domingo, abril 16, 2006

Blog do meu colega de gabinete no parlamento

Aproveito o dia de Páscoa para por o correio em ordem...entre as "cartas" não respondidas, uma do meu colega de gabinete no parlamento. Rui Miguel Ribeiro de seu nome. Como eu deputado pelo PSD, por Braga, na 9ª Legislatura. Como eu empenhado nos trabalhos parlamentares com seriedade e empenho. Como eu excluído das listas naquela luta selvagem por um lugar em São Bento que percorre os partidos em tempo de eleições. Como a perspectiva era de derrota não houve lugar nem para independentes, nem para gente sem peso político (amizades estratégicas ou forte base eleitoral nas secções ou distritais).
Hoje, vendo o que se passou esta semana na Assembleia, dá-me vontade de rir, mas também de "chorar". De rir porque os critérios empregues na formação das listas, conduziram também a isto: a presença na Assembleia de pessoas totalmente destituídas de interesse e respeito pelos trabalhos parlamentares...
De "chorar" porque é impressionante verificar como ao contrário de outros "empregos", o trabalho e empenho, assiduidade e entusiasmo, não contam para coisissíma nenhuma na formação das listas. Resultado: a vergonha a que assistimos.
Tudo isto a propósito de que o Rui tem agora um Blog: http://rosa-laranja.blogspot.com/ . Visitem-no. Para política externa o seu parecer sempre foi um regalo!

quinta-feira, abril 13, 2006

O Ministro e a Petição do Referendo PMA

No momento em que estão praticamente atingidas as 50 mil assinaturas da Petição a favor de um referendo da Procriação Artificial ( www.referendo-pma.org ) releio o artigo que saiu no Público de 24 de Março e antecipo o momento em que alguém da comunicação social há-de ter a coragem de perguntar ao Ministro da Saúde se continua a considerar irrelevante a opinião dos milhares e milhares de portugueses que participaram na subscrição em referência...
O artigo dizia assim:

Crónica de uma Petição “irrelevante”

São milhares de nomes e números de bilhetes de identidade. Saem dos envelopes, pequenos ou grandes, chegados ao apartado de correios. Muitas folhas, uma só folha. Total ou parcialmente preenchidas. Alguns cheques e uma ou outra nota solta. Um Euro vindo de Bragança. A correspondência que acompanha as folhas de assinaturas é escassa mas variada. Cartões de felicitações e uma extensa carta de um funcionário das finanças reformado. A proveniência é do país inteiro, de Norte a Sul, do Continente às Ilhas. Mal sabem estes milhares de cidadãos que, de acordo com o Ministro da Saúde, o seu esforço é “irrelevante”…

Andaram por cafés e bateram à porta dos vizinhos. No bar da universidade e à porta da Igreja paroquial estiveram a recolher assinaturas. Passaram uma tarde na academia recreativa por entre a mesa de jogo e a de bilhar. Aproveitaram um baptizado do sobrinho e a reunião de pais da secundária. Deixaram uma folha no padeiro e outra na loja dos agricultores. Convocaram uma reunião dos de sempre para planear outra recolha de assinaturas, desta vez, no centro comercial da vila. “O Senhor Prior foi aos da Missa, eu fui aos outros” contava um Presidente de Junta de Freguesia. Tanto tempo dispendido por uma petição, para o Senhor Ministro, “irrelevante”…

Responder aos jornalistas que perguntam quantas assinaturas temos. Telefonar ao médico ou ao jurista para assegurar a sua presença numa sessão de esclarecimento. Responder no telefone de campanha a dúvidas. Combinar o envio de material de informação. Alguns milhares de cartas para pôr no correio. Duzentos mil folhetos para distribuir. Centenas de folhas de assinaturas que é sempre preciso ter disponíveis. Seleccionar e conferir os textos do site e verificar a sua colocação. Ler a imprensa e comunicar o que sai. Almoços de trabalho na sede e reuniões ao fim da tarde. No fim-de-semana partir para Albergaria, Guarda, Ribatejo, Caldas da Rainha, Loulé e Viana do Castelo. Salas cheias de pessoas desejosas de saber o que se passa. Quanta tarefa, para o Senhor Ministro, “irrelevante”…

O que é o embrião humano? Podem ser criados em laboratórios, sem restrições? Será legítima a “barriga de aluguer”? Pode uma criança ser concebida e nascer sem conhecer o seu pai biológico? Admitimos o comércio de óvulos e de esperma? O embrião humano pode ser usado para experimentação científica? O uso da procriação artificial pode ser só para casais ou também para pares de homossexuais? Deve ser deixado ao critério dos médicos quantos embriões são criados? A decisão sobre estas e outras matérias deve ser deixada à Assembleia da República? Mesmo sem que os partidos nas últimas eleições tenham dito o que tencionavam fazer quando se discutisse esta lei? Quantas questões estas, objecto de uma petição, para o Senhor Ministro, “irrelevante”…

Vejo as folhas de assinaturas empilhadas na mesa de trabalho. Passo o olhar pelos sacos em que se guardam os envelopes onde elas vieram. Espreito os post-it com os contactos e um ou outro cartoon afixado na placa de cortiça. Verifico o carregador do telemóvel e espero que a impressora descarregue o nosso próximo comunicado. E penso se o Ministro da Saúde se dará alguma vez conta do que representa para neste momento 30 mil portugueses, subscritores de uma Petição a favor de um referendo sobre a procriação medicamente assistida, que a sua opinião seja considerada “irrelevante”…
Será que o povo na democracia, para o Senhor Ministro, é irrelevante?

António Pinheiro Torres
Director de Campanha do Referendo da PMA

Aborto, IVG e IMG

Realmente esta gente não sabe mais o que inventar para disfarçar a realidade cruenta e sangrenta do aborto!
No DN de 2 de Abril encontro uma notícia sobre os números do aborto legal (e se é uma confusão quanto ao número dos legais, imagine-se a fiabilidade dos que são dados sobre os clandestinos...) em que aparece a expressão Interrupção Médica da Gravidez (IMG)!!
Já IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) era péssimo. Mas IMG ultrapassa tudo. Não sei se a ideia foi da jornalista (e da chefe desta) ou foi assim mesmo que se chamou o encontro reportado. Em qualquer dos casos é um exemplo clássico de manipulação da linguagem.
Que é tudo, menos inocente.

quinta-feira, abril 06, 2006

A Sorte e a Determinação, artigo de Pedro Afonso (Jorge Sampaio e a vida de duas crianças)

A Sorte e a Determinação

Há cerca de 8 anos, as duas gémeas, Oriana e Andreia terminavam a escola primária. Apesar de ser grande a vontade de prosseguir com os estudos, os seus destinos – por falta de recursos – estavam traçados: iriam trabalhar no campo e nas tarefas domésticas.

