Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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quarta-feira, janeiro 21, 2015
O Papa e a procriação: uma belíssima ocasião de testemunho!
(esta fotografia, do Papa a falar com os jornalistas depois da sua viagem ás Filipinas foi retirada daqui)
As declarações do Papa sobre a questão da procriação dos católicos (na íntegra: "Algumas pessoas pensam... e desculpem-me as palavras, que para ser bons católicos temos de ser como coelhos. Não. Paternidade responsável. Isto é evidente") que se podem ver e ouvir aqui no site da RR têm sido uma belíssima ocasião de testemunho da alegria da experiência que os católicos (idealmente...) fazem e do entendimento vivencial da doutrina da Igreja Católica nestes temas,
Isso se conclui vendo o que hoje saiu no Público (muito completa, isenta e plural) e no i. Vamos ver agora como tratarão as declarações do Papa de hoje (reproduzidas na RR) em que este renova o elogio das famílias numerosas...
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terça-feira, janeiro 20, 2015
O Papa Francisco, a Família, os filhos e a paternidade responsável
Anda para aí um sururu a propósito de declarações ontem do Papa Francisco. Há pouco e a um jornalista expliquei que tenho por princípio que não comento declarações do Papa ou de Bispos e Padres. Não é por mau feitio, mas porque declarações de Papa, Bispos e Padres, não são para eu comentar. São para as escutar e procurar perceber qual o desafio que colocam para a minha vida e para a minha conversão. Tenho-me dado bem com este sistema e isso reforça a minha Fé naquilo que a palavra quer dizer: o reconhecimento de uma Presença boa para mim e para a minha vida. Na minha circunstância essa Presença revela-se viva na Igreja Católica à qual pertenço, conduzida pelo Papa e pelos Bispos, abençoada com tantos santos e bons sacerdotes e comunidades de fiéis. Acresce que da minha experiência o que a Igreja recomenda é para mim origem de uma vida mais completa e feliz, onde tudo sabe melhor, apesar dos meus pecados e limites: a mulher, os filhos, a família, o trabalho, os amigos, etc.
Dito isto e porque, não desfazendo (como se diz nos filmes portugueses antigos...;-), a ignorância da comunicação social sobre o que a Igreja diz é muita, não fica desadequado recordar a Carta dos Direitos da Família (do tempo de João Paulo II) e em especial esta parte:
ARTIGO 3
Os esposos têm o direito inalienável de constituir uma família e de determinar o intervalo entre os nascimentos e o número de filhos que desejam, levando em consideração os deveres para consigo mesmos, para com os filhos que já têm, para com a família e a sociedade, numa justa hierarquia de valores e de acordo com a ordem moral objectiva que exclui o recurso à contracepção, à esterilização e ao aborto.
a) As actividades dos poderes públicos ou das organizações privadas, que tratam de limitar de algum modo a liberdade dos esposos nas suas decisões relativas aos filhos, constituem uma grave ofensa à dignidade humana e à justiça;
b) Nas relações internacionais, a ajuda económica concedida para o desenvolvimento dos povos não deve ser condicionada pela aceitação de programas de contracepção, esterilização ou aborto;
c) A família tem direito à ajuda da sociedade no que se refere ao nascimento ou à educação dos filhos. Os casais que têm uma família numerosa têm direito a uma ajuda adequada e não devem sofrer discriminações.
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sexta-feira, janeiro 02, 2015
Causas fracturantes, António Costa e o centro-direita
A entrevista hoje da nova presidente da ILGA no Público mostra bem uma das grandes consequências que teria uma vitória de António Costa nas próximas eleições: todos os pontos da agenda gay se realizariam e como tristemente se sabe, não haveria ponto de retorno com uma posterior maioria do centro-direita...
Isso foi aliás um dos pontos mais claros no meu debate com a Isabel Moreira na TVI sobre adopção gay.
Resta agora saber se a futura coligação do centro-direita está disposta a levar estes temas tão a sério como o lobby gay e todos os seus aliados...estes próximos meses serão assim decisivos para o Povo da Família que constitui o núcleo duro dos votantes da coligação. A seguir...
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sexta-feira, março 28, 2014
E assim estamos no mundo...com esta falta de liberdade...
In Francia con la maglia della Manif non si può
votare:
«La famiglia è un simbolo politico»
Marzo 27, 2014 Leone Grotti
È quanto successo a Bruno, 54 anni, domenica scorsa a Tolosa: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia»
Indossi la maglietta della Manif pour tous? Allora non puoi votare. È l’incredibile situazione che si è trovato a vivere domenica scorsa Bruno, cittadino di Tolosa di 54 anni, che si è recato a votare in Francia per le elezioni municipali della sua città.
