Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
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terça-feira, setembro 24, 2013
O Ministro Crato e o inglês obrigatório ou não
Confesso que estou um pouco baralhado com a questão do inglês obrigatório onde ao que parece, lendo os jornais, o Governo anda para a trás e para a frente...mas uma coisa é clara: o drama de que o inglês seja ou não obrigatório, por imperativo do Ministério da Educação, demonstra, em acto, qual o problema de não existir liberdade de escolha na educação.
Na verdade, se os pais pudessem optar livremente pela escola dos seus filhos (como a Constituição obriga, não me cansarei de o lembrar) e as escolas tivessem autonomia para definir e propor os seus projectos educativos, a questão do inglês (de os alunos o aprenderem) era muito simples: aquelas famílias para quem isso seja fundamental (número do qual não me excluo) podiaminscrever os seus filhos em escolas que o oferecessem, iniciar escolas onde este existisse, e as mesmas oferecê-lo livremente.
Ao contrário, na situação presente, só há uma forma de os pais que o pretendem, o obterem. Ou seja exigirem que uma autoridade central, nas escolas que lhe pertencem (80% do sistema) o imponha autoritariamente sem consideração pelas possibilidades reais das escolas, ou dos pais que o dispensariam (por as suas prioridades, legitimamente, serem outras). E daí as discussões políticas, os embaraços do Ministro da Educação, os "confrontos" civis no assunto, o desnorte dos professores desta disciplina...está claro, o conceito?
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sexta-feira, setembro 06, 2013
Ainda a liberdade de escolha e o Estatuto do Ensino Particular (notícia da Renascença)
Úteis para tentar perceber o que se vai passando neste assunto:
Pais vão poder escolher entre escolas públicas e privadas
Inserido em 05-09-2013 16:17
Nuno Crato considera que está aberto “um caminho mais directo a uma liberdade de escolha e a uma concorrência, tanto entre escolas como entre sistemas”.
Está aberta a porta à liberdade de escolha das famílias relativamente ao sistema de ensino que querem para os seus filhos. O ministro da Educação considera que o novo estatuto do ensino particular e cooperativo, aprovado esta quinta-feira em conselho de ministros, vem dar uma maior autonomia curricular ao ensino privado.
Nuno Crato, em conferência de imprensa, disse que foram criadas as condições para que as famílias possam escolher o projecto educativo para os seus educandos entre a oferta disponível, seja no ensino público ou no privado.
A novidade, segundo Crato, é que o diploma “institui uma liberdade de escolha, mas institui uma liberdade de escolha informada entre escolas e sistemas”.
Segundo o ministro, o novo estatuto do ensino particular e cooperativo “estabelece novos princípios naquilo que se refere ao ensino particular e cooperativo salientando a transparência, a obrigatoriedade de informação, tanto de resultados escolares como de projectos educativos”.
Além disso, sublinha o governante, “estabelece o princípio da concorrência” e “estabelece o princípio da avaliação externa para este tipo de ofertas”.
Segundo as novas regras, “o apoio do Estado não se restringe no apoio a turmas, como existe neste momento nos contratos de associação, mas também o apoio a alunos”.
Por isso, o ministro Nuno Crato considera que está aberto “um caminho mais directo a uma liberdade de escolha e a uma concorrência, tanto entre escolas como entre sistemas”.
O ministro da Educação garantiu ainda que este novo diploma vem proteger a escola pública: “A escola pública fica defendida com estas regras e é promovida pela existência de uma maior autonomia de uma emulação e de uma concorrência”.
Para Nuno Crato, com o novo diploma “abre-se também caminho a um maior grau de autonomia, em paralelo para as escolas públicas com contratos de autonomia”.
O diploma agora aprovado vai ser enviado para promulgação do Presidente da República, e será depois publicado em Diário da República. A sua aplicação será feita de forma gradual a partir do ano lectivo 2014/2015.
Nuno Crato, em conferência de imprensa, disse que foram criadas as condições para que as famílias possam escolher o projecto educativo para os seus educandos entre a oferta disponível, seja no ensino público ou no privado.
A novidade, segundo Crato, é que o diploma “institui uma liberdade de escolha, mas institui uma liberdade de escolha informada entre escolas e sistemas”.
Segundo o ministro, o novo estatuto do ensino particular e cooperativo “estabelece novos princípios naquilo que se refere ao ensino particular e cooperativo salientando a transparência, a obrigatoriedade de informação, tanto de resultados escolares como de projectos educativos”.
Além disso, sublinha o governante, “estabelece o princípio da concorrência” e “estabelece o princípio da avaliação externa para este tipo de ofertas”.
Segundo as novas regras, “o apoio do Estado não se restringe no apoio a turmas, como existe neste momento nos contratos de associação, mas também o apoio a alunos”.
Por isso, o ministro Nuno Crato considera que está aberto “um caminho mais directo a uma liberdade de escolha e a uma concorrência, tanto entre escolas como entre sistemas”.
O ministro da Educação garantiu ainda que este novo diploma vem proteger a escola pública: “A escola pública fica defendida com estas regras e é promovida pela existência de uma maior autonomia de uma emulação e de uma concorrência”.
Para Nuno Crato, com o novo diploma “abre-se também caminho a um maior grau de autonomia, em paralelo para as escolas públicas com contratos de autonomia”.
O diploma agora aprovado vai ser enviado para promulgação do Presidente da República, e será depois publicado em Diário da República. A sua aplicação será feita de forma gradual a partir do ano lectivo 2014/2015.
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O que são o cheque-ensino e o contrato simples
Do que é, como surge, o cheque-ensino, fala melhor do que eu seria capaz, este artigo publicado há uns anos no Diário de Notícias e da autoria de João Miranda.
Atrevo-me no entanto a explicitar, tal a confusão que por aí reina...:
O Cheque-ensino corresponde a este sistema em que o Estado reconhecendo que não têm direito a impor nenhuma espécie de educação aos seus cidadãos e que os pais são livres de educarem os filhos como bem entendem (ambas estas disposições constam da Constituição da República Portuguesa, como se pode ver aqui), diz assim: "para mim, Estado, cada aluno, custa tantos milhares de euros por ano. Ora bem, a partir de agora você, pai, fica com o direito de usar esses milhares de euros, como bem entender. Escolhe a escola de sua preferência, pertencente á rede estatal ou não, e inscreve lá o seu filho. Faço-o, o Estado, porque estou obrigado pela Constituição a assegurar a todos os cidadãos uma educação mínima obrigatória e "gratuita"".