O infortúnio era justificado por terem nascido numa família pobre e viverem em Mafómedes, uma pequena aldeia no concelho de Baião. A escola onde poderiam continuar a estudar ficava a cinco quilómetros e não havia dinheiro para os transportes. Porém, a 20 de Janeiro de 1998, tudo mudou. O Presidente da República, o Dr. Jorge Sampaio, visitou o local e sensibilizado com aquela situação, intercedeu. Finalmente, a Câmara Municipal de Baião decidiu assegurar-lhes o transporte e os estudos lá continuaram.

Apesar de o caminho não ter sido fácil, a determinação e esforço tiveram os seus resultados. Actualmente, estudam na Universidade de Coimbra: uma cursa direito e a outra radioterapia.

Este caso faz-nos pensar!...A vida destas raparigas será certamente melhor do que a de seus pais. Contudo, esta mudança foi um golpe de sorte, uma oportunidade que surgiu porque houve um presidente da república que visitou o local e se interessou pelo caso. Se assim não fosse, muito provavelmente, hoje teriam uma vida de miséria e pobreza. Mas acima de tudo, foi uma oportunidade agarrada com esperança, coragem, empenho e muita determinação. Estas são qualidades que devem ser enaltecidas e servirem de exemplo para muitos alunos.

Sabemos, porém, que há uma geração de jovens que fantasia uma vida fácil e assume uma existência hedonista. São jovens mimados, viciados em jogos de computador e em downloads na Internet; passam horas em frente à televisão a consumir telenovelas, não gostam de estudar e raramente se esforçam para terem sucesso nos estudos. Ao mesmo tempo, habituaram-se a exigir dos pais e da sociedade um futuro, para o qual, pouco ou nada fizeram para que fosse melhor.

Estamos assim perante duas realidades que nos entristecem a todos: um país pobre que não cria igualdade de oportunidades e uma geração que acredita que o conforto a riqueza e o progresso se constroem “à sombra da bananeira”.

É uma vergonha para todos sabermos que existem crianças no nosso país, cujo futuro depende da sorte de terem a visita de um político ou do interesse da comunicação social pelo seu caso. Contudo, ao mesmo tempo existem outras crianças que têm todas as condições e apoio no ensino e depois não aproveitam. Mais tarde, hão-de perceber que afinal, o verdadeiro sucesso é aquele que provém do talento, do empenho e do trabalho.

A nossa sociedade é consumista, ambiciosa, mas globalmente ainda pouco instruída. Ora, isto leva a que tenhamos grandes dificuldades em competir num mundo cada vez mais globalizado e exigente; se nada fizermos, aos poucos seremos remetidos não só para um atraso científico e cultural, como ainda para um empobrecimento económico. Apesar das contrariedades, continuamos a sonhar com “castelos no ar” e a reclamar um melhor nível de vida. Talvez por isso é que somos o país europeu que mais investe per capita no Euromilhões. Receio, no entanto, que a fortuna não venha dessa forma!

Tal como sucedeu com as gémeas Oriana e Andreia, para muitos jovens a sorte já terá aparecido nas suas vidas. Mas…infelizmente não a aproveitaram, ou pior ainda, nem tomaram consciência disso!


Pedro Afonso
pedromafonso@netcabo.pt

domingo, abril 02, 2006

Em memória de Terry Schiavo e sobre a frontalidade dos Padres

Todos se recordarão daquele caso, passado nos Estados Unidos, em que uma mulher, Terry Schiavo, foi cruelmente condenada à morte por fome e desidratação, em virtude do estado em que se encontrava e apenas para que o marido pudesse usufruir a apólice de seguro da mesma que lhe deu direito a uma indemnização de um milhão de dólares e viver a sua vidinha ao pé da mulher que entretanto tinha encontrado...(estes factos foram sempre habilmente escondidos na comunicação social portuguesa).
Ao que parece o Padre Frank Pavone (um Padre de referência nos meios prolife dos Estados Unidos) terá chamado assassino ao desgraçado do senhor, o que logo provocou aquele habitual escândalo nos meios progressistas e um patético rasgar das vestes em algum do moderado mainstream católico...
Em resposta a essas reacções, eis o que aconteceu:
Sacerdote de EEUU a Michael Schiavo: Eres un asesino y lo repito otra vez
NUEVA YORK, 28 Mar. 06 (ACI).- El Padre Frank Pavone, Director Nacional de Priests for Life y testigo presencial de las horas finales de Terri Schindler-Schiavo, escribió una carta abierta a Michael Schiavo, esposo de Terri, que leyó a una gran audiencia el día domingo. En ella, el presbítero afirmó que “algunos han pedido que me disculpe por haberte llamado asesino. No sólo no me disculparé sino que lo repito otra vez”.
“Su muerte no fue pacífica, tampoco bella. Si la hubieras visto y te hubieras percatado de lo que hacían sus ojos, sabrías que decir que su agonía fue pacífica es una mentira”, precisó el P. Pavone.
“Esta semana –prosiguió el sacerdote– decenas de millones de estadounidenses recordarán esos agonizantes días del año pasado y se rascarán la cabeza tratando de entender por qué no dejaste que la mamá, papá y hermanos de Terri se ocuparan de ella, como lo habían solicitado. Ellos te ofrecieron, una y otra vez, la opción de dejarlos atenderla sin pedirte nada a ti. Pero no quisiste e insististe en que se detuviera la alimentación de Terri. Ella no tenía una enfermedad terminal. Era simplemente una mujer discapacitada que necesitaba atención extra que tú no querías darle”.
Luego de recordar que en anteriores oportunidades ya le había hablado para que reconsiderase sus decisiones, el P. Pavone destacó que “llamé a su muerte un asesinato y te llamé asesino porque tú sabías –como todos nosotros– que dejar de alimentar a Terri la mataría”.
Asimismo, el presbítero destacó que “su vida estaba en tus manos, pero la arrojaste, con la cooperación voluntaria de abogados y jueces sin corazón como tú. Algunos han pedido que me disculpe contigo por llamarte asesino. No sólo no me disculparé sino que lo repito otra vez. Tu decisión de dejar que Terri se deshidratara fue tu decisión de matarla”. “No importa si era legal. No hay diferencia, fue un asesinato a los ojos de Dios y los de millones de estadounidenses. Tú eres quien nos debe una disculpa”, precisó.
Para el sacerdote, las acciones de Michael Schiavo son “las que nos ofenden” y subrayó que no sólo “mataste a Terri sino que heriste profundamente a su familia, además de haber desgraciado a nuestra nación, traicionado el evangelio de Jesucristo y minado los principios que nos mantienen como una sociedad civilizada”.
“Has ofendido a los que luchan diariamente por atender a sus seres queridos que están muriendo, y que en ocasiones deben tomar la legítima decisión de descontinuar un tratamiento inútil. Los has ofendido al tratar de confundir sus circunstancias con las de Terri. El caso de Terri no tenía que ver con decidir si valía la pena el tratamiento –que a veces debe hacerse– sino que juzgaste que una vida no valía la pena, que nunca es el caso”, anotó.
Finalmente, el P. Pavone exhortó a Michael a “arrepentirse y pedir perdón al Señor, quien tiene la vida de todos nosotros en sus manos”.