DIVIETO DI VOTARE. Bruno è entrato nel seggio elettorale numero 20 con la maglia senza slogan raffigurante un padre e una madre che tengono per mano due bambini. E Pierre Vanicat (nella foto con Bruno), presidente del seggio, non l’ha lasciato entrare perché «portatore di un evidente simbolo politico».
Dopo dieci minuti di discussioni, Bruno è stato costretto a tornare a casa a cambiarsi, mentre altri cittadini assistevano increduli. Come André-Joseph, che ha dichiarato al Le Figaro: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia».
Dopo dieci minuti di discussioni, Bruno è stato costretto a tornare a casa a cambiarsi, mentre altri cittadini assistevano increduli. Come André-Joseph, che ha dichiarato al Le Figaro: «È una violazione della libertà di pensiero e di voto, una negazione della democrazia».
«LA FAMIGLIA È POLITICA». Un breve filmato riprende l’epilogo della discussione tra Bruno e il presidente del seggio: «Quindi non posso votare per questa immagine della famiglia?», chiede Bruno. «Esatto». «La famiglia è politica forse?». «Esattamente», è la risposta di Pierre Vanicat.
«IDEOLOGIA MORTIFERA». L’articolo 3 della Costituzione proibisce ai cittadini di entrare in cabina di voto esponendo un segno visibile dell’intenzione di voto. Ma la Manif pour tous non è un partito e non ha politici di riferimento. Ecco perché Bruno «si riserva la possibilità di fare causa per abuso di interpretazione del diritto». Un altro cittadino presente al seggio ha commentato: «Rifiutare l’accesso al voto a qualcuno solo perché difende la famiglia è segno dell’ideologia mortifera che ammorba la Francia».
I PRECEDENTI. Il caso di Bruno ricorda quello di Franck Talleu, a cui è stato impedito di fare un pic-nic in un parco di Parigi con la sua famiglia perché aveva la maglia della Manif. Fermato, è stato portato di forza al commissariato. Come denunciato dalla presidente Ludovine de la Rochère a Tempi, «con la nostra maglietta non ti fanno entrare neanche nei musei».
A inizio mese infine è scoppiato il caso di Anna, giovane russa a cui la polizia ha negato il permesso di soggiorno a meno che non avesse accettato di spiare i suoi compagni della Manif pour tous.
A inizio mese infine è scoppiato il caso di Anna, giovane russa a cui la polizia ha negato il permesso di soggiorno a meno che non avesse accettato di spiare i suoi compagni della Manif pour tous.
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segunda-feira, dezembro 16, 2013
"Pai por acaso", ou como não existe "material biológico" isolado de uma humanidade
Na sexta-feira passada fui ver este filme. Foi uma dessas escolhas ao acaso mas que se revelou feliz.
Porque através do tema (533 pessoas geradas por procriação artificial procuravam o dador de esperma utilizado nos respectivos processos) aquilo que resulta evidente é que ao contrário do que disse uma vez o Vale de Almeida num debate no Prós e Contras sobre co-adopção, não existe essa coisa de "simples" material biológico sem que uma humanidade esteja envolvida. E quem diz uma humanidade, diz uma pessoa concreta, diz um pai (no caso da doação de esperma) ou uma mãe (no caso de doação de um óvulo). E as razões são simples:
- a vida de uma pessoa gera-se no momento em que o espermatozoide se funde com o óvulo e nesse momento se constitui uma célula que leva já uma identidade genética única, produto da fusão das anteriores e
- toda a vida, toda a filiação, grita por uma paternidade e uma maternidade
- a família corresponde ao ambiente natural de desenvolvimento e salvo raras excepções é um desejo profundo do coração humano
O filme, não sendo uma fita de promoção pró-vida ou pró-família (isto é concebido e produzido militantemente nesse sentido) acaba por o demonstrar em alguns diálogos, atitudes e expressões. Que tornam por isso o filme objecto deste post e de uma recomendação (acompanhada do aviso que a classificação para maiores de 12 anos é claramente desadequada, não porque se veja o que não se deve, mas porque os diálogos são adultos e os miúdos que vimos na sala se chatearam que nem uns perus...;-)
Mais informação útil sobre a procriação artificial pode ser encontrada aqui (site da campanha pró-referendo em que participei em 2006) e aqui (uma alternativa natural de procriação medicamente assistida que vem tendo êxito até em casais que anteriormente recorreram aos métodos artificiais)
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quarta-feira, novembro 20, 2013
"Dá Tempo ao Tempo": viajar no tempo é viver o tempo que nos é dado
Ao contrário do costume só no fim deste post coloco o trailer do filme "Dá Tempo ao Tempo" porque como muitas vezes sucede este não faz justiça ao filme que anuncia. Na verdade este trailer reduz-se a uma parte pouco significativa do enredo e só se tem gosto em vê-lo porque na sequência do gosto pelo filme, até de uma versão reducionista do mesmo se gosta...
