Munique
Não é todas as semanas que se vê um filme assim! Refiro-me mais concretamente ao último filme de Steven Spielberg, intitulado «Munique». Na minha opinião, uma das qualidades que o bom cinema deve ter – para além da função de entretenimento – é obrigar-nos a pensar sobre algo. Neste caso, foi o que aconteceu comigo. Dias depois de assistir ao filme, continuava a matutar naquelas imagens, reflectindo sobre um terrível fenómeno deste século: o terrorismo.
Em Setembro de 1972, durante as Olimpíadas de Munique na Alemanha, oito membros da organização palestina Setembro Negro, facção radical da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) capturaram onze elementos da equipa Olímpica de Israel. Infelizmente, nenhum deles sobreviveu. Israel prometeu vingança e recrutou (alegadamente) na Mossad – os seus serviços secretos – uma equipa de agentes com o objectivo de vingar o crime cometido.
Com efeito, todo o filme é sobre uma «vendetta», de um povo sobre outro. É por isso, uma obra cinematográfica triste e bárbara. Evidentemente que o castigo dos culpados é um imperativo de uma sociedade organizada e civilizada. Hoje, ninguém aceita a justiça privada (fazer justiça pelas próprias mãos), será assim lícito um estado, qualquer que ele seja, baseando-se na antiga Lei de Talião (olho por olho, dente por dente), ordenar uma vingança?
Habitualmente, perante um conflito entre duas partes, nós procuramos fazer um julgamento moral e tomar partido de um dos lados (o dos bons). Curiosamente, aqui não há bons nem maus; mas tão-somente uma vingança. Não existe, por isso, espaço para ideologias, mas antes uma crueldade e um ódio que parecem não ter fim.
Apesar de retratar a primeira manipulação televisiva, à escala planetária, perpetrada por um grupo de terroristas, o filme acaba por ser anti-televisivo. Isto ocorre porque, ao contrário de uma certa banalização da violência com que somos confrontados diariamente nos telejornais, aqui o espectador é colocado diante uma violência autodestrutiva e contraproducente, ficando impossibilitado de identificar, o lado do bem e do mal. Ora, neste contexto psicótico é um absurdo defender qualquer ideologia.
Mas, «Munique» não se limita a abordar a questão moral da violência. Vai mais longe, questionando a origem de qualquer conflito entre culturas ou civilizações. De resto, o veneno está lá, muito bem representado; e o veneno é justamente a «vingança».
Embora muitos aspectos da vingança possam evocar o conceito de igualar as coisas – forçando o outro lado a passar pelo que a vítima passou, dissuadindo-o de repetir a acção –, a verdade é que ela tem habitualmente um objectivo mais destrutivo do que construtivo. Veja-se, por exemplo, as reacções de retaliação que estamos actualmente a assistir por todo o mundo árabe, pela publicação de umas caricaturas num jornal ocidental.
A vingança é um acto justiceiro e um vício contrário à justiça e, na perspectiva cristã, uma renúncia à caridade: «não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem», diz S. Paulo (Rom,12,21) .
Mesmo sendo judeu, Spielberg nesta obra, evita tomar qualquer posição. Opta por confrontar-nos com o percurso de uma personagem que supostamente vai fazendo justiça, conduzindo à morte vários seres humanos (terroristas), de uma forma cruel, trágica e imparável, até que surja finalmente a paz e o tão desejado regresso a casa. E será que isso chega a acontecer?
O filme «Munique», não agradou nem a Israelitas nem a Palestinianos. Talvez valesse a pena tentar perceber porquê?...
Pedro Afonso
pedromafonso@netcabo.pt
Foi o diário da acção política de um deputado do PSD, eleito por Braga, e agora é-o de um cidadão que desejando contribuir activamente para a organização do bem comum, procura invadir esse âmbito (da política) com aquele gosto de vida nova que caracteriza a experiência cristã. O título "POR CAUSA DELE" faz referência ao manifesto com o mesmo título, de Comunhão e Libertação, publicado em Janeiro de 2003 (e incluído no Blog).
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
O filme "Munique" (um artigo de Pedro Afonso)
domingo, fevereiro 12, 2006
O Papa Bento XVI, a defesa da Vida e o Amor de Deus
Defender a vida humana é um ato de amor que exige amor, declara PapaUma cultura que se baseia «na atenção aos demais, sem exclusões ou discriminações», assegura CIDADE DO VATICANO, domingo, 5 de fevereiro de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI explicou este domingo que a defesa da vida humana, tanto nascente como em sua fase terminal, constitui um autêntico ato de amor por toda pessoa. Assim explicou ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos, no dia em que a Igreja celebrava na Itália e em outros países a Jornada para a Vida. Escutavam o Papa vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, entre os que se encontravam membros do Movimento para a Vida da Itália, que estavam acompanhados pelo cardeal Camillo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma e presidente da Conferência Episcopal Italiana. «Inclusive antes de empreender iniciativas operativas, é fundamental promover uma adequada atitude para com o outro», afirmou o pontífice, recolhendo a mensagem central de sua primeira carta encíclica «Deus caritas est» (Deus é amor). Segundo o bispo de Roma, «a cultura da vida se baseia, de fato, na atenção aos demais, sem exclusões ou discriminações». «Toda vida humana, enquanto tal, merece e exige ser defendida e promovida sempre», sublinhou o Papa, falando desde a janela de seu apartamento. O próprio Papa reconheceu que «esta verdade corre o risco de ser contradita com freqüência pelo difundido hedonismo nas assim chamadas sociedades do bem-estar: a vida é exaltada enquanto é agradável, mas se tende a deixar de respeitá-la quando está enferma ou experimenta algum tipo de deficiência». Agora, segundo ele mesmo propôs, «partindo do amor profundo por toda pessoa é possível aplicar formas eficazes de serviço à vida: tanto à nascente como à que está marcada pela marginalização ou o sofrimento, especialmente em sua fase terminal». O Santo Padre recordou que uma das contribuições do pontificado de João Paulo II, particularmente com a encíclica «Evangelium vitae» (1995), foi a de «marcar os aspectos morais em um amplo contexto espiritual e cultural», confirmando «que a vida humana é um valor primário que há que reconhecer, e que o Evangelho convida a respeitar sempre». O pontífice concluiu encomendando a Maria «as mulheres que esperam um filho, as famílias, os agentes de saúde e os voluntários que se comprometem de diferentes maneiras no serviço à vida. Rezamos, em particular, pelas pessoas que se encontram em situações de maior dificuldade». Bento XVI também falou da Jornada para a Vida pouco antes, ao realizar uma visita pastoral na manhã desse mesmo dia à paróquia do Vaticano, a igreja de Santa Ana. O Santo Padre constatou que atualmente «duas mentalidades se opõem de maneira inconciliável». «Expressando-nos em termos simples, poderíamos dizer --esclareceu--: uma das duas mentalidades considera que a vida humana está nas mãos dos homens, a outra reconhece que está nas mãos de Deus». «A cultura moderna legitimamente sublinhou a autonomia do homem e das realidades terrenas, desenvolvendo assim uma perspectiva apreciada pelo cristianismo, a da encarnação de Deus», reconheceu. Mas, como afirmou claramente o Concílio Vaticano II, disse o Papa, «se esta autonomia leva a pensar que "a realidade criada é independente de Deus e que os homens podem usá-la sem referência ao Criador", então se cria um profundo desequilíbrio, pois a "criatura sem o Criador desaparece"». ZP06020502
sábado, fevereiro 11, 2006
A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira
A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira
In O Independente – 10. 02. 2006
Entrevista a P. Nuno Serras Pereira conduzida por José Eduardo Fialho Gouveia
Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana passada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?
Não é possível haver casamento entre pessoas do mesmo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.
Porquê?
Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se juntam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.
O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?
Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumentalizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.
É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?
Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.
E amor em termos sexuais?
Penso que não é possível. A homossexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homossexualidade da lista de enfermidades. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a inclinação sexual dos homossexuais.
Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamente conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conhecimento público que essa visão está ultrapassada...
Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de inferioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homossexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinência tende a favorecer a cura.
Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?
Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estudos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalidade entre a população homossexual, em termos percentuais, são superiores. Finalmente, os dados mostram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.
Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?
Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia comprovar o que eu digo.
Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?
Podem estar mal informados ou partilhar de uma ideologia que os faz olhar apenas para uma parcela da realidade e excluir determinados factores.
Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a distorcer a realidade?
Estou a falar de factos.
Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.
Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...
Não é isso que a minha experiência me ensina.
Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?
O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira identidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recuperados.
Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?
Os especialistas explicam que é uma psicose.
Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...
Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comunicação social cortou-lhe o pio.
A comunicação social norte-americana está então dominada por um poderosíssima "lobby gay"?
O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.
Considera-se homofónico?
De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.
Isso significa que o Estado não deve proteger um casal heterossexual que não pode ter filhos?
Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.
Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?
Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.
Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?
A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comportamento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.
Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?
Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.
Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?
Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma realidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.
São realidades diferentes porquê?
Porque um homossexual não é capaz de constituir família.
Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.
E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.
É lógico que não concorda com a adopção por casais homossexuais...
Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência masculina e a mãe como referência feminina.
E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?
Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.
É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?
Depende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseudo-mães.
Há cerca de três meses, foi condenado por difamação devido a um texto que escreveu, intitulado "Os Abortófilos". Entre outras coisas, apelidou a Associação para o Planeamento dá Família (APF) de "organização 'serial killer"' e defendeu que esta promove o homicídio. Volta a afirmar o mesmo, ou admite que talvez tenha ido demasiado longe?
Confirmo o que escrevi. É tudo verdadeiro e correcto. Um "serial killer" é alguém que matou várias pessoas. Essa organização pertence à International Planned Parenthood Federation, que promove o aborto no mundo inteiro. Só nos Estados Unidos matou milhões de pessoas ainda não nascidas.
Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
O objectivo não é prender mulheres. A lei tem uma função dissuasora. Deve ser avaliado cada caso para aquilatar da culpabilidade. Muitas vezes os juízes chegam à conclusão de que não há razão para punir com pena de prisão.
Se, tal como diz, fazer um aborto é matar uma criança, uma mulher que o faça deve ser presa?
Um Estado democrático tem a obrigação de defender e de tutelar a dignidade de todos, independentemente da fase da sua existência. Um ser humano na fase da concepção tem tanto valor como três meses ou nove meses depois. Um Estado que não defenda a dignidade de todos é um Estado totalitário e tirano. Pode usar os mecanismos formais da democracia, mas está a colaborar activamente na matança de inocentes.
Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
Depende das circunstâncias.
Em que circunstâncias deve ser presa?
Compete ao juiz analisar.
Também defende que o aborto é pior do que a pedofilia. É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com pouco tempo de vida?
Os dois crimes são abomináveis.
Mas escreveu que um era mais grave do que o outro.
Sim. Matar uma criança é mais grave do que abusar dela.
É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com poucos meses ou poucos anos de vida?
É sempre mais grave matar um ser humano inocente do que abusar dele.
Nesta semana, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, informou que as escolas secundárias vão poder fornecer preservativos aos alunos, desde que com o consentimento dos pais. Como comenta?
Promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade. Os únicos exemplos de sucesso no combate à sida reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde são o Uganda e as Filipinas. Em ambos os países promoveu-se primeiro a abstinência, depois a fidelidade e só em último caso o preservativo. A partir do momento em que, nas Filipinas, se abandonou esta estratégia e se apostou na promoção do preservativo o número de pessoas infectadas aumentou. Em boas condições, o preservativo tem uma taxa de eficácia entre os 85 e os 90 por cento. É como jogar à roleta-russa. Eu não apanho um avião daqui para Paris se me disserem que só chegam lá 80 por cento dos aviões. Por outro lado, essa taxa de eficácia é calculada ao longo de um ano. À medida que o tempo passa, que se vai repetindo a roleta, a probabilidade desce para valores muito inferiores, na ordem dos 15 por cento ao fim de dez anos. É errado falar de sexo seguro. Por outro lado, o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças nem de educá-las a esse nível. Esse é um direito inalienável dos pais.
Estamos a falar de consentimento dos pais...
Mas vai haver aulas de Educação Sexual obrigatórias e gabinetes de atendimento cuja mentalidade é dominada pela APF. Nós sabemos o que vão fazer às crianças.
O quê?
Vão pervertê-las.
Como?
Qualquer relação sexual que não seja dirigida à procriação é uma perversão.
Homens e mulheres devem abster-se de ter relações sexuais caso não queiram ter um filho?
A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de unidade e de amor. Se uma pessoa se dá a outra na totalidade do seu ser admite que está a oferecer a capacidade de ser pai ou a capacidade de ser mãe. Pode surgir um filho ou não, mas nada se faz para manipular e falsificar essa linguagem do amor.
Qual é o problema de ter relações sexuais, tomando as devidas precauções, para que não haja uma gravidez indesejada?
Se tomar precauções significa recorrer aos períodos inférteis da mulher, não há qualquer problema.
Que é um método falível, ou não?
Não. A Organização Mundial de Saúde atribui-lhe 99,8 por cento de eficácia.
E qual é o drama de utilizar o preservativo ou a pílula?
Falsifica-se a relação. Deixa de haver uma entrega total.
Há cerca de um ano, publicou um anúncio no "Público" explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Qual é o sentido disto?
Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impedido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes, seja através de pílulas abortivas, de métodos cirúrgicos...
... Fala, inclusive, da reprodução medicamente assistida...
Sim. Por cada criança que nasce dez foram mortas pelo caminho. Actualmente, em Portugal, temos congelados 40 mil seres humanos na sua fase embrionária.
Um embrião que não vinga é uma criança que morre?
É. Todos nascemos a partir de embriões. A informação genética está lá toda.
Quem tenta ter filhos através da reprodução medicamente assistida ou quem utiliza métodos contraceptivos não pode comungar?
Refiro-me a métodos que podem ter um efeito abortivo, como o dispositivo intra-uterino ou a pílula do dia seguinte. Um católico que não respeita o mandamento "Não matarás" não pode ir à comunhão.
A mulher que usa o dispositivo intra-uterino é uma homicida?
Um homicida é aquele que mata voluntariamente um ser humano inocente. Se quem usa esses métodos [dispositivo intra-uterino, pílula do dia seguinte] tem consciência - normalmente isso não acontece porque as pessoas são enganadas - de que a sua utilização pode matar um ser vivo na sua fase embrionária está a cometer um homicídio.
Então a mulher que toma a pílula do dia seguinte deve ir parar à cadeia?
Isso é complicado do ponto de vista penal, porque nunca se pode ter a certeza de que houve um aborto. Mas há algo que me parece claro: o Estado ultrapassa as suas competências ao permitir a venda da pílula do dia seguinte e ao financiá-la através do Serviço Nacional de Saúde.