Itália, as eleições e o aborto

É impressionante olhar para as eleições em outros países europeus e perceber como as questões civilizacionais estão nas primeiras linhas das agendas dos políticos. Não é como em Portugal onde o centro-direita treme de medo do Dr. Louçã e de falar destas coisas, erradamente convencido de que não é moderno defender a vida, a família e a tradição. Aliás nesse sentido é interessante o artigo de António Pinto Leite neste sábado, no Expresso, e em que este explica que o PSD pode implodir literalmente se não resisitir àtentação de ultrapassar o PS pela esquerda. E que o interessante num momento como este é este partido ser capaz de afirmar a diferença de ideias e cultura que deram origem ao corpo social em que se apoia.
A notícia que transcrevo chegou-me via o Infovitae (uma publicação gratuita electrónica editada na Internet há alguns anos e cuja leitura recomendo vivamente podendo esta ser pedida a Infovitae Infovitae@netcabo.pt ):

Abortion Key Issue in Italian Election
By Terry Vanderheyden
ROME, March 30, 2006 (LifeSiteNews.com) – For the first time in 25 years, Italian politicians have been campaigning for an election with abortion as a key issue.
According to a BBC report, some women are complaining that abortions are becoming increasingly difficult to obtain in the largely Catholic country. One woman told the BBC she had to fly to Spain for a late-term abortion because 10 doctors had turned her down.
A clinic in Bergamo in the Lombardy region even allows a pro-life group to counsel mothers considering abortion. So far in the last five years they say they have saved 25 children. One doctor working at the women’s health centre there told the BBC he has been marginalized because he commits abortions. “I have already been completely marginalised within the unit and now only carry out menial tasks,” he said. His real name was withheld. “The only time I’m allowed into the operating theatre is to carry out abortions.”
Prime Minister Silvio Berlusconi, a pro-lifer, and his centre-right coalition face Romano Prodi’s centre-left coalition on April 9 and 10. One top minister in Berlusconi’s parliament, Rocco Buttiglione, was instrumental in helping Italian prelate, Cardinal Ruini, to boycott an abortion referendum last year.
“We are at a turning point, which is why we won the boycott last year,” said Buttiglione. “Should children be born out of the love between a man and a woman or should we make them into a commodity? The answer [to the latter is] clearly ‘no.’ There is an important change in the mood of the country.”
Pope Benedict XVI commented on the election meanwhile, saying the position of the church on the issues of abortion and same-sex “marriage,” is “non-negotiable.”

domingo, março 26, 2006

Uma versão paroquial do Portugal no seu melhor...

Depois de ter feito hoje uma vez mais aquela maravilhosa experiência que é ir à Missa longe dos lugares habituais (estava na Guarda onde fiz uma sessão para a Acção CatólicaRural sobre as questões da Vida) e dar-me conta da beleza de outras comunidades, da universalidade da Igreja e da força social que representamos, tive o prazer de rir à gargalhada com este texto que me enviou o Pedro Vassalo. É uma espécie de versão paroquial do Portugal no seu melhor (não haverá uma bendita editora que edite todas aquelas fotografias extraordinárias, publicadas no Independente?).
Veio assim:

HUMOR
Os melhores anúncios dos placard’s paroquiais

Asseguram que são textos reais, escritos em paróquias autênticas; o riso, certamente, será autêntico.
Alguém se dedicou a copiar alguns avisos de placard’s paroquiais e a fazê-los circular pela Internet.
É uma chamada de atenção para o que se escreve e como se escreve nas nossas igrejas!

ANÚNCIOS PAROQUIAIS

Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças.

Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia.

O torneio de basquet das paróquias continua com a partida da próxima quarta-feira à tarde: vinde animar-nos, enquanto procuramos derrotar Cristo Rei.

Por favor, metei as vossas ofertas dentro de um sobrescrito, juntamente com os defuntos que quereis fazer recordar.

O pároco acenderá a sua vela na do altar. O diácono acenderá a sua na do pároco e, voltando-se, acenderá um a um todos os fiéis da primeira fila.

Quarta-feira à tarde, ceia à base de feijocas no salão paroquial. Seguir-se-á o concerto.

O custo da participação na reunião sobre “oração e jejum” inclui as refeições.

O grupo de recuperação da confiança em si mesmos reúne-se na quinta-feira, às 7 da tarde. Por favor, usai a porta de trás.

Na sexta-feira, às 7 da tarde, as crianças do Oratório representarão “Hamlet” de Shakespeare, no salão da igreja. A comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia.

Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos.