"Dá Tempo ao Tempo" partindo de uma história mais original do que parece (a possibilidade de se viajar no mesmo) é um filme maravilhoso sobre a vida, com um toque muito humano, uma deliciosa atmosfera familiar e uma filosofia de fundo que vale a pena ver representada. Põe também questões quanto á cadência de eventos nas nossas vidas e do valor ou não da modificação de circunstâncias passadas. Por fim é finalmente um daqueles filmes em que dá vontade de estar casado (ou se é confirmado no mesmo estado) o que é sensação rara com que se saia dos filmes hoje em dia (em geral um convite á aventura e ao devaneio, a momentos que não sustentam a vida ou cujo ambiente embora sedutor, não ajuda nada a viver a realidade). Por fim, saliente-se o humor inteligente.
Poder-se-ia ter ido mais longe? Talvez (e por isso recordo abaixo "O Feitiço do Tempo"). Tal como ás vezes a linguagem é um bocadito "livre" mas nada de mais, ao nível de série da Fox...;-)
Ficam pois aqui os trailers mas vão mesmo é ao Corte Inglês (com umas tapas antes, então, o programa não podia ser mais agradável).
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sexta-feira, outubro 11, 2013
Na morte de D. Antonio Marcelino
Morreu o Senhor D. Antonio Marcelino. Já muitos se pronunciaram sobre ele, desde Pedro Santana Lopes (aqui) a muitos outros como se pode verificar na Ecclesia. Dele recordo sobretudo:
- o empenho na luta pela liberdade de educação não apenas em termos teóricos mas na rua com todas as movimentações cívicas que nos últimos anos afirmaram publicamente a urgência desta mãe de todas as reformas de que Portugal necessita
- a afirmação num encontro há muitos anos atrás de que "a maioria dos casamentos celebrados na Igreja são nulos"
- o apoio que sempre expressou ás iniciativas dos leigos no campo político, em particular na defesa da Vida e da Família e, por fim
- o "sem papas na língua" como abordava a questão da maçonaria e o posicionamento dos católicos em face a esta (veja-se aqui neste Blog)
Que o Senhor a Quem tanto e tão bem serviu, o acolha na Sua Misericórdia, e que em comunhão com Este nos continue a acompanhar, servos inúteis que somos, mas sempre em caminho para a mesma Glória a que estamos todos destinados!
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quarta-feira, outubro 09, 2013
PSD e Famílias Numerosas: um passo
Num país em que as famílias são cada vez mais mal tratadas e a natalidade um problema dramático e real as propostas do PSD para as famílias numerosas (não sei se os números ainda estão certos, mas estas aqui há uns anos representavam 7% do total dos agregados familiares mas pertenciam-lhes 25% do "stock" das crianças portuguesas) não podem deixar de ser acolhidas senão com aplauso e oxalá correspondam a uma volta no centro-direita no sentido de começar a responder aos desafios do país (além dos económicos) e regressar á sua identidade política, social, ideológica.
Por outro lado está de parabéns a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que ao longo dos anos tem sido de facto o grande sindicato das famílias portuguesas (numerosas ou não) e há muito vem fazendo estas e outras propostas. Que valem para as numerosas (três ou mais filhos é o patamar) e, em parte, para as outras também (vide a campanha Um Filho Vale Um!). Vale por isso a pena ler este comunicado da APFN.
Declaração de interesses: tenho quatro filhos, o que não sendo nada de especial, pelo menos sempre é um contributo para combater o inverno demográfico e aumentar no futuro as contribuições para a segurança social...e uma causa de felicidade para a nossa vida familiar...! ;-)
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sábado, outubro 05, 2013
Caminhada pela Vida Lisboa 2013: imagens que valem mil palavras
Do que foi esta grande jornada pela Vida e pela Família melhor do que palavras falam as imagens acima. E também as que a TVI 24 publicou ou as que o Pedro Aguiar Pinto colocou no Blog Povo. Ou então o filme que a Renascença pôs online.
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sexta-feira, setembro 20, 2013
Ainda a entrevista do Papa Francisco
A entrevista do Papa Francisco ás revistas dos Jesuítas já está em português.