Que se passa então? O pai procurará no sitio que bem entender conhecer as escolas que aí existem e escolhe aquela cujo projecto educativo mais lhe agrada ou por qualquer outro critério que para si seja importante (para uns a educação religiosa, para outros boas instalações desportivas, para alguns a localização, e um largo etc.). Para isso, claro, as escolas tem de ser livres de definir o seu projecto educativo, tem de ter autonomia total, e quando tal for possível (ver abaixo) os seus professores. Qual o resultado deste sistema: concorrência entre as escolas, melhorando a sua performance e esforçando-se por proporcionar o melhor ensino possível. Beneficiários? Os estudantes, as suas famílias, os professores com uma vida profissional mais exigente, recompensadora e interessante, etc.
E note-se que dizer melhores escolas não quer dizer forçosamente escolas particulares. Algumas sê-lo-ão e outras não. Em muitos lugares as melhores serão as estatais (pertencentes ao Estado) ditas "públicas". Que finalmente ficarão livres das peias e obstáculos colocados pela nomenklatura do Ministério da Educação. Na verdade as escolas particulares que hoje em dia lideram todos os rankings é verdade tem mérito nisso, mas as escolas "públicas" amarradas como estão pelo Ministério não tem possibilidade de fazer melhor e possivelmente suplantar as particulares. Pode-se mesmo dizer: a maior vítima da falta de liberdade de educação é a escola do Estado...
E nesse caso que fazer da rede estatal? Separar a sua gestão do Ministério da Educação que terá um papel de regulador, observador do sistema, certificador da sua qualidade, estabelecendo os curriculuns mínimos, conforme a sociedade em cada momento, segundo as suas escolhas políticas, for decidindo. E nesse caso que fazer dos professores funcionários do Estado? Atribui-los ás escolas actualmente existentes, não há hipótese senão com os privilégios de que actualmente usufruem, mas libertando as suas carreiras, permitindo-lhes trocar de lugares, finalmente livres do azar informático ou de abstruzas directivas do Ministério.
Por fim, que são os contratos-simples: um instrumento de apoio social a famílias mais desfavorecidas que por si só não podem suportar o custo do ensino que livremente escolheram, no caso, as escolas particulares. Num sistema de cheque-ensino (que de alguma forma neste momento são como o Ministro ontem observou) estes contratos desaparecerão, uma vez que toda a gente usufruirá de igual apoio (os ditos milhares de euros que o Estado, isto é, nós todos, através dos impostos, suporta como respectivo custo).
É que é preciso não esquecer isto! O actual ensino pelo sistema dito "público" não é gratuito! As escolas do Estado, os seus funcionários, custam dinheiro. Que é suportado por todos nós através dos impostos. Como dizia Margaret Tatcher "não existe dinheiro do Estado, mas apenas dinheiro dos contribuintes"...
Não nego a lei ontem aprovada em Conselho de Ministros é importantíssima. Um passo de gigante depois de cerca de 30 anos de asfixia estatista. Mas um passo, neste caminho para a verdadeira e sobre tudo para todos, liberdade de educação. Da qual, entre outros, o cheque-ensino pode ser um instrumento precioso.
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Best Education Minister, ever...! ;-)
Fui ontem ver com duas filhas e os meus pais o filme "Bling Ring: O Gangue de Hollywood" porque infelizmente não havia sessão á noite de o "Mestres da Ilusão". O filme é fraquito não sei se por deficiência da realizadora Sofia Copolla ou se por falta de consistência humana dos personagens da história real em que o filme se baseia (uma das coisas impressionantes é que não há um momento só em que estas, antes ou depois de apanhadas pela polícia, se interroguem sobre a moralidade [bem ou mal] da sua actividade de roubo...).
De qualquer das formas foi um programa familiar divertido (que incluiu as magníficas Tapas no Corte Inglês) e durante o filme, sobretudo na primeira parte, passei o tempo com as minhas filhas a exclamar, citando um filme ou uma série, de que agora não me recordo: "Best 1st day at School, ever...!" ou "Best first year at a new school ever...!" ;-)
Vem isto a propósito desta notícia sobre a aprovação pelo Governo da liberdade de escolha entre colégios e escolas públicas que aqui no Público também é desenvolvida (reacções da inevitável e caduca Fenprof e da fatal e incompreensível CNIPE...).
Como já referi neste post do Blog infelizmente é "much ado about nothing"...na verdade não é instituído nenhum cheque-ensino, a liberdade de escolha entre escolas continua limitada e o dito "cheque-ensino" a que o diploma fará referência, já há muito existe e chama-se contrato-simples. O que não quer dizer que o novo Estatuto não seja merecedor de aplauso como aqui explica a AEEP.
No entanto, independentemente do minimalismo, o facto desta polémica trazer á tona do debate político a magna questão da liberdade de educação é por si só tão importante, que merece a exclamação: "Nuno Crato: best Education Minister, ever...!" ;-)
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domingo, junho 23, 2013
Greve dos Professores: a famosa Escola Pública no seu melhor...!
(a imagem acima foi retirada deste Blog Preso por Fora, aqui)
A Greve dos Professores da semana passada e das próximas semanas, além das greves ás avaliações, vem bem demonstrar o que entendem os sindicatos e uns bons milhares de professores, por escola pública: a mim, a mim, o que me interessa é o Ministério da Educação, o meu patrão, os miúdos que se lixem (mesmo se subjctivamente possam não senti-lo assim e a loucura, no sentido de alheamento da realidade, seja já tão grande, que entendam isto é até feito por estima pelo futuro dos miúdos...), quero ser funcionário público, privilegiado e acarinhado, não quero que a minha vida dependa de mim, tenho medo de pensar por mim e com os meus, que bom é haver uma "besta" de um director no Ministério a decidir pela minha vida e contra quem eu depois com o Mário Nogueira virei protestar contra...!