O coro das pessoas de sessenta anos dissolver-se-á durante todo o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

Na quinta-feira, às 5 da tarde, haverá uma reunião do grupo das mamãs. Roga-se a todas as que queiram fazer parte das mamãs que se dirijam ao pároco no cartório paroquial.

Tema da catequese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”. A catequese de amanhã: “À procura de Jesus”.

quarta-feira, março 22, 2006

Cristãos da Indonésia condenados à morte

O Papa já lhes escreveu.

A campanha a favor da sua liberdade (subscrição de uma petição) decorre em:

http://www.santegidio.org/it/pdm/news/ap_tibo_dasilva_riwu.htm

É simples e pode ser que a pressão internacional lhes salve a vida (lembram-se do que se passou com aquela mulher na Nigéria?). Imaginem-se em circunstância semelhante. O que não apreciariam cada pessoa e acto desta a favor da vossa liberdade!

E, como nos ensina a Igreja, rezar é sempre uma boa ideia! Em última instância para que Deus os conforte e aos seus, possa este tempo ser vivido de maneira santa e a morte encontrá-los em paz. É este o milagre do cristianismo: não afasta o sofrimento, mas torna possível vivê-lo em paz. Para expressá-lo os cristãos inventaram uma palavra: Laetitia (letícia).

Direita e esquerda

Recebi agora mesmo de um amigo. Achei divertido. Uma "blague" neo-con (neo-conservadora)! :-)

"Uma universitária andava no quarto ano da Faculdade.Tinha vergonha de que o seu pai fosse de direita e, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projectos de lei, que davam benefícios aos que não o mereciam e impostos mais altos para os que tinham maiores rendimentos. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia dele estava equivocada. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialéctica de Marx, procurando mostrar que ele estava errado, ao defender um sistema tão injusto como o da direita.
No meio da conversa, o pai perguntou: Como vão as aulas? Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 18, mas tenho muito trabalho para conseguir estas notas. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente. O pai prosseguiu: E a tua amiga Sónia, como vai? Ela respondeu, com muita segurança: Muito mal. A média dela é 6, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e, muitas vezes, nem sequer vai às aulas. De certeza que vai chumbar o ano.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou: Que tal se tu sugerisses aos professores ou ao coordenador do vosso curso,para que sejam transferidos 6 valores das suas notas para as da Sónia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para ti, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas, para permitir a futura aprovação de vocês as duas. Ela, indignada, retrucou:Por quê?! Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sónia passeou pelo lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
O pai, então, abraçou-a carinhosamente, dizendo: BEM-VINDA À DIREITA!!!!"

terça-feira, março 21, 2006

Dia do Pai ou do progenitor A ou B?

EM ESPANHA ontem foi dia do progenitor A ou B ?"O arcebispo de Valência, Dom Agustín García-Gasco, qualifica na sua carta desta semana de «ridículo» ter sido substituído no registo civil os termos «pai» e «mãe» por «progenitor A» e«progenitor B», respectivamente.Segundo informou Aván, o prelado adverte que «quem se dedica a anular a identidade familiar, quem está fazendo desaparecer o significado jurídico e social de "ser pai" e de "ser mãe" está pondo sua mensagem ideológica para destruir a sociedade familiar e,com ela, a própria sociedade».Como conseqüência da lei que permite as uniões entre pessoas do mesmo sexo, incluindo a adopção de crianças, o Boletim Oficial doEstado estabelece com uma ordem do Ministério de Justiça a criação de um novo formulário de livro de família, no qual se utilizarão os termos «progenitor A» e «progenitor B» em lugar de «pai» e «mãe».Para Dom García-Gasco, «a legislação espanhola em matéria de matrimônio e família é cada dia mais mentirosa, sectária e radical» e, também, «falta à verdade do ser humano e à própria natureza». Em sua carta pastoral, o arcebispo convida as famílias a «romper silêncios absurdos», porque «queixar-nos ou rirmos dos escândalos políticos anti-familiares não basta», e anima a considerar o V Encontro Mundial das Famílias como «uma ocasião privilegiada para que as famílias de todo o mundo manifestem sua iniciativa e sua solidariedade». "
Fonte: Zenit!

O Ministro, a Câncio e o aborto

Hoje no DN a maior praticante portuguesa do jornalismo de causas (isto é, o uso do jornalismo como instrumento de formação de opinião, em nome de um qualquer ideal) e uma respeitável adversária (tem que se reconhecer...! :-) parece "pegar-se" com o Ministro da Saúde (cada vez percebo melhor o comentário recorrente de Marcelo Rebelo de Sousa a este governante...) por causa deste não iniciar já os procedimentos necessários a que se possa abortar (ao abrigo da lei de 84) em clinicas privadas.
Das duas uma: ou é "fita" (o que Câncio quer é o mesmo que o Ministro, ou seja, diminuir as chances de argumentação dos adversários da despenalização do aborto) ou então é mesmo verdade que estes activistas pró-aborto são objectivamente favoráveis à prática do mesmo. Subjectivamente, já se sabe, não se pode senão dar por bem o que afirmam da boca para fora...

segunda-feira, março 20, 2006

O Ministro da Saúde e a Petição pro-referendo da procriação artificial

Do alto da sua cadeira do poder, o Ministro da Saúde decidiu declarar (no Público de hoje) que a Petição em referência é "irrelevante" (para mais informações sobre esta petição ver www.referendo-pma.org )...
Não sabe é o Ministro da Saúde como é irrelevante para nós a sua douta opinião...!
Com 30 mil assinaturas angariadas em apenas duas ou três semanas, pode bem Vossa Excelência contar com uma petição formal ou não que dará entrada na Assembleia da República no início de Abril.
Depois então se verá (na reacção dos grupos parlamentares) se também para estes o povo e a sua opinião é tão irrelevante como para o Dr. Correia de Campos...?