Sobre isso vale também a pena ler: o que se publicou hoje na Aciprensa e pela alegria que dá ver um jornal diário a retomar palavras essenciais do anúncio cristão (como, por exemplo “Deus está presente na vida de todas as pessoas, mesmo se essa vida tiver sido destruída por maus hábitos, por drogas ou seja o que for”) a notícia sobre a entrevista que saiu no Público, aqui. Apesar do erro de citação da entrevista...o Público "transcreve": "Sabemos qual é a opinião da Igreja e eu sou um filho da Igreja, mas não é preciso continuar a falar disto"...mas na entrevista está: "(...) mas não é necessário falar disso continuamente»."...enfim...! ;-)
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A entrevista do Papa Francisco
Estou de partida para um fim-de-semana fora e por isso sem tempo para grandes desenvolvimentos, mas o Papa Francisco deu uma entrevista belíssima à Civiltá Católica que também aparece publicada no Avvenire, jornal da Conferência Episcopal Italiana. Vale muito a pena ler.
No âmbito dessa entrevista fala também do assunto do anúncio cristão e da relação deste com as chamadas questões fracturantes (aborto, casamento gay, etc.). Basicamente e nos termos da entrevista, reafirmando como não podia deixar de ser a sua filiação na Igreja, o que o Papa alerta é para a redução contemporânea do cristianismo a um moralismo, do anúncio cristão a uma proposta moral, que, isso não diz mas acrescento eu, é não apenas uma tentação eclesial como o resultado da pressão da mentalidade contemporânea que procurando ocultar o que a Igreja é, ou percebendo a resistência que encontra no facto cristão, tenta reduzi-la a isso.
Além disso e na mesma parte da entrevista e em termos muito bonitos o Papa fala da Misericórdia, da liberdade humana e do amor de Deus a cada um, independentemente da sua circunstância particular, da relação dos sacerdotes com as pessoas que lhe estão confiadas, da confissão e do pecado. A projecção que estas suas intervenções têm, a força do anúncio que faz, são de facto a confirmação daquilo que a propósito do seu pontificado, diz Bento XVI, ou seja, que se sente confortado em verificar a justeza da sua renúncia, a intervenção de Deus na Sua Igreja. Que bom é que finalmente a voz da Igreja seja escutada sem a oposição imediata de um preconceito pessoal ou institucional!
Tudo o resto, por parte da mentalidade dominante, dos seus meios de comunicação, é pó, tentativa de semear a confusão e sobretudo medo de se confrontar pessoalmente com a verdade do anúncio que temos para fazer ao mundo: Deus existe, ama-nos, e faz-se encontrar na pessoa física, real e viva, de Jesus, hoje, na Sua Igreja. Ou seja, com o mesmo anúncio que uma vez recebido por cada um, faz com que naquelas questões concretas, a nossa posição de cristãos seja a da valorização da Família, de defesa da Vida humana da concepção até á morte natural, de defesa do embrião humano (veja-se aqui o que disse o Papa Francisco num dos Angelus [e no qual anuncia também o dia da Evangelium Vitae no qual estiveram presentes portugueses dos movimentos cívicos a favor da Família e da Vida]), da afirmação que a família se baseia no casamento entre homem e mulher, etc.
Parto pois contente para o fim-de-semana! ;-)
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quinta-feira, setembro 19, 2013
Gaiola Dourada: grande filme!
Fui ver o Gaiola Dourada com a família toda. Grande filme! O trailer pode ser visto aqui e é esta a página oficial do filme.
Já aqui falei sobre emigração e não sei se também sobre a mesma de origem portuguesa em França, uma realidade que por razões familiares se me tornou próxima e motivo de admiração, ternura e respeito. O filme retoma tudo isso: o empenho no trabalho, o sacrifício associado, a comunidade nascida desse movimento migratório, a saudade do país, seus costumes e tradição, os valores familiares, a graça do confronto de culturas, a origem que possamos dizer sem pestanejar que a 1ª cidade portuguesa é Lisboa, a 2ª é Paris e a 3ª é o Porto...;-)
O filme tem dinâmica (prende), cor, humanidade, é decente (o que é uma novidade nos dias que correm) e celebra a pertença à Pátria de uma forma inteligente, vivida e em alguns momentos, mesmo comovente. Recomendo vivamente!
Nota final: além disso o filme educa no olhar que devemos ter e viver na relação com os imigrantes que vivem entre nós e que nas suas escala, diferença e cultura específica, vivem esta mesma realidade. E o valor inestimável da dignidade humana e a constatação somos todos filhos do mesmo Deus e por isso irmãos entre nós.