No entanto é verdade que a verdadeira Escola Pública, onde a sério é prestado serviço público, ao público, funcionou...na escola privada (oh escândalo! resguem-se já as vestes e gritemos em uníssono pela Escola Pública!!) não houve uma só greve (perdão, houve três professores, pelo menos em intenção, pelo país inteiro) e 20% dos alunos do país puderam fazer os seus exames...
Pelo que o que apetece perguntar ao Governo que ontem reuniu para um balanço e para pensar a reforma do Estado: does not the above, ring you a bell...? [o dito acima não o desperta para alguma coisa?]
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sábado, fevereiro 23, 2013
Lei do Álcool: as incongruências da mentalidade comum
Confesso que, apesar de sempre apreciar quem se envolve em tarefas de empenho cívico e participação política, não me identifico com Albino Almeida (fotografia acima), o actual presidente da Confap pela simples razão porque em matérias fundamentais para as famílias portuguesas, não tenho ideia se tenha empenhado, nem às suas direcções. Refiro-me ás matérias da liberdade de educação, da educação sexual, defesa da Família e da Vida, etc.
Daí que hoje o tome como exemplo das incongruências da mentalidade comum quando referindo-se à nova lei do álcool diz "A proibição não é o único caminho, mas é um sinal importante e dissuassor. Perdeu-se aqui uma oportunidade histórica". Pena a CONFAP não se tenha lembrado disso quando se discutiu a descriminalização do consumo de drogas ou a despenalização do aborto até às 10 semanas (neste momento lembremo-nos já estamos, a esta data, com 105 mil abortos desses desde a lei de 2007...!). Ambas as questões interessando na Educação já que a descriminalização disseminou o consumo de drogas nas camadas estudantis (primeiro com as drogas "leves" e agora com as sintéticas das smart shops) e o aborto retira todos os anos 20 mil novas crianças ao sistema de ensino (provocando desemprego de professores, funcionários das escolas, educadoras de infância, fabricantes de produtos para essa camada, etc.).
Notas finais: por muitos anos que passem continua dificil entrar na cabeça de João Goulão, presidente do serviço oficial SICAD, e um dos principais responsáveis pela descriminalização do consumo de drogas e consequente aumento do mesmo. Nas drogas é a favor da liberdade do consumo, no álcool é proibicionista e radical mesmo, já que com ele nem aos 16 anos se poderia beber cerveja ou vinho...! Vá lá a gente entendê-lo(s)!
Ao que parece na nova lei não haverá álcool nas estações de serviço nas auto-estradas e fora das localidades. Ainda bem que me previnem...é da maneira que, com excepção da Quaresma; não me apanham lá e regresso às estradas nacionais, ao Leitão na Bairrada, etc...lol!
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terça-feira, fevereiro 05, 2013
Forças Armadas, duplo uso e Serviço Militar Obrigatório
Noticia hoje o Publico que o Governo quer criar unidade militar de ajuda de emergência sem mais meios, isto é, socorrendo-se do que já existe. A proposta consta da revisão do Conceito Estratégico da Defesa Nacional que presentemente se discute no parlamento. No fundo um seguimento do princípio do "duplo uso" das Forças Armadas: nas acções militares "strictu sensu" e também em missões civis (que não se segurança interna) conforme as necessidades.
Parece-me isto muito bem. E pena tenho que tenham passado gerações pelo Serviço Militar Obrigatório sem que esse duplo uso tivesse tido lugar fazendo com que quem tivesse na altura uma visão mais limitada e incompleta das razões do SMO pudesse ter encontrado um horizonte de utilidade e serviço que os teria confortado e entusiasmado. Mas está-se sempre a tempo de corrigir rumo.
Como se está sempre a tempo e com alegria constato o debate está reaberto de voltar a por em cima da mesa a hipótese do retorno do Serviço Militar Obrigatório, uma instituição preciosa de integração social, educação das gerações e aprendisagem de muitos e variados misteres. Ao longo da minha vida profisisonal tenho constatado, com as inevitáveis excepções, uma grande diferença entre quem fez o SMO e quem não o fez. Uma diferença de mentalidade, de comportamento e de atitude. E essa diferença atribuo-a, sem dúvida, à convivência que as pessoas tiveram ou não com as virtudes militares, a vida comunitária e uma experiência de dificuldade e superação. Já aqui suscitei o tema e constato a discussão não morreu. Prossigamos pois com coragem na mesma.
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segunda-feira, dezembro 10, 2012
Ainda o grupo GPS e a liberdade de educação
Alexandre Homem Cristo publica hoje no i um artigo brilhante intitulado "O ataque às escolas com contratos de associação" que merece ser lido e divulgado. Neste denuncia como o "caso" GPS está a ser explorado pelos inimigos da liberdade de educação em linhas claras e lúcidas.
Impressionante saber pelo artigo que: "Escusado será dizer que o financiamento a operadores privados na rede pública não é uma invenção portuguesa. Que, em Portugal, essas escolas representam apenas 4% do total. Que, em quase todos os países europeus, essa percentagem é muito superior – 47% na Bélgica, 70% na Holanda, 13% na Dinamarca, 25% em Espanha, 21% em França, 13% na Hungria e 16% no Reino Unido (cf. Eurydice, Key Data on Education 2012). Toda essa contextualização é inútil perante o preconceito estatizante. Contudo, talvez valha a pena esclarecer dois pontos."
Enfim, um autor e especialista em educação a ler e seguir com atenção e, no caso, gratidão!
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terça-feira, setembro 11, 2012
O equivoco da "tragédia" do emprego dos professores
Dois pontos prévios:
- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.
- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)
Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.
O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...
O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?
Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!
- uma das principais coisas que me ensina a experiência de Comunhão e Libertação é a importância da Educação. A Educação no plano mais imediato da educação da pessoa (assunto que tanto mais me interessa quanto tenho quatro filhos) e a Educação como desafio para uma inteira sociedade. E nesse plano também o desafio e a imprescindibilidade da respectiva Liberdade.