Das vantagens do correio electrónico na instrução do pessoal

Por vezes na caixa de correio caem algumas pérolas como esta há pouco recebida de uma amiga. Para quem pertence a um sector de intervenção civica e política em que a imaginação tem de ser muita (tão numerosas são as hordas dos oponentes e poderosa e esmagadora a sua força) sabe sempre bem verificar que mesmo nas situações mais apertadas há sempre uma possibilidade da pessoa se safar...! :-)
O texto é este:
"Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem muito virtuoso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na realidade, o verdadeiro autor era uma pessoa muito influente no reino e, por isso, desde o 1º momento se procurou um "bode expiatório", para encobrir o culpado. O homem foi levado a julgamento já sabendo que tinha escassas ou nulas oportunidades de escapar ao terrível veredicto: a forca! O juiz, também metido na trama, cuidou não obstante de dar todo o aspecto de um julgamento justo e, por isso, disse ao acusado:
- Conhecendo a tua fama de homem justo e devoto ao Senhor, vamos deixar nas mãos d'Ele o teu destino: vamos escrever em dois papeis separados as palavras "culpado" e "inocente". Tu escolherás e será a mão de Deus a que decidirá o teu destino.
Claro, o mau funcionário havia preparado dois papeis com a mesma palavra: "Culpado". E a pobre vitima, ainda sem conhecer os detalhes, dava conta de que o sistema proposto seria uma armadilha. Não havia escapatória. O juiz ordenou o homem a pegar num dos papeis dobrados. Este respirou profundamente, ficou em silencio uns quantos segundos com os olhos fechados e, quando a sala começava já a impacientar-se, abriu os olhos e, com um estranho sorriso, pegou num dos papeis e levando à boca o engoliu rapidamente.
Surpreendidos e indignados os presentes condenaram o acto veemente:
- Mas? Que fez?!? E agora??? Como vamos saber o veredicto?!
- É muito simples, respondeu o homem. É uma questão de ler o papel que resta, saberemos o que dizia o que engoli.
Com nítido incomodo e enjoo mal dissimulados, lá tiveram que libertar o acusado, e jamais voltaram a molesta-lo.

Moral da história, : por mais difícil que se nos apresente uma situação, nunca deixes de buscar a saída nem lutar até ao último momento. Sê criativo! Quando tudo pareça perdido, usa a imaginação pois, como costumava dizer Albert Einstein: " Nos momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento . "

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O filme "Munique" (um artigo de Pedro Afonso)

Munique

Não é todas as semanas que se vê um filme assim! Refiro-me mais concretamente ao último filme de Steven Spielberg, intitulado «Munique». Na minha opinião, uma das qualidades que o bom cinema deve ter – para além da função de entretenimento – é obrigar-nos a pensar sobre algo. Neste caso, foi o que aconteceu comigo. Dias depois de assistir ao filme, continuava a matutar naquelas imagens, reflectindo sobre um terrível fenómeno deste século: o terrorismo.
Em Setembro de 1972, durante as Olimpíadas de Munique na Alemanha, oito membros da organização palestina Setembro Negro, facção radical da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) capturaram onze elementos da equipa Olímpica de Israel. Infelizmente, nenhum deles sobreviveu. Israel prometeu vingança e recrutou (alegadamente) na Mossad – os seus serviços secretos – uma equipa de agentes com o objectivo de vingar o crime cometido.
Com efeito, todo o filme é sobre uma «vendetta», de um povo sobre outro. É por isso, uma obra cinematográfica triste e bárbara. Evidentemente que o castigo dos culpados é um imperativo de uma sociedade organizada e civilizada. Hoje, ninguém aceita a justiça privada (fazer justiça pelas próprias mãos), será assim lícito um estado, qualquer que ele seja, baseando-se na antiga Lei de Talião (olho por olho, dente por dente), ordenar uma vingança?
Habitualmente, perante um conflito entre duas partes, nós procuramos fazer um julgamento moral e tomar partido de um dos lados (o dos bons). Curiosamente, aqui não há bons nem maus; mas tão-somente uma vingança. Não existe, por isso, espaço para ideologias, mas antes uma crueldade e um ódio que parecem não ter fim.
Apesar de retratar a primeira manipulação televisiva, à escala planetária, perpetrada por um grupo de terroristas, o filme acaba por ser anti-televisivo. Isto ocorre porque, ao contrário de uma certa banalização da violência com que somos confrontados diariamente nos telejornais, aqui o espectador é colocado diante uma violência autodestrutiva e contraproducente, ficando impossibilitado de identificar, o lado do bem e do mal. Ora, neste contexto psicótico é um absurdo defender qualquer ideologia.
Mas, «Munique» não se limita a abordar a questão moral da violência. Vai mais longe, questionando a origem de qualquer conflito entre culturas ou civilizações. De resto, o veneno está lá, muito bem representado; e o veneno é justamente a «vingança».
Embora muitos aspectos da vingança possam evocar o conceito de igualar as coisas – forçando o outro lado a passar pelo que a vítima passou, dissuadindo-o de repetir a acção –, a verdade é que ela tem habitualmente um objectivo mais destrutivo do que construtivo. Veja-se, por exemplo, as reacções de retaliação que estamos actualmente a assistir por todo o mundo árabe, pela publicação de umas caricaturas num jornal ocidental.
A vingança é um acto justiceiro e um vício contrário à justiça e, na perspectiva cristã, uma renúncia à caridade: «não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem», diz S. Paulo (Rom,12,21) .
Mesmo sendo judeu, Spielberg nesta obra, evita tomar qualquer posição. Opta por confrontar-nos com o percurso de uma personagem que supostamente vai fazendo justiça, conduzindo à morte vários seres humanos (terroristas), de uma forma cruel, trágica e imparável, até que surja finalmente a paz e o tão desejado regresso a casa. E será que isso chega a acontecer?
O filme «Munique», não agradou nem a Israelitas nem a Palestinianos. Talvez valesse a pena tentar perceber porquê?...
Pedro Afonso
pedromafonso@netcabo.pt