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segunda-feira, julho 08, 2013
Manuel Clemente: Homília ontem nos Jerónimos e aplauso a políticos
Enquanto se espera a publicação do texto na íntegra da Homília ontem aqui fica a notícia como saiu na Ecclesia (de onde retirei também a fotografia acima) com alguns sublinhados meus a negrito.
Uma pequena nota sobre os aplausos a Cavaco Silva e Passos Coelho: na minha opinião expressam a consciência que o país inteiro teve da importância dos dias da crise política e também a gratidão àqueles políticos que souberam estar á altura das circunstâncias e pela sua atitude proporcionaram se tivesse alcançado um desfecho harmonioso dos dias difíceis que vivemos. Além de que revelaram também a consciência e maturidade do povo católico a quem a causa pública interessa e na qual estão dispostos a jogar um papel ao qual tem direito e o farão para o bem de todos.
Recordou-me por fim aqueles mesmos aplausos que no Meeting de Rimini costumam receber todos os políticos que lá vão falar (este ano e como muitas vezes antes os seus antecessores, o próprio primeiro-ministro italiano, Letta). E assim explicados pelo Giorgio Vitadini, presidente da Fundação para a Subsidiariedade: "nós aplaudimos os políticos que cá vêm porque apreciamos, estimamos, a tentativa humana de quem está na política, de servir o bem comum, com o sacrifício que isso implica. E esse afeto é anterior ao próprio juízo que depois possamos fazer sobre as políticas concretas que esses políticos protagonizam".
Patriarca de Lisboa quer Igreja acolhedora
D. Manuel Clemente recordou as consequências socioculturais do evangelho para os dias de hoje
Arlindo Homen/AE | D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa
Lisboa, 07 jul (Ecclesia) - D. Manuel Clemente pediu hoje às comunidades cristãs que acolham todas as pessoas e recordou as consequências socioculturais do Evangelho, nomeadamente a dignidade da pessoa humana desde a “conceção à morte natural”.
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
PR
Na homilia da missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, hoje no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu que na diocese se constituam “comunidades de acolhimento e missão”.
“E que importante é e será, que nas nossas comunidades todos possam encontrar um “sim” à pessoa que são, mesmo quando não devamos conceder o que imediatamente peçam”, disse o patriarca de Lisboa.
Sem adiantar “detalhes programáticos”, D. Manuel Clemente disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”
D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.
“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.
Para o patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da conceção à morte natural de cada um” para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.
O bispo de Lisboa defendeu “a verdade familiar, na complentaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a “distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.
A entrada na diocese de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º patriarca, este sábado, na Sé da diocesana, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentou o pedido de renúncia por limite de idade.
PR
Nacional | Agência Ecclesia | 2013-07-07 | 17:40:52 | 2321 Caracteres | Diocese de Lisboa
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quinta-feira, maio 23, 2013
Co-Adopção: dêem as voltas que derem...
Nenhuma ideologia ou personalismo individualista pode jamais cancelar do
espírito humano a certeza de que PAIS são duas pessoas de sexo diferente.
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terça-feira, março 19, 2013
Dia do Pai: como São José e Cinderella Man
Conforme avanço na idade, mas também pelas dificuldades da vida, mais me dou conta da nobreza da vocação de Pai e da responsabilidade consequente. E também como nós pais, homens, muito lucraríamos em ser o mais possível seguidores de São José, pai de Jesus: dóceis ás circunstâncias, capazes de dar tudo pela nossa família (pela mulher e filhos que nos foram confiados, no meu caso apenas quatro), amando e protegendo as nossas mulheres sem esperar a troca, servidores fieis, atentos e santos...
Sobre este assunto o Pedro Aguiar Pinto, hoje, na lista Povo, publicou este texto:
Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adoptivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egipto e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.
É que de facto é heróica esta nossa condição de pais, homens, de família! E sabe Deus como precisamos ás vezes que nos mostrem a beleza que vivemos e nos seja devolvido um orgulho masculino da nossa condição. O que é saudavelmente feito neste filme Cinderela Man:
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sexta-feira, março 08, 2013
8 de Março: Dia Internacional da Mulher
No dia em que tantas e tão desvairadas coisas são ditas a propósito do Dia Internacional da Mulher além da calorosa saudação ás minhas (mãe, mulher, filhas, e um largo etc de todas as idades, feitios, origens, âmbitos e proveniências, desde as amigas àquelas com quem estou nas obras de caridade ou na política, colegas de profissão ou companheiras de caminho em diversas circunstâncias) uma observação e uma constatação.