- depois veio a experiência dos Liceus de Comunhão e Libertação e das respectivas férias e nas quais estive envolvido durante dez anos. Creio sempre as passei em escolas do interior norte (Douro e Gerês) e curiosamente a convivência com aqueles edificios, as salas de professores e secretarias, as imediações das escolas, os pavilhões desportivos e áreas ao ar livre, fizeram nascer em mim um afecto profundo por essa realidade e a vida e missão dos professores. E até um vago sonho de ser professor também eu numa escola secundária e de preferência no interior do país, mas de facto a vida é pequena para todas as coisas e profissões fascinantes pelas quais nos vamos interessando ao longo dela, razão pela qual me reservo o gozo delas para a próxima encarnação (em que "infelizmente" não acredito...;-)
Dito isto e acrescentado que do ponto de vista humano muito me impressionam as entrevistas, artigos e reportagens que com abundância a imprensa (em especial o Público) vem publicando, parece-me existe um ou dois equivocos fatais na "tragédia" da não colocação de professores.
O primeiro equivoco é o que resulta desta mentalidade socialista de que o Estado, o Governo, está obrigado a proporcionar às pessoas as profissões e nas condições que as pessoas desejam...isto é, impressiona-me, humanamente, que uma pessoa queira ser professor e dadas as circunstâncias, não possa sê-lo. Desejo intensamente que com realismo, engenho e empenho, essa pessoa procure realizar essa sua aspiração. Mas não aceito que o Governo, o Ministério, tenha obrigação de assegurar-lhe essa realização. Umas vezes o Ministério necessitará de professores como essa pessoa e contratá-la-á. A maior parte das vezes, não. É a vida...
O segundo equivoco foi ontem no jornal i magnificamente denunciado por Alexandre Homem Cristo no seu artigo "Size matters (também na educação)". Vale a pena ler aqui o artigo na íntegra. Resumindo, na sua parte final, o autor explica: entre 1998 e 2011 o número de alunos no sistema caiu 15%. Porque raio haveria de aumentar o número de professores necessários...!?
Citando o outro: é a Natalidade, estúpido...!
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sexta-feira, julho 27, 2012
E na Família...não se pensa? I
Não percebi bem o ponto a que quer chegar Paula Torres de Carvalho com o seu artigo hoje no Público intitulado "Avós no papel de pais" mas é pelo menos justa a observação de que estes, os avós, vem substituindo progressivamente os pais, no cuidado dos seus netos, sobretudo nos primeiros anos de vida.
Por um lado isso é positivo não apenas para os filhos/netos (que assim tem quem cuide deles e lhes é próximo) como para os avós que muitas vezes numa fase da vida em que muitos parecem viver sem horizontes, esses cuidados os vem encher de alegria e de utilidade os seus dias. Além disso o facto representa uma considerável poupança para os seus filhos-pais e esta é mais uma confirmação de que a Família é a primeira e fundamental rede social, de convivência e amparo. Em alguns casos é até essa "utilidade" que faz perdurem os laços entre filhos (pais) e pais (avós)...
Por outro não se pode deixar de "chorar" o facto de as crianças nos seus primeiros e vitais anos de vida estarem privados da convivência, afecto e companhia, dos pais, e em especial da mãe. Quanto a isto não há volta a dar: é muito duvidoso em face dos resultados sociais e individuais das últimas gerações criadas sem essa possibilidade magnífica de amor e educação, que a ausência da mãe do lar familiar seja um valor acrescentado para toda a sociedade e para cada família em particular...
Nota: não se defende aqui que "mulher para casa e já" mas esta sociedade moderna que na sua engrenagem infernal, cultural, social e económica, impede que as mães que o desejariam, estejam em casa, é uma sociedade que já começou a sofrer os efeitos dessa ausência (desagregação familiar, crescimento "torto" das novas gerações, intranquilidade social, etc.) mas ainda não percebeu ou, pior, não quer dar o nome, ao que está na origem desses problemas...
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quarta-feira, junho 06, 2012
Um passo de liberdade: Despacho-surpresa de Nuno Crato revoluciona organização das escolas
Até que enfim um passo concreto na direcção da liberdade de escolha na educação que começa pela concessão de maior autonomia às escolas! A notícia hoje divulgada é animadora e assinale-se o pormenor da "surpresa"...;-)
Eis uma reforma indispensável e em que Nuno Crato honra os seus pergaminhos e dá uma machadada potente no sistema do eduquês que tem assassinado escolarmente gerações de alunos e conduzido Portugal aos últimos lugares nas tabelas de eficiência do sistema educativo.
Assim a estrutura do Ministério da Educação dominada pelas forças que se sabe, não se encarregue agora de demolir este gesto reformista e emprisionar de novo as escolas naquele temor primitivo que tem da liberdade dos professores, dos pais e dos alunos...!
Vale a pena ler o que sobre isto se escreve no Cachimbo de Magritte.
Eis uma reforma indispensável e em que Nuno Crato honra os seus pergaminhos e dá uma machadada potente no sistema do eduquês que tem assassinado escolarmente gerações de alunos e conduzido Portugal aos últimos lugares nas tabelas de eficiência do sistema educativo.
Assim a estrutura do Ministério da Educação dominada pelas forças que se sabe, não se encarregue agora de demolir este gesto reformista e emprisionar de novo as escolas naquele temor primitivo que tem da liberdade dos professores, dos pais e dos alunos...!
Vale a pena ler o que sobre isto se escreve no Cachimbo de Magritte.
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sábado, maio 05, 2012
Mais exemplos de Subsidiariedade também na Educação
No Público de hoje há uma interessante reportagem de duas páginas sob o título "O voluntariado chegou às explicações do 1º ciclo ao ensino secundário". Na introdução do artigo lê-se: "Exemplos espalham-se pelo país: pais, jovens licenciados, desempregados e professores disponibilizam tempo para ajudar nos trabalhos da escola".