domingo, fevereiro 12, 2006

O Papa Bento XVI, a defesa da Vida e o Amor de Deus

Defender a vida humana é um ato de amor que exige amor, declara PapaUma cultura que se baseia «na atenção aos demais, sem exclusões ou discriminações», assegura CIDADE DO VATICANO, domingo, 5 de fevereiro de 2006 (ZENIT.org).- Bento XVI explicou este domingo que a defesa da vida humana, tanto nascente como em sua fase terminal, constitui um autêntico ato de amor por toda pessoa. Assim explicou ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos, no dia em que a Igreja celebrava na Itália e em outros países a Jornada para a Vida. Escutavam o Papa vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, entre os que se encontravam membros do Movimento para a Vida da Itália, que estavam acompanhados pelo cardeal Camillo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma e presidente da Conferência Episcopal Italiana. «Inclusive antes de empreender iniciativas operativas, é fundamental promover uma adequada atitude para com o outro», afirmou o pontífice, recolhendo a mensagem central de sua primeira carta encíclica «Deus caritas est» (Deus é amor). Segundo o bispo de Roma, «a cultura da vida se baseia, de fato, na atenção aos demais, sem exclusões ou discriminações». «Toda vida humana, enquanto tal, merece e exige ser defendida e promovida sempre», sublinhou o Papa, falando desde a janela de seu apartamento. O próprio Papa reconheceu que «esta verdade corre o risco de ser contradita com freqüência pelo difundido hedonismo nas assim chamadas sociedades do bem-estar: a vida é exaltada enquanto é agradável, mas se tende a deixar de respeitá-la quando está enferma ou experimenta algum tipo de deficiência». Agora, segundo ele mesmo propôs, «partindo do amor profundo por toda pessoa é possível aplicar formas eficazes de serviço à vida: tanto à nascente como à que está marcada pela marginalização ou o sofrimento, especialmente em sua fase terminal». O Santo Padre recordou que uma das contribuições do pontificado de João Paulo II, particularmente com a encíclica «Evangelium vitae» (1995), foi a de «marcar os aspectos morais em um amplo contexto espiritual e cultural», confirmando «que a vida humana é um valor primário que há que reconhecer, e que o Evangelho convida a respeitar sempre». O pontífice concluiu encomendando a Maria «as mulheres que esperam um filho, as famílias, os agentes de saúde e os voluntários que se comprometem de diferentes maneiras no serviço à vida. Rezamos, em particular, pelas pessoas que se encontram em situações de maior dificuldade». Bento XVI também falou da Jornada para a Vida pouco antes, ao realizar uma visita pastoral na manhã desse mesmo dia à paróquia do Vaticano, a igreja de Santa Ana. O Santo Padre constatou que atualmente «duas mentalidades se opõem de maneira inconciliável». «Expressando-nos em termos simples, poderíamos dizer --esclareceu--: uma das duas mentalidades considera que a vida humana está nas mãos dos homens, a outra reconhece que está nas mãos de Deus». «A cultura moderna legitimamente sublinhou a autonomia do homem e das realidades terrenas, desenvolvendo assim uma perspectiva apreciada pelo cristianismo, a da encarnação de Deus», reconheceu. Mas, como afirmou claramente o Concílio Vaticano II, disse o Papa, «se esta autonomia leva a pensar que "a realidade criada é independente de Deus e que os homens podem usá-la sem referência ao Criador", então se cria um profundo desequilíbrio, pois a "criatura sem o Criador desaparece"». ZP06020502

sábado, fevereiro 11, 2006

A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira

A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista do O Independente ao P. Nuno Serras Pereira
In O Independente – 10. 02. 2006
Entrevista a P. Nuno Serras Pereira conduzida por José Eduardo Fialho Gouveia

Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana pas­sada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamen­to entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?

Não é possível haver casamento entre pessoas do mes­mo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.

Porquê?

Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se jun­tam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.

O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?

Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumen­talizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.

É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?

Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.

E amor em termos sexuais?
Penso que não é possível. A homos­sexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homos­sexualidade da lista de enfermida­des. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a incli­nação sexual dos homossexuais.

Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamen­te conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conheci­mento público que essa visão está ultrapassada...

Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de infe­rioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homos­sexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinên­cia tende a favorecer a cura.

Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?

Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estu­dos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalida­de entre a população homossexual, em termos per­centuais, são superiores. Finalmente, os dados mos­tram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.

Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?

Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia compro­var o que eu digo.

Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?

Podem estar mal informados ou partilhar de uma ide­ologia que os faz olhar apenas para uma parcela da rea­lidade e excluir determinados factores.

Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a dis­torcer a realidade?

Estou a falar de factos.
Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.
Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...

Não é isso que a minha experiência me ensina.

Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?

O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira iden­tidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recu­perados.

Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?

Os especialistas explicam que é uma psicose.

Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...

Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comu­nicação social cortou-lhe o pio.

A comunicação social norte-americana está então domina­da por um poderosíssima "lobby gay"?

O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.

Considera-se homofónico?

De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.

Isso significa que o Estado não deve proteger um casal hete­rossexual que não pode ter filhos?

Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.

Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?

Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.

Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?

A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comporta­mento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.

Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?

Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.

Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?

Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma rea­lidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.

São realidades diferentes porquê?
Porque um homossexual não é capaz de constituir família.

Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.

E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.

É lógico que não concorda com a adopção por casais homos­sexuais...
Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência mascu­lina e a mãe como referência feminina.

E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?

Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.

É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?

Depende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseu­do-mães.

Há cerca de três meses, foi condenado por difamação devi­do a um texto que escreveu, intitulado "Os Abortófilos". Entre outras coisas, apelidou a Associação para o Planeamento dá Família (APF) de "organização 'serial killer"' e defendeu que esta promove o homicídio. Volta a afirmar o mesmo, ou admi­te que talvez tenha ido demasiado longe?

Confirmo o que escrevi. É tudo verdadeiro e correcto. Um "serial killer" é alguém que matou várias pessoas. Essa organização pertence à International Planned Parenthood Federation, que promove o aborto no mun­do inteiro. Só nos Estados Unidos matou milhões de pes­soas ainda não nascidas.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
O objectivo não é prender mulheres. A lei tem uma função dissuasora. Deve ser avaliado cada caso para aquilatar da culpabilidade. Muitas vezes os juízes che­gam à conclusão de que não há razão para punir com pena de prisão.

Se, tal como diz, fazer um aborto é matar uma criança, uma mulher que o faça deve ser presa?

Um Estado democrático tem a obrigação de defender e de tutelar a dignidade de todos, independentemente da fase da sua existência. Um ser humano na fase da con­cepção tem tanto valor como três meses ou nove meses depois. Um Estado que não defenda a dignidade de todos é um Estado totalitário e tirano. Pode usar os mecanismos formais da democracia, mas está a colaborar activamente na matança de inocentes.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?