Quando publicou esse anúncio, muitos sacerdotes condenaram a sua posição e afirmaram que tinha feito uma interpretação abusiva do Código de Direito Canónico. Como comenta?
Temos de compreender a ignorância dos outros.
Concordaria com o fim do celibato para os padres?
Não.
Porquê?
O celibato é uma riqueza enorme. Jesus Cristo casou com a Humanidade e participar deste celibato de Jesus Cristo, deste servir a Deus com o coração uno e indivisível, é muito enriquecedor.
Amar alguém e concretizar esse amor interfere em quê na relação com Deus?
Não interfere.
Então por que razão os padres têm de estar obrigados ao celibato?
Hipoteticamente, é possível um Papa revogar essa disciplina. Ela pode ser mudada, não é um dogma. Mas tem razões teológicas de fundo e está alicerçada na tradição da Igreja desde o início.
É fácil contrariar o desejo sexual?
Deus dá-nos essa capacidade.
Como só entrou para o seminário aos25 anos, suponho que já tenha feito amor com alguém. Nunca sente desejo de voltar atrás?
O combate pela castidade é um combate até ao fim da vida. Mas a satisfação interior que resulta de não ceder à tentação compensa qualquer outra coisa. Servir a Igreja representa uma alegria enorme.
In O Independente – 10. 02. 2006
Entrevista a P. Nuno Serras Pereira conduzida por José Eduardo Fialho Gouveia
Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana passada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?
Não é possível haver casamento entre pessoas do mesmo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.
Porquê?
Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se juntam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.
O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?
Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumentalizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.
É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?
Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.
E amor em termos sexuais?
Penso que não é possível. A homossexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homossexualidade da lista de enfermidades. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a inclinação sexual dos homossexuais.
Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamente conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conhecimento público que essa visão está ultrapassada...
Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de inferioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homossexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinência tende a favorecer a cura.
Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?
Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estudos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalidade entre a população homossexual, em termos percentuais, são superiores. Finalmente, os dados mostram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.
Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?
Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia comprovar o que eu digo.
Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?
Podem estar mal informados ou partilhar de uma ideologia que os faz olhar apenas para uma parcela da realidade e excluir determinados factores.
Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a distorcer a realidade?
Estou a falar de factos.
Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.
Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...
Não é isso que a minha experiência me ensina.
Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?
O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira identidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recuperados.
Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?
Os especialistas explicam que é uma psicose.
Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...
Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comunicação social cortou-lhe o pio.
A comunicação social norte-americana está então dominada por um poderosíssima "lobby gay"?
O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.
Considera-se homofónico?
De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.
Isso significa que o Estado não deve proteger um casal heterossexual que não pode ter filhos?
Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.
Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?
Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.
Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?
A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comportamento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.
Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?
Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.
Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?
Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma realidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.
São realidades diferentes porquê?
Porque um homossexual não é capaz de constituir família.
Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.
E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.
É lógico que não concorda com a adopção por casais homossexuais...
Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência masculina e a mãe como referência feminina.
E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?
Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.
É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?
Depende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseudo-mães.
Há cerca de três meses, foi condenado por difamação devido a um texto que escreveu, intitulado "Os Abortófilos". Entre outras coisas, apelidou a Associação para o Planeamento dá Família (APF) de "organização 'serial killer"' e defendeu que esta promove o homicídio. Volta a afirmar o mesmo, ou admite que talvez tenha ido demasiado longe?
Confirmo o que escrevi. É tudo verdadeiro e correcto. Um "serial killer" é alguém que matou várias pessoas. Essa organização pertence à International Planned Parenthood Federation, que promove o aborto no mundo inteiro. Só nos Estados Unidos matou milhões de pessoas ainda não nascidas.
Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
O objectivo não é prender mulheres. A lei tem uma função dissuasora. Deve ser avaliado cada caso para aquilatar da culpabilidade. Muitas vezes os juízes chegam à conclusão de que não há razão para punir com pena de prisão.
Se, tal como diz, fazer um aborto é matar uma criança, uma mulher que o faça deve ser presa?
Um Estado democrático tem a obrigação de defender e de tutelar a dignidade de todos, independentemente da fase da sua existência. Um ser humano na fase da concepção tem tanto valor como três meses ou nove meses depois. Um Estado que não defenda a dignidade de todos é um Estado totalitário e tirano. Pode usar os mecanismos formais da democracia, mas está a colaborar activamente na matança de inocentes.
Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
Depende das circunstâncias.
Em que circunstâncias deve ser presa?
Compete ao juiz analisar.
Também defende que o aborto é pior do que a pedofilia. É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com pouco tempo de vida?
Os dois crimes são abomináveis.
Mas escreveu que um era mais grave do que o outro.
Sim. Matar uma criança é mais grave do que abusar dela.
É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com poucos meses ou poucos anos de vida?
É sempre mais grave matar um ser humano inocente do que abusar dele.
Nesta semana, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, informou que as escolas secundárias vão poder fornecer preservativos aos alunos, desde que com o consentimento dos pais. Como comenta?
Promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade. Os únicos exemplos de sucesso no combate à sida reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde são o Uganda e as Filipinas. Em ambos os países promoveu-se primeiro a abstinência, depois a fidelidade e só em último caso o preservativo. A partir do momento em que, nas Filipinas, se abandonou esta estratégia e se apostou na promoção do preservativo o número de pessoas infectadas aumentou. Em boas condições, o preservativo tem uma taxa de eficácia entre os 85 e os 90 por cento. É como jogar à roleta-russa. Eu não apanho um avião daqui para Paris se me disserem que só chegam lá 80 por cento dos aviões. Por outro lado, essa taxa de eficácia é calculada ao longo de um ano. À medida que o tempo passa, que se vai repetindo a roleta, a probabilidade desce para valores muito inferiores, na ordem dos 15 por cento ao fim de dez anos. É errado falar de sexo seguro. Por outro lado, o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças nem de educá-las a esse nível. Esse é um direito inalienável dos pais.
Estamos a falar de consentimento dos pais...
Mas vai haver aulas de Educação Sexual obrigatórias e gabinetes de atendimento cuja mentalidade é dominada pela APF. Nós sabemos o que vão fazer às crianças.
O quê?
Vão pervertê-las.
Como?
Qualquer relação sexual que não seja dirigida à procriação é uma perversão.
Homens e mulheres devem abster-se de ter relações sexuais caso não queiram ter um filho?
A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de unidade e de amor. Se uma pessoa se dá a outra na totalidade do seu ser admite que está a oferecer a capacidade de ser pai ou a capacidade de ser mãe. Pode surgir um filho ou não, mas nada se faz para manipular e falsificar essa linguagem do amor.
Qual é o problema de ter relações sexuais, tomando as devidas precauções, para que não haja uma gravidez indesejada?
Se tomar precauções significa recorrer aos períodos inférteis da mulher, não há qualquer problema.
Que é um método falível, ou não?
Não. A Organização Mundial de Saúde atribui-lhe 99,8 por cento de eficácia.
E qual é o drama de utilizar o preservativo ou a pílula?
Falsifica-se a relação. Deixa de haver uma entrega total.
Há cerca de um ano, publicou um anúncio no "Público" explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utilizasse métodos contraceptivos. Qual é o sentido disto?
Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impedido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes, seja através de pílulas abortivas, de métodos cirúrgicos...
... Fala, inclusive, da reprodução medicamente assistida...
Sim. Por cada criança que nasce dez foram mortas pelo caminho. Actualmente, em Portugal, temos congelados 40 mil seres humanos na sua fase embrionária.
Um embrião que não vinga é uma criança que morre?
É. Todos nascemos a partir de embriões. A informação genética está lá toda.
Quem tenta ter filhos através da reprodução medicamente assistida ou quem utiliza métodos contraceptivos não pode comungar?
Refiro-me a métodos que podem ter um efeito abortivo, como o dispositivo intra-uterino ou a pílula do dia seguinte. Um católico que não respeita o mandamento "Não matarás" não pode ir à comunhão.
A mulher que usa o dispositivo intra-uterino é uma homicida?
Um homicida é aquele que mata voluntariamente um ser humano inocente. Se quem usa esses métodos [dispositivo intra-uterino, pílula do dia seguinte] tem consciência - normalmente isso não acontece porque as pessoas são enganadas - de que a sua utilização pode matar um ser vivo na sua fase embrionária está a cometer um homicídio.
Então a mulher que toma a pílula do dia seguinte deve ir parar à cadeia?
Isso é complicado do ponto de vista penal, porque nunca se pode ter a certeza de que houve um aborto. Mas há algo que me parece claro: o Estado ultrapassa as suas competências ao permitir a venda da pílula do dia seguinte e ao financiá-la através do Serviço Nacional de Saúde.
Quando publicou esse anúncio, muitos sacerdotes condenaram a sua posição e afirmaram que tinha feito uma interpretação abusiva do Código de Direito Canónico. Como comenta?
Temos de compreender a ignorância dos outros.
Concordaria com o fim do celibato para os padres?
Não.
Porquê?
O celibato é uma riqueza enorme. Jesus Cristo casou com a Humanidade e participar deste celibato de Jesus Cristo, deste servir a Deus com o coração uno e indivisível, é muito enriquecedor.
Amar alguém e concretizar esse amor interfere em quê na relação com Deus?
Não interfere.
Então por que razão os padres têm de estar obrigados ao celibato?
Hipoteticamente, é possível um Papa revogar essa disciplina. Ela pode ser mudada, não é um dogma. Mas tem razões teológicas de fundo e está alicerçada na tradição da Igreja desde o início.
É fácil contrariar o desejo sexual?
Deus dá-nos essa capacidade.
Como só entrou para o seminário aos25 anos, suponho que já tenha feito amor com alguém. Nunca sente desejo de voltar atrás?
O combate pela castidade é um combate até ao fim da vida. Mas a satisfação interior que resulta de não ceder à tentação compensa qualquer outra coisa. Servir a Igreja representa uma alegria enorme.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Berlusconi, o Sexo e a Igreja
Ressalvo desde já que se estivesse em Itália, seria em Berlusconi que votaria e não na esquerda idiota que de birra e mau perder tenta sempre fazer passar por facínoras os seus adversários políticos. Facínoras, na melhor das hipóteses. Geralmente fá-los passar por idiotas...porque, já se sabe (e se viu na União Soviética), para a esquerda a dissidência só pode ser fruto de uma doença mental.
Dito isto, irritou-me supremamente a promessa que o dito Berlusconi terá feito (na sequência da visita a uma região em que é prepondorante um sacerdote católico) de permanecer em jejum sexual entre esta data e a das eleições (mais ou menos, dois meses e meio...poça!). E irritou-me porque corresponde a um racíocinio, mais ou menos, deste género: "para ganhar votos, tenho de ter comigo os católicos, eles detestam sexo, vou dizer que vou ficar casto, eles vão adorar"...!!!
Ora, trata-se de uma idiotice pegada que confunde catolicismo com moralismo, amor à vida com rejeião do sexo, uma vida grande com um horizonte mesquinho e pequeno. E isto não é verdade.
Quem se dedique a ler o livro "Vorazmente teu" (The screwtype letters) do C.S. Lewis (editado pela Grifo do Manuel Vieira da Cruz e à venda, pelo menos, na Paróquia do Alto do Lumiar) percebe lindamente o seguinte: "isso", o sexo, toda a festa que lhe está associada, foi Deus que o inventou, porque o Diabo, para o humano, não quer senão dor, mentira, sofrimento e morte. O que o Diabo quer (e por isso é contra a castidade, toda ela a demonstração existencial de um amor e entrega maiores) é que façamos um mau uso das coisas boas que Deus nos deu! Entre as quais, o sexo (nesta concepão mais reduzida e carnal da expressão).
Por isso ou esse jejum (dois meses e meio...poça!) tem o significado de uma entrega para um bem maior, de oferta de si e pedido de que aconteça sempre mais na vida a presença de Deus, ou então é rematada tolice! E qualquer católico inteligente o saberá ver e por isso é bom que Berlusconi lhes dê razões verdadeiras para nele se poder votar! :-)
Dito isto, irritou-me supremamente a promessa que o dito Berlusconi terá feito (na sequência da visita a uma região em que é prepondorante um sacerdote católico) de permanecer em jejum sexual entre esta data e a das eleições (mais ou menos, dois meses e meio...poça!). E irritou-me porque corresponde a um racíocinio, mais ou menos, deste género: "para ganhar votos, tenho de ter comigo os católicos, eles detestam sexo, vou dizer que vou ficar casto, eles vão adorar"...!!!
Ora, trata-se de uma idiotice pegada que confunde catolicismo com moralismo, amor à vida com rejeião do sexo, uma vida grande com um horizonte mesquinho e pequeno. E isto não é verdade.
Quem se dedique a ler o livro "Vorazmente teu" (The screwtype letters) do C.S. Lewis (editado pela Grifo do Manuel Vieira da Cruz e à venda, pelo menos, na Paróquia do Alto do Lumiar) percebe lindamente o seguinte: "isso", o sexo, toda a festa que lhe está associada, foi Deus que o inventou, porque o Diabo, para o humano, não quer senão dor, mentira, sofrimento e morte. O que o Diabo quer (e por isso é contra a castidade, toda ela a demonstração existencial de um amor e entrega maiores) é que façamos um mau uso das coisas boas que Deus nos deu! Entre as quais, o sexo (nesta concepão mais reduzida e carnal da expressão).
Por isso ou esse jejum (dois meses e meio...poça!) tem o significado de uma entrega para um bem maior, de oferta de si e pedido de que aconteça sempre mais na vida a presença de Deus, ou então é rematada tolice! E qualquer católico inteligente o saberá ver e por isso é bom que Berlusconi lhes dê razões verdadeiras para nele se poder votar! :-)
Casamento de homossexuais: a coragem contracorrente de José Lello
Extraordinária, na TSF, a crónica "O Mel e o Fel" de José Lello na terça-feira passada! Uma lucidez impressionante, uma coragem de afrontar o mais poderoso lobby instalado na sociedade portuguesa (sobretudo na estrutura do pensamento dominante), uma inteligência de razões, que vale a pena verificar em: http://tsf.sapo.pt/online/radio/index.asp?id_artigo=TSF168013&pagina=Interior
Sei bem como é dificil enfrentar a mentalidade comum e instalada, obediente e conformada, do meio político em que se está (no meu caso era a bancada parlamentar do PSD, no dele, a bancada parlamentar do PS). Por isso mais apreciei a sua crónica. Parabéns!
Sei bem como é dificil enfrentar a mentalidade comum e instalada, obediente e conformada, do meio político em que se está (no meu caso era a bancada parlamentar do PSD, no dele, a bancada parlamentar do PS). Por isso mais apreciei a sua crónica. Parabéns!
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Presidente Famílias Numerosas da Europa defendeu hoje, em Bruxelas, Reforma em função número de filhos
O presidente da Confederação Europeia das Famílias Numerosas (ELFAC), Fernando Castro, defendeu hoje em Bruxelas que o valor das pensões de reformas na União Europeia (UE) deve ser calculado em função do número de filhos.
