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terça-feira, janeiro 29, 2013

Jaime Neves e Novembro de Jaime Nogueira Pinto


 




Na morte de Jaime Neves (a quem presto a minha mais profunda e sentida homenagem oferecendo o que um cristão pode oferecer: a oração por ele e pelos seus) há como que um país que se desvanece e um pedaço da nossa história “recente” (foi há quase 40 anos…!) que desaparece.
"Desvanece-se" o país dos antigos combatentes do Ultramar e em especial das tropas especiais que tem nele um dos seus principais heróis e figuras de referência. “Desaparece” aquele período do PREC e dos poucos lúcidos e bravos que resistiram “against all odds” e a quem devemos o regime democrático e a liberdade que todos, “bons e maus”, gozamos hoje em dia.
Razão por isso redobrada para reler ou ler pela primeira vez o livro “Novembro” de Jaime Nogueira Pinto (o link é para uma entrevista que, sobre o livro, deu à Sábado e está em vídeo) de cuja amizade me orgulho entre muitas outras razões por ele ter feito parte desses poucos que acima referi. E se refiro hoje o livro neste contexto (da morte de Jaime Neves) é precisamente porque nesse como em nenhum outro se descreve o que se passou nesse particular em Portugal entre o antes do 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, incluindo uma vivida por dentro descrição dessa jornada precisa, factos, expectativas e protagonistas. Imperdível !









quarta-feira, abril 04, 2012

Retornados: uma história impressionante

Apesar de ter 12 anos na altura dei muito pelo que então se passou no país. Recordo-me de ter chorado quando em 27 de Julho ouvi o discurso de abandono do Ultramar de Spínola e em 1975 ler a imprensa de extrema-esquerda, em especial, o "Luta Popular" do MRPP. Recordo-me também logo em 1974 do MAEESL (movimento associativo dos estudantes do ensino secundário de lisboa) e das manifestações a que então íamos (pacificos e burgueses alunos do São João de Brito). Acho que o meu primeiro artigo político foi uma defesa das guerrilhas de esquerda na América-latina (num jornal policopiado editado no Colégio e sintomaticamente chamado "O Burro"...) mas ao mesmo tempo a primeira colagem de cartazes em que participei foi do então PPD com partida de uma sede na João XXI e a companhia de Paulo Portas (fomos colegas e contemporâneos no colégio). Ainda no mesmo colégio levei uma vez um jornal do MES que acabou queimado por alguns colegas de turma. Por 1976 creio já distribua propaganda do CDS pelo Porto. Enfim, memórias da revolução e da iniciação política...

Mas no meio disso tudo, dou-me agora conta, passou-me ao lado a história e o drama dos retornados. Não me recordo de ter tido nenhum da minha idade como amigo e a aproximação à ideia do Ultramar português chegou-me pelas leituras e pelo convivio a partir de 1978 com antigos combatentes, pretos e brancos, nas actividades (anti-comunistas, nacional-revolucionárias) em que participava. Agora homem feito e sobretudo pai de família dou-me conta de que drama humano, familiar, não foi e a que tragédia uma quantidade razoável de portugueses (na maioria brancos), entre meio e um milhão, foi submetida...!






Vem isto a propósito de uma visita a este Blog de memorabilia da grande migração de portugueses do Ultramar e das fotografias impressionantes que fui vendo. Imaginando-me no meio daquilo: bens perdidos, sem emprego, a olhar a família sem nada, ali dependente de mim, carecida da caridade da familia que cá tivesse (e se...), com o futuro por diante como uma grande incógnita...que drama!

E depois, não excluindo as canalhices e misérias humanas, que história grande de esforço e devoção, de refazer a vida e contribuir para o desenvolvimento de um país que tão mal os tratou (e no qual metade deles, no continente, nunca tinha estado...), de laços de amizade e sangue...! Uma história que valeria sempre a pena ler: em homenagem a quem a viveu, para nossa educação e até hoje em dia, nas actuais circunstâncias, como roteiro de como se vence uma crise verdadeira...!

terça-feira, outubro 26, 2010

Portugal a acabar: esperemos que não...!?

De um combatente do Ultramar e resistente anti-prec, pessoa que muito admiro, acabo de receber esta:
"A monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."
Carlos Azeredo (General)
Esperemos que não...!?
Mas lembrou-me aquela de um bom amigo meu que dizia que aquela frase de Nossa Senhora de Fátima "em Portugal nunca se desaparecerá o dogma da fé" era "porque Portugal vai durar pouco"...só não ponho um lol! porque o assunto não é para rir :-(