Mostrar mensagens com a etiqueta solidariedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta solidariedade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, março 11, 2013

Troika: mais um ano mas não chegou a tempo




Parece certo que a Troika terá dado mais um ano ao programa de ajustamento para se chegar ao défice desejado. E também que pouco a pouco as condições do empréstimo (que é bom recordá-lo foi a única forma de Portugal não ter caído na bancarrota, o que teria sido incomparávelmente mais trágico...) se vão moderando entre a constatação de que somos um bom e cumpridor devedor e também que havia muitas condicionantes não previstas e efeitos indesejados nas medidas de austeridade. Tudo somado parece estar de parabéns este Governo e como um todo, o país e as suas gentes, as famílias e cada um de nós. Deus nos ajude daqui para a frente a sairmos do buraco em que nos precipitámos...

Mas um facto hoje tornado público no jornal Correio da Manhã (o de um pai desesperado, desempregado, que se suicidou ontem juntamente com o seu filho de tenra idade), um facto terrível, um drama sem nome, veio também mostrar o lado não-estatístico, puramente humano, da crise, da austeridade e das suas consequências. Ou seja, a distância que vai dos progressos que acima se constatam, à vida real das pessoas. Dos sucessos macro-económicos às vidas nossas, quotidianas, micro-económicas. E enquanto uma prece se eleva aos Céus por este pai e por este filho, pela mulher e mãe, pelas suas famílias e comunidades, junta-se uma outra por aqueles que nos conduzem, pela sua clareza e inteligência de juízo, pela sua capacidade de atender às vidas reais, a que nenhum manual de economia ou declaração política pode socorrer, para que sob a sua pesada missão (de nos conduzir seguros fora desta tempestade) possam também encontrar as formas de que o desespero não atinja as franjas mais frágeis e desprotegidas. Uma missão que não é só deles, mas nossa também, que àquela angústia (a pior que um homem pode sofrer, a de não ver como sustentar a sua família) não fomos também capazes de chegar e atender e pela amizade, companhia operativa e solidariedade activa, ocorrer...




terça-feira, dezembro 11, 2012

Isabel Jonet e o medo da palavra Caridade



Hoje no i a Isabel Jonet tem publicada uma excelente entrevista na qual (e assim é o título da 1ª página) declara “Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social”. No corpo da entrevista é bem explicado porquê:

"O trabalho desta cadeia é fazer solidariedade ou caridade?
Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar.
Resumindo, solidariedade ou caridade?
Sou mais adepta da caridade do que da solidariedade social… Embora defenda que ambas se completam e ambas fazem parte do bem fazer."

Graças a Deus tinha comprado o jornal e lido a entrevista o que me permitiu na Assembleia Municipal de Lisboa responder ao ataque que um deputado municipal do BE fez a Isabel Jonet por causa desta entrevista e da posição que aquele partido vai tomar daqui a um bocado numa Saudação a Isabel Jonet e ao Banco Alimentar proposta pelo Movimento Partido da Terra.

É realmente uma pena o "medo" que há desta palavra...

domingo, novembro 18, 2012

Subsidiariedade e Solidariedade em acto: os voluntários hoje em Silves




A notícia abaixo é a todos os títulos educativa: da generosidade que existe na sociedade portuguesa e que é a única explicação para que "isto" ainda não tenha arrebentado, da solidariedade espontânea de uma comunidade que assim revela as suas raízes culturais e religiosas, e, por fim, de como não é preciso esperar pelo Estado, pelo Governo, por "eles", para fazermos face ás dificuldades e ás nossas necessidades, individuais e colectivas. Belíssimo!

Algarve: Cerca de um milhar de voluntários ajudaram a limpar Silves durante a manhã


Cerca de mil voluntários puseram hoje mãos à obra para limpar Silves, deixando a cidade praticamente limpa, depois de na sexta-feira ter sido atingida por ventos fortes que deixaram um rasto de destruição, disse o presidente da câmara.
Rogério Pinto agradeceu a todas as pessoas que responderam aos apelos feitos pela autarquia e que foram ajudar os serviços municipais a limpar a cidade vindas de todas as freguesias do concelho, mas também de áreas fora do município.
«Isto é um sinal de que, quando chega a altura de arregaçar as mangas e de criarmos este espírito de solidariedade, as coisas acontecem. O tornado passou em pouco tempo e destruiu, mas neste momento temos um tornado de bondade», afirmou o autarca, em declarações à Lusa.
Diário Digital / Lusa

sábado, novembro 17, 2012

Isabel Jonet: um balanço provisório



No Blog Povo o meu amigo Pedro Aguiar Pinto publicou o mapa acima (evolução da subscrição das petições por e contra Isabel Jonet) e este post aqui. Tal como ele sei que estas manifestações "online" valem o que valem, mas a tendo sido essas que suscitaram o "escândalo" não me parece se deva ignorar que nas quatro votações "online" que existem os que atacaram Isabel Jonet levaram uma trepa...!