"Pressionamos para que as pensões de reforma sejam indexadas ao número de filhos. Nós contribuímos para o Estado Social de duas maneiras, em dinheiro e em géneros, que são as crianças", afirmou o presidente da ELFAC à margem de um encontro com o Intergrupo da Família e Protecção da Infância do Parlamento Europeu.
A associação de representantes de famílias numerosas apelou às instituições europeias que instem os Estados-membros a adoptarem "um leque de boas práticas" que solucione o problema do envelhecimento da população na Europa e o consequente colapso dos sistemas de segurança social.
Fernando Castro apelou também ao governo português que "chame a atenção para o facto de as famílias numerosas serem um bem para o país" e para que tome medidas como aumentar "os abonos de famílias para valores dignos".
O eurodeputado, José Ribeiro e Castro, vice-presidente do Intergrupo da Família e Protecção da Infância, defendeu que a Comissão Europeia deve "traduzir uma maior sensibilidade" para a Política da Família nas diversas áreas que são da sua competência, como por exemplo, o IVA reduzido das fraldas, actualmente em discussão.
O deputado do CDS-PP considerou que a ideia de as pensões de reformas dependerem do número de filhos deveria ser debatida em Portugal.
Após esta reunião, representantes da ELFAC encontram-se com o comissário europeu Vladimir Spidla, responsável por Emprego, Assuntos Sociais e Igualidade de Oportunidades, e com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
A ELFAC foi criada em Março de 2004, em Lisboa, para congregar várias associações de famílias numerosas europeias, e actualmente representa mais de 50 milhões de cidadãos europeus que pertencem a nove milhões de famílias com vários filhos.
Noticia: Lusa; DE; RR; CM
07-02-2006
"Pressionamos para que as pensões de reforma sejam indexadas ao número de filhos. Nós contribuímos para o Estado Social de duas maneiras, em dinheiro e em géneros, que são as crianças", afirmou o presidente da ELFAC à margem de um encontro com o Intergrupo da Família e Protecção da Infância do Parlamento Europeu.
A associação de representantes de famílias numerosas apelou às instituições europeias que instem os Estados-membros a adoptarem "um leque de boas práticas" que solucione o problema do envelhecimento da população na Europa e o consequente colapso dos sistemas de segurança social.
Fernando Castro apelou também ao governo português que "chame a atenção para o facto de as famílias numerosas serem um bem para o país" e para que tome medidas como aumentar "os abonos de famílias para valores dignos".
O eurodeputado, José Ribeiro e Castro, vice-presidente do Intergrupo da Família e Protecção da Infância, defendeu que a Comissão Europeia deve "traduzir uma maior sensibilidade" para a Política da Família nas diversas áreas que são da sua competência, como por exemplo, o IVA reduzido das fraldas, actualmente em discussão.
O deputado do CDS-PP considerou que a ideia de as pensões de reformas dependerem do número de filhos deveria ser debatida em Portugal.
Após esta reunião, representantes da ELFAC encontram-se com o comissário europeu Vladimir Spidla, responsável por Emprego, Assuntos Sociais e Igualidade de Oportunidades, e com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
A ELFAC foi criada em Março de 2004, em Lisboa, para congregar várias associações de famílias numerosas europeias, e actualmente representa mais de 50 milhões de cidadãos europeus que pertencem a nove milhões de famílias com vários filhos.
Noticia: Lusa; DE; RR; CM
07-02-2006
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Canadá e casamento homossexual: o regresso da Razão
in: ACI digital, 3-2-2006
Novo Primeiro-ministro do Canadá se compromete a revisar "casamento" homossexual
MADRI, 03 Fev. 06 (ACI) .- A eleição do Stephen Harper como Primeiro-ministro do Canadá e a nova configuração do Parlamento nacional despertaram grandes expectativas entre os que promovem a defesa do matrimônio e a família no país. Harper prometeu publicamente que o Legislativo revisará a lei que permite o "casamento" entre pessoas homossexuais no Canadá. Segundo o informativo Análisis Digital, "Harper se mostra decidido a fazer dos valores morais um gesto distintivo de seu mandato" e considerou que sem ser uma grande potencia, "o Canadá pode influenciar o mundo com seus valores".
Harper garantiu que "o mais rápido possível, embora não imediatamente", o Parlamento canadense reconsiderará o "casamento homossexual". Estima-se que isto ocorra durante a próxima legislatura.
Análisis Digital indicou que no programa do novo governante "ficam outras questões que esperam resposta por parte de importantes setores conservadores. Uma delas é elevar a idade mínima legal para manter relações sexuais consentidas, que hoje no Canadá é de 14 anos".
Além disso, "está também a recente aprovação, depois de uma sentença do Tribunal Superior, dos ‘clubes de sexo em grupo’, dos quais poderão participar adolescentes de 14 anos, sempre e quando não se permitir a venda de álcool. Judith Reisman, que foi conselheira em três Administrações americanas, denunciou que esta decisão é um convite em toda regra aos pedófilos do mundo inteiro".
Novo Primeiro-ministro do Canadá se compromete a revisar "casamento" homossexual
MADRI, 03 Fev. 06 (ACI) .- A eleição do Stephen Harper como Primeiro-ministro do Canadá e a nova configuração do Parlamento nacional despertaram grandes expectativas entre os que promovem a defesa do matrimônio e a família no país. Harper prometeu publicamente que o Legislativo revisará a lei que permite o "casamento" entre pessoas homossexuais no Canadá. Segundo o informativo Análisis Digital, "Harper se mostra decidido a fazer dos valores morais um gesto distintivo de seu mandato" e considerou que sem ser uma grande potencia, "o Canadá pode influenciar o mundo com seus valores".
Harper garantiu que "o mais rápido possível, embora não imediatamente", o Parlamento canadense reconsiderará o "casamento homossexual". Estima-se que isto ocorra durante a próxima legislatura.
Análisis Digital indicou que no programa do novo governante "ficam outras questões que esperam resposta por parte de importantes setores conservadores. Uma delas é elevar a idade mínima legal para manter relações sexuais consentidas, que hoje no Canadá é de 14 anos".
Além disso, "está também a recente aprovação, depois de uma sentença do Tribunal Superior, dos ‘clubes de sexo em grupo’, dos quais poderão participar adolescentes de 14 anos, sempre e quando não se permitir a venda de álcool. Judith Reisman, que foi conselheira em três Administrações americanas, denunciou que esta decisão é um convite em toda regra aos pedófilos do mundo inteiro".
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Excelente discurso do Presidente Bush em defesa do casamento!
Anúncio do Presidente Bush relativo à defesa do casamento
(texto completo).
“Bom dia.
Há oito anos, o Congresso passou e o Presidente Clinton assinou o “Acto de Defesa do
Casamento” que definiu casamento, para propósitos de lei federal, como a união legal
entre um homem e uma mulher como marido e esposa.
O acto foi aprovado na Câmara de Deputados por um votação de 342-67 e no Senado por uma
votação de 85-14.
Esses votos no Congresso, bem como a aprovação de leis semelhantes de defesa-do-casamento
em 38 estados, expressam um consenso arrasador no nosso país no sentido de proteger a
instituição do casamento.
No entanto, em meses recentes, alguns juízes activistas e funcionários municipais fizeram uma
tentativa agressiva de redefinir o casamento.
Em Massachusetts, quatro juízes do tribunal superior indicaram que irão ordenar a emissão de
certidões de casamento a candidatos do mesmo género em Maio deste ano.
Em São Francisco, funcionários municipais emitiram milhares de certidões de casamento a
pessoas do mesmo género, contrariando o Código de Família da Califórnia. Aquele
código, que define claramente casamento como a união de um homem e uma mulher, foi
aprovado arrasadoramente pelos eleitores da Califórnia.
Um município no Novo México também emitiu certidões de casamento a candidatos do mesmo
género.
Se nenhuma acção for tomada, poderemos esperar mais decisões judiciais arbitrárias, mais
litígio, mais desafio da lei por funcionários municipais, tudo isto levando a uma situação
de incerteza jurídica.
Depois de mais de dois séculos de jurisprudência americana e milénios de experiência humana,
alguns juízes e municípios têm a presunção de mudar a instituição mais fundamental da
civilização. As suas acções criaram confusão num assunto que requer clareza.
Numa questão de tal importância, a voz da população deve ser ouvida. Os juízes activistas
deixaram um recurso à população. Se nós queremos evitar que o significado do
casamento mude para sempre, a nossa nação deve aprovar uma emenda constitucional
destinada a proteger o casamento na América. É necessária acção decisiva e democrática
porque as tentativas de redefinir casamento num único estado ou cidade podem ter sérias
consequências em todo o país.
A Constituição diz que " serão dados plena fé e crédito, em cada estado, aos actos públicos e
registos e procedimentos judiciais de outros estados."
Aqueles que querem mudar o significado do casamento reivindicarão que essa provisão requer
que todos os estados e cidades reconheçam casamentos do mesmo sexo que tenham sido
realizados em qualquer lugar na América.
O congresso tentou lidar com este problema no “Acto de Defesa do Casamento”, declarando
que nenhum estado deve aceitar uma diferente definição de casamento adoptada noutro
estado. A minha administração defenderá vigorosamente este acto do Congresso.
Mas não há nenhuma garantia de que o “Acto de Defesa do Casamento” não irá ser torpedeado
por juízes e tribunais activistas. Nessa eventualidade, todos os estados seriam forçados a
reconhecer os relacionamentos que juízes em Boston ou funcionários em São Francisco
decidiram chamar casamento.
Além do mais, mesmo que o “Acto de Defesa do Casamento” seja mantido, a lei não protege
casamentos dentro de estados ou cidades.
Por todas estas razões, a defesa do casamento requer uma emenda constitucional.
Uma emenda à Constituição nunca deve ser empreendida de forma ligeira. O procedimento da
emenda constitucional resolveu muitas questões sérias de interesse nacional, e a
preservação do casamento eleva-se a este nível de importância nacional.
A união de um homem e de uma mulher é a mais antiga instituição humana, honrada e
encorajada em todas as culturas e em cada fé religiosa. Séculos de experiência ensinaram
a humanidade que o compromisso de marido e mulher de se amarem e servirem
mutuamente promove o bem-estar das crianças e a estabilidade da sociedade. O
casamento não pode ser cortado das suas raízes culturais, religiosas e naturais sem
enfraquecer a boa influência da sociedade.
O governo, ao reconhecer e proteger o casamento, serve os interesses de todos.
Hoje, apelo ao Congresso para prontamente aprovar e enviar aos estados para ratificação uma
emenda à nossa Constituição definindo e protegendo o casamento como uma união de um
homem e de uma mulher como marido e esposa.
Esta emenda protege plenamente o casamento, deixando simultaneamente liberdade aos
legisladores estaduais para efectuarem as suas próprias escolhas na definição de outros
arranjos legais que não o casamento.
A América é uma sociedade livre, que limita o papel de governo na vida dos nossos cidadãos.
Este compromisso de liberdade, no entanto, não requer a redefinição de uma das nossas
instituições sociais mais básicas.
O nosso governo deve respeitar cada pessoa e proteger a instituição do casamento. Não há
nenhuma contradição entre estas responsabilidades.
É nossa obrigação conduzir este debate difícil, de uma forma digna do nosso país, sem raiva ou
amargura.
Em tudo o que se seguir, combinaremos fortes convicções com bondade, boa vontade e
decência.
Muito obrigado.”
24/2/2004
(texto completo).
“Bom dia.
Há oito anos, o Congresso passou e o Presidente Clinton assinou o “Acto de Defesa do
Casamento” que definiu casamento, para propósitos de lei federal, como a união legal
entre um homem e uma mulher como marido e esposa.
O acto foi aprovado na Câmara de Deputados por um votação de 342-67 e no Senado por uma
votação de 85-14.
Esses votos no Congresso, bem como a aprovação de leis semelhantes de defesa-do-casamento
em 38 estados, expressam um consenso arrasador no nosso país no sentido de proteger a
instituição do casamento.
No entanto, em meses recentes, alguns juízes activistas e funcionários municipais fizeram uma
tentativa agressiva de redefinir o casamento.
Em Massachusetts, quatro juízes do tribunal superior indicaram que irão ordenar a emissão de
certidões de casamento a candidatos do mesmo género em Maio deste ano.
Em São Francisco, funcionários municipais emitiram milhares de certidões de casamento a
pessoas do mesmo género, contrariando o Código de Família da Califórnia. Aquele
código, que define claramente casamento como a união de um homem e uma mulher, foi
aprovado arrasadoramente pelos eleitores da Califórnia.
Um município no Novo México também emitiu certidões de casamento a candidatos do mesmo
género.
Se nenhuma acção for tomada, poderemos esperar mais decisões judiciais arbitrárias, mais
litígio, mais desafio da lei por funcionários municipais, tudo isto levando a uma situação
de incerteza jurídica.
Depois de mais de dois séculos de jurisprudência americana e milénios de experiência humana,
alguns juízes e municípios têm a presunção de mudar a instituição mais fundamental da
civilização. As suas acções criaram confusão num assunto que requer clareza.
Numa questão de tal importância, a voz da população deve ser ouvida. Os juízes activistas
deixaram um recurso à população. Se nós queremos evitar que o significado do
casamento mude para sempre, a nossa nação deve aprovar uma emenda constitucional
destinada a proteger o casamento na América. É necessária acção decisiva e democrática
porque as tentativas de redefinir casamento num único estado ou cidade podem ter sérias
consequências em todo o país.
A Constituição diz que " serão dados plena fé e crédito, em cada estado, aos actos públicos e
registos e procedimentos judiciais de outros estados."
Aqueles que querem mudar o significado do casamento reivindicarão que essa provisão requer
que todos os estados e cidades reconheçam casamentos do mesmo sexo que tenham sido
realizados em qualquer lugar na América.
O congresso tentou lidar com este problema no “Acto de Defesa do Casamento”, declarando
que nenhum estado deve aceitar uma diferente definição de casamento adoptada noutro
estado. A minha administração defenderá vigorosamente este acto do Congresso.
Mas não há nenhuma garantia de que o “Acto de Defesa do Casamento” não irá ser torpedeado
por juízes e tribunais activistas. Nessa eventualidade, todos os estados seriam forçados a
reconhecer os relacionamentos que juízes em Boston ou funcionários em São Francisco
decidiram chamar casamento.
Além do mais, mesmo que o “Acto de Defesa do Casamento” seja mantido, a lei não protege
casamentos dentro de estados ou cidades.
Por todas estas razões, a defesa do casamento requer uma emenda constitucional.
Uma emenda à Constituição nunca deve ser empreendida de forma ligeira. O procedimento da
emenda constitucional resolveu muitas questões sérias de interesse nacional, e a
preservação do casamento eleva-se a este nível de importância nacional.
