]) 11,5 milhões de euros...

Isto para não falar nos custos na Segurança Social (licenças de parentalidade por exemplo)...razão pela qual há já dois anos atrás a Federação Portuguesa pela Vida estimou aqueles custos (totais, de Julho de 2007 a Fevereiro de 2011) em 100 milhões de euros.

Mas como já é tradição no Ministério da Saúde, os responsáveis a estes costumes dizem nada...
apesar de em Outubro de 2011 ao Ministro ter saído esta "pérola": "O ministro da Saúde afastou hoje a possibilidade de alterar a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, pois embora reconheça os "custos significativos" que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembra que foi uma decisão dos portugueses."

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que fazem...!

quinta-feira, junho 14, 2012

Ministério da Saúde: Big Brother is watching you...

Já muitas vezes neste Blog alertei para o "Admirável Mundo Novo" que aí ameaça vir. Como se já não chegasse o fascismo sanitário no capítulo do tabaco, lê-se hoje no i que "Ministério da Saúde vai fazer inspecções às casas dos pais de recém-nascidos"...!!!!
Está tudo doido...! A mesma Direcção Geral de Saúde que convive bem com a mortalidade pré-natal (aborto) em Portugal e as suas 20 mil vítimas anuais, propõem-se agora ir espiar as casas dos portugueses como ante-câmara suponho para a "licença para ter crianças" que esta gente gostava de ter o poder de passar, castigando ferozmente, já se vê, os casais que se proponham a ter filhos sem magna autorização do poder...!!!
Ganhem juízo...!
(não faltará quem lerá a notícia no registo "ele há muitas famílias sem competências parentais ou para quem isto pode ser um momento de ajuda à sua incapacidade, mas nós, os instruídos, os cultos, os ilustrados, não temos nada a recear"...não tenham ilusões, a perda de liberdade começa sempre na casa dos outros e acaba fatalmente na vossa também...!)
Vale a pena rever então este filme:

segunda-feira, junho 04, 2012

Aborto: a parcialidade da TSF




Com a sua habitual parcialidade (a isenção jornalistica e o contraditório são dois conceitos desconhecidos naquela rádio quando toca a este tema do aborto) a TSF dá hoje espaço ao director da Clínica dos Arcos (na fotografia, aquando de uma das habituais veladas de oração que ali têm lugar todos os dias 25 de cada mês) que do alto da sua "autoridade" de maior produtor de abortos em Portugal, proclama com todo o desplante que "as mulheres não estão a utilizar o aborto como um contraceptivo".

A não ser que surpreendentemente tenha decidido ser honesto (isto é, na verdade o aborto não é um contraceptivo, porque não evita que uma gravidez não aconteça, antes a destrói...) os factos (veja-se todos os dados da Direcção Geral de Saúde e também os insuspeitos estudos e declarações da APF) não suportam tal asserção...mas isso à TSF pouco importa e também por isso não se deu ao trabalho de ouvir este lado...que rico jornalismo...!

"Eppure si muove"...!


segunda-feira, maio 28, 2012

Aborto: the times they are changing...

Claramente em Portugal as revelações do que se está a passar com o aborto legal (e refiro-me apenas aos relatórios da Direcção Geral de Saúde) estão a provocar uma mudança no olhar público sobre esta triste realidade. Multiplicam-se os artigos de opinião de pessoas favoráveis ao aborto legal que se escandalizam com o privilégio deste acto (que não é médico) no Serviço Nacional de Saúde a incrível subsidiação pública do mesmo. Por todos veja-se este. Chama-se "Desculpem-me, mas sou contra e não quero pagar" de Sérgio Soares.

Mas não é só em Portugal que as coisas estão a mudar. Também nos Estados Unidos os tempos estão a mudar...

Disso dá conta o Público do último Sábado com uma local intitulada "Oposição nos EUA em máximos históricos". Na noticia é referido que nas sondagens da Gallup cada vez diminui mais a percentagem de americanos favoráveis ao aborto e aumenta (ultrapassa os 50%) aqueles que o consideram "moralmente errado"...

The times they are changing...!

quinta-feira, maio 03, 2012

Números do Aborto: sempre a subir...