Depende das circunstâncias.

Em que circunstâncias deve ser presa?

Compete ao juiz analisar.

Também defende que o aborto é pior do que a pedofilia. É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com pouco tempo de vida?

Os dois crimes são abomináveis.
Mas escreveu que um era mais grave do que o outro.
Sim. Matar uma criança é mais grave do que abusar dela.
É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com poucos meses ou poucos anos de vida?

É sempre mais grave matar um ser humano inocente do que abusar dele.

Nesta semana, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, informou que as escolas secundárias vão poder fornecer preservativos aos alunos, desde que com o con­sentimento dos pais. Como comenta?

Promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade. Os únicos exemplos de sucesso no combate à sida reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde são o Uganda e as Filipinas. Em ambos os paí­ses promoveu-se primeiro a abstinência, depois a fide­lidade e só em último caso o preservativo. A partir do momento em que, nas Filipinas, se abandonou esta estratégia e se apostou na promoção do preservativo o número de pessoas infectadas aumentou. Em boas con­dições, o preservativo tem uma taxa de eficácia entre os 85 e os 90 por cento. É como jogar à roleta-russa. Eu não apanho um avião daqui para Paris se me disserem que só chegam lá 80 por cento dos aviões. Por outro lado, essa taxa de eficácia é calculada ao longo de um ano. À medi­da que o tempo passa, que se vai repetindo a roleta, a pro­babilidade desce para valores muito inferiores, na ordem dos 15 por cento ao fim de dez anos. É errado falar de sexo seguro. Por outro lado, o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças nem de educá­-las a esse nível. Esse é um direito inalienável dos pais.

Estamos a falar de consentimento dos pais...

Mas vai haver aulas de Educação Sexual obrigatórias e gabinetes de atendimento cuja mentalidade é dominada pela APF. Nós sabemos o que vão fazer às crianças.

O quê?

Vão pervertê-las.

Como?

Qualquer relação sexual que não seja dirigida à pro­criação é uma perversão.

Homens e mulheres devem abster-se de ter relações sexuais caso não queiram ter um filho?

A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de unidade e de amor. Se uma pessoa se dá a outra na totalidade do seu ser admite que está a ofere­cer a capacidade de ser pai ou a capacidade de ser mãe. Pode surgir um filho ou não, mas nada se faz para manipular e falsificar essa linguagem do amor.

Qual é o problema de ter relações sexuais, tomando as devi­das precauções, para que não haja uma gravidez indesejada?
Se tomar precauções significa recorrer aos períodos inférteis da mulher, não há qualquer problema.

Que é um método falível, ou não?
Não. A Organização Mundial de Saúde atribui-lhe 99,8 por cento de eficácia.

E qual é o drama de utilizar o preservativo ou a pílula?

Falsifica-se a relação. Deixa de haver uma entrega total.

Há cerca de um ano, publicou um anúncio no "Público" explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utili­zasse métodos contraceptivos. Qual é o sentido disto?

Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impe­dido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes, seja através de pílulas abortivas, de métodos cirúrgicos...

... Fala, inclusive, da reprodução medicamente assistida...

Sim. Por cada criança que nasce dez foram mortas pelo caminho. Actualmente, em Portugal, temos congelados 40 mil seres humanos na sua fase embrionária.

Um embrião que não vinga é uma criança que morre?
É. Todos nascemos a partir de embriões. A informação genética está lá toda.

Quem tenta ter filhos através da reprodução medicamente assistida ou quem utiliza métodos contraceptivos não pode comungar?

Refiro-me a métodos que podem ter um efeito abor­tivo, como o dispositivo intra-uterino ou a pílula do dia seguinte. Um católico que não respeita o mandamen­to "Não matarás" não pode ir à comunhão.

A mulher que usa o dispositivo intra-uterino é uma homicida?

Um homicida é aquele que mata voluntariamente um ser humano inocente. Se quem usa esses métodos [dis­positivo intra-uterino, pílula do dia seguinte] tem consciência - normalmente isso não acontece porque as pessoas são enganadas - de que a sua utilização pode matar um ser vivo na sua fase embrionária está a cometer um homicídio.

Então a mulher que toma a pílula do dia seguinte deve ir parar à cadeia?

Isso é complicado do ponto de vista penal, porque nun­ca se pode ter a certeza de que houve um aborto. Mas há algo que me parece claro: o Estado ultrapassa as suas com­petências ao permitir a venda da pílula do dia seguinte e ao financiá-la através do Serviço Nacional de Saúde.

Quando publicou esse anúncio, muitos sacerdotes conde­naram a sua posição e afirmaram que tinha feito uma inter­pretação abusiva do Código de Direito Canónico. Como comenta?

Temos de compreender a ignorância dos outros.

Concordaria com o fim do celibato para os padres?

Não.

Porquê?
O celibato é uma riqueza enorme. Jesus Cristo casou com a Humanidade e participar deste celibato de Jesus Cristo, deste servir a Deus com o coração uno e indi­visível, é muito enriquecedor.

Amar alguém e concretizar esse amor interfere em quê na relação com Deus?

Não interfere.
Então por que razão os padres têm de estar obrigados ao celibato?

Hipoteticamente, é possível um Papa revogar essa dis­ciplina. Ela pode ser mudada, não é um dogma. Mas tem razões teológicas de fundo e está alicerçada na tradição da Igreja desde o início.

É fácil contrariar o desejo sexual?

Deus dá-nos essa capacidade.

Como só entrou para o seminário aos25 anos, suponho que já te­nha feito amor com alguém. Nunca sente desejo de voltar atrás?