A união de um homem e de uma mulher é a mais antiga instituição humana, honrada e
encorajada em todas as culturas e em cada fé religiosa. Séculos de experiência ensinaram
a humanidade que o compromisso de marido e mulher de se amarem e servirem
mutuamente promove o bem-estar das crianças e a estabilidade da sociedade. O
casamento não pode ser cortado das suas raízes culturais, religiosas e naturais sem
enfraquecer a boa influência da sociedade.
O governo, ao reconhecer e proteger o casamento, serve os interesses de todos.
Hoje, apelo ao Congresso para prontamente aprovar e enviar aos estados para ratificação uma
emenda à nossa Constituição definindo e protegendo o casamento como uma união de um
homem e de uma mulher como marido e esposa.
Esta emenda protege plenamente o casamento, deixando simultaneamente liberdade aos
legisladores estaduais para efectuarem as suas próprias escolhas na definição de outros
arranjos legais que não o casamento.
A América é uma sociedade livre, que limita o papel de governo na vida dos nossos cidadãos.
Este compromisso de liberdade, no entanto, não requer a redefinição de uma das nossas
instituições sociais mais básicas.
O nosso governo deve respeitar cada pessoa e proteger a instituição do casamento. Não há
nenhuma contradição entre estas responsabilidades.
É nossa obrigação conduzir este debate difícil, de uma forma digna do nosso país, sem raiva ou
amargura.
Em tudo o que se seguir, combinaremos fortes convicções com bondade, boa vontade e
decência.
Muito obrigado.”
24/2/2004
O Cuspo de Mariano Gago (Células Estaminais e PMA)
O CUSPO DO SENHOR MINISTRO DA CIÊNCIA E ENSINO SUPERIOR
COMUNICADO
No passado dia 11 de Janeiro, num colóquio sobre Procriação Medicamente Assistida, o Sr. Ministro da Ciência e Ensino Superior declarou no Parlamento que “por razões científicas” não conseguia compreender a “obsessão irracional [de alguns] em ver em qualquer aglomerado de células pluripotentes um ser humano". E porquê? Porque “Enquanto falo, estou a lançar no ar partículas de saliva que têm o meu DNA e que poderão, se não hoje decerto num futuro próximo, ser utilizadas para dar origem a outro ser humano. Mas nenhuma delas é, por amor de Deus, um ser humano.”
Nestes termos a Associação Juntos pela Vida deseja tornar público o seguinte:
Ao contrário do que disse o Sr Ministro, não existe nenhuma obsessão, nem irracional nem racional, relativamente às células pluripotentes. Existe uma preocupação em garantir que as células totipotentes, aquelas células que se forem colocadas no útero se desenvolvem num novo ser humano, sejam tratadas com a dignidade e respeito devidos aos seres humanos.
Se no futuro se vier a conseguir transformar células da saliva em células totipotentes, então as células totipotentes assim produzidas (não as células da saliva) que deverão gozar da protecção devida a qualquer outro ser humano. Como é sabido, certas esculturas em mármore merecem uma protecção que a pedra originária nunca teve.
Mais, o Sr Ministro não deve estar a par dos inúmeros debates públicos e referendos que vários países da Europa têm realizado sobre esta matéria. Estará toda a Europa acometida da tal “obsessão irracional”?
O Sr Ministro demonstrou não saber distinguir opiniões pessoais de dados técnicos, algo grave em qualquer político, mas particularmente grave num Ministro da Ciência.
Recordamos que, como titular da pasta da Ciência e do Ensino Superior, cabe ao Sr Ministro nomear e instruir sobre a posição oficial do Governo Português os diversos representantes de Portugal nos mais variados foruns internacionais ligados à definição das políticas de bioética dos Estados.
A Associação Juntos pela Vida
i. convida o Sr Ministro Mariano Gago a corrigir as suas infelizes declarações; e
ii. desafia o Sr Ministro a liderar um debate público sereno, profissional e científico sobre a Procriação Medicamente Assistida para que todas as portuguesas e os portugueses possam ser cabalmente esclarecidos sobre tão importante tema.
Contactos
Tlm: 96 857 45 75
Email: jpv@geocities.com
www.juntospelavida.org
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2006
COMUNICADO
No passado dia 11 de Janeiro, num colóquio sobre Procriação Medicamente Assistida, o Sr. Ministro da Ciência e Ensino Superior declarou no Parlamento que “por razões científicas” não conseguia compreender a “obsessão irracional [de alguns] em ver em qualquer aglomerado de células pluripotentes um ser humano". E porquê? Porque “Enquanto falo, estou a lançar no ar partículas de saliva que têm o meu DNA e que poderão, se não hoje decerto num futuro próximo, ser utilizadas para dar origem a outro ser humano. Mas nenhuma delas é, por amor de Deus, um ser humano.”
Nestes termos a Associação Juntos pela Vida deseja tornar público o seguinte:
Ao contrário do que disse o Sr Ministro, não existe nenhuma obsessão, nem irracional nem racional, relativamente às células pluripotentes. Existe uma preocupação em garantir que as células totipotentes, aquelas células que se forem colocadas no útero se desenvolvem num novo ser humano, sejam tratadas com a dignidade e respeito devidos aos seres humanos.
Se no futuro se vier a conseguir transformar células da saliva em células totipotentes, então as células totipotentes assim produzidas (não as células da saliva) que deverão gozar da protecção devida a qualquer outro ser humano. Como é sabido, certas esculturas em mármore merecem uma protecção que a pedra originária nunca teve.
Mais, o Sr Ministro não deve estar a par dos inúmeros debates públicos e referendos que vários países da Europa têm realizado sobre esta matéria. Estará toda a Europa acometida da tal “obsessão irracional”?
O Sr Ministro demonstrou não saber distinguir opiniões pessoais de dados técnicos, algo grave em qualquer político, mas particularmente grave num Ministro da Ciência.
Recordamos que, como titular da pasta da Ciência e do Ensino Superior, cabe ao Sr Ministro nomear e instruir sobre a posição oficial do Governo Português os diversos representantes de Portugal nos mais variados foruns internacionais ligados à definição das políticas de bioética dos Estados.
A Associação Juntos pela Vida
i. convida o Sr Ministro Mariano Gago a corrigir as suas infelizes declarações; e
ii. desafia o Sr Ministro a liderar um debate público sereno, profissional e científico sobre a Procriação Medicamente Assistida para que todas as portuguesas e os portugueses possam ser cabalmente esclarecidos sobre tão importante tema.
Contactos
Tlm: 96 857 45 75
Email: jpv@geocities.com
www.juntospelavida.org
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2006
Pílula do dia seguinte e Associação Nacional de Farmácias
O ERRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMÁCIAS – Parte II
COMUNICADO
A ANF sabe que as mulheres que tomam contraceptivos não pretendem abortar. Ao dizer que a pílula do dia seguinte não mata os filhos, a ANF está a violar a sua obrigação de garantir o consentimento informado e está a levar um sem número de mulheres a fazer inadvertidamente o que não queriam, ou seja, a matar os seus filhos.
Por isso a Associação Juntos pela Vida convidou a Associação Nacional de Farmácias a retirar de circulação o folheto erróneo por si produzido e onde afirma que a pílula do dia seguinte não é abortiva (ver nosso comunicado de 9 de Janeiro).
Em vez de reconhecer o erro, a Associação Nacional de Farmácias fez publicar um comunicado enganador no qual continua a defender o referido folheto.
A Associação Juntos pela Vida recorda que o objectivo da distribuição livre da pílula do dia seguinte é recorrer ao aborto químico precoce para alegadamente evitar o aborto cirúrgico mais tardio. Contudo a evidência científica disponível, nomeadamente sobre a Escócia e Inglaterra, mostra que a venda livre da pílula do dia seguinte faz aumentar a incidência de doenças sexuais, aumenta o número de abortos precoces e não diminui o número de abortos cirúrgicos. Segundo o British Medical Journal (vol. 321, 19-26 Ago. 2000) o uso da pílula do dia seguinte, para além das crianças que mata directamente, quadriplica o risco da mulher vir a fazer um aborto cirúrgico.
A Associação Nacional de Farmácias sabe que os tribunais estão a apreciar a legalidade da venda da pílula do dia seguinte e por isso é vergonhosa a tentativa que faz de pressionar e influenciar a sentença dos tribunais dizendo que «A sua [da pílula do dia seguinte] utilização está, por isso, em conformidade com a legislação nacional, seja a do medicamento, seja a relativa à prática da interrupção voluntária da gravidez».
A sugestão da ANF de que sejam levados a tribunal processos contra a pílula do dia seguinte que sabe já estarem em tribunal é completamente absurda.
A Associação Juntos pela Vida, sem prejuízo de outras medidas que pretende lançar, já iniciou a distribuição do folheto anexo, nomeadamente junto das duzentas e dezassete mil pessoas que assinaram a petição “Mais Vida Mais Família” (cfr. www.peticao-vida.org), para que o mesmo seja entregue nas farmácias.
A Associação Juntos pela Vida apela de novo aos farmacêuticos que
tomem a atitude deVida e retirem de circulação o folheto enganador e falso;
dissuadam as pessoas do uso da pílula do dia seguinte já que, para além do aborto que provocam, os seus efeitos sobre a mulher são em grande parte desconhecidos, facto que levou a FDA a proibir a venda livre da pílula do dia seguinte nos EUA. Se a pílula é perigosa para as mulheres americanas também o é para as portuguesas.
Contactos
Tlm: 917233335
Email: jpv@geocities.com
www.juntospelavida.org
Lisboa, 26 de Janeiro de 2006
COMUNICADO
A ANF sabe que as mulheres que tomam contraceptivos não pretendem abortar. Ao dizer que a pílula do dia seguinte não mata os filhos, a ANF está a violar a sua obrigação de garantir o consentimento informado e está a levar um sem número de mulheres a fazer inadvertidamente o que não queriam, ou seja, a matar os seus filhos.
Por isso a Associação Juntos pela Vida convidou a Associação Nacional de Farmácias a retirar de circulação o folheto erróneo por si produzido e onde afirma que a pílula do dia seguinte não é abortiva (ver nosso comunicado de 9 de Janeiro).
Em vez de reconhecer o erro, a Associação Nacional de Farmácias fez publicar um comunicado enganador no qual continua a defender o referido folheto.
A Associação Juntos pela Vida recorda que o objectivo da distribuição livre da pílula do dia seguinte é recorrer ao aborto químico precoce para alegadamente evitar o aborto cirúrgico mais tardio. Contudo a evidência científica disponível, nomeadamente sobre a Escócia e Inglaterra, mostra que a venda livre da pílula do dia seguinte faz aumentar a incidência de doenças sexuais, aumenta o número de abortos precoces e não diminui o número de abortos cirúrgicos. Segundo o British Medical Journal (vol. 321, 19-26 Ago. 2000) o uso da pílula do dia seguinte, para além das crianças que mata directamente, quadriplica o risco da mulher vir a fazer um aborto cirúrgico.
A Associação Nacional de Farmácias sabe que os tribunais estão a apreciar a legalidade da venda da pílula do dia seguinte e por isso é vergonhosa a tentativa que faz de pressionar e influenciar a sentença dos tribunais dizendo que «A sua [da pílula do dia seguinte] utilização está, por isso, em conformidade com a legislação nacional, seja a do medicamento, seja a relativa à prática da interrupção voluntária da gravidez».
A sugestão da ANF de que sejam levados a tribunal processos contra a pílula do dia seguinte que sabe já estarem em tribunal é completamente absurda.
A Associação Juntos pela Vida, sem prejuízo de outras medidas que pretende lançar, já iniciou a distribuição do folheto anexo, nomeadamente junto das duzentas e dezassete mil pessoas que assinaram a petição “Mais Vida Mais Família” (cfr. www.peticao-vida.org), para que o mesmo seja entregue nas farmácias.
A Associação Juntos pela Vida apela de novo aos farmacêuticos que
tomem a atitude deVida e retirem de circulação o folheto enganador e falso;
dissuadam as pessoas do uso da pílula do dia seguinte já que, para além do aborto que provocam, os seus efeitos sobre a mulher são em grande parte desconhecidos, facto que levou a FDA a proibir a venda livre da pílula do dia seguinte nos EUA. Se a pílula é perigosa para as mulheres americanas também o é para as portuguesas.
Contactos
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www.juntospelavida.org
Lisboa, 26 de Janeiro de 2006
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Casamento de Lésbicas: um artigo do Padre Serras Pereira sobre a desorientação homossexual
"Casamento" de Lésbicas: P. Serras Pereira Avisou à 2 Anos - Desorientação Sexo-Constitucional
Nuno Serras Pereira
11. 05. 2004
Os deputados na Assembleia da República introduziram a expressão orientação sexual na Constituição com o pretexto de lutar contra a discriminação e pela igualdade. Como já tinha acontecido a 3 de Março uma porção de deputados do PSD elaborou uma declaração de voto para explicar que não tinham votado o que tinham votado. Estes senhores acham que podem votar favoravelmente tudo desde que depois declarem o seu desacordo com aquilo que aprovaram…
Qual o conteúdo e o significado do termo orientação sexual? Quem o define? Quando o Tribunal Constitucional tiver que se pronunciar sobre o acordo ou desacordo de alguma lei ou disposição com este termo que conceito tem dele? Objectivamente que quer dizer? Tem a maleabilidade que se lhe queira dar, uma plasticidade “infinita”? Ou tem um significado preciso e rigoroso?
Se se recorre a uma antropologia concorde com a natureza da pessoa humana este termo só poderá significar a reciprocidade assimétrica do varão e da mulher. Se pelo contrário, como claramente – ou ignorantemente, pois alguns terão sido armadilhados - foi a intenção do legislador, a hermenêutica é feita a partir da ideologia do género então o termo é sinónimo de perversidade polimorfa (esta expressão é usada pelas feministas do género). Segundo esta alucinação a atracção pelo sexo oposto não é naturalmente fundada, mas socialmente condicionada. Acresce que existem diversas formas de sexualidade ¾ incluindo homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis ¾ equivalentes à heterossexualidade. Embora em público procurem ser mais recatados, muitos vão mais longe reivindicando o fetichismo, a frottage, o voyeurismo, a pedofilia, a bestialidade, o masoquismo e o sadismo sexuais. Importa, pois, desconstruir, demolir os “papéis socialmente construídos”, dar cabo da família, a que chamam tradicional, reivindicando o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, o intergeracional – adultos e crianças (e mesmo o inter-espécies – pessoas e animais), o “direito” a gerarem filhos através da técnica, recorrendo à doação ou à compra dos gâmetas que lhes faltam, exigindo a adopção de crianças – procurando assim subtrai-las à “horrível opressão heterossexual socialmente construída”.