Conforme avançam os tempos e as laudas ao dia internacional da Mulher mais cresce aquela mentalidade que as oprime e esmaga: pela prostituição, no aborto, pela pornografia, etc. Na Igualdade de Género e na ideologia que esta expressa se radica e origina essas e outras opressões. E só sairemos desta situação quando olhando para o quadro acima pudermos reconhecer, nas relações também neste retratadas, a Mulher como resposta de Deus às necessidades da humanidade, como manifestação da Sua imensa ternura por cada um de nós: homens e filhos.
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quarta-feira, janeiro 23, 2013
O escândalo da esterilização "obrigatória" em Portugal!
É inconcebível a história que veio no Sol desta última sexta-feira e a que se refere a carta aberta da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas que também reproduzo abaixo! Uma história de violência do Estado sobre uma pessoa e uma família, sobre sete (!) crianças, sobre todas as mulheres e homens de Portugal. Decididamente em alguns pontos nevrálgicos (desgraçadamente toda a inexistente "política" familiar) a equipe que conduz o Ministério da Segurança Social está com sérias dificuldades em dominar uma estrutura dominada por uma mentalidade anti-natalista e completamente estatista (veja-se a sistemática retirada de crianças às suas famílias como refiro no meu artigo que tendo saído no Público, está aqui também)...!
No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, a que o SOL teve acesso, considera-se mesmo que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social.
A decisão do Tribunal de Sintra sustenta-se nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas.

Esse acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.
«Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas», conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação.
«O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar».
Sobre estes factos saiu ontem esta carta aberta da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas:
Atendendo à gravidade do assunto, que fere os mais elementares direitos humanos, torna-se imperioso e urgente o esclarecimento sobre se a imposição da obrigação de esterilização foi uma decisão infeliz dos serviços ou se faz parte das orientações politicas atuais.
Lisboa, 22 de Janeiro de 2013
NOTA: A presente Carta Aberta que agora é tornada pública foi enviada por fax para os respectivos gabinetes do Senhor Primeiro-Ministro e Ministro da Solidariedade e Segurança Social
Ficou sem 7 filhos por
recusar
laqueação de trompas
laqueação de trompas
por Margarida Davim
18 de Janeiro, 2013
Liliana
Melo ficou sem sete dos seus dez filhos há sete meses. Por ordem do Tribunal de
Sintra, as crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, foram
sujeitas à medida de protecção de menores mais extrema: dadas à confiança para
adopção, perdendo todos os vínculos parentais para sempre.
A sentença determinou que as filhas mais velhas ainda menores,
na altura com 16 e 11 anos, ficassem com os pais. Mas o tribunal entendeu que a
menor de seis meses, os gémeos de dois anos e os irmãos de três, cinco, seis e
sete anos estavam em risco, e resolveu retirá-los de casa.
No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, a que o SOL teve acesso, considera-se mesmo que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social.
A decisão do Tribunal de Sintra sustenta-se nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas.
Tribunal determinou laqueação de trompas
Esse acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.
«Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas», conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação.
«O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar».
Sobre estes factos saiu ontem esta carta aberta da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas:
CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO E
AO MINISTRO DA SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Tomámos conhecimento
de que foi imposta pelos serviços de segurança social a uma mãe a obrigação de
se submeter a esterilização. O não acatamento desta imposição por essa mãe
esteve na base, posteriormente, de uma decisão judicial de retirada à família
de sete dos seus nove filhos. Estes estão institucionalizados e sem contacto
com os pais e irmãos. Estes filhos perderão, para sempre, a ligação aos seus
pais e à sua família biológica.
Atendendo à gravidade do assunto, que fere os mais elementares direitos humanos, torna-se imperioso e urgente o esclarecimento sobre se a imposição da obrigação de esterilização foi uma decisão infeliz dos serviços ou se faz parte das orientações politicas atuais.
Lisboa, 22 de Janeiro de 2013
Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
NOTA: A presente Carta Aberta que agora é tornada pública foi enviada por fax para os respectivos gabinetes do Senhor Primeiro-Ministro e Ministro da Solidariedade e Segurança Social
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quarta-feira, janeiro 16, 2013
Gay, francesa e contra o casamento e a adopção
A notícia vi-a primeiro na Tempi (a entrevista que reproduzo abaixo). Depois encontrei aqui também em português, mas não tão completa. Impressiona a naturalidade, equílibrio e razoabilidade da posição. E a denúncia de quanta intolerância praticam os lobbies militantemente LGBT...
«Sono gay, francese e contro le lobby. Non voglio né matrimonio né l’adozione. E ora provate a dire che sono omofobo»
gennaio 11, 2013Leone Grotti
Intervista a Nathalie de Williencourt, portavoce di Homovox: «Rappresentiamo la maggioranza dei francesi omosessuali ma non ci ascoltano. Non vogliamo il matrimonio, perché non siamo come le coppie eterosessuali, che possono fare figli».