Isto é, em vez de se andar a reclamar do Estado mais professores ou grandes reformas educativas ou que a Câmara isto ou aquilo, as realidades locais (nos exemplos: uma Paróquia, uma Associação de Pais, um Colégio Católico) dão elas próprias a resposta a uma necessidade que sentiram: apoiar alunos nos trabalhos das escolas. E mais uma coisa boa acontece sem necessidade para nada do Ministério da Educação e, se calhar, qualquer dia contra o mesmo...? ;-)
Nota: o voluntariado das explicações é uma marca característica da caritativa católica portuguesa, seja dentro de portas, seja no âmbito das Missões. Mas o texto acima sublinha o ponto mais importante que, dadas as características do nosso país, ainda recentemente confirmadas por estudo da Católica, em alguns casos, equivale à presença da Igreja Católica. Mas os temas continuam distintos (subsidariedade e caritativa católica) mesmo se de facto aquele é um dos princípios da Doutrina Social da Igreja.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Santana Castilho e Passos Coelho
Impressiona o despeito com que, praticamente em todas as ocasiões em que escreve no Público, Santana Castilho se atira a Pedro Passos Coelho...o que traz à colação o que sucede em todas as caminhadas para o poder.
Em todas estas o putativo candidato a primeiro-ministro procura identificar em diversos sectores, vozes autorizadas, que consigo partilhem a oposição ao poder que pretende derrubar, e através do recurso à expertise e autoridade grangeadas pelas personalidades que assim vai encontrando, fortalecer a sua posição, reclamando ideias novas e o apoio daqueles que se revêem no "sábio" que lhe empresta o seu prestigio pessoal.
Este último por sua vez sente-se engrandecido e desvelado com a atenção do senhor que se segue e ou tem uma grande liberdade pessoal ou vai acalentando, pouco a pouco, o sonho de que será chamado à responsabilidade da sua área quando o futuro primeiro-ministro formar o seu governo. Nos primeiros dias que se seguem à vitória eleitoral espera ansiosamente um telefonema, que na esmagadora maioria das vezes nunca chegará...
Então e por fim ou é um Senhor e encolhe os ombros ou até pensa que há mais marés do que marinheiros, ou é assaltado por uma fúria que o faz partir tudo...que seja isso que está a acontecer a Santana Castilho é fama de que este já não se livra...
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segunda-feira, janeiro 30, 2012
Portal do Governo: duas boas iniciativas
Agradou-me o novo Portal do Governo por duas iniciativas em particular. A possibilidade de criar movimentos que obtenham uma audiência com o Primeiro-ministro (dos cinco mais votados há um em particular que coloca uma questão pertinente: que quem educa é a Família e que à Escola compete "apenas" ensinar, uma distinção fundamental) e a que faz referência a notícia abaixo da Lusa, e uma secção particular na qual é possivel saber para onde vão os nossos impostos (uma pergunta fundamental que cada vez mais teremos de colocar e na qual podemos basear algumas das nossas reivindicações, em especial, as da subsidiariedade e da liberdade de educação, bem como a dos custos do aborto legal, etc.). Recomendo a visita!
Passos Coelho apela à participação dos cidadãos com "boas ideias para o país"
Lisboa, 29 jan (Lusa) - O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou hoje à participação de todos os cidadãos com "boas ideias para o país" na pla...
Passos Coelho apela à participação dos cidadãos com "boas ideias para o país"
Lisboa, 29 jan (Lusa) - O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou hoje à participação de todos os cidadãos com "boas ideias para o país" na plataforma digital do Governo "O meu movimento", lançada no início do ano.
"Estamos a fazer transformações importantes em Portugal e é importante que, durante este período, possamos alargar e aprofundar o debate democrático e isso não se faz sem a participação de todos os cidadãos", afirma o primeiro-ministro num vídeo de um minuto e meio publicado hoje na página de "O meu movimento", na rede social Facebook.
Pedro Passos Coelho explica que "esta ideia simples permite que aqueles que têm boas ideias para o país as possam lançar na plataforma do Governo e depois discuti-las, nomeadamente com o primeiro-ministro", uma vez que o movimento mais votado terá direito a uma audiência com o primeiro-ministro.
Na plataforma digital do Governo que permite a qualquer cidadão defender uma causa, foram até agora submetidos 285 movimentos, sendo o "Movimento de Sérgio pela Abolição das corridas de Touros" o mais votado, com mais de 3.500 seguidores.
O movimento "Em Defesa da Educação Visual e Tecnológica" é neste momento o segundo mais votado, com 2.196 seguidores.
Entre os cinco mais populares, estão ainda "A escola é para ensinar. A família educa", "Pelas tecnologias de informação e de comunicação" e "A favor da tauromaquia. Eu quero ser toureiro".
"Sinto muito orgulho em ver o entusiasmo que tem vindo a crescer em torno da nova plataforma digital do Governo", afirma o governante no vídeo hoje disponibilizado, realçando que "a ideia é aproveitar as novas tecnologias de informação para lançar movimentos sobre o nosso país".
"É importante que todos se possam juntar e fazer crescer o debate político em Portugal", declarou.
"O meu movimento" é um dos menus do novo portal do Governo, disponível desde o início do ano, que concentra informação dos vários ministérios, onde podem ser pedidos esclarecimentos, e disponibiliza um simulador de quanto se paga em impostos e onde é gasto esse dinheiro.
JNM
Lusa/Fim
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sexta-feira, janeiro 27, 2012
Fora de cena, o que não é de cena
Comunicado da Plataforma de Resistência Nacional (cujo grande propósito é garantir a liberdade de escolha nos pais no que à Educação sexual diz respeito):
"Fora de cena o que não é de cena"
A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!
Dê-se à Portaria 196-A/2010 que define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.
O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.
Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).
"Fora de cena o que não é de cena"
A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!
Dê-se à Portaria 196-A/2010 que define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.
O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.
Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.
A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).
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sexta-feira, janeiro 06, 2012
O modo masculino de educar
Tenho quatro filhos: três raparigas e um rapaz. Sendo este o mais novo foi curioso verificar como apenas nele vieram à tona diferentes perspectivas na sua educação entre mim e a minha mulher.
Não me refiro aos valores fundamentais, nem à educação escolar ou formal (saber comer à mesa ou cumprimentar as pessoas, por exemplo), onde felizmente experimentamos grande unidade, mas às questões do desenvolvimento da personalidade (relação com os outros, atitudes perante as dificuldades, etc.) e pequenos episódios domésticos.