Não me resta qualquer dúvida que a introdução deste “conceito” na Constituição é muito grave e mereceria da parte da sociedade civil e da Igreja uma forte tomada de posição e uma determinação firme e perseverante em rever e modificar o que lá foi posto. Se não as consequências serão muitíssimo gravosas não só para a sociedade, mas para a própria Igreja pondo mesmo em questão a liberdade religiosa. Não será difícil de prever que homilias de sacerdotes versando a doutrina da Igreja sobres estas matérias sejam interrompidas por grupos organizados (já acontece nalguns países no que diz respeito à homossexualidade) acusando-as de inconstitucionais, ou que os padres sejam levados a tribunal por crime de homofobia, que se exija a eliminação de todas as passagens, na Sagrada Escritura, relativas à condenação da homossexualidade e outras perversões, e se criminalize a sua leitura, não depurada, pública ou privada. Procurarão criminalizar toda a terapia, capaz de tratar aqueles que o desejassem, como se esta constituísse um atentado à sua identidade. Os escuteiros e outras organizações juvenis serão obrigados a aceitar homossexuais activos (ou outras pessoas com parafilias activas), não só como membros mas também como chefes, os colégios forçados a contratar professores, os infantários educadores, os proprietários a alugar apartamentos a quem vive clara e publicamente em oposição às suas crenças. Não se aceitará nenhuma justa discriminação. Instaurar-se-á uma censura severa na comunicação social que terá os maiores cuidados em não “ofender” nem “discriminar” e que por isso não aceitará articulista ou comentador que discorde da alucinação colectiva.
Quem conhece os textos e as movimentações desta gente não ficará espantado com o que aqui deixo escrito, mas constatará que ainda digo pouco. No entanto, porque o espaço é breve e porque as coisas ditas de uma vez parecerem demasia, movendo à incredulidade, ficarei por aqui.
Queria tão só chamar atenção para o seguinte: existe uma só orientação sexual e tudo o demais é desorientação, isto é, patologias, mazelas. As pessoas que delas padecem merecem-nos toda a consideração e estima enquanto pessoas e, porque enfermas, uma maior atenção e cuidado - toda a discriminação injusta não pode, de modo nenhum, ser admitida. Mas toda esta dedicação não é para lhes piorar a condição, mas sim para as auxiliar a superá-la. Se recusam o tratamento ninguém os obrigará, mas não podem exigir que o Estado patrocine as suas pioras e coopere com o contágio ou seja indiferente às repercussões públicas do seu “estilo” de vida, à incidência negativa no bem comum. Sabendo-se como se sabe os perigos para a saúde física e psíquica que advêm desses comportamentos o Estado não tem que os reconhecer como tais, mas deve desencorajá-los e proporcionar meios de tratamento adequados para aqueles que queiram recorrer às terapias reconhecidamente eficazes. Isto que aqui fica dito é pedido por ex-homossexuais, agora curados. Conhecendo o inferno porque passaram querem proporcionar a outros a possibilidade de o evitarem
Nuno Serras Pereira
11. 05. 2004
Os deputados na Assembleia da República introduziram a expressão orientação sexual na Constituição com o pretexto de lutar contra a discriminação e pela igualdade. Como já tinha acontecido a 3 de Março uma porção de deputados do PSD elaborou uma declaração de voto para explicar que não tinham votado o que tinham votado. Estes senhores acham que podem votar favoravelmente tudo desde que depois declarem o seu desacordo com aquilo que aprovaram…
Qual o conteúdo e o significado do termo orientação sexual? Quem o define? Quando o Tribunal Constitucional tiver que se pronunciar sobre o acordo ou desacordo de alguma lei ou disposição com este termo que conceito tem dele? Objectivamente que quer dizer? Tem a maleabilidade que se lhe queira dar, uma plasticidade “infinita”? Ou tem um significado preciso e rigoroso?
Se se recorre a uma antropologia concorde com a natureza da pessoa humana este termo só poderá significar a reciprocidade assimétrica do varão e da mulher. Se pelo contrário, como claramente – ou ignorantemente, pois alguns terão sido armadilhados - foi a intenção do legislador, a hermenêutica é feita a partir da ideologia do género então o termo é sinónimo de perversidade polimorfa (esta expressão é usada pelas feministas do género). Segundo esta alucinação a atracção pelo sexo oposto não é naturalmente fundada, mas socialmente condicionada. Acresce que existem diversas formas de sexualidade ¾ incluindo homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis ¾ equivalentes à heterossexualidade. Embora em público procurem ser mais recatados, muitos vão mais longe reivindicando o fetichismo, a frottage, o voyeurismo, a pedofilia, a bestialidade, o masoquismo e o sadismo sexuais. Importa, pois, desconstruir, demolir os “papéis socialmente construídos”, dar cabo da família, a que chamam tradicional, reivindicando o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, o intergeracional – adultos e crianças (e mesmo o inter-espécies – pessoas e animais), o “direito” a gerarem filhos através da técnica, recorrendo à doação ou à compra dos gâmetas que lhes faltam, exigindo a adopção de crianças – procurando assim subtrai-las à “horrível opressão heterossexual socialmente construída”.
Não me resta qualquer dúvida que a introdução deste “conceito” na Constituição é muito grave e mereceria da parte da sociedade civil e da Igreja uma forte tomada de posição e uma determinação firme e perseverante em rever e modificar o que lá foi posto. Se não as consequências serão muitíssimo gravosas não só para a sociedade, mas para a própria Igreja pondo mesmo em questão a liberdade religiosa. Não será difícil de prever que homilias de sacerdotes versando a doutrina da Igreja sobres estas matérias sejam interrompidas por grupos organizados (já acontece nalguns países no que diz respeito à homossexualidade) acusando-as de inconstitucionais, ou que os padres sejam levados a tribunal por crime de homofobia, que se exija a eliminação de todas as passagens, na Sagrada Escritura, relativas à condenação da homossexualidade e outras perversões, e se criminalize a sua leitura, não depurada, pública ou privada. Procurarão criminalizar toda a terapia, capaz de tratar aqueles que o desejassem, como se esta constituísse um atentado à sua identidade. Os escuteiros e outras organizações juvenis serão obrigados a aceitar homossexuais activos (ou outras pessoas com parafilias activas), não só como membros mas também como chefes, os colégios forçados a contratar professores, os infantários educadores, os proprietários a alugar apartamentos a quem vive clara e publicamente em oposição às suas crenças. Não se aceitará nenhuma justa discriminação. Instaurar-se-á uma censura severa na comunicação social que terá os maiores cuidados em não “ofender” nem “discriminar” e que por isso não aceitará articulista ou comentador que discorde da alucinação colectiva.
Quem conhece os textos e as movimentações desta gente não ficará espantado com o que aqui deixo escrito, mas constatará que ainda digo pouco. No entanto, porque o espaço é breve e porque as coisas ditas de uma vez parecerem demasia, movendo à incredulidade, ficarei por aqui.
Queria tão só chamar atenção para o seguinte: existe uma só orientação sexual e tudo o demais é desorientação, isto é, patologias, mazelas. As pessoas que delas padecem merecem-nos toda a consideração e estima enquanto pessoas e, porque enfermas, uma maior atenção e cuidado - toda a discriminação injusta não pode, de modo nenhum, ser admitida. Mas toda esta dedicação não é para lhes piorar a condição, mas sim para as auxiliar a superá-la. Se recusam o tratamento ninguém os obrigará, mas não podem exigir que o Estado patrocine as suas pioras e coopere com o contágio ou seja indiferente às repercussões públicas do seu “estilo” de vida, à incidência negativa no bem comum. Sabendo-se como se sabe os perigos para a saúde física e psíquica que advêm desses comportamentos o Estado não tem que os reconhecer como tais, mas deve desencorajá-los e proporcionar meios de tratamento adequados para aqueles que queiram recorrer às terapias reconhecidamente eficazes. Isto que aqui fica dito é pedido por ex-homossexuais, agora curados. Conhecendo o inferno porque passaram querem proporcionar a outros a possibilidade de o evitarem
terça-feira, janeiro 31, 2006
Contra a OTA e TGV: marchar, marchar!
Em http://www.petitiononline.com/atpr2005/petition.html encontrei esta Petição que subscrevi imediatamente. Não posso estar mais de acordo!
Até este momento já a subscreveram 2986 pessoas. Faça-o também (é muito simples e não demora nada)!
To: Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Ministro da Economia
Tem vindo a ser objecto de aceso debate a decisão do Governo referente à instalação da rede TGV em Portugal, e à construção de um novo Aeroporto na Ota. É indiscutível que ambas as obras importarão a mobilização de astronómicas somas de dinheiro, que hão-de provir do Orçamento Geral do Estado, ou seja, tais obras serão financiadas pelos Contribuintes Portugueses, seja directamente, seja pelas garantias ou benefícios que o Estado sempre dá ao sector privado. Lembremo-nos das SCUTs. E é bem sabido como, no fim das obras promovidas pelo Estado, a factura é sempre, sem que se conheça uma única excepção, muitíssimo maior do que inicialmente foi anunciado para as justificar. Lembremo-nos dos Estádios de Futebol, da EXPO, do Centro Cultural de Belém, da Casa da Música, do Alfa Pendular, das IPs, etc., etc., etc. No Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, foi publicado um Manifesto subscrito pelos mais Ilustres Economistas do País, representando um amplo leque de opinião e provindo de diversos quadrantes políticos, em que se conclui, mais do que a inutilidade de tais obras, pela sua inoportunidade, e pelos negativos efeitos que terão na economia nacional. Em estudo recentemente realizado, parece ter-se concluído que, apenas no que toca ao TGV, a obra vai impôr a cada contribuinte um encargo de cerca de € 1.500,00. Note-se que se trata de um encargo médio, ou seja, haverá contribuintes que verão este encargo multiplicar-se por dez, cem, mil... E ainda falta a Ota... Em obra de tal monta, e com tais consequências, parece aos dois primeiros signatários que o Governo haveria de auscultar os cidadãos, em lugar de, “unilateralmente” decidir – com a arrogância e a sobranceria que tem vindo a demonstrar – iniciá-la. O estado da Economia Portuguesa não se compadece com gastos escusados e sumptuários como estes. Basta pensar que, como afirmou Miguel Beleza à SIC no próprio dia 27 de Julho, se tivessem sido feitas as obras de adaptação da linha férrea Lisboa-Porto aos novos comboios Alfa Pendular, a viagem duraria cerca de duas horas, ou seja, uma escassa meia-hora mais do que em TGV... E o Aeroporto na Ota importaria um enorme dispêndio de tempo no percurso até ou desde Lisboa, de tal forma que tal percurso demoraria mais do que a duração do próprio voo Lisboa Madrid... É imprescindível que os eleitores sejam ouvidos em tais matérias, pela sua seriedade e consequências. É tempo de os Contribuintes exigirem rigor na despesa pública e de imporem que o Estado efectivamente os respeite. Assim, os abaixo assinados, por subscreverem o Manifesto publicado no Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, instam os Poderes Públicos a promover um alargado período de debate público prévio a qualquer tomada de decisão nestas matérias que implique a assunção de responsabilidades financeiras, directas ou indirectas, do Estado, devendo o Governo facultar os Estudos que, do seu ponto de vista, justificam a realização dos projectos da rede TGV em Portugal, e a construção de um novo Aeroporto na Ota.
Sincerely,
Até este momento já a subscreveram 2986 pessoas. Faça-o também (é muito simples e não demora nada)!
To: Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Ministro da Economia
Tem vindo a ser objecto de aceso debate a decisão do Governo referente à instalação da rede TGV em Portugal, e à construção de um novo Aeroporto na Ota. É indiscutível que ambas as obras importarão a mobilização de astronómicas somas de dinheiro, que hão-de provir do Orçamento Geral do Estado, ou seja, tais obras serão financiadas pelos Contribuintes Portugueses, seja directamente, seja pelas garantias ou benefícios que o Estado sempre dá ao sector privado. Lembremo-nos das SCUTs. E é bem sabido como, no fim das obras promovidas pelo Estado, a factura é sempre, sem que se conheça uma única excepção, muitíssimo maior do que inicialmente foi anunciado para as justificar. Lembremo-nos dos Estádios de Futebol, da EXPO, do Centro Cultural de Belém, da Casa da Música, do Alfa Pendular, das IPs, etc., etc., etc. No Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, foi publicado um Manifesto subscrito pelos mais Ilustres Economistas do País, representando um amplo leque de opinião e provindo de diversos quadrantes políticos, em que se conclui, mais do que a inutilidade de tais obras, pela sua inoportunidade, e pelos negativos efeitos que terão na economia nacional. Em estudo recentemente realizado, parece ter-se concluído que, apenas no que toca ao TGV, a obra vai impôr a cada contribuinte um encargo de cerca de € 1.500,00. Note-se que se trata de um encargo médio, ou seja, haverá contribuintes que verão este encargo multiplicar-se por dez, cem, mil... E ainda falta a Ota... Em obra de tal monta, e com tais consequências, parece aos dois primeiros signatários que o Governo haveria de auscultar os cidadãos, em lugar de, “unilateralmente” decidir – com a arrogância e a sobranceria que tem vindo a demonstrar – iniciá-la. O estado da Economia Portuguesa não se compadece com gastos escusados e sumptuários como estes. Basta pensar que, como afirmou Miguel Beleza à SIC no próprio dia 27 de Julho, se tivessem sido feitas as obras de adaptação da linha férrea Lisboa-Porto aos novos comboios Alfa Pendular, a viagem duraria cerca de duas horas, ou seja, uma escassa meia-hora mais do que em TGV... E o Aeroporto na Ota importaria um enorme dispêndio de tempo no percurso até ou desde Lisboa, de tal forma que tal percurso demoraria mais do que a duração do próprio voo Lisboa Madrid... É imprescindível que os eleitores sejam ouvidos em tais matérias, pela sua seriedade e consequências. É tempo de os Contribuintes exigirem rigor na despesa pública e de imporem que o Estado efectivamente os respeite. Assim, os abaixo assinados, por subscreverem o Manifesto publicado no Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, instam os Poderes Públicos a promover um alargado período de debate público prévio a qualquer tomada de decisão nestas matérias que implique a assunção de responsabilidades financeiras, directas ou indirectas, do Estado, devendo o Governo facultar os Estudos que, do seu ponto de vista, justificam a realização dos projectos da rede TGV em Portugal, e a construção de um novo Aeroporto na Ota.
Sincerely,
Pela língua portuguesa, lutar, lutar!
Recebido de um amigo:
"Amigos
Isto sim....são designios Nacionais, mais importante que todas as eleições.
Subscrevam e divulguem.