Chi rappresenta Homovox in Francia?
Homovox è un collettivo di cittadini francesi che porta la voce degli omosessuali francesi che si oppongono al progetto di legge Taubira. Sul nostro sito Homovox.com si possono trovare le testimonianze delle persone omosessuali che spiegano perché si oppongono al progetto di legge.
Perché avete firmato l’appello della “manifestazione per tutti”?In Francia si ascoltano sempre le lobby LGBT, parlano sempre loro nei media, ma molti omosessuali non fanno parte di questo movimento. La maggior parte degli omosessuali sono amareggiati dal fatto che questa lobby parli a loro nome, perché non abbiamo votato per loro. Noi vogliamo dare la parola alla maggioranza degli omosessuali in Francia e sosteniamo la “Manifestazione per tutti” perché noi gay non vogliamo il matrimonio.
Perché?
Perché la coppia omosessuale è diversa da quella eterosessuale. Ed è diversa per un semplice dettaglio: non può dare origine alla vita, per cui ha bisogno di una forma di unione specifica che non sia il matrimonio. Ha bisogno di un’altra cosa perché la realtà delle coppie omosessuali è diversa da quella delle coppie eterosessuali.
Nel vostro comunicato accusate la comunità LGBT di essersi autoproclamata portavoce della comunità omosessuale.È proprio così. Le comunità LGBT sono composte molto spesso da persone omosessuali che sono state rigettate dalla famiglia, sono venute a Parigi e hanno trovato ospitalità nella comunità Lgbt, sorta nel quartiere del Marais. Queste persone hanno una ferita in rapporto alla loro omosessualità: poiché non la accettano, rivendicano di essere come gli eterosessuali. Il nostro movimento rivendica invece che gli omosessuali siano trattati diversamente dagli eterosessuali, perché siamo differenti. Non possiamo chiedere l’uguaglianza per situazioni che sono differenti. Non è l’uguaglianza ad essere importante, ma la giustizia. C’è un’uguaglianza giusta e un’uguaglianza ingiusta.
E per quanto riguarda l’adozione di bambini da parte di coppie gay?È importante capire che in Francia nella legge non ci sono distinzioni tra il matrimonio e l’adozione: tutte le coppie sposate hanno il diritto di adottare. Quando si propone il matrimonio per gli omosessuali, esso comprende automaticamente l’adozione. Non c’è divisione come in altri paesi europei. Noi crediamo che i bambini abbiano il diritto ad avere un padre e una madre, possibilmente biologici, che possibilmente si amino. Un figlio nasce dal frutto dell’amore di suo padre e di sua madre e ha il diritto di conoscerli. Se le coppie omosessuali adottano dei bambini che sono già privati dei loro genitori biologici, allora li si priva di un padre e di una madre una seconda volta. Questa legge in Francia è stata fatta nel dopoguerra, quando c’erano molti bambini da adottare e si voleva dare loro dei genitori. L’adozione però non è un diritto degli adulti, serve a donare dei genitori ai bambini che non ne hanno, ma oggi non è più così.
Cioè?
Le coppie che fanno domanda attendono anni prima di potere adottare un bambino, perché non ce ne sono più. Inoltre molti paesi del mondo non concederanno più adozioni alla Francia se questa legge sarà approvata, dal momento che paesi come la Cina e altri in Asia hanno procedure nelle quali chiedono che le coppie omosessuali siano escluse. Tutto ciò significa rendere l’adozione per le coppie uomo-donna ancora più difficile.
È da due mesi che in Francia sono usciti allo scoperto gli oppositori al “matrimonio per tutti”. Prima chi si opponeva al matrimonio gay veniva subito chiamato omofobo da quasi tutti i grandi media ed era impossibile opporsi senza essere immediatamente tacciati di omofobia. Io e i miei amici omosessuali, che non possiamo certo essere accusati di omofobia, chiediamo che ci sia un dibattito per permettere le unioni omosessuali, ma creando un’istituzione diversa dal matrimonio.
Ad esempio?
Che ci sia un allargamento dei Pacs, che si rifletta sui Pacs. Ma noi non vogliamo il matrimonio, che è riservato all’uomo e alla donna in quanto possono procreare. È così da secoli.