O combate pela castidade é um combate até ao fim da vida. Mas a satisfação interior que resulta de não ceder à tentação compensa qualquer outra coisa. Servir a Igreja representa uma alegria enorme.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Berlusconi, o Sexo e a Igreja

Ressalvo desde já que se estivesse em Itália, seria em Berlusconi que votaria e não na esquerda idiota que de birra e mau perder tenta sempre fazer passar por facínoras os seus adversários políticos. Facínoras, na melhor das hipóteses. Geralmente fá-los passar por idiotas...porque, já se sabe (e se viu na União Soviética), para a esquerda a dissidência só pode ser fruto de uma doença mental.
Dito isto, irritou-me supremamente a promessa que o dito Berlusconi terá feito (na sequência da visita a uma região em que é prepondorante um sacerdote católico) de permanecer em jejum sexual entre esta data e a das eleições (mais ou menos, dois meses e meio...poça!). E irritou-me porque corresponde a um racíocinio, mais ou menos, deste género: "para ganhar votos, tenho de ter comigo os católicos, eles detestam sexo, vou dizer que vou ficar casto, eles vão adorar"...!!!
Ora, trata-se de uma idiotice pegada que confunde catolicismo com moralismo, amor à vida com rejeião do sexo, uma vida grande com um horizonte mesquinho e pequeno. E isto não é verdade.
Quem se dedique a ler o livro "Vorazmente teu" (The screwtype letters) do C.S. Lewis (editado pela Grifo do Manuel Vieira da Cruz e à venda, pelo menos, na Paróquia do Alto do Lumiar) percebe lindamente o seguinte: "isso", o sexo, toda a festa que lhe está associada, foi Deus que o inventou, porque o Diabo, para o humano, não quer senão dor, mentira, sofrimento e morte. O que o Diabo quer (e por isso é contra a castidade, toda ela a demonstração existencial de um amor e entrega maiores) é que façamos um mau uso das coisas boas que Deus nos deu! Entre as quais, o sexo (nesta concepão mais reduzida e carnal da expressão).
Por isso ou esse jejum (dois meses e meio...poça!) tem o significado de uma entrega para um bem maior, de oferta de si e pedido de que aconteça sempre mais na vida a presença de Deus, ou então é rematada tolice! E qualquer católico inteligente o saberá ver e por isso é bom que Berlusconi lhes dê razões verdadeiras para nele se poder votar! :-)

Casamento de homossexuais: a coragem contracorrente de José Lello

Extraordinária, na TSF, a crónica "O Mel e o Fel" de José Lello na terça-feira passada! Uma lucidez impressionante, uma coragem de afrontar o mais poderoso lobby instalado na sociedade portuguesa (sobretudo na estrutura do pensamento dominante), uma inteligência de razões, que vale a pena verificar em: http://tsf.sapo.pt/online/radio/index.asp?id_artigo=TSF168013&pagina=Interior
Sei bem como é dificil enfrentar a mentalidade comum e instalada, obediente e conformada, do meio político em que se está (no meu caso era a bancada parlamentar do PSD, no dele, a bancada parlamentar do PS). Por isso mais apreciei a sua crónica. Parabéns!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Presidente Famílias Numerosas da Europa defendeu hoje, em Bruxelas, Reforma em função número de filhos

O presidente da Confederação Europeia das Famílias Numerosas (ELFAC), Fernando Castro, defendeu hoje em Bruxelas que o valor das pensões de reformas na União Europeia (UE) deve ser calculado em função do número de filhos.
"Pressionamos para que as pensões de reforma sejam indexadas ao número de filhos. Nós contribuímos para o Estado Social de duas maneiras, em dinheiro e em géneros, que são as crianças", afirmou o presidente da ELFAC à margem de um encontro com o Intergrupo da Família e Protecção da Infância do Parlamento Europeu.
A associação de representantes de famílias numerosas apelou às instituições europeias que instem os Estados-membros a adoptarem "um leque de boas práticas" que solucione o problema do envelhecimento da população na Europa e o consequente colapso dos sistemas de segurança social.
Fernando Castro apelou também ao governo português que "chame a atenção para o facto de as famílias numerosas serem um bem para o país" e para que tome medidas como aumentar "os abonos de famílias para valores dignos".
O eurodeputado, José Ribeiro e Castro, vice-presidente do Intergrupo da Família e Protecção da Infância, defendeu que a Comissão Europeia deve "traduzir uma maior sensibilidade" para a Política da Família nas diversas áreas que são da sua competência, como por exemplo, o IVA reduzido das fraldas, actualmente em discussão.
O deputado do CDS-PP considerou que a ideia de as pensões de reformas dependerem do número de filhos deveria ser debatida em Portugal.
Após esta reunião, representantes da ELFAC encontram-se com o comissário europeu Vladimir Spidla, responsável por Emprego, Assuntos Sociais e Igualidade de Oportunidades, e com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
A ELFAC foi criada em Março de 2004, em Lisboa, para congregar várias associações de famílias numerosas europeias, e actualmente representa mais de 50 milhões de cidadãos europeus que pertencem a nove milhões de famílias com vários filhos.
Noticia: Lusa; DE; RR; CM
07-02-2006

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Canadá e casamento homossexual: o regresso da Razão

in: ACI digital, 3-2-2006

Novo Primeiro-ministro do Canadá se compromete a revisar "casamento" homossexual

MADRI, 03 Fev. 06 (ACI) .- A eleição do Stephen Harper como Primeiro-ministro do Canadá e a nova configuração do Parlamento nacional despertaram grandes expectativas entre os que promovem a defesa do matrimônio e a família no país. Harper prometeu publicamente que o Legislativo revisará a lei que permite o "casamento" entre pessoas homossexuais no Canadá. Segundo o informativo Análisis Digital, "Harper se mostra decidido a fazer dos valores morais um gesto distintivo de seu mandato" e considerou que sem ser uma grande potencia, "o Canadá pode influenciar o mundo com seus valores".
Harper garantiu que "o mais rápido possível, embora não imediatamente", o Parlamento canadense reconsiderará o "casamento homossexual". Estima-se que isto ocorra durante a próxima legislatura.
Análisis Digital indicou que no programa do novo governante "ficam outras questões que esperam resposta por parte de importantes setores conservadores. Uma delas é elevar a idade mínima legal para manter relações sexuais consentidas, que hoje no Canadá é de 14 anos".
Além disso, "está também a recente aprovação, depois de uma sentença do Tribunal Superior, dos ‘clubes de sexo em grupo’, dos quais poderão participar adolescentes de 14 anos, sempre e quando não se permitir a venda de álcool. Judith Reisman, que foi conselheira em três Administrações americanas, denunciou que esta decisão é um convite em toda regra aos pedófilos do mundo inteiro".