Encontra-se em subscrição uma petição que tem por objectivo tornar oficial o idioma português na ONU, à semelhança do que já sucede com o Árabe, Chinês,Espanhol, Francês, Inglês e Russo. Enquanto português e herdeiro de um legado linguístico e cultural com quase nove séculos de existência, que ao longo da sua história teve o condão de espalhar-se pelos vários cantos do Mundo, creio que esta é uma iniciativa merecedora da atenção de todos nós:http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html "
"Amigos
Isto sim....são designios Nacionais, mais importante que todas as eleições.
Subscrevam e divulguem.
Encontra-se em subscrição uma petição que tem por objectivo tornar oficial o idioma português na ONU, à semelhança do que já sucede com o Árabe, Chinês,Espanhol, Francês, Inglês e Russo. Enquanto português e herdeiro de um legado linguístico e cultural com quase nove séculos de existência, que ao longo da sua história teve o condão de espalhar-se pelos vários cantos do Mundo, creio que esta é uma iniciativa merecedora da atenção de todos nós:http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html "
Blair e a liberdade de educação
Um comunicado recente do Fórum para a Liberdade de Educação veio recordar este facto:
"Como exemplo da importância do movimento em curso em toda a Europa, no sentido de uma maior liberdade de educação, o Fórum entregou ainda a cada deputado da Comissão um exemplar do livro branco do governo inglês para a Educação, “Padrões Mais Elevados, Melhores Escolas para Todos – Mais Escolha para os Pais e os Alunos” (disponível em www.liberdade-educacao.org - área da Documentação, 1. Aspectos Gerais, Inglaterra, "Higher Standards, Better Schools For All - More choice for parents and pupils" e "Sumário do Livro Branco sobre Educação)."
Vale a pena a visita!
"Como exemplo da importância do movimento em curso em toda a Europa, no sentido de uma maior liberdade de educação, o Fórum entregou ainda a cada deputado da Comissão um exemplar do livro branco do governo inglês para a Educação, “Padrões Mais Elevados, Melhores Escolas para Todos – Mais Escolha para os Pais e os Alunos” (disponível em www.liberdade-educacao.org - área da Documentação, 1. Aspectos Gerais, Inglaterra, "Higher Standards, Better Schools For All - More choice for parents and pupils" e "Sumário do Livro Branco sobre Educação)."
Vale a pena a visita!
Conferências "Pensamento de João Paulo II" (no centenário de Maria Ulrich)
Fundação Maria Ulrich
Inserido nas Comemorações do Centenário do Nascimento da Maria Ulrich
Rua Silva Carvalho, 240 r/c
1250-259 LISBOA
Tel.: 21.3882110 Fax: 21.3830135
E.mail:fundmariaulrich@clix.pt
João Paulo II
CONFERÊNCIAS
Tema I – “Totus Tuus”
Nossa Senhora na vida do magistério do Papa
(as consagrações, os documentos, a oração pessoal do Papa. Rosário, os santuários… o ecumenismo)
Orador: Madalena Fontoura
Data: 24 de Janeiro, às 18H
Tema II– A Misericórdia de Deus (o pecado, a reconciliação, o perdão pedido, oferecido e recebido; a evangelização como anuncio de misericórdia…)
Orador: Pe. Pedro Quintela
Data: 21 de Fevereiro, às 18H
Tema III – Jesus Cristo, Redentor do Homem (a centralidade de Jesus Cristo…; O anúncio de Cristo vs os Valores; as grandes opções pastorais: viagens, movimentos, canonizações… apontar para Cristo)
Orador: Cón. João Seabra
Data: 21 de Março, às 18H
Tema IV – O Evangelho da vida e da família.
(O Papa da defesa da vida, a Família no centro de todas as preocupações e a solução)
- Documentos, Teologia do Corpo
- Acções
Orador: Pe. Duarte da Cunha
Data: 26 de Abril, às 18H
Tema V – Passos na Transformação da História
- Das viagens à mudança dos regimes
- A Paz e a Religião
- O desenvolvimento e o cuidado da pessoa humana
- Ir ao encontro da realidade
Orador: Aura Miguel
Data: 23 de Maio, às 18H
“Educar em qualquer idade é fazer crescer”
Maria Ulrich
Inserido nas Comemorações do Centenário do Nascimento da Maria Ulrich
Rua Silva Carvalho, 240 r/c
1250-259 LISBOA
Tel.: 21.3882110 Fax: 21.3830135
E.mail:fundmariaulrich@clix.pt
João Paulo II
CONFERÊNCIAS
Tema I – “Totus Tuus”
Nossa Senhora na vida do magistério do Papa
(as consagrações, os documentos, a oração pessoal do Papa. Rosário, os santuários… o ecumenismo)
Orador: Madalena Fontoura
Data: 24 de Janeiro, às 18H
Tema II– A Misericórdia de Deus (o pecado, a reconciliação, o perdão pedido, oferecido e recebido; a evangelização como anuncio de misericórdia…)
Orador: Pe. Pedro Quintela
Data: 21 de Fevereiro, às 18H
Tema III – Jesus Cristo, Redentor do Homem (a centralidade de Jesus Cristo…; O anúncio de Cristo vs os Valores; as grandes opções pastorais: viagens, movimentos, canonizações… apontar para Cristo)
Orador: Cón. João Seabra
Data: 21 de Março, às 18H
Tema IV – O Evangelho da vida e da família.
(O Papa da defesa da vida, a Família no centro de todas as preocupações e a solução)
- Documentos, Teologia do Corpo
- Acções
Orador: Pe. Duarte da Cunha
Data: 26 de Abril, às 18H
Tema V – Passos na Transformação da História
- Das viagens à mudança dos regimes
- A Paz e a Religião
- O desenvolvimento e o cuidado da pessoa humana
- Ir ao encontro da realidade
Orador: Aura Miguel
Data: 23 de Maio, às 18H
“Educar em qualquer idade é fazer crescer”
Maria Ulrich
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Embriões e Política partidária (por Daniel Serrão)
Em Novembro passado e no interior do PP houve acesa polémica sobre a questão da utilização de embriões para a investigação cientifica. Nessa discussão veio à baila e foi esgrimido o nome do Professor Daniel Serrão. Em 6 de Dezembro passado, o mesmo veio na Ecclesia, dizer de sua justiça, como se segue:
"A propósito do debate parlamentar da futura lei relativa à procriação medicamente assistida foram publicadas, na imprensa, referências ao meu nome para sustentar o apoio a uma decisão legislativa que venha a permitir o uso de embriões humanos em investigação científica.Ora é bem conhecida da opinião pública a minha posição. Não aceito que haja embriões humanos sobrantes ou em excesso, nem aceito que, quando os haja, sejam disponibilizados, como coisas sem valor, para investigação destrutiva.Se aprecio, claro está, que os políticos tenham em boa conta as minhas opiniões, como cidadão independente e conhecedor dos problemas éticos e científicos do uso de embriões humanos, custa-me verificar que as referências que me fazem não são exactas e podem induzir em erro os leitores de jornais diários e semanários.Tudo o que se refere à procriação humana é tema da maior delicadeza porque constitui uma interferência médica (e política) na mais íntima das relações entre homem e mulher e no acto de maior significado biológico, cultural e social que é a fecundação e a constituição de um novo ser vivo da espécie humana.Daqui resulta que um casal que não consegue atingir este objectivo se sinta doente e procure ajuda médica que, entre outras possibilidades, contempla a de constituir embriões fora do corpo da mulher entregando-lhos, depois, para que esta os possa criar. Este método é pouco eficaz e, em certas fases, não pode ser controlado tecnicamente nem cientificamente pelo que acontece a constituição de embriões humanos em número superior aos necessários para as tentativas de obtenção de gravidezes.Estes embriões em excesso, resultantes das fases aleatórias de uma técnica imperfeita, são entes vivos da espécie humana, cuja vida é conservada pelo frio, mas criaram e criam um problema ético gravíssimo que os biólogos da procriação não sabem resolver e que acaba por ser devolvido aos Juristas e aos políticos para que decretem o seu destino, de viverem ou morrerem, por meio de leis apropriadas.Não é tarefa fácil. No plano ético, que não é deliberativo mas deve anteceder a intervenção do direito e da política, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida deu um Parecer o qual, no número 22, admite que o princípio do respeito absoluto pelo direito do embrião à vida e ao desenvolvimento possa sofrer uma excepção, em circunstâncias e sob condicionalismos estritamente definidos e só em referência a embriões já excluídos de qualquer outra intervenção que lhes possa salvar a vida, já precária; excepção esta que permita o seu uso em investigação científica relacionada com a biologia do embrião e com o processo de fertilização.Decidi, como Membro do Conselho, abster-me na votação deste número 22 do Parecer e apresentei a declaração de voto que está publicada e a seguir transcrevo: “ Pessoalmente, como cidadão vinculo-me aos princípios da ética personalista por entender que é a que melhor defende os direitos humanos e a dignidade humana. Assim, aceito o princípio que reconhece no ser vivo da espécie humana desde a constituição do zigoto até à morte natural, o estatuto e a natureza de um ser vivo pessoal, com um intrínseco valor de humanitude do qual se deduz o direito absoluto à vida e ao desenvolvimento. A pessoalidade e o estatuto moral do embrião (como o da criança, do adulto, do velho) não são qualidades acidentais que outrem — os progenitores, os médicos, os legisladores ou a sociedade - lhes atribuem, mas são sim, potências intrínsecas da sua natureza própria. As capacidades mentais, como a organização das percepções ou a decisão livre, por exemplo, no quadro do que se designa por auto-consciência ou sentimento de si (A. Damásio), estão contidas na informação génica que obriga o embrião a constituir, sempre, salvo intervenções exteriores aleatórias, um cérebro humano que é humano já antes de poder exibir tais capacidades que irão permitir representar o mundo por ideias abstractas ou promover livremente decisões éticas e outros comportamentos específicos dos seres humanos adultos. Do meu ponto de vista personalista, retirar a um embrião humano o direito à vida biológica e ao desenvolvimento pessoal é destruir, intencionalmente, um universo de realizações pessoais, imprevisível quanto às suas futuras expressões somáticas e psíquicas, mas de indiscutível e única qualidade humana.Não obstante esta minha posição pessoal não votei contra a derrogação prevista no número 22 porque não é a doação, em condições excepcionais e controladas (números 23 e 24), de alguns embriões excedentários crio preservados, que retira a estes embriões o direito à vida e ao desenvolvimento. Quem colocou estes embriões na infeliz situação de excluídos de qualquer projecto parental - situação que, na maioria dos tratamentos por fertilização in vitro, é técnica e cientificamente evitável, sem prejuízo significativo no sucesso do tratamento - é quem tem a responsabilidade pela deplorável situação na qual esses seres humanos são colocados. Os embriões, a partir de cinco ou mais anos de crio preservação, e alguns antes, são quase todos moribundos, impróprios para transferência intra-uterina que, aliás, não é desejada nem é permitida pela mulher e só têm um único destino que é a morte biológica. Não é o uso em investigação que os mata; de facto, apenas antecipa uma morte inevitável.O meu voto de abstenção foi, portanto, proferido em atenção a quantos pensam que, no quadro de uma ética relativista e deliberativa, a decisão de permitir o uso condicionado de embriões excedentários crio preservados em investigação com finalidade "beneficente para a humanidade" devidamente comprovada, tem qualidade ética superior à decisão de, simplesmente, os deixar morrer, como consequência da condição de abandono mortal inevitável em que foram colocados. Do meu ponto de vista, repito, esta condição de morte inevitável é que é eticamente inaceitável mesmo no paradigma de ética relativista.”Que alguém possa deduzir deste meu voto de abstenção que eu sou favorável ao uso de embriões excedentários em investigação científica destrutiva parece-me absurdo. Mas entendi que devia esta explicação aos leitores e à opinião pública em geral.
Daniel SerrãoProf. Jub. da F. de Medicina"
"A propósito do debate parlamentar da futura lei relativa à procriação medicamente assistida foram publicadas, na imprensa, referências ao meu nome para sustentar o apoio a uma decisão legislativa que venha a permitir o uso de embriões humanos em investigação científica.Ora é bem conhecida da opinião pública a minha posição. Não aceito que haja embriões humanos sobrantes ou em excesso, nem aceito que, quando os haja, sejam disponibilizados, como coisas sem valor, para investigação destrutiva.Se aprecio, claro está, que os políticos tenham em boa conta as minhas opiniões, como cidadão independente e conhecedor dos problemas éticos e científicos do uso de embriões humanos, custa-me verificar que as referências que me fazem não são exactas e podem induzir em erro os leitores de jornais diários e semanários.Tudo o que se refere à procriação humana é tema da maior delicadeza porque constitui uma interferência médica (e política) na mais íntima das relações entre homem e mulher e no acto de maior significado biológico, cultural e social que é a fecundação e a constituição de um novo ser vivo da espécie humana.Daqui resulta que um casal que não consegue atingir este objectivo se sinta doente e procure ajuda médica que, entre outras possibilidades, contempla a de constituir embriões fora do corpo da mulher entregando-lhos, depois, para que esta os possa criar. Este método é pouco eficaz e, em certas fases, não pode ser controlado tecnicamente nem cientificamente pelo que acontece a constituição de embriões humanos em número superior aos necessários para as tentativas de obtenção de gravidezes.Estes embriões em excesso, resultantes das fases aleatórias de uma técnica imperfeita, são entes vivos da espécie humana, cuja vida é conservada pelo frio, mas criaram e criam um problema ético gravíssimo que os biólogos da procriação não sabem resolver e que acaba por ser devolvido aos Juristas e aos políticos para que decretem o seu destino, de viverem ou morrerem, por meio de leis apropriadas.Não é tarefa fácil. No plano ético, que não é deliberativo mas deve anteceder a intervenção do direito e da política, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida deu um Parecer o qual, no número 22, admite que o princípio do respeito absoluto pelo direito do embrião à vida e ao desenvolvimento possa sofrer uma excepção, em circunstâncias e sob condicionalismos estritamente definidos e só em referência a embriões já excluídos de qualquer outra intervenção que lhes possa salvar a vida, já precária; excepção esta que permita o seu uso em investigação científica relacionada com a biologia do embrião e com o processo de fertilização.Decidi, como Membro do Conselho, abster-me na votação deste número 22 do Parecer e apresentei a declaração de voto que está publicada e a seguir transcrevo: “ Pessoalmente, como cidadão vinculo-me aos princípios da ética personalista por entender que é a que melhor defende os direitos humanos e a dignidade humana. Assim, aceito o princípio que reconhece no ser vivo da espécie humana desde a constituição do zigoto até à morte natural, o estatuto e a natureza de um ser vivo pessoal, com um intrínseco valor de humanitude do qual se deduz o direito absoluto à vida e ao desenvolvimento. A pessoalidade e o estatuto moral do embrião (como o da criança, do adulto, do velho) não são qualidades acidentais que outrem — os progenitores, os médicos, os legisladores ou a sociedade - lhes atribuem, mas são sim, potências intrínsecas da sua natureza própria. As capacidades mentais, como a organização das percepções ou a decisão livre, por exemplo, no quadro do que se designa por auto-consciência ou sentimento de si (A. Damásio), estão contidas na informação génica que obriga o embrião a constituir, sempre, salvo intervenções exteriores aleatórias, um cérebro humano que é humano já antes de poder exibir tais capacidades que irão permitir representar o mundo por ideias abstractas ou promover livremente decisões éticas e outros comportamentos específicos dos seres humanos adultos. Do meu ponto de vista personalista, retirar a um embrião humano o direito à vida biológica e ao desenvolvimento pessoal é destruir, intencionalmente, um universo de realizações pessoais, imprevisível quanto às suas futuras expressões somáticas e psíquicas, mas de indiscutível e única qualidade humana.Não obstante esta minha posição pessoal não votei contra a derrogação prevista no número 22 porque não é a doação, em condições excepcionais e controladas (números 23 e 24), de alguns embriões excedentários crio preservados, que retira a estes embriões o direito à vida e ao desenvolvimento. Quem colocou estes embriões na infeliz situação de excluídos de qualquer projecto parental - situação que, na maioria dos tratamentos por fertilização in vitro, é técnica e cientificamente evitável, sem prejuízo significativo no sucesso do tratamento - é quem tem a responsabilidade pela deplorável situação na qual esses seres humanos são colocados. Os embriões, a partir de cinco ou mais anos de crio preservação, e alguns antes, são quase todos moribundos, impróprios para transferência intra-uterina que, aliás, não é desejada nem é permitida pela mulher e só têm um único destino que é a morte biológica. Não é o uso em investigação que os mata; de facto, apenas antecipa uma morte inevitável.O meu voto de abstenção foi, portanto, proferido em atenção a quantos pensam que, no quadro de uma ética relativista e deliberativa, a decisão de permitir o uso condicionado de embriões excedentários crio preservados em investigação com finalidade "beneficente para a humanidade" devidamente comprovada, tem qualidade ética superior à decisão de, simplesmente, os deixar morrer, como consequência da condição de abandono mortal inevitável em que foram colocados. Do meu ponto de vista, repito, esta condição de morte inevitável é que é eticamente inaceitável mesmo no paradigma de ética relativista.”Que alguém possa deduzir deste meu voto de abstenção que eu sou favorável ao uso de embriões excedentários em investigação científica destrutiva parece-me absurdo. Mas entendi que devia esta explicação aos leitores e à opinião pública em geral.