Che cosa chiedete quindi al presidente Hollande?Noi domandiamo gli Stati generali del matrimonio, cioè domandiamo un dialogo fra François Hollande e il popolo. Perché il presidente aveva promesso che non avrebbe fatto passare una legge con la forza se il popolo francese non fosse stato d’accordo. Ha detto che voleva dialogare col popolo francese. Speriamo che aprirà il dialogo con degli Stati generali sul matrimonio e con un referendum per interrogare tutti i cittadini su questo argomento.
Hollande ha una grande maggioranza all’Assemblea nazionale. Secondo voi la manifestazione può andare a buon fine, la legge potrebbe non passare?Dipenderà dalla mobilitazione della manifestazione di domenica e del modo in cui il governo ascolterà il popolo francese. La risposta dipende da François Hollande e domenica il popolo francese si rivolgerà a lui, non contro di lui ma per chiedergli di avere tutti insieme il tempo per riflettere su cosa sia meglio per la società francese perché le persone possano vivere in pace.
In che modo?
La pace si costruisce dentro la famiglia e per avere pace nella famiglia bisogna donare ai bambini il quadro più naturale e che più infonde sicurezza per crescere e diventare grandi. Cioè la composizione classica uomo-donna.
Leggi di Più: Francia, gay: «Noi siamo contro il matrimonio omosessuale» | Tempi.it
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quinta-feira, outubro 04, 2012
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Há mais perplexidades nas medidas anunciadas por Vitor Gaspar que estas aqui abaixo e a elas voltarei, mas entretanto a APFN coloca neste seu comunicado de hoje e desde já as questões fundamentais:
PAGAR O PASSADO E SOLUCIONAR O
PRESENTE, SEM ARRASAR O FUTURO
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
Lisboa, 4 de Outubro de 2012
Comunicado
Portugal está, actualmente, a pagar pelos erros do passado e a procurar resolver os problemas do presente, o que implica a adopção de medidas radicais.
No entanto, as necessárias medidas de
austeridade que têm sido adoptadas têm vindo a comprometer seriamente o seu
futuro, atingindo de forma desproporcionada as famílias com filhos, tanto mais
quanto maior o seu número, uma vez que no cálculo do “rendimento de referência”
é desprezada ou menosprezada a existência de dependentes nas famílias que os
têm, designadamente:
· nos escalões do IRS e nas taxas
moderadoras do serviço de saúde (em que não são contabilizados os filhos)
· nos passes sociais (em que cada filho
vale apenas 25%)
· nos abonos de família (em que cada
filho vale apenas 50%).
Portugal carece urgentemente de um
sentido de equidade e justiça relativamente às famílias com filhos a cargo.
Para estas famílias, que possuem um conjunto de despesas essenciais muito mais significativo,
o esforço provocado pela austeridade é incomparavelmente maior.
Esta falta de sentido de equidade e
justiça provoca, naturalmente, um cada vez menor número de nascimentos – neste
ano, iremos ter mais um mínimo absoluto, provavelmente inferior a 90.000,
70.000 menos do que seria necessário para garantir a renovação das gerações.
Foi ontem anunciado mais um forte
agravamento das medidas de austeridade.
A APFN apela ao governo para aproveitar
esta oportunidade para adoptar, JÁ, o “rendimento per capita” como “rendimento
de referência”, a começar pelos escalões do IRS, abono de família, taxas
moderadoras e passes sociais.
A não adopção desta medida irá provocar
uma ainda maior queda da taxa de natalidade e emigração das famílias com filhos
e dos que desejam tê-los, arrasando, de vez, o futuro do país.Lisboa, 4 de Outubro de 2012
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Vitor Gaspar
quarta-feira, setembro 26, 2012
E na Natalidade não se pensa...?
A tragédia continua perante a indiferença dos poderes públicos mesmo se nos últimos anos há mais referências ao tema que na década anterior...
fonte: http://expresso.sapo.pt/natalidadenascimentos-continuam-a-descer-menos-5235-em-agosto-do-que-mes-homologo=f754348
Lisboa, 19 set (Lusa) -- O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59.603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64.838, o que indica uma diminuição de 5.235 crianças.
Lisboa, 19 set (Lusa) -- O número de crianças que nascem em Portugal continua a baixar, tendo este ano sido registados, no final de agosto, menos 5.235 nascimentos do que em igual período do ano passado, segundo dados do rastreio neonatal.
Laura Vilarinho, responsável da Unidade de Rastreio Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), revelou à Lusa que, até ao final de agosto, tinham nascido 59.603 crianças.
Nos primeiros oito meses do ano passado, o número de nascimentos foi de 64.838, o que indica uma diminuição de 5.235 crianças.
Nota final: ou muito me engano ou este ano os números do aborto vão disparar dos alucinantes patamares em que já nos encontramos...
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