No entanto o balanço que mais interessa não é o da quantidade de subscrições, mas da formidavel explosão de solidariedade, clareza de juizo e argumentário, defesa pessoal e institucional de Isabel Jonet e do Banco Alimentar, que este ataque fez nascer. E o que se progrediu na compreensão do que é a Caridade. Basta ver por aqui.






sexta-feira, outubro 12, 2012

Crise: a voz da Igreja II

D. Jorge Ortiga

"Solidariedade é a resposta para a desorientação do país"

Semana Social 2012 decorre entre 23 e 25 de Novembro
  • Áudio Apresentação Semana Social 2012
Na apresentação da Semana Social 2012, o Arcebispo de Braga aponta à construção de um futuro mais justo, sem perder de vista os problemas que, dia a dia, afligem a sociedade.
11-10-2012 19:51 por André Rodrigues

A solidariedade é a resposta para os problemas que a sociedade portuguesa enfrenta. A ideia foi defendida esta quinta-feira por D. Jorge Ortiga durante a apresentação da Semana Social 2012, que decorre entre 23 e 25 de Novembro no Porto.

É uma oportunidade para os cristãos debaterem o lugar da esperança num país desorientado pela crise. Na apresentação da Semana Social 2012, D. Jorge Ortiga aponta à construção de um futuro mais justo, sem perder de vista os problemas que, dia a dia, afligem a sociedade.
“Os cristãos vão reflectir sobre os mais candentes problemas do desemprego, da pobreza e da desigualdade crescentes, do envelhecimento da população e dos riscos porque passam as famílias. Ao mesmo tempo, não é possível encarar seriamente estas realidades sem considerar a reformulação do Estado Social, quer em termos de equidade, quer em termos de eficiência e eficácia”, defende o Arcebispo de Braga.
Para o responsável da Comissão Episcopal da Pastoral Social, a desorientação de um país em crise só se contorna na medida em que a sociedade se predisponha à entreajuda.
“A solidariedade talvez constitua a mais urgente e profunda reposta à situação de desorientação que Portugal vive. É preciso abandonarmos os remendos e a cosmética e procurarmos fundar melhores dias sustentados na participação, na justiça, no poder como serviço e na procura do bem comum”, afirma ainda D. Jorge Ortiga.
Pontos de vista para discutir entre 23 e 25 de Novembro na Semana Social 2012, um encontro que convida os cristãos a darem lugar à esperança em tempos difíceis.

quarta-feira, maio 30, 2012

Espanha: somos católicos e podemos ter muito orgulho nisso

Numa agradável coincidência com o meu post de ontem, recebi de uma amiga, este email que presentemente circula em Espanha. Só mesmo o Zapatero é que não o percebeu...mas desse felizmente já não é preciso ocupar-nos.

INDEPENDIENTEMENTE DE QUE SE SEA CATÓLICO Ó NO, LA LABOR DE LA IGLESIA ES ENCOMIABLE. A CONTINUACIÓN ALGUNOS EJEMPLOS.     HAZ QUE SE SEPA
: A ALGUNOS NO LES INTERESA QUE SE SEPA ...Que la Iglesia española tiene ...

 · 5.141 centros de enseñanza; 990.774 alumnos. (Ahorran al Estado 3 millones de euros por centro al año). · 107 hospitales. (Ahorran al Estado 50 millones de euros por hospital al año). · 1.004 centros diversos, entre ambulatorios, dispensarios, asilos, centros de minusválidos, de transeúntes y de enfermos terminales de SIDA; un total de 51.312 camas. (Ahorran al Estado 4 millones de euros por centro al año). · Gasto de Cáritas  al año: 155 millones de euros (salidos del bolsillo de los cristianos españoles). · Gasto de Manos Unidas contra el Hambre: 43 millones de euros (del mismo bolsillo). · Gasto de las Obras Misionales  (Domund). Ayuda al Tercer Mundo: 21 millones de euros. (¿Imaginan de dónde sale?). · 365 Centros de reeducación para marginados sociales: ex-prostitutas, ex-presidiarios y ex-toxicómanos; 53.140 personas. (Ahorran al Estado, medio millón de euros por centro). · 937 orfanatos; 10.835 niños abandonados. (Ahorran al Estado 100.000 euros por centro). · El 80 % del gasto de conservación y mantenimiento del Patrimonio histórico-artístico. (Se ha calculado un ahorro aproximado al Estado de entre 32.000 y 36.000 millones de euros al año). A todo esto tenemos que sumar que casi la totalidad de personas que trabajan o colaboran con Manos Unidas, Cáritas, etc. son voluntarios 'sin sueldo' (aunque a algunos les extrañe es cierto, hay personas que trabajan por los demás sin pedir a cambio un salario), realizando su labor para ayudar a los demás sin pedir nada a cambio. ¿En cuánto podríamos cuantificar su trabajo? Esta es la razón por la cual el Estado sigue dando algunas ayudas a la Iglesia Católica , porque le sale muy, pero que muy barato. Lo asombroso es que nadie (o muy pocos) saben de este ahorro esencial para que la economí­a española 'vaya mejor ...' Como contrapartida ... hablando de otras instituciones socio-políticas ... ¿Cuántos comedores para indigentes ha abierto CC.OO.? ¿Cuántos hospitales para enfermos terminales y de SIDA mantiene abiertos UGT?  ¿A dónde puede ir un necesitado a pedir un bocadillo?,  ¿a la sede del PP? o ¿a la del PSOE? o ¿a la de IU? ... Pues todos estos viven de nuestros presupuestos...  Reenviemos este artículo para que llegue a quienes critican injustamente a la Iglesia por cualquier motivo.  ¿Por qué nos vamos a avergonzar de nuestra Iglesia?   Nos sentimos orgullosos de ser católicos.
 ¿POR QUÉ SE OCULTA TODO ESTO EN LA PRENSA, RADIO Y TELEVISIÓN?