Daniel SerrãoProf. Jub. da F. de Medicina"
A Igreja Católica e as uniões homossexuais
Há uns anos atrás um grande amigo meu e Mestre, um Padre, dizia-me: "repara que a tragédia do nosso tempo está, em que as fronteiras da humanidade, recuaram para as fronteiras da Igreja". Neste dia e nestes anos de triunfo da homossexualidade como comportamento normal e com todos os seus reflexos no ordenamento juridico, as palavras desse meu amigo, ganham nova consistência e dramaticidade.
Por isso neste deserto do politicamente correcto é uma lufada de ar fresco o documento da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3 de Junho de 2003, intitulada: "CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PROJECTOSDE RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS HOMOSSEXUAIS", assinada pelo actual Papa Bento XVI (então Cardeal Ratzinger).
Envia-lo-ei a quem me o pedir para pinheirotorres@hotmail.com .
"Pure, há aqui, nesta mentalidade moderna e doentia, qualquer coisa que não bate bem!" :-)
Por isso neste deserto do politicamente correcto é uma lufada de ar fresco o documento da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3 de Junho de 2003, intitulada: "CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PROJECTOSDE RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS HOMOSSEXUAIS", assinada pelo actual Papa Bento XVI (então Cardeal Ratzinger).
Envia-lo-ei a quem me o pedir para pinheirotorres@hotmail.com .
"Pure, há aqui, nesta mentalidade moderna e doentia, qualquer coisa que não bate bem!" :-)
Parlamento Europeu e homossexuais: passaram-se, tá visto!
Foi hoje aprovada no Parlamento Europeu a inacreditável resolução que abaixo reproduzo!!!!
Aprovado no PE com 486 a favor, 41 abstenções e 149 contra (estou mortinho por saber qual foi a votação dos deputados portugueses...?).
Diz-se que Galileu saindo da sala onde foi julgado, terá dito "pure, si muove!". Assim, quem ainda tenha um mínimo de bom senso, dirá: "pure, tá tudo maluco!".
A Resolução é esta (prevejo será publicada com o devido destaque nas "Crónicas de Extinção do Planeta Terra", Edições Sobrevivente, 2120 D.C.):
P6_TA-PROV(2006)0018
Homofobia na Europa
0
PE 368.248
Resolução do Parlamento Europeu sobre a homofobia na Europa
O Parlamento Europeu,
- Tendo em conta as obrigações em termos de direitos humanos a nível internacional e europeu, nomeadamente as contidas nas convenções das Nações Unidas sobre os direitos humanos e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais,
- Tendo em conta as disposições da legislação comunitária em matéria de direitos humanos, em particular a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia[1], assim como os artigos 6º e 7º do Tratado UE,
- Tendo em conta o artigo 13º do Tratado CE, que confere à Comunidade competência para tomar as medidas necessárias para combater a discriminação em razão, nomeadamente, da orientação sexual e para promover o princípio da igualdade,
- Tendo em conta a Directiva 2000/43/CE do Conselho, de 29 de Junho de 2000, que aplica o principio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou ética[2], e a Directiva 2000/78/CE do Conselho, de 27 de Novembro de 2000, que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na actividade profissional[3], que proíbem a discriminação directa ou indirecta em razão da raça ou da origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual,
- Tendo em conta o nº 1 do artigo 21º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que proíbe "a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões públicas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual",
- Tendo em conta nº 4 do artigo 103º do seu Regimento,
A. Considerando que a homofobia pode ser definida como um receio irracional e uma aversão relativamente à homossexualidade e as pessoas do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) baseada em preconceitos análogos ao racismo, à xenofobia, ao anti-semitismo, ao sexismo, etc.,
B. Considerando que a homofobia se manifesta nos domínios público e privado através de diferentes formas como, por exemplo, discursos de ódio e incitamento à discriminação, ridicularização, violência verbal, psicológica e física, perseguições e assassínios, discriminação em violação do princípio da igualdade e restrições injustificadas e não razoáveis de direitos, invocando, frequentemente, razões de ordem pública, de liberdade religiosa e de direito à objecção de consciência,
C. Considerando que, recentemente, uma série de acontecimentos preocupantes ocorreu nalguns Estados-Membros, conforme amplamente divulgado pela imprensa e pelas ONG, desde a proibição de manifestações do Orgulho Gay ou de marchas pela igualdade até à utilização de uma linguagem ameaçadora, cheia de ódio e incendiária por dirigentes políticos e religiosos, com a polícia a não conseguir proporcionar uma protecção adequada ou mesmo a dispersar manifestações pacíficas, manifestações violentas por grupos homófobos e a introdução de alterações nas constituições para impedir expressamente as uniões de pessoas do mesmo sexo,
D. Considerando que, simultaneamente, uma reacção positiva, democrática e tolerante nalguns casos emanou da própria população, da sociedade civil e de autoridades locais e regionais, que se manifestaram contra a homofobia, assim como de sistemas judiciais, que corrigiram as formas mais gritantes e mais ilegais de discriminação,
E. Considerando que, em alguns Estados-Membros, os parceiros homossexuais não gozam da totalidade de direitos e protecções de que beneficiam os parceiros heterossexuais e que, por conseguinte, são vítimas de discriminação e de desvantagens,
F. Considerando que, simultaneamente, um maior número de países europeus opta por avançar no sentido da garantia da igualdade de oportunidades, da integração e do respeito, bem como do reconhecimento das famílias homoparentais, e oferece protecção contra a discriminação em razão da orientação sexual, a expressão de género e a identidade de género,
G. Considerando o facto de a Comissão ter declarado o seu empenho em garantir o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na UE e ter instituído um grupo de Comissários responsáveis pelos direitos humanos,
H. Considerando que nem todos os Estados-Membros da União Europeia introduziram na sua ordem jurídica medidas de protecção dos direitos da população LGBT, conforme reclamado nas Directivas 2000/43/CE e 2000/78/CE, e que nem todos lutam contra a discriminação em razão da orientação sexual ou promovem a igualdade,
I. Considerando que são necessárias outras acções tanto a nível da União Europeia como a nível dos Estados-Membros para erradicar a homofobia e promover uma cultura de liberdade, de tolerância e de igualdade entre os cidadãos, assim como no âmbito da sua ordem jurídica,
1. Condena firmemente qualquer discriminação em razão da orientação sexual;
2. Convida os Estados-Membros a assegurarem por que as pessoas LGBT sejam protegidas dos discursos de ódio e da violência homófoba e que os parceiros do mesmo sexo gozem do mesmo respeito, da mesma dignidade e da mesma protecção que o resto da sociedade,
3. Exorta os Estados-Membros e a Comissão a condenarem firmemente a linguagem de ódio homófobo ou o incitamento ao ódio e à violência e a garantirem que a liberdade de manifestação – garantida por todas as convenções sobre os direitos humanos – seja efectivamente respeitada;
4. Solicita à Comissão que assegure que a discriminação com base na orientação sexual seja interdita em todos os sectores, completando o pacote antidiscriminação baseado no artigo 13º do Tratado, quer propondo novas directivas, quer propondo um quadro geral que permita abranger todas as razões de discriminação e todos os sectores;
5. Insta os Estados-Membros e a Comissão a acelerarem a luta contra a homofobia, através de meios pedagógicos – como, por exemplo, campanhas contra a homofobia nas escolas, nas universidades e nos meios de comunicação social -, bem como de meios administrativos, judiciais e legislativos;
6. Reitera a sua posição relativamente à proposta de decisão sobre o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, segundo a qual a Comissão deve assegurar que todas as formas de discriminação referidas no artigo 13º do Tratado e no artigo 2º da proposta sejam tratadas igualmente, de acordo com a posição do Parlamento sobre a proposta[4], e recorda à Comissão a sua promessa de acompanhar de perto o assunto e sobre ele informar o Parlamento;
7. Insta a Comissão a assegurar que todos os Estados-Membros transponham e apliquem correctamente a Directiva 2000/78/CE e a instaurar processos por infracção contra os Estados-Membros que não o façam; solicita à Comissão que assegure que o relatório anual sobre a protecção dos direitos fundamentais na União Europeia contenha todas as informações disponíveis sobre a taxa de crimes e violências de natureza homófoba nos Estados-Membros;
8. Insta a Comissão a apresentar uma proposta de directiva relativa à protecção contra a discriminação, baseada em todos os motivos mencionados no artigo 13º do Tratado, com o mesmo âmbito de aplicação que a Directiva 2000/43/CE;
9. Insta a Comissão a considerar a aplicação de sanções penais em caso de violação das directivas baseadas no artigo 13º do Tratado;
10. Solicita a todos os Estados-Membros que tomem quaisquer outras medidas que lhes pareçam adequadas na luta contra a homofobia e a discriminação em razão da orientação sexual e que promovam e apliquem o princípio da igualdade na sua sociedade e ordem jurídica;
11. Insta os Estados-Membros a adoptarem disposições legislativas para pôr fim à discriminação de que são vítimas os parceiros do mesmo sexo em matéria de sucessão, de propriedade, de locação, de pensões, de impostos, de segurança social, etc.;
12. Congratula-se com as iniciativas recentemente tomadas em vários Estados-Membros para melhorar a situação da população LGBT e decide organizar um seminário para o intercâmbio de boas práticas em 17 de Maio de 2006 (Dia Internacional Contra a Homofobia);
13. Reitera o seu pedido à Comissão de que esta apresente propostas que garantam a livre circulação dos cidadãos da União e dos membros da sua família, assim como dos parceiros registados de ambos os sexos, conforme referido na recomendação do Parlamento de 14 de Outubro de 2004 sobre o futuro do espaço de liberdade, de segurança e de justiça[5];
14. Convida os Estados-Membros envolvidos a reconhecerem finalmente que os homossexuais foram alvo e vítimas do regime nazi;
15. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução à Comissão e aos governos dos Estados-Membros, dos Estados em vias de adesão e dos países candidatos.
[1] JO C 364 de 18.12.2000, p. 1.
[2] JO L 180 de 19.7.2000, p. 22.
[3] JO L 303 de 2.12.2000, p. 16.
[4] Textos Aprovados, P6_TA(2005)0489.
[5] JO C 166 E de 7.7.2005, p. 58.
Aprovado no PE com 486 a favor, 41 abstenções e 149 contra (estou mortinho por saber qual foi a votação dos deputados portugueses...?).
Diz-se que Galileu saindo da sala onde foi julgado, terá dito "pure, si muove!". Assim, quem ainda tenha um mínimo de bom senso, dirá: "pure, tá tudo maluco!".