(site de desenvolvimento fetal)

O Diário de Notícias publica hoje uma noticia sobre os numeros do aborto (2011 e 2010 corrigido) ontem divulgados pela Direcção Geral de Saúde. Infelizmente confirma-se tudo o que dissemos durante as campanhas do Não e vimos dizendo desde então. O aborto em Portugal não é raro (todos os anos aumenta), é inseguro (já há mortes na sequência de abortos legais) e continua ilegal (o aborto clandestino, medido pelos episódios hospitalares, abortos mal feitos que lá terminam, andará pela metade do que era antes da nova lei). Isto é, o resultado do segundo referendo foi um logro e a despenalização (as mulheres não irem para a cadeia na sequência de um aborto ilegal) transformou-se numa liberalização (feito à balda e à barda, veja-se que pelo menos um quarto dos abortos são repetidos, entre uma a, em dois casos, dez vezes...!) promovida pelo Estado (não paga taxa moderadora, tem prioridade sobre qualquer outro serviço do sistema nacional de saúde, dá direito a férias pagas durante um mês...!).
Duas últimas notas:
1. Sempre quero ver se perante os números revistos de 2010 (afinal os abortos a pedido foram 19.560 e não 18.911) que mostram que, ao contrário do então dito, houve mais abortos do que em 2009, a Fernanda Câncio e "tutti quanti", tem agora a coragem de reconhecer que se enganaram (o que se poderia ter evitado se nos tivessem ouvido, já que podemos ser uns "matarruanos", mas disto percebemos bem e já sabíamos que desde 2007, as revisões dos números são sempre "em alta"...)...mas isso talvez seja esperar mais do que podem-querem-sabem dar...
2. Hoje em dia em Portugal uma em cada seis gravidezes termina em aborto. Isto não preocupa o Governo? O Ministro da Saúde vai continuar a olhar para os custos do aborto e dizer apenas que "os portugueses no último referendo quiseram o aborto legal"...!!??

quinta-feira, abril 19, 2012

Os Partos nas Maternidades de Lisboa

"Maternidades de Lisboa podiam fazer 28 mil partos mas fazem 21 mil" intitula o Publico de ontem. Não admira...lê-se aqui o relatório da Direcção Geral de Saúde sobre o aborto em Portugal com os números de 2010 (ir ao separador publicações e escolher:
"Relatório dos Registos das Interrupções de Gravidez ao abrigo da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril
Dados referentes ao período de Janeiro a Dezembro de 2010") e verifica-se que nesse ano (ainda não há números de 2011 mas devem ser "bonitos" para a DGS os estar a segurar...), sem a habitual correcção (os números de Março sobre o ano anterior são sempre revistos em alta em Julho seguinte, por causa do fecho de estatisticas) houve na região de Lisboa e Vale do Tejo 10.729 abortos dos quais 10.468 por opção da mulher...
E na famigerada Maternidade Alfredo da Costa (e a propósito do assunto: será que no "desmentido" dos números do Ministro, a Maternidade teve a lata de juntar ao número de partos, o número de abortos, e por isso os dois números não coincidem...!?) os abortos foram 1629, dos quais 1476 por iniciativa da mulher...é o resultado da actividade de "profissionais" como a Ana Campos, figura de proa do movimento abortista...
Conclusão: não fizessem abortos e já não tinham problemas de excesso de capacidade...!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Ou seja, não acabou...(o aborto clandestino em Portugal)

Abortos clandestinos caíram 78% desde 2009 em Portugal

DGS Ao contrário do que tem sido a tendência mundial, as interrupções clandestinas da gravidez desceram de 1400 para cerca de 300
A Organização Mundial de Saúde ( OMS) anunciou ontem que a percentagem de abortos clandestinos a nível mundial aumentou de 44% para 49%, entre 1995 e 2008, com 220 em cada cem mil mulheres a morrerem, vítimas destes procedimentos. Em Portugal, no entanto, os abortos feitos fora dos serviços de saúde estão em queda acentuada desde que a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas foi legalizada, em abril de 2007.
Em declarações à rádio TSF, a chefe da Divisão de Saúde Reprodutiva da Direção- Geral da Saúde ( DGS), Lisa Ferreira Vicente, disse que só nos últimos dois anos os casos baixaram “de 1400 para uns 300”. A mesma responsável acrescentou que as complicações graves associadas a estas práticas diminuíram também “de uma forma clara”.
Além de poder ser pedida pela mulher, sem necessidade de justificação, até às dez semanas, a interrupção legal da gravidez é autorizada até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual, até às 24 semanas em casos de malformação do feto e em qualquer momento quando está em causa a saúde da grávida ( risco de morte ou de lesões graves e irreversíveis) ou o feto é inviável.
O relatório da OMS aponta os países em vias de desenvolvimento como os principais contribuidores para o aumento de abortos ilegais, sobretudo na América latina, na África e em algumas regiões asiáticas. No conjunto, os abortos ( legais e ilegais) até têm diminuído, acrescenta a organização.
O risco de morte da grávida em abortos legais é considerado quase nulo.