Ora, providencialmente, acabei por comprar este livro e foi engraçado verificar qual era a origem das nossas divergências, as características diversas na educação (masculina ou feminina) e também de alguma forma como se concilia isso.
Até existir uma edição portuguesa, recomendo-o vivamente!
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sexta-feira, dezembro 23, 2011
Passos Coelho e a emigração
Continua a saga em torno das declarações do Primeiro-Ministro com uma série de virgens ofendidas a rasgar as vestes de indignação...não há pachorra!
É que além de se estar a sobrevalorizar uma simples frase (ainda por cima razoável dentro do contexto) vem junto um "choradinho" para o qual não há paciência. Ampliado pelo dramatismo de "andámos nós a pagar a formação destes quadros" e "lá se vão os nossos melhores cérebros"...vejamos então:
"Andámos nós a pagar a formação destes quadros": pois andámos e mal. Andámos porque a tanto nos obriga os impostos que pagamos em vez de aliviando essa carga, nos deixarem a nós, ás familias portuguesas, usar os nossos recursos como entendemos, escolhendo a educação que queremos para os nossos filhos, e limitando-nos a contribuir solidariamente para aqueles que sem uma ajuda estatal não teriam acesso à educação...
Andámos nós a pagar porque numa negação total de todos os ideais de igualdade do 25 de Abril convencemo-nos todos de que toda a gente devia ter uma formação no ensino superior, em vez de apenas seguir esses estudos quem tenha essa vocação, e valorizando todas as profissões para as quais essas qualificações não são necessárias, e onde, inclusive, todos estes licenciados desempregados poderiam ganhar bem mais do que ganham os "quinhentistas" e até, quem sabe, seriam mais felizes...
"Lá se vão os nossos melhores cérebros": eis o que se encontra por demonstrar. Uma licenciatura (e na minha vida profissional sou disso testemunha com frequência) hoje em dia só prova que a pessoa foi capaz de ( e mesmo assim de vez em quando nem isso...) aplicar a força correcta no ponto preciso que lhe permitiu o acesso ao canudo, e mais nada. Entre os licenciados haverá cérebros e descerebrados como em todos os campos, sendo que estes últimos não são menos que os primeiros, apenas estão a ser usados para propósitos distintos dos que as suas capacidades profissionais lhes fariam prosseguir e aí com maior êxito do que serem usados "como cérebros".
Além de que só Deus sabe no que à promoção do país que isso proporcionará (esta vaga de emigração) como pode vir a ser uma vantagem de Portugal ter lá fora massa critica suficiente, conhecedora das qualidades e potencialidades do país, e capaz por isso de nos atrair investimentos, encomendas, ligações úteis.
Não resisto a uma última sobre os "cérebros": perguntem ao professor universitário que tenham por mais perto como escrevem, pensam, reagem, agem, estudam, procedem nos exames, uma parte desses cérebros, numa demonstração evidente da pobreza, indigência, falta de qualidade e desperdício de boa parte do ensino secundário público...
Notas finais: estas linhas são um desabafo que em nada responsabiliza o Dr. Passos Coelho que não tem culpa nenhuma que eu saia em sua defesa (não que dela precise) por sentir que há uma injustiça que lhe está a ser feita.
São apenas três exemplos (talvez ridicularizáveis) mas sabiam que:
a) Em São Paulo neste momento uma grande sociedade internacional de Advogados está a recusar clientes novos por não ter recursos humanos suficientes para lhes fazer face?
b) Que Moçambique está a crescer a 7% ao ano (bem sei a base é baixa, mas o crescimento é sempre crescimento)
c) Que no suplemento de emprego do Expresso já são quase tantos os anuncios para empregos no estrangeiro (nomeadamente Angola) quanto os dos nacionais?
É que além de se estar a sobrevalorizar uma simples frase (ainda por cima razoável dentro do contexto) vem junto um "choradinho" para o qual não há paciência. Ampliado pelo dramatismo de "andámos nós a pagar a formação destes quadros" e "lá se vão os nossos melhores cérebros"...vejamos então:
"Andámos nós a pagar a formação destes quadros": pois andámos e mal. Andámos porque a tanto nos obriga os impostos que pagamos em vez de aliviando essa carga, nos deixarem a nós, ás familias portuguesas, usar os nossos recursos como entendemos, escolhendo a educação que queremos para os nossos filhos, e limitando-nos a contribuir solidariamente para aqueles que sem uma ajuda estatal não teriam acesso à educação...
Andámos nós a pagar porque numa negação total de todos os ideais de igualdade do 25 de Abril convencemo-nos todos de que toda a gente devia ter uma formação no ensino superior, em vez de apenas seguir esses estudos quem tenha essa vocação, e valorizando todas as profissões para as quais essas qualificações não são necessárias, e onde, inclusive, todos estes licenciados desempregados poderiam ganhar bem mais do que ganham os "quinhentistas" e até, quem sabe, seriam mais felizes...
"Lá se vão os nossos melhores cérebros": eis o que se encontra por demonstrar. Uma licenciatura (e na minha vida profissional sou disso testemunha com frequência) hoje em dia só prova que a pessoa foi capaz de ( e mesmo assim de vez em quando nem isso...) aplicar a força correcta no ponto preciso que lhe permitiu o acesso ao canudo, e mais nada. Entre os licenciados haverá cérebros e descerebrados como em todos os campos, sendo que estes últimos não são menos que os primeiros, apenas estão a ser usados para propósitos distintos dos que as suas capacidades profissionais lhes fariam prosseguir e aí com maior êxito do que serem usados "como cérebros".
Além de que só Deus sabe no que à promoção do país que isso proporcionará (esta vaga de emigração) como pode vir a ser uma vantagem de Portugal ter lá fora massa critica suficiente, conhecedora das qualidades e potencialidades do país, e capaz por isso de nos atrair investimentos, encomendas, ligações úteis.
Não resisto a uma última sobre os "cérebros": perguntem ao professor universitário que tenham por mais perto como escrevem, pensam, reagem, agem, estudam, procedem nos exames, uma parte desses cérebros, numa demonstração evidente da pobreza, indigência, falta de qualidade e desperdício de boa parte do ensino secundário público...