A Resolução é esta (prevejo será publicada com o devido destaque nas "Crónicas de Extinção do Planeta Terra", Edições Sobrevivente, 2120 D.C.):
P6_TA-PROV(2006)0018
Homofobia na Europa
0
PE 368.248
Resolução do Parlamento Europeu sobre a homofobia na Europa
O Parlamento Europeu,
- Tendo em conta as obrigações em termos de direitos humanos a nível internacional e europeu, nomeadamente as contidas nas convenções das Nações Unidas sobre os direitos humanos e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais,
- Tendo em conta as disposições da legislação comunitária em matéria de direitos humanos, em particular a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia[1], assim como os artigos 6º e 7º do Tratado UE,
- Tendo em conta o artigo 13º do Tratado CE, que confere à Comunidade competência para tomar as medidas necessárias para combater a discriminação em razão, nomeadamente, da orientação sexual e para promover o princípio da igualdade,
- Tendo em conta a Directiva 2000/43/CE do Conselho, de 29 de Junho de 2000, que aplica o principio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou ética[2], e a Directiva 2000/78/CE do Conselho, de 27 de Novembro de 2000, que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na actividade profissional[3], que proíbem a discriminação directa ou indirecta em razão da raça ou da origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual,
- Tendo em conta o nº 1 do artigo 21º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que proíbe "a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões públicas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual",
- Tendo em conta nº 4 do artigo 103º do seu Regimento,
A. Considerando que a homofobia pode ser definida como um receio irracional e uma aversão relativamente à homossexualidade e as pessoas do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) baseada em preconceitos análogos ao racismo, à xenofobia, ao anti-semitismo, ao sexismo, etc.,
B. Considerando que a homofobia se manifesta nos domínios público e privado através de diferentes formas como, por exemplo, discursos de ódio e incitamento à discriminação, ridicularização, violência verbal, psicológica e física, perseguições e assassínios, discriminação em violação do princípio da igualdade e restrições injustificadas e não razoáveis de direitos, invocando, frequentemente, razões de ordem pública, de liberdade religiosa e de direito à objecção de consciência,
C. Considerando que, recentemente, uma série de acontecimentos preocupantes ocorreu nalguns Estados-Membros, conforme amplamente divulgado pela imprensa e pelas ONG, desde a proibição de manifestações do Orgulho Gay ou de marchas pela igualdade até à utilização de uma linguagem ameaçadora, cheia de ódio e incendiária por dirigentes políticos e religiosos, com a polícia a não conseguir proporcionar uma protecção adequada ou mesmo a dispersar manifestações pacíficas, manifestações violentas por grupos homófobos e a introdução de alterações nas constituições para impedir expressamente as uniões de pessoas do mesmo sexo,
D. Considerando que, simultaneamente, uma reacção positiva, democrática e tolerante nalguns casos emanou da própria população, da sociedade civil e de autoridades locais e regionais, que se manifestaram contra a homofobia, assim como de sistemas judiciais, que corrigiram as formas mais gritantes e mais ilegais de discriminação,
E. Considerando que, em alguns Estados-Membros, os parceiros homossexuais não gozam da totalidade de direitos e protecções de que beneficiam os parceiros heterossexuais e que, por conseguinte, são vítimas de discriminação e de desvantagens,
F. Considerando que, simultaneamente, um maior número de países europeus opta por avançar no sentido da garantia da igualdade de oportunidades, da integração e do respeito, bem como do reconhecimento das famílias homoparentais, e oferece protecção contra a discriminação em razão da orientação sexual, a expressão de género e a identidade de género,
G. Considerando o facto de a Comissão ter declarado o seu empenho em garantir o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na UE e ter instituído um grupo de Comissários responsáveis pelos direitos humanos,
H. Considerando que nem todos os Estados-Membros da União Europeia introduziram na sua ordem jurídica medidas de protecção dos direitos da população LGBT, conforme reclamado nas Directivas 2000/43/CE e 2000/78/CE, e que nem todos lutam contra a discriminação em razão da orientação sexual ou promovem a igualdade,
I. Considerando que são necessárias outras acções tanto a nível da União Europeia como a nível dos Estados-Membros para erradicar a homofobia e promover uma cultura de liberdade, de tolerância e de igualdade entre os cidadãos, assim como no âmbito da sua ordem jurídica,
1. Condena firmemente qualquer discriminação em razão da orientação sexual;
2. Convida os Estados-Membros a assegurarem por que as pessoas LGBT sejam protegidas dos discursos de ódio e da violência homófoba e que os parceiros do mesmo sexo gozem do mesmo respeito, da mesma dignidade e da mesma protecção que o resto da sociedade,
3. Exorta os Estados-Membros e a Comissão a condenarem firmemente a linguagem de ódio homófobo ou o incitamento ao ódio e à violência e a garantirem que a liberdade de manifestação – garantida por todas as convenções sobre os direitos humanos – seja efectivamente respeitada;
4. Solicita à Comissão que assegure que a discriminação com base na orientação sexual seja interdita em todos os sectores, completando o pacote antidiscriminação baseado no artigo 13º do Tratado, quer propondo novas directivas, quer propondo um quadro geral que permita abranger todas as razões de discriminação e todos os sectores;
5. Insta os Estados-Membros e a Comissão a acelerarem a luta contra a homofobia, através de meios pedagógicos – como, por exemplo, campanhas contra a homofobia nas escolas, nas universidades e nos meios de comunicação social -, bem como de meios administrativos, judiciais e legislativos;
6. Reitera a sua posição relativamente à proposta de decisão sobre o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, segundo a qual a Comissão deve assegurar que todas as formas de discriminação referidas no artigo 13º do Tratado e no artigo 2º da proposta sejam tratadas igualmente, de acordo com a posição do Parlamento sobre a proposta[4], e recorda à Comissão a sua promessa de acompanhar de perto o assunto e sobre ele informar o Parlamento;
7. Insta a Comissão a assegurar que todos os Estados-Membros transponham e apliquem correctamente a Directiva 2000/78/CE e a instaurar processos por infracção contra os Estados-Membros que não o façam; solicita à Comissão que assegure que o relatório anual sobre a protecção dos direitos fundamentais na União Europeia contenha todas as informações disponíveis sobre a taxa de crimes e violências de natureza homófoba nos Estados-Membros;
8. Insta a Comissão a apresentar uma proposta de directiva relativa à protecção contra a discriminação, baseada em todos os motivos mencionados no artigo 13º do Tratado, com o mesmo âmbito de aplicação que a Directiva 2000/43/CE;
9. Insta a Comissão a considerar a aplicação de sanções penais em caso de violação das directivas baseadas no artigo 13º do Tratado;
10. Solicita a todos os Estados-Membros que tomem quaisquer outras medidas que lhes pareçam adequadas na luta contra a homofobia e a discriminação em razão da orientação sexual e que promovam e apliquem o princípio da igualdade na sua sociedade e ordem jurídica;
11. Insta os Estados-Membros a adoptarem disposições legislativas para pôr fim à discriminação de que são vítimas os parceiros do mesmo sexo em matéria de sucessão, de propriedade, de locação, de pensões, de impostos, de segurança social, etc.;
12. Congratula-se com as iniciativas recentemente tomadas em vários Estados-Membros para melhorar a situação da população LGBT e decide organizar um seminário para o intercâmbio de boas práticas em 17 de Maio de 2006 (Dia Internacional Contra a Homofobia);
13. Reitera o seu pedido à Comissão de que esta apresente propostas que garantam a livre circulação dos cidadãos da União e dos membros da sua família, assim como dos parceiros registados de ambos os sexos, conforme referido na recomendação do Parlamento de 14 de Outubro de 2004 sobre o futuro do espaço de liberdade, de segurança e de justiça[5];
14. Convida os Estados-Membros envolvidos a reconhecerem finalmente que os homossexuais foram alvo e vítimas do regime nazi;
15. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução à Comissão e aos governos dos Estados-Membros, dos Estados em vias de adesão e dos países candidatos.
[1] JO C 364 de 18.12.2000, p. 1.
[2] JO L 180 de 19.7.2000, p. 22.
[3] JO L 303 de 2.12.2000, p. 16.
[4] Textos Aprovados, P6_TA(2005)0489.
[5] JO C 166 E de 7.7.2005, p. 58.
Ainda os crucifixos nas escolas e outros símbolos religiosos
Sr. Primeiro Ministro José Sócrates,
Tendo tomado o seu governo a decisão de promover a retirada dos crucifixos das salas de aula do nosso País, com a justificação que o estado português é um estado laico e que não se pode impôr às crianças simbolos desta ou daquela religião, venho por este meio lembrá-lo que, da mesma forma, o nosso estado laico ainda promove, apoia e estimula verdadeiros abusos religiosos aos nossos cidadãos.
Refiro-me, obviamente, entre outros, a:
- Feriado Nacional para celebrar a Imaculada Concepção de Cristo
- Feriado Nacional para celebrar o nascimento de Cristo.
- Feriado Nacional para lembrarmo-nos de todos os Santos Católicos.
- Feriado Nacional (numa 6a Feira, um dia de trabalho!) para reflectirmos sobre a morte de Cristo.
- Feriado Nacional para celebrar a Sua posterior Ressureição.
- Feriado Nacional em honra da Ascenção aos Céus de Nossa (só de alguns, recordo-lhe) Senhora Maria, mãe de Cristo.
- Feriado Nacional para honrar o Corpo de Cristo
- Feriados Municipais para honrar os Santos Católicos, padroeiros das nossas mais diversas cidades, vilas e aldeias.
- A presença das 5 chagas de Cristo na nossa Bandeira Nacional
- O Monumento do Cristo Rei, na margem Sul do Tejo, um verdadeiro símbolo Cristão colocado num lugar de grande visibilidade e, certamente, muito incómodo para todos os que, não sendo Cristãos, para lá são forçados a olhar.
- À prática, comum, dos jogadores das nossas mais diversas selecções desportivas, de se benzerem enquanto em representação do nosso país.
Haveria, como é óbvio, muitos mais exemplos a apontar, mas estou certo que o senhor será capaz de os identificar e prontamente os eliminar da nossa vida nacional.
De imediato, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro implementará de imediato a obrigatoriedade de comparecer ao trabalho a todos os funcionários do Estado em todos os dias úteis que sejam considerados, por alguns, como um dia religioso, caso este seja um dia de semana.
A seu tempo, eliminará estes dias do calendário dos Feriados Nacionais, promovendo, desta forma, um aumento de produtividade acentuado.
Urge também proibir todos os nossos municipios de promoverem, tolerar, observar ou apoiar qualquer feriado de indole religiosa, sendo imediatamente abolidos os Santos Padroeiros das nossas cidades, vilas e aldeias.
De igual forma, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro irá promover de imediato um concurso para a alteração e remoção de todos os elementos de índole religiosa da nossa Bandeira Nacional.
A demolição da estátua do Cristo Rei em Almada passará, por certo, a fazer parte das suas prioridades.
E estou certo que, tão logo acabe de ler esta missiva, irá instruir os presidentes das diversas Federações desportivas do País para que proíbam toda e qualquer manifestação religiosa por qualquer indivíduo que esteja em função de representação do nosso Portugal.
E, já agora, não se esqueça de proibir os sinos das igrejas de tocarem, a não ser em caso de fogo ou invasão estrangeira.
E a transmissão de cerimónias religiosas pelo canal público de televisão!
Para finalizar, Sr. Primeiro Ministro, não se esqueça de, na próxima campanha eleitoral, lembrar as Portuguesas e os Portugueses que foi o Senhor, com o apoio do Partido Socialista, que teve a coragem de tomar estas medidas, tão justas e há tanto tempo ignoradas. É que o povo é muito esquecido, e é sempre bom lembrar-lo quem foram os responsáveis por estes actos de tão grande interesse Nacional.
Certo da sua coragem, convicção e empenho na aplicação das medidas sugeridas
Subscrevo-me,
Um cidadão Português, recenseado e com grande memória.
(recebido em mail enviado por Miguel Paiva, meu ex.colega na AR, era parlamentar do PP)
Tendo tomado o seu governo a decisão de promover a retirada dos crucifixos das salas de aula do nosso País, com a justificação que o estado português é um estado laico e que não se pode impôr às crianças simbolos desta ou daquela religião, venho por este meio lembrá-lo que, da mesma forma, o nosso estado laico ainda promove, apoia e estimula verdadeiros abusos religiosos aos nossos cidadãos.
Refiro-me, obviamente, entre outros, a:
- Feriado Nacional para celebrar a Imaculada Concepção de Cristo
- Feriado Nacional para celebrar o nascimento de Cristo.
- Feriado Nacional para lembrarmo-nos de todos os Santos Católicos.
- Feriado Nacional (numa 6a Feira, um dia de trabalho!) para reflectirmos sobre a morte de Cristo.
- Feriado Nacional para celebrar a Sua posterior Ressureição.
- Feriado Nacional em honra da Ascenção aos Céus de Nossa (só de alguns, recordo-lhe) Senhora Maria, mãe de Cristo.
- Feriado Nacional para honrar o Corpo de Cristo
- Feriados Municipais para honrar os Santos Católicos, padroeiros das nossas mais diversas cidades, vilas e aldeias.
- A presença das 5 chagas de Cristo na nossa Bandeira Nacional
- O Monumento do Cristo Rei, na margem Sul do Tejo, um verdadeiro símbolo Cristão colocado num lugar de grande visibilidade e, certamente, muito incómodo para todos os que, não sendo Cristãos, para lá são forçados a olhar.
- À prática, comum, dos jogadores das nossas mais diversas selecções desportivas, de se benzerem enquanto em representação do nosso país.
Haveria, como é óbvio, muitos mais exemplos a apontar, mas estou certo que o senhor será capaz de os identificar e prontamente os eliminar da nossa vida nacional.
De imediato, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro implementará de imediato a obrigatoriedade de comparecer ao trabalho a todos os funcionários do Estado em todos os dias úteis que sejam considerados, por alguns, como um dia religioso, caso este seja um dia de semana.
A seu tempo, eliminará estes dias do calendário dos Feriados Nacionais, promovendo, desta forma, um aumento de produtividade acentuado.
Urge também proibir todos os nossos municipios de promoverem, tolerar, observar ou apoiar qualquer feriado de indole religiosa, sendo imediatamente abolidos os Santos Padroeiros das nossas cidades, vilas e aldeias.
De igual forma, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro irá promover de imediato um concurso para a alteração e remoção de todos os elementos de índole religiosa da nossa Bandeira Nacional.
A demolição da estátua do Cristo Rei em Almada passará, por certo, a fazer parte das suas prioridades.
E estou certo que, tão logo acabe de ler esta missiva, irá instruir os presidentes das diversas Federações desportivas do País para que proíbam toda e qualquer manifestação religiosa por qualquer indivíduo que esteja em função de representação do nosso Portugal.
E, já agora, não se esqueça de proibir os sinos das igrejas de tocarem, a não ser em caso de fogo ou invasão estrangeira.
E a transmissão de cerimónias religiosas pelo canal público de televisão!
Para finalizar, Sr. Primeiro Ministro, não se esqueça de, na próxima campanha eleitoral, lembrar as Portuguesas e os Portugueses que foi o Senhor, com o apoio do Partido Socialista, que teve a coragem de tomar estas medidas, tão justas e há tanto tempo ignoradas. É que o povo é muito esquecido, e é sempre bom lembrar-lo quem foram os responsáveis por estes actos de tão grande interesse Nacional.
Certo da sua coragem, convicção e empenho na aplicação das medidas sugeridas
Subscrevo-me,
Um cidadão Português, recenseado e com grande memória.
(recebido em mail enviado por Miguel Paiva, meu ex.colega na AR, era parlamentar do PP)
domingo, janeiro 15, 2006
Post sobre EMEL
Queria fazer referência a este artigo impressionante publicado no Auto Motor: http://automotor.xl.pt/1104/200.shtm
Para quem tem esta tipicamente lisboeta, embirração instintiva com a EMEL ;-)
Embora por outro lado reconheça que não há almoços grátis...
Alguém tem de manter os passeios, tratar das ruas, pôr ordem no caos do estacionamento e a Câmara tem de viver de alguma receita concreta :-(
Mas, enfim, uma pequena atitude de incivismo, de vez em quando, consola a alma...! :-)
Para quem tem esta tipicamente lisboeta, embirração instintiva com a EMEL ;-)
Embora por outro lado reconheça que não há almoços grátis...
Alguém tem de manter os passeios, tratar das ruas, pôr ordem no caos do estacionamento e a Câmara tem de viver de alguma receita concreta :-(
Mas, enfim, uma pequena atitude de incivismo, de vez em quando, consola a alma...! :-)
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