O Patriarcado de Lisboa publicou recentemente a segunda parte das ‘Normas Pastorais para a Celebração dos Sacramentos e Sacramentais’. O assunto ter-me-ia passado despercebido não fora a referência que num programa da Canção Nova foi feita ao que aí se diz sobre exorcismos e à projecção que isso teve.
Como se diz em Angola "esta é a maka e temos de viver com ela": a existência do maligno e não abstractamente mas como um ser que odeia Deus, nos quer mal por nós, os homens, sermos o que Deus mais ama, e age na história, nossa, de cada um, nas fraquezas da nossa liberdade, e dos povos...daí a utilidade da Oração de São Miguel Arcanjo.
Vem isto a propósito ou traz à colação a canção "Sympathy for the Devil" que é simultâneamente atraente como composição musical (embora como me dizia uma amiga no Estádio de Alvalade quando fomos ver os Rolling Stones "agora já não dá para a cantar tão distraídamente como dantes o fazíamos"...;-) e clara como discrição do que esse ser é e do que faz e de como nos engana (ou nós nos deixamos enganar quando sucumbimos á aparência de bem e satisfação que ele nos apresenta...). Reouçam:
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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sábado, fevereiro 18, 2012
Exorcismos no Patriarcado de Lisboa e Sympathy for the Devil
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Um pouco de Guerra Junqueiro sobre o mal e a nossa sociedade
Citação de Guerra Junqueiro retirada de um artigo extraordinário de Jorge Laiginhas no Jornal de Notícias de 21 de Fevereiro (chama-se "Estaroiçamento pecaminoso na escrivadoria municipal" e em bom rigor devia levar bolinha vermelha mas nos tempos que correm umas ousadias literárias heterosexuais já equivalem a virtude ;-):
"A sociedade portuguesa está organizada para o mal. Não é já o mal esporádico e fortuito em casos isolados que rapidamente se combatem. Não; é o mal colectivo, o mal em norma de vida, o mal em sistema de governo. Os poderes funcionam, deliberadamente, com um fim: produzir o mal. Porquê e para quê? Porque, o mal, são eles e querem conservar-se. Um regimen corrupto só na corrupção subsiste. Mantém-se na corrupção, como alguns bacilos na porcaria. O seu ódio ao bem é orgânico. A filosofia de vida dum tal regimen é a filosofia do porco: devorar."
"A sociedade portuguesa está organizada para o mal. Não é já o mal esporádico e fortuito em casos isolados que rapidamente se combatem. Não; é o mal colectivo, o mal em norma de vida, o mal em sistema de governo. Os poderes funcionam, deliberadamente, com um fim: produzir o mal. Porquê e para quê? Porque, o mal, são eles e querem conservar-se. Um regimen corrupto só na corrupção subsiste. Mantém-se na corrupção, como alguns bacilos na porcaria. O seu ódio ao bem é orgânico. A filosofia de vida dum tal regimen é a filosofia do porco: devorar."
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