Notas finais: estas linhas são um desabafo que em nada responsabiliza o Dr. Passos Coelho que não tem culpa nenhuma que eu saia em sua defesa (não que dela precise) por sentir que há uma injustiça que lhe está a ser feita.
São apenas três exemplos (talvez ridicularizáveis) mas sabiam que:
a) Em São Paulo neste momento uma grande sociedade internacional de Advogados está a recusar clientes novos por não ter recursos humanos suficientes para lhes fazer face?
b) Que Moçambique está a crescer a 7% ao ano (bem sei a base é baixa, mas o crescimento é sempre crescimento)
c) Que no suplemento de emprego do Expresso já são quase tantos os anuncios para empregos no estrangeiro (nomeadamente Angola) quanto os dos nacionais?
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quarta-feira, junho 15, 2011
A diferença entre educação e ensino
Está muito bem explicada num artigo de opinião que hoje saiu no Público da autoria de Jorge Reis-Sá sob o título "O poder da palavra".
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...
Educação é uma tarefa das famílias, ensino (instrução) é uma tarefa das escolas.
É com esta consciência que vale a pena lutar pela liberdade de educação e pela liberdade de escolha na educação sexual. E foi por isso que nasceu o MOVE. Agora só falta mesmo é uma nova confederação de pais cujo primeiro objectivo seja este...
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sábado, novembro 08, 2008
Manifestação dos professores: a questão está desfocada
Ontem à noite estive em Braga numa acção de formação da InFamília, onde mostrei o filme sobre o Inverno Demográfico (imperdível!). Além do gosto de estar com estes companheiros de lutas (passadas e futuras: vamo-nos preparando...:-) fiquei surpreeendido com o facto de os professores que lá estavam (eram alguns ali) também participarem na manifestação de hoje o que demonstra que não é mesmo só a CGTP quem lá está e que a incomodidade desta classe é realmente brutal.
Mas como lhes dizia o problema real dos professores não é o regime de avaliação ou outras fantasias e prepotências do Ministério de Educação. O problema é não haver liberdade de educação! Se continuarmos como estamos tudo se reduzirá a protestos contra o "chefe" (o Ministério da Educação) ou o "patrão" (o primeiro-ministro)...
Mas como lhes dizia o problema real dos professores não é o regime de avaliação ou outras fantasias e prepotências do Ministério de Educação. O problema é não haver liberdade de educação! Se continuarmos como estamos tudo se reduzirá a protestos contra o "chefe" (o Ministério da Educação) ou o "patrão" (o primeiro-ministro)...
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segunda-feira, maio 26, 2008
O Peso do Chumbo: artigo de Santana Maia sobre a Ministra da Educação e as reprovações
«O ser humano raramente aprende o que julga que já sabe.» (João Seabra)
O PESO DO CHUMBO
Parece que a ministra da Educação começou agora a perceber que as reprovações são o principal cancro do nosso sistema de ensino. Mais vale tarde do que nunca. Fraústo da Silva já tinha percebido isso há mais de vinte anos e os finlandeses há mais de quarenta. É uma daquelas evidências que só mesmo os cegos intelectuais não conseguem ver. Sendo certo que, a fazer fé no que para aí se ouve e escreve, só talvez daqui a trinta anos a maioria dos professores e comentadores vai perceber isso. Por alguma coisa, somos um dos países mais atrasados da Europa.
Antigamente, recorde-se, ninguém era obrigado a andar na escola mas todos sabiam que quem conseguisse obter qualquer qualificação académica, por pequena que fosse (2º ano, 5º ou 7º ano dos liceus), conseguiria facilmente um bom emprego. Por isso, a escola organizava-se para exigir competências e conhecimentos a quem queria obter aqueles diplomas, segundo o princípio «quem sabe passa, quem não sabe chumba». E das duas uma: ou a pessoa tinha capacidade para atingir os objectivos propostos ou não tinha e não lhe restava outra alternativa senão abandonar a escola e ir trabalhar.
Hoje, com a escolaridade obrigatória, os alunos, tenham ou não tenham capacidade, não podem abandonar a escola. A escola tanto é para quem quer ser doutor como para quem quer ser pastor. E não me parece que um pastor necessite de saber tanto de Biologia como um médico. Agora o que é absolutamente imoral, criminoso e ilógico é o Estado obrigar um aluno a andar nove anos na escola, impondo-lhe, todos os anos, um programa e objectivos que sabe que ele não consegue e não tem capacidade para atingir.
E qual é a consequência desta estupidez defendida por professores e comentadores? Antigamente, o problema ficava resolvido com o abandono escolar. Mas hoje, os alunos com menor capacidade, porque estão proibidos de abandonar a escola, vão reprovando todos os anos e acumulando-se nas turmas, alterando completamente o seu equilíbrio e sem qualquer vantagem para o sistema, porque as turmas ficam piores, quer a nível de comportamento, quer de conhecimentos.
Ou seja, a reprovação dos alunos, sem que estes possam abandonar a escola, tem duas consequências inevitáveis para a turma onde vão ser inseridos: diminuição da qualidade do ensino e aumento dos problemas disciplinares.
Com efeito, se a maioria dos alunos é repetente, o professor não pode leccionar a pensar nos dois ou três alunos que revelam algumas capacidades. Além disso, porque não se pode chumbar uma turma inteira (e ainda bem, porque, caso contrário, no ano seguinte ainda seria pior), acaba a maioria dos alunos por passar por antiguidade, mesmo tendo-se a consciência de que pouco sabem para o merecer.
Quero com isto dizer que, se os alunos não reprovassem no ensino obrigatório, a qualidade de ensino melhoraria? Obviamente, porque a percentagem de bons e maus alunos por turma mantinha-se constante, uma vez que ambos sairiam do sistema ao mesmo tempo: os primeiros para a universidade, os segundos para o mercado de trabalho. Além disso, porque os alunos com mais dificuldades nunca abandonariam o seu escalão etário, os problemas disciplinares derivados da mistura, na mesma turma, de garotos de doze anos com matulões de quinze acabariam. Sem esquecer que é mais enriquecedor para qualquer pessoa ouvir, durante nove anos, coisas diferentes do que ouvir sempre a mesma coisa.
