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quarta-feira, março 21, 2012

Quem protegem os serviços de informação?

As noticias de ontem e de hoje sobre as eleições no Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) são muito preocupantes. Uma mistura explosiva de funcionários da segurança nacional, membros de lojas maçónicas e circuitos do poder oficial. Uma escandalosa exposição pública dos serviços de informação, uma ameaça grave à segurança de todos os portugueses, salvo daqueles que o sistema actual alimenta, protege e promove.

Dava tudo para ser mosca nas sedes dos serviços congéneres, europeus e internacionais, e ouvir que comentários isto deve suscitar, que perplexidades não suscitará e que medidas de protecção não estarão a adoptar esses serviços, para se defender da partilha de informações com os nossos...mas dava tudo também para ser mosca e ver a lista de quem vigiam hoje os nossos serviços secretos: os inimigos da segurança nacional? Os opositores do poder instalado? Ou os que se metem no caminho dos detentores do poder na comunidade de informações?

domingo, agosto 28, 2011

A espionagem pelo SIED ao telefone de um jornalista do Público

Percebo a indignação que percorre o meio dos jornalistas quanto à espionagem ao telefone do jornalista Nuno Simas (então do Publico, agora da Lusa). Assusta-me também a sensação generalizada de que o uso de escutas telefónicas é frequente no nosso país e por isso a nossa liberdade é menor do que aquela que cremos usufruir. Pessoalmente já me asseveraram fontes muito crediveis que também eu e outros amigos das movimentações civicas a favor da Vida e da Família fomos ocasional ou permanentemente objecto de vigilância pelos serviços de informações...será verdade? O simples facto de se poder admiti-lo é já de si um triste retrato da situação...
Dito isto não será normal no caso que essa espionagem tivesse existido...? O dito jornalista escreve sobre a actividade dos serviços com caracter de regularidade. Não será função da contra-espionagem procurar assegurar-se de que não existiam nos serviços "buracos" pelos quais as informações chegavam à comunicação social e assim podiam também chegar a muitos outros meios, com prejuizo para a segurança nacional...? Questão diferente é se as ditas escutas ou vigilâncias foram efectuadas no quadro e de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e eventual respaldo judicial.
Percebo este controle a que aludo acima é dificil, mas, bolas!, há-de existir forma de o efectuar...! E de assim nós ficarmos sossegados quanto à nossa liberdade e quanto às secretas cumprirem a sua missão que é de facto indispensável.
Nota final: como português confiado em que alguém estará a tratar da segurança de todos nós, estou muito intranquilo com:
a) que todos os dias matérias dos serviços estejam nos jornais, se saiba quem lá trabalha, como fazem e o que fazem, etc.
b) o eventual predominio da Maçonaria nos quadros dirigentes dos serviços de informações...