Isso não significa, no entanto, que Nuno Crato também não tenha razão quando defende que nenhum aluno deveria subir de nível sem dominar os conceitos do nível anterior. Mas isso não implica, obviamente, que o aluno tenha de reprovar.
A escolaridade obrigatória impõe, apenas, um novo conceito de turma. Todas as turmas deveriam ser constituídas, em princípio, por sessenta ou setenta alunos, devendo todas as disciplinas ter três níveis (que funcionavam, em simultâneo, em cada turma e em salas diferentes): iniciação/recuperação, médio e alto. Ou seja, durante a escolaridade obrigatória, os alunos passariam sempre de ano, podendo, no entanto, não passar de nível. Nada obstaria, assim, que um aluno do 9º ano, por exemplo, frequentasse a sub-turma de nível III a Matemática, de nível II a Português e de nível I a Inglês.
Agora o que não se compreende é que se obrigue um aluno que reprovou a três ou quatro disciplinas a repetir o mesmo programa às outras dez disciplinas em que teve aproveitamento, para mais quando o destino de muitos deles é ir para servente de pedreiro, pastor ou varredor. Ou será que os alunos ficam melhores varredores se andarem nove anos na 1ª classe?
Santana-Maia Leonardo : http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente
O PESO DO CHUMBO
Parece que a ministra da Educação começou agora a perceber que as reprovações são o principal cancro do nosso sistema de ensino. Mais vale tarde do que nunca. Fraústo da Silva já tinha percebido isso há mais de vinte anos e os finlandeses há mais de quarenta. É uma daquelas evidências que só mesmo os cegos intelectuais não conseguem ver. Sendo certo que, a fazer fé no que para aí se ouve e escreve, só talvez daqui a trinta anos a maioria dos professores e comentadores vai perceber isso. Por alguma coisa, somos um dos países mais atrasados da Europa.
Antigamente, recorde-se, ninguém era obrigado a andar na escola mas todos sabiam que quem conseguisse obter qualquer qualificação académica, por pequena que fosse (2º ano, 5º ou 7º ano dos liceus), conseguiria facilmente um bom emprego. Por isso, a escola organizava-se para exigir competências e conhecimentos a quem queria obter aqueles diplomas, segundo o princípio «quem sabe passa, quem não sabe chumba». E das duas uma: ou a pessoa tinha capacidade para atingir os objectivos propostos ou não tinha e não lhe restava outra alternativa senão abandonar a escola e ir trabalhar.
Hoje, com a escolaridade obrigatória, os alunos, tenham ou não tenham capacidade, não podem abandonar a escola. A escola tanto é para quem quer ser doutor como para quem quer ser pastor. E não me parece que um pastor necessite de saber tanto de Biologia como um médico. Agora o que é absolutamente imoral, criminoso e ilógico é o Estado obrigar um aluno a andar nove anos na escola, impondo-lhe, todos os anos, um programa e objectivos que sabe que ele não consegue e não tem capacidade para atingir.
E qual é a consequência desta estupidez defendida por professores e comentadores? Antigamente, o problema ficava resolvido com o abandono escolar. Mas hoje, os alunos com menor capacidade, porque estão proibidos de abandonar a escola, vão reprovando todos os anos e acumulando-se nas turmas, alterando completamente o seu equilíbrio e sem qualquer vantagem para o sistema, porque as turmas ficam piores, quer a nível de comportamento, quer de conhecimentos.
Ou seja, a reprovação dos alunos, sem que estes possam abandonar a escola, tem duas consequências inevitáveis para a turma onde vão ser inseridos: diminuição da qualidade do ensino e aumento dos problemas disciplinares.
Com efeito, se a maioria dos alunos é repetente, o professor não pode leccionar a pensar nos dois ou três alunos que revelam algumas capacidades. Além disso, porque não se pode chumbar uma turma inteira (e ainda bem, porque, caso contrário, no ano seguinte ainda seria pior), acaba a maioria dos alunos por passar por antiguidade, mesmo tendo-se a consciência de que pouco sabem para o merecer.
Quero com isto dizer que, se os alunos não reprovassem no ensino obrigatório, a qualidade de ensino melhoraria? Obviamente, porque a percentagem de bons e maus alunos por turma mantinha-se constante, uma vez que ambos sairiam do sistema ao mesmo tempo: os primeiros para a universidade, os segundos para o mercado de trabalho. Além disso, porque os alunos com mais dificuldades nunca abandonariam o seu escalão etário, os problemas disciplinares derivados da mistura, na mesma turma, de garotos de doze anos com matulões de quinze acabariam. Sem esquecer que é mais enriquecedor para qualquer pessoa ouvir, durante nove anos, coisas diferentes do que ouvir sempre a mesma coisa.
Isso não significa, no entanto, que Nuno Crato também não tenha razão quando defende que nenhum aluno deveria subir de nível sem dominar os conceitos do nível anterior. Mas isso não implica, obviamente, que o aluno tenha de reprovar.
A escolaridade obrigatória impõe, apenas, um novo conceito de turma. Todas as turmas deveriam ser constituídas, em princípio, por sessenta ou setenta alunos, devendo todas as disciplinas ter três níveis (que funcionavam, em simultâneo, em cada turma e em salas diferentes): iniciação/recuperação, médio e alto. Ou seja, durante a escolaridade obrigatória, os alunos passariam sempre de ano, podendo, no entanto, não passar de nível. Nada obstaria, assim, que um aluno do 9º ano, por exemplo, frequentasse a sub-turma de nível III a Matemática, de nível II a Português e de nível I a Inglês.
Agora o que não se compreende é que se obrigue um aluno que reprovou a três ou quatro disciplinas a repetir o mesmo programa às outras dez disciplinas em que teve aproveitamento, para mais quando o destino de muitos deles é ir para servente de pedreiro, pastor ou varredor. Ou será que os alunos ficam melhores varredores se andarem nove anos na 1ª classe?
Santana-Maia Leonardo : http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente
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